Arquivo da categoria: Brand content

Marcas na rede: como aproveitar melhor o TikTok

Embora recente no dia a dia das marcas, o TikTok está caminhando cada vez mais para ser uma plataforma de mídia estratégica. Em 2020, a empresa começou a comercializar formatos publicitários na plataforma. Já neste ano, a plataforma TikTok For Business chegou ao Brasil e, junto dela, um time preparado para atender as agências e anunciantes interessados no diálogo com o público das gerações Y e Z, majoritários no aplicativo da Bytedance. Em detrimento dessa movimentação, o mercado de agências e anunciantes já tem melhor estruturado o que cabe ou não no ambiente.

(Crédito: Solen Feyissa/Unsplash)

Para Patrícia Patricia Colombo, diretora de conteúdo da WMcCann, o aplicativo começou a ganhar a atenção das marcas em 2019, quando a geração Z começou a se apropriar do espaço. Naquele momento, a abordagem dos anunciantes era de testar e aprender. Porém, foi em 2020 que a plataforma se consolidou como oportunidade, até por conta do seu aumento no número de download em decorrência da pandemia e a expansão da faixa etária — o que permitiu mais publicitários entenderem o valor do aplicativo, que antes era muito nichado.

“A distância geracional, acredito, é uma dos aspectos mais divertidos da nossa profissão. Porque aí você mergulha naquele universo buscando entender como os jovens de hoje se comunicam, e constata que você está cada dia mais distante dos seus 15 anos (risos), inclusive no mindset criativo – até porque o espelho entrega a diferença física todos os dias pra gente”, brinca.

De acordo com Pedro Balle, creative copywriter na Africa, o TikTok detém uma dinâmica que já vem sendo atrativa na visão das marcas: o user-generated content. Esse tipo de conteúdo exige que os anunciantes cedam um pouco do controle. “Ao tentarem estimular conteúdo gerado pelo usuário, as marcas tiveram que abaixar um pouco a guarda sobre as linhas guias do seu conteúdo e confiar num conteúdo mais solto. Quando a sua peça de comunicação é gerada por um usuário, não dá pra ter o controle preciosista de como ela vai ficar. Então, se torna necessário confiar que o potencial criativo de quem vive dentro da plataforma pode, sim, ser mais acertivo do que o de quem vive dentro do escritório”, explica.

Um exemplo de presença a partir de um conteúdo criado pelo usuário que não teve uma marca diretamente envolvida foi o vídeo do usuário Doggface (Nathan Apodaca) andando de skate e consumindo um suco da marca Ocean Spray ao som de Dreams, do Fleetwood Mac. O vídeo viralizou e fez a música dos anos 1970 voltar para o Top 10 da Billboard. A marca, por sua vez, enviou mais de seus produtos ao skatista e se uniu a ele para uma campanha no TikTok para o Super Bowl, em que o usuário convidava o público a fazer sua própria coreografia com uma garrafa do suco.

“Sinceramente, eu ainda acho bastante difícil cravar receitas sobre o TikTok. O que eu acredito é que as marcas devem entrar da maneira mais natural possível. Antes do viral do Doggface ao som de “The Dreams”, do Fleetwood Mac, já existiam conteúdos com trilhas de hits de outras décadas, mas nenhum ainda tinha ganhado esse peso. Foi o vídeo-selfie do skatista curtindo esse clássico maravilhoso e a sensação de leveza e liberdade que o conteúdo transmitia (em um período complicado de pandemia em que ambas nos foram cerceadas) que garantiu a conexão direta das pessoas que assistiam ao material. E ali estava a golada prazerosa no suco de cranberry da Ocean Spray. Resultado: a marca em todos os lugares e uma faixa de 1977 no top 10 da Billboard em pleno 2020”, argumenta Colombo.

Além do conteúdo gerado pelo usuário, Balle propõe que a plataforma entrega engajamento profundo dos usuários e não se restringe ao like. Além disso, ele considera que o próprio TikTok criou formatos atrativos para as marcas, “inclusive financeiramente, já que entregava para um público imenso com um valor bem acessível”, explica.

Ao Meio & Mensagem, os executivos dividiram suas opiniões sobre as melhores práticas para uma boa presença de marca na plataforma.

Estar no aplicativo
Para entender a dinâmica e o que funciona no aplicativo, só acompanhando o conteúdo ali em tempo real. Mesmo que, a princípio, não pareça claro a graça da plataforma, conforme o tempo é possível perceber tendências e segmentos de público.

Se inteirar de sons
O TikTok é um aplicativo que tem o som como um dos seus principais conteúdos. O público usa ele para replicar um meme ou dança. Alguns chegam a virar parte de “challenges”, que são as tendências do momento. Portanto, é interessante estar por dentro das músicas novas e conhecidas do público jovem.

Autenticidade no branded content
O objetivo é ser o mais natural possível na plataforma, mas as marcas podem aproveitar de um branded content com roteiro divertido, que transmita a mensagem contextualizada em vídeos de desafios, humor e tutoriais.

Usuários
Confiar no potencial das ideias e na boa fé dos usuários e usá-los para criar conteúdo, como em product placements e ações com creators que dominam a linguagem nativa e testam a plataforma diariamente.

Originalidade e exclusividade
Criar conteúdos para o TikTok e não apenas réplicas de conteúdos feitos para demais formatos de mídia. O primeiro movimento das marcas foi o de tratar a rede social como espelho das demais.

Thaís Monteiro – 26 de março de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/03/26/marcas-na-rede-como-aproveitar-melhor-o-tiktok.html

Twitter atualiza identidade visual, com foco em movimento

Rebranding pretende traduzir a complexidade das conversas geradas na plataforma e mantém o tradicional passarinho no centro

OTwitter está atualizando sua identidade visual. Por meio de uma thread, na última semana, a CMO da plataforma, Leslie Berland, anunciou a mudança. Segundo a executiva, a companhia sentiu que a identidade lançada há cinco anos já não representava completamente a complexidade, fluidez e poder das conversas geradas pelo Twitter.

Para representar essa mudança, o marketing da plataforma está adicionando movimento, textura e até memes à identidade. O famoso passarinho, no entanto, continua no centro da marca, acompanhado por um fundo dinâmico. Na thread, Berland também apresentou uma nova tipografia, batizada de Chirp, criada para o rebranding que será usada na identidade.

O novo trabalho poderá começar a ser visto em vídeos, pôsteres, apresentações, gifs e banners na plataforma.

Taís Farias – 01/02/21 – https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/02/01/twitter-atualiza-identidade-visual-com-foco-em-movimento.html

Brand safety e brand suitability estão em alta no digital

Brand safety e brand suitabiltiy tornaram-se preocupações reais de executivos do mercado de publicidade digital. Estar longe de conteúdos falsos, negativos ou, até mesmo, polêmicos pode ajudar na construção de uma boa reputação de marca, bem como na concepção de campanhas efetivas, capazes de atingir o público-alvo mais estratégico possível.

Em 2020, segundo o eMarketer, os investimentos em publicidade digital, na América Latina, devem crescer 5%, atingindo os US$ 9,33 bilhões. De acordo com o Comitê de Brand Advertising, do IAB Europa, 77% dos heads de marketing consideram o brand safety uma prioridade. “Tanto o brand safety quanto o brand suitability ganham relevância, no mercado brasileiro e mundial, à medida que o relacionamento entre marca e cliente se estabelece. Afinal, existe uma reciprocidade de ideais que deve ser priorizada por ambos”, diz Henrique Paulino, CEO da Predicta. Apesar de serem termos, relativamente, novos no mercado, afirma Diego Sella, diretor de novos produtos da SimpleAds, “demonstram a crescente preocupação de anunciantes e grandes marcas com o ambiente onde suas propagandas são veiculadas online”.

Cerca de 77% dos heads de marketing consideram o brand safety uma prioridade, afirma o Comitê de Brand Advertising, do IAB Europa (crédito: Cottonbro/Pexels)

As diferenças
Segundo o IAB, o brand safety (segurança de marca, em português) refere-se aos cuidados que as marcas devem tomar para evitar que suas campanhas sejam associadas, de modo automático, com conteúdo indesejado. O objetivo é manter as marcas relacionadas a conteúdos de qualidade e que não prejudiquem sua reputação. A estratégia de brand safety leva em conta, por exemplo, bloqueio de palavras, a fim de prevenir que anúncios apareçam ao lado de conteúdo com termos específicos.

Entretanto, anunciantes precisam se atentar ao contexto de página e relevância, para proporcionar experiências com propósitos aos seus clientes, manter qualidade contextual e engajamento. Assim, entra o brand suitability (ambiente ideal para marca, em português), que indica quais são os ambientes mais favoráveis para o anunciante, levando em conta itens como público-alvo, padrão de comunicação e momento de abordagem aos usuários.

Antigamente, ter filtros de conteúdos sensíveis aplicado em campanhas já era considerado uma estratégia sólida de brand safety. Entretanto, atualmente, essa metodologia tornou-se básica.

Para Diego, o que define uma boa estratégia de brand safety e brand suitability é, primordialmente, o trabalho ao lado de fornecedores que oferecem tecnologia, bem como conhecimento operacional. “As tecnologias disponíveis permitem não só o uso de negativações padrão, mas também oferecem a liberdade para cadastro de domínios e palavras-chave indesejadas, evitando a associação da marca nestes ambientes”, adiciona Henrique.

Uma estratégia assertiva, sempre, afirma o profissional da Predicta, será aquela adequada e customizada para a marca. “Soluções engessadas, muitas vezes, não atendem a determinadas preocupações ou segmentos”, diz. É necessário entender os valores do cliente e seu contexto no mercado atual, para não só construir uma boa estratégia, mas para manter atualizadas as diretrizes de segurança.

Privacidade e segurança
A tendência é de que, fala o diretor de novos produtos da SimpleAds, a privacidade seja, ainda mais, discutida e exigida pelo mercado: “É essencial que adtechs e veículos fortaleçam essa relação de confiança com as marcas, publishers e o consumidor final”. Alguns pontos abordados por pelo brand safety e o brand suitability já tornaram-se padrão da indústria, como viewability e checagem dos fatos no ambiente do publisher. “A tendência é que essa segurança proporcionada por estes dois conceitos amadureça ainda mais e se torne o mínimo aceitável, principalmente com o aumento da exigência em relação à proteção de dados e transparência no uso deles”, acrescenta.

Henrique destaca que, mesmo diante da evolução natural da adequação das marcas à segurança, o uso de brand safety de forma drástica e rígida traz um impacto negativo no volume de inventário permitido, diminuindo o alcance e ritmo da campanha, assim como reduz a monetização dos publishers. Nesse contexto, o brand suitability é um aliado às marcas que querem equilíbrio de compra automatizada e segmentada, porém, em contextos adequados e controlados. “A evolução desta tecnologia, para maior assertividade e variedade de filtros, é ponto de atenção para o futuro”, diz.

O que diferencia martechs e adtechs?

Seja por conta da evolução tecnológica, seja pela maior presença dos usuários no digital, os profissionais precisam estar atentos às novas tendências e práticas do mercado de comunicação, a fim de garantir presença de marca no dia a dia de consumidores. Atração, engajamento, vendas e fidelização de clientes, nos últimos anos, pautam a tecnologia aplicado ao marketing e à propaganda. Neste contexto, martechs e adtechs ganham, cada vez mais, espaço e, hoje, abraçam profissionais envolvidos na otimização e crescimento de empresas. 

Segundo dados de 2020, da associação americana ChiefMartec, no mundo, existem mais 8 mil soluções de martech, número 13,6% maior que o de 2019. Porém, estima-se que o total seja superior. O mapa da entidade, intitulado de Martech 5000, mostra 30 registros de martechs brasileiras, contra 529 monitoradas pelo repositório de startups Crunchbase e 475, registradas pelo ecossistema de inovação Distrito. De acordo com o Crunchbase, no Brasil, há 483 adtechs, enquanto, para o Distrito, 27,3% das martechs brasileiras encaixam-se na categoria de adtechs.

O conceito martech (marketing technology ou tecnologia de marketing) permeia startups ou soluções que relacionam tecnologia ao marketing. Segundo Felipe Collins, sócio e head de startups da ACE, o objetivo dessas empresas é “impactar, de maneira positiva, os indicadores de marketing, estejam conectados à receita, à satisfação do cliente ou, até mesmo, à produtividade da equipe”. Neste caso, adiciona Marcelo Alves, professor de marketing digital da ESPM Rio, entram entregas de gestão de relacionamento, prospecção de clientes e processos de construção de programas de fidelidade e de lead.

As soluções de martechs podem ser aplicadas via ferramentas de automação de marketing e vendas, CRM (customer relationship manager), e-mail marketing, web analytics, geomarketing, pesquisa de mercado, gestão de mídias sociais, eventos, mobile marketing, SEO (search engine optimization), trade marketing e outros. 

A adtech (advertising technology ou tecnologia de propaganda), por sua vez, abrange startups e serviços que usam tecnologia para servir conteúdo com mais inteligência. “São as empresas usadas, especificamente, para atividades que envolvem mídia, sendo mais representativas na gestão, análise, compra e venda de espaço publicitário tanto online quanto off-line, indo desde a veiculação das peças até mensuração e otimização das campanhas”, explica Felipe. O profissional clarifica que adtech é um nicho dentro de martech.

Para Marcelo, “quando a ideia é melhorar o serviço de mídia, sair de um cenário em que a mensagem é igual para todas as pessoas e tentar desenvolver inteligência e pensar em uma metodologia de análise de dados para anunciar da melhor forma, essa marca vai trabalhar adtech”.

Inovação adiante
O sócio e head de starups da Ace acredita que o mercado de martechs e adtechs tendem a continuar em franca expansão, nos próximos anos. “A digitalização tanto dos processos internos de uma área ou equipe de marketing quanto do comportamento do consumidor, bem como uma descentralização e desintermediação do mercado, abre espaço para a criação e crescimento de novas startups”, afirma.

Para o professor Marcelo, no Brasil e no mundo, a pandemia acelerou a transformação digital: “Não houve outro caminho para as empresas a não ser se adequar e utilizar as tecnologias para inovar e melhorar a automação de seus processos de marketing. Temos um momento agora de ruptura, de adesão quase que forçada das tecnologias”. 

Victória Navarro – 10 de novembro de 2020 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2020/11/10/o-que-diferencia-martechs-e-adtechs.html

KitKat investe R$ 125 milhões para expandir marca no mercado brasileiro em 2020

Presente no Brasil desde 2011, a KitKat investiu R$ 125 milhões para ampliar e consolidar sua presença no mercado nacional de chocolates no ano de 2020. Apenas no segundo semestre, a marca inaugurou oito novos quiosques de KitKat Chocolatory em shopping centers do Estado de São Paulo, completando, ao todo, dez pontos de venda nos centros comerciais.

“No ano de 2019, abrimos a primeira flagship da América Latina e, após muito sucesso, estamos ampliando a experiência para outros pontos de venda direta ao consumidor em forma de quiosques, principalmente na cidade de São Paulo”, afirma Leandro Cervi, head de chocolates da Nestlé Brasil.

Desde julho, os paulistanos podem fazer compras em quiosques nos shoppings Jardim Sul, Mooca, Anália Franco, Bourbon, Higienópolis, Cidade São Paulo, Center Norte, Iguatemi SP, Iguatemi Campinas e Eldorado. Ainda neste semestre, Campinas foi a primeira cidade fora da capital a receber a loja dedicada ao chocolate, no shopping Iguatemi Campinas.

Em outubro, por conta da pandemia, KitKat Chocolatory também migrou para um formato diferenciado de contato direto com consumidor, por meio da Live Experience. Trata-se de uma experiência temporária com interação online, das 14h às 16h, que proporciona aos clientes não só a compra do produto, como também conteúdo de entretenimento.

“Nesse momento em que ainda não podemos estar tão próximos, encontramos uma forma de proporcionar ao público, virtualmente, a experiência da nossa loja. A plataforma oferece auxílio dos vendedores em um ambiente digital interativo, assim como já acontece na nossa loja física”, afirma Cervi. “O nosso objetivo é que KitKat Chocolatory seja verdadeiramente o que nós denominamos uma experiência omnichannel.”

Edições limitadas e novos sabores

Além da expansão física neste segundo semestre, a marca também está investindo em edições limitadas e novos sabores. Nas últimas ocasiões de Páscoa, Natal e Halloween, por exemplo, as versões especiais do chocolate tiveram boa receptividade do público, segundo a empresa. O produto KitKat Chunky, que era importado, passou a ser produzido no Brasil.

Ao longo de todo esse ano de 2020, a Nestlé vai investir, no total, R$ 715,1 milhões no mercado brasileiro, com investimento em projetos diversos em unidades da companhia em todo o País. No ano que vem, a empresa vai inaugurar em Caçapava, onde é produzido o KitKat, uma nova linha de produção.

Por conta do cenário em que se deu a implantação da linha, as instalações mecânicas foram todas realizadas por técnicos locais da Nestlé orientados remotamente e em tempo real por engenheiros da empresa fornecedora de equipamentos. Essa prática de orientação remota para instalação de equipamentos e tecnologias foi utilizada em diversos projetos da companhia no Brasil ao longo de 2020, com direcionamentos fornecidos por parceiros de vários países, como Alemanha, Suíça, França e Dinamarca.

Imagem: Divulgação – de Redação – 5 de novembro de 2020 – https://mercadoeconsumo.com.br/2020/11/05/kitkat-investe-r-125-milhoes-para-expandir-marca-no-mercado-brasileiro-em-2020/

Fonte: https://adnews.com.br/para-se-firmar-no-mercado-kitkat-investe-r-125-milhoes-e-promete-mais/

Vídeos curtos: automação e resultados de conversão

Formato disponível em plataformas como TikTok, que fechou um acordo com a Sony nesta segunda, e Instagram, atrai marcas em busca de performance

A plataforma TikTok tem sido usada por marcas, como Nestlé (crédito: divulgação)

A história da evolução da propaganda no audiovisual iniciou-se na década de 1890, quando Meliès, pai dos efeitos especiais, percebeu a possibilidade de inserir mensagens publicitárias no roteiro de suas películas. Com o tempo, as propagandas sob o modelo de interrupção abriram espaço para as sob o de permissão e de atração. Plataformas, como TikTok e Instagram, tornaram a audiência a própria produtora de conteúdo e, mais do que isso, direcionaram parte do investimento em publicidade no audiovisual para vídeos curtos. Baixo custo de produção, agilidade na execução e disponibilidade do usuário para o consumo do formato são algumas das características dessa mídia, que, cada vez mais, tem atraído os olhares de marcas e agências. Os vídeos curtos disputam, diariamente, a atenção do público, seja pela capacidade de transmitir mensagens objetivas, seja pela pertinência de linguagem. Mais presente na vida do usuários, o formato exige automação.

Segundo Jairo Anderson, chief creative officer da Peppery, dois aspectos incentivam que marcas apostem em vídeos curtos, a forma e a adesão do público. “A forma, quando bem trabalhada, transmite mensagens de forma fluída, objetiva e eficiente. Já a adesão do público é o que faz com que cada uma dessas plataformas já tenha seu público cativo, que não apenas consome, mas também produz seus próprios conteúdos”, explica. Para Cristina Fragata, coordenadora geral da Agência 242, por sua vez, a inclusão das redes sociais no dia a dia dos usuários e a autenticidade proporcionada pelas plataformas são os itens que atraem anunciantes: “Estar nessas redes cria janelas de oportunidades muito interessantes para que as marcas consigam se conectar com os interesses do público e, até mesmo, criar novos”.
A automação permite que agências e marcas façam, rapidamente, ações que levariam muito tempo se realizadas manualmente. A partir desse recurso e, mais especificamente, da tecnologia, os processos de marketing digital tornaram-se mais eficientes e passaram a contar com estratégias simplificadas. O mercado já possui várias ferramentas que auxiliam as agências na automação dos processos de produção e distribuição de vídeos curtos.

Softwares mais simples de edição até tecnologias de back-end para personalização de conteúdo, bem como ferramentas de sugestão de vídeos semelhantes, estão no dia a dia de profissionais de criação e marketing. Hoje, afirma Cristina, o diferencial estratégico “é entender qual ferramenta faz mais sentido para os anunciantes, a fim de tornar o processo escalável e relevante”.

Em junho deste ano, por exemplo, o chinês TikTok lançou o TikTok Business. A ferramenta auxilia agências e anunciantes a produzir e gerenciar publicidade no aplicativo. Por meio da novidade, há cinco possibilidade de inserção de publicidade: o Top View, anúncio exibido quando o usuário inicia o aplicativo; Brand Takeovers, publicidade em vídeo ou imagem de três a cinco segundos; Feed Videos, vídeos de até um minuto inseridos no feed de publicação; Hashtag Challenges, que permite que as marcas criem desafios para os usuários; e o Branded Effects, com efeitos criados pelas marcas em 2D, 3D e, agora, também em realidade aumentada que podem ser usados pelo público em seus vídeos. Por enquanto, o TikTok for Business não está disponível no mercado brasileiro e a empresa afirma que não tem ainda mais detalhes para compartilhar no momento.

Nesta semana, os usuários de TikTok passaram a ter acesso a músicas de milhares de artistas da Sony Music Entertainment. De acordo com a Bloomberg, isso é resultado de um novo acordo assinado entre a gravadora e a rede social de vídeos curtos. Além disso, o acordo também exige que o TikTok coopere com a Sony Music Entertainment em projetos de divulgação de seus artistas e identificação de possíveis talentos.

O sucesso dos vídeos curtos atraiu olhares de outras empresas de tecnologia. No mesmo mês, o Instagram lançou a função Reels, que permite o compartilhamento de vídeos curtos com efeitos ou edição e conta com aba própria nos perfis de usuários. A novidade vinha sendo testada, no Brasil, desde novembro de 2019, sob o nome de Cenas. A automação do Instagram, por exemplo, além de permitir acesso a relatórios de crescimento, capazes de gerar melhorias no planejamento de conteúdo a ser publicado, possibilita uma comunicação mais assertiva com o público-alvo via chatbots e SAC 3.0. Ademais, com ferramentas de segmentação poderosas, é possível trazer para o perfil na rede social pessoas que possuem interesse no nicho da marca. A automação é uma aliada para manter seguidores engajados, uma vez que aumenta as oportunidade de visibilidade da companhia.

Segundo a Infobase Interativa, o TikTok é a quarta maior rede social do mundo em número de usuários (crédito: Kon Karampelas/Unsplash)

Para Jairo, “se num primeiro momento a automação pode sugerir uma espécie de padronização dos conteúdos criados pelas marcas, isso deixa de ser uma questão porque a qualidade e o perfil dos conteúdos que vão sendo colocados nesse processo é o que vão determinar o estilo dos vídeos de cada marca”.

De maneira ampla, as possibilidades que os vídeos curtos podem gerar são as mais diversas. A coordenadora geral da Agência 242 afirma: “Caso o seu olhar for voltado para engajamento, pode significar mais relevância por trazer o conteúdo certo na hora certa para o usuário certo. Por outro lado, se for para performance, pode significar o aumento das conversões em uma janela de oportunidade muito favorável para a sua marca. Já, em termos de aquisição, podem alavancar uma estratégia cirúrgica que represente um aumento significativo na sua base”.

Entretanto, o chief creative officer da Peppery acredita que os formatos de automação de vídeos em redes sociais ainda estão em estágio inicial. De acordo com o profissional, no futuro, parte das ferramentas serão compradas pelas plataformas de grande alcance, como Instagram e Facebook, ou, no mínimo, as gigantes empresas de redes sociais replicaram certos features, para que as pessoas possam produzir conteúdo com facilidade. Ademais, segundo Cristina, a cultura de dados será mais dada à prática do que ao discurso. 
Segundo a Infobase Interativa, o TikTok, criado na China, é a quarta maior rede social do mundo em número de usuários — com 1,5 bilhões de usuários mensais, sendo 500 milhões apenas em seu país de origem. Já o Instagram, de acordo com pesquisa da Socialbakers, divulgada neste ano, globalmente, teve um volume de interações entre os usuários 20 vezes maior do que o Facebook, no último trimestre de 2019. 

Para Jairo, os vídeos curtos são uma forte tendência: “O dinamismo do meio digital é uma realidade que reflete diretamente o comportamento das pessoas. Às vezes, eles vão ser protagonistas. Às vezes, vão ser coadjuvantes. Mas, eles vão estar presentes”. O formato faz parte de uma ecossistema de marca completo e abrangente. “Se hoje temos a possibilidade de criar vídeos mais otimizados nos aspectos de estilo e conteúdo, que podem ser mais escaláveis, personalizáveis e data based, podemos dizer que o formato curto é uma tendência que veio pra ficar”, adiciona a executiva da Agência 242.

*Crédito da imagem no topo: Martin Lopez/Pexels – Victória Navarro
4 de novembro de 2020- https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2020/11/04/videos-curtos-automacao-que-agiliza-resultados.html

As 10 lições que Madame C.J. Walker nos ensina sobre Marketing

Madame CJ Walker é considerada a primeira mulher negra que enriqueceu por conta própria nos Estados Unidos. De uma simples lavadeira de roupas, ela se tornou milionária desenvolvendo e criando produtos para cabelo

Se você trabalha com marketing e ainda não viu Self Made, precisa imediatamente parar tudo e assistir à série. Em termos de aprendizado sobre marketing, é um material bastante colaborativo e que traz muitos ensinamentos que podem ser aplicados pelos profissionais da área. Os resultados, sem dúvida nenhuma, serão ainda mais assertivos se algumas práticas forem seguidas. Vale lembrar, que ela se passa entre 1890 e 1915, quando o termo marketing nem sonhava em existir, mas Madame CJ Walker já usava técnicas, que depois, ficariam conhecidas como Storytelling, por exemplo.

Aproveito, neste artigo, para compartilhar alguns pontos que a meu ver foram marcantes e acredito que serão de grande valia para suas futuras ações de marketing:

O seriado

SELF MADE é uma séria baseada na história de Sarah Breedlove (foto) que estreou no NETFLIX em Março de 2020. Sarah Breedlove (1867-1919), nome de batismo da futura “Madam C..J. Wlaker”, nasceu 2 anos depois que a escravidão havia sido abolida no Estados Unidos, sendo a primeira dos 5 irmãos, a nascer depois da abolição. Sarah conheceu e se casou com Charles Joseph Walker, publicitário e desenhista. Foi das que surgiu seu nome: C.J.Walker.

Madame veio depois, graças a uma briga com sua rival, Addie. que é quem cuida de Sarah e ensina sobre o medicamento para cabelos.

Sarah tem mais sucesso que Addie, que por ciúmes tenta acabar com a rival. Nessa briga, Addie, tenta menosprezar Sarah a chamando de madame, mas Sarah, já como CJ Wlaker, decide adotar o madame.

Madame CJ Walker é considerada a primeira mulher negra que enriqueceu por contra própria nos Estados Unidos. De uma simples lavadeira de roupas, ela se tornou milionária desenvolvendo e criando produtos para cabelo da mulher negra. Octavia Spencer é a atriz que dá vida a C.J.Walker na série. Aliás, que show que a atriz dá!

Empreendedorismo na veia

Dizem que todo o empreendedor cria uma empresa para resolver um problema, que muitas vezes, é o seu problema ou algo que identificou no mercado. No caso da Sarah, ela enfrentava muitos problemas com o seu próprio cabelo e entendeu que, muitas mulheres negras poderiam passar pelo mesmo problema.

Como a escravidão nos EUA havia acabado a poucos anos, os negros tinham pouco tempo de liberdade e só conseguiam empregos que pagavam muito pouco, logo, vender produtos para negros não será tão promissor, além, claro, do alto preconceito que existia com os negros naquela época.

Quando Sarah se conectou as pessoas então?

Enquanto a Sarah gritava os apelos básicos, nenhuma mulher parava perto de sua pequena barraca. Era gritos aos ventos, porém, depois algum tempo, uma jovem pararam, dizendo já ter ouvido falar daquele produto e queria saber mais. Quando essa jovem para em frente a Sarah, outras instintivamente se viraram para saber o que estava acontecendo, mas ainda sem muito interesse, porém a atenção havia sido chamada.

Lição 01: Sarah um dia, resolveu arriscar. 

Você jamais saberá se é bom em alguma coisa, se não testar. Sem Addie saber, Sarah testou seu poder de vendas. Testou apelos para chamar a atenção, até que achou o que tocava o coração das pessoas. Lição: Empreendedorismo.

Lição 02: Histórias vendem mais do que anúncios aleatórios.

Quando chegou a feira, Sarah começa a gritar apelos que não se conectam com as clientes. Coisas como “você tem caspa”? Ou “quer ter um cabelo bonito” apelos que não dizem nada.  Quando ela começa a contar a sua história, o jogo muda. Lição: Storytelling.

Lição 03: Sarah empodera a cliente

Ela não diz que aquele elixir, seu medicamento, é um milagre, mas que o que ele fará na autoestima da mulher. Ela conquista o coração da cliente e não o seu bolso. Hoje, muito se fala em não vender produto, mas sonhos. Ela fez isso em 1890! Lição: Emponderar.

Lição 04: Co-criação

Sarah traz a sua filha como teste e ouve o que a filha quer no produto para ter o cabelo bonito e poder se divertir dançando com seu namorado. Sarah entende que seu produto traz felicidade, além de empoderamento, para as mulheres. Lição: Co-criação.

Lição 05: Sarah entende que as mulheres não querem ser como Addie

As mulheres querem ser o que elas quiserem ser! A mulher negra não quer ser uma branca linda, ela quer ser uma negra linda. O erro de Addie era achar que a mulher negra queria ser como ela, que era uma mulher branca, Madame CJ Wlaker entendeu e trabalhou isso. Lição: Pesquisa de comportamentos.

Lição 06: Posicionamento de marca

Sarah entende o perfil da sua consumidora, e então ela posiciona a sua marca em um mercado que não havia sido explorado, mas com enorme potencial, de empoderar as negras, esse era o diferencial da sua marca. Não era vender produto, era vender a oportunidade. Lição: posicionamento de marca.

Lição 07: Promessa clara de marca

C.J.Walker, constrói uma empresa baseada no que a marca poderia oferecer pelas mulheres, uma promessa clara e direta. Não era ter um cabelo bonito, mas sim, ter uma melhor auto estima, por ter um cabelo bem tratado e com isso conquistar seus sonhos. Lição: Promessa.

Lição 08: Propósito de marca vale mais que o produto.

Graças a esse propósito, Madam treina um verdadeiro exército de mulheres, que distribuídas pelos Estados Unidos começam a oferecer o seu produto. Já começava pelo exemplo: mulheres que vendiam o produto, já eram mulheres que tinham a sua independência financeira e poderiam realizar seus sonhos. Lição: Propósito claro e aplicado.

Lição 09: Missão da empresa é clara e executada

Quando houve um pequeno conflito na convenção de vendas da marca, na casa da Madame CJ Wlaker, ela aplica o propósito quando essas reivindicam algo que poderia prejudicar a vida de cada uma delas. A missão de ajudar as mulheres se mantém durante uma crise. Lição: Missão clara da empresa.

Lição 10: História do fundador

Ela era, até então, a sua própria marca, que anos depois, virou C.J.Walker.  Isso faz sentido para a empresa quando a marca é o reflexo do seu, ou sua, fundador(a). Lição: Verdade.

Aprendeu?

• Marketing não é só mídia.

• Marketing não é só Redes Sociais, Inbound, Google e influenciador.

• Marketing é saber como construir uma marca com pilares sólidos e claros.

• Marketing é entender o que as pessoas querem e como a empresa pode resolver seu problema.

• Marketing é inovar, é testar, é pesquisa.

• Storytelling é uma excelente ideia para a sua marca

Felipe Morais – 26/10/2020 – https://www.mundodomarketing.com.br/artigos/felipe-morais/38921/as-10-licoes-que-madame-cj-walker-nos-ensina-sobre-marketing.html

Como a pandemia faz crescer o D2C – Direto ao Consumidor

Os tempos atuais e os futuros só fazem estimular a propensão das indústrias e as marcas ampliarem suas alternativas para chegarem diretamente ao consumidor final. Esse é outro movimento estratégico global que já tinha seu crescimento estabelecido e que a pandemia e suas consequências só fizeram acelerar ainda mais todo o processo.

Porém com mudanças significativas na ambição das propostas.

A Unilever com suas lavanderias compartilhadas Omo e as franquias Passa Fácil e a P&G com as franquias das lavanderias Ariel, ambos projetos recentes, são apenas dois exemplos dessa diferente ambição e proposição das marcas chegarem ao consumidor final por novos e inovadores caminhos. Assim como o sucesso do projeto das lojas de carnes da Swift da JBS. Ou as lojas de tintas com serviços de pintura da Sherwin-Williams, também existentes no Brasil, mas que já são mais de 4.600 nos Estados Unidos.

Sem falar no impressionante sucesso da Nespresso, com suas lojas-conceito e a participação das vendas de cápsulas pelo e-commerce da própria marca com seu Clube Nespresso.

E se quisermos ampliar a visão estratégica desse movimento será também preciso recordar os modelos totalmente integrados de O Boticário e Cacau Show que criaram campeões nacionais no mercado internacional, como as maiores redes de lojas franqueadas de marcas em suas categorias.

Na lógica básica estrutural desse movimento a necessidade, mais do que o desejo, de se aproximar do consumidor final para melhor entendê-lo e atendê-lo, além da conexão direta, estrategicamente mais interessante, e a possibilidade de melhoria da rentabilidade do negócio ao reduzir a intermediação de todo o processo. Sem falar na possibilidade da criação de novos modelos de negócios integrando produtos e marcas com serviços para entregar solução.

Mas tudo isso já era conhecido e em processo de expansão global e também local.

A pandemia acelera e potencializa esse movimento pois, de um lado, concentra ainda mais poder nas mãos das grandes redes de varejo, em especial as mais avançadas no digital e, de outro, torna mais fácil o acesso ao consumidor, exatamente pelo crescimento de participação do canal digital no total das vendas de produtos e serviços.

E reforça a importância da conexão direta com o consumidor antes que ele se torne ativo estratégico para outros operadores que, pelo conhecimento profundo, permanente e estruturado dos hábitos, atitudes e preferências desses consumidores podem atendê-lo com alternativas de produtos e marcas sob seu controle.

Para explicar melhor. As empresas de entregas conhecem hoje muito melhor em muitos aspectos, incluindo locais de demanda, forma, comportamento da demanda, preferências de pagamento e outros vários elementos sobre os consumidores de McDonald’s, Bob’s, Burger King e todas as demais empresas de foodservice do que as próprias marcas que tratavam algumas dessas informações nas operações nas lojas. A pandemia embaralhou esse jogo.

Mas não só com relação ao foodservice.

Os marketplaces conhecem muito mais sobre preferências e desejos dos consumidores em sua jornada de compra digital, cada vez com maior representativa nas vendas gerais, do que as marcas e fornecedores de produtos e serviços.

Além das facilidades para entrar na distribuição direta através do canal digital esse caminho ainda permite um conhecimento contínuo e estruturado pelo uso de instrumentos de mensuração e monitoramento com uso de inteligência artificial e outros elementos mantendo nas marcas e fornecedores um ativo estratégico fundamental representado pelo conhecimento e conexão com os consumidores.

Se o movimento estratégico das marcas para chegarem aos consumidores finais de forma direta já era uma realidade pré-pandemia, esse processo tomou outra dimensão, muito mais relevante durante esse período de contingenciamento de deslocamentos e se tornará ainda mais importante na nova reconfigurada realidade, especialmente pelo crescimento inevitável do uso dos pagamentos digitais no futuro próximo.

E nesse aspecto é sempre importante lembrar o que esse conhecimento estruturado pelo monitoramento dos pagamentos digitais na China trouxe para os Ecossistemas Alibaba e Tencent, permitindo sua tentacular expansão para outros negócios, serviços e marcas, muito além de seus negócios iniciais.

A combinação desses fatores envolvendo todos esses elementos permite prever que os papéis e representatividade dos agentes de mercado no cenário pós-pandemia será significativamente diferente do que aquele que tínhamos no período anterior. E vale muito refletir estrategicamente sobre tudo isso pois é só uma questão de tempo.

 de Marcos Gouvêa de Souza – 3 de agosto de 2020 – https://mercadoeconsumo.com.br/2020/08/03/como-a-pandemia-faz-crescer-o-d2c-direto-ao-consumidor/

Pós-venda também precisa ser omnichannel, alerta gerente da Riachuelo

A Riachuelo começou a se tornar uma empresa multicanal há alguns anos, com venda pelo e-commerce e retirada de produtos nas lojas. Mas foi uma tecnologia adotada recentemente que fez a empresa, uma das maiores varejistas do Brasil, contar com uma sinergia real entre o que é feito online e offline, tornando a experiência do cliente diferenciada.

O processo de implementação do projeto Manhattan Active Omni (MAO) na Riachuelo será apresentado nesta quarta-feira (14) no Brasil Exchange Connect 2020. O evento é promovido pela própria Manhattan Associates, especializada em tecnologia para supply chain e comércio omnichannel.

“Ser omni, dentro da Riachuelo, não é algo recente. Se o cliente ia até uma loja e o produto que ele queria não estava disponível, ele podia fazer a compra e buscar o item em outra loja ou pedir que fosse entregue na casa dele. Também tínhamos um sistema de retirada de produto em loja em todo o País por meio de lockers”, explica Allison Rorato, gerente de Operações Omnichannel e E-Commerce das Lojas Riachuelo.

O objetivo de adotar a nova tecnologia foi usar a capilaridade da rede para melhorar a entrega. “Usamos a inteligência do sistema para identificar a melhor forma de dar uma boa experiência ao cliente, que vai além das regras básicas de frete e prazo.”

Novas rotinas de alocação e reposição

Ele cita um exemplo: o de um cliente que vai até uma loja da Riachuelo no Shopping Morumbi, em São Paulo, por exemplo, mas não encontra o produto que procura. O sistema permite que esse cliente faça a compra pela loja online, que “orquestra” o pedido para a loja do Eldorado, por exemplo, que fica responsável por enviar esse produto até a casa do consumidor.

Segundo o executivo, o sistema de omnicanalidade não mudou só o conceito de atendimento para o cliente, mas fez a empresa repensar rotinas de alocação e reposição. “A demanda de reposição para esse item é do Morumbi, que não tinha aquele produto para realizar a venda, ou é do Eldorado, que orquestrou a venda?”, questiona. É esse tipo de dúvida que o sistema MAO sana.

Outra vantagem, segundo Allison Rorato, é que a tecnologia é capaz de redirecionar, também, pedidos que tiveram algum tipo de ruptura. Ele cita outro exemplo prático.

“Vamos pensar num produto que foi comprado e demandado para um centro de distribuição nosso, e que tinha alguma avaria física que foi identificada pelo nosso colaborador na hora do picking.  Não podemos mandar esse produto para o cliente. Esse pedido volta para as regras de orquestração e o sistema identifica como atendê-lo no prazo correto e sem aumento de custo, ou seja, sem prejudicar o cliente. O fato de reorquestrarmos o pedido a partir da evidência de uma ruptura nos dá uma vantagem competitiva muito grande.”

Parcerias estratégias com transportadoras

O executivo destaca, ainda, que o sucesso da omnicanalidade da Riachuelo envolve também outras práticas. As lojas contam com infraestrutura com máquina específica para transações feitas online e outra para impressão de etiquetas de entrega, por exemplo. “Também temos parcerias estratégicas com transportadoras, o que nos que permite fazer uma entrega mais rápida para nossos clientes.’

O conselho de Allison Rorato para quem está embarcando na jornada multicanal é, além de fazer a escolha correta das ferramentas, ter a garantia de que o conceito omni está disseminado em toda a empresa e em cada etapa da venda.

“É preciso, também, unificar o pós-venda. Não faz mais sentido considerar o cliente do canal A e o cliente do canal B como diferentes. Uma vez que o cliente seja considerado omni, não é só a percepção de experiência para ele que será alterada, mas também a confiança que ele tem na empresa e o retorno que ele espera. Transformar cada loja em um mini centro de distribuição é uma trilha que pode ser transpassada”, afirma.

O começo da jornada omnichannel

Essa é uma tecla na qual Marco Beczkowski, diretor de Vendas e Costumer Success da Manhattan Associates no Brasil, vem batendo há pelo menos quatro anos. “Para construir jornadas omnichannel, é preciso ter a visibilidade de todos os estoques em um único local. Esse é um primeiro passo, que o cliente não vê. Mas, a partir daí, a empresa segue para a orquestração de pedidos, que permite que ela analise quando é mais barato ou mais caro mandar o produto de um lugar para outro. Quando se tem tudo unificado é que a jornada omnichannel começa”, afirma.

Para ele, o grande desafio de projetos como o implementado pela Riachuelo é montar a base. “Ser omni não é só fazer um puxadinho no PDV para fazer o pick-up in store e não é só fazer entrega online em duras horas”, define.

Mas todo o trabalho, claro, precisa também ser visto pelo cliente em algum momento. E isso acontece na hora em que ele interage com a marca. “Existe experiência pior do que comprar algo pela internet, sair de casa, chegar na loja e o produto prometido não estar lá? Se você não faz a integração completa, o PDV não vai enxergar o pedido do e-commerce”, exemplifica. “Quanto menos fricção, melhor a venda.”

Segundo o diretor de Vendas e Custer Success da Manhattan Associates no Brasil, com a pandemia, a demanda por esse tipo de tecnologia aumentou.

“O tipo de cliente que está vindo falar com a gente agora tem problemas reais e complexos a serem resolvidos. Ele percebeu que não é tão fácil ter o pick up in store, porque existe um custo envolvido no atendimento omnicanal. O custo de atendimento na loja é barato; no e-commerce, é maior. Com o pick up, existe o custo do atendimento no Centro de Distribuição, do frete para envio do produto até a loja, do vendedor que entrega o produto ao cliente. As pessoas não estavam preocupadas com a lucratividade do omni.”

de Aiana Freitas – 14 de outubro de 2020 – https://mercadoeconsumo.com.br/2020/10/14/pos-venda-tambem-precisa-ser-omnichannel-alerta-gerente-da-riachuelo

A revolução do Visual Commerce chegou.





Você certamente se lembra da cena de Minority Report em que Tom Cruise entra numa loja e é recebido por ela por uma voz que lhe chama pelo nome e, imediatamente, começam a aparecer telas em projeções holográficas na sua frente, oferecendo-lhe produtos que se adequam ao seu perfil. Isso é visual commerce. Obviamente, em estado de ficção cinematográfica, ainda, mas o fato é que todas aquelas tecnologias e recursos visuais são hoje já possíveis de serem implantados numa loja hoje em dia. Só ainda não são comercialmente viáveis. Ainda.

Visual Commerce tem vários recursos e várias formas de manifestação, essas sim já viáveis e operacionais hoje.

Com as transformações do mundo touchless para o qual caminhamos, os recursos visuais, que mostram tudo sem que precisemos tocar em nada, e também para o mundo omnichannel, que é agora totalmente real e que se sofistica a cada momento, o Visual Commerce só deverá se sofisticar e se tornar mais e mais onipresente.

O apelo visual nos envolve, faz com que registremos as imagens de forma mais clara e recorrente em nossa memória, é estimulante e pode ser também um ativador de vendas, a ponto de terem inventado um indicador específico de mensuração de sua eficácia, que se chama de ROVI, ou Return Over Visual Investment. Coisa dos EUA, que adoram siglas.

Vamos a algumas das manifestações do Visual Commerce, para você, digamos, visualizar melhor o que estamos falando :-).

AR/VR – esses são clássicos. Você conhece e, possivelmente, já usou/experimentou algum desses recursos para ser apresentado a uma experiência de vendas e consumo qualquer. Notadamente a Realidade Aumentada, que consegue integrar o on e off de forma mais fluida e intuitiva, é um recurso de Visual Commerce que será cada vez mais utilizado no varejo de “n” formas.

QR Codes – falamos sobre eles ontem aqui. Dá uma olhadinha na matéria clicando aqui, se estiver interessado. De novo, através de uma imagem que pode ser colocada no ponto de venda, o QR Code, e usando apenas uma câmera de um celular qualquer, somos transportados a informações adicionais de produtos, a uma campanha de marketing, a videos ilustrativos ou tutoriais, a games interativos que tenham a ver com a marca, etc.

Product Simulation – em um ambiente online, podemos simular a cor de um vestido, de uma maquiagem, de um carro novo, você já viu isso também. Remotamente, podemos fazer a visita a um apartamento em 360 graus, a um hotel no Tahiti ou até fazer um test drive em uma Ferrari.

Digital Displays – os tradicionais displays das lojas físicas se transformam em uma experiência visual digital única, em que você vê como lhe cai um terno ou uma camiseta, exibidas em telas 3D.

Essas são apenas algumas das manifestações do Visual Commerce, que deverão passar por uma transformação ainda mais profunda quado tivermos a nosso alcance o 5G e a Internet das Coisas, em que cada coisa conectada poderá conter algum tipo de experiência visual embedada.

Novos tempos. Novo comércio. Cada vez mais interativo e cada vez mais visual. Isso é Visual Commerce.

12 de agosto de 2020 – Pyr Marcondes – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/blog-do-pyr/2020/08/12/a-revolucao-do-visual-commerce-chegou.html