Rumo a expansão vertiginosa da video-advertsing

O setor de video-advertising vai mudar mais nos próximos 3 anos do que mudou nos últimos 60. A previsão não é minha, é do Dave Morgan, colaborador editorial do Media Insider

Mas vamos entender vídeo, primeiro.

Video considera-se hoje tudo aquilo que se veicula em formato de imagens em movimento nas mais diversas plataformas. Toda a programação e os comerciais de TV são vídeo, assim como tudo no YouTube, obviamente, também é. Não concordo muito com essa definição, mas é assim que analistas e profissionais de marketing e comunicação definem vídeo hoje, notadamente no que se refere a publicidade. Deixa o que eu acho pra lá.

Video, nesse conceito, nasceu junto com o primeiro avanço digital da TV, quando se criaram as primeiras máquinas de video tape, que registravam em fitas imagens em movimento para serem exibidas não mais em tempo real, mas on demand e quando se desejasse. Foi lá pelos anos 1960. 

Hoje, a video-advertising ganhou força adicional na internet, como todos sabemos. Não mais só no YouTube, que foi pioneiro em perceber a força desse formato, mas agora em tudo que é lugar online. Faz alguns anos que o uso incremental da video-advertising começou a se expandir mais e mais na web e que marcas e anunciantes passaram a aportar verbas mais volumosas nessa alternativa, muitas vezes redirecionando investimentos de mídia antes classicamente investidos em TV para a internet.

A tendência que se registra aqui, e para a qual o nosso amigo Dave nos chama a atenção, é que nos anos próximos à frente, em ambos os meios, TV e web, vamos ver se acelerar mais e mais o aporte de verbas nesse formato. Estávamos a 150KM. Vamos acelerar para 300KM.

No balanço entre as duas plataformas, veremos a migração das verbas da TV para a internet crescer e isso se dá por vários motivos. Um deles é que o inventário da TV é finito e o da Internet, é, em tese, se considerarmos o todo, infinito. Mas também porque se pode veicular comunicação comercial nela, em vídeo, quando e de que forma e duração quisermos. Não tem a camisa de força da grade de programação televisiva, nem dos 30 segundos. E, para matar a questão, vídeos na internet podem ser interativos e servir para a captura de dados dos usuários e consumidores. E isso muda tudo a favor do vídeo-advertising digital e online.

Só que nem tudo isso junto consegue bater o protagonismo da TV, que como meio, entrega cobertura em massa, concentrada em poucos canais, o que facilita a gestão logística e amplifica o controle assertivo dos targets a serem atingidos em clusters. A internet pode atingir uma pessoa por vez, de forma personalizada, algo que a TV, embora evoluindo nesse sentido, não faz tão bem. Mas a web é toda pulverizada. Mais difícil de programar. Daí que é ainda a TV que segue recebendo, historicamente, as maiores verbas de investimento publicitário em vídeo-advertsing até hoje.

Olhando o cenário macro e juntando tudo num balaio de gatos só, o video-advertising vai se expandir por conta das hoje inúmeras possibilidades de canais, como os celulares, lap e desktops, TVs conectadas e todo o mundo OTT e do streaming. 

O instituto eMarketer estima que,  nos EUA, as CTVs, ou tvs conectadas, receberão mais verbas este ano e nos que virão do que sempre e que poderão vir a representar quase 30% de tudo o que se refere a vídeos programáticos e 15% do crescimento nos investimentos totais em mídia programática.

Plataformas e softwares de automação na distribuição de videos, agora de forma segmentada e altamente precisas, fundamentadas em dados, otimizarão mais e mais a assertividade da video-advertising, na internet e, cada vez mais, na própria TV. Isso significa que agências e anunciantes podem agora acompanhar seus consumidores durante toda a jornada e o funil de consumo, como nunca antes. E que ambas as plataformas utilizadas concomitantemente asseguram hoje uma acurácia única, além de cobertura, abrangência e frequência como também nunca se viu antes.

Como tudo hoje acontece de forma bem mais acelerada do que acontecia antes, numa velocidade que não conhecíamos, a tendência é mesmo que a video-advertising protagonize mais mudanças nos poucos anos adiante do que em todos os anos anteriores somados.

Estamos diante da maior força de comunicação para o marketing. Que vai só crescer, se aprofundar e se expandir de forma inédita até hoje, desde aqueles hoje longínquos anos 1960.

4 de fevereiro de 2021 – Pyr Marcondes – Senior Partner at Pipeline Consulting – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/blog-do-pyr/2021/02/04/rumo-a-expansao-vertiginosa-da-video-advertsing.html

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