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O olhar de foodservice no NRF 2019

Restaurante no rooftop da Restoration Hardware
Restaurante no rooftop da Restoration Hardware

Participar do NRF Retail’s Big Show, principal evento internacional de varejo, realizado de 13 a 15 de janeiro desse ano, me trouxe a visão de novas e consistentes oportunidades para os operadores PROFISSIONAIS do mercado de foodservice. E eu coloco em caixa alta e grifado porque há uma tendência de crescimento expressivo de operações de foodservice em modelo in-store, co-branding, proprietário (criado e operado em nome de outra marca) ou independente, associadas a operações de outros setores de varejo com o objetivo de agregar valor à experiência do cliente daquela marca.

Essa temática é bastante provocativa para os operadores de foodservice porque ela configura uma oportunidade atraente ao permitir a redução dos custos fixos, implantação e, em muitos casos, custos de comunicação já que ocorre uma integração simbiótica das estratégias de comunicação da operação de varejo e da operação de foodservice, construindo de maneira virtuosa a geração de fluxo. Mas, por outro lado, a responsabilidade do operador de foodservice é muito grande. Ele não está representando sua marca, ou melhor, não está representando somente a sua marca. Porém, passa a fazer parte de uma estratégia maior e somente uma atitude empresarial empática das duas partes permitirá o sucesso.

Em NY, para complementar o NRF, fizemos visitas técnicas. Destaco dois cases que ilustram a direção dessa tendência que descrevi acima. A Restoration Hardware, uma loja de móveis e objetos de decoração para a casa, possui um wine bar & café em um piso intermediário e, no rooftop, um restaurante que hoje é referenciado como um dos melhores da cidade. A Nordstrom Men, uma loja especializada em produtos para homens, oferece duas atmosferas. A primeira de uma cafeteria cuja combinação de café e opções rápidas para lanches são bem convidativas e um bar de coquetéis para um drink no final da tarde. Esses dois casos são operações gerenciadas pela própria marca, que criou estruturas próprias de foodservice e ambos referenciaram que são lucrativas. The Real Real, 10 Corso Como e American Girl também são outros exemplos.

Aqui no Brasil também vemos esses modelos se desenhando, como o Café da Le Lis Blanc Casa, na rua Oscar Freire em São Paulo; o Café da marca Reserva; o Work Café; Bar do Cofre e Restaurantes Pop Up que, pasmem, são operados dentro das estruturas do Banco Santander em agências e prédios corporativos. Especialmente falando do Santander, eles buscaram parceiros para iniciar essa empreitada e nos provocam a olhar o poder da alimentação em ressignificar o modelo de relacionamento e hospitalidade dos negócios. Porque agora eu vou tomar um café dentro de uma agência bancária ou vou fazer uma reunião com um amigo nesse espaço e, a partir daí, visito o gerente do banco para conversar sobre crédito ou qualquer outro assunto.

Bar do Cofre no Farol Santander

Tudo isso parece muito bom, não é? Mas, de fato, temos que considerar as fragilidades que os operadores de foodservice no Brasil possuem para entrar nesse jogo. Profissionalização, entendimento do varejo, flexibilidade e operação perfeita são fundamentais. Além disso, imersão e entendimento da marca em que será inserida a operação, treinamento incansável da equipe, tecnologia, customização de mix de produtos ao perfil do consumidor, segurança alimentar e logística.

O nome do jogo é relações inter marcas e inter empresas para estruturar um novo modelo de expansão no foodservice.

Como os varejistas usam preços personalizados

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Klaus Meinhardt/Getty Images

Have you ever looked up flights or hotels on an app on your phone, only to open your laptop and see different prices?

That’s exactly what happened to me recently. I was using Orbitz’s iPhone app to research a vacation package to New York City. Settling on a hotel, I accessed Orbitz’s website on my laptop to book the package. That’s odd, I thought, realizing that the package on my laptop — identical flights, hotel, room type — was $117 more (6.5% more) than the price on Orbitz’s app. A quick scan found that prices of identical vacation packages often differ between Orbitz’s app and website.

I then did a side-by-side app test of the same package with a friend who was sitting next to me. Her Orbitz app price was $50 (2.8%) more than my app price. Amazingly, Orbitz knew something that I regularly give my friend good-natured grief about: She overpays for almost everything.

When I shared my results with Expedia (the parent company of Orbitz), its spokeswoman explained that the pricing differences I found between the app and website can be due to the fact that its suppliers allow different prices to be offered to mobile customers as well as members (no fee to join) who are logged in.

With regard to the side-by-side app comparisons, Orbitz attributed the price differences to the A/B tests that it employs or other anomalies that occur when setting millions of prices that regularly change due to dynamic pricing. Orbitz told me that it does not offer different prices based on device, browser type, or number or type of searches.

The bottom line, though, is that based on a few characteristics (app or web, signed in as a member or not), a rudimentary type of personalized pricing is occurring: Some customers are receiving different prices than others.

The reason why retailers try to offer a personalized price goes back to the downward sloping demand curve highlighted in Economics 101. This fundamental concept illustrates that, for most products, some customers are willing to pay more than others. To exploit that, pricing managers employ techniques that try to discern — and charge — the exact price that each customer is willing to pay. Outsize profits can be extracted from “top of the demand curve” customers, who value the product highly. Meanwhile, if discounts can be discreetly offered to customers with a lower willingness to pay, additional sales (and profit) are reaped. The result is a more profitable customer base, with some shoppers paying more than others.

Personalized pricing can be found at most auto dealerships. The goal of salespeople is to determine how much each customer is willing to pay for a car through individualized negotiation. Prices are tailored by noting each customer’s characteristics and observing their actions. How shoppers dress, the car they currently drive, and answers to seemingly innocuous questions (Where do you live? What do you do for a living?) provide clues. Salespeople also observe actions, such as the other cars people are looking at and how they behave in negotiations (passive or aggressive). Evaluating each shopper’s characteristics and actions creates a pricing profile. Think of a profile as a polygraph test that suggests the highest amount each shopper will pay.

Web retailers can similarly profile their shoppers. Just as someone’s clothing can provide pricing clues, so can the manner in which a customer accesses an online store. Is a shopper using a laptop, app, desktop, or internet on their smartphone? What operating system are they using? Where are they located? A customer’s actions also provide pricing clues: What other products are they looking at? How many times have they visited the site? Much like car salespeople, web retailers can electronically evaluate the characteristics and actions of each shopper to create a profile that generates a personalized price.

A key question is whether personalized pricing, on the web or in-store, is ethical. Efforts to tailor prices may inadvertently lead to unfair results. A study by ProPublica found that the Princeton Review’s strategy of levying different prices based on zip code resulted in Asians being twice as likely to be charged a higher price. In a similar vein, a classic economics study on car negotiation found that the markup on final prices for black women was triple the prices offered to white men.

Whether personalized pricing catches on with web retailers is now up to consumers. Will shoppers be comfortable knowing that the prices they are offered may be higher than those presented to others? Will buyers relish “electronically bargaining” to outwit sellers? Retailers first “negotiate” with each customer by personalizing prices based on their profile. In response, savvy shoppers will “bargain” by checking prices on different devices, clearing caches, using the app, conducting multiple searches, asking friends in different cities to see what price they’re quoted, and so on. Or will they become fed up and steer clear of web retailers that price profile? Amazon is on the record as stating that all of its customers see the same prices — will other retailers be so clear-cut?

As the fate of electronic price profiling shakes out, one issue is clear: It is truly a caveat emptor environment for shoppers who use the web.

https://hbr.org/2017/10/how-retailers-use-personalized-prices-to-test-what-youre-willing-to-pay?utm_campaign=hbr&utm_source=facebook&utm_medium=social

Saiba como o Jardim da Ressurreição se transformou no #Cemi mais querido das redes sociais

03 de Agosto de 2017  

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No bairro de Gurupi em Teresina (PI) está localizado o Cemitério Jardim da Ressurreição. Coordenado pelo grupo Geraldo Oliveira o empreendimento realiza velórios e sepultamentos desde 1973. Tradicional na região, a empresa sabia que precisava atualizar o discurso e convidou uma agência digital para cuidar de sua imagem nas redes sociais.

Coordenada pelo casal Cyntia Freitas e Eudes Júnior, a CJflash aceitou a missão e começou a pensar formas para aumentar a base e engajar o público a partir de uma fanpage que começaria do zero. Desde o primeiro momento, a ideia da dupla era trazer mais leveza a um tema tão pesado como a morte. Vista com otimismo pelos clientes, a estratégia do casal foi bem aceita e eles puderam trabalhar suas ideias no Facebook.

A parceria se iniciou em 2015 com mensagens motivacionais, correntes que falassem de saudade. As postagens gradativamente começaram a usar expressões como “estou morto de fome” e “humanização” das estátuas para trazer mais leveza à página oficial. A virada ocorreu quando um post usou a liberação do casamento gay nos Estados Unidos para falar de cremação.

Daí pra frente os seguidores multiplicaram, o trabalho da agência de Teresina já apareceu em jornais de várias partes do mundo e hoje o tradicional empreendimento do Nordeste do país é o #Cemi mais querido da internet.

Para entender como tudo isso aconteceu conversamos com Cyntia Freitas, sócia da CJFlash e atendimento da conta do grupo Geraldo Oliveira, e o time da CJFlash. Confira abaixo a entrevista:

da esquerda pra direita Eudes Júnior, Leonardo Santos, Cyntia Freitas, Onildo Filho , Diego Oliveira e Cunha Jr

Como surgiu a ideia de tratar de modo bem-humorado um tema tão sério?

A CJFlash já atendia o Grupo Geraldo Oliveira há algum tempo, então no nosso planejamento propomos ao cliente criar uma página no Facebook, com a ideia de desmistificar o tema morte, quebrar esse tabu tratando o assunto com naturalidade e com humor.

Quando os vendedores iam visitar os clientes, muitos não queriam nem receber, com “pavor” de pensarem que um dia morreriam. Expomos os riscos, e traçamos a estratégia para o cliente e ele deu carta branca pra gente, o que foi determinante para o sucesso. O grande propósito da página não era fazer vendas de jazigos e sim trabalhar o tema morte deixando-o mais leve, facilitando a atuação do comercial, que é o que vem acontecendo e nos deixou muito feliz.

Hoje as pessoas já aceitam intervenções midiáticas com muito mais naturalidade.

Como a CJ Flash, agência que administra a conta, equilibra briefing, visão do cemitério, resposta dos familiares que enterraram seus entes e o público?

A CJFlash tem bem definido o propósito da Página: desmistificar o tema morte, e torná-lo um assunto leve. Ninguém pode fugir dessa realidade. No início, assim que iniciamos o processo de mudança indo para uma linha mais humorística, tivemos algumas reações negativas inclusive do público local, mas logo passaram a entender que a página não estava tirando onda com a memória e/ou das pessoas que estavam sepultadas no cemitério.

Já nos perguntaram se os velórios e sepultamentos no cemitério são “zoeiros” como os posts. Claro que não. A CJFlash e o cliente reproduzem o acolhimento que cada ambiente necessita, no virtual todo mundo quer se divertir, sorrir, zoar, já no real, temos um ambiente leve, com capelas, jardins, serviço especializado, criando todo um contexto pra acolher da melhor maneira aquelas pessoas que estão passando por aquele momento tão triste.

Hoje isso é bem claro também para o público e ficamos muito orgulhosos do cliente também confiar na nossa estratégia.

Em meados de 2015 apareceram as primeiras postagens bem-humoradas. Como se deu a trajetória para que um cemitério privado como outros tantos se tornasse o #cemi mais famoso da web?

Queríamos ser diferentes e acreditamos nisso desde o início. Como sabíamos do risco de sermos um hit negativo na internet por tentar fazer uma rede social de cemitério e ainda mais estando no Piauí, decidimos adotar a estratégia de iniciar com testes de postagens bem planejados.

Começamos com mensagens motivacionais, depois tentamos criar uma corrente referenciando saudade, mudamos e começamos a falar de morte com um pouco de humor tipo “estou morto de fome”, “vou te matar de beijos”…, e então passamos para o momento de humanização com as estátuas e começamos a brincar de fato também com o público, mas ainda era muito tímido, deveríamos ter apenas uns 800 seguidores…quando aconteceu a virada com o post da purpurina homenageando a liberação do casamento gay nos EUA, fomos uma das primeiras página da internet a fazer o post e então dentro de poucos minutos caímos na graça do público que começou a compartilhar o post e exaltar o cemitério.

A situação era muito fora da caixa, um cemitério, do Piauí, falando de casamento gay e cremação, então a partir daí a página passou a ser o “cemi”, e ganhamos uma legião de fãs e defensores.

De que maneira o aumento no número de seguidores na fanpage reflete financeiramente na marca?

O primeiro ponto é o fato de o Jardim da Ressureição não ser mais um corpo estranho, a maioria das pessoas ou o tem no bolso, no computador ou já ouviu falar, então isso facilita o trabalho do comercial por não ter uma alta taxa de rejeição como antes, e no último ano o aumento das vendas foi de 40%. A diretoria da empresa acompanhou as mudanças com investimentos no local, inclusive equipe comercial e estrutura física.

Como Gurupi, bairro de Teresina onde está localizado o Jardim da Ressurreição, se relaciona com o #cemi da cidade?

Ótimo, muita gente usa o espaço pra caminhar e relaxar, além de frequentar os cultos e missas que acontecem na capela do cemitério. As missas aos domingos estão cada vez com mais pessoas. Há domingos que chega a 400 participantes.

Já houve algum problema sério com a publicação de alguma postagem?

Problema sério não, mas já tivemos algumas rejeições no início e já apagamos alguns posts que os fãs não curtiram e sugeriram que fossem apagados. Temos uma relação muito boa com os seguidores inclusive existe um grupo fã do cemi onde recebemos várias sugestão de posts, feedbacks e muita conversa inbox.

Nesse período acho que tivemos apenas umas 3 ou 4 postagens que tiramos do ar rapidamente por sugestão do público, que sempre fazem as críticas construtivas no privado…isso é fantástico pra gente, porque sentimos a preocupação que eles têm com a página falam com a certeza que vão ser escutados e respeitados.

Quais os cinco posts que vocês mais gostaram de ter feito?

Pergunta difícil de responder, tem muitos posts bacanas inclusive alertando para várias causas como homofobia, suicídio, trânsito, estupro,… mas os que mais nos enchem de orgulho são os de maior alcance, rsrsrsr. O da Purpurina do casamento gay, foi o marco da virada, depois tivemos a do lançamento do Filme Star Wars, a do Potinho divulgando crematório também e por último, essa do meme “se juntas imagine juntas” que nos deu um alcance de 8 milhões de pessoas.

Depois de ganhar as redes sociais, importantes veículos nacionais e até aparecer na BBC o que esperam do futuro?

Queremos continuar crescendo com a página do cemi e de outros clientes que nos derem (ao menos parcialmente) liberdade criativa. O interessante é que todos querem ser o “cemi”, mas ninguém aceita correr riscos.

Nós da CJFlash estamos reestruturando o setor de marketing digital para atender o mercado fora de Teresina também. Já estamos com uma conta de uma empresa do Rio Grande do Sul e uma de Miami/Brasil e vimos que é perfeitamente possível, graças às novas tecnologias, gerarmos resultados desta forma.

Fundadora da Sóbrancelhas investe em cuticularia e cria rede Beryllos

Nova rede de beleza para as unhas abre mão do alicate e aposta em mini esmaltes com apenas 4 ml para evitar possível contaminações. Franquia está disponível em dois formatos

Por Roberta Moraes | 18/07/2016

Chega ao mercado a rede de franquias Beryllos, que aposta em técnica inovadora de cuidado com as unhas sem o uso de alicates. Criado pela empreendedora Luzia Costa, fundadora da rede Sóbrancelhas, a marca traz um novo conceito para o setor de beleza ao utilizar mini esmaltes com 4 ml, que afasta qualquer possibilidade de contaminação e a cliente pode levar a embalagem para casa. As cutículas são afastadas com a ponta diamantada odontológica adaptada. A nova empresa carrega a assinatura “Suas mãos tratadas como joia”, em referência ao nome que faz relação com pedras preciosas.

Lançada em julho, a primeira unidade da marca está no Taubaté Shopping, no interior de São Paulo. O objetivo da empreendedora é, ao longo do tempo, estar presente em todos os Estados brasileiros, assim como ela fez com a Sóbrancelhas, marca que prevê atingir 300 unidades até o fim deste ano. A expansão da empresa também se dará por meio do sistema de franquias.

A marca oferece dois modelos de negócio: loja em shopping center ou quiosque. Um dos principais diferenciais é o formato das lojas, cuja arquitetura representa um vidro de esmalte. Na operação por meio de quiosque, o investimento inicial é de R$ 142,3 mil. Já o aporte para abrir a unidade em um shopping center é de R$ 230,1 mil. Ambos os valores incluem capital de giro, taxa de franquia, estoque inicial de produtos, além de treinamentos, entre outros benefícios ao franqueado. Há perspectiva de retorno do investimento no prazo de 12 a 18 meses.

Beryllos, Sóbrancelhas, Beleza, Franquia

Beryllos, Sóbrancelhas, Beleza, Franquia

Beryllos, Sóbrancelhas, Beleza, Franquia

Beryllos, Sóbrancelhas, Beleza, Franquia

https://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/36524/fundadora-da-sobrancelhas-investe-em-cuticularia-e-cria-rede-beryllos.html

Storytelling: como contar uma boa história pode ajudar sua pesquisa de mercado

06 de Julho de 2016 12h –  

storytelling

Storytelling nada mais é do que a prática de se contar uma boa história. Nos últimos anos, o termo ganhou relevância nas mais diferentes áreas: na publicidade, no marketing, no varejo, na indústria de games e em todos os lugares os profissionais estão preocupados em encontrar formas de reter a atenção do seu interlocutor e ser relevante para ele.

Quem gosta de ler, sabe o prazer de não conseguir largar um livro. Aquele desejo de ler “só mais um capítulo” para saber o que vai acontecer com aquela personagem, que é apenas uma obra de ficção descrita com palavras no papel, mas que nos identificamos tanto e já amamos como se fosse um amigo ou alguém da família. Torcemos pelo herói, sofremos pelo vilão e ficamos loucos para saber o fim daquela história. O objetivo do storytelling é causar essas mesmas emoções na pessoa que está consumindo seu conteúdo.

Em um mundo em que o excesso de informações e distrações é constante, não há nada mais natural do que as pessoas buscarem formas de se destacar e encontrar uma maneira do seu conteúdo ser mais atraente do que os demais. Um dos grandes desafios, hoje, é conseguir prender a atenção do seu interlocutor até o fim daquilo que você está oferecendo para ele, seja um texto, um vídeo ou um infográfico.

Existem diferentes formas de se fazer relevante e o storytelling consiste em identificar qual é a mais apropriada para o seu conteúdo e aplicá-la na prática: humor, sensibilização, emoção, drama, identificação pessoal – vale tudo. O que importa, para atingir relevância, é encontrar os meios para que a sua história se torne única e envolvente, criando proximidade e conexão.

O storytelling tem sido muito usado em campanhas publicitárias, em ações virais na internet, em embalagens de produtos, em apresentações internas da empresa, nos conteúdos de marketing digital e em diversas outras áreas do marketing. Mas os mesmos conceitos e técnicas podem ser aplicados na sua pesquisa de mercado, tanto na hora de criar o seu questionário quanto para fazer uma apresentação dos resultados.

Para fazer uma pesquisa de mercado online, você precisa conquistar a sua audiência, ou seja, os seus respondentes, para que eles se mantenham interessados e engajados para responder o questionário até o fim. Neste caso, você não irá criar um herói ou contar uma história com drama e emoção, mas existem alguns artifícios do storytelling que você pode aplicar na sua pesquisa para se tornar relevante, aumentar a taxa de resposta e também a qualidade das respostas, já que os entrevistados estarão mais interessados e motivados a responder.

Seja coerente

Já terminou de ver um filme com aquela sensação de que você não entendeu nada? Personagens entram e desaparecem da história sem nenhuma explicação, o filme tem tantos flashbacks que você nunca sabe se está no presente ou no passado e as cenas parecem estar jogadas, sem nenhuma conexão? Filmes incoerentes nos deixam com uma interrogação na cabeça, e se a gente precisa fazer muito esforço para conseguir acompanhar a história, dá preguiça e paramos de prestar atenção.

Um questionário confuso, em que as perguntas aparecem de forma aleatória e que muda de assunto de uma hora para a outra, vai gerar a mesma preguiça no seu respondente, e a taxa de desistência vai ser muito maior do que a de um questionário coerente.

Sempre faça um texto de introdução no seu questionário, antecipando quais os temas que serão abordados e explicando porque aquela pesquisa está sendo realizada. Ao entender a importância do tema, o entrevistado se sente parte, entende a sua missão ao responder àquelas perguntas e estará mais motivado.

Agrupe as perguntas por tema. Assim, se você está fazendo uma pesquisa de satisfação, por exemplo, faça todas as perguntas relativas ao atendimento juntas, em seguida todas relacionadas ao produto, e assim por diante. Lembre-se de estabelecer uma sequência que faça sentido para o entrevistado, ou seja, evite começar com perguntas relacionadas às formas de pagamento, para depois perguntar “como você conheceu a minha loja?”

Além disso, sempre que necessário, inclua textos entre as questões, explicando a mudança de tema e, o mais importante de tudo, tenha certeza de que o texto das questões e das alternativas de respostas está coerente. Para isso, basta testar o seu questionário antes de enviá-lo para as pessoas que vão respondê-lo.

Converse diretamente com seu público-alvo

Se a sua marca é voltada para a terceira idade, não adianta você querer criar uma ação linda de storytelling no snapchat, uma rede social essencialmente mais jovem. Da mesma forma, a linguagem do seu questionário não vai ser a mesma que aquela que você faria com um público até 25 anos (e se você acha que a terceira idade não está na internet e não responde pesquisas online, está na hora de rever seus conceitos).

É muito importante ter em mente quem é o público-alvo da sua pesquisa na hora de construir o seu questionário, assim você pode se comunicar diretamente com ele, com uma linguagem apropriada e exemplos pertinentes para os seus respondentes.

Aposte em recursos multimídia

Uma imagem vale mais do que mil palavras, certo? Não se esqueça então que você pode usar vídeos e imagens para ilustrar seus questionários. Ao invés de tentar descrever uma ação, mostre. Quer saber o que as pessoas acham de uma campanha? Exiba o vídeo e pergunte. Vídeos e fotos ajudam a obter respostas mais precisas e tornam seu questionário mais dinâmico e interativo, aumentando o engajamento de quem for responder.

Tenha um objetivo claro

Sabe quando você termina de ler um texto ou ver um vídeo na internet e fica com aquela sensação de tempo perdido? Aquele conteúdo não acrescentou nada na sua vida, pois não tinha nenhuma informação nova, não despertou nenhuma emoção, não tinha nenhum objetivo.

A sua pesquisa não pode ser como um conteúdo vazio. Ela precisa ter um objetivo claro para existir e este é o primeiro passo para sua pesquisa ter sucesso. Por isso, só comece a criar o seu questionário depois de definir o objetivo da sua pesquisa.

Como contar uma boa história sem enrolação?

Ninguém mais tem tempo a perder, por isso, um dos principais preceitos do storytelling é ser objetivo. Alguns especialistas afirmam que uma das primeiras perguntas que você precisa fazer é: “qual a maneira mais curta de contar a minha história?”

Um bom questionário também precisa ser objetivo. Você não quer que o seu entrevistado desista no meio da pesquisa, e nem quer gastar tempo analisando respostas que não valem para nada. Por isso, tenha foco na objetividade, tanto no número de questões que você irá colocar no questionário quanto na construção dos enunciados das questões.

Apresentação dos resultados

Normalmente, após a realização de uma pesquisa, é necessário apresentar os resultados para outras pessoas, seja a diretoria da empresa, seu cliente ou sua equipe interna. Com o storytelling você pode ir além. Conte uma boa história, seja através da emoção, do humor ou de um personagem bem construído.

Quer ver uma sugestão bacana? Você fez uma pesquisa de satisfação e vai apresentar os resultados para os seus diretores. Crie dois personagens, a Maria, que representa os satisfeitos, e o João, que representa os insatisfeitos. Descreva os dois personagens, conte porque a Maria gosta da marca e qual foram as principais experiências negativas que o João teve e cite frases da Maria e do João com base nas respostas abertas da pesquisa. Dê asas a sua imaginação e as boas histórias virão.

Daniela Schermann, líder de marketing do Opinion Box

http://adnews.com.br/adarticles/storytelling-como-contar-uma-boa-historia-pode-ajudar-sua-pesquisa-de-mercado.html

Como as novas regras publicitárias irão impactar nas Olímpiadas Rio 2016

06 de Julho de 2016 15h – Atualizado às 15:08

phelps

Até a última edição dos Jogos Olímpicos, só os patrocinadores oficiais podiam anunciar no período dos jogos. Os atletas eram impedidos de postar em redes sociais sobre outras marcas e elas não eram autorizadas a divulgar os competidores olímpicos que já tinham contratos de anúncios com elas.

Desde fevereiro de 2015, o COI (Comitê Olímpico Internacional) busca alterações a estas regras. Em junho do mesmo ano, mudanças foram aprovadas. Agora, os atletas podem postar e estrelar campanhas que não mencionem explicitamente as Olímpiadas. Qualquer propriedade intelectual da celebração também é proibida. Palavras como “2016”, “Rio”, “jogos” e “ouro”, por exemplo, não são aceitas.

Porém, mesmo com essa abertura, os patrocinadores não oficiais ainda enfrentam certas dificuldades, pois algumas restrições continuam. A principal delas é que as campanhas tem que ser aprovadas até janeiro e podem ser veiculadas de março até agosto.

Mesmo com este empecilho muitas empresas têm conseguido um espaço muito maior do que tinham antes. Um bom exemplo é o da companhia de roupas esportivas Under Armour, que tem contrato com 250 esportistas que irão aos jogos, inclusive Michael Phelps.

Com o mote “Prove Yourself”, a marca fez campanhas emocionantes, uma com o time feminino de ginástica americano e outra, ganhadora de Cannes, com Phelps, o maior medalhista da história. No vídeo, é mostrado como o campeão treina para suas últimas competições e sua derradeira despedida.

Estas ações mostram como é possível se beneficiar do relaxamento restritivo. No entanto, pequenas empresas ainda enfrentam problemas. Analistas acreditam que organizações menores deveriam ver esta abertura como uma oportunidade

“Ela ainda vai ser difícil para um pequeno player. É difícil e custoso contratar um atleta renomado, contudo há centenas de esportistas que precisam de qualquer tipo de investimento e, atualmente, além de auxiliá-lo, é possível pensar em campanhas com ele”. Disse Zaileen Janmohamed, vice-presidente de serviços ao cliente da GMR agência de marketing esportivo

http://adnews.com.br/negocios/como-novas-regras-publicitarias-irao-impactar-nas-olimpiadas-rio-2016.html

As estratégias da Natura para se manter jovem

Empresa investe na diversificação de canais, explora o mundo digital e oferece novos pontos de contato para conquistar cada vez mais novos públicos e retomar o crescimento

Por Roberta Moraes | 02/06/2016

Com a maturidade dos 45 anos, a Natura entendeu que é preciso buscar o vigor da juventude para continuar se reinventando e inovando para conquistar cada vez mais as consumidoras e retomar o crescimento. Após anunciar prejuízo de R$ 69,7 milhões no primeiro trimestre de 2016, a empresa vem se esforçando para ser uma marca multicanal ao investir em novos pontos de contato para estar cada vez mais próximo do seu público.

Apostando na conveniência e experimentação, apenas no primeiro semestre desde ano a companhia inaugurou sua primeira loja física, estreando no varejo convencional,inseriu a linha Natura Sou em farmácias e iniciou a venda de produtos pelo Instagram. A estratégia faz parte do projeto de manter a marca rejuvenescida e atraente para o público mais jovem que não está adaptado ao consumo via consultoras por meio da venda direta. Com tanta concorrência, a empresa teve que buscar novos caminhos para se manter competitiva.

Uma das principais apostas da marca é a loja física, que em breve deve chegar em outras cidades. A empresa não abre números e não libera o balanço do primeiro mês de operação da unidade, mas afirma que está performando bem. “A loja está sendo um sucesso e tem ficado bastante movimentada. Percebemos que a experimentação está fazendo a diferença para o consumidor. A loja física tem com 40% dos produtos disponíveis no catálogo de venda e conta com uma dinâmica promocional completamente diferente, que segue a lógica do varejo”, explica Andrea Éboli, Diretora de Marketing da Natura, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Leia a entrevista com a Diretora de Marketing da Natura, Andrea Éboli.

Mundo do Marketing – Por muitos anos, esperou-se a entrada de Natura no varejo tradicional e a companhia sempre disse que não entraria. No entanto, recentemente, a marca inaugurou uma loja em São Paulo. Quais foram os fatores preponderantes para a empresa muda de ideia?

Andrea Éboli – A Natura teve outras experiências anteriormente voltada para lojas-conceito para ficar mais próximo do consumidor e gerar uma experiência diferenciada. Neste momento, abrimos a nossa primeira loja com foco de negócio visando oferecer mais um canal de acesso. Esse é mais um ponto de contato para aproximar a marca de quem está distante da venda direta ou que vê no varejo uma opção de compra mais imediatista, como um presente de última hora, o que não dá para ser feito pela venda direta. Em geral, essa compra acontece em um shopping e a estávamos perdendo. No entanto, a loja chega para complementar os outros canais e cada um deles tem o seu papel.

Mundo do Marketing – A primeira loja acaba de concluir o primeiro mês de operação e mesmo não abrindo os números, a empresa afirma que o resultado está sendo positivo. Há a previsão da abertura de novas unidades?

Andrea Éboli – O plano de expansão está construído e já teremos a abertura de novas lojas ainda neste ano na cidade de São Paulo. Essas primeiras unidades serão próprias e neste momento estamos fechando contrato com os shoppings. Após essa fase inicial levaremos esse formato para os outros estados. O modelo de franquia está dentro do projeto, mas ainda não há data prevista para ser iniciado. Afinal, o negócio é novo e estamos aprendendo com ele.

Mundo do Marketing – A loja oferece todos os produtos do portfólio?

Andrea Éboli – Antes da abertura fizemos um business case para saber quais eram as categorias prioritárias para o varejo da Natura. Na loja oferecemos 40% dos produtos comercializado pela venda direta. Levamos as principais marcas como Chronos, Mamãe Bebe, Ekos, Tododia, as linhas de maquiagem Una e Aquarela e algumas marcas de perfume. Quem vai em busca de algum produto que não está na loja, recebe orientação das vendedoras sobre os outros canais. Cada espaço dentro da loja foi pensado exclusivamente para o tipo de produto. A maquiagem, por exemplo, que é uma categoria de compra por impulso, na hora que o consumidor entra na loja é possível experimentar cores e texturas, pois todos os itens estão disponíveis em uma enorme mesa.

Mundo do Marketing – Como garantir que um modelo não canibalize o outro?

Andrea Éboli – A dinâmica promocional é completamente diferente. O modelo de operação da venda direta conta com uma mobilização de ciclos a cada 20 dias, conta com promoções agressivas, focadas para consultoras e consumidoras. Para o varejo vamos seguir com uma outra estratégia, que será com menos promoção, estaremos mais focados em composição de presentes, de kits, focada no aumento do ticket médio. O consumidor que compra da venda direta, que aproveita as promoções de cada ciclo, não terá acesso a isso na loja. O que garante a competitividade de todos os canais.

Mundo do Marketing – Venda direta, varejo, e-commerce, aplicativo, venda via Instagram. A Natura está buscando ser uma marca multicanal. Como a empresa está conseguindo segmentar cada canal? Como está as ações de Marketing para cada um deles?

Andrea Éboli – A construção da marca Natura é a mesma para todos os canais, entretanto temos estratégias específicas para cada um deles. O digital focamos no e-commerce, trazendo um contato mais online para as consultoras e fortalecendo a rede delas por meio de ferramentas digitais. No varejo trabalhamos com visual merchandising com as categorias que tem mais impacto, afinal, já descobrimos que nem sempre as categorias com maior impacto na venda direta terão o mesmo desempenho no varejo. Desenvolvemos uma série de estratégia para cada categoria dentro de cada canal. E isso também foi considerado quando optamos por oferecer a linha Sou em redes de farmácias.

Mundo do Marketing – O que a empresa está fazendo para garantir o contato com todos os públicos? Como está a relação da marca com as mulheres mais jovens?

Andrea Éboli – A Natura é uma marca muito democrática, presente em todas as classes sociais. Estamos focados em entregar valor para as classes A e B. Com o nosso novo canal buscamos essa elevação de posicionamento. Também temos presença em todas as faixas-etárias, inclusive no ano passado lançamos uma linha teenager que contou com uma forte ação nas redes sociais e foi um sucesso. Contamos com a blogueira Camila Coelho em todo o movimento de maquiagem para atrair os consumidores. A Natura é uma empresa de 45 anos e temos total interesse de estar mais perto dessa consumidora jovem e a loja contribuirá com isso.

Mundo do Marketing – O que a companhia tem feito para estreitar essa relação?

Andrea Éboli – Há três anos criamos o movimento Adoro Maquiagem e estamos trabalhando a questão do endosso, que para nós vem de todos os lados, tanto dos influenciadores, quanto do consumidor legítimo da marca. A nossa proposta com essa plataforma era trazer essa voz dos influenciadores e dos consumidores que endossam a nossa marca. Lá contamos com o Marcos Costa, nosso maquiador oficial, ensinando passo a passo por meio de vídeos. A ideia é ajudar e estar próximo do consumidor com conteúdo de qualidade.

Mundo do Marketing – Natura é reconhecida há muito tempo e continua investindo em sustentabilidade. Até que ponto esse ainda é um posicionamento que traz diferencial para a marca e não virou padrão?

Andrea Éboli – A sustentabilidade para a Natura não é uma estratégia de Marketing e sim um pilar da empresa. É um posicionamento e falamos sobre ele por meio dos nossos produtos, mas a sustentabilidade tem a ver com a nossa proposta de valor. A empresa nasceu assim e trata do assunto em toda a sua jornada. O que percebemos cada vez mais é que temos que continuar reforçando isso de maneira inovadora, trazendo valores atuais. A sustentabilidade inegociável na Natura, a ponto de tomarmos decisões internas mais custosas ou mais lentas em benefício dessa proposta de valor. Isso, por exemplo, foi momento no momento em que a loja estava sendo projetada, pois não dava para abrir um espaço que não carregasse esse conceito. O piso é feito de madeira de demolição, os painéis são projeções para evitar o uso de cartazes, as luzes são de led, para gerar economia. E aí nos vemos praticando essa sustentabilidade. Queremos trazer cada vez mais elementos para reforçar esse posicionamento.

https://www.mundodomarketing.com.br/entrevistas/36300/as-estrategias-da-natura-para-se-manter-jovem.html

Native advertisement: a aposta da vez

Após ascenção do content Marketing e do inbound, agora marcas buscam parcerias com veículos de comunicação para criar propagandas em formato de conteúdo nestes canais

Por Renata Leite | 28/04/2016

Depois do content Marketing e do inbound, a estratégia de conteúdo que vem ganhando destaque em 2016 é o native advertisement. Grandes marcas buscaram consolidar sua presença em portais de mídia este ano criando ambientes próprios, como fizeram a Friboi e o Santander em parceria com a Globo.com, a Natura com o Uol, entre outras. Embora esse tipo de ação não seja novo, certamente vive uma nova onda, estimulada pela crescente aversão de consumidores a propagandas invasivas e que os interrompam e pela busca por parte dos veículos de rentabilização de seus braços online.

Segundo estimativas da Business Insider, os investimentos em native advertising nos Estados Unidos irão crescer de US$ 4,7 bilhões, em 2013, para US$ 21 bilhões, em 2018. No país, veículos tradicionais, como The New York Times, The Wall Street Journal e o The Atlantic já oferecem há pelo menos três anos esse formato de branded content – experiências que demonstraram que a audiência aprova e consome esse tipo de conteúdo patrocinado, desde que ele seja relevante, esteja devidamente sinalizado como “propaganda” e esteja alinhado com a linha editorial da mídia parceira.

O termo native está relacionado justamente a esse alinhamento. O conteúdo criado pelas companhias deve parecer nativo na plataforma em que está inserido, embora não possa estar apresentado como uma reportagem convencional. O maior risco neste investimento é que o público se sinta enganado. “Em muitos portais, o dado de que aquele é um conteúdo pago está claro já na chamada na home, antes mesmo do clique pelo usuário. É fundamental deixar evidente que o texto ou o vídeo é pago e criado por uma marca. E isso não é um problema. A cultura hoje é de que as marcas podem falar e serão ouvidas, desde que haja relevância no que é dito”, afirma Cassio Politi, Fundador da Tracto Content Marketing, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Principal risco
Em 2013, o The Atlantic envolveu-se em uma polêmica ao embaçar demasiadamente as fronteiras entre publicidade e editorial, gerando uma grande repercussão assim que o conteúdo foi descoberto como pago, sem que isso estivesse claro. O veículo precisou se retratar publicamente, reconhecendo o erro por ter tentado confundir o leitor. A transparência é fundamental neste momento em que os papéis, de fato, se tornam fluidos.

Desde o “avô” do native advertisement, o publieditorial publicado nos jornais impressos décadas atrás, muitos avanços ocorreram na produção de branded content. Se antes o formato era rígido, a linguagem na maioria das vezes pouco sedutora e de qualidade duvidosa, agora as marcas se profissionalizaram na produção de um conteúdo realmente relevante para a audiência do canal. A RedBull é um exemplo disso. Hoje, além de fabricante de energético, a marca também trabalha como uma agência de conteúdo. Ficou tão competente na produção de programas de esportes radicais que já vende o serviço para outras marcas.

A Marvel também não licencia mais apenas seus personagens, mas oferece a criação de conteúdo para outras empresas. Os modelos em relação a que parte fica responsável pela elaboração do texto ou do vídeo, do infográfico ou qualquer outra peça são variados. “Quem melhor do que a Marvel para elaborar conteúdos com seus próprios personagens para outras marcas? Esse formato pode acabar sendo mais interessante do que o licenciamento apenas. É uma besteira criar regras para quem vai criar o branded content. O que importa é o resultado final atender aos objetivos da marca, aos parâmetros de resultado estipulados anteriormente”, ressalta Politi.

Academia Friboi
Na Academia Friboi – ambiente da marca lançado este mês na Globo.com -, o conteúdo é preparado a pelo menos seis mãos. Trabalham juntos no planejamento, na execução e na mensuração dos resultados, com desdobramentos em insights, companhia, agência e veículo. A iniciativa não é a primeira experiência da empresa com native advertisement. Em novembro de 2015, estreou a série “Com que receita eu vou” no Discovery Home & Health, com apresentação da chef Carla Pernambuco. Ela mostrava diferentes preparos de carne. A produção, composta com 10 episódios de meia hora casa, foi coproduzido pela Bossa Nova Films e patrocinada pela Friboi.

O objetivo da companhia com as ações de native é ampliar sua participação no restante da jornada de compra do consumidor. “Começamos a pensar esse projeto há três anos, sem saber muito bem onde iríamos chegar. Tínhamos dado um passo importante ao colocar marca na carne, mas sabíamos que podíamos estar mais próximos dos clientes no restante da jornada. As pessoas cometem muitos erros no preparo da carne e notamos que havia aí uma oportunidade de oferecer algo realmente útil para o público”, explica Maria Eugênia Rocha, Gerente Executiva da Divisão de Carnes da JBS, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A companhia chegou a um modelo de hub digital, que converte para um ambiente um volume grande de conteúdo, atualizado com rapidez. A concretização do projeto ocorreu então em 10 meses e o portal foi escolhido por conta da grande audiência que possui e da credibilidade junto ao target da companhia. “Somos os responsáveis pela curadoria técnica do conteúdo e temos um termômetro da categoria bovina como um todo. A agência tem os dados de search, de social, que geram insights e medem a aceitação do público, qual perfil vem sendo atendido. Já a Globo.com conta com uma equipe interna produzindo o conteúdo. Fazemos reuniões mensais e as decisões são todas em conjunto”, diz a executiva da Friboi.

Awareness e vendas
O objetivo final da marca com a plataforma é aumentar a preferência de marca por parte dos consumidores. Além de dados conseguidos em tempo real, como os referentes a número de visitas, tempo médio gasto no site, o resultado obtido com o investimento também será medido por meio de pesquisas quantitativas e qualitativas. Há ainda a integração com um serviço de CRM que complementa a ação, buscando engajar o usuário.

A Friboi quer aumentar o awareness da marca ao oferecer um serviço aos brasileiros, mesmo objetivo perseguido pela Samsung ao se associar à Fox Networks Group. Nesta segunda quinzena, a marca estreou a série Conexão Fox, com viajantes famosos mostrando suas experiências como turistas em diferentes locais do mundo. Os episódios têm duração de cinco minutos cada e são exibidos semanalmente nos canais Fox e Fox Life.

Trabalhar o branding, entretanto, não precisa ser o único objetivo de um native advertisement. “Os veículos sabem o que chama a atenção da audiência deles, então conseguem criar um conteúdo mais interessante, mais sedutor. As companhias devem aproveitar esses canais para estabelecer um relacionamento com seu target, seja para construir awareness ou também para vendas”, ressalta Bruno Mello, Editor Executivo do Mundo do Marketing.

O portal lançou sua divisão de Branded Content este ano, formalizando um trabalho que já vinha sendo realizado pelo veículo. O objetivo é atrair o interesse de empresas que desejam se relacionar com profissionais de Marketing, administradores e gestores, responsáveis pela tomada de decisão na compra de serviços de Marketing de uma maneira geral. Nesses casos, elaborar projetos com relação direta com a geração de vendas é fundamental. “Um guia para um cliente de médio porte gerou mais de 50% de taxa de resposta, resultando em cadastros para esse cliente”, conclui Mello

https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/36066/native-advertisement-a-aposta-da-vez.html

5 dicas para usar o Pinterest em eventos

O Pinterest é utilizado como forma de inspiração e para a troca de conteúdo por mais de 100 milhões de usuários em todo o mundo. Na plataforma, baseada em imagens, é possível encontrar painéis (os chamados boards) com conteúdos que vão desde receitas para o jantar, maquiagem para festas, até decoração e reforma de casas.

“O Pinterest foi criado para que seus usuários pudessem explorar e descobrir suas paixões, colecionar o que gostam e buscar inspiração dentre mais de 50 bilhões de ideias salvas em mais de 1 bilhão de pastas em todo o mundo, em mais de 30 categorias”, afirma Ricardo Sangion, Country Manager da plataforma no Brasil.

Mas você sabe qual a melhor maneira de usar o Pinterest para organizar seu evento? A Eventbrite, plataforma global de gerenciamento de eventos, fez uma entrevista com Sangion na qual ele dá algumas dicas de como utilizar a plataforma da melhor forma:

1 – Inspire-se com as referências

Segundo Sangion, o Pinterest permite que os usuários obtenham inspirações para diversos planos e projetos, portanto, visualize, descubra e salve o melhor da web ao navegar pela plataforma. “Isso o ajudará a pensar e guardar essas referências para o grande dia do evento, como cardápio, decoração, cenografia, identidade visual de marca e convites.”

 

2 – Compartilhe suas ideias e inspire também!        

Seguindo o raciocínio de que o Pinterest é um catálogo de ideias usado por milhões de pessoas que buscam inspiração para o futuro, o executivo  aconselha  compartilhar ideias e experiências que possam ajudar outros usuários no planejamento de seus futuros eventos. Poste imagens com os detalhes que tenham dado certo em seus eventos ou aqueles que chamaram a atenção de seu público. Que tal infográficos com dicas valiosas sobre organização de eventos? Ou aquela decoração inovadora que rendeu vários elogios?

Indique também caterings (empresas contratadas para fornecer todo o serviço de buffet) e menus com os pratos que foram servidos aos convidados e participantes.

 

3 – Capriche na descrição das fotos        

Para garantir uma melhor indexação das imagens, a dica principal é caprichar na descrição das fotos. De acordo com o executivo, ao detalhar o que pode ser visto nas imagens, usando palavras de referência, mais chances elas terão de ser indexadas para as buscas feitas na ferramenta.
4 – Siga perfis e pastas sobre eventos!   

Quando você começa a seguir perfis e pastas sobre determinado tema, eventos por exemplo,  o seu feed começará a ser impactado diariamente por Pins deste assunto. “A busca também é outra forma de encontrar conteúdos mais específicos e há vários recursos que podem ajudar nisso, como a busca guiada, o Flashlight e Pins relacionados ao assunto buscado”, indica Sangion. Veja também esses perfis com boards dedicados ao tema eventos, que o executivo indicou para Eventbrite: Eventos 1, Eventos 2 e Eventos 3.

 

5 – Promova seus eventos

Ricardo Sangion explica que o Pinterest funciona melhor na divulgação de eventos recorrentes, pois o conteúdo fica sempre disponível na plataforma para consultas futuras. “É possível fazer do Pinterest um espaço de divulgação com fotos, dicas, infográficos, vídeos e outras ideias visuais relacionadas ao tema proposto, atraindo a atenção de pessoas que se interessam pelo assunto”. Ele também aconselha os usuário a organizar os conteúdos em pastas. Os Pins possuem links que levam ao site do evento, o que ajuda muito, uma vez que o futuro participante poderá acessar seu hotsite e obter direto da fonte todas as informações sobre seu evento.

Redação Adnews – 27/04/2016

http://www.adnews.com.br/internet/5-dicas-para-usar-o-pinterest-em-eventos

Marketing de Experiência cresce em meio a ações virtuais

Ações de Marketing de Experiência ajudam empresas a se diferenciarem em meio a ações digitais

Por Thiago Terra, do Mundo do Marketing | 04/01/2010
A tecnologia avança na vida dos consumidores e é cada vez mais comum a criação de ações virtuais para envolvê-los com a marca. Redes sociais, e-mail marketing, aplicativos com serviços e games são algumas das ferramentas mais usadas por empresas na hora de chamar a atenção do consumidor. Mas e a experiência real? E o contato direto com a marca?

Com o crescimento e certa padronização das ações virtuais como “acesse, cadastre-se e concorra”, a diferenciação está sendo feita na prática, literalmente. Basta perceber que ações de experiência de marca ganham espaço nas estratégias de grandes empresas como Alcatel-Lucent, D-Link, além de Itaú, Gerdau e IBMEC. Nelas, o objetivo principal é ressaltar a importância dos sentimentos e emoções para que uma empresa seja lembrada e admirada.

Especializada em Experience Marketing, a agência O Melhor Da Vida fechou parceria com empresas para oferecer experiência como recompensa. Mas não só para clientes. A agência elabora ações de incentivo para colaboradores a fim de promover o encantamento com a marca, que é mais propenso a acontecer quando ela passa a fazer parte da memória destas pessoas.

Experiência X bens materiais
A D-Link criou o Gourmet Experience há cerca de um ano com o objetivo de premiar os distribuidores com experiências relevantes. A partir de uma experiência diferente de uma premiação com bens materiais, a marca é fixada na mente do consumidor de forma emocional. “Ao dar uma TV, a pessoa sabe o valor. Uma experiência fora do padrão fica marcada na mente”, diz André Teixeira, Gerente de Marketing de volume da D-Link, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A empresa de produção de equipamentos de networking, conectividade e comunicações de dados realizou ações de experiência para seus fornecedores como o Gourmet Experience. A ação levou convidados para uma aula de culinária com um renomado Chef de cozinha promovendo assim um melhor relacionamento com fornecedores, além de posicionar a marca de forma saudável e inovadora.

Mas não basta fazer uma ação pontual de experiência. É necessário dar continuidade ao trabalho de emocionar e encantar, oferecendo sempre novas e diferentes opções de experiência. “Promovemos a manutenção com experiências diferentes para cada distribuidor. Depois de ações de incentivo e de confraternização daremos uma diária em um Hotel Fazenda”, adianta Teixeira.

Estratégia para conhecer o consumidor
Eventos de grande porte já não são mais tão eficazes para estreitar o relacionamento com os consumidores segundo Lucila Frias, Gerente de Marketing da Alcatel. Após realizar uma pesquisa para saber o que agrada o público executivo, a Alcatel-Lucent decidiu criar o Gourmet Show, em que o consumidor pode escolher entre as opções de peça de teatro com direito a jantar no restaurante DOM, camarote no GP Brasil, ou ser piloto por um dia na Fórmula 1. “Temos clientes com perfis diferentes. Por isso fizemos algo que pudesse agradar a todos”, explica Lucila ao site.

De acordo com a executiva, o Marketing de experiência é uma oportunidade de conhecer e saber o que os clientes da empresa precisam e quais são os seus objetivos. “Nossos produtos não são de venda imediata e esta é uma oportunidade única para gerar a proximidade e a facilidade de contato”, conta Deise Palma, Analista de Marketing.

Na contramão vem a D-Link. A empresa desenvolveu uma ação de experiência para o consumidor final, mesmo sem ser esse o público-alvo da companhia. “Fizemos algumas ações voltadas para os usuários finais oferecendo viagem com tudo pago. Desta forma conseguimos motivar, premiar e incentivar o usuário final a procurar o nosso produto”, afirma Teixeira.

Virtual X real
Segundo Jorge Nahas, CEO da agência O Melhor Da Vida, a experiência ajuda a proporcionar qualidade de vida para funcionários e clientes, oferecendo emoções. “A experiência envolve sentimento, emoções, e isso gera uma ligação a mais com a marca. Ativando esses sentidos, a marca passa a ter lembrança perene”, acredita Nahas.

Apesar de novo no Brasil, este conceito cresce principalmente devido ao seu caráter de diferenciação. “Cada vez mais as empresas e os produtos são iguais e o mercado depende de pessoas para fazerem a diferença. Não adianta mais premiar em dinheiro ou com bens materiais porque vivemos um paradigma onde o grande diferencial são emoções transmitidas para toda a cadeia de valor de um negócio”, ensina o CEO de O Melhor Da Vida.

Segundo ele, o mercado de Marketing de experiência cresceu 45% em 2009, mas no exterior foram gastos € 75 bilhões somente este ano. Estes números devem continuar crescendo principalmente por conta das novas tecnologias que surgem a todo o instante. Mas não em prol da ações de experiência. “Quanto mais tecnologia, maior a distância do mundo real. A partir disso, o consumidor valoriza mais as experiências que envolvem emoções e mexem com seus sentidos”, completa Jorge Nahas.

http://www.mundodomarketing.com.br/12,12564,marketing-de-experiencia-cresce-em-meio-a-acoes-virtuais.htm