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iFood Mercado vê número de parceiros crescer 1.329% em um ano

Serviço chegou a julho deste ano com mais de 33 mil parceiros, entre mercados, conveniências, pets e farmácias

O iFood Mercado chegou a julho deste ano com mais de 33 mil parceiros, entre mercados, conveniências, pets e farmácias. Em julho de 2020, a categoria era formada por 2,3 mil lojas. O crescimento, assim, foi de 1.329% neste período. Até o final de 2021, a empresa pretende chegar a 40 mil estabelecimentos parceiros disponíveis e dobrar a presença em cidades.

“Estamos otimistas com o avanço na categoria iFood Mercado, em especial na preferência dos consumidores. Evoluímos muito com novas soluções e possibilidades para o segmento. Conquistamos um extenso portfólio com parceiros que traz a ampliação da oferta para os usuários, acompanhando a forte mudança nos hábitos de consumo observada nos últimos anos”, afirma o diretor de iFood Mercado, Antonio Mello.

Ele diz que, como os consumidores estão cada vez mais conectados e buscando novas oportunidades para suas compras, querem seus estabelecimentos preferidos no aplicativo, tanto para realizar compras pequenas e emergenciais quanto para compras maiores e planejadas.

“Seguimos em busca das melhores soluções para os nossos clientes e para os milhares de estabelecimentos cadastrados na plataforma, com capilaridade, presença nacional e expertise na logística de entregas. É um importante passo estratégico na expansão prevista para os próximos meses”, destaca.

Em um ano de mudanças no comportamento de consumo e transformação digital, o iFood Mercado atingiu um crescimento de mais de 193% no número de pedidos entre julho de 2020 a julho de 2021 e em São Paulo alcançou a liderança da categoria de compras de mercado online e conquistou a preferência dos consumidores, empatado com o Pão de Açúcar, segundo a pesquisa Datafolha (abril 2021).

Diante da transformação que aconteceu no varejo de uma maneira geral, com as grandes redes e até mesmo a indústria se rendendo definitivamente ao comércio online, o iFood conquistou extenso portfólio oferecendo ao consumidor possibilidades de compras do mês à conveniência em um só lugar. Entre os parceiros na categoria hiper e supermercados do iFood, estão Pão de Açúcar, Extra, Carrefour, Dia, BIG, Quitanda, Muffato, Angeloni, Barbosa, Oba Hortifruti, Lopes, Hirota, Hortifruti, Natural da Terra, Eataly, entre outros.

O IFood Express passou da marca de 200 mil pedidos em julho, um crescimento superior a 230% em relação ao mês de junho de 2021. A meta da empresa é que nos próximos meses triplique a presença em cidades e acelere ainda mais o número de estabelecimentos que operam na modalidade.

Redação – 31/08/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/08/31/ifood-mercado-ve-numero-de-parceiros-crescer-1-329-em-um-ano

Operação e-commerce: veja as dicas de grandes players do setor em meio à crise

vantagens do ecommerce
No varejo, as facilidades oferecidas pelo ambiente online vão muito além da simples venda por outro canal. E foi para falar sobre isso que o Mercado & Consumo em Alerta trouxe para o seu palco virtual de debates o e-commerce como protagonista na pauta.

Na manhã de hoje (16), sob a mediação de Beth Furtado e Caio Camargo, sócio-diretor da GS&UP, estiveram reunidos Luiz Henrique A. Escobar, head de E-commerce do Carrefour Brasil; Roberto Butragueño Revenga, diretor de Atendimento do Varejo e e-commerce da EBIT / Nielsen; Júlio Rodrigues, diretor Executivo de E-commerce da Magazine Luiza e Leonardo Cavalcanti, diretor de Tecnologia do Supermercado Nordestão.

Em todas as edições são extraídos insights sobre a discussão, que listamos a seguir:

1 – O momento fez com que muitas pessoas comprassem pela online pela primeira vez. E nos mercados onde a epidemia começou antes, os dados mostram que esse consumidor adere a esse novo canal como um hábito de compras. Além disso, o crescimento de vendas online nas categorias não tradicionais como hortifruti e congelados, passaram a ser categorias de destaque nas vendas online;

2 – O coronavírus adiantou o processo de evolução do varejo digital no Brasil o que resultou em um crescimento de clientes digitais 60+ bastante expressivo mostrando uma oportunidade ainda não aproveitada de sortimento e ferramentas para apoiar esse público. Além disso, não há lojas online especializadas nesse público;

3 – A experiência e suporte de atendimento que você entrega para o cliente que está comprando online pela primeira vez irá determinar a permanência dele nesse canal pós-Covid;

4 – É importante entender o e-commerce como um canal que carece de toda atenção que uma loja física. Antes de decidir vender online, é importante conhecer as vantagens e desvantagens do modelo “Loja própria” e do modelo “Marketplace”;

5 – Um dos desafios de ter uma estrutura de vendas online para empresas que já tem estruturas físicas é transmitir os pontos fortes da marca. É relevante entender que a embalagem e a experiência de encantamento da entrega são diferencias importantes para e-commerce;

6 – O varejo online serve de apoio fundamental às redes de lojas físicas. Como exemplo nessa páscoa, as entregas das compras feitas online foram feitas pelos franqueados das redes de chocolate.

Confira agora algumas dicas compartilhadas pelos especialistas durante a live:

1 – É importante estar ligado às tendências mundiais para se antever às notícias locais sobre os próximos passos com relação ao Covid-19;

2 – Alterar a comunicação com o consumidor para tornar esse momento menos assustador e imediatista;

3 – Compras feitas longe dos produtos consumidos (televendas, e-commerce, catálogo) geram novos desafios que já foram superados a muito tempos no varejo físico.

10 dicas para dominar o Tik Tok

O TikTok é a plataforma social que mais cresce. Está rapidamente se tornando uma plataforma social de escolha para os jovens. De fato, a palavra “TikTok” agora é frequentemente usada como verbo por seus usuários, por exemplo, “Vamos TikTok juntos hoje”.

Muitas marcas decidiram que querem ter uma presença no TikTok. No entanto, eles não sabem o que devem fazer. O TikTok é tão novo que muitas marcas e profissionais de marketing ainda não têm certeza sobre sua relevância para eles ou sobre as oportunidades que oferecem.

Demos uma olhada no potencial do TikTok aqui. Oferecemos uma seleção de dicas de estratégia de marketing TikTok que você pode seguir para maximizar seu sucesso de marketing na plataforma.

Dicas de estratégia de marketing TikTok:


Por que as marcas gostariam de ser vistas no TikTok?

As gerações mais jovens são altamente cínicas em relação à publicidade tradicional. Em grande parte, eles deixaram de assistir à televisão convencional, ouvem menos rádio do que os mais velhos e recebem mais notícias pelas mídias sociais do que pelo jornal. Eles usam bloqueadores de anúncios on-line e “sofrem” a cegueira dos banners, tornando inútil muito do marketing on-line mais evidente.

No entanto, muitos deles passam o tempo no TikTok, em média 52 minutos por dia, e notam seus influenciadores favoritos do TikTok. Se qualquer uma dessas estrelas do TikTok recomendasse uma marca, seus seguidores provavelmente tomariam nota.

Muitas marcas já possuem uma estratégia de conteúdo, geralmente incluindo marketing de influenciadores. Portanto, é difícil para eles adicionar influenciadores do TikTok ao seu mix de marketing.


Noções básicas do TikTok

Os vídeos são, obviamente, o coração do TikTok. Mesmo se você pretende usar influenciadores para a maior parte do seu marketing TikTok, ainda deve abrir uma conta para sua marca e usá-la para criar e compartilhar alguns vídeos. Os vídeos do TikTok podem durar até um minuto, para que você possa criar vídeos curtos e rápidos. Isso não significa que você deve simplesmente transferir seus anúncios de televisão de 30 segundos para o TikTok, no entanto.

Você pode gravar seus vídeos no aplicativo ou externamente, enviando-os para o TikTok. Você também pode enviar músicas para adicionar ao seu vídeo. O TikTok fornece acesso direto a muitas faixas de música e possui um banco de dados totalmente pesquisável.

Você pode interagir com pessoas no TikTok com visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos.


Dicas específicas de marketing do TikTok

1. Use Hashtags adequados

Como muitas outras redes de mídia social, os usuários do TikTok contam com hashtags para catalogar seus vídeos e procurar clipes por assunto. Se os usuários clicarem na lupa “Discover” na parte inferior da tela, eles verão uma lista de vídeos classificados por hashtags populares.

Anteriormente, vimos como você pode usar melhor as hashtags no TikTok em nosso  Ultimate Guide to TikTok Hashtags . Alguns dos benefícios para uma marca que usa hashtags do TikTok são:

  • Para ampliar o alcance do seu conteúdo
  • Para identificar concorrentes
  • Para conseguir mais seguidores

Embora você deva incluir hashtags relevantes em seus vídeos, provavelmente evite as hashtags genéricas mais populares. É mais provável que seus vídeos cheguem a um mar de conteúdo. É melhor destacar seus vídeos em categorias um pouco menos populares. Como em todo marketing, você deseja que seus vídeos apareçam visíveis para as pessoas mais relevantes para sua campanha, portanto, não se concentre nas hashtags apenas porque são populares.

Além disso, lembre-se de que este não é o Instagram. Não fique tentado a usar 21 hashtags no TikTok. Fazer isso removerá o efeito de seus vídeos.

2. Siga as tendências atuais do TikTok

Outra maneira de usar hashtags como parte de sua estratégia de marketing é ficar atento às tendências de hashtags. Você pode criar e compartilhar vídeos relacionados a esses vídeos populares.

Lembre-se de que as tendências podem ser rápidas. Acompanhe regularmente as tendências do TikTok e esteja preparado para alterar seu conteúdo para acompanhar a moda.

Se você estiver compartilhando sua versão de um tipo de vídeo popular, não faça apenas uma cópia dos vídeos de todos os outros. Encontre uma maneira de tornar seu vídeo único.

3. Incorpore os influenciadores do TikTok em sua campanha

Não é por acaso que certas pessoas se tornam influenciadoras nas plataformas sociais. Geralmente, eles constroem uma reputação pela qualidade do conteúdo que compartilham. Portanto, vale a pena que a maioria das empresas construa relações de trabalho produtivas com as pessoas que influenciam seus clientes em potencial. Como escrevemos em  Como encontrar influenciadores do TikTok , “o TikTok gerou uma nova geração de influenciadores também; um grupo de pessoas que têm muito mais influência sobre os adolescentes e as adolescentes de hoje do que as estrelas de cinema ou televisão mais convencionais. ” Esses são precisamente os tipos de pessoas que você deseja do seu lado quando realiza suas campanhas de marketing TikTok.

4. Comente regularmente e incentive comentários em suas postagens

Como a maioria das redes sociais, o TikTok suporta o envolvimento frequente do usuário. Os comentários são uma excelente maneira de conseguir isso. Idealmente, você criará conversas com seus clientes em potencial.

O TikTok classifica os comentários pelo número de curtidas que eles recebem, portanto, pense em seus comentários, tornando-os significativos. Evite fazer comentários do tipo “bom vídeo” sem graça.

Da mesma forma, reserve um tempo para assistir aos vídeos de outras pessoas e fazer comentários cuidadosos sobre elas.

5. Post frequentemente

O TikTok é uma daquelas plataformas sociais que recompensam a postagem frequente. Quanto mais vídeos você postar na sua conta TikTok, maior será a probabilidade de você seguir a taxa de seguidores.

Quanto mais vezes você postar, mais simples será para as pessoas encontrarem sua conta e decidirem segui-lo.

6. Use efeitos TikTok em suas postagens

Como você pode imaginar, com milhões de vídeos compartilhados no TikTok, você precisa fazer algo diferente para se destacar da multidão. O TikTok oferece uma ampla gama de efeitos para ajudar nisso. Você os encontrará na guia Efeitos, divididos nas categorias Tendência, Novo, Interativo, Edição, Beleza, Engraçado, Mundo e Animal.

O TikTok inclui um efeito de tela verde, que permite que você use a imagem de sua escolha para substituir o fundo do vídeo, da mesma forma como costuma ver na televisão e nos filmes

7. Faça vídeos interessantes com descrições claras

Os vídeos do TikTok podem durar um minuto. Você não tem muito tempo para transmitir sua mensagem. E faça o que fizer, não apenas envie anúncios flagrantes – mesmo os anúncios oficiais do TikTok devem agregar valor ao seu público.

Você deseja que seus vídeos sejam visualmente atraentes, sem parecer que foram criados por uma agência de publicidade profissional (mesmo que você tenha trabalhado com uma agência para ajudar sua criatividade).

Embora possa haver momentos em que você usará suas descrições como provocações, na maioria dos casos, convém incluir uma descrição clara do que seu vídeo tem a oferecer ao público. Se possível, faça uma redação de tal maneira que as pessoas sintam vontade de comentar.

Escrever uma boa descrição também é essencial para fins de SEO. Em essência, você deseja que o Tiktok saiba sobre o que é o seu vídeo ao indexar o clipe e, esperamos, sugeri-lo ao seu público preferido. Lembre-se de incluir as palavras-chave mais importantes em suas descrições, mas elas precisam fazer sentido e não ser apenas uma coleção aleatória de palavras.

No entanto, você tem apenas muito espaço na tela. Para práticas recomendadas, prepare breves descrições rápidas.

Você pode redirecionar os vídeos que criou para o YouTube, Snapchat, Instagram ou Facebook, mas lembre-se de ajustá-los à limitação de um minuto do TikTok. Verifique se o seu vídeo é adequado para as informações demográficas que você está tentando segmentar no TikTok.

8. Use os anúncios TikTok

O TikTok agora possui um sistema formal de publicidade, facilitando a publicidade na plataforma. Eles oferecem três tipos de anúncios:

    1. Anúncios nativos no feed – estes são os mais próximos de um anúncio tradicional no TikTok. Você pode adicionar links de sites e botões Comprar agora no anúncio. Eles são anúncios ignoráveis ​​e você pode usá-los de várias maneiras.
    2. Anúncios de desafio com hashtag – com eles, um usuário recebe um banner que leva o usuário a uma página de instruções e regras do desafio em destaque. Você pode usá-lo para atingir consumidores específicos.
    3. Anúncios de aquisição de marca – eles usam uma mistura de imagens, GIFs e videoclipes vinculados a uma página de destino ou a um desafio de hashtag.

9. Defina um desafio de hashtag

Um dos tipos de anúncio do TikTok envolve patrocinar hashtags. Os desafios de hashtag são muito populares no TikTok. Eles são uma excelente maneira para as empresas aumentarem o engajamento e o reconhecimento da marca. Você configura um desafio para os usuários que compartilham vídeos tentando o seu desafio.

Um bom desafio de hashtag consegue incentivar a conversa sobre seu produto offline e em outros sites sociais. Até empresas de grandes nomes, como o McDonald’s, se envolveram – em seu desafio #bigmactiktok, os fãs tiveram que selecionar um gênero preferido de canto do Big Mac e depois dançar e gravar um vídeo do canto do Big Mac.

10. Misture conteúdo de marca

Como em todos os programas de marketing social, você precisa equilibrar o tipo de conteúdo que compartilha no TikTok. A maioria dos seus vídeos precisa entreter ou informar seu público. Se você criar um público para esse processo, poderá misturar mais alguns vídeos promocionais.

O usuário típico do TikTok ignora os anúncios, então você precisa primeiro criar sua credibilidade antes de liberar material publicamente flagrante. Muitas empresas descobrem que a melhor maneira de contornar esse desdém pela publicidade é fazer o upload de vídeos mostrando as pessoas que usam seu produto. Por exemplo, você pode fornecer uma série de dicas sobre como obter valor com seu produto ou talvez explicar como usar alguns de seus recursos mais obscuros (e demonstrar quais benefícios eles ofereceriam ao espectador).

Fonte: http://innovationinsider.com.br/10-dicas-para-dominar-o-tik-tok

“Engajamento é uma das respostas importantes para o futuro pós-crise”, diz CEO da Pernambucanas

Sergio Borriello_3
Espalhada pelo Brasil com 375 operações em dez estados brasileiros, a varejista Pernambucanas está focada em sua transformação digital, que teve início em 2016. Em sua participação no webinar transmitido pela Mercado & Consumo, Sérgio Borriello, CEO da marca, disse que “chegou a hora de digitalizar os milhares de desbancarizados que o Brasil tem”. O empresário dividiu o palco virtual com Adriana Auriemo, diretora da Nutty Bavarian e Mauro do Valle, presidente do Grupo Portobello.

A Pernambucanas vem investindo para lançar cada vez mais serviços e se tornar mais próxima do consumidor. Um exemplo é a plataforma financeira de crédito. O serviço já existe há 40 anos, mas nos últimos meses se tornou mais digital. A conta digital foi lançada em abril do ano passado e é possível usá-la para pagamentos no Uber, Netflix e iFood, por exemplo. Já são cerca de 1,5 milhão de contas digitais e esse tipo de parceria remonta a possibilidade de bancarizar uma grande quantidade de pessoas de uma classe social [classe D] que a Pernambucanas conhece bem. Borriello conta que a experiência digital já proporcionou um aumento de 30% no fluxo das lojas, com sacola de descontos e os cupons de descontos disponíveis no app e em totens nas lojas. Em 2019, o faturamento das vendas digitais alcançou o patamar de 135,9 milhões de reais.

Sobre a retomada das lojas físicas, o executivo disse que o processo de comunicação precisa ser bem alinhado entre todas as pontas, por isso a empresa criou dois protocolos que irá seguir a risca em todas as operações. “Nossa preocupação é balancear e combinar os protocolos adotados para o nosso público interno e o público das lojas, sempre alinhado com aquilo que cada munícipio indica”, explica Borriello que não vê a abertura das lojas de forma globalizada, mesmo estando prontos para isso em seus 375 pontos.

A Pernambucanas recebeu a visita de profissionais da vigilância sanitária para fiscalizarem cada uma das lojas, ação que o CEO da empresa entende como importante para as adequações que todos precisarão fazer para preservarem a saúde e bem-estar dos seus clientes e colaboradores. “O monitoramento na questão da saúde é fundamental, porque mesmo com a abertura das lojas, ainda teremos casos do novo coronavírus, por isso precisamos do adotar o protocolo correto de abertura, de prevenção e de como proceder em casos positivos dentro das lojas”, conta o executivo que diz está com 96 lojas operando parcialmente.

Questionado sobre o papel das lojas se reinventarem para o período pós-pandemia, Sergio Borriello revelou que a empresa acredita muito no engajamento dos seus colaboradores. Para ele, a relação que as pessoas têm com a empresa é fundamental, seja ela para a retomada dos negócios ou para a passagem no processo desta retomada. “Engajamento é uma das respostas importantes para o futuro pós-crise”, finalizou.

Universidade Corporativa Digital Pernambucanas

A Pernambucanas disponibilizou a uma base de clientes o curso online Finanças Pessoais, por meio da Universidade Corporativa Digital Pernambucanas – plataforma de conhecimento online da companhia. O objetivo é compartilhar orientações práticas, didáticas e informativas sobre planejamento financeiro que possam contribuir com o dia a dia dos clientes.

Com o apoio da Pefisa, fintech do grupo, a capacitação é dividida em quatro módulos que explicam, por meio de vídeos e exercícios, como organizar o orçamento, economizar nas despesas domésticas, fazer uso consciente do crédito, além de dicas para sair do endividamento.

“Diante desse momento delicado, acreditamos que democratizar esse tipo de conhecimento é fundamental. Temos um relacionamento forte com as famílias brasileiras e orientá-las sobre como organizar melhor as finanças é uma das iniciativas que solidifica o propósito da Pernambucanas de evoluir com as famílias brasileiras”, afirma Sergio Borriello, CEO da Pernambucanas.

Brasileiros usarão menos carros. O que os shoppings farão com suas vagas de estacionamento?

Shopping Center
Parece estar escrito nas estrelas que a reinvenção dos shoppings não será tão simples assim. Depois de assistir um dos seus conceitos essenciais, o do centro de compras, ser desafiado pelo crescimento do e-commerce, agora o setor percebe rachaduras em outro de seus pilares. Estou falando do declínio da era dos automóveis.

Interessante estudo global, divulgado no final do ano passado pela Kantar, aponta que, até 2030, os paulistanos reduzirão a utilização de carros em 28%. Por outro lado, pretendem aumentar a frequência de caminhadas em 25% e o uso de bicicletas crescerá 47%. Movimento semelhante acontece em outras cidades, tanto daqui quanto lá de fora.

Muitos são os motivos que conduzem às alterações no padrão de mobilidade urbana. A maior quantidade de pessoas trabalhando remotamente fará com que haja menos deslocamentos por obrigação e mais por prazer. De acordo com a pesquisa, mais de 37% dos entrevistados que ainda dirigem gostariam de deixar o carro em casa, se pudessem. Muitos desses desejam ser passageiros, ao invés de motoristas, para aproveitar o tempo no trânsito fazendo algo útil, o que é um estímulo interessante para os serviços de transporte compartilhado. Isso passa não apenas pelo Uber, mas também por aluguel de carros de curto prazo e aplicativos de caronas. A preocupação com o meio ambiente e a vontade de adotar práticas saudáveis também influenciam esta mudança de comportamento.

É verdade que no ranking de mobilidade urbana, criado pela Kantar, São Paulo ficou em penúltimo lugar, à frente apenas de Nairóbi, no Quênia. Isso significa que ainda temos muito chão pela frente, antes de aposentarmos nossos carrões. Porém, no item ‘usuários conscientes’, que avalia o nível de adesão a transportes pouco poluentes, Sampa ficou no oitavo lugar, mesma colocação do quesito ‘uso de aplicativos para mobilidade urbana’, que abrange desde serviços de navegação e planejamento de rotas, como o Waze e Google Maps, até provedores de compartilhamento de bicicletas e patinetes, passando, claro, pelos aplicativos como 99 e Uber. Em resumo, a mudança pode até demorar um pouco, mas há poucas dúvidas de que chegará mesmo por aqui.

Você pode estar se perguntando: afinal, o que tudo isso tem a ver com shopping centers?

O shopping center moderno foi idealizado, nos Estados Unidos do pós-guerra, tendo em mente principalmente o cidadão que se move sobre quatro rodas. Ainda hoje, da localização ao acesso, passando pela quantidade de vagas de estacionamento, por aqui regulamentada por leis municipais, o automóvel é protagonista na história dos centros comerciais. Além disso, no Brasil, as receitas produzidas pelos estacionamentos respondem por uma parte importante dos resultados do setor.

Por tudo isso, dá para afirmar que a mudança nos meios de deslocamento deve afetar bastante a maneira como as pessoas se relacionam com os shoppings, em especial nos dias úteis – já que o carro tende a ser usado mais frequentemente nas jornadas de lazer.

Atualmente, já estão em posição vantajosa os shoppings que possuem área primária mais densamente povoada, torres de escritórios no entorno e projetos de uso misto em geral, pela chance de contar com fluxo mais intenso durante a semana. Esse cenário tende a acentuar-se nos próximos anos, caso as conclusões da pesquisa da Kantar se confirmem. Também estarão bem posicionados os strip malls, orientados para atender as demandas da vizinhança.

Ao mesmo tempo, estatísticas que apontam para a redução no uso de carros podem embasar os argumentos da indústria de shoppings no sentido de serem revistos os números mínimos de vagas exigidas por lei. Isso liberaria espaço, hoje destinado aos veículos, que poderia ser mais bem aproveitado por outras operações, mais convenientes para os consumidores e mais rentáveis para os shoppings.

Os novos hábitos relativos à mobilidade urbana não surgiram de repente. Os sinais desta tendência já se fazem sentir há algum tempo. Isso significa que os shoppings mais antenados já vêm considerando essa perspectiva em seus planos estratégicos. Para fazer frente a mais esse desafio, portanto, precisarão seguir repensando a oferta de lojas e serviços, investindo em alimentação e lazer, reinventando o relacionamento com clientes e lojistas e, principalmente, criando novas fontes de receitas a partir das lacunas deixadas pelos automóveis, seja na forma de otimização das áreas de estacionamento ou na exploração cada vez maior de parcerias com aplicativos de transportes, locadoras de automóveis, locadoras de patinetes e bicicletas, compartilhamento de carros elétricos, empresas de delivery e outras iniciativas que fogem do uso tradicional desses espaços. Por outro lado, os que ainda não se deram conta do tamanho da encrenca que terão pela frente deveriam começar logo a correr atrás do tempo perdido.

Brasileiros usarão menos carros. O que os shoppings farão com suas vagas de estacionamento?

Starbucks investe em inovação para o futuro focando na conexão humana

No processo de torrefação de café, existe um dispositivo chamado “tryer”. Ele permite que o torrefador verifique o progresso dos grãos e, se necessário, fazer adaptações adequadas.

A palavra – o processo – é rica em possibilidades, assim como o recente laboratório de inovação da Starbucks que compartilha seu nome. O Tryer Center é um centro de criatividade e experimentação. É também uma representação física de uma mudança de cultura que coloca a “ideia em ação em 100 dias”.

O CEO da Starbucks, Kevin Johnson, dividiu o palco do NRF Retail’s Big Show com Stephanie Mehta, editora-chefe da Fast Company. Naturalmente, havia uma prensa francesa na mesa próxima, completada pelo café Jamaica Blue Mountain.

Não importa que a Starbucks seja uma organização gigantesca, com mais de 31 mil lojas em todo o mundo, 400 mil parceiros, que atende a mais de 100 milhões de clientes por semana. A Starbucks, com o veterano da tecnologia Johnson no comando, continua tentando coisas novas.

O trabalho é realizado em equipes pequenas e multifuncionais. Tudo é voltado para o impacto sobre parceiros e clientes. Há uma ênfase no aprendizado, em vez de sucesso ou fracasso. E, no centro de tudo isso, está o foco na conexão humana, mesmo com o crescente uso da IA ​​por meio de sua iniciativa Deep Brew.

“Como seres humanos, fomos criados para interagir uns com os outros”, disse Johnson. “É assim que obtemos energia. É assim que obtemos suporte quando lidamos com adversidades. É assim que compartilhamos alegria e sucesso em nossas vidas. Eu acho que um dos temas comuns daqui para frente é encontrar maneiras de criar conexão humana. Interação humana. O mundo precisa disso”, afirmou o executivo.

Johnson, que passou três décadas em empresas como IBM, Microsoft e Juniper Networks, falou sobre o uso da tecnologia para liberar mais tempo para que os parceiros possam gastar com os clientes. Isso pode significar, por exemplo, manter o inventário ou simplificar a programação da equipe. Pode significar também que os clientes peçam um café com antecedência e busquem com eficiência quando pressionados pelo tempo.

Mas também pode significar que o barista usa um microfone que usa processamento de linguagem natural, permitindo contato visual durante as conversas com os clientes, em vez de ter que olhar para baixo para digitar pedidos.

 

Por enquanto, tudo bem; as conexões com os clientes estão no “nível mais alto de todos os tempos”, disse Johnson, com aumentos nas ocasiões e nos ingressos dos clientes.

A Starbucks conseguiu atrair os melhores e mais brilhantes, disse ele, e isso vem com a visão de cima para baixo. A Deep Brew, por exemplo, permitiu à Starbucks atrair talentos de classe mundial para sua “estratégia digital humana em primeiro lugar”, trazendo aqueles inspirados não apenas pela possibilidade de inovação e pela chance de impactar a humanidade, mas também pela possibilidade de alcance. Considere, por exemplo, o anúncio da empresa de que eliminaria o uso de canudos de plástico até 2020.

“Houve uma resposta massiva nas mídias sociais”, disse ele. “Havia bilhões de pessoas no planeta torcendo por nós para dar esse único passo. Isso me diz que há uma oportunidade de fazer muito mais e é isso que pretendemos fazer”.

Também há muito a ser feito em escala pessoal. A Starbucks se posiciona como um “terceiro lugar” caloroso e acolhedor, um espaço que não seja o trabalho e a casa que oferece chances de compartilhar uma xícara e se conectar.

Desde o início, a empresa buscou “inspirar e nutrir o espírito humano – uma pessoa, uma xícara e uma vizinhança de cada vez”, disse Johnson, citando a declaração de missão da empresa.

E enquanto a companhia de 49 anos olha para o seu iminente 50º aniversário, ele disse: “Realmente estamos olhando e sonhando com o centenário.” Para construir uma empresa que perdura, há duas coisas que a Starbucks tenta fazer: “A número um é ter a sabedoria de perceber o que honrar e preservar do passado: a missão, os valores e a importância da conexão humana… E temos que sonhar ousadamente com o futuro.”

Neste trecho, Kevin Johnson explica como a automação está capacitando os funcionários a se conectarem com os clientes.

Com informações da NRF

Starbucks investe em inovação para o futuro focando na conexão humana

Os Micro Markets invadem os escritórios corporativos

Quem visitou algum escritório de coworking já deve ter visto as novas versões das cantinas moderninhas. São os micro markets – mini quiosques de auto atendimento, sem atendentes nem caixas, com bebidas e lanches apoiados no sistema de honestidade. Esse exercício do consumo baseado na confiança tem por objetivo promover uma cultura de compromisso e ética dentro das empresas. Quem opera neste sistema garante que os índices de furto são baixos (mas existem) e estão dentro do índice de perdas do negócio.

O mercado de micro market está muito atrelado ao das vending machine e muitos consideram uma evolução do sistema. Muito comum lá fora, aqui no Brasil elas aparentemente nunca decolaram. Esta sensação se deve, pois grande parte das 80 mil máquinas operando no Brasil concentra-se em locais de acesso restrito – grandes empresas – e 70% delas é destinada a venda de bebidas quentes, como café, chá, cappuccino e chocolate. Mas não é um mercado pequeno. Segundo dados da ABVM – Associação Brasileira de Vending Machines, o faturamento do setor no Brasil já alcança R$ 500 milhões anualmente e o mercado tem apresentado crescimento médio de 10% ao ano nos últimos 5 anos. Apesar disto, ainda um ínfimo considerando que na Europa são mais de 3 milhões de máquinas, enquanto no Japão são 5 milhões e, nos EUA, 3,5 milhões.

O micro market surgiu, porque existe uma demanda por acesso ininterrupto de produtos de alta qualidade aliada à realidade do uso da mão-de-obra nos horários de menor movimento. As vending machines atendem de alguma forma esta necessidade. Porém, os elementos-chaves que tornaram possíveis os usuários realizarem suas compras pelo auto atendimento foram o aprimoramento dos equipamentos de self checkouts e a melhoria dos aplicativos de smartphones.  Além disto, os jovens das gerações Y e Z já exercem grande influência nas mudanças no local de trabalho. Eles buscam comodidade, mas também um equilíbrio maior entre trabalho e qualidade de vida. Isto naturalmente se reflete na escolha dos alimentos que consomem. Eles valorizam, sobretudo, alimentos e bebidas mais saudáveis, influenciando diretamente os tipos de produtos que são oferecidos e a forma como eles compram e pagam por esses eles.

Recentemente, grandes empresas anunciaram projetos para explorarem este mercado.  A gigante do food service Sapore – maior empresa latino-americana de restaurantes corporativos – lançou, há dois anos, a marca Yurban Food e já conta com diversas unidades abertas instaladas em locais como escolas e espaços de coworkings. A GranCoffee, maior empresa de vending machines no Brasil, lançou o conceito Gran Coffee Express e também tem instalado este conceito em dezenas de empresas e tem planos ambiciosos para os próximos anos. Outras redes, como o Café Suplicy, já estão presentes com soluções de micro market em vários escritórios da WeWork. A Boali, maior rede de alimentação saudável, recentemente anunciou seus planos para este segmento. São 3 formatos: Omnibox, Micro Market e Boali Móvel. Em breve, instalarão suas soluções em vários pontos comerciais diferenciados como condomínios comerciais, hospitais, academias, entre outros. A Omnibox é um dispenser autônomo em formato de geladeira, que pode servir ao mesmo tempo produtos secos e resfriados, próprios para o consumo imediato. Evolução das vending machines, este modelo proporciona maior autonomia aos clientes, que, por meio de um aplicativo instalado no celular e a leitura do QRcode, são capazes de ter acesso a todo o estoque. Já a Boali Móvel é um carrinho adaptado para servir produtos refrigerados e secos que, por sua mobilidade, trará mais flexibilidade para o franqueado explorar áreas próximas à loja, como praças, parques, pequenos malls, faculdades, escolas e também em eventos.

Num mundo cada vez mais omnichannel, vender deixou de ser realizado apenas num único canal de vendas. É necessário estar presente no momento certo para o consumidor. Seja numa loja física no shopping, no e-commerce e também no local de trabalho, na academia de ginástica ou até dentro do condomínio onde mora.

Um novo mindset na moda: menos tendências e mais propósito

Quando falamos em moda, todos nós já aguardamos novidades, referências, uma visão de futuro. A moda é para todos, democrática, futurista, inovadora e lançadora de tendências.

Mas essa percepção vem mudando bem rápido entre as novas gerações. A Geração Z, dos jovens de 18-20 anos, que são reais, espontâneos, engajados, buscam o “ikigai” ou propósito, a verdade deles, dos outros e das marcas que consomem acima de tudo. Eles têm como tendência a não definição, pois, para eles, sempre há um ponto de conexão, ponderação, receptividade e a identidade fluída.

Valores e causas reais que realmente importam para esse novo consumidor geram um checklist para marcas e empresas. E as perguntas que este público faz são: é livre de crueldade? Não usa plástico? Usa material reciclado? Realiza ações sociais junto à comunidade local?

Nesse contexto, vemos a ascensão de novos modelos de negócios como o de consignação. Nos Estados Unidos, a “Rent the Runway” proporciona as suas clientes um sistema de assinatura mensal de roupas em consignação. Você entra na loja com uma roupa e sai com outra. Qual mulher não gostaria de ter um guarda roupa novinho toda semana e que, além de tudo, é sustentável, compartilhado e atual?

Também se fala muito em upcycling. Totalmente diferente da reciclagem, os produtos são feitos a partir do reuso de materiais como peças de roupas usadas ou acessórios existentes. No Brasil, temos um exemplo que é a “Insecta Shoes”, marca de sapatos ecológicos veganos super transados. Os calçados são fabricados com garrafas pet, utilizam borracha reaproveitada e os tecidos e acessórios são de reuso. Reúnem em um só produto os conceitos de reciclagem e upcycling.

Nos Estados Unidos e Europa, grandes marcas como “ASOS” e “Urban Outfitters” possuem linhas vintage e de produtos que foram refeitos a partir de sobras de coleções. E, parece que o sucesso foi tão grande que as marcas estão investindo pesado nessa variável do negócio.

Para quem não está familiarizado ou antenado com essa demanda, fica a dica de sempre pensar se o negócio traz algum benefício para a comunidade local ou meio ambiente, se é sustentável e tem uma comunicação transparente com os clientes

Como o franchising pode impulsionar o capitalismo consciente no Brasil

Movimentos com o objetivo de rediscutir o papel e o espaço dos negócios e do dinheiro em nossas vidas estão avançando também no Brasil, o do Capitalismo Consciente e Empresas B, são movimentos que já utilizam as ferramentas da livre-iniciativa para injetar propósito nas atividades produtivas e elevar o impacto socioambiental positivo das empresas.

Todos os movimentos visam elevar o nível de conscientização das empresas para um objetivo maior, além-lucro, no sentido de combinar lucro e justiça social, produtividade e criatividade, eficiência e bem-estar, competição e espiritualidade, resultado e felicidade, temas estes que vem também sendo discutidos por vários autores, o principal deles, John Mackey, cofundador da Whole Foods, no seu livro o Capitalismo Consciente, que escreveu em parceria com o professor de negócios indiano Rajendra Sisoda. O autor prega a ideia de que negócios podem ser veículos para o aprendizado e crescimento pessoal e organizacional.

Mackey traz no seu livro uma definição abrangente de Empresas Conscientes: “São negócios galvanizados por propósitos maiores, que servem e alinham os interesses de todos os seus principais stakeholders; negócios com líderes conscientes que existem a serviço do propósito da companhia, das pessoas que ela toca e do planeta; e negócios com culturas resilientes de cuidado, que fazem com que trabalhar neles seja uma fonte de grande alegria e realização”.

O Capitalismo Consciente está pautado em quatro princípios básicos: propósito maior, também denominado de propósito transformador massivo, integração de stakeholders, liderança consciente e administração consciente.

Como especialista em desenvolvimento de redes de franquias e negócios, ao analisar todos esses movimentos, percebo o quanto as empresas franqueadoras e as gestoras de grandes redes de negócios podem impactar positivamente e numa velocidade muito maior, as empresas que fazem parte da rede da marca, seus parceiros franqueados ou licenciados para atuarem de forma consciente em suas empresas e perante seu mercado de atuação.

Grandes players do franchising, com redes com mais de 3000 unidades, 1000, 500, 100, já atuam em diferentes mercados e interagem com uma diversidade grande de clientes e empresas, contam com a força da rede para obterem benefícios para todos os integrantes da rede, por exemplo, as negociações em escala, as trocas de experiências e as boas práticas que são facilmente disseminada para toda a rede, fazendo com que os franqueados ou parceiros sejam mais eficientes e seus negócios mais rentáveis. Por que não usar todo esse poder e também influenciar positivamente todas essas empresas e pessoas para atuarem de forma consciente e melhorarem ainda mais os seus negócios e proporcionar também felicidade para as pessoas?

A resposta é clara, o exemplo e a ação devem vir dos líderes da franqueadora e de suas equipes que para atuarem dessa forma precisam ter incorporado os quatros princípios do capitalismo consciente, o que é um processo complexo e que vai exigir um envolvimento muito grande do executivo principal da empresa, via de regra as empresas buscam ajuda externa, uma consultoria especializada, por exemplo, para orientá-los nessa jornada.

Tudo começa pelo primeiro princípio, o propósito maior, que vai além da mera geração de lucro, segundo Mackey e Sisodia, “empresas ricas em propósito são normalmente aquelas que sempre se fazem perguntas como estas: Por que o nosso negócio existe? Por que ele precisa existir? Que valores centrais animam este empreendimento e são capazes de unir todos nossos stakeholders?” Para responder estas questões, cujas respostas devem estar impregnadas em toda a empresa, vai exigir uma grande reflexão dos sócios e executivos quanto à forma de agir e pensar o negócio, o que vai envolver mudança de cultura e de estrutura organizacional, mudança na forma de fazer marketing e em como se relacionar com o mercado e com os fornecedores, com seus colaboradores e em especial o cliente.

O segundo princípio do capitalismo consciente é a geração de valor compartilhado entre todos os stakeholders. Por incrível que parece ainda se lê em algumas declarações de missão de empresas, geralmente em grandes corporações, declarações como esta: “gerar valor para os acionistas”, uma visão totalmente voltada pra dentro da empresa.

E o cliente?  Aquele que faz gerar resultados para a empresa e a condição de pagar os dividendos para os acionistas? É ele, o cliente, que faz a marca/empresa aumentar o seu valor no mercado e torná-la mais competitiva. Segundo Hugo Bethlem, um dos representantes do capitalismo consciente no Brasil, “o acionista não pode ter privilégios em relação aos fornecedores, clientes e colaboradores, ao governo, meio ambiente e à sociedade em geral. As empresas conscientes reconhecem que cada um dos seus stakeholders é importante, que eles são conectados e interdependentes e que o seu dever é criar valor para todos eles.”.

O terceiro e quarto princípio tem a ver com a liderança e a cultura da empresa, assas coisas todas só vão funcionar e ter continuidade se as empresas tiverem lideres conscientes preocupados com a forma como são tratadas as pessoas que fazem parte do negócio e determinados a entender e defender o propósito da companhia, por uma liderança que sabe lidar com a diversidade e que busca muito mais influenciar do que punir, que não abrem mão de algum poder e riqueza, mas entendem que é possível conquista-los pela realização de um propósito.

As empresas conscientes devem usar uma abordagem de administração que seja consistente com a sua cultura e baseada em descentralização, empoderamento e colaboração. Segundo Bethlem, “muitas vezes, é a ganância, a concorrência desleal e a burocracia que acabam transformando tais empreendimentos em negócios menos conscientes”.

Finalizando, reforço o quanto o franchising pode ser o caminho mais curto para fomentar e impulsionar o capitalismo consciente no Brasil. O principal elemento as empresas que atuam no franchising já tem: atuam em rede. Portanto, faço o convite aos franqueadores, franqueados e todos os fornecedores do sistema: vamos fazer diferença no mundo!

21 De Janeiro De 2019 – CLAUDIA BITTENCOURT

O FRANCHISING E O CAPITALISMO CONSCIENTE

Papo reto, direto com o consumidor

Durante muitos anos, ao apoiarmos indústrias na aproximação de suas marcas com os consumidores, invariavelmente desenvolvíamos o melhor formato de loja que traduzisse a proposta de valor da marca e seu posicionamento. A loja sempre foi o ponto de contato mais eficiente para a marca se relacionar com o público alvo, criar uma experiência imersiva de compra, estabelecer uma confiança no relacionamento, controlar sua oferta e captar importantes informações sobre os hábitos dos seus clientes e reaplicá-las em seus negócios.

Esse artigo trata justamente sobre a rápida mudança de hábitos e as novas oportunidades que as marcas têm para chegar até o seu consumidor.

O papel da loja sofre uma mudança definitiva quando a relação de fidelidade que os consumidores tinham com um canal de vendas ou com um formato específico, acaba.

 Como consequência, a estratégia para uma marca ir ao varejo deve levar em conta um hábito de consumo mais plugado, diversificado, mais exigente e agnóstico do canal do que nunca. A sedução do contato direto, sem intermediários, a qualquer momento e lugar, promovido pelo desenvolvimento tecnológico, exige respostas ágeis das marcas e reduz as barreiras de entrada de novos competidores que criam novos modelos de negócio, aumentando a competitividade do mercado.

Neste cenário de absurda rapidez de transformação de consumo, existem 3 tipos de marcas:

  • marcas tradicionais que estão buscando agilidade e que, muitas vezes, o peso, a lentidão e os processos de suas corporações não permitem atuar na velocidade correta;
  • marcas que não estão enxergando essa transformação. Essas, porém, não terão vida longa;
  • as novas marcas que já nascem com um mindset moderno, que estabelecem um papo direto e reto com seus consumidores.

As marcas iam ao varejo em busca de um contato mais próximo com quem consome. Hoje, elas podem ir diretamente ao consumidor, sem que isso signifique o fim do varejo.

Nos últimos anos, surgiu um novo termo para definir as marcas que já nascem digitais, que dialogam diretamente com seus clientes, têm presença física no varejo, mas não fazem distinção entre os canais. São as DNVB, Digitally Native Vertical Brands, ou, numa tradução livre, Marcas Nativas Digitalmente Verticais.

No varejo, é fundamental enxergar o cliente como único, independente do canal de contato. Como uma resposta clara à essa necessidade, as DNBVs são um só negócio, um só canal vertical de contato direto da marca com seu consumidor. Integrando o ON e OFF, se valendo de todos os benefícios de inteligência de dados que esse modelo permite.

O que caracteriza uma DNVB:

  • O principal meio de interação,  transação e storytelling para  os  consumidores é através da internet e se valem de muita tecnologia no seu modelo de negócio;
  • A DNVB  é  maníaca  pela  experiência  e  intimidade  com  o  A  experiência  se  sustenta  em  três  pilares:  produto  físico,  experiência  digital (com utilização de dados para criar intimidade com o consumidor)  e  atendimento  ao  cliente;
  • A DNVB  raramente  opera  APENAS  em  canais  digitais, estendendo sua atuação para o off-line através de varejo físico estimulando a experimentação com lojas próprias e parcerias exclusivas com grandes varejistas;
  • São marcas verticais. O nome da marca é o mesmo no digital (em seu site, e e-commerce) como no seu produto físico.

Que fique bem claro: apesar de serem comercializadas prioritariamente pelo digital, as DNVB, como definição, NÃO SÃO um e-commerce. O canal digital é apenas uma camada de ativação comercial e não seu ativo principal. A marca é.

Quem desenvolveu o termo DNVB foi Andy Dunn, que, em 2007, criou a BONOBOS, uma legítima marca digital vertical de moda masculina que quando surgiu confundia-se com um showroom e, recentemente, foi comprada pelo WalMart por US$ 310 milhões. Há quem diga que a ida de Andy Dunn para dentro do gigante varejista ajudará a empresa a acelerar sua transformação digital.

Novas marcas que conversam verticalmente com seus clientes estão crescendo e ganhando o mercado:

  • Warby Parker revolucionou a forma de comprar óculos. Hoje vale mais de um bilhão de dólares e tem mais de 65 lojas físicas;
  • Dollar Shave, startup que incomoda a gigante Gillette, foi comprada pela Unilever por U$1 bilhão;
  • Casper, fundada em 2013, vende colchões e travesseiros em caixas entregues diretamente na casa dos seus clientes. Tem hoje cerca de 13 lojas e pretende abrir 200 lojas físicas nos próximos 3 anos. Está revolucionando um mercado “adormecido” do varejo de colchões americano e serviu de inspiração para a brasileira Zissou.

O desenvolvimento e amadurecimento das DNVBs podem ajudar, e muito, tanto as indústrias tradicionais a repensarem sua forma de chegar ao seu consumidor, como oxigenar o modelo desgastado de varejo puramente baseado em lojas físicas.

ProXXIma – 21 de setembro de 2018 – Por Alexandre van Beeck

https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2018/09/21/papo-reto-direto-com-o-consumidor.html