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Novas táticas de fidelização emocional

As companhias podem se reinventar, independente da idade ou segmento. Em Portugal, a Comur fez isso aos 75 anos, completados em 2016. A companhia mergulhou na história de Portugal e usou os sentimentos com maestria. O pescado se juntou ao marketing com as operações do Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa, Loja das Enguias e Conserveira de Portugal. A experiência bem sucedida da marca vai ser contada por Tiago Quaresma, diretor de marketing da Comur, dia 29 de agosto, no painel “Novas táticas de fidelização emocional”, que acontece no LATAM Retail Show.

O grande destaque fica por conta do “Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa”, espaço que procura juntar o nobre e o popular no pescado mais consumido em Portugal. Nas latas, constam as datas desde 1916, com um acontecimento de relevo do ano em causa e o nascimento das personalidades mais relevantes da data.

Já a Conserveira de Portugal exalta os feitos portugueses pelos mares deste mundo fora. Saberes e sabores seculares, abraçados numa maré histórica de reencontro do país com os navegadores. Já na Loja das Enguias, a ideia é prestigiar a espécie bastante tradicional da região do Aveiro, na qual se situa Murtosa.

Além das lojas, a marca conta sua história no Museu Comur, o único em Portugal dedicado às enguias de conserva. Situado no antigo edifício da fábrica de conservas, em Murtosa, o museu representa um verdadeiro símbolo de uma tradição muito enraizada de conservação de enguias. Dotado de uma museografia contemporânea, que alia design, conteúdos de qualidade e interatividade, o espaço distingue-se pela capacidade pedagógica de envolver os diversos públicos na história de uma fábrica, dos seus trabalhadores e, no fundo, de toda uma comunidade local.  O colorido intenso, carrosséis e atmosfera circense chamam a atenção e convidam a descobrir os encantos da marca.

 

Renner lança linha de peças produzidas com fio reciclado

A Renner está lançando roupas feitas com malha reciclada, batizadas de Re Malha. Os itens são desenvolvidos a partir de um processo colaborativo com seus fornecedores, dentro do conceito de fechamento de ciclo da economia circular e como parte do empenho para construir uma moda responsável.

As peças chegam às lojas um ano após a criação do selo Re – Moda Responsável e do lançamento da coleção de jeans reciclado Re Jeans. A essência do projeto é novamente o reaproveitamento de resíduos gerados pela cadeia de fornecimento: as sobras têxteis de malha das roupas produzidas para a Renner são desfibradas, dão origem a um novo tecido e voltam ao processo produtivo do fornecedor inicial, que usa esta matéria-prima reciclada na confecção de outras roupas para a varejista.

A ideia é fazer com que rede a varejista se responsabilize pelo resíduo gerado, reinserindo as sobras de tecido na cadeia e fechando este ciclo. As peças estão disponíveis em 48 lojas selecionadas. Os dois primeiros modelos de camisetas masculinas também estão à venda no e-commerce da Renner. A variedade de itens será ampliada nos próximos meses.

“Com o lançamento de Re Malha, seguimos com nosso compromisso de oferecer moda com qualidade, utilizando processos e matérias-primas menos impactantes ao meio ambiente. Estamos engajados em avançar cada vez mais neste propósito”, afirmou Eduardo Ferlauto, gerente sênior de Sustentabilidade da Lojas Renner.

Em 2018, foram produzidas para a varejista mais de 12 milhões de peças femininas, masculinas e infantis confeccionadas com matérias-primas de menor impacto, entre elas o fio reciclado, criado a partir de material têxtil e/ou plástico (PET); o liocel, fibra de origem renovável extraída da fibra de madeira; o algodão certificado, entre outros.

No ano passado, a Renner também assumiu compromissos públicos em sustentabilidade para 2021. Entre as metas estão produzir 80% das peças com matérias-primas e processos menos impactantes; utilizar algodão certificado em 100% de sua cadeia de fornecimento; ter 75% de energia proveniente de fontes renováveis em seu consumo corporativo; reduzir em 20% as emissões absolutas de gás carbônico (CO2) e ter 100% da cadeia nacional e internacional dos fornecedores de revenda com certificação socioambiental.

Por Imprensa Mercado & Consumo – 15 de julho de 2019

Varejo verde: Dona da Zara planeja usar apenas tecidos sustentáveis em suas marcas

A Inditex, empresa dona da varejista de moda Zara, disse que fará todas as suas coleções a partir de tecidos 100% sustentáveis ​​até 2025. De acordo com a companhia, as outras marcas de sua propriedade, incluindo a Zara Home, Massimo Dutti e Pull & Bear, também usarão tecidos sustentáveis. O anúncio foi feito durante uma reunião de acionistas.

A empresa também anunciou outras metas de sustentabilidade. Ela tentará garantir que 80% da energia usada em sua sede, fábricas e lojas venham de fontes renováveis ​​e que suas instalações não produzam resíduos levados para aterros até 2025.

A meta é que até 2023, ela utilize 100% de viscose sustentável.

“Precisamos ser uma força de mudança, não apenas na empresa, mas em todo o setor”, disse Pablo Isla, diretor-executivo da Inditex. “Somos nós que estabelecemos essas metas: a força e o impulso para a mudança vêm da equipe comercial, das pessoas que trabalham com nossos fornecedores, das pessoas que trabalham com tecidos. É algo que está acontecendo dentro da nossa empresa.”

De acordo com a Forbes, a Inditex é a terceira maior empresa de vestuário do mundo, tendo faturado US$ 31 bilhões em 2018.

Por Imprensa Mercado & Consumo –

Os quatro pilares de uma estratégia Omnicanal

No próximo mês teremos mais uma edição do LATAM Retail Show, o mais completo evento de varejo e consumo da América Latina, com palestrantes internacionais e as mais relevantes personalidades do varejo nacional.

Não é por menos que um dos assuntos que será abordado no evento será a Omnicanalidade, e de minha parte viemos – nos meus artigos – discutindo longamente uma série de motivos pelos quais algumas iniciativas Omnicanais falham.

Agora, já mais preparados a identificar estas razões, convido-os neste artigo, a refletir sobre os quatro pilares fundamentais da Omnicanilidade, que sem eles, provavelmente qualquer iniciativa Omnicanal será rasa e com promissoras chances de falhas.

1 – Tecnologia: sem tecnologia como suporte de integração entre processos, sistemas, canais, logística, CRM, financeiro, ‘procurement’, não há Omnicanalidade! A tecnologia integrada é quem suporta os canais com visibilidade.

2 – Design: o Design ao qual me refiro aqui é mais amplo e não somente a formas e layouts… mas no como o serviço que presto ou produto que vendo são planejados, desenhados, arquitetados, pensados e criados em qualquer campo – modelo de negócio, fluxo de organização do trabalho, jornada do cliente, conformidades, logística, pós venda ou recompra.

O Design sendo o conjunto de métodos e processos para resolver problemas – Design Thinking. Aplicando-se o Design Thinking nas estruturas conseguimos imprimir resoluções completas com times multifuncionais, células rápidas atuando diretamente nos problemas e oportunidades para o negócio.

Exemplo Spotify l Fonte: Spotfy

3 – Data Science: algoritmos e business inteligence aplicada a conhecer o seu cliente! Por meio da coleta e análise dos dados do seu cliente, é possível adicionar valor para sua base.

É mais caro conquistar novos clientes do que trabalhar a base que já dispomos. A partir dos dados gerados conseguimos até mesmo a automação com o passar do tempo, conquistando mais relevância, produtividade e assertividade. Estabelece-se uma régua de relacionamento de longo prazo, aumentando significativamente o time value de cada cliente.

4 – Customer Experience: o último dos pilares porém de longe o não menos importante é ser amado pelos nossos clientes!

Para tanto, entender profundamente quais são as necessidades essenciais do consumidor e quais inovações eles necessitam,  considerando as capacidades – capabilities – do negócio, poder desenvolver uma estratégia de negócio para buscar atender essas necessidades.

Isso se aproxima muito do que chamamos de shared value (valores compartilhados), elo forte entre ‘necessidade de consumidores’, inovação, “assets” corporativos e estratégia de negócio.

Como se não bastassem os quatro pilares fundamentais na construção de uma estratégia Omni, o aspecto transversal e que não podemos deixar de lado é o fator humano.

Cada vez mais, vejo que as empresas que estão liderando as transformações estão muito a frente da maioria nas questões de relacionamento humano.

Entenderam exatamente o contexto social que estão inseridas. Mais que isso, influenciam positivamente apoiando a diversidade cultural, de gênero e social, tirando o melhor proveito dessa diversidade.

Buscam construir times altamente capazes e diversificados, demonstrando que a criatividade e a inovação não são frutos de controle. Empoderam as pessoas para resolver problemas complexos e desafiam o “status quo” sempre!

A transformação antes de ser digital ela é humana, ou de genuíno entendimento do que as potencialidades humanas podem gerar para os negócios. As empresas que estão liderando essas transformações estão também liderando o capital humano.

Exemplo: Nubank l Fonte: Nubank

* Imagem reprodução

Unilever, Tesco e Nestlé são as mais preparadas para substituir carne

LONDRES (Reuters) – Unilever, Tesco e Nestlé estão entre as empresas mais preparadas para capitalizar a tendência de substitutos vegetais para a carne, de acordo com um relatório de um grupo de investidores que administra 5 trilhões de dólares em ativos.

O relatório da coalização FAIRR mostrou que 25 grandes varejistas e fabricantes estão desenvolvendo estratégias para produtos protéicos sustentáveis, reconhecendo o risco de uma estratégia dependente de proteína animal.

“Muitas começaram agora uma jornada para diversificar os produtos protéicos, deixando de ser predominantemente feitos de animais, para fontes de baixo carbono e menos intensivas em recursos feitos com plantas”, disse Jeremy Coller, fundador da FAIRR, que inclui instituições como o UBS e a Schroders.

Unilever, Tesco e Nestlé ocuparam o topo do ranking por seu trabalho em entender o impacto e reduzir os riscos associados à agricultura intensiva, como a emissão de gases de efeito estufa.

As empresas também estão entre as companhias com fortes programas de fornecimento sustentável e metas para reduzir emissões de poluentes, disse Aarti Ramachandran, chefe de pesquisa e envolvimento da FAIRR.

O relatório, intitulado “Appetite for Disruption”, revelou que 87% dos varejistas estão aumentando a quantidade de seus produtos vegetais de marca própria, enquanto 64% das 25 empresas consultadas pela FAIRR fazem referências a produtos “veganos” e “à base de plantas” em seus relatórios anuais.

O mercado de proteína alternativa decolou em parte devido à inclusão de tais produtos em cadeias de restaurantes globais, como Burger King e McDonald’s, bem como a oferta bem sucedida de ações da produtora norte-americana de carne vegetal Beyond Meat.

O mercado alternativo de proteína agora está avaliado em 19,5 bilhões de dólares e deverá capturar 10% do mercado global de carne, segundo o relatório, que cita pesquisas do Barclays e do JPMorgan. O mercado deve atingir 100 bilhões de dólares em valor em 15 anos.

“Não podemos enfrentar a mudança climática… a menos que as empresas alimentícias diversifiquem mais rapidamente seus portfólios de proteína saindo da agricultura animal”, disse Coller.

Por Siddharth Cavale – NOTÍCIAS DE NEGÓCIOS – 24 DE JULHO DE 2019

https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN1UJ2SS-OBRBS

Clube Morena Rosa abre flagship store com espaço instagramável

O Grupo Morena Rosa, empresa paranaense especializada em varejo de moda, inaugurou a primeira flagship store do Clube Morena Rosa, na rua Oscar Freire, em São Paulo. A loja segue o modelo de franquia já consolidado pela holding e reúne as cinco marcas da companhia: Morena Rosa, Maria Valentina, Zinco, Lebôh e Iódice.

O espaço foi projetado por Julio Takano da Kawahara Takano Retailing, em parceria com a arquiteta da marca, Mara Liz Alves. A loja tem 654m² e apresenta o conceito de um grande closet que engloba todas as marcas e estilos de clientes do grupo, oferecendo uma experiência diferenciada. “O piso de madeira e a textura nas paredes traz ao ambiente aconchego e conforto. No fundo da loja, próximo aos provadores, temos uma área instagramável que remete ao mundo Clube Morena Rosa. Nos provadores, a iluminação foi pensada para valorizar o corpo da cliente. É possível controlar a intensidade e temperatura de cor da iluminação”, explicaram Julio e Mara. O provador se estende até um jardim. O caixa traz a possibilidade de o cliente tomar um drink enquanto paga, em um bar estilizado.

Nas araras estão disponíveis as coleções Primavera Verão 19/20 das cinco marcas do grupo. As linhas Morena Rosa Beach, Shoes e Intimates, assim como os perfumes e acessórios, recebem identidade visual de mobiliário específicas que traduzem o lifestyle dos produtos. “A loja conceito Clube Morena Rosa Oscar Freire levará nosso mix de produtos para um dos melhores endereços comerciais de moda do Brasil. A ideia é termos em um único espaço das marcas, com identidades próprias e que se complementam, permitindo uma experiência de compra completa às nossas consumidoras”, disse Lucas Franzato, CEO do Grupo Morena Rosa.

Atualmente, o Clube Morena Rosa possui 35 unidades no Brasil, sendo 11 próprias e 24 franquias. A recém-inaugurada flagship store é a sétima em São Paulo. “O nosso projeto de franquias está em expansão e a expectativa é chegarmos a 50 lojas até o fim de 2019 e 100 até 2021”, concluiu Lucas.

Para Claudia Bittencourt, diretora geral da Bittencourt, o processo de expansão é natural: “A Morena Rosa tem uma identidade própria bastante forte e um conceito que exala todo o poder e autenticidade da mulher brasileira. A expansão mais acelerada com franquias com o Clube Morena Rosa é um processo natural para a marca que já está operando no sistema a 6 anos. A nova loja vem para traduzir ainda mais essa identidade e assim, conquistar novos mercados.”

Microsoft inaugura flagship no centro de Londres

A Microsoft abriu sua primeira loja na Europa, em Londres. Localizada nos três andares de um edifício histórico de 1912 na esquina da Regent Street com a Oxford Street, área comercial central na capital britânica, o novo espaço será vizinho da principal loja da Apple. A unidade de 2.043 metros quadrados ocupa o endereço ocupado desde 1996 pela Benetton, principal marca de roupa do Reino Unido.

“À medida que construímos nosso próprio hardware com o Surface e expandimos nossas ofertas corporativas, estamos descobrindo que um local físico é realmente valioso”, disse Chris Chief, diretor de marketing da Microsoft. “Temos uma equipe trabalhando nisso há vários anos.”

O impulso dos gigantes da tecnologia para abrir lojas chamativas para exibir seus dispositivos e softwares provou ser um dos poucos pontos brilhantes para a indústria de varejo em dificuldades do Reino Unido, que tem sido assolada por falências, fechamento de lojas e cortes de aluguel. A pressão de varejistas online, como a Amazon, e um aumento nos custos, decorrente da queda da Libra causada pelo Brexit estão prejudicando as cadeias de lojas em particular.

As lojas da Apple estão agora entre os maiores impulsionadores do tráfego de pedestres nos shoppings, substituindo as lojas de departamentos como as mais procuradas para serem as novos âncoras. A Samsung Electronics Co. alugou uma loja âncora para ser o showroom de seus aparelhos no sofisticado shopping center que foi aberto no ano passado em Kings Cross, em Londres, projetado por Thomas Heatherwick.

Capossela disse que os anos de planejamento para expandir para a Europa não foram afetados pelas observações das ruas da Grã-Bretanha, mas pelo que ele aprendeu operando lojas nos EUA nos últimos 10 anos.

“Não estamos fazendo uma loja de varejo físico porque outra pessoa não abrindo”, disse ele. “É realmente apenas uma oportunidade para servirmos a um grupo de clientes que querem saber o que está acontecendo em nossa empresa”.

A nova loja combina paredes brancas com piso de madeira e móveis, adicionando painéis de vídeo do chão ao teto, estações de gravação a laser para personalização de produtos e uma variedade de salas de conferência para sessões de treinamento e educação.

Os clientes podem experimentar o headset de realidade aumentada Hololens, da Microsoft, ou comprar um novo laptop ou um cabo de carregamento. Mas os jogadores de videogame e os fãs da plataforma Xbox da empresa têm uma grande área dedicada apenas para eles. Uma sala cheia de consoles Xbox One também tem webcams e fones de ouvido para sediar torneios de e-sports na loja, e telas de 98 polegadas pontilham a maioria das paredes para atrair jogadores populares para mostrar sua presença no local.

“Nenhuma outra loja da Microsoft tem o salão de jogos que essa loja tem”, disse Capossela. “Há experiências de jogo aqui que são completamente exclusivas de Londres.”

O prédio fica em uma das áreas mais sofisticadas da capital inglesa, a Oxford Circus – a mais movimentada faixa de pedestres da Europa, de acordo com o Conselho da Cidade de Westminster. Foi projetado por John Nash, o arquiteto por trás do Palácio de Buckingham, que fica a uma curta caminhada da nova loja da Microsoft.

O CMO não comenta se a empresa planejava abrir outras lojas no Reino Unido ou na Europa, ou por quanto tempo a loja ficará em funcionamento.

Por Imprensa Mercado & Consumo –