Arquivo da categoria: Etnomarketing

Scoober: Uber surpreende com lançamento de patinetes nos Estados Unidos

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A Uber diversas vezes procura inovar seus serviços para agradar os clientes, seja o lançamento de um aplicativo mais leve (confira aqui), sejam novos métodos de locomoção, que foi última novidade. A companhia lançou na cidade de Santa Monica, Estados Unidos, um serviço de scooters.

Também conhecidos como “patinetes elétricos”, o meio de locomoção já é realidade em outras regiões norte-americanas devido algumas startups localizadas, mas, pela primeira vez, a cidade californiana receberá um serviço do tipo.

Eles estão já disponíveis para locação dentro do próprio aplicativo, com taxa de um dólar para desbloqueio e 15 centavos para cada minuto rodado, mas, a contagem começa apenas após cinco minutos da retirada do patinete, o que foi determinado pela empresa para que os clientes pudessem encontrar as scooters mais próximas sem custo adicional.

A novidade faz parte de um esforço da companhia para ampliar seu leque de serviços de acordo com o espaço em que são oferecidos.

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Criador do Madero lança rede com um único prato à parmegiana

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O empresário Junior Durski segue seu plano de expansão de marcas. Conforme anunciado no início deste ano, ele acaba de inaugurar o primeiro restaurante Vó Maria Durski, em operação na praça de alimentação do Shopping Mueller, em Curitiba (PR). Esta é a quarta marca de restaurantes do chef, que também comanda o internacional Durski, a rede Madero e a hamburgueria Jeronimo.

A exemplo de outras redes, o Vó Maria Durski é um restaurante de prato único: o lombinho à parmegiana. Concebido para ocupar espaços nas praças de alimentação dos shoppings brasileiros com prato no valor de R$ 17,90, acompanhado de arroz, penne ou batatas fritas. Assim como a hamburgueria Jeronimo, o Vó Maria Durski também possui totens de autoatendimento, trazendo benefícios aos clientes e redução de custos para a marca.

“Estamos levando para as praças de alimentação a mesma qualidade e sabor dos alimentos que servimos em nossos outros restaurantes. Temos muita experiência nessa questão e capacidade de atender à demanda”, afirma Durski.

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A Converse e o poder da conversação

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“Como manter as marcas icônicas relevantes em um mundo tão iconoclasta?”, pergunta Andres Kiger, vice-presidente de marketing da Converse para uma sala cheia na abertura do segundo do Engage Prague. Dessa maneira, o executivo começa sua apresentação e mostra para o público de diversos países como é possível que aquela marca de desejo há décadas continue atual e na mente do público.   

Para contextualizar, o profissional remonta ao início da publicidade e mostra como os padrões tradicionais não se conectam mais com os jovens. Corpos perfeitos, situações romantizadas e artistas sem ligação com a marca não serão mais aceitos. “Os jovens de hoje não aceitam passivamente a propaganda. Eles respondem na hora, conversam entre si e viralizam memes que têm mais popularidade que a campanha em si, como aconteceu com a Pepsi e a Kendall Jenner”, apontou o criativo.   

Na ocasião, a gigante do ramo alimentício convidou a celebridade para ser a segunda modelo na história da marca para protagonizar um filme. Diante de um papel que só havia sido de Cindy Crawford, a estrela da familia Kardishian atua em um vídeo em que ela sai de uma gravação de fotos, vai até uma manifestação, entrega uma lata de refrigerante para um policial e faz a massa de manifestantes vibrar com o desfecho.  

Apoiado em padrões de muitos anos atrás, o comercial ao invés de sucesso rendeu ruídos e uma resposta avassaladoramente ruim do público. Por isso, o executivo defende que as “marcas icônicas não servem mais para oferecer benefícios, recompensas ou inovações técnicas. Elas devem se integrar de maneira intrinsíca à cultura que estão relacionadas. A realidade é que o mundo mudou e os consumidores estão descontentes com as marcas”.   

Como criar conversas positivas  

Comunicar marcas em um tempo que tudo vira meme é uma tarefa difícil. Para isso, segundo Kiger, é necessário se alicerçar nos momentos marcantes que envolvem as empresas, as pessoas que realmente a usam e os influenciadores que autenticamente gostam do produto.  

Não há mais espaço para que os rostos de empresas sejam estampados por mascotes e uniformes. O ideal é que elas se cerquem da realidade das pessoas. Convidem grafiteiros, músicas de estilos específicos e incentivem eventos que determinado público adora. 

“Parece irreal acreditar que as marcas permeiam tantos momentos, mas vou contar para vocês que um dos eventos mais legais que participei foi a Copa do Mundo. Me diverti muito no Rio de Janeiro e em quase todas as fotos que tirei nas portas dos estádios aparece o logo da Coca-Cola. Na hora não percebi, mas ela ficou intrinsicamente ligada de maneira positiva em minha vida”, explica o americano.  

Da mesma maneira que as marcas ocupam os grandes eventos sociais, elas também estão nas histórias de muita gente. Para exemplificar, quem não se lembra do primeiro encontro com uma pessoa amada o tênis que ela vestia? Nisso se apoia o marketing proposto por Kiger.  

“Esse menino da foto utilizada nas redes da Conversa foi tirada quando eu andava pela rua e vi um menino tão feliz. Parecia que acabava de conhecer a primeira namorada. Pedi para tirar uma foto dele e para ele contar a sua história. Entendemos a importância de mostrar algo verdadeiro e no final do dia o que tentamos criar são comunidade de amigos que conversem de maneira orgânica sobre um ponto em comum: a marca” 

Depois de um século, Johnnie Walker apresenta sua versão feminina: a Jane

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As bebidas, principalmente as destiladas, têm há séculos uma comunicação voltada para os homens. Uma das empresas que mais personificaram características masculinas é a Johnnie Walker. Batizada com o nome do seu criador, a destilaria perpetuou essa imagem ao imortalizar seu patrono como logomarca da companhia. Porém, quase 200 anos depois, a empresa começa a perceber que as mulheres existem, bebem e devem ser valorizadas.

Em uma estratégia global que traz à tona o protagonismo feminino, a marca do grupo Diageo resolve olhar com ainda mais atenção para esse público e cria uma garrafa especial para ele. Nomeada de Jane Walker, a edição em comemoração ao Mês da Mulher, celebrado em março, apresenta pela primeira vez a versão feminina do “Striding Man”. Já pronta para ser disponibilizada nas gôndolas, a nova garota-propaganda aparecerá em uma edição especial que será vendida nos Estados Unidos.

Vale frisar um ponto essencial aqui: diferentemente de outras marcas que criaram versões de bebidas “mais leves” para mulheres (sem ao menos saber se é realmente isso que elas queriam), a Jane Walke tem o mesmo sabor e teor alcoólico dos rótulos do Black Label tradicional. O que muda apenas é a roupagem.

Com o mesmo preço da garrafa tradicional, o produto comemorativo irá doar um dólar de cada rótulo vendido para organizações que ajudem mulheres. Instituições como a Monumental Women, que instala monumentos de ícones femininas nas cidades, e a She Should Run, que incentiva a representatividade em cargos públicos, serão algumas delas.

Até o momento não há previsão sobre quando o produto chega ao Brasil.

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Coca-cola comemora que mulheres da Arábia Saudita vão dirigir

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Agora as mulheres na Arábia Saudita poderão dirigir. A permissão, finalmente “dada” pelo Rei Salman em setembro (após muita luta), foi comemorara pela Coca-Cola. A campanha “Change Has A Taste”, “A Mudança Tem um Sabor” em tradução livre se relaciona com o atual slogan global da marca “Tente o sentimento”. O filme de um minuto se inicia com um pai e sua filha mudando de assento para que ela vá para o banco do motorista. O pai, então, entrega as chaves e a aula começa. Entre arrancadas e freiadas bruscas, ele tem uma ideia de como ajudar sua filha a dirigir de forma mais suave. 

Nas redes sociais, alguns consumidores parabenizaram a marca por se posicionar, enquanto outros disseram que se trata de “exploração financeira sobre os direitos das mulheres” para obter ganhos comerciais.

Omar Bennis, diretor de assuntos públicos da marca falou sobre a campanha: “A Coca-Cola continua seu legado de celebrar mudanças sociais e culturais positivas em suas campanhas publicitárias, lançando um anúncio atual e atualizado no Oriente Médio”, e adicionou:”A campanha aborda os valores da marca em torno da diversidade e da inclusão e alinha-se ao compromisso da Coca-Cola para permitir o empoderamento econômico das mulheres”.

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McDonald’s cria seu próprio Mc Vegan

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O McDonald’s, um dos maiores nomes do fast food mundial, anunciou a criação de uma Mc oferta de sanduíche vegano. O lanche, com soja no lugar da carne, também leva molho, tomate, salada e picles, tudo sem ingrediente animal. O Mc Vegan, ofertado em cinco restaurantes da cidade finlandesa de Tampere está disponível desde o dia quatro e ficará nas unidades específicas até 21 de novembro.

https://www.instagram.com/p/BZyYYUOh8HB/embed/captioned/?cr=1&v=7&wp=658#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A20169.812542212443%7D 

Christoffer Rönnblad, diretor de marketing da rede na Finlândia falou sobre a novidade: “Vamos considerar o lançamento do produto em todos os restaurantes do McDonald’s na Finlândia em 2018. A decisão dependerá da opinião de nossos clientes sobre o McVegan. Os primeiros resultados dos testes de vendas, os comentários dos clientes e a atenção que o produto está recebendo em diferentes comunidades veganas são muito promissores”.

Quem sabe os 40% de crescimento do mercado vegano em terras tupiniquins seja forte o bastante para que a marca opte por trazer o sanduíche para cá. Mas por enquanto, como não há nenhuma indicação deste movimento, quem quiser experimentar o Mc Vegan terá que ir para a Finlândia mesmo.

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Air France cria companhia aérea para os millennials

27 de Julho de 2017

A Air France anunciou recentemente a criação de uma companhia aérea voltada para jovens profissionais entre 18 e 35 anos, a geração dos millennials. A “Joon” iniciará vôos de médio alcance partindo de Paris neste outono e lançará vôos de longa distância no verão de 2018. Mais detalhes, como destinos, tarifas e serviços serão apresentados ao mercado apenas em setembro de 2017. Vale lembrar que esse consumidor é também o centro das atenções de diversos estudos e debates da indústria turistica.

A ideia é trabalhar com “oferta autêntica e conectada com destaque no mundo do transporte aéreo”.

Curiosa a segmentação, não?  O que se fala é que Joon é possivelmente um apelido/diminutivo das palavras francesas “les jeunes”, que significa “a juventude”. A empresa busca se posicionar como uma “marca de lifestyle e estado de espírito”, de acordo com o comunicado para a imprensa. Segundo Caroline Fontaine, vice-presidente de marcas da empresa, a ideia foi inspirada no comportamento do target. “Epicuristas e conectados, eles são oportunistas em um sentido positivo da palavra, pois sabem aproveitar cada momento e estão em busca de experiências de qualidade que desejam compartilhar com os outros. Joon é uma marca que carrega esses valores”. A ideia é trabalhar com “oferta autêntica e conectada com destaque no mundo do transporte aéreo”.

Antes da criação da empresa, uma pesquisa do sindicato da categoria mostrou que 78% dos pilotos aprovaram a ideia da criação desta nova companhia aérea. No anúncio de lançamento da marca, a empresa também refutou a ideia de ser caracterizada como “Low Cost” e afirmou que a operação não será de pouco serviço e baixas tarifas. O objetivo é trazer a melhor experiência em sinergia com o estilo de vida internacional e interligado dos millennials, que cada vez mais trabalham remotamente e viajam por lazer.

 “A nova marca foi totalmente desenhada para encontrar suas exigências.”

“Joon foi especialmente feita para um cliente jovem, os millennials (18 a 35 anos), cujos estilos de vida giram em torno das tecnologias digitais. A nova marca foi totalmente desenhada para encontrar suas exigências e aspirações, com um com uma oferta autêntica e conectada que supera os padrões do transporte aéreo mundial”, diz o comunicado.

Outra coisa bastante interessante na nova companhia aérea é a maneira como ela pretende se vender para os millennials, com cuidado para cada um dos detalhes, incluindo sua comunicação visual e até mesmo o design dos uniformes dos comissários de bordo, que ficam bem longe do estilo tradicional.

Flávia Hill

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