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Compras e entretenimento: como fazer do “shoppertainment” a sua estratégia digital

Num cenário em que a pandemia (e os efeitos causados por ela) ainda tendem a estar presentes no cotidiano das marcas, a reinvenção tornou-se fundamental.

E, apesar de tudo que tem sido feito, como vendas por WhatsApp e redes sociais, coleta por drive thru e lojas funcionando como mini centros de distribuição, ainda há muito mais que pode ser feito. Não apenas para que as vendas continuem acontecendo, mas para que a conexão com as marcas não se perca e o consumidor continue estreitando laços de novas e inusitadas formas.

Tornar as compras divertidas ainda é possível mesmo com lojas fechadas, e vou te contar como. Trata-se de um fenômeno que o mercado tem chamado de “shoppertainment” – um misto de “shopping” com “entertainment” ou seja, compras e entretenimento.

O que você acha de ingressar num universo paralelo, um mundo virtual que replica a realidade por meio de tecnologia usando artifícios como Realidade Virtual e Realidade Aumentada? É isso que algumas marcas têm feito – um mergulho no chamado “Metaverso”.

Um mundo completamente virtual, em que você pode usar roupas de marca e entrar em lojas que não existem na vida real, mas para comprar mercadoria física. Um misto de design, cultura, conteúdo desenvolvido por empresas de tecnologia para o ingresso das marcas em jogos e outras plataformas. Em 2020, a marca de moda de luxo Balenciaga revelou sua coleção outono/inverno 2021 dentro do jogo “Afterworld – A idade de amanhã” em parceria com a Epic Games’s e a empresa de software Unreal Engine. E não precisa ir longe: o McDonald’s, ou Méqui, replicou o seu restaurante número 1.000 dentro dos jogos “Minecraft” e “The Sims 4”. Nele, os jogadores poderão fazer os pedidos para o McDelivery.

E, se você precisa de uma dose extra de personalização e humanização, o live commerce tem se mostrado tanto uma ferramenta de engajamento quanto de resultados. Muitas marcas têm usado plataformas de live streaming para fazer tanto eventos abertos ao público quanto consultorias e atendimento 1to1. Por meio dessa tecnologia, a marca consegue, em meio à transmissão ao vivo, direcionar o cliente para comprar o produto no mesmo momento, na mesma plataforma. E como a construção de conteúdo é conjunta – marca e consumidor -, a conexão real é imediata. É a humanização do e-commerce. Algo tão desejado pelos varejistas nos últimos tempos.

Outra tendência que evidencia ainda mais a necessidade de presença digital e de forma que chame a atenção do consumidor é o “discovery shopping”, ou seja, um varejo de descobertas que acontece nas redes sociais. Durante a pandemia, ficou evidenciado que muitas marcas, antes desconhecidas, passaram a ganhar relevância justamente por uma presença digital mais massiva. O discovery shopping gira em torno de guiar a jornada e fazer com que a empresa vá aonde quer que os consumidores estejam procurando por descobertas e pesquisando por inspiração. Segundo dados da Euromonitor, 48% dos consumidores globais descobriram novas marcas usando a rede social – primeiro pelo Facebook e, em segundo lugar, pelo Instagram – uma prova de que consumidores cada vez mais digitais estão priorizando a mídia digital em detrimento da mídia tradicional como um meio de descoberta de produtos.

E, já que estamos falando de descobertas, cada vez mais a interação por voz com dispositivos inteligentes se faz presente e merece a atenção das marcas. A estratégia por voz é atrativa por simplesmente se utilizar de um comportamento que o consumidor já tem – é algo natural. É simplesmente uma conversa. Para os usuários iniciantes, pode ser um pouco disruptivo demais comprar produtos usando apenas a voz, mas a partir do momento que essa barreira inicial é quebrada, a conveniência fala mais alto. E, mais uma vez, a construção de uma relação pessoal altamente valiosa com o consumidor pode ser construída. O voice commerce não é apenas uma ferramenta para simplificar transações; ele passa a fazer parte da vida íntima do consumidor. A tecnologia ainda é recente e precisa ser aprimorada, mas isso tende a evoluir, e rápido.

Só nesse texto eu trouxe quatro exemplos de como tornar as compras mais divertidas e em todas elas a presença digital é que está no foco. Num momento de lojas fechadas e restrições de circulação, levar conexão e diversão para os consumidores pode ser a diferença entre a sobrevivência e a decadência de uma marca. Qual opção você vai escolher?

Lyana Bittencourt – 12 de março de 2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/03/12/compras-e-entretenimento-como-fazer-do-shoppertaiment-a-sua-estrategia-digital/

“H-commerce”, o novo momento do e-commerce: do desejo por conveniência às experiências humanizadas

Não é novidade que os consumidores recorreram com mais frequência aos dispositivos com conexão à internet para manterem suas rotinas em meio aos desdobramentos que marcaram a pandemia da Covid-19. Por meio de diversas tecnologias, eles criaram e aceleraram novos hábitos de trabalho, estudo, prática de exercícios físicos, socialização e também de compras.

Os lockdowns e os inúmeros protocolos de segurança, que impuseram severas medidas e restrições físicas e de contato, naturalmente ocasionaram a digitalização forçada das empresas e exigiram uma adaptação rápida das suas operações, uma vez que houve um aumento sem precedentes das vendas online no varejo. Dessa maneira, surgiu uma grande oportunidade para que os consumidores pudessem experimentar o canal digital para fazerem suas compras. E, com ela, a concorrência se tornou ainda mais acirrada nesse ambiente, também puxada pelo crescimento exponencial de outros canais, como super apps, D2C (indústria vendendo direto ao consumidor) e marketplaces.

O anseio por conveniência (encontrar, comprar e receber o item desejado de maneira ágil e pelo melhor preço) e segurança ao mesmo tempo permitiu que os clientes pudessem adquirir praticamente qualquer bem de consumo com apenas alguns cliques em múltiplos canais sem precisar sair de casa. De fato, eles ganharam ainda mais velocidade, variedade e autonomia.

Com esses avanços tecnológicos, as empresas buscaram ao máximo automatizar seus processos interpessoais, tornando-os mais ágeis e, ao mesmo tempo, reduzindo os custos operacionais. Por outro lado, os clientes também passaram a ter desejo pelas conveniências do mundo pré-pandemia. Eles começaram a sentir falta de algumas comodidades que eram despercebidas antes do abalo nos seus hábitos de compra, como por exemplo, falar com representantes humanos, ler rótulos e obter informações, tocar e experimentar produtos, entre outros. Ou seja, hoje em dia, almejam a agilidade do serviço automatizado, porém com experiências cada vez mais humanizadas.

Isso posto, mais do que nunca agora é necessário que as marcas pensem além da conveniência que o online proporciona, mas na experiência total do consumidor. É fundamental que elas tragam soluções para a ausência de toque e do atendimento físico como forma de um diferencial competitivo. As estratégias desse ambiente agora precisam ser baseadas e centradas no fator humano. Eis que surge então um novo momento para o e-commerce: o “h-commerce”. E esse termo nos mostra que por trás da relação cliente e empresa existem pessoas (H2H – human to human).

É importante salientar que esse movimento é consequência do atual comportamento do consumidor, que busca transparência, personalização, entretenimento, propósito e maior conexão com as marcas com que se relaciona. Desse modo, inúmeras novidades e ferramentas surgem todos os dias a fim de tornar essa jornada de compra digital mais pessoal, humanizada e colocando o cliente ao centro dos negócios. Assim, empresas podem (e devem) se apropriar, por exemplo, do social commerce (por meio do live shopping e conversational commerce), uso de influenciadores e especialistas como impulsionadores de venda, contato pós-venda, dentre outros.

Nesse sentido, o consumo de vídeos por meio de transmissões ao vivo vem ganhando cada vez mais adeptos. O live shopping, também chamado de live streaming, acontece quando a tecnologia de transmissão em tempo real é utilizada com o objetivo de realizar vendas. Essa é uma maneira de proporcionar engajamento e interações reais de uma marca com os consumidores, uma vez que, além de promover entretenimento, torna factível mostrar os produtos/serviços de uma forma muito mais dinâmica e autêntica ao exibir suas características, detalhes, diferenciais e utilidades. E, de quebra, ainda é possível responder dúvidas ou fazer perguntas e enquetes diretamente aos espectadores. Ademais, agregar influenciadores, chefs de cozinha, artistas e especialistas como condutores e impulsionadores de vendas nessas ações, pode contribuir para atrair mais seguidores, além de agregar conteúdo relevante para manter o engajamento e, é claro, gerar conversão.

Na mesma linha, o conversation commerce é o uso de plataformas de bate-papo (chat online, por exemplo), aplicativos de mensagens instantâneas e até mesmo interfaces de voz que permitem dar assistência de maneira humanizada durante o processo de compra ou até mesmo finalizá-la. Dentre as principais vantagens desse tipo de interação, podemos destacar: esclarecer as dúvidas do cliente em tempo real e otimizar o tempo de resposta e remover as barreiras que dificultam uma conversão, gerar oportunidades de vendas. Isso tudo permite promover uma sensação ao consumidor de que, mesmo a loja sendo virtual, é composta por pessoas.

Por conseguinte, o atendimento pós-venda não se resume obviamente à solução de problemas, mas envolve também a construção de elos de relacionamento entre a loja virtual e seus clientes. Ações de e-mail marketing para pesquisa de satisfação e até mesmo ações em redes sociais são ótimas formas de não só, saber sobre a experiência de compra na loja, como também buscar o aprimoramento dos processos envolvidos na venda.

Vale ressaltar também que conhecer cada cliente por meio de dados gera um relacionamento mais próximo, mesmo virtualmente, pois é possível prever e entender comportamentos, hábitos e preferências, mapear padrões, expectativas e saber quais são as “dores” naquele momento de vida, além de personalizar a comunicação. Ter a empatia por quem que irá consumir seus produtos ou serviços é também oferecer características completas, informações necessárias e transparentes, além da possibilidade de permitir comentários e avaliações de outros usuários para facilitar a decisão de compra. Além disso, unir tudo isso ao entretenimento pode trazer resultados surpreendentes no quesito da experiência.

Por fim, ao analisar o cenário atual em que o consumidor é protagonista e escolhe marcas que estejam alinhadas ao seu propósito, é fato que ele quer se relacionar com empresas que tornem a sua vida mais prática, conveniente, fácil e feliz por meio de relações cada vez mais humanas. Dito isso, manter o cliente, ou então, as pessoas no centro dos negócios, não é um conceito novo, tampouco uma moda passageira. Trata-se de uma questão de sobrevivência para as marcas.

 de Fernanda Dalben – 17 de fevereiro de 2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/02/17/h-commerce-o-novo-momento-do-e-commerce-do-desejo-por-conveniencia-as-experiencias-humanizadas/

Rumo a expansão vertiginosa da video-advertsing

O setor de video-advertising vai mudar mais nos próximos 3 anos do que mudou nos últimos 60. A previsão não é minha, é do Dave Morgan, colaborador editorial do Media Insider

Mas vamos entender vídeo, primeiro.

Video considera-se hoje tudo aquilo que se veicula em formato de imagens em movimento nas mais diversas plataformas. Toda a programação e os comerciais de TV são vídeo, assim como tudo no YouTube, obviamente, também é. Não concordo muito com essa definição, mas é assim que analistas e profissionais de marketing e comunicação definem vídeo hoje, notadamente no que se refere a publicidade. Deixa o que eu acho pra lá.

Video, nesse conceito, nasceu junto com o primeiro avanço digital da TV, quando se criaram as primeiras máquinas de video tape, que registravam em fitas imagens em movimento para serem exibidas não mais em tempo real, mas on demand e quando se desejasse. Foi lá pelos anos 1960. 

Hoje, a video-advertising ganhou força adicional na internet, como todos sabemos. Não mais só no YouTube, que foi pioneiro em perceber a força desse formato, mas agora em tudo que é lugar online. Faz alguns anos que o uso incremental da video-advertising começou a se expandir mais e mais na web e que marcas e anunciantes passaram a aportar verbas mais volumosas nessa alternativa, muitas vezes redirecionando investimentos de mídia antes classicamente investidos em TV para a internet.

A tendência que se registra aqui, e para a qual o nosso amigo Dave nos chama a atenção, é que nos anos próximos à frente, em ambos os meios, TV e web, vamos ver se acelerar mais e mais o aporte de verbas nesse formato. Estávamos a 150KM. Vamos acelerar para 300KM.

No balanço entre as duas plataformas, veremos a migração das verbas da TV para a internet crescer e isso se dá por vários motivos. Um deles é que o inventário da TV é finito e o da Internet, é, em tese, se considerarmos o todo, infinito. Mas também porque se pode veicular comunicação comercial nela, em vídeo, quando e de que forma e duração quisermos. Não tem a camisa de força da grade de programação televisiva, nem dos 30 segundos. E, para matar a questão, vídeos na internet podem ser interativos e servir para a captura de dados dos usuários e consumidores. E isso muda tudo a favor do vídeo-advertising digital e online.

Só que nem tudo isso junto consegue bater o protagonismo da TV, que como meio, entrega cobertura em massa, concentrada em poucos canais, o que facilita a gestão logística e amplifica o controle assertivo dos targets a serem atingidos em clusters. A internet pode atingir uma pessoa por vez, de forma personalizada, algo que a TV, embora evoluindo nesse sentido, não faz tão bem. Mas a web é toda pulverizada. Mais difícil de programar. Daí que é ainda a TV que segue recebendo, historicamente, as maiores verbas de investimento publicitário em vídeo-advertsing até hoje.

Olhando o cenário macro e juntando tudo num balaio de gatos só, o video-advertising vai se expandir por conta das hoje inúmeras possibilidades de canais, como os celulares, lap e desktops, TVs conectadas e todo o mundo OTT e do streaming. 

O instituto eMarketer estima que,  nos EUA, as CTVs, ou tvs conectadas, receberão mais verbas este ano e nos que virão do que sempre e que poderão vir a representar quase 30% de tudo o que se refere a vídeos programáticos e 15% do crescimento nos investimentos totais em mídia programática.

Plataformas e softwares de automação na distribuição de videos, agora de forma segmentada e altamente precisas, fundamentadas em dados, otimizarão mais e mais a assertividade da video-advertising, na internet e, cada vez mais, na própria TV. Isso significa que agências e anunciantes podem agora acompanhar seus consumidores durante toda a jornada e o funil de consumo, como nunca antes. E que ambas as plataformas utilizadas concomitantemente asseguram hoje uma acurácia única, além de cobertura, abrangência e frequência como também nunca se viu antes.

Como tudo hoje acontece de forma bem mais acelerada do que acontecia antes, numa velocidade que não conhecíamos, a tendência é mesmo que a video-advertising protagonize mais mudanças nos poucos anos adiante do que em todos os anos anteriores somados.

Estamos diante da maior força de comunicação para o marketing. Que vai só crescer, se aprofundar e se expandir de forma inédita até hoje, desde aqueles hoje longínquos anos 1960.

4 de fevereiro de 2021 – Pyr Marcondes – Senior Partner at Pipeline Consulting – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/blog-do-pyr/2021/02/04/rumo-a-expansao-vertiginosa-da-video-advertsing.html

E se colocar a loja dentro do vídeo?

Um movimento nem tão novo que você não possa ter ouvido falar nem tão consolidado que você não possa ter dúvidas sobre ele. Mas o fato é que o live commerce vai ocupar algumas das suas pautas de estratégia para os próximos anos.

E ele é importante não apenas pelo efeito novidade, mas pelos números que tem alcançado no mundo. O mercado de live commerce movimentou mais de US$ 140 bilhões no mundo e, no ano passado, mais de 500 milhões de pessoas fizeram compras por plataformas de live streaming só na Ásia – esses números são bem fresquinhos, foram divulgados esse mês na NRF.

Para você que está ainda sob o efeito da novidade e precisa saber mais do que se trata, basta imaginar uma live como as centenas que você viu durante a quarentena, associada ao e-commerce, com interação ao vivo dos consumidores com o hostess, além do adicional de se ter resultados instantâneos para a marca promotora. É uma verdadeira experiência de compra virtual interativa que no final das contas, além de trazer resultado, acaba por ao mesmo tempo ser divertida e engajadora para o consumidor. Tudo numa mesma experiência.

Tenho acompanhado esse movimento e para mim está muito claro: esse é o futuro de como as pessoas farão compras. Isso porque resolve um problema que o varejo ainda não tinha conseguido equacionar. Como trazer a humanização da experiência do mundo físico para o digital? Por meio da estratégia de streaming, o consumidor interage ao vivo, tira suas dúvidas, efetiva a compra em tom de conversa, de bate papo, extremamente pessoal, emocional, convincente.

Outro aspecto importante que dá força para o live commerce é que a pessoalidade da conversa faz com que quem assiste se sinta realmente presente e participante de tudo que está acontecendo. Enquanto a transmissão ao vivo de vídeo fornece o elemento de estar presente no momento, o bate-papo cria a conexão entre o host e o espectador, mas também o envolvimento entre outros espectadores. Ao compartilhar as percepções e opiniões a construção acaba sendo conjunta – consumidor e marca – de todo o processo.

E tanto engajamento só pode resultar em uma coisa: vendas.

É isso que tem chamado a atenção das marcas ao redor do mundo. E os modelos de aplicação também têm se multiplicado. Como é o caso da Esteé Lauder, marca de cosméticos premium que utiliza o live streaming tanto para uma venda mais constitutiva one to one quanto para a venda via eventos live. Até marcas como a Hering, no Brasil, têm utilizado o formato para engajar seus franqueados no lançamento de novas coleções. O formato pode ser adaptado para os diversos tipos de indústrias, portes de clientes e canais de vendas e é com certeza algo que veio para ficar pela flexibilidade e adaptabilidade.

Então, se você ainda não ouviu falar ou já ouviu, mas quer saber mais sobre isso, te convido a conhecer a StreamShop, plataforma de live commerce que o Grupo BITTENCOURT acaba de se unir. É um universo novo de oportunidades que se abre para varejo, franchising e indústrias, e ao qual tenho muito orgulho de estar dando visibilidade. Acesse: https://streamshop.com.br/.

Lyana Bittencourt é CEO do Grupo BITTENCOURT – 29/01/2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/29/e-se-colocar-a-loja-dentro-do-video/

“Varejo físico vai se tornar sistema de suporte para o e-commerce”, diz especialista

O futuro do varejo está tomando forma neste exato momento. A pandemia global acelerou sua chegada e tecnologias como drones e 5G estão tornando novas realidades possíveis, o que vai culminar em cidades mais inteligentes. É o que afirma Kate Ancketill, CEO da consultoria estratégica GDR Creative Intelligence, com sede em Londres, no Reino Unido.

“A calamidade que estamos vivendo apenas acelerou todas as coisas que sabíamos que precisavam acontecer no varejo”, afirma ela, para quem as mudanças rápidas pelas quais o setor passou desde o ano passado configuram uma “reinicialização total” do varejo. “Às vezes, são necessários eventos drásticos para nos obrigar a fazer o que sabíamos que deveríamos ter feito o tempo todo.”

Para ela, as vendas no varejo físico continuarão diminuindo em favor das compras online. Citando dados da KPMG, Kate diz que metade das vendas no varejo no Reino Unido será online em 2025 e que, até 2023, o país terá perdido 25% do varejo físico.

“Acho que temos de começar a aceitar que o varejo físico se tornará o sistema de suporte para o e-commerce. Isso não quer dizer que vai desaparecer, de jeito nenhum. Eu sou uma grande fã do varejo pelo tipo de experiências profundas que só ele pode oferecer. Acho que se trata de integrar o comércio e melhorar o atendimento.”

Kate Ancketill foi uma das palestrantes da NRF 2021: Retail’s Big Show, maior evento de varejo do mundo, que tradicionalmente é realizado em janeiro em Nova York, nos Estados Unidos. Neste ano, por causa da pandemia, a NRF foi dividida em dois capítulos, ambos com palestras virtuais. O primeiro terminou na semana passada e o segundo será em junho.

Varejista online busca criar experiência física

A especialista destaca que, ao mesmo tempo em que o varejo, uma indústria principalmente presencial que oferece experiências palpáveis se transforma num negócio online, players que atuavam exclusivamente online agora estão buscando espaços físicos “para preencher lacunas de experiência”.

No ano passado, a marca de cosméticos Avon, mais conhecida por sua estratégia de venda de produtos por meio de representantes independentes em comunidades ao redor do mundo, abriu um “playground de beleza” de dois andares em Los Angeles chamado de Studio 1886, uma referência a ano de fundação da empresa.

“Por que eles acham que precisam de uma loja física? Um dos motivos é que eles a desejam como um espaço comunitário para seus representantes e clientes”, afirma Kate.

Outros exemplos incluem marcas online que abrem pequenas lojas, às vezes sem funcionários, em shoppings centers. A ideia é mostrar produtos – ocasionalmente em vitrines ou displays – que os consumidores comprariam online.

Quais inovações vieram para ficar?

Ao mesmo tempo, os varejistas tradicionais estão buscando alavancar a internet para estender a experiência na loja. Uma das formas de se fazer isso é por meio do live streaming, uma transmissão ao vivo feita em vídeo em que os compradores podem receber atenção individual dos profissionais do varejo.

Em 2019, a Amazon lançou o Explore para apoiar pequenos varejistas e outras empresas interessadas em oferecer aos clientes experiências transmitidas ao vivo. “Pode ser um personal shopper, um guia turístico ou um especialista em alguma habilidade específica”, explica a CEO da GDR Creative Intelligence.  Atualmente, por US$ 10, por exemplo, os fãs de calçados podem ter acesso a um personal shopper da Thursday Boot, cuja única loja física fica na cidade de Nova York.

“A questão é: quais dessas inovações que chegaram rapidamente ao mercado durante a pandemia permanecerão conosco por muito tempo?”, questiona a consultora. E ela mesmo responde. “Qualquer coisa que esteja respondendo aos ‘três P’s’ [profit, planet and people, ou lucro, Planeta e pessoas]. Se todas essas três modalidades estiverem sendo atendidas, é provável que tenha longevidade.”

A explicação está no fato de que as inovações voltadas para as pessoas melhoram o atendimento de pedidos e trazem conveniência aos consumidores. De outro lado, com mais compradores tornando a sustentabilidade um fator em suas decisões de compra, as marcas que oferecem inovações voltadas para o Planeta são beneficiadas com credibilidade. E, é claro, eles têm que manter seus lucros enquanto avaliam seus passos.

25/01/2021 –  Erica Valério – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/25/varejo-fisico-vai-se-tornar-sistema-de-suporte-para-o-e-commerce-diz-especialista/

Setor de venda direta cresce 9% no ano de 2020

Desempenho foi impulsionado pela digitalização e o processo de social selling, no qual as marcas desenvolvem relacionamentos colaborativo com os consumidores

Osegmento de vendas diretas ao consumidor saiu fortalecido do ano de 2020. De acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), até outubro, o setor registrou um crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o número de empreendedores independentes saltou 11%, na comparação com 2019.

Social selling é impulsionado pelo contato nas redes sociais (Crédito: Filadendron/istock)

Para a ABEVD, o resultado positivo é reflexo do movimento conhecido como “social selling”, no qual é desenvolvido um relacionamento colaborativo entre marca e consumidor, como parte do processo de vendas. Geralmente, isso acontece por meio de redes sociais, como Instagram e Facebook, e foi intensificado pela digitalização imposta pela pandemia da Covid-19.

Nesse sentido, a organização aponta 2020 como um divisor de águas para o setor e acredita que o processo irá se intensificar ainda mais neste ano.

Em março do ano passado, a ABEVD traçou um perfil dos empreendedores independentes de venda direta. Segundo o estudo, 68,2% dos empreendedores revendem produtos do mercado de cosméticos e cuidados pessoais e 20,6% do mercado de saúde e nutrição. A renda proveniente da venda direta é, em média, 33% do orçamento familiar desse público e 66% alegam que a atividade é uma fonte complementar de renda.

21 de janeiro de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2021/01/21/setor-de-venda-direta-cresce-9-em-2020.html

As tendências de marketing digital para 2021

Entre os próximos passos de desenvolvimento do setor, estão, shopstreamings, brand avatars, microcomunidades e dark social

Impulsionamento de vendas, ajuda na tomada de decisões, conhecimento de mercado, identificação de concorrentes, definição de público-alvo, criação de persona e investimento em mídias adequadas são alguns dos benefícios oferecidos pelo marketing digital às marcas. Em conversa com Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital e da graduação em Publicidade e Propaganda da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), e Diego Carmona, chief visionary officer da Leadlovers, o ProXXIma reuniu algumas tendências de marketing digital para 2021.

O marketing digital auxilia marcas a atingirem seu público-alvo da melhor maneira possível (crédito: reprodução)

Shopstreamings
O intuito de unir vendas à tecnologia de transmissão ao vivo, presente até então exclusivamente na TV, chegou à internet brasileira. A solução shopstreaming, que ficou conhecida neste 2020 por misturar a oferta de produtos e serviços em tempo real no ambiente digital com influenciadores, vai ser, ainda mais, utilizada por grandes marcas. “A tendência é que, em 2021, esse novo formato se desenvolva e ganhe mais corpo e aspecto de entretenimento”, diz Eric.

Social commerce
A integração de lojas virtuais à mídias sociais define o social commerce. A associação permite que o usuário interaja com o conteúdo oferecido pela marca, bem como classifique a qualidade de produtos e atendimento, deixando disponível comentários, compartilhamentos e outros recursos de redes sociais. O social commerce é ideal para quem deseja saber mais sobre um produto novo, por exemplo. Segundo levantamento da Salesforce, 72% dos consumidores costumam compartilhar experiências boas que tiveram em uma compra e 62%, experiências ruins. Para Diego, as vendas diretas sempre foram um grande canal de distribuição. “Mas, com os atuais problemas de emprego e renda, grande parte das pessoas vão descobrir o potencial do social commerce”. Em 2020, empresas, como Magazine Luiza e Ponto Frio, dedicaram-se a criar e melhorar estruturas de apoio às suas redes.

Aplicativos para desenvolvimento pessoal
Deve crescer o interesse por serviços que ofereçam alguma oportunidade de desenvolvimento pessoal, diz Eric. “O consumo desenfreado por pura ostentação já não atrai mais. Agora, a tendência é consumir aquilo que, de alguma forma, pode favorecer seu desenvolvimento ou cuidado pessoal”, explica. Uma empresa que vende equipamentos de ginástica, por exemplo, poderá oferecer para quem compra seus produtos um plano gratuito em aplicativo para aulas e treinos de atividade física. Quem comprar um apartamento pode ganhar uma assinatura de aplicativo de culinária, que oferece aulas assistidas por um sistema de inteligência artificial para ensinar aos novos moradores como tirar melhor proveito da sua varanda gourmet.

Brand avatars
Influenciadores digitais vieram para ficar e as marcas já se aproximaram deles. “Agora, é a vez das próprias marcas criarem seus influenciadores digitais”, afirma o coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital e da graduação em Publicidade e Propaganda da FAAP. Inspirado em influenciadoras artificiais como Lil Miquela, o Magazine Luiza remodelou a proposta da sua personagem Lu, que deixou de ser apenas uma garota propaganda e ganhou ares de influenciadora digital. Nessa mesma linha seguem Casas Bahia e Natura e, em 2021, mais marcas devem adotar a tendência.

Segmentação e automação
As empresas que se preocupam com segmentação e personalização saem na frente na corrida pela atenção do consumidor. “Por mais que o seu negócio atraia um público com interesses em particular, as pessoas são únicas e diferentes. Mas, a mensagem transmitida, muitas vezes, passa a ser a mesma, porque não há um trabalho para saber o nível de experiência e consciência de cada seguidor”, explica o profissional da Leadloves. Para mudar esse cenário, é preciso compreender a jornada de compra do cliente. “Aí, entra a importância da segmentação para uma comunicação assertiva. A automação de marketing possibilita isso, para quem usa da maneira certa”, diz. Conexão, mesmo à distância, será, cada vez mais, a chave para crescer no mundo digital, em 2021 e nos próximos anos.

E-mail marketing
Há tempos, as redes sociais e outras plataformas de comunicação entraram em cena. Com isso, muita gente pensou que o e-mail fosse morrer. Porém, ficou claro, afirma Diego, que os usuários sentiriam resistência em falarem com marcas via opções mais privadas, como WhasApp, Messenger e Telegram. “As empresas perceberam que o e-mail continua sendo a melhor forma de comunicação, no digital. Grande parte disso se dá por ser uma forma de não construir uma casa em terreno alugado, propiciando independência no digital”, afirma o chief visionary officer da Leadlovers. Em 2019, de acordo com a Statista, havia 3,9 bilhões de usuários de e-mails, número superior a uma das maiores redes social do mundo, o Facebook. “Além disso, com a chegada da Lei de Proteção de Dados (LGPD), o número de spams e envios não solicitados nos e-mails irão diminuir drasticamente. Isso é ótimo, pois abre espaço para que empresas sérias, com listas autorizadas e preocupadas em construir relacionamento com seu público”, adiciona.

Compras via celular
Por conta da pandemia e da menor presença da população nas ruas, o consumo no ambiente digital aumentou. “Mas mais do que isso, vários outros hábitos mudaram. Isso tudo aliado à chegada de maneiras mais fáceis de compra, como a autorização pelo smartphone e o novo Pix”, diz Diego. Em apenas seis meses, a proporção de pessoas, no Brasil, que realizaram compras ou pagamentos via smartphone aumentou de 85% para 91%, entre aqueles que acessam a internet pelo aparelho. Os dados são da pesquisa sobre m-Commerce e m-Payment, feita pela Panorama Mobile Time/Opinion Box, entre 10 e 21 de agosto deste 2020, com pouco mais de 2 mil brasileiros. “As pessoas tendem a comprar, cada vez mais, de forma mais impulsiva, já que não existe mais toda aquela burocracia antiga para a fechar a compra. Para quem tem cartão e aplicativos de bancos, nunca foi tão fácil abrir e tirar dinheiro da carteira”, afirma o profissional.

Curadoria e microcomunidades
O descontentamento crescente com os efeitos negativos do uso das redes sociais, como a polarização, a desinformação e os problemas de saúde mental, farão as pessoas adotarem um olhar ainda mais crítico. Os consumidores irão preferir envolverem-se em comunidades de nicho e mais restritas, capazes de oferecem a impressão de segurança, afirma Eric. “Nesse contexto, serão valorizados todos os movimentos de curadoria, em que as pessoas buscarão o apoio de influenciadores, especialista ou marcas para lhes ajudarem a separar o joio do trigo no mundo das redes”, diz.

Chatbots
Os chatbots, sistemas de inteligência artificial que interagem com usuários por meio de mensagens de texto ou fala, estão sendo, cada vez mais, usados por empresas de diversos setores. A tecnologia permite que marcas respondem às perguntas de clientes, forneçam suporte técnico e, até mesmo, realizem vendas. De acordo com pesquisa publicada na Chatbots Magazine, 69% dos consumidores preferem interagir com chatbots, por conta de sua habilidade de respostas rápidas para perguntas e problemas simples. “Basta ver o sucesso da Siri e da Alexa, por exemplo, para constatar esse fato. Concomitantemente, as empresas buscam acelerar seus processos de atendimento, relacionamento e vendas. O nosso tempo nunca foi tão valioso. As pessoas têm pressa”, avalia Diego. Por isso, diz, em 2021, mais marcas irão migrar para a inteligência de canais de comunicação automatizados.

Dark social
Dark social é toda comunicação, feita em plataformas sociais, e é privada, ou seja, que não pode ser monitorada pelas marcas e agências. As mensagens que circulam via WhatsApp e as direct messages do Instagram são exemplos para esse termo. “2021 é o ano em que marcas deixarão de usar esse espaço só como um canal de atendimento ao cliente”, afirma Eric. O dark social fará parte das campanhas de comunicação, com estratégias especificamente criadas para estimular a propagação da mensagem da marca dentro de canais privados

Victória Navarro – 4 de janeiro de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/01/04/as-tendencias-de-marketing-digital-para-2021.html

KitKat investe R$ 125 milhões para expandir marca no mercado brasileiro em 2020

Presente no Brasil desde 2011, a KitKat investiu R$ 125 milhões para ampliar e consolidar sua presença no mercado nacional de chocolates no ano de 2020. Apenas no segundo semestre, a marca inaugurou oito novos quiosques de KitKat Chocolatory em shopping centers do Estado de São Paulo, completando, ao todo, dez pontos de venda nos centros comerciais.

“No ano de 2019, abrimos a primeira flagship da América Latina e, após muito sucesso, estamos ampliando a experiência para outros pontos de venda direta ao consumidor em forma de quiosques, principalmente na cidade de São Paulo”, afirma Leandro Cervi, head de chocolates da Nestlé Brasil.

Desde julho, os paulistanos podem fazer compras em quiosques nos shoppings Jardim Sul, Mooca, Anália Franco, Bourbon, Higienópolis, Cidade São Paulo, Center Norte, Iguatemi SP, Iguatemi Campinas e Eldorado. Ainda neste semestre, Campinas foi a primeira cidade fora da capital a receber a loja dedicada ao chocolate, no shopping Iguatemi Campinas.

Em outubro, por conta da pandemia, KitKat Chocolatory também migrou para um formato diferenciado de contato direto com consumidor, por meio da Live Experience. Trata-se de uma experiência temporária com interação online, das 14h às 16h, que proporciona aos clientes não só a compra do produto, como também conteúdo de entretenimento.

“Nesse momento em que ainda não podemos estar tão próximos, encontramos uma forma de proporcionar ao público, virtualmente, a experiência da nossa loja. A plataforma oferece auxílio dos vendedores em um ambiente digital interativo, assim como já acontece na nossa loja física”, afirma Cervi. “O nosso objetivo é que KitKat Chocolatory seja verdadeiramente o que nós denominamos uma experiência omnichannel.”

Edições limitadas e novos sabores

Além da expansão física neste segundo semestre, a marca também está investindo em edições limitadas e novos sabores. Nas últimas ocasiões de Páscoa, Natal e Halloween, por exemplo, as versões especiais do chocolate tiveram boa receptividade do público, segundo a empresa. O produto KitKat Chunky, que era importado, passou a ser produzido no Brasil.

Ao longo de todo esse ano de 2020, a Nestlé vai investir, no total, R$ 715,1 milhões no mercado brasileiro, com investimento em projetos diversos em unidades da companhia em todo o País. No ano que vem, a empresa vai inaugurar em Caçapava, onde é produzido o KitKat, uma nova linha de produção.

Por conta do cenário em que se deu a implantação da linha, as instalações mecânicas foram todas realizadas por técnicos locais da Nestlé orientados remotamente e em tempo real por engenheiros da empresa fornecedora de equipamentos. Essa prática de orientação remota para instalação de equipamentos e tecnologias foi utilizada em diversos projetos da companhia no Brasil ao longo de 2020, com direcionamentos fornecidos por parceiros de vários países, como Alemanha, Suíça, França e Dinamarca.

Imagem: Divulgação – de Redação – 5 de novembro de 2020 – https://mercadoeconsumo.com.br/2020/11/05/kitkat-investe-r-125-milhoes-para-expandir-marca-no-mercado-brasileiro-em-2020/

Fonte: https://adnews.com.br/para-se-firmar-no-mercado-kitkat-investe-r-125-milhoes-e-promete-mais/

JD.com aposta em live streaming, customização e digitalização de serviços

As lições da JD.com durante a pandemia podem ter se baseado inteiramente nas experiências dos consumidores chineses, mas as tendências em direção ao e-commerce, streaming ao vivo, customização e digitalização de serviços são tendências globais que já estavam sendo acompanhadas e que Ella Kidron, senior manager International Corporate Affairs da gigante do comércio eletrônico aponta como primordiais para ditar o futuro do varejo.

O ambiente do varejo é muito fragmentado, por isso é preciso estar sempre atento. Segundo ela, é importante que os clientes tenham uma experiência consistente em todos os canais. Alinhado a isso, Ella explicou que a JD se preocupa em engajar cada vez mais os seus consumidores para que todos estejam cientes das ações da companhia.

A executiva citou a importância do uso de ferramentas como Realidade Aumentada e Realidade Virtual. Ella explicou que os itens que as pessoas compraram até hoje seguiram um padrão distinto, principalmente conforme a pandemia progredia. “Nós olhamos para o consumo e a estrutura do consumo por completo. E ferramentas que facilitam a experiência do nosso consumidor serão sempre uma opção que continuaremos investindo”, disse.

Omnicanalidade

Uma das principais estratégias da cadeia de suprimentos por trás dos negócios da JD é o varejo omnichannel. “Digitalização e omnicanal não estão em conflito”, disse Ella. “Para um varejista, a maneira de medir o sucesso é a experiência do cliente. Os consumidores estão ficando mais sofisticados e têm demandas maiores.” No momento, existem muitos formatos de compras – online, offline, live streaming, comércio de conteúdo e comércio social, apenas para citar alguns. “Os consumidores têm uma necessidade muito forte de ter uma experiência consistente em todos os formatos de compra”, explicou.

Live Streaming

O surgimento do fenômeno live streaming também é algo que a JD está olhando estrategicamente. “Do nosso ponto de vista, se você der um passo para trás, a transmissão ao vivo é um tipo de conteúdo. Isso é muito importante, pois acreditamos que o conteúdo e o varejo convergirão no futuro”, disse a executiva.

A JD tem uma posição clara sobre transmissão ao vivo. Enquanto algumas empresas e plataformas veem a transmissão ao vivo como um negócio, a gigante do comercio eletrônico enxerga essa prática de transmissão ao vivo como uma ferramenta para capacitar os comerciantes”. Existem dois tipos de intenções de compra – compras por objetivo e compras por impulso. “O live streaming se adapta muito bem às compras por impulso”, disse Ella.

O modelo clássico de e-commerce é focado em economizar tempo – você abre o aplicativo, procura o produto que deseja e faz um pedido. Mas live streaming é mais sobre “matar o tempo”. “É adequado para alguns produtos e alguns momentos de compras.” –

 de Imprensa Mercado & Consumo – 15 de setembro de 2020 no Global Retail Show, https://mercadoeconsumo.com.br/2020/09/15/jd-com-aposta-em-live-streaming-customizacao-e-digitalizacao-de-servicos

YouTube lança seu primeiro streaming de música

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Depois de algum tempo de dúvidas, o Google anunciou nesta terça-feira, (25), seu novo streaming de música: o YouTube Music e o plano YouTube Premium.

O serviço Music traz quase todos os mesmos  recursos do Google Play Música, diferindo-se no fato de que também há uma conexão com a rede de vídeos do YouTube.  É, também, dividido em três abas, com recomendações personalizadas na primeira, clips em alta qualidade na segunda e na terceira uma biblioteca de faixas e artistas salvos.

Já o Premium garante acesso à todos os recursos do YouTube Music pago, mas também possui conteúdos exclusivos como por exemplos: séries. As assinaturas saem, respectivamente R$16,90 e R$20,90.

http://adnews.com.br/midia/youtube-lanca-seu-primeiro-streaming-de-musica.html