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Alibaba investe em sustentabilidade neste Single’s Day

O Alibaba atendeu 1,3 bilhão de pedidos de entrega na edição deste ano do Single’s Day, também chamado Global Shopping Festival. Todo este volume de entregas gera uma enorme quantidade de caixas e, portanto, de lixo. Diante deste panorama, o Alibaba se comprometeu a fazer do maior evento de vendas do mundo uma data relacionada não apenas a consumo, mas também a sustentabilidade.

“Nos últimos dez anos, continuamos a estabelecer novos recordes da GMV e com isso nossa responsabilidade aumentou”, disse Jiang Fan, presidente da Taobao e Tmall. “O 11.11 deste ano não será apenas sobre nossos volumes GMV, mas também sobre desenvolvimento sustentável”.

Para esse fim, ele disse que o Alibaba montou estações de reciclagem de caixas e sacolas indesejadas – 40 mil delas – em toda a China, por meio da Cainiao Smart Logistics Network, enquanto seus parceiros de correio expresso estão hospedando outras 35 mil estações.

Esses 75 mil locais continuarão a funcionar como estações de reciclagem permanentes após o evento de vendas, ajudando a reciclar mais de 100 milhões de caixas anualmente, de acordo com as estimativas do Alibaba. A companhia também estabelecerá o dia 20 de novembro como o “Dia Nacional de Reciclagem de Caixas de Papelão” na China, implantando estações de reciclagem rápida em 180 bairros de Xangai, Pequim, Guangzhou, Shenzhen e Hangzhou naquele dia.

Para cada caixa reciclada nas estações de reciclagem de Cainiao, os consumidores podem escanear um código QR nos aplicativos Taobao, Cainiao ou Alipay para receber pontos de “energia verde” no mini-programa do Alipay Ant Forest. Seus pontos podem ser trocados pelo plantio de árvores nas áreas mais áridas da China, como as regiões desérticas da Mongólia Interior, Gansu, Qinghai e Shanxi.

O Alibaba também estima que mais de 50 milhões de pessoas tenham participado dos esforços de logística verde durante o festival de compras. Os consumidores podem se envolver online e offline, fazendo desde compras ecológicas até a reciclagem de embalagens.

Antes do evento, os consumidores puderam fazer parte do esforço de reciclagem por meio do aplicativo Mobile Taobao e receber “Meow Coins”, uma moeda de jogo interativa que se converte em descontos nas compras do 11.11. Mais de 20 milhões de pessoas utilizaram o aplicativo em 11 de novembro.

O Alibaba também está incentivando os consumidores a reciclar seus produtos indesejados, em vez de jogá-los fora. De 1 a 11 de novembro, a empresa organizou um programa de troca de aparelhos e eletrônicos nos aplicativos Taobao, Idle Fish e Alipay.

Os consumidores puderam doar dispositivos usados ​​de 80 categorias, de telefones e laptops a aparelhos de ar condicionado e máquinas de lavar, e receber compensação pelos itens reciclados, além de descontos especiais para comprar novos. Por exemplo, os consumidores poderiam receber até RMB 4.112 (US$ 587) pela reciclagem de um iPhone X, além de pacotes vermelhos no valor de RMB 411 para comprar um novo modelo.

O Tmall, o mercado de comércio eletrônico B2C do Alibaba, também realizou o descarte ecológico de produtos, como o recrutamento de mais de uma centena de produtores reais para fazer transmissões ao vivo promovendo o arroz de água salgada, uma alternativa mais sustentável à cultura de arroz, que faz uso intensivo de água do mar diluída em vez de água fresca.

A plataforma vendeu 358 mil kg de arroz de água salgada em apenas dez dias nas pré-vendas do 11.11. Isso representa o equivalente a 716.000 metros quadrados de terra que foram transformados de “terras residuais” afetadas pelo sal em terras aráveis.

Quase 40 marcas da Tmall, como L’Oréal e Giorgio Armani Beauty, optaram por usar materiais de embalagem ecológicos, como caixas que não precisam de fita adesiva. Eles enviaram 150 milhões de caixas livres de plástico no ano passado, ajudando a economizar mais de 200 milhões de metros de fita plástica.

A Cainiao também fez parceria com o Tmall Supermarket e Lingshoutong para promover a reutilização de caixas nas operações diárias. Hoje, mais de 70% de suas entregas são enviadas em caixas de papelão reutilizadas, em vez de novas embalagens.

Quando os consumidores fazem suas compras no supermercado Freshippo, no Alibaba, eles recebem pontos de energia verde do programa Ant Forest ao optar por sacolas plásticas. Os compradores do Freshippo contribuíram com quase 1 bilhão de pontos até outubro, o equivalente ao plantio de 560 mil árvores.

A rede também procurou ampliar seus esforços de redução dos resíduos de plástico, projetando embalagens mais eficientes, o que ajudou a economizar cerca de 70 toneladas de plástico.

Isso ocorre quando os consumidores chineses se tornam cada vez mais conscientes do meio ambiente. No início deste mês, o braço de pesquisa do Alibaba Group, AliResearch, disse que mais de 380 milhões de consumidores compraram produtos ecológicos em Taobao e Tmall no ano passado, a maioria dos quais é jovem: cerca de 41,8% desses consumidores nasceram após 1990 e 32,9% nasceram depois de 1980. Nas plataformas, as pesquisas por palavras-chave como “biodegradável” aumentaram 284%, enquanto por “coleta de lixo” aumentou 2 mil vezes.

Essas medidas seguem a campanha verde mais abrangente da Cainiao até o momento: a Alibaba Green Logistics 2020. A campanha apresenta esforços conjuntos de toda a empresa para melhorar a reciclagem de materiais, embalagens, planejamento de rotas e métodos de entrega para reduzir o desperdício e promover a sustentabilidade.

A Cainiao disse que seu algoritmo de desenvolvimento de embalagens inteligentes, que avalia itens comprados por categoria, volume, peso e área e, em seguida, combina os produtos com a forma de embalagem com maior eficiência de espaço, ajuda a melhorar o uso de embalagens de cerca de 290 milhões de encomendas por ano e reduz a quantidade de materiais desperdiçados devido à sobre-embalagem em 15%.

Para economizar papel, a Cainiao também expandiu o uso de etiquetas de envio eletrônico para substituir os adesivos de papel tradicionais. A empresa aplicou etiquetas de remessa eletrônica em cerca de 100 bilhões de encomendas nos últimos cinco anos, ajudando a compensar 1 bilhão de quilogramas de emissões de carbono.

“A logística verde é uma parte essencial do nosso modelo de negócios”, disse Niu Zhijing, que lidera a Campanha Go Green da Cainiao. “Acreditamos que a sustentabilidade só pode ser incentivada através de esforços conjuntos em toda a cadeia de valor, desde fornecedores de embalagens, plataformas e marcas de comércio eletrônico até empresas de entrega expressa, consumidores e formuladores de políticas. Todas as partes interessadas precisam agir em conjunto.”

“Também queremos inspirar os consumidores a agir, facilitando a participação por meio de pequenas ações”, disse Niu.

América Latina abraça a ideia dos shoppings como espaços de felicidade

Quando profissionais de shopping centers se encontram, seja onde for, a conversa é uma só: as mudanças que acontecem, de maneira cada vez mais rápida, no formato do produto. Não foi diferente na RECON Latin America, mais importante evento do setor no continente, promovido semana passada pelo International Council of Shopping Centers, em Lima, onde fiz uma apresentação sobre tendências do varejo.

Alimentação foi um dos temas mais destacados no encontro. Não por acaso. Números apresentados por Tom McGee, presidente do ICSC, mostram que o gasto dos latino-americanos em comida e bebida consumida fora do lar cresceu mais do que o de produtos e serviços. Mas nem tudo são flores. Durante a apresentação dos colombianos da Rappi foi possível perceber que o rápido crescimento dos serviços de delivery de alimentação pode trazer oportunidades, mas também ameaças para os shoppings.

Tom McGee, presidente do ICSC

Até o mês passado o Rappi já operava na América Latina 213 dark kitchens, cozinhas industriais instaladas em prédios localizados em áreas menos nobres, de onde produz e envia pratos encomendados pelos clientes por meio de seu aplicativo. Até o final do ano estima-se que esse número vai pular para 350. Só no Brasil há hoje 35 dessas cozinhas. As dark kitchens podem concorrer diretamente com as praças de alimentação mas, em tese, atendem prioritariamente clientes que não estariam dispostos a deslocar-se até lá. Neste sentido, os shoppings poderiam dispor de espaços periféricos, no estacionamento ou áreas técnicas, por exemplo, para abrigar dark kitchens e lucrar com a onda.

Quando o assunto foi varejo em shopping, todos os palestrantes concordaram que a hora é das lojas que proporcionam experiências para seus clientes. O futurista do varejo britânico Howard Saunders foi feliz ao definir essas lojas como ‘playgrounds das marcas’, onde os consumidores podem vivenciar um conceito que os aproxima daqueles produtos ou serviços, inclusive em outros canais. O arquiteto uruguaio Gómes Platero recorreu à expressão do escritor Doug Stephens para defender a ideia de haver ‘less stores, more stories’ (menos lojas, mais histórias) nos shopping centers.

Howard Saunders, futurista do varejo britânico

Mas nenhum aspecto foi mais marcante do que a visão do shopping como um equipamento com funções muito mais amplas e abrangentes do que simplesmente reunir boas opções de compra. De acordo com McGee, houve nos Estados Unidos, entre 2000 e 2018, um crescimento de 148% na quantidade de projetos de uso misto, aqueles que envolvem não apenas centros comerciais como ainda escritórios, residências, hotéis, locais de eventos, universidades, clínicas etc.

Nas palavras de Platero, os shoppings serão cada vez mais destinos ‘hipermistos’, vocacionados a proporcionar isso tudo e também momentos felizes aos seus frequentadores. Na mesma direção, Juan José Calle, Superintendente do Jockey Plaza Shopping Center, de Lima, disse que seu objetivo é reproduzir o ambiente de uma cidade onde as pessoas são felizes. Não deixa de ser notável que centros comerciais comecem a assumir plenamente o propósito de estimular a felicidade, tendo o consumo como uma consequência natural desse movimento.

Sem dúvida, a poderosa tendência do ‘Work, Live, Play’ (Trabalhe, Viva e Divirta-se), começa enfim a instalar-se também em nosso continente, influenciando não apenas a arquitetura e o mix de lojas dos novos empreendimentos, como influenciando ainda a transformação dos mais antigos. Nesse cenário, o menos recomendável é fazer mais do mesmo. Inovar é obrigatório.

Cresce o consumo de produtos sustentáveis de higiene e beleza

Segundo o estudo Green is the New Black, da Nielsen Brasil, o mercado de produtos sustentáveis em Higiene & Beleza (H&B) ganhou relevância no faturamento das empresas e está cada vez mais presente no dia a dia das famílias brasileiras, em um ritmo de crescimento que está longe de desacelerar.

Isso porque o conceito de sustentabilidade mudou nos últimos anos. O que antes girava em torno apenas da preocupação com o meio ambiente, hoje permeia várias esferas: desde embalagens sustentáveis, ingredientes naturais, e até teste em animais.

No Brasil, ser sustentável sai do discurso do brasileiro e se torna cada vez mais um fator de decisão no momento de compra. O tema já está na lista das TOP 3 preocupações para mais de 32% da população. Os lares que declaram ter hábitos e atitudes sustentáveis já somam mais de 7 milhões no país e concentram 18,2% do faturamento de Higiene & Beleza.

“A indústria pode ter um papel ativo na conscientização e educação do seu consumidor. Esse mercado está crescendo, as empresas precisam estar atentas para decidirem se querem ser protagonistas ou seguidoras”, disse a líder da Indústria de Higiene & Beleza da Nielsen Brasil, Margareth Utimura.

Segundo o estudo, do total de lares sustentáveis no Brasil, 53,7% são compostos de 3 a 4 pessoas, 65,6% são mulheres e 3,8 milhões pertencem às classes econômicas A e B.
Na análise, a Nielsen apresenta ao mercado uma realidade, com o consumidor tendo características sustentáveis como definidoras da compra.

Para isso, foram separadas por categorias: produtos que não são testados em animais (cruelty free); possuem ingredientes naturais e são veganos.

Entraram na lista as seguintes categorias: desodorante, sabonete, shampoo, cremes para pele (rosto e corpo), pós-shampoo, bronzeador/protetor solar, maquiagem, fio dental, creme dental e preservativos.

Na pesquisa, feita com apoio do painel online da Ebit|Nielsen, o consumidor declarou que os produtos mais comprados nestes grupos são shampoo (29,9%), sabonete (24,1%) e pós-shampoo (22,5%).

* Imagem reprodução

KitKat Chocolatory chega ao Brasil

Sonhos se tornam realidade. A marca número 1º de Chocolates da Nestlé no mundo, KitKat anuncia a chegada da primeira flagship KitKat Chocolatory da América Latina.  Não querendo ser chata nem nada, o lugar escolhido não poderia ser melhor!  O projeto escolheu a metrópole mais populosa e movimentada latino-americana, São Paulo.O espaço localizado na Zona Sul da cidade no Shopping Morumbi oferece uma verdadeira experiência omnichannel, composta por três componentes que se conectam com o consumidor atual: Físico, Humano e Digital, fazendo de tudo para conquistar os millennials.

Os produtos na loja trazem KitKat nunca vistos no país e também chocolates exclusivamente pensados para o público brasileiro. Além desses produtos você ode criar um KitKat só seu, onde cada peça pode ser personalizada ao seu gosto e completam as experiências, aguçando todos os sentidos por meio de cores, aromas, sabores e texturas. O espaço foi inteiramente criado pensando na valorização da experiência pessoal dentro do ambiente.  Dessa forma, cada consumidor pode criar uma experiência diferente no local e criar seu próprio Break. Não pode ser esquecido é que a loja é totalmente instagramável. Você não pode perder a oportunidade de tirar fotos carismáticas e divertidas nesse mundo de KitKat. 

A loja foi criada com diferentes interações digitais, que permeiam toda a jornada do consumidor. Há desde jogos de VR, filtros com Realidade Aumentada via Snapchat, Vending Machine com game e espaços instagramáveis – eles podem ser aproveitados juntamente com um Snap Code, no qual os consumidores acessam um filtro exclusivo da marca KitKat via Snapchat.

 

“KitKat Chocolatory é um projeto global da Nestlé, lançado há cinco anos e sucesso nas grandes capitais em que está presente, como Tóquio (Japão), Melbourne (Austrália), Londres (Inglaterra) e Toronto (Canadá). Aqui no Brasil, estamos trazendo vários dos sucessos desses mercados e muitas outras novidades, que darão a oportunidade a cada visitante de ter tanto um produto, quanto uma experiência única com a marca”, destaca Leandro Cervi, Head de Chocolates da Nestlé Brasil.

As embalagens especiais, somando um sem número de combinações entre elementos avulsos e kits, foram desenhadas pela agência CBA B+G. “O grande desafio desse projeto foi conseguir criar linguagem e repertório suficiente para diferenciar as centenas de novas embalagens com sabores exclusivos da marca global KitKat Chocolatory, surpreendendo o público fiel e sedento por novidades. Ao total, foram mais de 120 variedades”, destaca Luis Bartolomei, sócio e head de criação da CBA B+G .

Confira todas as novidades como:

Crie o seu KitKat

O consumidor pode escolher entre recheios e toppings para montar o seu próprio KitKat. São mais de mil combinações possíveis. Quase um churros.

 

PICK & MIX

O consumidor poderá escolher entre os 17 sabores inéditos exclusivos, vendidos em formato 2 fingers em embalagens personalizadas. Alguns exemplos são: Pistache, Menta, Banana, Goiaba e Churros. As opções são vendidas no formato Caixa Bowl podendo ser selecionados até 10 sabores ou Lata Personalizada com impressão a laser com 20 sabores.

Caixa Bowl – Escolha 10 sabores

 

 

Lata Personalizada – Escolha 20 sabores

 

 

KITKAT DIGITALLY PRINTED

Você pode imprimir a imagem que você quiser em cima do seu KitKat 4 fingers.  A loja brasileira é a primeira a trazer essa tecnologia e eles utilizando cores naturais e comestíveis.

 

KITKAT Chocolatory

Localização: Shopping Morumbi 

Criação do Willy Wonka? KitKat Chocolatory chega ao Brasil

McDonald’s reforça seu plano de modernização de lojas nos EUA

Na última quinta-feira, o McDonald’s abriu uma nova loja na Times Square, ponto esperado para ser o seu mais movimentado restaurante nos EUA. A localização imprime as atualizações modernas que a marca vem trazendo para suas lojas americanas. Possui placas de menu digital, 18 quiosques de autoatendimento e estações de carregamento móveis sem fio em mesas.

As atualizações de alta tecnologia são parte de sua estratégia para impulsionar as vendas, trazendo os clientes de volta para suas lojas. As renovações foram pensadas para melhorar a comodidade e experiência do cliente, além de modernizar o visual dos restaurantes.

Inicialmente, o plano original do McDonald’s era para que todas as renovações de lojas fossem realizadas até 2020, mas esse prazo foi postergado para 2022. Em 2018, o McDonald’s gastou 1,4 bilhões de dólares para remodelar cerca de 4.500 restaurantes. Este ano, os gastos previstos para atualizar 2 mil pontos é de $1 bilhão.

Quando os clientes entram no local, a visão dos quiosques de autoatendimento os recebem com “boas-vindas”. Os funcionários também estão disponíveis para realizar pedidos e pagamentos.

No segundo andar, os quiosques de autoatendimento também estão disponíveis para que o público que frequenta o restaurante possa efetuar quaisquer itens esquecidos.

De acordo com Max Carmona, diretor sênior do projeto e desenvolvimento global do visual dos restaurantes, o olhar moderno e simples do interior da loja. “Tudo foi pensado para contrastar com os outdoors e a agitação da Times Square”, disse o executivo. “Seu exterior de vidro dá aos clientes uma grande visão dessa atividade”, completou.

McDonald’s reforça seu plano de modernização de lojas nos EUA

A Disneyficacão dos Shopping Centers

Imagine um megamall capaz de abrigar um imenso parque de diversões, incluindo diversas montanhas russas, parque aquático com 35 escorregas e 13 diferentes atrações, estação de esqui indoor, uma baita pista de patinação no gelo, mais cinema, aquário e Kidzania, entre outras coisas. Impressionante? Espere um pouco, porque tem mais. Acrescente 20 restaurantes, food halls incríveis, espaço para eventos e um mix selecionado de lojas. Que tal?

Esse shopping de sonhos existe e deve inaugurar no final de outubro em Nova Jersey, ali ao lado de Nova Iorque. Não por acaso, seu nome é American Dream (Sonho Americano) e foi desenvolvido pela Triple Five, empresa que também construiu o Edmonton Mall, no Canadá, e o Mall of America, em Minneapolis.

O American Dream é a exacerbação de um conceito que começa a ganhar terreno: a ideia do shopping center como um destino predominantemente de entretenimento, onde o varejo é coadjuvante. Assim como na Disney.

A união do entretenimento com shopping e varejo não é algo exatamente novo. Na década de 90, quando surgiu a primeira versão do que convencionou-se chamar da ‘economia da experiência’, diferentes varejistas usaram a diversão como fator de atração de clientes e diferenciação em relação aos concorrentes, de restaurantes, como Rainforest Cafe até lojas de brinquedos, como Toys R Us e FAO Schartz. Ali, porém, o entretenimento tinha a função acessória de apoiar a venda de produtos. Hoje é bem diferente.

Em tempos de internet, para tirar as pessoas de casa é preciso oferecer experiências muito mais impactantes e relevantes do que as que elas podem dispor no conforto dos seus sofás. Isso passa por salas de cinema de alta tecnologia e muito conforto, bares com jogos, como Dave & Buster’s e atrações como pistas de kart indoor, circuitos de mini golf, espaço para camas elásticas e parques de diversão. Só as operações de escape, para citar um exemplo, aumentaram de duas dúzias no final de 2014 para mais de 2.300 quatro anos depois. Para se ter ideia de como isso anda avançando nos Estados Unidos, entre o primeiro trimestre de 2010 e 2019, a área de mall dedicada a entretenimento em shopping centers americanos cresceu 44,7%, de acordo com dados do ICSC – International Council of Shopping Centers.

Isso significa que todos os shoppings vão tornar-se um destino de entretenimento? Não necessariamente. Essa é sem dúvida uma forte tendência, mas há outras, como o shopping que adquire o papel de centro de uma nova comunidade, onde pessoas podem viver, trabalhar, divertir-se, encontrar-se e resolver pequenos problemas cotidianos.

Há uma pergunta que não quer calar: isso tudo vale também para os shoppings brasileiros?

Não tenho dúvida de que a Disneyficacão dos shoppings já começa a produzir impacto significativo por aqui. Talvez, nesse momento, seja exagero pensar em dedicar 55% da ABL (área bruta locável) para operações de entretenimento, como acontece no American Dream. Mas a demanda dos consumidores por locais onde possam passar bons momentos com os amigos e família é clara como água. A maneira de explorar isso vai depender do lugar, do perfil do público e, claro, da coragem dos empreendedores nacionais.

Lojas de bem-estar invadem os shoppings americanos

Uma visita a um shopping de alto padrão ou ao distrito comercial local costumava acabar em uma pilha de sacolas de compras em butiques de roupas, livrarias e outras lojas especializadas. Agora, acaba em uma aula de pilates de US$ 36, talvez seguida por uma sessão de bike indoor de US$ 36 e uma ida a um mercado orgânico para tomar uma água de côco de US$ 10 antes de uma parada em uma crioterapia de US$ 40.

Enquanto as lojas físicas de varejo perderam espaço para a concorrência do comércio online, inúmeras lojas de condicionamento físico e bem-estar – estúdios de ioga, pilates, remo, boxe, ciclismo, pole dance e treinamento intervalado de alta intensidade – estão tomando os espaços abandonados por lojas de vestuário, livros e eletrônicos.

Acontece que a participação em uma aula de condicionamento físico em grupo é uma das poucas coisas impossíveis de se encomendar pela Amazon. Esses estúdios agora cumprem um grande papel no que tem sido chamado de “economia experiencial”, a partir da expressão “economia da experiência”, cunhada originalmente pela Harvard Business Review, de B. Joseph Pine II e James H. Gilmore, 21 anos atrás, mas amplificada ao máximo pelo recente advento das selfies no Instagram.

Inspirada no pilates, Amanda Freeman, fundadora e CEO da empresa de fitness SLT (Strengthen Lengthen Tone – Fortalecer, Alongar e Tonificar, em tradução livre), inaugurou seu primeiro estúdio em Manhattan oito anos atrás. Amanda afirmou que, quando inaugura um novo estúdio, ela às vezes procura por imóveis localizados perto de outros estúdios de fitness butique.

Um cliente que passa por uma SLT a caminho de outro tipo de centro de condicionamento físico parecido já está acostumado a pagar de US$ 35 a US$ 40 por sessão. E há o potencial do “efeito restaurante”, quando um centro de alimentação se torna destino de clientes que podem querer comida italiana uma noite ou tailandesa em outra.

“Se estou inaugurando uma nova loja, quero abrir onde um estúdio com preços semelhantes já está prosperando, mas oferecendo um tipo diferente de treino”, disse Amanda. “O que eu não quero é abrir um estúdio nas proximidades de um centro de ioga que cobre US$ 20 a aula, onde as pessoas vão me perguntar: ‘Por que o seu estúdio cobra US$ 40?’.”

Determinar as localidades de expansão do fitness butique é uma arte e uma ciência, afirmou Joey Gonzalez, diretor executivo da Barry’s Bootcamp, uma rede de estúdios de musculação repletos de esteiras ergométricas e pesos com presença em nove países, incluindo Austrália, Emirados Árabes Unidos e Noruega (dependendo da localização, as aulas custam entre US$ 30 e US$ 36).

O processo tem início escutando os clientes – matriculados e futuros – que fazem posts em redes sociais e mandam e-mails com pedidos para que o Barry’s se instale em seus bairros. Para localidades internacionais, o Barry’s se concentra em cidades que já revelaram cidadãos locais e expatriados que estão adotando o fitness butique.

Então, Gonzalez encontra um parceiro naquela cidade, que o guiará na busca pelo local ideal. Foi assim que o Barry’s acabou na Raffles Place, em Cingapura, e inaugurou recentemente um estúdio em Paris. Conjuntos de centros de fitness surgem organicamente nas cidades, porque não há um único proprietário dono de todos os imóveis, afirmou Jeff Weinhaus, presidente e executivo-chefe de desenvolvimento da Equinox, a luxuosa marca de clubes de fitness.

A Equinox, onde as assinaturas de pleno acesso mais baratas custam US$ 260 ao mês, tem 99 endereços nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido. Proprietários de imóveis têm interesse nas redes de fitness, afirmou John Klein, um ex-executivo de imóveis da Equinox que agora dirige uma consultoria voltada para o bem-estar, varejo e indústria de vestuário. “Frequentar uma academia é um hábito, parte do estilo de vida dos millennials que gostam de se cuidar e têm um bom salário à disposição”, disse ele.

Alguns empreendedores da área de fitness estão apostando tudo no decatlo completo das sessões grupais de exercícios. Anthony Geisler é o executivo-chefe da Xponential Fitness, que é dona de marcas e estúdios em oito categorias. Ele procura por pequenos estúdios mal administrados por pessoas que são boas de fitness mas ruins de finanças e, então, faz deles suas franquias.

Muitas de seus franqueados compraram várias marcas. Geisler disse que, quando faz sentido, ele encoraja donos de estúdio a inaugurar em várias localidades se eles compraram diferentes marcas – ou perto de outras marcas franqueadas por outras empresas. “Os lugares se tornam praças de fitness”, disse.

Nicole Mereshensky, 39 anos, é o tipo de cliente pelo qual todos esses negócios estão clamando. Mãe de duas crianças em Nova York, ela frequenta aulas de fitness cerca de seis vezes por semana. Nicole gasta US$ 340 por mês com um pacote de aulas no Barry’s e US$ 75 por uma assinatura ClassPass, que, em troca da taxa, lhe confere descontos em uma gama de centros de estúdios butique. “Curto as aulas porque quero a energia do grupo e gosto de ter pessoas me dizendo o que fazer”, disse ela.

Com informações do The New York Times – Por Imprensa Mercado & Consumo – 30 de setembro de 2019

https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/09/30/lojas-de-bem-estar-invadem-os-shoppings-americanos