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NÃO SE FAZ MAIS SEO COMO ANTIGAMENTE

O Marketing de Busca é importante e usado há anos por profissionais de marketing digital, mas desde o nascimento dos buscadores, sejam eles o Architext (1993) ou o Google (1997), que as formas de trabalho mudaram bastante. Os fatores de ranqueamento mudaram, uns caíram e outras perderam peso, mas a cada dia o Google que se tornou uma marca de valor, vem desenvolvendo seus algoritmos para oferecer cada vez mais uma melhor experiência com o usuário.

Se em 2007 o importante para quem trabalhava com SEO era otimizar um site que fosse amigo do robô, ou seja, um site que atendesse a critérios técnicos de otimização para posicioná-los nas primeiras páginas dos buscadores, agora o jogo virou.

SEO nos dias de hoje está muito mais atrelado a User Experience (UX) do que a otimizações em PHP ou em plataformas de E-commerce. Não é que o título deixou de ser importante, mas não vai adiantar ter um site com os títulos otimizados se, ao mesmo tempo, o usuário não conseguir comprar o produto por demorar muito a carregar ou por não ser um site seguro (sem HTTPs, SSL etc).

O Google possui vários algoritmos e cada um deles se preocupa com o ranqueamento como um todo. Ao longo dos anos, várias mudanças são feitas nesses algoritmos.

Minha percepção diz que o povo só ficou mais atento às mudanças nos algoritmos do Google, quando duas mudanças grandes foram implementadas e são elas: o Panda e o Penguin entre 2011 e 2012. Várias mudanças em diversos algoritmos tiveram a sua importância, mas estas duas foram mudanças drásticas em seus lançamentos e chamaram a atenção dos profissionais de SEO para terem um olhar mais atento aos impactos que os algoritmos do Google podem causar.

Quando eu falo em Google, eu estou apenas preocupado com a maior fatia de mercado, não que os outros buscadores não sejam importantes, mas o Google hoje possui mais de 90% do share de buscas (mundo), então, vamos focar nele e nos seus sistemas de ranqueamento.

O Panda está em constante atualização desde 2011 e seu principal foco é punir conteúdo ruim. Como em 2011 e 2012, as pessoas produziam conteúdo imaginando que um robô fosse ler e fosse só buscar as keywords, o que ocorreu é que a inteligência do algoritmo panda era mais sábia do que o que se imaginava e na época, vários sites perderam ranqueamento por terem conteúdo ruim.

O Penguin está na ativa, desde 2012 e foca em avaliar as estratégias de link building dos sites e como em 2012, muitas empresas faziam traquinagens para conseguir links e tentar melhorar a autoridade, muitos sites foram punidos em 2012 também.

Existem ainda algoritmos como o Mobile Friendly, o Possum, criado em 2016 e focado em buscas locais e Google Maps, o Hummingbirdque está na ativa desde 2013 e tem uma preocupação mais semântica do conteúdo.

Ao invés de povoar o conteúdo com palavras-chave repetidas, fazendo o keywordstuffing (blackhatseo), o ideal é distribuir estas palavras de forma mais estratégicas no decorrer do texto e nos headingtitles (H1, H2, H3, H4 … até H6), ou seja, você pode estruturar seu site em até seis níveis trabalhando as palavras nestes subtítulos.

Em março de 2018, veio o Mobile First, que passou a priorizar a versão para dispositivos móveis dos sites. Já o Mobile Speed é uma versão lançada em Julho de 2018 e valoriza quem melhorar a experiência de carregamento do site nos dispositivos móveis.

Em Agosto de 2018, foi lançado o Medic Core, que impactou sites na área de saúde e sites de monetização. O objetivo é evitar que informações duvidosas como, por exemplo, um post sobre “10 dicas milagrosas para perder 10 quilos em dois dias” ou “5 dicas para chegar ao primeiro milhão em 1 mês” ocupassem as primeiras posições do Google.

Em Outubro de 2019, o Google lançou o Google BERT, que consegue interpretar cada consulta quase como um cérebro humano faz. As falhas são poucas e ele consegue fazer isso em português BR também. O BERT consegue identificar quando você está falando de uma manga saborosa (fruta) e quando está falando de uma manga curta (roupa).

Depois veio o core update em 2020 e basta clicar para saber mais sobre ele.

Agora, está previsto para maio de 2021 o lançamento do Google Page Experience que de acordo com o que já foi divulgado, vai priorizar o tempo de carregamento do site e outras variáveis que impactam em uma boa experiência com o usuário, ou seja, para fazer SEO hoje em dia, não adianta ficar preso com um racional focado em fatores técnicos, pois a maioria das plataformas já estão otimizadas ou possuem templates otimizados para esses fatores técnicos como URL amigável, árvore de categoria fácil de organizar, título do produto como <h1>, espaço para uma boa quantidade de conteúdo na descrição do produto, entre outros.

SEO agora, é sinônimo de boa experiência com o usuário.

Qual o papel do Especialista ou Gestor de SEO?

Um gestor de SEO deve se preocupar em ter um olhar atento às mudanças frequentes que ocorrem nos algoritmos e ter em sua equipe um bom desenvolvedor para implementar mudanças que melhorem experiência com o usuário como tempo de carregamento, redução do tamanho dos arquivos de imagens e otimização de CSS e Java Script. São apenas alguns exemplos, mas SEO não é só isso.

Além disso, precisa ter um bom profissional de UX e CRO para pensar as estratégias e desenvolver testes que melhorem a experiência de compra nas lojas virtuais e deve também possuir um bom profissional de conteúdo que saiba escrever bem para o público-alvo da empresa.

Não se trata de qualquer texto, sobre qualquer coisa relacionada ao produto. Falo na verdade de conteúdos diferenciados! Um home brew ou sommelier de cervejas para produzir conteúdo para um clube de assinatura de cervejas ou loja de cervejas artesanais. Um médico para produzir conteúdo sobre medicina e um engenheiro ou arquiteto para escrever sobre construção civil, por exemplo: O estilista fala de moda e o professor ou pedagogo fala de educação.

O conteúdo está sendo sempre avaliado e por algoritmos diferentes, então, pensar na produção de um conteúdo que realente entregue valor ao cliente, é hoje em dia um grande diferencial.

Se o gestor ou especialista for um profissional de UX, ou um DEV ou um bom redator ou conteudista, ele até pode abrir mão de ter esse papel / recurso em seu time, mas SEO hoje, não é só um especialista de SEO e um desenvolvedor. Ter um profissional de conteúdo e um profissional de UX, no time, é fundamental.

Pense nisso tudo antes de contratar a sua consultoria de SEO.

26 de março de 2021 – Por Gustavo Loureiro | Digital Marketing CubeNÃO SE FAZ MAIS SEO COMO ANTIGAMENTE – Abradi

User Experience Branding: interação com o consumidor chega aos logos

A revolução tecnológica está transformando uma sociedade linear, cartesiana, mecanicista e funcional, inspirada nas máquinas que proporcionaram a Revolução Industrial, em uma sociedade randômica, criativa e orgânica. A conectividade promovida pelo mundo digital faz com que as relações aconteçam em rede, derruba hierarquias e põe o modelo centralizado de liderança em xeque. Os reflexos são sentidos não apenas na horizontalização das funções dentro das empresas, mas até em seus logotipos, que precisam dialogar com consumidores e funcionários empoderados.

No passado, as marcas eram representadas por grafismos monolíticos, sólidos e estáticos, que traduziam o peso das organizações. O desafio atual é justamente abrir mão do discurso centralizador de poder para permitir ao consumidor se apropriar dessa representação. O jovem conceito de User Experience (UX) Branding prevê uma marca constituída a partir da experiência das pessoas com ela – e não por si mesma.

Aos poucos, as companhias começam a enxergar as oportunidades de abrir esse canal de interação com o público. “Algumas empresas começaram adotando o conceito que eu chamo de marca fluida, em que o logotipo assume formas variadas de acordo com o contexto em que está inserido, como o Nickelodeon e a Oi. Nestes exemplos, no entanto, os consumidores ainda não podiam interagir com a representação. O que vemos agora são marcas abertas, que permitem às pessoas se apropriarem delas. É o caso do logotipo que criamos para o aniversário de 450 anos do Rio”, diz Ricardo Leite, Sócio e Diretor de Criação da Crama Design Estratégico, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Apropriação da marca
O desafio de desenvolver uma imagem capaz de representar a todos os 6,5 milhões de moradores da cidade conduziu a equipe do escritório carioca até a solução ganhadora do concurso promovido pela prefeitura. Nela, os algarismos que compõem a efeméride que será comemorada em 2015 formam um rosto estilizado. A partir daí, as pessoas são convidadas a intervirem, criando figuras únicas e próprias. A ideia é que a marca possa ser utilizada livremente por todos, inclusive pelas empresas.

Essa apropriação já pode ser notada em diferentes pontos da cidade, como na fachada do Shopping Rio Sul, em Botafogo, Zona Sul do Rio, e até nas barracas de artesanato na Feira Hippie, em Ipanema. Bolsas vendidas no comércio de rua passaram a ter, entre suas estampas, a marca comemorativa estilizada com fuxicos e bordados. Já o centro comercial instalou um painel de 600 metros quadrados em que ícones da cidade, como os Arcos da Lapa, o Pão de Açúcar e a Pedra da Gávea, representam o cabelo no rosto formado a partir dos números. O grafismo dará origem também a mobiliários urbanos, como bancos de praça e brinquedos infantis.

A forma geométrica do logotipo é fácil de ser replicada, o que potencializa a sua customização e, consequentemente, o engajamento com ele. “Assim como os produtos começaram a ser construídos coletivamente, com o crowdsourcing, a tendência é que as marcas sigam o mesmo caminho. As pessoas querem ter voz, participar. Daí, as redes sociais darem tão certo. Buscamos focar na relação do carioca com a cidade e no jeito dele de ser. Chegamos a uma solução única, porém múltipla; assim como a carioquice, que é singular e plural”, resume Ricardo Leite.

Storytelling narrado pelo usuário
A utilização do conceito por trás da marca dos 450 anos do Rio não é único. O Airbnb aplicou o UX Branding ao lançar o Bélo em julho. O novo logo da empresa busca transmitir, por meio desta apropriação, a sensação de pertencimento. A marca da rede de hospedagem ancorada no compartilhamento já estava nas mãos dos usuários desde suas origens, já que são os anfitriões que promovem a experiência prometida pela companhia. O storytelling também é narrado pelos hóspedes do serviço, que relatam no site o que viveram na viagem.

A principal recompensa oferecida pelo Airbnb é pessoal e não financeira. “Criamos a página create.airbnb para cada um customizar sua marca, fazendo menção a alguma experiência que tivesse vivido com a empresa. O usuário escolhe formato, cor e textura, além de poder subir uma imagem. Em um mês, tivemos cerca de 20 mil logos diferentes geradas. Clicando nela, descobre-se a história por trás de cada uma delas, o que aponta para peculiaridades das viagens. Elas são únicas. Outros meios de hospedagem podem ter como valor o fato de serem iguais em qualquer parte do mundo, mas em nosso caso o valor está na diversidade”, diz Samuel Soares, Gerente de Marketing do Airbnb, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A nova marca não ficou apenas no site e no material de divulgação. O Bélo está em chaveiros, camisetas, bolsas e outros produtos, que levados pelos usuários do serviço também proporcionam o sentimento de perecimento a uma comunidade. O item é feito com base no logo criado individualmente por cada um dos anfitriões. A produção é realizada em San Francisco, mas o Brasil – quarto maior mercado da empresa – foi um dos países que mais encomendou a novidade.

Estranhamento revertido pela comunicação
Sair na frente em uma tendência tem seus desafios, especialmente num conceito que pressupõe significados construídos pelo uso. Os novos logos que seguem o UX Branding podem parecer enigmáticos num primeiro momento, mas esse estranhamento inicial é transformado por meio da comunicação posterior à apresentação da solução. O Airbnb, por exemplo, criou um vídeo em que apresenta o que está por trás das linhas que parecem um coração de cabeça para baixo ou mesmo o “A” do nome da empresa.

Mesmo assim, com a cultura do “troll” típica da era digital, o logotipo não passou incólume aos usuários. Muitos completaram o desenho para fazer piada, mas isso faz parte do jogo, quando se chama as pessoas a participarem. “Encaramos com bom-humor e fizemos até um report dos casos mais engraçados. Abrimos espaço para a criatividade. Teve gente que não entendeu, que não gostou, mas, colocando na balança, não podíamos estar mais felizes. O novo logo abriu um leque de oportunidades. Muitas imagens foram compartilhadas no Instagram e em outras redes sociais, com a marca desenhada na areia de uma praia e até em um bolo de aniversário”, conta Samuel Soares.

Mais cases
O Myspace já havia inovado em seu logo em 2010, com a palavra “my”, na tipologia Helvetica, e um símbolo delineando um espaço em branco, que pode ser preenchido pelo usuário da forma que lhe convier. A solução pioneira partiu de uma companhia que, na época, já contava com um Vice-Presidente de User Experience.

A Ocad University desenvolveu uma solução com a mesma ideia, deixando uma área para intervenção dos funcionários e alunos. Assim, os cartões de trabalho, por exemplo, passaram a ganhar um incentivo à customização. A construção coletiva de marcas, até o momento, alcança, portanto, companhias de educação, de tecnologia e sociais, mas ainda não chegou às corporações mais tradicionais, como as de bens de consumo. A semente está plantada.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 12/11/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/32179/user-experience-branding-interacao-com-o-consumidor-chega-aos-logos.html