Arquivo da categoria: Marketing de Guerrilha

BK promove “Dia sem Whopper” em apoio ao McDia Feliz

whopper

Uma das características mais marcantes do trabalho de marketing do Burger King nos últimos anos é a maneira como utiliza suas campanhas para “trollar” a concorrência. No começo deste mês, na Argentina, entretanto, a marca foi exatamente na contramão deste comportamento.

O que a rede de fast-food fez? Não serviu seu lanche principal, o Whopper, por um dia. O motivo? No último 10 de novembro foi o “McHappy”, também conhecido por aqui como o McDia Feliz, quando o concorrente McDonald´s doam todas as vendas dos Big Macs para ajudar crianças com câncer.

No total, 107 restaurantes argentinos se recusaram a vender a oferta, além de encorajarem as pessoas a irem a uma franquia rival. A ação foi criada pela agência David. Confira:

Nem balde nem refil: Giraffas distribui fritas de graça

Giraffas

Este ano a Black Friday pode ser considerada uma data de sorte para os aficionados por lanches. Depois do McDonald´s anunciar seu refil de batatas fritas (veja aqui), o Burger King dar fritas no balde (veja aqui) e o KFC vender frango em dobro (veja aqui), o Giraffas distribui porções de batatas fritas de graça em sua unidade no Shopping Cidade São Paulo (SP), a partir das 15h desta sexta-feira (24). Para retirar, basta chegar ao restaurante e pedir a porção de batatas fritas no tamanho médio. A ação ocorrerá enquanto durarem os estoques.

De acordo com Daniel Fioravante, gerente de marketing digital e comunicação institucional da rede de restaurantes, o principal objetivo da ação é criar uma relação de competitividade saudável entre as marcas. “Este tipo de brincadeira inusitada entre os players do mercado é muito comum nos Estados Unidos; sempre acaba trazendo benefícios e nos aproximando ainda mais dos consumidores. Estamos sempre atentos para captar as melhores oportunidades de promoções e propaganda, além de detectar os assuntos do momento”, ressalta. A ação é realizada em parceria com a agência Peppery.

Para anunciar a entrada nesta disputa a marca fez um post no Facebook que convida os clientes a participar desta divertida “treta”. Confira:

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fredegiraffas%2Fvideos%2F10155098456042606%2F&show_text=0&width=560

A ação de distribuição gratuita acontece apenas na unidade de São Paulo (Shopping Cidade São Paulo), mas as promoções do Giraffas para a Black Friday ocorrem até o dia 26 de novembro em unidades do País inteiro. A rede oferece descontos de até 50% em seu novo cardápio, com opções de pratos, sanduíches e sobremesas. Entre as grandes novidades, os clientes poderão optar pelo estrogonofe de frango (prato ou combo), pelo Duplo Cheddar Burguer (prato ou combo) ou pelo Milk-Shake de 300 ml.

Serviço:

Local – Giraffas Shopping Cidade São Paulo
Endereço: Av. Paulista, 1230 – Bela Vista, São Paulo
3º piso
Data: 24/11
Horário: a partir das 15h até o fim dos estoques
Como: basta fornecer um endereço de e-mail válido na hora da retirada da porção de fritas

http://adnews.com.br/publicidade/nem-balde-nem-refil-giraffas-distribui-fritas-de-graca.html

Samsung satiriza os 10 anos de iPhone em novo filme

samsung

Quem acompanha atentamente grande parte do que é feito globalmente em termos de marketing pelas marcas sabe que há guerras históricas na propaganda. Uma delas, Samsung X Apple, acaba de ganhar um novo capítulo. Pegando carona no lançamento do iPhone X, que a empresa da maça está anunciando com um grande viés de renovação, a Samsung fez um filme satirizando os aparelhos criados pela Apple nos últimos dez anos.

O comercial “Growthing Up” ou na tradução livre “Crescendo” faz questão de mostrar que os smartphones da empresa fundada por Steve Jobs sempre estiveram atrasados comparados com a concorrência. A narrativa mostra a complicada jornada de um “applemaníaco” e suas dificuldades com capacidade de armazenamento do aparelho, a falta da caneta, o fato do telefone não ser a prova d’água, a questão do carregamento e claro, as enormes filas nas lojas da Apple em datas de lançamento dos produtos.

A criação é da Wieden + Kennedy Portland. Confira:

http://adnews.com.br/tecnologia/samsung-satiriza-os-10-anos-de-iphone-em-novo-filme.html

Como as novas regras publicitárias irão impactar nas Olímpiadas Rio 2016

06 de Julho de 2016 15h – Atualizado às 15:08

phelps

Até a última edição dos Jogos Olímpicos, só os patrocinadores oficiais podiam anunciar no período dos jogos. Os atletas eram impedidos de postar em redes sociais sobre outras marcas e elas não eram autorizadas a divulgar os competidores olímpicos que já tinham contratos de anúncios com elas.

Desde fevereiro de 2015, o COI (Comitê Olímpico Internacional) busca alterações a estas regras. Em junho do mesmo ano, mudanças foram aprovadas. Agora, os atletas podem postar e estrelar campanhas que não mencionem explicitamente as Olímpiadas. Qualquer propriedade intelectual da celebração também é proibida. Palavras como “2016”, “Rio”, “jogos” e “ouro”, por exemplo, não são aceitas.

Porém, mesmo com essa abertura, os patrocinadores não oficiais ainda enfrentam certas dificuldades, pois algumas restrições continuam. A principal delas é que as campanhas tem que ser aprovadas até janeiro e podem ser veiculadas de março até agosto.

Mesmo com este empecilho muitas empresas têm conseguido um espaço muito maior do que tinham antes. Um bom exemplo é o da companhia de roupas esportivas Under Armour, que tem contrato com 250 esportistas que irão aos jogos, inclusive Michael Phelps.

Com o mote “Prove Yourself”, a marca fez campanhas emocionantes, uma com o time feminino de ginástica americano e outra, ganhadora de Cannes, com Phelps, o maior medalhista da história. No vídeo, é mostrado como o campeão treina para suas últimas competições e sua derradeira despedida.

Estas ações mostram como é possível se beneficiar do relaxamento restritivo. No entanto, pequenas empresas ainda enfrentam problemas. Analistas acreditam que organizações menores deveriam ver esta abertura como uma oportunidade

“Ela ainda vai ser difícil para um pequeno player. É difícil e custoso contratar um atleta renomado, contudo há centenas de esportistas que precisam de qualquer tipo de investimento e, atualmente, além de auxiliá-lo, é possível pensar em campanhas com ele”. Disse Zaileen Janmohamed, vice-presidente de serviços ao cliente da GMR agência de marketing esportivo

http://adnews.com.br/negocios/como-novas-regras-publicitarias-irao-impactar-nas-olimpiadas-rio-2016.html

McDonald’s dá coordenadas para chegar ao BK mais próximo

a França, o McDonald’s resolveu ajudar os motoristas a chegarem até o drive tru de uma lanchonete. Nada de anormal até aí, não fosse por um “pequeno” detalhe: o outdoor explica como chegar ao Burger King mais próximo.

A primeira ideia que se tem da ação é que a companhia do palhaço Ronald enlouqueceu e está tentando ajudar seu principal rival a conseguir mais clientes. Basta assistir o vídeo case abaixo, no entanto, para entender qual a real intenção por trás do outdoor instalado pelo Mc na estrada francesa.

A instalação gigantesca dá as coordenadas para o BK, enquanto um banner menor indica o restaurante do McDonald’s mais próximo dali. A diferença entre os dois está na distância considerável, e na ótima sacada do Mc, é claro.

A ação é assinada pela TBWAParis.

Confira:

Redação Adnews – 26-02-2016

http://www.adnews.com.br/out-of-home/mcdonald-s-da-coordenadas-para-chegar-ao-bk-mais-proximo

Incertezas desafiaram e ensinaram marcas durante a Copa – único legado

A Copa do Mundo do Brasil foi marcada por altos e baixos nas expectativas dos brasileiros. A euforia e o clima de festa demoraram a chegar para o público, impactado pelos protestos que tomaram as ruas das principais capitais do país em julho de 2013, exatamente um ano antes da abertura do campeonato. Os manifestantes adotaram o lema “Não vai ter Copa” como forma de protestar contra os gastos públicos para a realização do evento. A rejeição inicial deixou até mesmo as marcas patrocinadoras, que investiram milhões na competição, hesitantes em realizar as ativações com o tema do mundial, temendo atraírem para a sua imagem a revolta das ruas.

Pouco a pouco, os protestos foram se diluindo e temas como o futebol e a estrutura do Brasil para receber o campeonato vieram à tona, mas ainda com duras críticas. Uma pesquisa do Ibope Inteligência feita antes da abertura dos jogos mostrou que 59% dos brasileiros consideravam médias ou baixas as chances de o evento ser bem sucedido. As vitórias em campo que se sucederam fizeram boa parte da população mudar de opinião, e, após as primeiras vitórias da Seleção Brasileira, 51% dos brasileiros passaram a priorizar esse desempenho em vez da organização do evento. Segundo o Ibope, 52% passaram a considerar a Copa ótima ou boa, para esperança do mundo dos negócios.

Com o otimismo mais elevado, as marcas aproveitaram para se expor e tirar proveito do evento. Foi um mundial de malabarismos, tanto para as patrocinadoras quanto para as demais companhias que esperavam aproveitar o embalo. “As marcas sentiram os reflexos de todas as instabilidades sociais. Embora houvesse campanhas de empresas nas ruas e na televisão, existia, em paralelo, a preocupação dos patrocinadores em não se exporem demais por medo de uma reação contrária, o que tornou as ações mais tímidas”, analisa José Colagrossi, Diretor Executivo do Ibope Repucom, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Pré, durante e pós-copa
Desde 2007, quando o Brasil foi anunciado como sede do mundial de futebol de 2014, a expectativa com relação ao evento e os preparativos oscilaram, levando junto as  emoções do público, que se refletiram diretamente no businnes do evento e consequentemente no trabalho de seus patrocinadores. O planejamento de Marketing elaborado com antecedência precisou sofrer ajustes para se adequar aos diferentes momentos e conquistar aderência junto aos consumidores.

O primeiro momento durou pouco mais de um ano e se estendeu desde os protestos de junho de 2013 até pouco antes da estreia do evento. Os resultados ficaram evidentes nas ruas, que não ganharam as típicas decorações feitas com fitas e tinta spray. Os carros e apartamentos também demoraram a ganhar bandeiras nacionais. “O pessimismo fez com que as ativações das marcas no pré-Copa, que costuma ter um ritmo de expectativa, emoção e patriotismo, fossem abafadas. Ao longo da competição, o povo se envolveu e, aí sim, passamos a ter dois festivais paralelos: o do futebol e o das marcas”, avalia Otavio Carvalho, Analista de Mercado da Nielsen, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Durante os preparativos para o mundial, as empresas que investiram em produtos licenciados e em coleções verde e amarela ficaram pessimistas diante da baixa procura. A venda de camisas da Seleção Brasileira, por exemplo, só foi aquecida após a primeira vitória brasileira. “A Copa nem tinha estreado ainda e os varejistas já estavam fazendo liquidações de produtos sazonais. Foi como um passe de mágica. Em apenas um dia, o clima de festa começou, em 12 de junho, com a estreia”, diz o Diretor Executivo do Ibope Repucom.

Após a derrota por sete a um para a Alemanha, o clima de torcida que finalmente tinha se instalado e prestigiado as ações das empresas, deu lugar a um sentimento de frustração que colocou as marcas em uma saia justa sobre o que fazer com as ativações previstas. Como a partida final seria na semana seguinte, o desfecho do planejamento de Marketing precisaria mudar de curso. “As marcas que investiram em mídia social, criando uma comunicação pós-jogo da Alemanha com um posicionamento de  compreensão, foram as que se saíram melhor, por não terem omitido a derrota. Assim, continuaram em evidência para os consumidores”, pontua José Colagrossi.

Real Time Marketing: um aprendizado
Um dos maiores aprendizados das marcas durante os altos e baixos das expectativas dos torcedores foi a gestão do Real Time Marketing. A estratégia manteve as equipes de digital em estado de alerta durante as partidas, especialmente a que levou o Brasil à derrota, e funcionou como um exercício prático de maleabilidade das ações. “15 minutos após o jogo, 20 marcas já tinham se posicionado. Não eram estratégias previamente pensadas, porque as publicações compreendiam como tinha sido a derrota vexatória. Após o primeiro tempo, com o quinto gol, a equipe teve uma hora para se programar”, aponta o Diretor Executivo do Ibope.

Os discursos pré-moldados das marcas para diferentes situações não satisfaz mais o consumidor contemporâneo. Ele valoriza as marcas que conseguem dialogar em tempo real e exigem um discurso coerente. Esse comportamento ficou evidente quando 41% dos espectadores viram com maus olhos as empresas que suspenderam as ativações, após a derrota para a Alemanha, de acordo com uma pesquisa do Ibope Inteligência. “O consumidor quer se relacionar com marcas que compreendam seus sentimentos e seu momento. Os cenários externos influenciam diretamente na comunicação das marcas, que têm que estar atentas a isto para agir cada vez mais em tempo real”, diz Antônio Carlos Morim, Professor de Marketing Esportivo da ESPM, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Esta demanda ficou evidente na Copa do Mundo de 2014, que foi um dos primeiros eventos de abrangência global depois da adesão dos torcedores ao perfil multitela de forma mais consistente, com os smartphones e as redes sociais. Os comentários e as percepções se espalharam com mais facilidade neste mundial. De acordo com o Twitter, no jogo entre Brasil e Chile, durante os pênaltis, foram disparados 500 mil posts por minuto. Esta atividade massiva dos espectadores demanda reação rápida das marcas. “O Real Time Marketing é uma mudança de pensamento que veio pra ficar e é válida para outros eventos como eleições e Olimpíadas”, diz José Colagrossi.

Saldo da Copa: patrocinadoras e não patrocinadoras
Na concorrência pela atenção dos consumidores, grandes marcas patrocinadoras como McDonald’s, Hyundai, Budweiser, Coca-Cola e Sony saíram na frente, por desfrutarem de privilégios na utilização da temática do mundial, dos símbolos e dos termos vetados às outras empresas. Mesmo com estas vantagens, as companhias precisaram dividir espaço com as não patrocinadoras que, apesar das restrições, também aproveitaram o ambiente para se relacionar com o seu público.

No ranking das marcas mais associadas ao campeonato, organizado pela Hello Research, a Coca-Cola, que é patrocinadora, ocupou a liderança, seguida pela Nike, que não é patrocinadora do evento. “A menção do público à marca de produtos esportivos demostra que a companhia tem um trabalho maciço no universo esportivo, que já esta na mente do consumidor”, diz o professor da ESPM.

O evento também foi proveitoso para as PMEs porque propiciou o consumo de muitas categorias de produtos e também de serviços em que estão presentes. O saldo do mundial foi de R$ 100 milhões em geração de negócios para estas empresas, de acordo com o Sebrae. “As não patrocinadoras mais beneficiadas foram as associadas ao consumo durante os jogos, como fabricantes de cerveja, refrigerante, salgadinhos, amendoim, inclusive as PMEs. Para algumas o efeito foi momentâneo e para outras se estendeu para além da festa”, diz o Analista de Mercado da Nielsen.

Lições da Copa passam a fazer parte do dia a dia do McDonald’s
Os investimentos em uma plataforma de patrocínio para a Copa do Mundo, além de ser um alto investimento do ponto de vista monetário, também demanda preparo de equipe e planejamento das ações. No McDonald’s, o restaurante oficial do mundial, o departamento de Marketing esportivo se debruçou sobre as ações da Copa do Mundo ainda em 2010.

O quadro de ações incluiu um concurso que selecionou crianças de diversos países para entrarem em campo ao lado dos jogadores e jovens torcedores para conhecerem os bastidores dos estádios. “A Copa foi muito bem sucedida para o McDonald’s. A partir do momento que conseguimos fazer com que mais de 1408 crianças e suas famílias pudessem viver o mundial de uma forma intensa e diferenciada, reforçamos a marca”, conta David Grinberg, Diretor de Marketing Esportivo do McDonald’s, em entrevista ao Mundo do Marketing.

As ações também permearam a parte operacional e os produtos. Nos restaurantes, um cardápio especial com sanduíches temáticos ficou disponível por tempo limitado e os funcionários participaram de dinâmicas com foco em engajamento e vendas. A marca aproveitou ainda para testar um novo layout para o McCafé na unidade temporária implantada dentro do Centro Internacional de Mídia. “As mudanças vão passar por ajustes finos agora, para serem aplicadas nas lojas da rede. Os aprendizados que foram adquiridos com o evento estão sendo implantados também na gestão cotidiana dos restaurantes”, pontua o Diretor de Marketing Esportivo.

A empresa está otimista para as Olimpíadas e espera utilizar nos preparativos para a competição toda a expertise que foi adquirida durante o mundial de futebol. “O resultado financeiro veio, mas, acima de tudo, tivemos o reforço do nosso core business. Para as Olimpíadas, não estamos saindo do zero. Toda a experiência ficou arraigada, pois tivemos que gerir, para a Copa, tarefas que envolviam diversos departamentos e nos saímos bem”, complementa Grinberg.

Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 09/10/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/promocao-e-eventos/31899/incertezas-desafiaram-e-ensinaram-marcas-durante-a-copa-unico-legado.html

5 casos clássicos do marketing de emboscada

22 de Abril de 2014  

Com o Brasil às vésperas de grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016), você certamente tem ouvido falar cada vez mais no termo marketing de emboscada. Nele, seja por intrusão ou associação, empresas que não são patrocinadoras de um evento tentam aproveitar o momento midiático para promover suas marcas.

Na semana passada, o caso de Neymar e o seu insistente ato de levantar a camisa e deixar a sua cueca à mostra, no jogo entre Barcelona e Atlético de Madrid, foi mais comentado e discutido que a sua atuação em campo. A Lupo, patrocinadora oficial do jogador, negou que a tal exposição tenha sido planejada.

Monitorar essas ações e proteger os seus patrocinadores é uma das maiores preocupações da FIFA no próximo mundial, por exemplo. De acordo com a Lei Geral da Copa (Lei Federal nº 12.663, de 5 de junho de 2012), a prática é considerada crime. A entidade tem sofrido bastante para controlar essas atividades paralelas em seus últimos eventos.

Entretanto, se engana quem acredita que apenas os grandes eventos esportivos são passiveis da prática do tal marketing de emboscada ou Ambush Marketing, como a ação é conhecida mundialmente.

Confira abaixo alguns outros casos clássicos:

Cerveja Proibida no Pânico

Duas garotas tchecas se apaixonaram pelo Brasil, suas festas, gastronomia, cultura e diversão. Para compartilhar a nova paixão e o sonho de consumo de férias regadas a muita mordomia e festas, elas criaram o blog We Luv Brazil. O Pânico gostou da história e contratou as garotas. Acontece que tudo não passava de uma estratégia de mídia. A ideia da Companhia Brasileira de Bebidas Premium – CBBP – era divulgar a chegada da cerveja Proibida ao País. A coisa ficou ainda pior porque a Skol era uma das patrocinadoras do humorístico.

LG na Copa do Mundo de 2006

A LG, que não era um dos patrocinadores oficiais da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, deu um jeito de fazer com que a sua marca impactasse o público. A empresa colocou inúmeros ônibus envelopados com a marca para rodar nos locais próximos aos estádios das cidades-sedes, durante a competição. A ação inusitada ganhou muita mídia espontânea e foi repercutida internacionalmente.

Tufão: da Globo para a Vivo

Sucesso absoluto na novela Avenida Brasil, da Rede Globo, Murilo Benício gravou um webfilm para a operadora Vivo. A ação ressaltava a importância de se conectar todo dia e toda hora para não ser o último a saber das coisas, como o personagem “Tufão”, que era traído por sua esposa. A própria emissora considerou a ação como marketing de emboscada e fez com que o anúncio fosse retirado do ar, já que não autoriza que as marcas façam campanhas com seus personagens durante o período de exibição das novelas.

As belas holandesas da Bavaria

Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, a cervejaria holandesa Bavaria posicionou no meio da torcida lindas modelos com curtos vestidos na cor laranja. A ação aconteceu no jogo entre Dinamarca e Holanda. Os “uniformes” eram brindes dados pela empresa no seu país de origem. As beldades contratadas acabaram presas, mesmo sem o vestido conter nenhuma menção à marca da cerveja.

A Brahma e a emboscada na Copa de 94

Na época, a Brahma criou uma milionária campanha que tinha como objetivo destacar a liderança da marca no mercado de cervejas e ressaltar o slogan de “cerveja número um”. Além de criar a “Torcida Número Um” para agitar as arquibancadas nos Estados Unidos, a empresa tinha como garoto-propaganda Romário, o craque da Copa, que aparecia coincidentemente comemorando os gols e depois o título adivinha como? Sinalizando o número um com as mãos.

Redação Adnews

http://adnews.com.br/publicidade/5-casos-classicos-do-marketing-de-emboscada.html