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O novo status do delivery em foodservice

Conveniência é a palavra de ordem. Por ser a máxima para o consumidor, o delivery assume papel fundamental na concretização dessa promessa no mercado de foodservice.

Segundo dados da pesquisa Crest, em 2017 o delivery representou 7% do faturamento dos negócios de alimentação fora do lar. Num mercado caracterizado pela pulverização, o gráfico abaixo destaca a performance dos quatro principais segmentos de entrega, reforçando a ampla concentração de 23% em Quick Service Restaurant, terminologia americana para o usual Fast Food.

Fonte: Pesquisa Crest, 2017 – Gráfico 1 – Concentração de pedidos delivery em foodservice

A combinação dos aplicativos para pedido e entrega segue em franco crescimento entre os consumidores brasileiros, porém, a equalização financeira para os operadores de foodservice nem sempre é verdadeira, uma vez que os grandes players do setor de aplicativos praticam taxas que, em algumas operações, não permitem a rentabilização do modelo.

Em resposta à necessidade de recomposição das margens dos operadores no delivery, surgem aplicativos web com uma nova proposta como, por exemplo, o Super Menu, que combina a função para pedido delivery e salão, ampliando a oportunidade de digitalização do relacionamento do estabelecimento com o consumidor, em um modelo de remuneração bastante palatável. No eixo de entregas, a Rappi é destaque como empresa unicórnio e Loggi se mostra em evolução nas soluções para delivery no foodservice.

No contexto de acesso e conveniência, há de se destacar ações como a da brMalls, que possui 39 bandeiras de Shoppings sob sua gestão e firmou parceria com a Delivery Center, que, além de entregar qualquer produto das lojas dos malls, atenderá ao delivery da praça de alimentação. Outro exemplo nessa linha é a parceria do Shopping Mueller de Curitiba com o James Delivery, outro aplicativo de entrega com operação de forma semelhante.

A construção de um modelo de delivery rentável em foodservice deve considerar 5 pontos:

  • Segmentação – ela dirige a escolha do consumidor segundo seus desejos e preferências.
  • Definição de mix – assertividade em produtos preferidos pelo cliente.
  • Embalagem – manutenção da integridade do produto em qualidade e segurança na não violação.
  • Precificação – combos e promoções.
  • Pontualidade na entrega – construção de relação de confiança.

O delivery é uma oportunidade para alavancar receita em operações instaladas e, cada vez mais, discute-se como modelo de negócios. O clássico case do China Box que por anos não teve loja mostra-se inteligente e atraente como oportunidade para redes e empreendedores do segmento.

Vale a reflexão para o seu negócio!

Fachada Ativa, você ainda vai abrir lojas por aqui

Depois de 4 anos desde a sua promulgação, as cidades de São Paulo e Curitiba começam a receber os primeiros projetos incentivados pelo novo Plano Diretor Estratégico (PDE), projetos de edifícios mistos (residencial e comercial em um mesmo empreendimento) e com as chamadas fachadas ativas (espaços de uso não residencial no pavimento térreo abertos à população em geral). O PDE aponta as diretrizes para organizar a ocupação, o desenvolvimento e a expansão urbana de São Paulo pelos próximos 16 anos.

Comum nos anos 60, os prédios com saguão comercial devem voltar a ganhar força, pois o PDE incentiva a prática e prevê descontos para as construções que optarem por planejar os edifícios com a chamada fachada ativa, própria para a instalação de estabelecimentos comerciais.

Além de favorecer a integração das pessoas com as cidades, as fachadas ativas têm o objetivo de aumentar a segurança da região onde são construídas, devido ao aumento da circulação de pessoas no local. Dessa maneira, incentiva a mobilidade urbana, já que ter mais empreendimentos próximos da oferta de transporte público significa mais pessoas morando e trabalhando em locais com facilidade de locomoção pela cidade. Assim, é possível evitar o uso do automóvel.

Um dos exemplos mais conhecidos é o Conjunto Nacional, situado na Avenida Paulista, em São Paulo. Outro caso é o Brascan Century Plaza, no bairro Itaim Bibi, que conta com uma praça de alimentação ao ar livre, complementada por cinema e algumas lojas, livraria e serviços como ótica e agência de viagens. Além do clássico Edifício Copan, na Avenida Ipiranga.

Construtoras que sempre atenderam ao público residencial ou de escritórios como a Gafisa, a Cyrela e a Helbor estão criando departamentos especialmente dedicados para atender lojistas, numa lógica comercial de shopping centers, inclusive migrando muitos profissionais desta área. Praticamente todos os projetos lançados são de uso misto. Um deles, que está sendo erguido pela Helbor, prevê, além de lojas, cafés, restaurantes e conveniência, um cinema. Batizado de Helbor Wide, o projeto fica na Avenida Rebouças, próximo à estação Fradique Coutinho do metrô. O complexo inclui, além de um Hotel Hilton, 339 unidades residenciais com metragens de 35 m² e 55 m², um centro comercial e quatro salas de cinema que serão operados pela Cinemark.

Fachadas ativas, mais uma opção de expansão de lojas para varejistas. Enjoy it!

A febre dos deliveries de quase tudo

Uma verdadeira revolução está ocorrendo nas principais cidades do mundo e do Brasil. Trata-se do delivery de quase tudo. Com a correria do dia a dia, o trânsito caótico e intenso e a crônica falta de tempo das pessoas, os aplicativos de entregas proporcionam enorme conveniência no momento em que fazem os consumidores pararem de gastar o tempo para ir comprar e buscar seus produtos e daí praticarem seus hobbies ou utilizarem este tempo da maneira que preferirem.

Na realidade, o estouro do delivery de comida não é exatamente de agora. O boom do delivery ocorreu mesmo nos anos 80, em São Paulo, quando contava com mais de 200 disk-pizzas. Mas os pedidos eram feitos por telefone e as ligações eram uma verdadeira via-crúcis. Das pizzas  vieram em seguida a comida chinesa, a japonesa, as esfihas e o hábito se popularizou.

Mas com o advento dos smartphones é que se popularizaram de fato os aplicativos de delivery. O surgimento do Iphone e da internet móvel, deram aos usuários o poder de escolher à vontade, tomando o tempo que precisar, de maneira simples e confortável, com pouco ou nenhum risco de errar o pedido e mantendo um baixo custo operacional das empresas.

Em 2013 vieram os primeiros aplicativos de comida pronta como a IFood, a Pedidos Já! E o HelloFood (este 2 últimos já foram incorporados pelo IFood). Estas empresas viveram uma época romântica, convivendo com os próprios restaurantes, que tinham suas próprias equipes de entregas.

Mas é agora em 2018 que vemos uma profusão de aplicativos como a Rappi, Glovo, Loggi, UberEats e o próprio IFood travando uma verdadeira guerra pelo consumidor (e pelos estabelecimentos, restaurantes e motoboys). Está em jogo a conquista do maior mercado de entregas curtas da América Latina, e estes quatro players – a espanhola Glovo, a colombiana Rappi e as brasileiras Loggi e Ifood – protagonizaram megarounds nos últimos meses, ou captações de investimentos de mais de 100 milhões de dólares. A Ifood, líder do setor que detém 60% do mercado, foi além e recentemente foi protagonista do maior investimento em uma empresa de tecnologia na América Latina até o momento, recebendo um aporte recorde de US$ 500 milhões!

O app Rappi é o que demonstra maior agressividade para crescer por aqui. Chegou no Brasil  final do ano passado, possui hoje 3,6 milhões de usuários, “milhares” de estabelecimentos e dois mil funcionários. O país apresenta uma taxa de crescimento de 30% mensalmente. São 800 mil brasileiros na plataforma, ou 21% do total de usuários. As metas para o futuro são ainda mais ambiciosas: até dezembro deste ano, o negócio espera receber 11 mil pedidos por hora e nos próximos três anos, projeta chegar a 80 milhões de usuários. O principal mercado para a Rappi, hoje, é o Brasil.

Diante deste novo cenário, a guerra do delivery se dá em outro patamar. O mercado de entregas curtas está ultra aquecido. Segundo a Abrasel (Associação brasileira de bares e restaurantes), somente o delivery de comidas faturou mais de R$ 10 bilhões em 2017 e entregou 40 milhões de refeições. No mesmo período, o comércio eletrônico faturou 59,9 bilhões de reais e enviou 203 milhões de pacotes.

De olho neste mercado, a Br Malls, maior empresa de shopping centers no Brasil, recentemente adquiriu participação na “Delivery Center”- startup gaúcha que criou esta integração entre o varejo físico ao online, com entrega de produtos no mesmo dia ou até mesmo na mesma hora da compra, utilizando shoppings como centros de distribuição. Os itens comercializados vão desde vestuário e eletrônicos até fast food.

A empresa prevê atingir um total de 200 centrais em operação no País no curto a médio prazo. Já possui nove unidades em operação. Para 2019, a previsão é de abrir uma loja por semana. As centrais da Delivery Center ficam dentro dos shoppings ou em seus estacionamentos e mantêm uma equipe de pessoas que recebem os pedidos de consumidores, coletam os itens junto aos lojistas e fazem a entrega rápida via motoboys. A parceria está dando tão certo que, especialistas projetam aumento superior a 5% nas vendas totais da BR Malls no prazo de quatro anos.

Pão de Açúcar anuncia novo formato de loja

A loja de número 1 do Pão de Açúcar, inaugurada em 1959  na região do Jardim Paulista, na cidade de São Paulo, será também a primeira unidade a receber a evolução do formato de lojas que a rede apresenta a partir deste mês como parte do aprimoramento da experiência de consumo da marca.

O projeto é resultado direto dos encontros geracionais de cocriação com clientes realizados nos últimos dez meses e também reflete os aprendizados obtidos com as unidades laboratórios do Pão de Açúcar, onde a rede implementou e testou diversas iniciativas sob o conceito “Test and Learn” durante o mesmo período.

O conceito representa, ainda, uma evolução em relação à sétima geração (G7) de lojas do Pão de Açúcar, lançada em 2017, e que apresenta um crescimento de duplo dígito em vendas em na comparação com as unidades que ainda não foram revitalizadas.

“Queremos proporcionar uma experiência de compras cada vez mais satisfatória, fluída e prazerosa. Por isso, construímos com os nossos clientes e colaboradores este novo modelo que evolui e expande a sétima geração de lojas do Pão de Açúcar. São novos olhares de quem está todos os dias consumindo em nossas lojas e, por isso, são absolutamente importantes para a cocriação deste e de nossos próximos projetos”, explica o diretor executivo do Pão de Açúcar, Laurent Maurice Cadillat.

O novo modelo de loja está baseado em quatro pilares que redesenham completamente a experiência de consumo: experimental, exclusivo, social e fluído. Os conceitos trazem um layout que revitaliza o fluxo, reforça a integração de transformação digital ao processo de compra, valoriza espaços verdes e as seções de produtos sustentáveis, além de ampliar o sortimento de produtos premium e trazer a criação de espaços de convivência com produtos prontos para o consumo.

A reinauguração da unidade Jardim Paulista inicia, também, um plano de revitalização, que inclui cerca de 20 lojas dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, além do Distrito Federal, e deve ser concluído até o fim deste ano.

Dentro do pilar Experimental, estarão abarcadas todas as iniciativas executadas sob o conceito “Test and Learn”, mantendo viva a característica de unidade laboratório que permeou o projeto até aqui e com a continuidade de lançamentos de novos produtos, serviços e conceitos inovadores para avaliação de viabilidade comercial e operacional.

Com o vértice Exclusivo, o Pão de Açúcar reforça o seu pioneirismo em produtos que são vendidos somente nas lojas da rede e continua trazendo tendências mundiais de consumo, seja por meio de grandes marcas nacionais e internacionais, ou foodtechs que desenvolvam produtos diferenciados e inovadores.

O pilar também reforçará os produtos de Marcas Exclusivas, como Taeq, Qualitá, Casino e Club des Sommeliers, trazendo cada vez mais novidades e agregando qualidade a preço competitivo.

Já o conceito Social está diretamente ligado a novas experiências de convivência para o momento de compras, como a completa reformulação do Espaço Café, que agora conta com espaços internos e externos e um cardápio completamente reformulado repleto de soluções prontas para o consumo imediato ou para viagem.

Por fim, o pilar Fluído agrupa todas as tecnologias que permitem otimizar a experiência de compras, a exemplo do Scan&Go, modelo de pagamento sem filas, que permite ao consumidor realizar compras sem passar pelos caixas e Self Checkout (ou “autoatendimento”), entre outras modalidades avaliadas sob o conceito de Test and Learn nos últimos meses.

“A inovação está totalmente conectada à história do Pão de Açúcar. Há mais de 20 anos, fomos a primeira rede a atuar com e-commerce, quando a internet ainda engatinhava no Brasil, e a ofertar produtos orgânicos em nossas lojas – hoje uma tendência crescente de consumo. Nos últimos meses, temos apertado o passo para entender como podemos evoluir a experiência de compra de nossos clientes com ainda mais foco dentro do conceito de omnicanalidade, para que ele possa consumir da maneira como, onde e quando quiser”, analisa Cadillat.

“A reinauguração de nossa primeira loja simboliza esta evolução para um novo formato das lojas do Pão de Açúcar, onde os pilares da tecnologia, produtos premium, saudáveis e praticidade estão alinhados para proporcionar uma experiência completamente nova aos nossos consumidores”, complementa o executivo.

Com a reinauguração, a loja 01 do Pão de Açúcar passa a ser o modelo referencial para as próximas unidades da rede, com o rollout de suas inovações para todas as próximas reformas. “A nossa primeira loja, a partir de agora, cria um novo modelo às próximas aberturas e mantém viva a característica de inovação que acompanha a história do Pão de Açúcar, recebendo continuamente novidades para que possamos continuar testando novos formatos e soluções diariamente”, detalhe Cadillat.

Lojas de bem-estar invadem os shoppings americanos

Uma visita a um shopping de alto padrão ou ao distrito comercial local costumava acabar em uma pilha de sacolas de compras em butiques de roupas, livrarias e outras lojas especializadas. Agora, acaba em uma aula de pilates de US$ 36, talvez seguida por uma sessão de bike indoor de US$ 36 e uma ida a um mercado orgânico para tomar uma água de côco de US$ 10 antes de uma parada em uma crioterapia de US$ 40.

Enquanto as lojas físicas de varejo perderam espaço para a concorrência do comércio online, inúmeras lojas de condicionamento físico e bem-estar – estúdios de ioga, pilates, remo, boxe, ciclismo, pole dance e treinamento intervalado de alta intensidade – estão tomando os espaços abandonados por lojas de vestuário, livros e eletrônicos.

Acontece que a participação em uma aula de condicionamento físico em grupo é uma das poucas coisas impossíveis de se encomendar pela Amazon. Esses estúdios agora cumprem um grande papel no que tem sido chamado de “economia experiencial”, a partir da expressão “economia da experiência”, cunhada originalmente pela Harvard Business Review, de B. Joseph Pine II e James H. Gilmore, 21 anos atrás, mas amplificada ao máximo pelo recente advento das selfies no Instagram.

Inspirada no pilates, Amanda Freeman, fundadora e CEO da empresa de fitness SLT (Strengthen Lengthen Tone – Fortalecer, Alongar e Tonificar, em tradução livre), inaugurou seu primeiro estúdio em Manhattan oito anos atrás. Amanda afirmou que, quando inaugura um novo estúdio, ela às vezes procura por imóveis localizados perto de outros estúdios de fitness butique.

Um cliente que passa por uma SLT a caminho de outro tipo de centro de condicionamento físico parecido já está acostumado a pagar de US$ 35 a US$ 40 por sessão. E há o potencial do “efeito restaurante”, quando um centro de alimentação se torna destino de clientes que podem querer comida italiana uma noite ou tailandesa em outra.

“Se estou inaugurando uma nova loja, quero abrir onde um estúdio com preços semelhantes já está prosperando, mas oferecendo um tipo diferente de treino”, disse Amanda. “O que eu não quero é abrir um estúdio nas proximidades de um centro de ioga que cobre US$ 20 a aula, onde as pessoas vão me perguntar: ‘Por que o seu estúdio cobra US$ 40?’.”

Determinar as localidades de expansão do fitness butique é uma arte e uma ciência, afirmou Joey Gonzalez, diretor executivo da Barry’s Bootcamp, uma rede de estúdios de musculação repletos de esteiras ergométricas e pesos com presença em nove países, incluindo Austrália, Emirados Árabes Unidos e Noruega (dependendo da localização, as aulas custam entre US$ 30 e US$ 36).

O processo tem início escutando os clientes – matriculados e futuros – que fazem posts em redes sociais e mandam e-mails com pedidos para que o Barry’s se instale em seus bairros. Para localidades internacionais, o Barry’s se concentra em cidades que já revelaram cidadãos locais e expatriados que estão adotando o fitness butique.

Então, Gonzalez encontra um parceiro naquela cidade, que o guiará na busca pelo local ideal. Foi assim que o Barry’s acabou na Raffles Place, em Cingapura, e inaugurou recentemente um estúdio em Paris. Conjuntos de centros de fitness surgem organicamente nas cidades, porque não há um único proprietário dono de todos os imóveis, afirmou Jeff Weinhaus, presidente e executivo-chefe de desenvolvimento da Equinox, a luxuosa marca de clubes de fitness.

A Equinox, onde as assinaturas de pleno acesso mais baratas custam US$ 260 ao mês, tem 99 endereços nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido. Proprietários de imóveis têm interesse nas redes de fitness, afirmou John Klein, um ex-executivo de imóveis da Equinox que agora dirige uma consultoria voltada para o bem-estar, varejo e indústria de vestuário. “Frequentar uma academia é um hábito, parte do estilo de vida dos millennials que gostam de se cuidar e têm um bom salário à disposição”, disse ele.

Alguns empreendedores da área de fitness estão apostando tudo no decatlo completo das sessões grupais de exercícios. Anthony Geisler é o executivo-chefe da Xponential Fitness, que é dona de marcas e estúdios em oito categorias. Ele procura por pequenos estúdios mal administrados por pessoas que são boas de fitness mas ruins de finanças e, então, faz deles suas franquias.

Muitas de seus franqueados compraram várias marcas. Geisler disse que, quando faz sentido, ele encoraja donos de estúdio a inaugurar em várias localidades se eles compraram diferentes marcas – ou perto de outras marcas franqueadas por outras empresas. “Os lugares se tornam praças de fitness”, disse.

Nicole Mereshensky, 39 anos, é o tipo de cliente pelo qual todos esses negócios estão clamando. Mãe de duas crianças em Nova York, ela frequenta aulas de fitness cerca de seis vezes por semana. Nicole gasta US$ 340 por mês com um pacote de aulas no Barry’s e US$ 75 por uma assinatura ClassPass, que, em troca da taxa, lhe confere descontos em uma gama de centros de estúdios butique. “Curto as aulas porque quero a energia do grupo e gosto de ter pessoas me dizendo o que fazer”, disse ela.

Com informações do The New York Times – Por Imprensa Mercado & Consumo – 30 de setembro de 2019

https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/09/30/lojas-de-bem-estar-invadem-os-shoppings-americanos

Riachuelo inaugura flagship no Shopping Morumbi em São Paulo

A varejista de moda Riachuelo lançou um novo modelo de loja, no Shopping Morumbi, em São Paulo.  A unidade possui 2.290m2 e conta com um mix completo de produtos da marca, com novos serviços e projetos pilotos da companhia. A loja possui experiência de compra digital, com a realização dos pagamentos sendo feitas por meio de dispositivos móveis espalhados pelo estabelecimento.

A flagship possui uma estratégia omnichannel, integrando a loja física com o universo digital. O cliente faz a compra digital na loja e escolhe o endereço para entrega, sem custo. Há ainda a opção dos lockers, que permite a realização do”compre e retire em loja”.

Os provadores da unidade utilizam tecnologia. Por meio de um espelho interativo, os clientes podem ver as outras cores e tamanhos disponíveis das peças, solicitar novos itens e ajustar a intensidade de luz.

A loja é organizada em departamentos, que possuem design e comunicação visual próprios. Ao todo, a unidade possui 67,8m2 de painéis de LED com o conteúdo e storytelling da marca. O espaço possui ainda áreas instagramáveis, como bonecos em tamanho real de personagens da DC, voltados para a interação dos clientes.

A Riachuelo do Shopping Morumbi possui ainda uma área voltada para a customização de peças, como jaquetas e camisetas. O chamado espaço RCHLO + permite a criação, impressão de estampas na hora e a aplicação de patches.

No mesmo espaço serão realizados workshops, bate-papos, ativações com artistas, entre outros. “Queremos que a loja se torne um espaço de encontro e, principalmente, de compartilhamento de ideias e experiências”, disse Elio Silva, diretor executivo de Marketing.

A loja recebeu o selo HBC (Healthy Building Certificate), uma certificação internacional que atesta a saludabilidade de construções com base na qualidade do ambiente. As luminárias foram produzidas a partir de cabides plásticos reciclados, uma reutilização dentro da própria cadeia.

A inauguração do Shopping Morumbi integra o plano de expansão da marca. Está prevista a abertura de mais três lojas e outros projetos, que serão lançados como pilotos na nova unidade e serão replicados nas demais lojas da rede nos próximos anos.

Iguatemi lança plataforma digital para levar marcas de luxo a todo o Brasil

A partir do mês que vem, as marcas de luxo presentes nos corredores do Iguatemi chegarão ao celular e aos computadores – e na casa dos consumidores em até 48 horas. Essa é a promessa do Grupo Iguatemi, que lança sua plataforma de comércio eletrônico, o Iguatemi 365, em outubro. No formato de marketplace – espécie de shopping center virtual, que junta no mesmo ambiente diversas lojas –, o canal pretende ampliar o alcance do Iguatemi para todo o País. A vitrine virtual nasce com 80 marcas internacionais pesos pesados, como Tiffany, Ermenegildo Zegna e Dolce & Gabbana.

“Nós nos preparamos muito para entrar no negócio online”, disse Carlos Jereissati Filho, presidente do grupo. “Somos a única empresa que tem uma marca ligada ao luxo reconhecida nacionalmente e temos capacidade de fazer uma segmentação que nenhuma outra tem. Por isso, faz todo o sentido fazermos curadoria de marcas e produtos.”

Com faturamento de R$ 13 bilhões proveniente de 15 shoppings, dois outlets premium e três torres comerciais, o Grupo Iguatemi vê uma oportunidade inédita com a plataforma. “No passado, qual era o jogo (em relação à expansão dos shoppings)? Era fazer uma unidade em São Paulo, outra no Rio de Janeiro e outras capitais. Hoje não”, afirmou Jereissati. “Posso estar em São Paulo e vender para o resto do Brasil (pela plataforma) online. Não preciso mais criar um shopping em Recife para levar a nossa marca para lá, por exemplo.”

Na plataforma, o consumidor poderá fazer a compra e retirar no shopping Iguatemi ou pedir para que seja entregue em casa, em qualquer lugar do País, em 48 horas. O canal e-commerce também terá marcas sem loja física no Brasil. “Vai ser um bom lugar para marcas testarem sua aceitação no mercado, antes de investir numa loja física”, afirmou Jereissati.

Além de ser alternativa para os lojistas, Jereissati afirmou que a plataforma também oferece mais alternativas ao consumidor. “Entre 50% e 60% das marcas do Iguatemi estão só em São Paulo”, disse. “Agora, estarão acessíveis para consumidores de todo o País. Quer comprar um Dolce & Gabbana? Entra no 365.”

De acordo com o consultor Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da consultoria GS&Malls, especializada em shopping centers, a venda online é um caminho sem volta, seja para o mercado de luxo ou popular. “As empresas têm de estar no universo online se não quiserem abrir brecha para o concorrente”, disse.

No ano passado, o shopping Cidade Jardim, do grupo JHSF, também lançou sua plataforma digital. Mas, para Marinho, o Iguatemi tem potencial grande para crescer neste mercado e ampliar o alcance de sua marca em todo o País. “A marca Iguatemi é muito forte, o que dá uma vantagem competitiva”, afirmou. “Tem consumidor que viaja para São Paulo só para fazer compras.”

O grupo estudava desde o início dos anos 2000 entrar no segmento e-commerce. No entanto, o projeto era muito caro. “Se você quisesse montar uma plataforma online, teria de comprar um estoque grande. Até há dez anos, o negócio era inviável porque muitas marcas não estavam preparadas para esse mundo digital”, disse Jereissati.

Em testes há alguns meses, o Iguatemi 365 tem cerca de 500 pessoas estão cadastradas, inclusive Jereissati. O grupo não divulga investimentos feitos no novo negócio.

Independentemente das turbulências globais, o mercado de luxo continua crescendo. Em 2018, esse setor, que inclui tanto bens de luxo quanto experiências, movimentou cerca de 1,2 trilhão de euros, crescimento de 5% sobre o ano anterior, segundo a Bain & Company. O mercado de bens pessoais de luxo cresceu 6%, totalizando 260 bilhões de euros.

No Brasil, esse mercado encerrou o ano passado em 2,6 bilhões de euros, queda de quase 10% em relação ao ano anterior, por conta das incertezas em relação às incertezas políticas.

A tendência, de acordo com a Bain, é que as compras de luxo online continuem a acelerar em comparação com os canais físicos. As transações cresceram 22% em 2018, para € 27 bilhões. O mercado dos EUA representou cerca de metade das vendas online.

Fonte: O Estado de S. Paulo – Por Imprensa Mercado & Consumo – 25 de setembro de 2019