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Conheça 10 razões para seu Instagram não bombar

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O Instagram cresce cada vez mais e usuários trabalham para construir sua presença na plataforma, mas, muitas vezes, descobrem que não é fácil expandir seus seguidores. Pode ser frustrante e demorado, pois com o público crescendo a uma taxa gradual, alguns até questionam se a plataforma vale a pena para seus negócios.

Importante   ferramentapara o marketing,divulgação de produtos, marcas e até mesmo pessoas, é essencial saber como usá-lo. Para ajudar os menos experientes,  Johannes Kanter, do Social Media Today, criou uma lista que mostra os erros mais comuns de usuários que procuram aumentar a visibilidade e, no final, perdem seguidores. Confira abaixo as lições do que não deve ser feito no Instagram:

1 – Não se envolver com o público

Responder aos comentários é essencial. Os seguidores param de interagir, caso notem uma indiferença. Por isso, afinal, ela é chamada de mídia ‘social’

2 – Não ser consistente

Postar com mais frequência geralmente resulta em mais engajamento e seguidores. Obviamente, leva mais tempo, mas vale a pena criar mais conteúdo e agendá-lo para ter consistência.

3 – Não interagir com outras contas

Para engajar é preciso entrar em contato com outras contas do Instagram em seu nicho. Isso pode facilitar as colaborações e permitir a criação de relacionamentos de negócios.

4 – Não usar Stories e notificações

Expandir o conteúdo para outros elementos tornará o perfil mais atraente e aumentará a exposição da marca de novas maneiras. Maximizar histórias, vídeos e outros recursos do Instagram, diminui as oportunidades.

5 – Não criar conteúdo atrativo

Quando o usuário se torna muito familiarizado com uma plataforma, tende a mantê-la segura, mas o problema é que isso não é interessante. Assumir riscos com conteúdo e mostrar mais personalidade é imprescindível.

6 – Não se aprofundar

Ser real e autêntico é importante em qualquer tipo de plataforma de mídia social, mas isso é especialmente verdadeiro no Instagram. As pessoas querem seguir pessoas reais, por isso que os influenciadores são tão populares na plataforma.

7 – Não promover de maneira atrativa

Por isso existem os bloqueadores de anúncios. Como consumidores, tendemos a bloquear ou ignorar o conteúdo de marketing.

8 – Não otimizar o perfil

Depois de concluir a configuração da conta, praticamente ignoramos e nos concentramos na postagem. Mas isso pode causar uma primeira impressão ruim para os visitantes que acessarem sua conta pela primeira vez.

9 -Não ter foco

Ter senso claro de identidade on-line é importante, pois o público quer saber com quem está lidando. Simplificando, as pessoas seguem porque têm interesse no conteúdo que aparece no feed. Por isso, é importante manter o foco e impulsionar a conexão.

10 – Não crescer de maneira orgânica

Contrariar os Termos de Serviço é pedir para afundar na plataforma. A compra se seguidores, obviamente não é recomendada. Aumentar números de seguidores pode aumentar seu engajamento, sim, mas crescimento e benefícios reais não vêm disso.

http://adnews.com.br/social-media/conheca-10-razoes-para-seu-instagram-nao-bombar.html

Gamificação: um tesouro inexplorado nas redes sociais

Para se dar bem no mundo dos negócios uma das regras de ouro é conseguir atender a necessidades básicas humanas. Grandes inovações e invenções que resistem ao tempo têm essa característica. Não por acaso, um bom exemplo é a indústria de games, que deve crescer 30% até 2017, desempenho que supera, de longe, a indústria tradicional de entretenimento. E qual seria uma das razões para tanto sucesso? Simples. Ela fomenta dois elementos da natureza humana: interagir e competir!

Na mesma linha, segue o sucesso das redes sociais como o Facebook, Instagram, Twitter e Youtube que além de proporcionarem (muita) interação, intrinsecamente induzem a competição. Só que, pasmem, ao mesmo tempo em que o mundo corporativo utiliza amplamente as redes sociais para buscar engajamento de consumidores, relega a gamificação para os departamento de recursos humanos e a algumas ações da área vendas, que aliás, a utilizam muito bem, com ótimos resultados.

Entretanto, alguns fatos como os custos de anúncios digitais que tendem a ficar mais caros, o avanço dos ad blocks, softwares que bloqueiam anúncios online e em redes sociais, mesmo que ainda pequeno no Brasil, já está acontecendo; ou ainda, a crise econômica que tem deixado os consumidores mais seletivos, exigentes e menos fiéis às marcas,apontam  que as redes sociais vão ganhar ainda mais espaço nas disputas de mercado.

Agrega-se a esse cenário o cliente do século XXI, que é conectado, exige abordagem personalizada e satisfação de necessidades antecipada. Para conseguir envolvê-lo será necessário, no mínimo, oferecer uma experiência divertida e motivadora. Ou seja, a gamificação nas redes sociais é uma tendência inexorável.

Dependendo da forma como for aplicada, além de incentivar o engajamento e fidelização, a gamificação pode ser aliada a tecnologias de enriquecimento de CRM para se obter informações comportamentais por meio da visualização e captura de dados dos perfis dos fãs, organizados por comunidades. Isso permite, por exemplo, a criação ações customizadas focadas em grupos criados e selecionados de acordo com o gosto do próprio usuário, aumentando o engajamento dos consumidores existentes e o alcance de novos, além das tradicionais segmentações de acordo com histórico de produtos comprados.

Fora do âmbito virtual, as informações obtidas pelas gamificações nas redes sociais podem direcionar e sustentar ações de marketing e vendas com base em hábitos, tendências e ainda indicar os pontos a serem atacados para aprimorar e impulsionar a experiência com a marca.

Quando as empresas descobrirem o que podem conseguir com recursos que parecem existir apenas para estimular fãs a participarem de atividades, a vencer desafios e conquistar pontos para trocá-los por prêmios, curtir e comentar publicações no imensurável mundo virtual, elas terão a sua disposição caminhos que poderão resultar num consumo ainda menor em anúncios, resultados em mídias sociais mais palpáveis e uma economia mais real.    

Artigo de João Caetano, diretor executivo da Agência da Vila – 12/01/2016

http://www.adnews.com.br/artigos/gamificacao-um-tesouro-inexplorado-nas-redes-sociais

Hamburguerias: a febre vai além da moda. Entenda por quê

Tradicional lanche se reinventa e aparece aliado a diversas tendências do mercado, como food trucks e premiumização, dando origem a empreendimentos especializados em todo o Brasil

Impulsionadas pelo crescimento de estabelecimentos especializados em um só produto, as hamburguerias vivem um momento de acelerada expansão. O segmento registrou alta de 575% na última década, em São Paulo, segundo levantamento da consultoria Instituto Gastronomia, que excluiu padarias e redes com cinco ou mais unidades do levantamento. Depois da febre do temaki, do frozen iogurte, da paleta, do cupcake e do brigadeiro gourmet, foi a vez dos tradicionais sanduíches de pão e carne ganharemm versões premiumizadas e caírem no gosto dos consumidores. Com um toque artesanal e ingredientes mais rebuscados, o sucesso desses estabelecimentos se devem também a outras tendências, que dão ainda mais fôlego a esse movimento.

Presentes no país desde a década de 1950, essas lojas sofreram diversos tipos de variação, indo desde os fast-foods até as lojas de bairro. Para se reinventar, muitos empreendedores estão apostando na segmentação para oferecer um produto diferenciado e com maior valor agregado. No último ano, o hambúrguer ganhou aspecto mais gourmet, com a inclusão de ingredientes requintados como trufas, diferentes tipos de pães, queijos e molhos especiais, além do preparo da proteína, que passou a contar com cortes de raças de bovinos que produzem carne com qualidade superior.

Essa mudança é retrato da própria visão do empreendedor de se adaptar ao mercado e sobreviver em meio à concorrência. “Não é de hoje que vemos hamburguerias. São Paulo mesmo é o reduto desse alimento. O que está acontecendo é que transformaram o velho sanduíche em algo mais imponente e relacionado aos costumes locais ou de época. Temos a questão de saudabilidade, por exemplo, e as pessoas justificam comer porque a carne é menos gordurosa e processada. Além disso, tem a questão das pessoas estarem se alimentando mais fora de casa”, afirma Antônio Carlos Morim, Coordenador do MBA da ESPM, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Hábitos dos consumidores
As refeições nas ruas, inclusive, têm registrado crescimento médio anual de 9% nos últimos anos, como mostra o estudo publicado no Mundo do Marketing Inteligência que traz desafios, tendências e oportunidades no food service. Mesmo com os cortes no orçamento familiar, devido à crise no país, a alimentação ainda é um dos poucos setores que continuam a vender. “Houve uma redução, mas aquelas empresas que se localizam em regiões em que há um fluxo maior de consumidores tendem a manter sua lucratividade. Se elas possuem esse diferencial do hambúrguer, que está em alta, o sucesso é grande”, conta Morim.

Um exemplo disso é o Beco do Hambúrguer, localizado no Centro do Rio de Janeiro, em meio ao fluxo comercial da cidade. Inaugurado em junho de 2014, o espaço está sempre cheio de clientes em busca do sanduíche gourmet que produzem. A carne Angus e a maionese exclusiva são alguns dos itens que fazem com que o local ganhe visitantes fiéis. O diferencial, no entanto, está em esse ser um restaurante atípico na área – que reúne, em sua maioria, self-services ou estabelecimentos com almoço executivo. A escolha do ponto, em um beco, em nada atrapalhou a visibilidade e foi o boca a boca que construiu a fama do local.

Para alcançar o crescimento e atrair os consumidores, o pensamento estratégico precisa ir além do cardápio e envolver a localização da loja. “Os food trucks de hambúrguer, por exemplo, estão fazendo sucesso porque são uma novidade e todo mundo quer experimentar. Além disso, a maioria dos locais que recebe esse tipo de evento está em shoppings ou grandes espaços ao ar livre, onde há intenso fluxo de pessoas. No Rio de Janeiro, já há um número considerável de abertura dessas lojas, o que torna difícil você ser exclusivo em uma região. No Nordeste, no entanto, ainda são poucos os estabelecimentos, o que aumenta as oportunidades de sucesso”, pondera Morim.

Brother’s BurguerNo centro das atenções
Ter expertise em negócios e oferecer sanduíches em um local que é tradicionalmente conhecido pela mídia foi a saída encontrada pelo Brother’s Burguer ao abrir sua primeira unidade. O espaço, no Shopping da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, é frequentado por artistas e celebridades e constantemente atraído pela imprensa. Os clientes, por sua vez, possuem alta influência em suas redes sociais. Uma postagem compartilhada por eles gera mais interesse em outros consumidores.

A imagem de local exclusivo, porém, não é trabalhada. Tanto é que uma filial em um shopping na Tijuca, Zona Norte, já está prestes a abrir as portas e outras estão previstas para o futuro. “Temos um produto interessante, que agrada a quem experimenta. Somos acessíveis e não seguimos a linha premium. Buscamos inovações no cardápio para sair da mesmice e gerar interesse no cliente em voltar ao restaurante. Corremos atrás de inspirações e não ficamos parados. Sabemos que o consumidor quer ser conquistado”, conta Guilherme Romano, sócio do Brother’s Burguer, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Para fidelizar os clientes, a empresa desenvolveu um aplicativo que soma pontos para serem trocados por hambúrguer – a cada 10 sanduíches consumidos, ganha-se um. O objetivo na iniciativa é ter os dados das pessoas para então poder elaborar futuras ações, como e-mail Marketing, brindes especiais por alguma data comemorativa ou envio de informativos sobre a loja.

A boa administração e maturidade do restaurante em pouco tempo atraiu o interesse de investidores e jovens empreendedores, o que acaba sendo comum nesses negócios que caem nas graças do mercado. “Atualmente, não temos interesse em abrir franquias, queremos construir lojas próprias aqui na cidade e nos estruturarmos. Desde que inauguramos, vi nascer muitos outros pontos do mesmo segmento. Vamos manter a solidez antes de expandir para outras localidades do Brasil”, afirma Romano.

Hareburger

Adaptação de mercado
Com uma visão diferente, o Hareburger optou por trabalhar com franqueados para expandir os negócios. No ramo desde 2006, quando o criador Rafael Krás passou a vender hambúrgueres vegetarianos na praia, a empresa deixou de lado as areias para abrir a primeira loja em Ipanema. Essa unidade original já não existe mais. Ela foi substituída por um ponto no Centro da capital carioca. Hoje em dia, a Zona Sul mantém uma loja, que é a primeira franquia da marca.

Entrar no ramo de hamburguerias oferecendo uma opção diferente da carne vermelha trouxe não apenas visibilidade e lucro, como também expertise no segmento de saudabilidade. “Desenvolvemos seis sabores diferentes sem conter proteína animal e isso atrai pessoas que nem mesmo são vegetarianas. Algumas querem apenas uma refeição mais saudável, algo que não dê culpa ao comer fora de casa”, conta Marco Leite, CEO do Hareburger, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A empresa pensa grande e já almeja encerrar 2016 com mais franquias no Rio de Janeiro e chegar a São Paulo. “Não temos medo de ingressar em um mercado com diversas opções. Entendemos que nosso posicionamento é diferente dos concorrentes. Não usamos carne e estamos longe do perfil gourmet, somos despojados e usamos uma linguagem divertida. Não quero que meu produto seja premium por preço, meu objetivo é atingir o maior número de pessoas. Somos imunes ao raio gourmetizador. Buscamos vender a um preço justo. Nesse ponto, há espaço no mercado”, afirma Marco.

Zacks

Futuro
Além das vendas dos hambúrgueres nos restaurantes, tanto a Hareburger quanto a Brother’s Burger estão entrando no ramo de catering, com atendimento em eventos. A saída é uma forma de manter as vendas e dar mais um gás ao empreendimento. “Estamos criando uma equipe especial para cuidar dessa parte, porque vem ganhando muita procura. As pessoas querem ter o hambúrguer em suas festas e buscam opções saborosas. No nosso caso, vendemos a versão baby, que é mais fácil de manusear e comer em pé, enquanto os participantes conversam”, conta o sócio do Brother’s Burger.

Oferecer alternativas para a sobrevivência da empresa e possuir uma visão a longo prazo permite que esses novos restaurantes se mantenham lado a lado com grandes redes. O Hareburger já começa a implantar o seu próprio food truck para circular pela cidade. Já a hamburgueria Zacks, até então conhecida por suas releituras de burgers em receitas incrementadas, espalhadas em 10 lojas entre Rio de Janeiro, Brasília e Fortaleza, decidiu expandir seus horizontes e dar início a uma nova marca: o Zacks Hot Dogs & Shakes.

Esse modelo de negócio viabiliza a entrada da empresa em pequenos espaços com alto fluxo de pessoas, como corredores de shoppings, centros comerciais, estações de metrô, escolas e universidades. Uma das principais vantagens é a simplicidade na operação e o baixo número de funcionários, além do custo operacional. A expansão será via franquias.

Essa alternativa também deve ser encarada pelas redes de fast-food, muitas vezes conhecidas pelo tradicional pão com carne. “Os consumidores estão mais exigentes e podemos ver isso na questão de sabor, saudabilidade, variedade, ponto de venda e apresentação. Haverá uma hora que, para não perder cliente, elas precisarão investir em carnes nobres e mudanças nos pratos. Reinventar-se é preciso. O The Fifties é conhecido por seu hambúrguer, mas também vende refeições e outros lanches. É preciso pensar que o hambúrguer já tem tradição. O algo mais a oferecer é que dará destaque ao seu negócio”, finaliza Antônio Carlos Morim.

Por Priscilla Oliveira | 24/08/2015

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/34308/hamburguerias-a-febre-vai-alem-da-moda.html

Largar estereótipos e focar em estilo de vida é urgente na segmentação

Os profissionais de Marketing estão sempre atentos aos comportamentos do consumidor para considerarem os diversos hábitos e perfis em suas ações. Apesar do empenho e das pesquisas realizadas com frequência, muitas empresas ainda estão presas a conceitos antigos, influenciados por uma época em que os pensamentos eram voltados para o produto. Hoje, as fronteiras entre os grupos que têm interesses em comum é menos nítida e ganha novos contornos, o que exige uma reformulação na abordagem da área.

Você já sabe ou deveria saber: separar as pessoas em classes sociais, gêneros, idades e regiões de moradia já não é mais suficiente. Essas caixas pouco dizem, atualmente, sobre grande parte delas. A mudança e a necessidade de largar os estereótipos ficam claras no termo jovem, que deixou de ser substantivo para se tornar adjetivo – qualquer um pode se ver e ser considerado como um indivíduo jovem. As companhias precisam mudar a lente para lançar um novo olhar sobre as pessoas.

Os consumidores tem mais poder de escolha e buscam a individualização. Os bens são por natureza neutros, mas o seu uso tem a capacidade de impor barreiras ou construir pontes. “Um dos desafios do Marketing é segmentar o mercado. Em vez de pensar em bases tradicionais, como gênero, classe, renda e idade, devemos considerar os estilos de vida. Hoje, a gente vive um shopping center de estilos, que são trocados de acordo com as circunstâncias. Além disso, existem diferentes estilos de vida dentro de uma mesma classe social, por exemplo”, analisa Hilaine Yaccoub, Antropóloga do Consumo que palestrou no Circuito Mundo do Marketing de Tendências e Oportunidades para Inovar.

Mobilidade social Os profissionais que não renovam o olhar correm o sério risco de permanecerem presos a estereótipos. Nas últimas duas décadas, ocorreu uma quebra de paradigma em relação às classes sociais, por exemplo. Se antes as pesquisas avaliavam o grau econômico de uma família pelos bens que possuíam, agora esse parâmetro passa a ser questionado. Equipamentos considerados na metodologia antiga, como televisão, máquina de lavar e carro, já são facilmente encontrados em diferentes casas – sejam ricas ou não.

Essa transformação precisa ser acompanhada pelos profissionais de Marketing com olhar aguçado, para que o produto a ser ofertado não deixe de fora potenciais clientes. “Classe social não se mede por renda, nem por posse de produto ou escolaridade e, sim, por lógica de pensamento. As agências precisam avaliar como as pessoas pensam, praticam o consumo e o que as faz comprar dentro da hierarquia de valor que estabelecem. O que houve, no Brasil, foi uma mobilidade social dentro das classes”, afirma Hilaine Yaccoub.

Tal comportamento pode ser novamente transformado pelas próximas gerações, caso elas também alterem as formas de pensar os gastos e como o consumo as impacta. “É importante estar conectado com o que acontece ao redor, porque as tendências mudam muito rapidamente. Ontem foi de uma maneira, hoje está de outra e amanhã pode não ser aquilo que esperamos. Não temos tempo para criar estereótipos”, pontua Hilaine.

Quebra de estereótipo O novo olhar e entendimento de poder que o consumidor tem atualmente o permitem tomar decisões que o façam se sentir inserido em um estilo de vida ao qual ele aspira. Isso significa comprar e usar diversos produtos para alcançar aquilo que ele deseja ser. Pode recorrer a uma marca de esportes de aventura, caso deseje aproveitar a natureza, ou pode pagar mais caro por uma sessão de cinema com direito a champanhe, se quiser se sentir em um ambiente de luxo.

Tais escolhas não dizem que ele é praticante de atividades radicais ou seja da Classe A, mas que pode decidir sobre o que fazer com o seu dinheiro. “As pessoas realmente vivem em um shopping center de opções de quem querem ser. O consumo expressa ordenação e classificação no mundo e os usos é que vão servir como inclusão ou exclusão. Por isso, a pergunta não é quanto ele ganha e, sim, quanto sobra para gastar. A partir disso, quais são as escolhas dele? Isso é o que o Marketing precisa saber”, conta Hilaine Yaccoub.

Entendendo esse princípio, as marcas podem ganhar novas possibilidades de inovar em suas ações. “No Complexo do Alemão, favela aqui no Rio de Janeiro, existe um bar que serve cervejas premium e importadas para os frequentadores. O jazz era a música tocada no local, sem receber muita atenção dos clientes. O comportamento dos presentes mudou assim que começou uma canção da Lauryn Hill. Eles não queriam jazz. É esse pensamento que precisa ser rompido: achar que quem consome determinado produto gosta das mesmas coisas. É importante estabelecer uma conexão e se enxergar como aquela pessoa”, afirma a especialista em Antropologia do Consumo.

Desafios Pensar em ações e conhecer o consumidor do produto demanda um olhar apurado das áreas de criação e pesquisa, principalmente para entender as maneiras com que a marca transita entre os grupos de consumidores. A visão sobre os moradores das favelas, por exemplo, cai no estereótipo de que gostam dos mesmos itens, marcas, músicas, áreas de lazer, quando há diversos estilos entre os que vivem ali. O mesmo ocorre com a visão a respeito do carioca, muitas vezes voltada ao lifestyle de vida praiana e descolada.

Insistir em modelos como esse é negligenciar o cliente e o que de fato importa para ele. “As fronteiras estão se diluindo e se reconfigurando. Criar ações de dentro do ar-condicionado, fazendo planejamento para pessoas que você sequer conhece, partindo do olhar do seu umbigo, é o caminho para o fracasso. Precisamos pensar em cultura, grupos de família, situações como mobilidade urbana, ambientes normativos, questões transculturais e subculturais. Antes de criar estratégias ou planos, ouça quem está a sua volta e preste atenção na conversa ao lado. Faça um clipping de ideias”, afirma Hilaine.

Antecipar o comportamento de consumo é algo arriscado e que pode contar com imprevistos, mas, para aqueles que analisam todas as representações culturais e de entretenimento, essa estratégia pode se tornar mais fácil. Um exemplo são as redes pessoais, que existem antes mesmo da internet. A economia de compartilhamento é anterior a empresas como Airbnb e Uber.

Roupas, objetos e alimentos circulam entre diferentes pessoas, que não necessariamente pagaram por aquilo ou os escolheram por causa de uma propaganda. “Muitas vezes o poder não está na marca, como algumas agências pensam, mas na escolha que o cliente faz. Como quando alguém compra uma roupa barata e recebe um elogio. Ele nem cita o nome da marca, mas diz quanto custou, agregando valor à escolha que fez”, conclui Hilaine.

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 27/05/2015

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Desafio da segmentação: 11 perfis de consumidores brasileiros

Diante de consumidores cada vez mais interessados em ofertas personalizadas, separar a população brasileira apenas em classes A, B, C e D ou por gênero e faixa etária já não é mais suficiente. As empresas têm hoje o desafio de identificar nichos mais específicos para direcionar de forma certeira produtos e peças de comunicação. Segundo a Serasa Experian, 11 perfis dominantes se sobressaem no país, entre os indivíduos com mais de 18 anos.

A complexidade brasileira é grande diante da diversidade de culturas e cenários sociais presentes em todo o vasto território. No estudo Mosaic Brasil, a Serasa Experian identificou grupos encontrados por meio da combinação de dados de renda, condições geográficas, comportamento, cultura, possibilidades locais, política e demais contextos que envolvem cada parcela da população. A segmentação pode auxiliar no processo de definição de público-alvo, identificação de cliente mais rentável, composição de mix de produtos para um determinado target, definição de modelo de comunicação, entre outros.

O perfil A é composto pelas Elites Brasileiras, formado por adultos com mais de 30 anos, alta escolaridade, bem-empregados ou donos do próprio negócio e que desfrutam de um alto padrão de vida. Essa parcela compra automóveis de luxo, faz viagens internacionais, frequenta bons restaurantes e valoriza produtos exclusivos. Em geral, não são conservadores – costumam ser muito abertos a novidades. Por outro lado, apresentam tendência ao ceticismo com relação ao desenvolvimento do país.

O grupo B, denominado de Experientes Urbanos de Vida Confortável, é formado predominantemente por pessoas de meia-idade, com uma longa trajetória profissional e com estabilidade financeira. Nele, encontram-se moradores de áreas urbanas, maduros, desfrutando de um bom padrão de vida. Possuem mais de 50 anos e alguns já estão aposentados. Aqueles que trabalham não têm muito tempo livre, mas procuram realizar atividades de lazer, principalmente nos fins de semana. Reuniões familiares são mais frequentes e viagens de férias também costumam ser uma das formas de lazer.

O perfil C é chamado de Juventude Trabalhadora Urbana e composto por jovens com até 35 anos, em início de carreira, mas ainda buscando aumentar sua escolaridade, que já é superior à dos pais. São otimistas e antenados, com acesso à tecnologia e de olho nas tendências. São modernos, gostam de se divertir e, quando podem, aproveitam para viajar – de preferência para regiões de praia, com amigos ou namorados.

O perfil D, de Jovens da Periferia, mora em zonas afastadas das áreas urbanas e conta com poucas oportunidades. As limitações no acesso à educação e na infraestrutura dos bairros onde mora torna mais difícil a rotina, mas muitos viram a vida melhorar e acreditam em um futuro melhor. Em sua maioria solteiros, esses jovens trabalham e contribuem efetivamente com o sustento do lar, geralmente dividido com demais parentes. Destaca-se a presença de mulheres chefes de família.

Já o grupo E, denominado Adultos Urbanos Estabelecidos, é composto por pessoas entre os 30 e 60 anos, com boa escolaridade. Elas conquistaram uma vida profissional e financeira estável, ainda que sem luxos. São consumidores mais cautelosos e pessoas com perfil mais conservador, que valorizam a família e as conquistas que obtiveram, segundo eles, com o próprio esforço. Tradicionais também em relação aos meios de comunicação, vêm aos poucos adquirindo mais confiança na busca por informação e compras pela internet.

No perfil F, Envelhecendo no Século XXI, aparecem os aposentados da Classe Média, com hábitos arraigados, fruto do aumento da expectativa de vida. Usufruem hoje de melhores condições, devido à renda da aposentadoria e do maior acesso a serviços de saúde. Ainda assim, sentem nostalgia dos tempos mais simples. A tendência para as próximas décadas é o crescimento desse grupo no Brasil.

O grupo G reúne os Donos de Negócio, formado predominantemente por homens, na faixa entre 25 e 55 anos, que têm seu próprio empreendimento. Investiram suas economias e começam a ver o resultado, ainda que com algumas instabilidades. São em sua maioria casados, otimistas, e pensam em deixar um patrimônio para as futuras gerações da família. Esperam que o Brasil cresça e lhes ofereça cada vez mais oportunidades. Almejam um foco do governo em seu segmento, com ações que facilitem o dia a dia do pequeno e médio empreendedor.

O grupo H, da Massa Trabalhadora Urbana, é constituído por homens e mulheres casados, com baixa remuneração, ocupando atividades associadas ao trabalho manual e vivendo em grandes centros urbanos. Formam a massa de trabalhadores com baixa escolaridade e renda, que vivem as vantagens e desvantagens das grandes cidades: o acesso ao consumo e à informação e os problemas de mobilidade e o alto custo de vida.

No perfil I, dos Moradores de Áreas Empobrecidas do Sul e do Sudeste, estão adultos, concentrados na faixa etária entre 36 e 70 anos, morando em locais pobres tanto em grandes cidades, como no interior. São trabalhadores com escolaridade e renda baixas, morando em áreas precárias, com difícil acesso a espaços e serviços públicos. Nos últimos anos, viram seu poder de consumo crescer, indo além das necessidades mais imediatas.

Já o perfil J, dos Habitantes de Zonas Precárias, é formado por pessoas pobres, habitando áreas de baixo desenvolvimento econômico, em geral no Nordeste e Norte do País. São homens e mulheres que vivem próximos à linha de pobreza e, por isso, dependem de programas sociais. A baixa renda e escolaridade é agravada por estarem em regiões com acesso restrito a serviços públicos.

Por último, o grupo K reúne os Habitantes das Áreas Rurais e é formado por homens e mulheres vivendo em setores censitários classificados como rurais. A idade média beira os 50 anos, com baixa escolaridade. Essas pessoas moraram a vida toda em áreas rurais e isso define muito sobre elas: o trabalho para o agronegócio ou em lavoura para consumo próprio, a dificuldade para acessar educação e outros serviços públicos e o amor à terra.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 14/10/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/31940/desafio-da-segmentacao-11-perfis-de-consumidores-brasileiros.html

Ben & Jerry’s no Brasil – um case de segmentação

Neste final de semana, foi inaugurada em São Paulo a 1ª unidade da formidável marca Ben & Jerry’s, possivelmente o principal destaque global no topo do mercado de sorvetes.

Antes de falar sobre Ben & Jerry’s especificamente, vale a pena comentar que o Brasil vive um longo período de expansão de diversificação e sofisticação do consumo de diversos alimentos e, sem dúvida nenhuma, isso ocorre no mercado de sorvetes.

Este mercado tem sido impulsionado pelo crescimento muito expressivo de poder aquisitivo e as mudanças de classes sociais, com 15 milhões a mais de habitantes nas classes A e B e quase 40 milhões a mais na classe C. Com isso, do sorvete mais básico ao mais elaborado e exclusivo, vemos ocorrer avanço muito expressivo do mercado.

Relembrando os principais movimentos e novidades dos últimos anos, citamos o “boom” dos milk shakes, seguidos das “iogurterias”, após isso, as sorveterias “gourmet” com origem ou procedência italianas especialmente, e, bem recentemente, as “paleterias”. Por mais que o ritmo de expansão destes produtos e formatos de negócio percam aceleração após algum tempo, é fato que se estabelecem e criam um mercado cada vez maior e mais complexo.

Esta diversificação e segmentação do mercado é irreversível se observarmos os mais diversos produtos e categorias; a população brasileira, em sua longa trajetória de inserção e desenvolvimento sócio-econômico é ávida e aberta ao que surja de novo, de forma geral.

Agora, falando sobre Ben & Jerry’s, o primeiro ponto a comentar é sua classificação como “super premium ice cream”. Ou seja, de partida, já sabemos que é um produto realmente diferenciado, a começar pelo produto em si – matérias-primas, processo de produção, formulação, embalagem, tipos especiais, etc.

Esta diferenciação, entretanto se estende por diversos outros elementos, destacando a fortíssima e efetiva atuação no campo de “marketing de causa”, o forte envolvimento com as comunidades locais, além das lojas próprias e onde distribui seus produtos.

Toda essa diferenciação, que faz de Ben & Jerry’s um dos mais importantes fenômenos do mercado mundial de sorvetes, se traduz necessariamente em 2 elementos: seu preço é também diferenciado (alto) e seu público-alvo idem.

O consumidor deste segmento é mais maduro, sem dúvida exigente, tem poder aquisitivo superior e, no caso de Ben & Jerry’s, se caracteriza por um engajamento superior em assuntos ligados a temas sociais, ambientais, etc. Resumo: é um produto de nicho.

Não se deve esperar que ele seja uma alternativa para os produtos convencionais, vendidos em larga escala nos supermercados, padarias e outras lojas de varejo tradicional e alimentos.

Se pensarmos isoladamente no produto, sem dúvida, o grande rival de Ben & Jerry’s é Haagen Dazs na arena dos “super premium ice cream”; é assim no mundo e será assim no Brasil também. Este é um mercado bastante segmentado e concentrado, onde há muitas barreiras de competição, como distribuição, gestão de marca, inovação, etc.

Ampliando um pouco mais a análise, podemos ver como um bloco secundário de competição as sorveterias “gourmet”, especialmente com origem ou apelo italiano, como Bacio di Latte entre várias outras.

Sem dúvida, o potencial de crescimento de Ben & Jerry’s vai muito além da loja “flagship” da Rua Oscar Freire (a maior do mundo da rede), mas jamais pode se imaginar ver a marca com uma presença intensa seja em termos de número de pontos-de-venda, seja em termos de penetração no consumidor; novamente, é um nicho de preço bem superior, o que diríamos limita o consumo a uma parcela da população que não chega a 5% dos brasileiros.

Como quase sempre ocorre, nos primeiros momentos da chegada da marca e da “novidade absoluta”, o impacto vai um pouco além disso, mas após os primeiros meses, a sustentação da presença de Ben & Jerry’s no Brasil certamente ocorrerá apenas no “topo da pirâmide”.

E esse é um movimento normal de acomodação; o que é crucial é a aderência à realidade do País e do consumidor, a consistência de todos os elementos do modelo e sua execução excelente. Estes três alicerces bem equilibrados gerarão o sucesso esperado e a sustentação na linha do tempo; o contrário disso é o que encontramos na raiz de marcas e negócios que não se perpetuam

Foodservice – 01 Out 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/foodservice/ben-jerrys-no-brasil-um-case-de-segmentacao

Como criar uma atmosfera de marca envolvente?

Com a enxurrada de lojas vendendo produtos semelhantes no varejo, um dos pontos determinantes na conquista do consumidor passa a ser a experiência ofertada pela marca. Para se aproximar de forma relevante de um público que busca identificação, as empresas investem em pesquisas para entender o que os clientes esperam especificamente de cada marca. O que é comercializado, seja roupa, cosmético, calçado, sanduíche ou iogurte, torna-se cada vez mais commodity. O diferencial fica a critério da personalidade adotada por cada empresa, que vai ao encontro dos ideais pessoais do seu target, fazendo com que se aproprie do manifesto da companhia.

A construção da atmosfera gerada entre a empresa e o consumidor acontece desde a escolha das cores utilizadas na loja, a configuração da vitrine, o posicionamento nos canais online, até a reformulação dos produtos propriamente ditos. O caminho para se estruturar como ícone no segmento, cada vez mais, passa pela personalização adequada ao DNA da marca.

O McDonald’s já faz isso há anos, personalizando seu cardápio e restaurantes de acordo com os diferentes mercados em que atua. Na Índia, por exemplo, a rede não vende carne bovina; em alguns países da Europa, inclui bebidas alcóolicas no cardápio; e, no Brasil, tem o sabor banana como opção de torta. Dependendo da localidade, as lojas podem assumir aparência de bistrôs, cafés ou salões mais informais.

A tendência é que a pasteurização de layouts, embalagens, apresentações e pontos de venda dê cada vez mais lugar a projetos feitos sob medida. “Passamos pela a moda das lojas brancas, depois, das lojas com pontos de cor, mas a melhor moda é olhar para dentro e fazer aquilo que funciona para o seu negócio, sem seguir receitas pré-elaboradas”, diz Marcela Martins, sócia da Quiero Atmosfera de Marca, em entrevista a TV Mundo do Marketing.

Reformulação para sobreviver
A febre dos frozen yogurts chegou ao Brasil há quase uma década e acabou se espalhando pelas praças de alimentação e a gama de marcas especializadas na venda do doce se multiplicaram no modelo de franquias. Quase com a mesma rapidez que estas empresas surgiram, fecharam as portas por falta de rentabilização do negócio. A identidade visual das redes era bem semelhante: visual clean para o ambiente, que servia iogurte natural branco e gelado, acompanhado por complementos como frutas, confeitos e caldas.

Para fugir da obsolescência, a marca Yoggi investiu em atmosfera de marca, com mudanças na decoração das lojas e também adaptação do portfólio de produtos da empresa. O iogurte, carro-chefe, ganhou máquinas de autosserviço e passou a ser vendido por peso. O produto conta agora com sabores que vão além do tradicional, como jabuticaba, paçoca, graviola, chocolate belga e limão. “Resgatamos o que havia de mais importante no DNA da marca, pois não queríamos colocar um conceito que não fizesse sentido goela a baixo do consumidor. Apostamos com o Yoggy no antibege, resgatando cartelas de cores que têm a ver com a empresa, como o roxo na identidade visual e os produtos também coloridos”, conta Carolina Fernandes, Sócia da Quiero Atmosfera de Marca, em entrevista a TV Mundo do Marketing.

A empresa abriu ainda uma nova bandeira, a Yoggi Desigual, que expandiu o mix de produtos com cookies, bolos e lanches produzidos à base de ingredientes naturais, como óleo de palma, açúcar mascavo e trigo integral. A primeira unidade com o conceito está em funcionamento no Shopping da Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro. “A nova proposta de valor é um reposicionamento da marca como um todo, que deixa de ser um local de venda de frozen yogurt para ser o paraíso das comidinhas e do prazer sem culpa”, diz Carolina Fernandes.

Falar com o consumidor nos seus diferentes momentos
Uma das principais características que as marcas precisam desenvolver é a capacidade de se reinventarem. Para conseguirem essa flexibilidade, é necessário ter uma visão clara de como são percebidas pelos clientes e qual o comportamento de consumo deles.

A partir da imagem que já está construída, é possível definir a direção das mudanças a serem tomadas. “É o consumidor quem libera as suas demandas de ordem tangível e também intangível com relação à marca. É algo genérico, subjetivo e ao mesmo tempo profundo, porque passa pela compreensão do que o cliente quer da sua vida. A partir daí, definimos uma causa para a companhia”, comenta Marcela Martins.     

A grande preocupação do varejo é oferecer a maior gama possível de produtos para suprir as mais variadas necessidades dos clientes. A meta é adaptar não somente o ponto de venda, mas também a comunicação para dialogar com o consumidor nas mais diversas situações do seu dia a dia. “Nós mudamos de humor várias vezes. Acordamos românticas, ao longo do dia somos práticas e à noite ficamos rock’n’roll. Uma marca que atenda apenas pessoas sexys não se sustentará, porque, se o posicionamento for esse, a empresa vai conseguir atender apenas a um aspecto da vida do cliente”, diz Carolina Fernandes.

Investimentos no PDV apesar do online
Mesmo com a popularização do e-commerce, a loja física mantém a sua importância na construção da marca, sendo um agente na difusão dos seus propósitos. Para que esta tarefa seja desempenhada com sucesso, todos os elementos da loja física precisam estar em sintonia. “O ponto de venda mudo e antiquado, esse sim morreu. Vemos cada vez mais uma loja com interação”, diz Marcela Martins.

O caminho é estabelecer uma relação de troca com o cliente durante sua jornada de compras. Para atrair a atenção do público-alvo, a Via Mia investe em estímulos sensoriais, em parte proporcionados pela cenografia dos seus pontos de venda. A intenção é construir um ambiente que transmita o universo da marca desde a vitrine, passando pelos produtos até o mobiliário. “Desenvolvemos o visual merchandising para o cliente ser atraído porque a comunicação o está chamando. Ao entrar na loja, o produto conversa com o consumidor por estar disponível ao toque e à experimentação”, avalia Carolina Fernandes.

Se a loja for trabalhada para a construção da marca, ela pode inclusive trazer para o ambiente físico clientes que têm o hábito de comprar na internet. Uma tendência é a hibridização entre as tecnologias online e o ponto de venda. “A fusão entre o online e o físico torna a marca ainda mais atual. O virtual não vai substituir o real. Temos lojas cada vez mais incríveis, onde é possível usar o digital para produzir experiências presenciais, por meio de aplicativos que interagem com gôndolas e provadores”, aponta Carolina Fernandes

Fonte: Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 03/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/31592/como-criar-uma-atmosfera-de-marca-envolvente-.htm