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Pandemia cria novas formas de consumo a longo prazo para 67% dos brasileiros

Compras online

O isolamento social ditou uma nova forma de consumo, como demonstra um estudo recente realizado pela Criteo. Comprar mercadorias online, pedir comidas por serviços de delivery e realizar compras através de aplicativos para smartphones estão entre os principais comportamentos adotados por brasileiros durante a pandemia do coronavírus. De acordo com dados da análise, 67% dos consumidores descobriu, ao menos, uma nova forma de compra que pretende manter para o “novo normal”, fase pós isolamento social.

A empresa de tecnologia realizou um estudo aprofundado correspondente ao comportamento de consumidores nas duas últimas semanas de maio, entre os dias 13 e 29 do mês. No Brasil, o isolamento social redefiniu os hábitos de consumo pessoais e expectativas a longo prazo.

Outra pesquisa da Criteo também demonstrou um aumento vertiginoso de 233% na venda de alimentos online durante o mês de abril. O estudo recente mostra que esse comportamento veio para ficar: mais da metade (52%) dos brasileiros entrevistados afirmou que pretende aumentar a compra de mantimentos online e incorporar essa nova forma de consumo.

Novos hábitos

Os dados mostram que o impacto do coronavírus no fechamento de negócios “não essenciais”, afetou diretamente as compras online e, consequentemente, gerou o desenvolvimento de novos hábitos. Além disso, com mais tempo em casa, 53% dos brasileiros passaram a cozinhar mais e pretendem transformar isso em um costume.

O isolamento social forçado também foi visto, por cerca de dois terços dos entrevistados (65%), como uma oportunidade para repensar antigos hábitos. Sem os deslocamentos básicos do dia-a-dia, a necessidade por praticar exercícios cresceu – assim como a compra de aparelhos de ginástica e download de aplicativos de treinos. Para os brasileiros que descobriram essa prática, 50% pretende mantê-la com o fim da pandemia.

O home office também ganhou seu espaço. Com os escritórios fechados, a parte dos brasileiros enfrentou uma situação nova: trabalhar de casa. Apesar de estar em um ambiente mais sujeito à distrações, funcionários e empresas notaram mais pontos positivos do que negativos, e 46% dos que adotaram essa prática pretendem mantê-la.

Comemorações a distância

Passamos por datas comemorativas durante a pandemia, como Páscoa e Dia das Mães e, agora, Dia dos Namorados. Apesar de muitos não poderem estar juntos fisicamente, isso não impede os casais de se presentearem. De acordo com os dados fornecidos pela Criteo, 65% dos brasileiros continuarão presenteando normalmente.

Neste 12 de junho, em comparação com o ano anterior, os consumidores se adiantaram para garantir os presentes. Em 2019, foi possível perceber um crescimento de 25% das compras no dia anterior à data; neste ano, as vendas marcaram um aumento de 18% em 8 dias antes do Dia dos Namorados.

Presentear com flores foi uma das principais apostas dos brasileiros, com um crescimento de 111% da categoria. Já a venda de artigos esportivos aumentou 41%, 9 dias antes da data comemorativa, e também foi uma opção de presente considerada entre os casais.

Devido à distância, o envio de presentes também cresceu: 41% vai aumentar, nos próximos meses, a prática de comprar presentes online e selecionar o destinatário como quem vai recebê-lo. Em contrapartida, 35% vão diminuir a entrega presencial.

Os presentes não materiais, como cupons, vale-presentes e vouchers aumentaram durante a pandemia e ganharam o gosto do brasileiro, já que 36% afirmou que vai utilizá-los mais nas próximas datas especiais.

Renovando o guarda-roupas

A variação de peso também alterou tanto o consumo online, como vai alterar o consumo em lojas físicas, com uma gradual abertura dos shoppings.

Segundo os dados apresentados na pesquisa, mais da metade dos brasileiros ganhou, em média, mais de 3 kg durante o confinamento. Os Millennials são os que lideram essa lista.

Mesmo que em uma proporção menor, também existe uma parcela dos que diminuíram de peso, sendo a Geração Z a que mais tem representantes dessa fatia (22%).

As mudanças corporais que ocorreram com o período de isolamento e a mudança de rotinas, leva os consumidores a sentirem maior necessidade de renovar o guarda-roupas e comprar peças mais confortáveis.

Retorno gradual

Mesmo com a abertura gradativa de shoppings, uma grande parcela dos consumidores vai demorar para frequentar lojas físicas. Cerca de 4 entre 10 brasileiros está pronto para voltar aos shoppings daqui a 2 meses. Um parcela ainda maior, 27%, diz que vai demorar de 3 a 5 meses para entrar em lojas físicas; 18% acredita que o processo vai levar de 6 a 9 meses; enquanto 16% afirma que só voltará aos estabelecimentos depois de passados mais de 9 meses.

Dos respondentes, apenas 15% estariam dispostos a voltar a frequentar shoppings imediatamente, o que fortalece ainda mais o comércio online no Brasil.

Em relação às viagens, apesar de 68% dos brasileiros estarem ansiosos para viajar de novo, 38% dizem que vão demorar mais de 9 meses para entrar em um avião, enquanto 24% afirma que esse processo deve demorar de 6 a 9 meses. A preferência, por enquanto, fica por viagens curtas, de um dia ou um final de semana.

Por Imprensa Mercado & Consumo -2 de julho de 2020 – https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/07/02/pandemia-cria-novas-formas-de-consumo-a-longo-prazo-para-67-dos-brasileiros/

Empresas de mídia out of home se unem para criar sistema de métricas

 

04 de Abril de 2017 15h – Atualizado às 15:51

Out of home

Comprovar a eficácia do segmento de mídia out of home tem sido uma das principais metas de grandes empresas do setor. Com esse objetivo em comum, Clear Channel, JCDecaux e Otima se associaram para criar o Mapa OHH, o projeto irá oferecer métricas e ferramentas que permitam para agências e anunciantes o planejamento e avaliação de campanhas de OOH com dados de alcance e frequência. O lançamento do serviço está previsto para o início do segundo semestre.

O Mapa OOH oferecerá informações sobre mobilidade urbana da Grande São Paulo e Grande Rio de Janeiro. A metodologia utilizada cruzará dados dos inventários das empresas exibidoras, como tipos, quantidades de faces e geolocalização com dados de deslocamentos de pessoas em seus diversos trajetos diários, levando em conta os diferentes meios de transporte.

O projeto segue as recomendações da European Society for Opinion and Marketing Research (ESOMAR), principal órgão internacional de desenvolvimento de estudos e pesquisas de mídia. Além disso, o Mapa OOH utilizará pesquisas de fornecedores nacionais e internacionais com larga experiência em seus campos de atuação, como Ipsos Connect Brasil, Ipsos UK, MGE Data e Luca D3.

De acordo com Sérgio Viriato, coordenador do Mapa OOH, o objetivo é alcançar um share de investimento próximo ao de países, como Japão, França e Inglaterra que já usam métricas semelhantes as implantadas aqui no Brasil. “Para o fortalecimento do setor nada melhor do que a união de players que representam uma importante parcela dos investimentos em mídia OOH no Brasil. Temos certeza de que brevemente outras exibidoras irão se juntar ao projeto”, relata.

Resultados já computados

A primeira prévia dos resultados de mobilidade foi extraída de dados levantados pela IPSOS Connect em 2016 numa amostra de cerca de 3 mil domicílios.  Os resultados mostram que, em uma semana, os moradores da Grande São Paulo e do Grande Rio de Janeiro realizam quase 400 milhões de trajetos. Esses caminhos abrangem, entre origens e destinos, casas, trabalhos, escolas, compras, atividades de lazer, entre outros.  “Considerando que em cada uma dessas viagens, esse público é exposto a várias mensagens publicitárias da mídia out of home nas ruas, prédios comerciais, shoppings e meios de transportes, o resultado mostra o enorme potencial de impacto das campanhas de OOH”, explica Viriato.

Relevância do OOH

Também de acordo com a pesquisa, a mídia OOH é a com a maior exposição entre a população economicamente ativa (PEA). Na Grande São Paulo, o setor é destaque com 88% de exposição, seguida de perto pela TV aberta (87%). Na sequência estão internet (79%), rádio AM e FM (68%), revista (49%), TV paga (48%), jornal (44%), e cinema (23%). Já na Grande Rio de Janeiro os dados são bem similares aos de São Paulo, com o OOH (86%) praticamente empatado com a TV aberta (87%). Os demais meios representam a seguinte exposição: internet 66%, rádio AM e FM 62%, TV paga 48%, jornal 47%, revista 35% e cinema 17%.

Em ambas as regiões, o out of home e a TV aberta são os meios de maior exposição em todas as classes sociais e faixa etária. Para as classes sociais A e B e público de 15 a 24 anos, destaca-se também a internet.

Como conclusão, Viriato afirma: “Mais do que mostrar quantas pessoas passam em frente a peças de mídia exterior, iremos apresentar resultados da probabilidade real do contato que elas tiveram com cada uma das peças. Esses dados irão permitir o cálculo da audiência, alcance e frequência das campanhas. Estamos ansiosos para avançar nas próximas etapas do projeto e comprovar a força e a eficácia do segmento”.

http://adnews.com.br/midia/empresas-de-midia-out-home-se-unem-para-criar-sistema-de-metricas.html

Estudo mostra que maioria aceita trocar dados por anúncios e ofertas

 

07 de Dezembro de 2016 11h – Atualizado às 11:19

dados

Em pesquisa com 946 consumidores brasileiros recém-conduzida pela dunnhumby, 88% dos entrevistados afirmaram estar dispostos a compartilhar seus dados pessoais e de consumo com empresas para receber descontos e ofertas exclusivas e 77% fariam o mesmo em troca de pontos em programas de fidelidade.

Os resultados demonstram que, nos últimos três anos, houve um aumento significativo no número de brasileiros dispostos a compartilhar seus dados com empresas mediante benefícios como descontos, ofertas e personalização do serviço. Em pesquisa com 3.900 consumidores brasileiros realizada em 2013 pela Coleman Parkes, apenas 39% declararam ter interesse em disponibilizar dados em troca de ofertas exclusivas e 38% compartilhariam dados para receber recompensas em programas de fidelidade.

A dunnhumby também descobriu que há certa uniformidade no comportamento das gerações Z, Y, X e Baby Boomer nesta área. Isso demonstra que estratégias que envolvem a coleta e o uso de dados do consumidor para a criação de ofertas personalizadas e programas de fidelidade não devem se restringir a faixas etárias, já que pessoas de todas as idades estão dispostas a participar. É preciso, no entanto, adequar as ações às peculiaridades de cada grupo.

Qualidade da personalização

O consumidor não se interessa só por recompensas financeiras: segundo a pesquisa da dunnhumby, 69% também cederiam seus dados para receber informações e novidades sobre os produtos e serviços de que o cliente gosta e 65% se interessam por sugestões de produtos baseadas em seu gosto pessoal.

O consumidor contemporâneo é consciente, sabe o valor de seus dados para as empresas e por isso espera um retorno à altura. De acordo com a pesquisa, 65% dos consumidores acreditam que as empresas estão buscando conhecer cada vez melhor seus consumidores.  Ofertas e comunicação personalizadas destacam-se nesse cenário.

Programas de fidelidade na crise

O segundo fator que mais motiva os brasileiros a compartilharem seus dados, logo atrás dos descontos e ofertas exclusivas, é a obtenção de pontos em programas de fidelidade, que interessa a 77% dos consumidores entrevistados.

Atualmente, segundo a dunnhumby, 41% dos clientes de programas de fidelidade do varejo no Brasil disseram que comprariam em outro local caso o programa da rede onde consomem fosse encerrado – o que demonstra a relevância dessas iniciativas para o brasileiro. No Reino Unido este número é de apenas 21%.

http://adnews.com.br/internet/estudo-mostra-que-maioria-aceita-trocar-dados-por-anuncios-e-ofertas.html

Storytelling: como contar uma boa história pode ajudar sua pesquisa de mercado

06 de Julho de 2016 12h –  

storytelling

Storytelling nada mais é do que a prática de se contar uma boa história. Nos últimos anos, o termo ganhou relevância nas mais diferentes áreas: na publicidade, no marketing, no varejo, na indústria de games e em todos os lugares os profissionais estão preocupados em encontrar formas de reter a atenção do seu interlocutor e ser relevante para ele.

Quem gosta de ler, sabe o prazer de não conseguir largar um livro. Aquele desejo de ler “só mais um capítulo” para saber o que vai acontecer com aquela personagem, que é apenas uma obra de ficção descrita com palavras no papel, mas que nos identificamos tanto e já amamos como se fosse um amigo ou alguém da família. Torcemos pelo herói, sofremos pelo vilão e ficamos loucos para saber o fim daquela história. O objetivo do storytelling é causar essas mesmas emoções na pessoa que está consumindo seu conteúdo.

Em um mundo em que o excesso de informações e distrações é constante, não há nada mais natural do que as pessoas buscarem formas de se destacar e encontrar uma maneira do seu conteúdo ser mais atraente do que os demais. Um dos grandes desafios, hoje, é conseguir prender a atenção do seu interlocutor até o fim daquilo que você está oferecendo para ele, seja um texto, um vídeo ou um infográfico.

Existem diferentes formas de se fazer relevante e o storytelling consiste em identificar qual é a mais apropriada para o seu conteúdo e aplicá-la na prática: humor, sensibilização, emoção, drama, identificação pessoal – vale tudo. O que importa, para atingir relevância, é encontrar os meios para que a sua história se torne única e envolvente, criando proximidade e conexão.

O storytelling tem sido muito usado em campanhas publicitárias, em ações virais na internet, em embalagens de produtos, em apresentações internas da empresa, nos conteúdos de marketing digital e em diversas outras áreas do marketing. Mas os mesmos conceitos e técnicas podem ser aplicados na sua pesquisa de mercado, tanto na hora de criar o seu questionário quanto para fazer uma apresentação dos resultados.

Para fazer uma pesquisa de mercado online, você precisa conquistar a sua audiência, ou seja, os seus respondentes, para que eles se mantenham interessados e engajados para responder o questionário até o fim. Neste caso, você não irá criar um herói ou contar uma história com drama e emoção, mas existem alguns artifícios do storytelling que você pode aplicar na sua pesquisa para se tornar relevante, aumentar a taxa de resposta e também a qualidade das respostas, já que os entrevistados estarão mais interessados e motivados a responder.

Seja coerente

Já terminou de ver um filme com aquela sensação de que você não entendeu nada? Personagens entram e desaparecem da história sem nenhuma explicação, o filme tem tantos flashbacks que você nunca sabe se está no presente ou no passado e as cenas parecem estar jogadas, sem nenhuma conexão? Filmes incoerentes nos deixam com uma interrogação na cabeça, e se a gente precisa fazer muito esforço para conseguir acompanhar a história, dá preguiça e paramos de prestar atenção.

Um questionário confuso, em que as perguntas aparecem de forma aleatória e que muda de assunto de uma hora para a outra, vai gerar a mesma preguiça no seu respondente, e a taxa de desistência vai ser muito maior do que a de um questionário coerente.

Sempre faça um texto de introdução no seu questionário, antecipando quais os temas que serão abordados e explicando porque aquela pesquisa está sendo realizada. Ao entender a importância do tema, o entrevistado se sente parte, entende a sua missão ao responder àquelas perguntas e estará mais motivado.

Agrupe as perguntas por tema. Assim, se você está fazendo uma pesquisa de satisfação, por exemplo, faça todas as perguntas relativas ao atendimento juntas, em seguida todas relacionadas ao produto, e assim por diante. Lembre-se de estabelecer uma sequência que faça sentido para o entrevistado, ou seja, evite começar com perguntas relacionadas às formas de pagamento, para depois perguntar “como você conheceu a minha loja?”

Além disso, sempre que necessário, inclua textos entre as questões, explicando a mudança de tema e, o mais importante de tudo, tenha certeza de que o texto das questões e das alternativas de respostas está coerente. Para isso, basta testar o seu questionário antes de enviá-lo para as pessoas que vão respondê-lo.

Converse diretamente com seu público-alvo

Se a sua marca é voltada para a terceira idade, não adianta você querer criar uma ação linda de storytelling no snapchat, uma rede social essencialmente mais jovem. Da mesma forma, a linguagem do seu questionário não vai ser a mesma que aquela que você faria com um público até 25 anos (e se você acha que a terceira idade não está na internet e não responde pesquisas online, está na hora de rever seus conceitos).

É muito importante ter em mente quem é o público-alvo da sua pesquisa na hora de construir o seu questionário, assim você pode se comunicar diretamente com ele, com uma linguagem apropriada e exemplos pertinentes para os seus respondentes.

Aposte em recursos multimídia

Uma imagem vale mais do que mil palavras, certo? Não se esqueça então que você pode usar vídeos e imagens para ilustrar seus questionários. Ao invés de tentar descrever uma ação, mostre. Quer saber o que as pessoas acham de uma campanha? Exiba o vídeo e pergunte. Vídeos e fotos ajudam a obter respostas mais precisas e tornam seu questionário mais dinâmico e interativo, aumentando o engajamento de quem for responder.

Tenha um objetivo claro

Sabe quando você termina de ler um texto ou ver um vídeo na internet e fica com aquela sensação de tempo perdido? Aquele conteúdo não acrescentou nada na sua vida, pois não tinha nenhuma informação nova, não despertou nenhuma emoção, não tinha nenhum objetivo.

A sua pesquisa não pode ser como um conteúdo vazio. Ela precisa ter um objetivo claro para existir e este é o primeiro passo para sua pesquisa ter sucesso. Por isso, só comece a criar o seu questionário depois de definir o objetivo da sua pesquisa.

Como contar uma boa história sem enrolação?

Ninguém mais tem tempo a perder, por isso, um dos principais preceitos do storytelling é ser objetivo. Alguns especialistas afirmam que uma das primeiras perguntas que você precisa fazer é: “qual a maneira mais curta de contar a minha história?”

Um bom questionário também precisa ser objetivo. Você não quer que o seu entrevistado desista no meio da pesquisa, e nem quer gastar tempo analisando respostas que não valem para nada. Por isso, tenha foco na objetividade, tanto no número de questões que você irá colocar no questionário quanto na construção dos enunciados das questões.

Apresentação dos resultados

Normalmente, após a realização de uma pesquisa, é necessário apresentar os resultados para outras pessoas, seja a diretoria da empresa, seu cliente ou sua equipe interna. Com o storytelling você pode ir além. Conte uma boa história, seja através da emoção, do humor ou de um personagem bem construído.

Quer ver uma sugestão bacana? Você fez uma pesquisa de satisfação e vai apresentar os resultados para os seus diretores. Crie dois personagens, a Maria, que representa os satisfeitos, e o João, que representa os insatisfeitos. Descreva os dois personagens, conte porque a Maria gosta da marca e qual foram as principais experiências negativas que o João teve e cite frases da Maria e do João com base nas respostas abertas da pesquisa. Dê asas a sua imaginação e as boas histórias virão.

Daniela Schermann, líder de marketing do Opinion Box

http://adnews.com.br/adarticles/storytelling-como-contar-uma-boa-historia-pode-ajudar-sua-pesquisa-de-mercado.html

Consumidores aprovam relacionamento de marcas via WhatsApp

Os brasileiros estão abertos a receberem conteúdo relevante das marcas pelo WhatsApp. É o que mostra pesquisa inédita sobre Hábitos de Uso da ferramenta realizada pela eCGlobal Solutions em parceria com a eCMetrics. O levantamento mostrou que o aplicativo é um importante instrumento de relacionamento das empresas com seus clientes. Entre os entrevistados, 64% gostariam de receber ofertas e promoções, 45% adorariam receber conteúdo exclusivo e 28% gostariam de receber vídeos divertidos da marca. O WhatsApp tem mais de 38 milhões de usuários ativos no Brasil.

Segundo a pesquisa, 21% dos usuários costumam checar novidades no WhatsApp a cada cinco minutos e 33% abrem o aplicativo assim que recebem uma notificação. A utilização do aplicativo também não se limita ao uso pessoal, sendo muito aproveitado também para fins de trabalho: 38% usam o WhatsApp para ambos os objetivos. Sobre os tipos de conteúdo que mais gostam e tendem a compartilhar com outros usuários no WhatsApp, 67% repassam conteúdo de humor, 54%, informações relacionadas ao dia-a-dia, 41%, mensagens positivas / motivacionais e 18%, conteúdo de teor adulto.

A pesquisa foi realizada entre os dias 11 a 18 de fevereiro de 2015, com 392 usuários de smartphone no Brasil, por meio do eCInstant, plataforma inteligente e “self-service” de pesquisa de mercado para obtenção de rápidos resultados.

Por Roberta Moraes, do Mundo do Marketing | 04/03/2015

http://www.mundodomarketing.com.br

O valor da pesquisa por meio da Internet

A notícia é positiva para pesquisadores e clientes: 41% dos lares brasileiros acessam a web, de acordo com a última pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgada há poucos dias.

Recordo do início da década de 2000 quando o tema “pesquisa online” começou a merecer atenção no Brasil e a penetração da rede atingia em torno de 15% dos domicílios. Havia barreiras para a aplicação dos métodos de pesquisa por meio da Internet. Na época, os produtos ou serviços relacionados à tecnologia, Internet ou de consumo mais elitizado eram pesquisados no Brasil junto aos consumidores, no mundo virtual. E muitas vezes nossos estatísticos pediam para criarmos amostra de controle no “mundo real”, para corrigirmos possíveis desvios comportamentais.

Voltando a 2014 é fato que a pesquisa online nos proporciona excelente valor (leia-se custo e benefício). Conveniência para quem responde a pesquisa, agilidade em relação aos métodos convencionais presenciais e telefônicos são os dois grandes grupos de motivos. O entrevistado responde quando, onde e como lhe for mais conveniente. O pesquisador tem a chance de obter resultados de amostras muito maiores e melhores em termos de segmentação, abrangência geográfica (na web não há fronteiras!) de forma rápida, assertiva e com reduções importantes de custo e prazos. E no mínimo com a mesma qualidade das abordagens tradicionalmente usadas.

O mercado global de pesquisas online ganha terreno e 30% dos estudos são realizados no ambiente virtual, segundo os dados da ESOMAR. O percentual está alinhado à própria penetração da Internet global (34%). Na América Latina e especialmente no Brasil o avanço das pesquisas via web ainda estão aquém dos patamares de 1º mundo, especialmente em função da disponibilidade de mão de obra acessível (pesquisadores) para a realização das entrevistas, que acomodam em relação à evolução para o mundo virtual.

As mudanças socioeconômicas recentes já são sentidas no universo das pesquisas presenciais ou telefônicas e os serviços de coleta de campo estão sendo impactados pela falta de mão de obra qualificada. Percebemos os aumentos nos custos das entrevistas sem a contrapartida em qualidade. Nesse sentido as pesquisas online são um caminho seguro, abrangente e com excelente valor para as nossas empresas.

Célia Bastos, diretora de Inteligência de Mercado da GS&MD – Gouvêa de Souza.

de olho na pesquisa – 19 Mar 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/de-olho-na-pesquisa-20140319-165311/o-valor-da-pesquisa-por-meio-da-internet

 

Pesquisa mostra a relação da Geração Z com a internet

Consumidores entre 12 e 19 anos são os que mais produzem e disseminam conteúdo na web

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 25/08/2011

A geração Z é a principal produtora e disseminadora de conteúdo na internet. Os jovens entre 12 e 19 anos estão cada vez mais conectados e provam de uma vez por todas que é para o ambiente online que as marcas devem voltar sua atenção. De acordo com uma pesquisa realizada pela Quest Inteligência de Mercado, 79% dos internautas da geração Z são agentes de mudanças que criam e compartilham informações como vídeos, textos e músicas na web.

Nos indivíduos Y, de20 a31 anos, o percentual é de 71%, enquanto na geração X, que compreende pessoas entre 32 e 51 anos, apenas 48% têm o costume de promover conteúdo online. Os números mostram o enorme potencial da internet e, principalmente, das redes sociais como canais de comunicação e conexão entre marcas e consumidores. A realidade, no entanto, apresenta um grande desafio para as empresas que precisam ser cada vez mais transparentes e inovadoras para se destacarem no meio da multidão.

A boa notícia é que o meio digital é democrático e abre espaço para empresas dos mais diversos portes, assim como os consumidores Z, que estão dispostos a experimentar e dar uma chance para as novas marcas. “A geração Z é mais voltada às novidades e à diferenciação no que de consome. É também menos preocupada com dinheiro, ao contrário da X. Então acaba propensa a comprar por impulso”, explica Luís César Périssé, Sócio-Diretor da Quest Inteligência de Mercado e coordenador da pesquisa em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mobilidade maior entre os jovens
Engana-se quem pensa que os consumidores Z ainda não estão inseridos no mercado consumidor. Além de serem influenciadores de compra, mesmo com menos de 20 anos, 1/3 dos jovens já trabalha e tem, em média, um rendimento mensal de R$ 820,00. Para se aproximar deste público, mais uma vez, as redes sociais aparecem como um importante canal de relacionamento.

De acordo com o estudo, que entrevistou 600 pessoasem São Paulo, com idades de14 a51 anos, 99% dos internautas da geração Z estão nas redes sociais, sendo 94% no Orkut, e mantendo, em média, 2,4 perfis nos sites. Mas a tendência é que as marcas ultrapassem a barreira dos desktops e notebooks e sejam ainda mais móveis para alcançar estes consumidores.

O levantamento da Quest constatou que os jovens entre 12 e 19 anos estão migrando do computador para os dispositivos mobile e usam cada vez mais as funcionalidades do celular para entretenimento, como música, jogos, fotos e TV, além de interação social, por meio de SMS, MSN, torpedos e e-mails.

“A geração Z, embora tenha penetração de celular menor, com 75% contra 85% da X e 86% da Y, utiliza com mais frequência os recursos disponíveis. Enquanto apenas 9% dos consumidores X leem e-mail no celular, esse índice sobe para 25% na geração Z, que também assiste mais TV, com 15% contra 2% da X”, conta Périssé.

Geração Z quer novidades
Assim como as outras gerações, a Z vem aumentando sua participação no e-commerce e dá preferência para celulares, material de informática e som na hora de consumir. Para escolher, novidade e diferenciação têm um grau de importância de 6,5 em uma escala de0 a 10 para os consumidores mais jovens, enquanto na geração Y o número é de 5,6 e na Z, 4,7. A compra por impulso também é mais forte neste grupo, com um índice de 4,9, contra 4,6 e 3,5, respectivamente de Y e X.

A vontade de economizar, no entanto, aparece com mais frequência nos consumidores de32 a51 anos, enquanto os jovens de20 a31 anos mostram-se mais interessados em fazer pesquisas na internet antes de comprar. Comparada às outras gerações, a Z também é a mais disposta a adquirir roupas que estão na moda, produtos luxuosos e novidades tecnológicas. Apesar de dar preferência a itens de marca e escolher um produto para se tornar diferente dos outros, os consumidores Z aparecem como os mais propensos a experimentar um lançamento.

Novos hábitos
O levantamento indicou ainda que apenas 5% dos jovens da geração Z fumam, enquanto nas gerações Y e X os resultados sobem para 17% e 18%, respectivamente. Os mais jovens também são vaidosos. Sessenta por cento usam produtos de beleza para rosto e corpo, ante 54% dos Y e 51% dos X. Os nativos da Z, no entanto, são os que menos cultivam o hábito da leitura. Apenas 41% afirmaram ler livros, jornais e revistas, contra 53% da Y e 55% da X.

“A geração Z está lendo muito mais na internet do que nos próprios livros, mas uma coisa que nos preocupa como tendência comportamental é o fato de que eles se aprofundam muito pouco sobre os assuntos. O grau de conhecimento é menor do que o das gerações anteriores. O desafio para as próprias empresas é se adaptar a esses futuros profissionais”, ressalta o Sócio-Diretor da Quest

http://www.mundodomarketing.com.br/16,20254,pesquisa-mostra-a-relacao-da-geracao-z-com-a-internet.htm