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5àsec lança modelo de franquia baseado em lockers

A 5àsec lançou um modelo de franquias baseado em lockers. Os armários digitais podem ser instalados pelos franqueados que já compõem a rede em condomínios residenciais, comerciais e até academias. A estratégia da marca é oferecer uma experiência diferenciada, além de comodidade aos clientes, que podem deixar suas roupas para serem limpas pela lavanderia, sem precisar sair de casa. Até o final do ano são esperados, ao menos, 50 lockers em diferentes estados brasileiros.

A empresa já utiliza há alguns anos o sistema de delivery no Brasil, que foi uma estratégia encontrada para facilitar o dia a dia do cliente. Com a evolução da tecnologia, a mudança de hábitos dos consumidores e a falta de tempo, o delivery passou a não ser suficiente, pois as pessoas começaram a sair muito cedo e voltar muito tarde para casa. Para resolver de uma vez por todas estas questões, a marca decidiu apostar nos lockers, armários digitais que podem ser implantados em locais estratégicos.

A ideia surgiu graças a uma demanda dos próprios franqueados, que buscavam a abertura de pontos de coletas dentro de condomínios para atendimento em horários alternativos. Além disso, o modelo de negócio se torna mais eficiente porque dispensa o uso de um colaborador, além de funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana, de acordo com a necessidade dos consumidores e no horário de sua preferência.

A novidade é voltada para condomínios residenciais e comerciais, além de centros comerciais e academias. Para utilizar o serviço, o cliente entra no app da 5àsec, disponível em Android e iOS, para informar que está colocando as peças no armário e, em seguida, informa o número da porta. A loja responsável por aquele condomínio recebe a informação e providencia a coleta das peças no armário. O serviço de limpeza e a devolução ocorre em até 48 horas.

Vale ressaltar que o custo é o mesmo praticado nas lojas físicas, sem acréscimos ou taxas adicionas e sem cobrança do serviço de delivery. Também não há restrição com relação ao tipo de peças e todos os serviços e pacotes podem ser contratados por meio dos lockers. O pagamento é feito online, por meio do app, após cadastro e o destravamento da porta é realizado por meio de QR Code.

“As empresas que instalam armários para qualquer tipo de serviço em condomínios geralmente cobram do empreendimento um valor mensal de aluguel ou até mesmo o custo total, que varia de R$ 7 mil a R$ 12 mil. No caso da 5àsec, não será cobrado nada dos condomínios, já que o investimento é por conta do franqueado que colocará, sem custo de implantação ou cobrança mensal, os lockers para que os moradores ou trabalhadores do local possam usar os serviços da lavanderia. Teremos lockers com 10, 20 ou 30 portas, de acordo com a estrutura do empreendimento”, ressaltou o diretor Comercial da rede, Alex Quezada.

Segundo o Sindilav (Sindicato Intermunicipal de Lavanderias no Estado de São Paulo) mais de 20% da população economicamente ativa é considerada cliente em potencial. Atualmente, as pessoas estão cada vez mais inclinadas a utilizarem os serviços de lavanderias, seja por falta de tempo ou até mesmo falta de espaço para estender a roupas, fato que tem impulsionado, cada vez mais, o aumento de serviços de lavagem.

Dessa forma, a rede de franquias espera que os armários digitais aproximem ainda mais os clientes em potencial, já que se trata de um serviço totalmente acessível, prático e vantajoso. Os primeiros lockers serão implantados em condomínios localizados nos bairros Cidade Monções e Jardim São Luís, ambos na capital paulista, em São Paulo.

Por Imprensa Mercado & Consumo – 10 de julho de 2019

5àsec lança modelo de franquia baseado em lockers

A desumanização do varejo

Será que no futuro as lojas físicas terão apenas atendentes robôs? Como na indústria, estes seres cibernéticos substituirão os humanos também no varejo? Creio que robôs não são muito a cara do varejo. Mas sistemas de automação poderão substituir atendentes sim. Desde as vending machines, que já invadiram o mundo e se incorporaram ao nosso dia-a-dia, vendendo praticamente de tudo; passando por poltronas de massagem shiatsu operadas por cédulas, instaladas nos principais shoppings em todo o Brasil. Essas máquinas totalmente autônomas são um grande sucesso.

Recentemente, a drogaria Onofre/CVS inaugurou uma loja conceito na Avenida Paulista, em São Paulo, que conta com um inédito robô que automatiza todo o armazenamento, distribuição, manipulação e separação de medicamentos. Assim, ajuda a evitar desperdícios, monitorando a dosagem e a data de validade das medicações. O equipamento foi desenvolvido pela empresa alemã BD, especialista em tecnologia médica. A máquina precisa de apenas 30 segundos para coletar o medicamento e disponibilizar ao farmacêutico ou atendente. Além disso, ele produz um relatório que mostra o volume de saída de cada produto do estoque, além de possuir um refrigerador para armazenar as medicações que necessitam de temperaturas controladas.

Mas foi em Seattle, nos Estados Unidos, que o conceito de loja autônoma ganhou relevância. Em janeiro deste ano, foi inaugurado o primeiro supermercado sem atendentes e sem caixas: a Amazon Go. Na loja, basta retirar o produto da prateleira e ter o aplicativo da Amazon instalado. Ela identifica, por meio de um sistema de (muitas) câmeras e QR Codes, quando um produto é retirado da gôndola. Automaticamente, o item é adicionado à lista de compras. Ao passar por sensores, na saída, a conta é cobrada no cartão de crédito. Os resultados estão bastante animadores, tanto é que a companhia anunciou ontem que avalia abrir mais de 3 mil novas lojas, até 2021, informou a Bloomberg.

Aqui no Brasil, estamos desenvolvendo um projeto de loja autônoma denominado OmniBox. Serão lojas de 18m2, em estruturas metálicas denominadas boxes, que contarão com a parceria de diversas redes de varejo. Com forte afinidade com produtos ligados à conveniência, serão instaladas em diversas cidades brasileiras, em regime de funcionamento 24 horas, sem atendentes, com toda a operação comandada por um aplicativo. Em breve, esta experiência estará disponível e funcionando nas ruas. Será uma boa maneira de conhecer o futuro chegando ao dia-a-dia do consumidor brasileiro.

https://www.mercadoeconsumo.com.br/2018/09/20/a-desumanizacao-do-varejo/

Um novo jeito de carregar sua música preferida: tatuar um QR code

LP, cassete, mp3, streaming. Muita coisa mudou e ainda vai mudar na forma de ouvir e distribuir música, o que pode ser um desafio para quem trabalha no segmento e quer impactar o público de forma inusitada.

Nesse sentido, a Paim Comunicação resolveu apostar em uma “mídia” pouco convencional para divulgar as produções de um estúdio. Em um mix de criatividade e tecnologia, a agência utilizou o QR Code para literalmente marcar a música na pele das pessoas. A ideia foi criar códigos para músicas, singles, EPs e até álbuns gravados no Estúdio Gorila e tatuá-los nos amantes de música. Basicamente, a proposta é transformar as pessoas em HDs externos ambulantes que carregam consigo suas produções favoritas.

A ação foi lançada com a banda New Age Travellers, em parceria com o estúdio de tatuagem Heráclito Tatoo e a produtora Bandits. Quem fez a tatuagem foi o vocalista Rafael de La Rocha. Todo o artista que gravar no estúdio tem a opção de eternizar sua música na própria pele e distrbuí-la por aí desta forma pouco convencional.

Confira o vídeo case da ação:

Ficha técnica:

Agência: Paim Comunicação
Redator: Ignacio Navarrete, Márcio Blank
Diretor de Arte: Rodolfo Heck, Rodrigo Neves
Diretor de Criação: Rodrigo Pinto
Gerente de Projetos: Diogo Cemin
Programador: Heitor Glockner
Produtora: BanditsFilms
Direção: Waldomiro Aita
Dir. produção: Dyogo Amorim
Edição: Bruno Meira
Finalização: Lenon Veronese
Banda: New Age Travellers
Estúdio de Tatoo: Heráclito Tatoo
Tatuador: Heráclito Mizerski
Administração: Sócrates Mizerski
Cliente: Estúdio Gorila
Áudio: Estúdio Gorila
Direção Artística e Produção Musical: Edo Portugal
Coordenação de Produção: Beto Gonzalez
Relações Artísticas: Gabriel Boizinho
Assistência de Produção: Pedro Lipatin
Aprovação: Edo Portugal, Gabriel Boizinho e Beto Gonzalez

 

Redação Adnews – 06/04/2016

http://www.adnews.com.br/publicidade/um-novo-jeito-de-carregar-sua-musica-preferida-tatuar-um-qr-code

Um QR Code que resgata gols históricos

Com exceção de alguns poucos jornalistas e veículos, a imprensa esportiva costuma trabalhar muito pouco com um artigo seu que é valioso: o acervo histórico. Pensando nisso, e em promover o projeto “Transamérica Esportes”, que comemora 15 anos no ar no rádio brasileiro, a Transamérica de São Paulo lançou ontem uma campanha para quem é apaixonado por futebol.

Criada pela Lua com o mote “A Transamérica coloca você dentro do jogo, onde você estiver”, a série de anúncios vai permitir que o público ouça os 15 gols mais importantes dos últimos 15 anos da emissora, interagindo com as peças publicadas. Por meio da instalação gratuita do aplicativo “QR Code”, qualquer pessoa, ao colocar o celular em cima do código, poderá ouvir um gol marcante do seu time do coração, captando assim toda a emoção da transmissão esportiva.

A campanha será veiculada em jornais, revistas, internet, redes sociais, cinema e televisão, entre eles Folha de S. Paulo, Lance, Destak e revistas de grande circulação.

Além da campanha, a emissora terá este mês inteiro de programação especial com personalidades da música e do esporte homenageando e parabenizando a equipe. Outra novidade é que o programa “#DaBola”, que vai ao ar diariamente das 20h às 22h, trará entrevistas com diversos artistas da música, televisão, humor e internet que são apaixonadas por esporte e pelo seu time do coração. Entre as atrações confirmadas para esta semana estão o rapper Projota, a banda CPM 22 e Max Cavalera, criador do Sepultura.

Confira uma das peças:

Ficha Técnica
Diretor de Criação: PC Bernardes
Diretor de Arte: Leandro Sanches
Redator: José Celso
Digital: Fernando Arantes
Art Buyer: Anna Bohm
Atendimento: Wagner Megale
Aprovado por: Luiz Guilherme Albuquerque, Ligia P. Cervone e Cristiane Gumiero
Redação Adnews – 05/04/2016

http://www.adnews.com.br/midia/um-qr-code-que-resgata-gols-historicos

Lojas online fazem caminho inverso e abrem lojas físicas

Em busca da ampliação de canais de venda e de maior aproximação com o consumidor, empresas que nasceram no meio digital inauguram espaços enfrentando desafios

Digital,hotelurbano,lojas online,lojas físicas, Shoes4youAs empresas online têm percebido que, apesar de terem nascido em um ambiente virtual, não estão restritas a ele. A diversificação de canais de venda é uma forma cada vez mais comum de ampliarem sua atuação e muitas estão abrindo suas próprias lojas ou buscando parcerias com outras marcas para abranger também a presença física. Esta tem sido uma forma de oferecer uma experiência diferenciada aos consumidores, se aproximando mais de cada um e até os ajudando na familiarização com o e-commerce.
Também pode representar uma alternativa na distribuição e entrega de produtos e uma forma certeira de estar onde o contato com o público é mais relevante para o negócio. Tudo isso sem perder a essência digital. Os desafios, no entanto, são muitos: transformar um conceito virtual em materiais e objetos físicos que passem a mensagem da marca, descobrir a dinâmica da venda física e integrar os meios online e offline.
Grandes companhias como Google e Amazon têm aumentado sua presença física e outras, como Groupon e Ebay, inauguraram unidades para testar as vantagens de novos canais. Assim como elas, diversas empresas online enxergam que precisam corresponder à multicanalidade dos clientes. “Os consumidores exigem e empurram às empresas à diversificação de canais. Com as marcas online, não é diferente”, avalia Maurício Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em entrevista ao Mundo do Marketing.

Presença física diversificada

A Amazon já manifestou em diversos momentos a vontade de ter uma loja física e, este ano, fez uma parceria com a empresa brasileira Superfone para ter quiosques específicos do e-reader Kindle em shoppings de São Paulo. O Google também realizou uma parceria semelhante e montou um stand dentro da loja de eletrônicos PC World em Londres, focando na venda de notebooks com o sistema operacional Google Chrome. Ambas também têm serviços que oferecem armários próprios em determinadas localidades para onde compras feitas por usuários podem ser encaminhadas.

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Isso permite que a entrega e o recebimento dos itens sejam mais dinâmicos e minimiza problemas logísticos. Apesar de não ser uma forma de comercialização, a iniciativa em prol da melhor distribuição de produtos é um indício dos investimentos das duas marcas em presença física. “Para muitas empresas é mais barato ter um ponto físico para o consumidor retirar os produtos, especialmente em lugares onde há muito fluxo. Não é à toa que o Google e a Amazon se movimentaram nesse sentido”, destaca Maurício Salvador.
O Groupon abriu efetivamente sua primeira loja física em Cingapura. A empresa disponibiliza a entrega e troca de aparelhos, mas oferece inúmeras outras opções, como a possibilidade de o cliente experimentar produtos à venda e de realizar buscas e fazer compras por meio de iPads. Além do site de compras coletivas, o eBay criou a The Bay Inspiration Shop em Nova York, que segue o conceito de presença física mas com vendas 100% digitais. Os produtos expostos trazem QR Codes que direcionam o comprador ao site para que efetuem o pedido e pagamento.
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Confiança e contato mais próximo

A maneira como as unidades foram desenvolvidas reforça o fato de serem empresas de plataforma online, mas traz como vantagem o contato mais próximo do consumidor com a marca e com os produtos. “O showroom, que já é forte nos Estados Unidos e outros países, permite uma experimentação ao cliente e é uma forma de mostrar às pessoas que elas têm um local onde podem reclamar caso algo ocorra. Isso dá uma grande confiança para que se relacionem com a empresa”, analisa o presidente da ABComm.
Com o intuito de se aproximar do público e mostrar que a empresa é acessível e se comunica com as pessoas em todos os canais, o Hotel Urbano abriu duas lojas no Rio de Janeiro. A ideia veio da percepção de que o volume financeiro do mercado de turismo ainda é 90% offline e que, como a viagem é uma compra planejada, o consumidor exige mais segurança e contato pessoal.
As unidades não vendem diretamente por meio dos vendedores e servem principalmente para que o consumidor aprenda com eles sobre como escolher os pacotes que interessam e como efetuar o pagamento digitalmente. “Tentamos estar o mais perto possível dos clientes com o call center e outros canais, mas percebemos que muitos gostam da marca, mas têm dificuldade ou receio de comprar online. Na loja, eles acompanham o passo a passo do processo. A ideia é que a partir da primeira experiência, eles possam comprar sozinhos em casa”, explica Roberta Oliveira, Diretora de Marketing do Hotel Urbano, em entrevista ao portal.

Novas perspectivas

As dificuldades na criação e implementação da presença física foram inúmeras. A primeira foi como passar o conceito do Hotel Urbano para objetos e materiais físicos. Durante quatro meses, os profissionais envolvidos decidiram como seria a estrutura e o design do espaço e optaram por usar vidro e equipamentos de última geração para mostrar transparência e inovação tecnológica.
O longo processo de análise e de realização da obra já tem mostrado que o esforço valeu a pena. Logo que o local foi inaugurado, a agência de viagens percebeu que os clientes exigem uma personalização muito maior quando estão frente a frente com um atendente. “Isso está sendo interessante para revermos o nosso próprio portfólio. Queremos suprir as necessidades que temos percebido nos clientes”, conta Roberta Oliveira.
Digital,hotelurbano,lojas online,lojas físicas, Shoes4youGraças à experiência positiva, a intenção é que o Hotel Urbano abra pelo menos 12 lojas este ano e que esteja presente em todas as capitais do país. Além da agência, outra empresa nacional online que tem investido em lojas físicas é o pet shop Meu Amigo Pet: a marca possui duas unidades próprias e três franquias, sendo duas ainda não inauguradas.

Oportunidades pouco exploradas

A decisão de apostar em um novo meio foi tomada depois de que Daniel Nepomuceno, CEO do Meu Amigo Pet, teve acesso a uma pesquisa da empresa Gouvêa de Souza, de que a terceira questão que leva o consumidor a ter mais confiança no e-commerce é a presença em unidades físicas. Outros pontos que influenciaram foi o maior poder de barganha junto aos fornecedores permitido pelo maior volume de compra em menor espaço de tempo e a percepção de que ainda não existia no Brasil nenhuma franquia de produtos para animais de estimação.
O estado de São Paulo foi escolhido para receber as unidades por ser o principal mercado do e-commerce. Além da capital, a marca focou em cidades menos populosas, como Presidente Prudente. “Muitas regiões ainda carecem de lojas especializadas nesse ramo e essa é uma oportunidade que temos para oferecer algo diferenciado”, opina Daniel Nepomuceno, em entrevista ao Mundo do Marketing
A integração entre os meios online e offline ainda está sendo implementada e é um dos principais desafios. Atualmente os clientes das lojas físicas têm descontos no e-commerce da marca caso não encontrem o que estão procurando na unidade que frequentam, mas as pessoas que compram no site ainda não podem realizar trocas nos espaços físicos. “Isso será possível em breve, mas ainda estamos viabilizando. O importante é que estamos evoluindo no mundo físico também”, avalia o CEO do Meu Amigo Pet.

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Atuação alternativa

Mesmo as empresas que não têm condição financeira ou estrutura para abrirem unidades, podem recorrer a algumas alternativas para atuarem fisicamente. O clube de assinatura de sapatos e acessórios na internet Shoes4you, por exemplo, firmou parceria com a marca Pash e expõe seus produtos na loja do bairro do Jardins, em São Paulo. A unidade disponibiliza sapatilhas e sapatos de salto médio e alto e, a cada mês, as coleções são renovadas, assim como ocorre no site.
O motivo principal para a ampliação de canais foi a possibilidade divulgar e apresentar os produtos a quem não conhece a marca. “Isso faz muito sentido, especialmente para uma marca tão nova como a nossa, que surgiu em 2011, e com o nosso tipo de produto. O cliente pode experimentar um sapato e adquiri-lo na hora caso tenha gostado”, analisa Olivier Grinda, CEO da Shoes4you, em entrevista ao portal.
Além da loja da Pash, a Shoes4you pretende ampliar a parceria a outras marcas e chegar a 30 espaços físicos até o fim de 2013. “Queremos ter nossas próprias lojas, mas primeiro precisamos entender melhor o meio offline. Hoje não estamos preparados, mas achamos importante que isso ocorra mais para frente porque novos canais tornam a vida do consumidor mais prática e intensificam o contato dele com a marca”, destaca Olivier.

Por Ana Paula Hinz, do Mundo do Marketing | 17/04/2013

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/pdv/27308/lojas-online-fazem-caminho-inverso-e-abrem-lojas-fisicas.html

M-marketing: como Starbucks se tornou o Mobile Marketer de 2012

Howard Schultz, fundador e CEO da Starbucks, lançou em 1999 o livro “Pour Your Heart Into It: How Starbucks Built a Company One Cup of a Time”, que conta como Schultz construiu a maior rede de cafeterias do mundo. Uma leitura inspiradora e recomendada para qualquer pessoa que quer empreender. Foi depois de ter lido este livro, em 2003, que me mudei para o país do café, o Brasil, não para montar uma empresa de café, mas num outro ramo onde a Starbucks também é campeã, aliás, bi-campeã, o marketing móvel. Agora, como a Starbucks consegue se destacar tanto e qual é a real importância do celular na publicidade?

Em 2010, a NRF lançou o guia Mobile Retailing Blueprint que colocou o mobile marketing como um dos três pilares do mobile retail ou varejo móvel (os outros dois são mobile commerce e mobile operations). Foi neste mesmo ano, 2010, que a Starbucks foi eleita pela primeira vez o Mobile Marketer of the Year, no prêmio promovido pelo Mobile Marketer, reconhecido blog nova-iorquino. Em 2012, a Starbucks repetiu o mérito, por isso, vamos dar uma olhada nas campanhas e soluções que foram implementadas pela gigante do café para chegar neste ponto de excelência.

Como afirma Mickey Alam Khan, editor-executivo do Mobile Marketer, Nova Iorque: “Uma palavra resume o trabalho da Starbucks na área móvel: sofisticação. Para a Starbucks se tornar o Mobile Marketer of the Year duas vezes em três anos não é por coincidência, isso mostra que a empresa reconhece que o celular não somente é o futuro do marketing, mas também do varejo”. Em vez de seguir a concorrência, a rede implementou a sua própria estratégia mobile-first (celular primeiro), diferente de qualquer outra, usando tecnologia de ponta, como QR codes e realidade aumentada, mas também soluções tradicionais como SMS, mobile advertising e aplicativos. Segue abaixo um resumo das iniciativas que foram destacadas:

SMS: Em vez de focar em apenas um canal móvel, a Starbucks faz questão de estar presente em todos. O SMS, que é um dos canais mais eficientes que uma empresa pode usar para se comunicar com o consumidor, gera engajamento com a sua marca e a Starbucks tem utilizado bastante nos últimos anos. Por exemplo, o SMS é o canal predileto de quem se associa ao programa My Starbucks Reward, pois o consumidor precisa simplesmente enviar a palavra GOLD para o número 697289. Para conseguir o maior número de optins para o programa SMS, a Starbucks utiliza cartazes nas lojas e email, ou seja, sempre é o consumidor que envia o primeiro SMS.

My Starbucks Rewards: Showrooming é uma tendência com que o varejista, muitas vezes, se incomoda. O cliente vai até a sua loja somente para ver e experimentar o produto para depois comprá-lo online e não necessariamente no seu e/m-commerce, mas na loja mais barata. Isto é preocupante, porém o real desafio começa um passo antes no seu plano/programa de retenção do cliente. My Starbucks Rewards é sobre isso, via aplicativo o cliente tem total controle sobre os seus pontos e como resgatá-los. Quando o cliente paga o seu Frappuchino, por exemplo, com o Starbucks Card ele ganha estrelas/pontos que dão direito a bebidas grátis, entre outras coisas.

Starbucks Card: Isto é a grande cereja do bolo da Starbucks. Além da versão plástica, o cartão virou em 2010 um aplicativo móvel e a partir de 2011 o usuário poderia usar o seu celular com este app (que utiliza códigos bidimensionais em vez da tecnologia NFC) como meio de pagamento em 6.800 lojas Starbucks nos EUA.

Aplicativos: A Starbucks mantém aplicativos sempre atualizados para a maioria dos sistemas operacionais móveis, com várias funcionalidades, entre elas, um mapa para encontrar a loja mais próxima.

Realidade Aumentada: Para engajar os consumidores mais tech savvy, a marca lançou um aplicativo que fazia uma linha de copos especiais, lançados para o Dia dos Namorados, ganhar “vida”.

QR codes: Além de SMS, a Starbucks usa bastante os códigos QR como ponte entre a mídia off-line e on-line. Porém, cada código é estrategicamente localizado somente onde o consumidor irá vê-lo, ou seja, não em qualquer anúncio ou lugar como fazem muitos outros anunciantes. Uma campanha recente usou QR codes para direcionar os clientes ao mobile site da marca onde eles podiam obter informações sobre a cafeteira Verismo, da marca Starbucks, e mesmo comprá-la.

Mobile advertising: Junto com o lançamento de qualquer produto novo, um dia especial ou uma época de férias, a Starbucks divulga campanhas nas maiores redes de mobile advertising, como a rede iAd da Apple e AdMob da Google.

Passbook: E por último, a grande jogada de mestre foi a integração do Starbucks Card com a carteira virtual do iPhone, o Passbook, quando a Apple o lançou em setembro do ano passado.

Como vemos, o que faz a Starbucks uma vencedora é a sua compreensível estratégia mobile de 360 graus (desculpa o termo clichê) que oferece uma variedade de funcionalidades e que mantém um diálogo contínuo entre a marca e os seus consumidores. E para quem ainda está na dúvida, não é somente nos EUA que o marketing móvel tem relevância, segundo um recente estudo do eMarketer, no Brasil anunciantes já estão investindo mais no mobile marketing do que em “Guias e Listas”, e em 2016 o investimento vai superar também a categoria “Cinema”, ambas categorias de mídias que já estão sendo mensuradas pelo Projeto Inter-Meios.

Conclusão, o prêmio do Mobile Marketer mostra que valeu a pena para o Shultz, como diz o título do seu livro, colocar o seu coração no trabalho de também construir uma estratégia mobile, pois são por meio destes dispositivos que os seus clientes se relacionam, buscam entretenimento, pesquisam informações e agora compram. Espero que todos se inspirem no trabalho do Schultz e de sua equipe para, assim, construir uma estratégia mobile vencedora em 2013.

Tore Haugland (tore@ouviplus.com.br), CEO e fundador da Ouvi HQ
17 Jan 2013 – http://www.gsmd.com.br/pt/artigos/mobile-retail/m-marketing-como-starbucks-se-tornou-o-mobile-marketer-de-2012