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Áudio advertising : o que é e como funciona

Por ser um mercado que ainda não atingiu a maturidade no Brasil, há ainda certo desconhecimento das possibilidades e formatos disponíveis no segmento de áudio digital.

Rodrigo Tigre – 17 de julho de 2018 – 16h42

Acompanhar a tendência dos usuários já é rotina para as marcas rotina, os anunciantes devem estar sempre atentos em quais plataformas estão e como desejam ser impactados em cada uma delas. Entre os serviços de streaming de música, podcasts, audiobooks, apps mobile, games e rádios online estão as oportunidades para a mídia  áudio, que tem grande impulso pela variedade de produtos conectados disponíveis, e sua crescente penetração entre públicos de interesse para o marketing. É uma boa opção para gestores de marcas que buscam alcance, frequência, engajamento, segmentação da audiência e mensurabilidade. Além de ser mobile-friendly, característica essencial na atualidade.

A escalada do áudio advertising também está ligada à ascensão do consumo do áudio digital, que registra crescimento no mundo todo. No Brasil, a curva de aumento é constante e indica que o país seguirá a tendência dos mercados desenvolvidos, onde plataformas que distribuem áudio por streaming, on demand e rádios online já são populares, sobretudo entre os jovens. De acordo com projeção da consultoria  eMarketer, mais de 191 milhões de norte-americanos usuários de internet escutarão rádios online ou podcasts ao menos uma vez por mês em 2019.

O áudio digital é especialmente forte nas faixas etárias entre 18 e 34 anos, grupo relevante porque estão começando a tomar decisões de consumo e criar relacionamentos com marcas que podem durar a vida inteira. O engajamento de anúncios de áudio é representativo, de acordo com pesquisa conduzida pela Midroll, 67% dos entrevistados conseguiam citar um produto ou uma promoção que haviam ouvido em um podcast, enquanto 61% afirmaram que já tinham adquirido um produto ou serviço conhecido por meio de uma propaganda em podcast.

Por ser um mercado que ainda não atingiu a maturidade no Brasil, há ainda certo desconhecimento das possibilidades e formatos disponíveis no segmento de áudio digital. Flexibilidade pode ser considerado um dos adjetivos do áudio advertising, já que há formatos compatíveis com objetivos da campanha que vão desde sessões patrocinadas a segmentações regionais. Abaixo, listo os principais formatos de anúncios oferecidos em áudio digital, especificações técnicas que precisam ser seguidas para uma campanha atingir seus objetivos e suas estratégias de criação, entrega e segmentação de audiência.

–      Spots gravados: disponíveis em tamanhos-padrão de 15, 30 ou 60 segundos, podem ser veiculados de maneira independente, no meio de streamings de música e podcasts, ou junto de outros anúncios, em uma parada comercial durante a programação. Entre as opções de posicionamento, há o pré-roll (posição premium) que precede o conteúdo desejado e costuma ser eficaz para construir lembrança de marca; o mid-roll (inserção do spot no meio do conteúdo), formato que a maioria dos usuários já está acostumada e não considera excessivamente intrusiva no áudio; e o pós-roll (quando encerra sessões) que está nas playlists ou podcasts patrocinados e ainda possibilita a inserção de um call-to-action.

–      Spots com banner sincronizado: alguns canais permitem entregar um banner sincronizado durante o spot de áudio, que segue a mesma estrutura de um banner-padrão em display. A peça gera a oportunidade de incluir um call-to-action na propaganda, mas é importante lembrar que nem sempre ela é vista, já que na maioria das vezes o ouvinte está com o media player minimizado ou com outro aplicativo/janela aberto em primeiro plano na tela.

–      Native ads: mais comum em podcasts, tem duração variável e geralmente são lidos pelo apresentador, que pode incluir no texto seu endosso à marca ou ao produto. Esses anúncios são integrados à programação, de maneira permanente, ou inseridos de forma dinâmica. Pré-roll, mid-roll e pós-roll são as alternativas de posicionamento.

–      Canais/playlists customizados: canais e playlists podem ser customizados por uma marca e veiculados em plataformas de streaming, com ou sem elementos a serem exibidos na tela.

–      Sessões patrocinadas: formato onde as sessões incluem conteúdo selecionado pelas marcas e distribuído com apoio publicitário. Durante grandes eventos musicais, por exemplo, o anunciante pode oferecer aos ouvintes sessões gratuitas relacionadas, livres de propaganda, obtendo retorno no valor de marca.

–      Podcasts customizados: o branded content é facilmente adaptável aos podcasts. Seus conteúdos patrocinados variam de menções à marca e integração editorial a participação do anunciante em toda a sua criação.

–      Anúncios in-player: formato comercializado pelas plataformas provedoras de conteúdo que não se relaciona com o áudio consumido em si, mas sim com o media player acessado. Anúncios em display são posicionados na maioria das plataformas, em tamanhos variados, permitindo interação do ouvinte, que está buscando conteúdo por gênero, localização, histórico, associações ou preferências pessoais.

–      Vídeo pré-roll: é o formato que roda um vídeo antes do início do áudio, seguindo  as mesmas normas de outros contextos digitais, e o usuário não consegue interagir com o media player até que ele termine.

–      Anúncios ativados por voz: plataformas que possibilitam ao ouvinte interagir com o anúncio sem usar as mãos – basta falar. Esse formato auxilia a conexão entre anunciante e consumidor, por meio de calls-to-action como receber informações do produto ou serviço via e-mail, mensagem de texto e mensagem de voz.

–      Anúncios mobile: são spots entregues em dispositivos móveis, geralmente não ultrapassam 15 ou 30 segundos de duração, já que banners sincronizados também estão disponíveis em mobile. Algumas opções de conexão com o consumidor que esses anúncios oferecem são: o tap to call, que faz um número de telefone aparecer na tela quando o usuário toca no banner, permitindo que ele entre em contato imediatamente com o anunciante; com o link direto, um toque no banner leva o ouvinte diretamente ao site do anunciante; e o tap for email or text, capaz de enviar um e-mail ou uma mensagem de texto ao consumidor quando ele toca no anúncio.

(*) Rodrigo Tigre é sócio-diretor da Audio.ad, empresa líder em soluções de publicidade em áudio digital na América Latina no mercado hispânico dos Estados Unidos

http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2018/07/17/audio-advertising-o-que-e-e-como-funciona.html

Itaú cria tipografia própria e oficial

itau abre

Após dez meses de trabalho o Itaú chegou ao fim da criação de uma tipografia própria, ela substitui o atual, Myriad. “Itaú” passa a ser a letra oficial do banco para todas as suas comunicações internas e externas da instituição, como apresentações, informativos diversos para colaboradores, clientes e acionistas.

O processo contou com a participação da área de Pesquisa do Itaú, que apurou a percepção e receptividade da nova fonte junto a 1,2 mil clientes. Isso ocorreu por meio de uma metodologia inovadora que incluiu análise quantitativa, associação implícita e semiótica para testar a legibilidade da fonte, entre outros atributos. O resultado comprovou que “Itaú” foi a fonte mais associada à marca. A produção foi feita em parceria com a empresa inglesa Dalton Maag.

“A ideia de criar uma tipografia para o Itaú partiu da necessidade de ter uma fonte com características específicas para o mundo digital, sem perder de vista a aplicação nas demais mídias”, diz Alexander Guazzelli, superintendente de Design do Itaú. “Prezamos por criar algo que transmitisse alta legibilidade, eficiência e redução de peso, sem perder os atributos que a fonte atual (Myriad) agrega para a marca, como proximidade, leveza e dinamismo”, complementa o executivo.

Assim, chegou-se ao desenvolvimento de um trabalho que Guazelli define como uma fonte humanista, que convida o olhar a caminhar pelo texto através de suas formas dinâmicas, criando proximidade com o usuário.

A nova tipografia foi criada em duas versões, chamadas Display e Text. A primeira com o objetivo de ser utilizada para corpos maiores, voltada para materiais impressos e apresentações. Já a Text será usada para mobile por apresentar espaçamento um pouco maior e terminações levemente diferentes. Desta forma, a “Itaú” possibilita o uso em todos os materiais, internos e externos, criando mais consistência, ganhos de eficiência e força para a construção de marca.

Além de toda a renovação visual que a Itaú trará para a marca, o impacto de ganho com a sua implantação também é projetado na economia, cujo valor fica na casa dos milhões.

http://adnews.com.br/negocios/itau-cria-tipografia-propria-e-oficial.html

Vídeos Nativos: o que são e por que apostar neles?

 

O ano de 2015 foi o da publicidade em vídeo: o formato caiu no gosto dos consumidores, das agências de publicidade e trouxe resultados muito bons para os anunciantes. Visto a rapidez com que a tecnologia evolui hoje em dia, quem não investiu em vídeos digitais em 2015 já ficou para trás.

Mas calma, a tendência é que em 2016 a publicidade em vídeo se torne ainda mais popular, fazendo com que mais marcas adotem este formato de mídia. Segundo a BI Intelligence a receita de anúncios em vídeo digital atingirá cerca de US$ 5 bilhões em 2016, mais dos que os US$ 2,8 bilhões em 2013.

O desafio da popularização dos vídeos digitais na publicidade é a competitividade pela atenção do consumidor, são muitos anunciantes em uma única timeline. Grande parte (65%) das visualizações dos vídeos do Facebook acontece em dispositivos mobile, onde usuários passam pelas postagens distraidamente, parando por alguns momentos somente quando encontram algo que gostam.

Embora todo mundo esteja cansado de saber, vale lembrar que o mobile é a estrela da vez, simplesmente porque estamos o tempo todo com o celular na mão, ou seja, o anunciante que opta pelo mobile acompanha o seu público onde quer que ele esteja.

Pensando no ambiente mobile, as agências e os anunciantes estão adaptando os conteúdos de vídeos para a plataforma. Vídeos curtos de até 30 segundos geralmente apresentam uma performance melhor visto que captam a atenção dos consumidores de forma rápida.

É importante explorar diversos veículos em uma mesma plataforma, para que o vídeo do anunciante não se torne mais um na timeline do consumidor. Além das redes sociais, existem outros canais que entregam vídeos digitais de forma bastante eficaz e devem ser considerados no mix de mídia mobile, como os aplicativos de entretenimento, notícias e jogos.

A publicidade em jogos mobile faz parte de um segmento em crescimento no Brasil. A veiculação de vídeos em games tem se provado ser uma solução inovadora para conquistar a atenção dos usuários de forma imersiva e apresenta resultados excelentes quando considerados alcance e engajamento dos vídeos.

Um estudo feito pela IAB dos Estados Unidos aponta que, neste país, 22% das compras dos mobile gamers do sexo masculino são influenciadas por anúncios de vídeos dentro dos jogos. Porém, para acertar a estratégia de vídeo na plataforma mobile é preciso ter alguns cuidados. Segundo um estudo realizado pela Millward Brown, ter controle é o principal driver da receptividade à propaganda, ou seja, os mobilers querem ter o controle sobre o que escolhem dar atenção.

Entenda as vantagens da publicidade de vídeos em mobile games:

è Os jogos mobile foram pensados para que fossem acessados várias vezes por dia. Como não é possível prever quanto tempo cada usuário irá jogar em uma determinada sessão do jogo, os games foram desenvolvidos em torno de sessões curtas, ou seja, o usuário pode jogar durante três minutos em uma fila de banco ou durante uma hora sentado no sofá de casa. Um jogador faz em média cinco sessões diárias totalizando trinta e nove minutos por dia imerso no game. Ou seja, as marcas conseguem se conectar com seus consumidores várias vezes ao dia.

è Quando os jogadores estão imersos no game o mindset deles é positivo. No momento de diversão o cérebro está ativo produzindo dopamina e se a marca conversa com o consumidor neste momento a probabilidade da mensagem ser absorvida de forma assertiva é bem maior, aumentando assim o engajamento e criando uma impressão boa na mente do consumidor.

è Uma marca pode presentear os consumidores com algum benefício in-game que irá ajudar no avanço no jogo. Este formato é conhecido como vídeo nativo onde o próprio usuário toma a decisão de ver o vídeo e escolhe o momento mais adequado para isso, o que faz com que o anúncio não seja invasivo. O consumidor interage com a publicidade no intervalo entre uma fase e outra e normalmente, assiste ao vídeo até o final, visto que um benefício lhe será entregue.

Segundo um estudo da MMA sobre o comportamento mobile no Brasil, o que mais motiva um jovem a prestar atenção em uma propaganda é a possibilidade de ganhar algo em troca. Por exemplo, a Gameloft, um dos players neste segmento de publicidade mobile tem uma média de 82% de completed views nos vídeos nativos, ou seja, 82% dos usuários assistem ao vídeo até o final, pois querem/precisam da recompensa.

Não é por acaso que os vídeos nativos estão se tornando os queridinhos da publicidade online, afinal, eles geram uma reação positiva no consumidor, agregam valor à marca e o engajamento é bem maior. Se o objetivo é ter o conteúdo visto e visto em sua totalidade, esta é uma oferta que os anunciantes não podem deixar passar.

Artigo de Felipe Sartori, Country Manager da Gameloft Brasil

20/04/2016

http://www.adnews.com.br/artigos/videos-nativos-o-que-sao-e-porque-apostar-neles

 

 

Interações sociais, música e mobile. Por Diana Leiko

O celular foi fundamental para as ações que ocorreram na última edição do Lollapalooza

Interações sociais, música e mobile. Por Diana Leiko

POR DIANA LEIKO, gerente de comunicação digital da Santafé Ideias
O mobile marketing veio para ficar e as plataformas móveis são a confirmação daquilo que o sociólogo canadense Marshall McLuhan prenunciou há mais de 50 anos: “o meio é a mensagem”. Segundo ele, é mais importante o veículo através do qual a mensagem é transmitida, isto é, o meio, do que o conteúdo em si da mensagem.

Durante o festival Lollapalooza, uma infinidade de ações digitais rolaram nos dois dias do evento. E o nosso querido celular foi fundamental para potencializar os resultados das ações de marketing. Isso não foi à toa, afinal, as plataformas mobile provocaram profundas mudanças nos hábitos de consumo e no comportamento dos consumidores.

Dados recentes divulgados em pesquisa realizada pelo Interactive Advertising Bureau (IAB) informam que o principal destaque do estudo de 2014 foi o crescimento no uso de dispositivos móveis em todas as esferas. Para se ter uma ideia, smartphones se tornaram o principal dispositivo eletrônico pessoal dos brasileiros em 2014, de acordo com a pesquisa Brasil Conectado – Hábitos de Consumo de Mídia.

O estudo aponta ainda que o uso crescente da internet está ligado ao aumento de importância que smartphones e tablets ganharam em várias situações do dia a dia. Por exemplo, 3/4 dos consumidores brasileiros usam seus smartphones para atividades relacionadas a interações sociais e cerca de metade utiliza para busca de músicas e notícias.

Para quem está ligado no constante desafio de se comunicar em uma era de convergências como a atual, as estratégias visando o mercado mobile não podem ficar de fora. E foi nisso que as grandes empresas do festival apostaram: tivemos a Skol, cerveja oficial do Lollapalooza, que criou um espaço inspirado em antigos parques de diversão, com direito a shows e arquibancada com vista privilegiada para o Palco Skol. Criou ainda a cerveja Skol Stage, especialmente para o festival. De quebra, levou uma fábrica de vinil que permitia aos visitantes do espaço gravar os hits das bandas que já tocaram no Lollapalooza e dos artistas do selo Skol Music. Resultado? Fila para entrar. E um tanto de posts nas redes sociais, claro. Graças a quem? Ao celular.

Espaço Chevrolet Onix levou uma montanha-russa. Não no mesmo nível dos parques da Disney, mas o suficiente para formar fila de uma hora de espera, no primeiro dia do evento. A marca investiu ainda em live painting do grafiteiro Elvis Mourão e teste de chave (se o carro ligasse, a pessoa poderia assistir ao show da sua banda preferida com a cara no palco). Para as meninas, maquiagem e tatuagem de graça. No espaço – em frente ao palco Onix (batizado com o nome do carro da Chevrolet exposto no festival) – era possível ainda carregar o celular e usar a internet de graça. E mais selfies e uma infinidade de posts e comentários nas redes sociais. Graças a quem? Ao celular.

Já a Axe transformou o público em pôster do festival. Criou o Frontman Giant Poster, um espaço gigante próximo ao palco Axe, que permitia a pessoa sentar em cima de um letreiro com as principais atrações do Lollapalooza e virar um pôster da edição 2015 do evento. Fila também. Ainda investiu em embalagens gigantes da Axe, localizadas em frente ao palco de mesmo nome da marca, que permitiam fotos selfie com uma visão privilegiada do show. Mais fila. E um tanto de postagens nas redes. Quem permitiu isso? O celular.

Um parênteses aqui. Ao procurar as bandas do festival no YouTube, me deparei com vídeo da campanha da Axe no Lollapalooza. Sem opção de pular após alguns segundos.

Sempre Livre montou estúdio de make-up no Sempre Livre Lolla Lounge (espaço vip). No “backdrop mosh”, a pessoa podia fazer fotos como se estivesse se jogando no público do festival. E postar nas redes. Olha o celular aqui de novo! Outra ação digital bastante efetiva foi convidar blogueiras para filmar e comentar os shows em seus sites. O conteúdo também foi para a página da Sempre Livre no Facebook.

Ray-Ban Expression permitiu estampar sua frase favorita em uma camiseta exclusiva. Você podia também criar gif animados usand Ray-Ban pra compartilhar nas redes. Por meio de qual dispositivo? Do celular. Na área vip, promotores circularam com produtos para experimentação e para estimular que o público fizesse selfies com filtros especiais. Quem aparece aqui de novo? Nosso amigo celular.

Lá em cima, num ponto não muito privilegiado, estava a C&A com seu Fashion Truck. Ainda assim, quando cheguei perto, estava cheio. Visitantes podiam fazer um penteado e make no “estilo” festival, além de aplicar uma golden tattoo. De quebra, as roupas podiam ser customizadas. Quem conseguisse entrar no caminhão, também podia montar sua banda e criar a capa de seu primeiro disco ao participar do Lollapalook. Celular para registrar tudo aqui.

A Pepsi trouxe o Pepsi Live Sound. Uma lata gigante com iluminação em LED impossível de não ser percebida. Dentro, um palco para quem quisesse soltar a voz e experimentar a vida de rockstar. Vídeos e fotos produzidos por celulares comeram solto!

Saindo das ações que estavam acontecendo dento do autódromo de Interlagos, existe hoje o fenômeno da segunda tela. Enquanto as pessoas acompanhavam de casa a transmissão dos shows, tuitavam ou postavam comentários no Facebook. Aproximadamente 3/4 dos usuários de internet no Brasil, ainda segundo a pesquisa realizada pela IAB, usam pelo menos um dispositivo – notebook, smartphone e tablet – enquanto assistem TV.

Se antes McLuhan dizia que os meios eram extensões do homem, hoje podemos afirmar, se tratando do celular, que ele o é. Basta sair de casa sem o aparelho para termos a certeza disso. Virou extensão do nosso corpo, nossa ligação com o mundo real e físico e mudou tanto o comportamento individual e em grupo, que há quem diga que já não sabemos distinguir o que é real e virtual. Em tempos em que o acesso à internet se dá mais por dispositivos móveis do que por desktops, o Lollapalooza deu um verdadeiro show, não nos palcos, mas em suas ações digitais. E que venha 2016!

27/04/2015

http://www.proxxima.com.br/home/conectados/2015/04/27/Interacoes-sociais-musica-e-mobile-Por-Diana-Leiko.html

Usuários mobile preferem comprar aos domingos

O novo relatório da Opera Software revela como consumidores globais usam seus aparelhos móveis para fazer compras online. O levantamento detalha as tendências de compras móveis de acordo com época do ano, dias da semana e localização geográfica, além de destacar os principais sites e anunciantes para esta plataforma durante o final do ano.

“O mobile commerce se tornou uma grande força nos mercados globais. E, com a temporada de compras de final de ano se aproximando, vemos uma aceleração de aquisições via dispositivos móveis”, afirma Larry Moores, vice-presidente para relatórios e analíticas de consumidores móveis do Opera Software.

“Na América Latina, vemos amplas oportunidades para os sites de e-commerce e classificados online investirem cada vez mais no ambiente móvel. Afinal, consumo a partir de celulares e tablets vem aumentando consideravelmente. No Brasil, por exemplo, três dos 15 sites mais visitados através do Opera Mini pertencem a essas categorias”, Sabrina Zaremba, gerente da Opera Software para América Latina. O ranking dos principais sites brasileiros segue esta ordem: UOL, Globo, Tim App Shop, Abril, Vagalume, Letras, Mercado Livre, OLX, IG, Baixaki, TechTudo, Bom Negócio, Softonic e Click RBS.

Este cenário reforça o crescimento do mobile dentro do segmento de compras online e, apenas durante o primeiro semestre do ano, esta modalidade representou 7% do total de transações de e-commerce, de acordo com dados do e-Bit.

Compradores móveis são mais ativos aos domingos

Ao contrário do tráfego para sites de e-commerce a partir dos desktops, com pico às segundas-feiras e que segue mais forte nos dias da semana do que aos finais de semana, o tráfego de compras móveis se concentra fortemente aos domingos. Uma das explicações possíveis é que muitos consumidores utilizam seus aparelhos móveis para pesquisar produtos durante o final de semana, para revisitar e concluir a compra quando voltarem a suas mesas na segunda-feira. O dia com menos tráfego de compras online é sexta-feira.

Junho apresenta o maior volume global de tráfego para sites móveis de compras

A temporada do Natal é a época mais ativa para as compras nos Estados Unidos, Europa e América Latina. Entre novembro e fevereiro, os Estados Unidos apresentam um crescimento mais de 15% superior às médias mensais de volume de compras. A Alemanha também apresenta aumentos expressivos em relação ao número de compradores entre novembro e dezembro, 28% a mais em relação a sua média anual. Na Ásia, no entanto, o mês de pico de volume é março, seguido de perto por julho. Isso se deve, em grande parte, ao início do Ramadã, entre final de junho e julho deste ano.

Ao analisar os dados de forma global, o mês com maior tráfego móvel é junho. Já fevereiro apresenta maior tráfego móvel principalmente para aqueles compradores ávidos (cujo comportamento móvel indica terem um forte interesse em comprar).

Amazon e eBay dominam o tráfego móvel de compras

Nos Estados Unidos, a Amazon lidera o grupo em compras móveis, com 36,3% do mercado em termos de volume de tráfego. Em segundo lugar, o eBay aparece com 16% de participação no mercado, seguido do Craigslist com 11,5%. Entre os grandes varejistas que oferecem vendas online, Walmart tem o maior volume de tráfego, seguido por Target e Sears. Outros varejistas norte-americanos que apresentam um aumento no tráfego móvel em novembro são Walgreens, Lowe’s, Macy’s, Kohl’s, Barnes & Noble, Kmart e Nike.

Em escala global a Amazon mantém a liderança, mas há alguns novatos que assumiram posições de forte liderança na Ásia, como FlipKart na Índia e Berniaga na Indonésia. Na América Latina, o MercadoLibre emerge como um dos principais destinos de compras móveis.

Na China, o Alibaba é um participante importante a ser observado, conforme os mercados de compras online amadurecem. Marcas de jogos, computadores e eletrônicos estão anunciando com força em outubro e novembro deste ano.

A maioria das impressões globais da plataforma de publicidade móvel Opera MediaWorks veio de campanhas de publicidade de jogos, seguidos por computadores e eletrônicos. No entanto, ao analisar investimentos em publicidade, empresas que vendem serviços para telefones celulares aparecem em primeiro lugar, seguidos por lojas de materiais de construção e bricolagem. Marcas de vestuário e de joias aparecem relativamente em baixa na lista.

O relatório também descobriu quais marcas anunciam mais em cada categoria:

· Roupas e calçados: Belk, New Balance, Burberry
· Varejo: Kmart, Target
· Computadores e eletrônicos: Samsung, Microsoft
· Aparelhos e serviços móveis: T-Mobile
· Joias: Pandora
· Farmácia: CVS
· Jogos: Supercell, GameStop

Varejo Digital – 15 Dez 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/varejo-digital/usuarios-mobile-preferem-comprar-aos-domingos

O mapa da mídia no Brasil – Parte 2 – E-commerce e Mídias Sociais

Neste artigo, apresentamos a segunda parte do relatório divulgado pela  empresa US Media Consulting sobre mídia no Brasil e na América Latina. O foco deste artigo  será nos principais dados relativos aos hábitos do consumidor brasileiro com  relação a e-commerce, mídia social, vídeo online e mídias móveis.

Os brasileiros e as mídias sociais: a escolha certa para fazer compras. Fonte: US Media Consulting (março/2013). Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Os brasileiros e as mídias sociais: a escolha certa  para fazer compras. Fonte: US Media Consulting (março/2013). Gráfico por Géssica  Hellmann & Cia.

E-commerce: estamos na internet para comprar

  • O e-commerce no Brasil atingiu 11 bilhões de dólares em 2012 e projeta-se  que chegará a 14 bilhões de dólares em 2013.
  • As principais categorias de produtos comprados por brasileiros nas lojas  online são Eletrodomésticos (15% das vendas), Computadores (12%), Eletrônicos  (8%) e Moda & Acessórios (7%).
  • 79% dos brasileiros possuidores de smartphones usam seus telefones celulares  para auxiliá-los em alguma etapa de seu processo de compra.
  • 72% dos brasileiros têm cartão de débito ou crédito.

Mídia social: brasileiro, sociável por natureza

  • 97% dos usuários brasileiros de internet estão nas mídias sociais.
  • 77% dos brasileiros que têm uma conta no Facebook interagem com alguma marca  online.
  • 58% dos brasileiros que usam Twitter leem posts de suas marcas  favoritas.
  • 61% dos brasileiros com acesso à internet pesquisam informações sobre  produtos em sites de mídia social antes de comprar.
  • 42% dos consumidores brasileiros entre 25 e 44 anos já fizeram alguma compra  após receber uma mensagem promocional em uma rede social.
  • Além do Facebook, outras redes também apresentaram crescimento explosivo. O  Linkedin atingiu 10 milhões de usuários em outubro de 2012.

Vídeo online: o brasileiro sempre de olho na telinha

  • O Brasil tem 42,9 milhões de espectadores de vídeos online.
  • Os brasileiros assistiram a 5,4 bilhões de vídeos online em agosto de 2012,  um aumento de 74% em relação a agosto de 2011.
  • Os anunciantes que usam apenas a TV convencional (offline) perdem até 30% da  cobertura de seu target. Usando o vídeo online em conjunto com a TV, é possível  recuperar 16% da cobertura efetiva.
  • O Brasil é o sexto maior mercado mundial para o Youtube em termos de número  de visualizações.

O Brasileiro é móbile

  • A penetração dos telefones celulares no Brasil é de 130%. Já a penetração  dos smartphones chegou a 14% em 2012, totalizando 27 milhões de pessoas.
  • As vendas de smartphones no Brasil cresceram 77% em 2012 em relação a  2011.
  • 55% dos telefones celulares no Brasil têm acesso à internet.
  • Em 2015, 57% dos celulares vendidos no Brasil serão smartphones.
  • Os principais efeitos dos smartphones sobre os hábitos de consumo dos  brasileiros são os seguintes:
    1. 80% pesquisam produtos ou serviços em seus telefones.
    2. 94% reparam em anúncios móveis.
    3. 66% visitam a empresa pesquisada em seus smartphones após obter a  informação.
    4. 75% fazem uma pesquisa em seus smartphones após ver um anúncio.
    5. 31% já fizeram uma compra usando seu smartphone.
  • As vendas de tablets atingiram 3,1 milhões de unidades em 2012, um  crescimento de 400% em relação a 2011.
  • Os tablets respondem por 42% do tráfego de internet que não é de  computadores.
  • 60% dos brasileiros das classes AB acessam a internet através de celulares.  Na classe C, esse número é 36%.
  • Em 2016, 21% de todo o tráfego de internet no Brasil será feito a partir de  dispositivos móveis.

Conclusões

O consumidor brasileiro mergulhou de corpo e alma na internet, reconhecida  cada vez mais como uma poderosíssima ferramenta para otimizar suas compras.  Usando seus smartphones, tablets, notebooks ou PCs desktop, o brasileiro vê com  cada vez mais confiança a experiência de consumo online, vencendo os antigos  receios e transformando a web em uma extraordinária oportunidade para fazer bons  negócios. Cada vez mais, a mídia certa para vender para o brasileiro será a  internet e a vantagem estará nas mãos das empresas que dominarem as técnicas e  as linguagens das mídias online.

Autor: Géssica Hellmann | Data: 22/03/2013  |

Leia mais em:  http://gessicahellmann.com/o-mapa-da-midia-no-brasil-parte-2-e-commerce-e-midias-sociais/#ixzz2OflCZJUL

M-marketing: como Starbucks se tornou o Mobile Marketer de 2012

Howard Schultz, fundador e CEO da Starbucks, lançou em 1999 o livro “Pour Your Heart Into It: How Starbucks Built a Company One Cup of a Time”, que conta como Schultz construiu a maior rede de cafeterias do mundo. Uma leitura inspiradora e recomendada para qualquer pessoa que quer empreender. Foi depois de ter lido este livro, em 2003, que me mudei para o país do café, o Brasil, não para montar uma empresa de café, mas num outro ramo onde a Starbucks também é campeã, aliás, bi-campeã, o marketing móvel. Agora, como a Starbucks consegue se destacar tanto e qual é a real importância do celular na publicidade?

Em 2010, a NRF lançou o guia Mobile Retailing Blueprint que colocou o mobile marketing como um dos três pilares do mobile retail ou varejo móvel (os outros dois são mobile commerce e mobile operations). Foi neste mesmo ano, 2010, que a Starbucks foi eleita pela primeira vez o Mobile Marketer of the Year, no prêmio promovido pelo Mobile Marketer, reconhecido blog nova-iorquino. Em 2012, a Starbucks repetiu o mérito, por isso, vamos dar uma olhada nas campanhas e soluções que foram implementadas pela gigante do café para chegar neste ponto de excelência.

Como afirma Mickey Alam Khan, editor-executivo do Mobile Marketer, Nova Iorque: “Uma palavra resume o trabalho da Starbucks na área móvel: sofisticação. Para a Starbucks se tornar o Mobile Marketer of the Year duas vezes em três anos não é por coincidência, isso mostra que a empresa reconhece que o celular não somente é o futuro do marketing, mas também do varejo”. Em vez de seguir a concorrência, a rede implementou a sua própria estratégia mobile-first (celular primeiro), diferente de qualquer outra, usando tecnologia de ponta, como QR codes e realidade aumentada, mas também soluções tradicionais como SMS, mobile advertising e aplicativos. Segue abaixo um resumo das iniciativas que foram destacadas:

SMS: Em vez de focar em apenas um canal móvel, a Starbucks faz questão de estar presente em todos. O SMS, que é um dos canais mais eficientes que uma empresa pode usar para se comunicar com o consumidor, gera engajamento com a sua marca e a Starbucks tem utilizado bastante nos últimos anos. Por exemplo, o SMS é o canal predileto de quem se associa ao programa My Starbucks Reward, pois o consumidor precisa simplesmente enviar a palavra GOLD para o número 697289. Para conseguir o maior número de optins para o programa SMS, a Starbucks utiliza cartazes nas lojas e email, ou seja, sempre é o consumidor que envia o primeiro SMS.

My Starbucks Rewards: Showrooming é uma tendência com que o varejista, muitas vezes, se incomoda. O cliente vai até a sua loja somente para ver e experimentar o produto para depois comprá-lo online e não necessariamente no seu e/m-commerce, mas na loja mais barata. Isto é preocupante, porém o real desafio começa um passo antes no seu plano/programa de retenção do cliente. My Starbucks Rewards é sobre isso, via aplicativo o cliente tem total controle sobre os seus pontos e como resgatá-los. Quando o cliente paga o seu Frappuchino, por exemplo, com o Starbucks Card ele ganha estrelas/pontos que dão direito a bebidas grátis, entre outras coisas.

Starbucks Card: Isto é a grande cereja do bolo da Starbucks. Além da versão plástica, o cartão virou em 2010 um aplicativo móvel e a partir de 2011 o usuário poderia usar o seu celular com este app (que utiliza códigos bidimensionais em vez da tecnologia NFC) como meio de pagamento em 6.800 lojas Starbucks nos EUA.

Aplicativos: A Starbucks mantém aplicativos sempre atualizados para a maioria dos sistemas operacionais móveis, com várias funcionalidades, entre elas, um mapa para encontrar a loja mais próxima.

Realidade Aumentada: Para engajar os consumidores mais tech savvy, a marca lançou um aplicativo que fazia uma linha de copos especiais, lançados para o Dia dos Namorados, ganhar “vida”.

QR codes: Além de SMS, a Starbucks usa bastante os códigos QR como ponte entre a mídia off-line e on-line. Porém, cada código é estrategicamente localizado somente onde o consumidor irá vê-lo, ou seja, não em qualquer anúncio ou lugar como fazem muitos outros anunciantes. Uma campanha recente usou QR codes para direcionar os clientes ao mobile site da marca onde eles podiam obter informações sobre a cafeteira Verismo, da marca Starbucks, e mesmo comprá-la.

Mobile advertising: Junto com o lançamento de qualquer produto novo, um dia especial ou uma época de férias, a Starbucks divulga campanhas nas maiores redes de mobile advertising, como a rede iAd da Apple e AdMob da Google.

Passbook: E por último, a grande jogada de mestre foi a integração do Starbucks Card com a carteira virtual do iPhone, o Passbook, quando a Apple o lançou em setembro do ano passado.

Como vemos, o que faz a Starbucks uma vencedora é a sua compreensível estratégia mobile de 360 graus (desculpa o termo clichê) que oferece uma variedade de funcionalidades e que mantém um diálogo contínuo entre a marca e os seus consumidores. E para quem ainda está na dúvida, não é somente nos EUA que o marketing móvel tem relevância, segundo um recente estudo do eMarketer, no Brasil anunciantes já estão investindo mais no mobile marketing do que em “Guias e Listas”, e em 2016 o investimento vai superar também a categoria “Cinema”, ambas categorias de mídias que já estão sendo mensuradas pelo Projeto Inter-Meios.

Conclusão, o prêmio do Mobile Marketer mostra que valeu a pena para o Shultz, como diz o título do seu livro, colocar o seu coração no trabalho de também construir uma estratégia mobile, pois são por meio destes dispositivos que os seus clientes se relacionam, buscam entretenimento, pesquisam informações e agora compram. Espero que todos se inspirem no trabalho do Schultz e de sua equipe para, assim, construir uma estratégia mobile vencedora em 2013.

Tore Haugland (tore@ouviplus.com.br), CEO e fundador da Ouvi HQ
17 Jan 2013 – http://www.gsmd.com.br/pt/artigos/mobile-retail/m-marketing-como-starbucks-se-tornou-o-mobile-marketer-de-2012