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Como o franchising pode impulsionar o capitalismo consciente no Brasil

Movimentos com o objetivo de rediscutir o papel e o espaço dos negócios e do dinheiro em nossas vidas estão avançando também no Brasil, o do Capitalismo Consciente e Empresas B, são movimentos que já utilizam as ferramentas da livre-iniciativa para injetar propósito nas atividades produtivas e elevar o impacto socioambiental positivo das empresas.

Todos os movimentos visam elevar o nível de conscientização das empresas para um objetivo maior, além-lucro, no sentido de combinar lucro e justiça social, produtividade e criatividade, eficiência e bem-estar, competição e espiritualidade, resultado e felicidade, temas estes que vem também sendo discutidos por vários autores, o principal deles, John Mackey, cofundador da Whole Foods, no seu livro o Capitalismo Consciente, que escreveu em parceria com o professor de negócios indiano Rajendra Sisoda. O autor prega a ideia de que negócios podem ser veículos para o aprendizado e crescimento pessoal e organizacional.

Mackey traz no seu livro uma definição abrangente de Empresas Conscientes: “São negócios galvanizados por propósitos maiores, que servem e alinham os interesses de todos os seus principais stakeholders; negócios com líderes conscientes que existem a serviço do propósito da companhia, das pessoas que ela toca e do planeta; e negócios com culturas resilientes de cuidado, que fazem com que trabalhar neles seja uma fonte de grande alegria e realização”.

O Capitalismo Consciente está pautado em quatro princípios básicos: propósito maior, também denominado de propósito transformador massivo, integração de stakeholders, liderança consciente e administração consciente.

Como especialista em desenvolvimento de redes de franquias e negócios, ao analisar todos esses movimentos, percebo o quanto as empresas franqueadoras e as gestoras de grandes redes de negócios podem impactar positivamente e numa velocidade muito maior, as empresas que fazem parte da rede da marca, seus parceiros franqueados ou licenciados para atuarem de forma consciente em suas empresas e perante seu mercado de atuação.

Grandes players do franchising, com redes com mais de 3000 unidades, 1000, 500, 100, já atuam em diferentes mercados e interagem com uma diversidade grande de clientes e empresas, contam com a força da rede para obterem benefícios para todos os integrantes da rede, por exemplo, as negociações em escala, as trocas de experiências e as boas práticas que são facilmente disseminada para toda a rede, fazendo com que os franqueados ou parceiros sejam mais eficientes e seus negócios mais rentáveis. Por que não usar todo esse poder e também influenciar positivamente todas essas empresas e pessoas para atuarem de forma consciente e melhorarem ainda mais os seus negócios e proporcionar também felicidade para as pessoas?

A resposta é clara, o exemplo e a ação devem vir dos líderes da franqueadora e de suas equipes que para atuarem dessa forma precisam ter incorporado os quatros princípios do capitalismo consciente, o que é um processo complexo e que vai exigir um envolvimento muito grande do executivo principal da empresa, via de regra as empresas buscam ajuda externa, uma consultoria especializada, por exemplo, para orientá-los nessa jornada.

Tudo começa pelo primeiro princípio, o propósito maior, que vai além da mera geração de lucro, segundo Mackey e Sisodia, “empresas ricas em propósito são normalmente aquelas que sempre se fazem perguntas como estas: Por que o nosso negócio existe? Por que ele precisa existir? Que valores centrais animam este empreendimento e são capazes de unir todos nossos stakeholders?” Para responder estas questões, cujas respostas devem estar impregnadas em toda a empresa, vai exigir uma grande reflexão dos sócios e executivos quanto à forma de agir e pensar o negócio, o que vai envolver mudança de cultura e de estrutura organizacional, mudança na forma de fazer marketing e em como se relacionar com o mercado e com os fornecedores, com seus colaboradores e em especial o cliente.

O segundo princípio do capitalismo consciente é a geração de valor compartilhado entre todos os stakeholders. Por incrível que parece ainda se lê em algumas declarações de missão de empresas, geralmente em grandes corporações, declarações como esta: “gerar valor para os acionistas”, uma visão totalmente voltada pra dentro da empresa.

E o cliente?  Aquele que faz gerar resultados para a empresa e a condição de pagar os dividendos para os acionistas? É ele, o cliente, que faz a marca/empresa aumentar o seu valor no mercado e torná-la mais competitiva. Segundo Hugo Bethlem, um dos representantes do capitalismo consciente no Brasil, “o acionista não pode ter privilégios em relação aos fornecedores, clientes e colaboradores, ao governo, meio ambiente e à sociedade em geral. As empresas conscientes reconhecem que cada um dos seus stakeholders é importante, que eles são conectados e interdependentes e que o seu dever é criar valor para todos eles.”.

O terceiro e quarto princípio tem a ver com a liderança e a cultura da empresa, assas coisas todas só vão funcionar e ter continuidade se as empresas tiverem lideres conscientes preocupados com a forma como são tratadas as pessoas que fazem parte do negócio e determinados a entender e defender o propósito da companhia, por uma liderança que sabe lidar com a diversidade e que busca muito mais influenciar do que punir, que não abrem mão de algum poder e riqueza, mas entendem que é possível conquista-los pela realização de um propósito.

As empresas conscientes devem usar uma abordagem de administração que seja consistente com a sua cultura e baseada em descentralização, empoderamento e colaboração. Segundo Bethlem, “muitas vezes, é a ganância, a concorrência desleal e a burocracia que acabam transformando tais empreendimentos em negócios menos conscientes”.

Finalizando, reforço o quanto o franchising pode ser o caminho mais curto para fomentar e impulsionar o capitalismo consciente no Brasil. O principal elemento as empresas que atuam no franchising já tem: atuam em rede. Portanto, faço o convite aos franqueadores, franqueados e todos os fornecedores do sistema: vamos fazer diferença no mundo!

21 De Janeiro De 2019 – CLAUDIA BITTENCOURT

O FRANCHISING E O CAPITALISMO CONSCIENTE

Alibaba investe em sustentabilidade neste Single’s Day

O Alibaba atendeu 1,3 bilhão de pedidos de entrega na edição deste ano do Single’s Day, também chamado Global Shopping Festival. Todo este volume de entregas gera uma enorme quantidade de caixas e, portanto, de lixo. Diante deste panorama, o Alibaba se comprometeu a fazer do maior evento de vendas do mundo uma data relacionada não apenas a consumo, mas também a sustentabilidade.

“Nos últimos dez anos, continuamos a estabelecer novos recordes da GMV e com isso nossa responsabilidade aumentou”, disse Jiang Fan, presidente da Taobao e Tmall. “O 11.11 deste ano não será apenas sobre nossos volumes GMV, mas também sobre desenvolvimento sustentável”.

Para esse fim, ele disse que o Alibaba montou estações de reciclagem de caixas e sacolas indesejadas – 40 mil delas – em toda a China, por meio da Cainiao Smart Logistics Network, enquanto seus parceiros de correio expresso estão hospedando outras 35 mil estações.

Esses 75 mil locais continuarão a funcionar como estações de reciclagem permanentes após o evento de vendas, ajudando a reciclar mais de 100 milhões de caixas anualmente, de acordo com as estimativas do Alibaba. A companhia também estabelecerá o dia 20 de novembro como o “Dia Nacional de Reciclagem de Caixas de Papelão” na China, implantando estações de reciclagem rápida em 180 bairros de Xangai, Pequim, Guangzhou, Shenzhen e Hangzhou naquele dia.

Para cada caixa reciclada nas estações de reciclagem de Cainiao, os consumidores podem escanear um código QR nos aplicativos Taobao, Cainiao ou Alipay para receber pontos de “energia verde” no mini-programa do Alipay Ant Forest. Seus pontos podem ser trocados pelo plantio de árvores nas áreas mais áridas da China, como as regiões desérticas da Mongólia Interior, Gansu, Qinghai e Shanxi.

O Alibaba também estima que mais de 50 milhões de pessoas tenham participado dos esforços de logística verde durante o festival de compras. Os consumidores podem se envolver online e offline, fazendo desde compras ecológicas até a reciclagem de embalagens.

Antes do evento, os consumidores puderam fazer parte do esforço de reciclagem por meio do aplicativo Mobile Taobao e receber “Meow Coins”, uma moeda de jogo interativa que se converte em descontos nas compras do 11.11. Mais de 20 milhões de pessoas utilizaram o aplicativo em 11 de novembro.

O Alibaba também está incentivando os consumidores a reciclar seus produtos indesejados, em vez de jogá-los fora. De 1 a 11 de novembro, a empresa organizou um programa de troca de aparelhos e eletrônicos nos aplicativos Taobao, Idle Fish e Alipay.

Os consumidores puderam doar dispositivos usados ​​de 80 categorias, de telefones e laptops a aparelhos de ar condicionado e máquinas de lavar, e receber compensação pelos itens reciclados, além de descontos especiais para comprar novos. Por exemplo, os consumidores poderiam receber até RMB 4.112 (US$ 587) pela reciclagem de um iPhone X, além de pacotes vermelhos no valor de RMB 411 para comprar um novo modelo.

O Tmall, o mercado de comércio eletrônico B2C do Alibaba, também realizou o descarte ecológico de produtos, como o recrutamento de mais de uma centena de produtores reais para fazer transmissões ao vivo promovendo o arroz de água salgada, uma alternativa mais sustentável à cultura de arroz, que faz uso intensivo de água do mar diluída em vez de água fresca.

A plataforma vendeu 358 mil kg de arroz de água salgada em apenas dez dias nas pré-vendas do 11.11. Isso representa o equivalente a 716.000 metros quadrados de terra que foram transformados de “terras residuais” afetadas pelo sal em terras aráveis.

Quase 40 marcas da Tmall, como L’Oréal e Giorgio Armani Beauty, optaram por usar materiais de embalagem ecológicos, como caixas que não precisam de fita adesiva. Eles enviaram 150 milhões de caixas livres de plástico no ano passado, ajudando a economizar mais de 200 milhões de metros de fita plástica.

A Cainiao também fez parceria com o Tmall Supermarket e Lingshoutong para promover a reutilização de caixas nas operações diárias. Hoje, mais de 70% de suas entregas são enviadas em caixas de papelão reutilizadas, em vez de novas embalagens.

Quando os consumidores fazem suas compras no supermercado Freshippo, no Alibaba, eles recebem pontos de energia verde do programa Ant Forest ao optar por sacolas plásticas. Os compradores do Freshippo contribuíram com quase 1 bilhão de pontos até outubro, o equivalente ao plantio de 560 mil árvores.

A rede também procurou ampliar seus esforços de redução dos resíduos de plástico, projetando embalagens mais eficientes, o que ajudou a economizar cerca de 70 toneladas de plástico.

Isso ocorre quando os consumidores chineses se tornam cada vez mais conscientes do meio ambiente. No início deste mês, o braço de pesquisa do Alibaba Group, AliResearch, disse que mais de 380 milhões de consumidores compraram produtos ecológicos em Taobao e Tmall no ano passado, a maioria dos quais é jovem: cerca de 41,8% desses consumidores nasceram após 1990 e 32,9% nasceram depois de 1980. Nas plataformas, as pesquisas por palavras-chave como “biodegradável” aumentaram 284%, enquanto por “coleta de lixo” aumentou 2 mil vezes.

Essas medidas seguem a campanha verde mais abrangente da Cainiao até o momento: a Alibaba Green Logistics 2020. A campanha apresenta esforços conjuntos de toda a empresa para melhorar a reciclagem de materiais, embalagens, planejamento de rotas e métodos de entrega para reduzir o desperdício e promover a sustentabilidade.

A Cainiao disse que seu algoritmo de desenvolvimento de embalagens inteligentes, que avalia itens comprados por categoria, volume, peso e área e, em seguida, combina os produtos com a forma de embalagem com maior eficiência de espaço, ajuda a melhorar o uso de embalagens de cerca de 290 milhões de encomendas por ano e reduz a quantidade de materiais desperdiçados devido à sobre-embalagem em 15%.

Para economizar papel, a Cainiao também expandiu o uso de etiquetas de envio eletrônico para substituir os adesivos de papel tradicionais. A empresa aplicou etiquetas de remessa eletrônica em cerca de 100 bilhões de encomendas nos últimos cinco anos, ajudando a compensar 1 bilhão de quilogramas de emissões de carbono.

“A logística verde é uma parte essencial do nosso modelo de negócios”, disse Niu Zhijing, que lidera a Campanha Go Green da Cainiao. “Acreditamos que a sustentabilidade só pode ser incentivada através de esforços conjuntos em toda a cadeia de valor, desde fornecedores de embalagens, plataformas e marcas de comércio eletrônico até empresas de entrega expressa, consumidores e formuladores de políticas. Todas as partes interessadas precisam agir em conjunto.”

“Também queremos inspirar os consumidores a agir, facilitando a participação por meio de pequenas ações”, disse Niu.

Cresce o consumo de produtos sustentáveis de higiene e beleza

Segundo o estudo Green is the New Black, da Nielsen Brasil, o mercado de produtos sustentáveis em Higiene & Beleza (H&B) ganhou relevância no faturamento das empresas e está cada vez mais presente no dia a dia das famílias brasileiras, em um ritmo de crescimento que está longe de desacelerar.

Isso porque o conceito de sustentabilidade mudou nos últimos anos. O que antes girava em torno apenas da preocupação com o meio ambiente, hoje permeia várias esferas: desde embalagens sustentáveis, ingredientes naturais, e até teste em animais.

No Brasil, ser sustentável sai do discurso do brasileiro e se torna cada vez mais um fator de decisão no momento de compra. O tema já está na lista das TOP 3 preocupações para mais de 32% da população. Os lares que declaram ter hábitos e atitudes sustentáveis já somam mais de 7 milhões no país e concentram 18,2% do faturamento de Higiene & Beleza.

“A indústria pode ter um papel ativo na conscientização e educação do seu consumidor. Esse mercado está crescendo, as empresas precisam estar atentas para decidirem se querem ser protagonistas ou seguidoras”, disse a líder da Indústria de Higiene & Beleza da Nielsen Brasil, Margareth Utimura.

Segundo o estudo, do total de lares sustentáveis no Brasil, 53,7% são compostos de 3 a 4 pessoas, 65,6% são mulheres e 3,8 milhões pertencem às classes econômicas A e B.
Na análise, a Nielsen apresenta ao mercado uma realidade, com o consumidor tendo características sustentáveis como definidoras da compra.

Para isso, foram separadas por categorias: produtos que não são testados em animais (cruelty free); possuem ingredientes naturais e são veganos.

Entraram na lista as seguintes categorias: desodorante, sabonete, shampoo, cremes para pele (rosto e corpo), pós-shampoo, bronzeador/protetor solar, maquiagem, fio dental, creme dental e preservativos.

Na pesquisa, feita com apoio do painel online da Ebit|Nielsen, o consumidor declarou que os produtos mais comprados nestes grupos são shampoo (29,9%), sabonete (24,1%) e pós-shampoo (22,5%).

* Imagem reprodução

Vivo inaugura loja sustentável em shopping de São Paulo

A Vivo inaugurou sua primeira loja sustentável, que segue os conceitos LEED – Leadership in Energy and Environmental Design, selo criado pela organização americana U.S. Green Building Council. A unidade tem 167m², está localizada no Shopping VillaLobos, na capital paulista, e atende a mais de 80 pontos nas nove categorias da certificação ambiental internacional com o objetivo de atingir o selo Platinum.

“A sustentabilidade faz parte da estratégia de lojas da Vivo, que busca transformar pontos de venda em pontos de experiência, oferecendo espaços cada vez mais relevantes para os consumidores e a sociedade”, afirmou Fernando Rheingantz, diretor de Canais da Vivo.

A sustentabilidade das unidades está no mobiliário com certificação ambiental, na redução do consumo de energia elétrica e na sua utilização a partir de fontes renováveis, além da eliminação do papel e copos plásticos.

A previsão da empresa é que a redução do consumo de energia ultrapasse 28% quando comparado com a de uma loja tradicional. Para conseguir atingir este percentual, foram instalados sistemas de automação para controle da iluminação, calibrado para garantir economia e segurança e de ar- condicionados com consumo reduzido de água gelada.

A nova loja também conta com equipamento de recuperação de energia do ar-condicionado. Há sensores de presença e de desligamento automático da iluminação. A geração de energia também é 100% renovável por meio de sistema fotovoltaico e da contratação de energia verde no mercado livre incentivado.

O ponto de venda utiliza um sistema de recuperação de energia que requer menos intensidade do equipamento de ar-condicionado e contribui para a redução do consumo de água. A renovação do ar é feita por meio de filtragem fina, possibilitando a retenção de partículas e poluentes. Assim, a taxa de renovação do ar é 30% maior que a exigida por normas internacionais, fornecendo maior capacidade de diluição dos poluentes.

O mobiliário da nova unidade foi fabricado a partir utiliza madeira certificada FSC, que atesta o manejo correto e adequado às normas ambientais. As tintas, selantes e colas usadas na loja possuem baixo ou nenhum índice de Componentes Voláteis Orgânicos (COV) em sua composição, reduzindo o cheiro e os impactos causados por estes produtos químicos.

Outra ação sustentável desenvolvida pela operadora é o programa Recicle com a Vivo, em que a operadora oferece para clientes e não clientes a coleta e destinação de celulares, carregadores e baterias sem uso. Os componentes eletrônicos são destinados à reciclagem de acordo com as normas ambientais. Em 2018, as urnas do programa de reciclagem receberam cinco toneladas de equipamentos, o equivalente a 76,6 mil itens.

A Vivo oferece descontos na compra de smartphones mediante a entrega do aparelho usado. Os descontos variam de acordo com o modelo e conservação do equipamento. Os equipamentos em bom estado são recondicionados e comercializados por empresa parceira no mercado de usados. Por meio deste programa, foram recolhidas 12,9 toneladas de aparelhos, o equivalente a 84,2 mil itens.

Entre os aparelhos comercializados pela operadora, 73% possuem o selo Ecorating, que avalia, com notas de 0 a 5, mais de 100 critérios socioambientais na produção e destinação dos smartphones. A avaliação é feita pela ONG Forum for The Future, do Reino Unido.

Varejo verde: Malwee lança etiqueta para identificar peças sustentáveis

A Malwee irá lançar o selo “Moda do Bem”, que indica suas peças sustentáveis, fabricadas com uso reduzido de água, matérias primas orgânicas e biodegradáveis. A identificação será introduzida em dezembro, em uma coleção cápsula.

Um dos tecidos utilizados será confeccionado com 88% de poliéster reciclado, a partir de embalagens plásticas. De acordo com a empresa, a utilização deste material já permitiu que 30 milhões de garrafas fossem retiradas do meio ambiente.

Outro tecido que utiliza técnicas sustentáveis é o jeans, produzido com técnicas industriais que reduzem em até 93% o consumo de água. Algumas peças receberão algodão desfibrado, feito com resíduos de malhas recicladas. O tingimento é realizado a partir de um processo sustentável, que permite reduzir em até 98% o volume de água. As próprias etiquetas das peças serão feitas com tecido reciclado e as embalagens com plástico totalmente reciclado.

A criação do selo e da coleção cápsula é parte de um termo de compromisso da ONU, chamado Our Only Future (Nosso Único Futuro), que busca evitar o aumento da temperatura média global e zerar a emissão de gases de efeito estufa até 2050.

Apenas três empresas brasileiras assinaram o acordo: Klabin, Natura e a Malwee. A marca têxtil também aderiu ao pacto Fashion Pact, assinado por 32 empresas de moda, durante a reunião do G7, na França.

Guilherme Weege, atual presidente da Malwee, acredita que estes pactos ajudam a trazer visibilidade para as questões ambientais e a fabricação de produtos. “Hoje o consumidor não sabe como é fabricado o produto que ele consome, mas ele está interessado no processo”, disse.

A indústria têxtil é uma das que mais polui. Um caminhão de resíduos têxteis é jogado no lixo a cada segundo no mundo e as peças de vestuário geram meio milhão de toneladas de microfibras nos oceanos a cada ano.

De acordo com o executivo, a questão do preço é uma das maiores geradoras dos impactos ambientais. “O rápido consumo puxa os preços cada vez mais para baixo e as empresas buscam os países com os menores custos de produção”, explicou Weege.

O preço das linhas sustentáveis da Malwee é próximo ao das peças tradicionais. Mas a fabricação permanece mais cara, pois não há escala suficiente para reduzir o custo.

Para a Malwee, os ganhos devem vir em longo prazo com a redução dos custos de materiais e dos gastos com água, além do barateamento do processo com a ampliação da escola. Porém, até isso acontecer, as margens da empresa serão reduzidas. “Há consumidores que enxergam o diferencial desses produtos, mas ainda não é uma peça que se paga”, afirmou o presidente da empresa.

Para Weege, o fast fashion não deve deixar de existir. “A moda é passageira, não é atemporal, então o fast fashion continuará a existir. A diferença é que o público irá buscar mais qualidade e outros modos de produção”, afirmou.

Nestlé inaugura instituto de desenvolvimento de embalagens sustentáveis

A Nestlé está inaugurando o Institute of Packaging Sciences [Instituto de Ciências da Embalagem], na sede da Nestlé Research, em Lausanne, na Suíça. O novo instituto permitirá à companhia acelerar seus esforços para trazer ao mercado soluções funcionais, seguras e ecologicamente corretas para enfrentar o desafio global dos resíduos das embalagens plásticas. A iniciativa é um passo importante para a companhia alcançar o compromisso de tornar 100% de suas embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025.

“Temos a visão de um mundo em que nenhuma de nossas embalagens termine em aterros sanitários ou como lixo. Para tanto, estamos introduzindo soluções de embalagens reutilizáveis e pioneiras em materiais ecológicos. Além disso, apoiamos o desenvolvimento de infraestrutura local de reciclagem e armazenagem, contribuindo para um mundo sem resíduos”, disse Mark Schneider, CEO da Nestlé.

O instituto se concentra em várias áreas da ciência e tecnologia, como embalagens reutilizáveis, materiais de embalagem simplificados, reciclados, papéis de barreira de alto desempenho e materiais de base biológica, compostáveis e biodegradáveis. O centro inclui um complexo de laboratórios de última geração, além de instalações para prototipagem rápida. Em estreita colaboração com a rede global de pesquisa e desenvolvimento da Nestlé, parceiros acadêmicos, fornecedores e startups, o instituto avaliará a segurança e a funcionalidade de vários materiais de embalagem sustentáveis.

A multinacional também vem investindo em outras ações ligadas à sustentabilidade. A empresa desenvolveu com especialistas e fornecedores de embalagens produtos empacotados em papel reciclável, tais como o chocolate em pó Nesquik All Natural e as barras de cereais YES!.

A Nestlé anunciou também a meta de atingir emissão zero de gases de efeito estufa até 2050. A companhia adota o objetivo mais ambicioso do Acordo de Paris, de limitar o aumento da temperatura global em 1,5°C. Antecipando-se à Conferência sobre as Mudanças Climáticas, organizada pelo Secretário Geral das Nações Unidas neste mês, a empresa assinará o compromisso “Ambição das Empresas pela meta de 1,5°C”. A Nestlé revisará seu progresso anualmente.

Com o anúncio, a fabricante acelera seus esforços relacionados às mudanças climáticas, com base em mais de dez anos de trabalho para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Nos últimos quatro anos, a empresa alinhou seus objetivos com metas científicas para manter o aumento da temperatura abaixo de 2°C.

“A mudança climática é uma das maiores ameaças que enfrentamos como sociedade. É também um dos maiores riscos para o futuro de nossos negócios”, disse Schneider. “Nosso tempo para evitar os piores efeitos do aquecimento global está acabando. É por isso que estamos estabelecendo uma ambição mais ousada de alcançar um futuro com emissão zero. Implantando os recursos globais e o know-how industrial da Nestlé, sabemos que podemos fazer uma diferença muito significativa. Nossa jornada para a emissão zero já começou há algum tempo. O que estamos fazendo agora é acelerar nossos esforços”, acrescentou.

Para alcançar a meta, a companhia irá adotar ações, tais como: lançar mais produtos com melhor pegada ambiental e que contribuam para uma dieta equilibrada, o que inclui mais opções de alimentos e bebidas à base de vegetais; ampliar iniciativas na agricultura para absorver mais carbono, por meio do fortalecimento de seus programas com agricultores para recuperar a terra e limitar as emissões de gases de efeito estufa; implantar ações de reflorestamento e melhora da biodiversidade; usar energia elétrica 100% renovável nas fábricas, armazéns, logística e escritórios da Nestlé.

“Estamos transformando nossas operações para alinharmos nossos objetivos com a meta de 1,5°C e levar a uma grande mudança na maneira como nossos ingredientes são produzidos e adquiridos. Nossos fornecedores precisarão embarcar nessa jornada conosco. A tarefa é enorme, mas estamos determinados a fazer com que isso se realize”, afirmou Magdi Batato, vice-presidente Executivo e chefe de Operações da Nestlé.

A empresa está tornando suas redes de distribuição e depósitos mais eficientes e otimizando suas rotas para reduzir o consumo de combustível e as emissões de carbono. Nos 100 principais centros de distribuição da empresa as emissões de gases de efeito estufa diminuíram quase 40% nos últimos quatro anos. A Nestlé intensificou suas atividades para assegurar o fornecimento responsável de suas matérias-primas e progrediu em direção à sua meta de desmatamento zero. Desde 2014, a redução das emissões de gases de efeito estufa em toda a sua cadeia de valor é equivalente à retirada de 1,2 milhão de carros das ruas.

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Riachuelo inaugura flagship no Shopping Morumbi em São Paulo

A varejista de moda Riachuelo lançou um novo modelo de loja, no Shopping Morumbi, em São Paulo.  A unidade possui 2.290m2 e conta com um mix completo de produtos da marca, com novos serviços e projetos pilotos da companhia. A loja possui experiência de compra digital, com a realização dos pagamentos sendo feitas por meio de dispositivos móveis espalhados pelo estabelecimento.

A flagship possui uma estratégia omnichannel, integrando a loja física com o universo digital. O cliente faz a compra digital na loja e escolhe o endereço para entrega, sem custo. Há ainda a opção dos lockers, que permite a realização do”compre e retire em loja”.

Os provadores da unidade utilizam tecnologia. Por meio de um espelho interativo, os clientes podem ver as outras cores e tamanhos disponíveis das peças, solicitar novos itens e ajustar a intensidade de luz.

A loja é organizada em departamentos, que possuem design e comunicação visual próprios. Ao todo, a unidade possui 67,8m2 de painéis de LED com o conteúdo e storytelling da marca. O espaço possui ainda áreas instagramáveis, como bonecos em tamanho real de personagens da DC, voltados para a interação dos clientes.

A Riachuelo do Shopping Morumbi possui ainda uma área voltada para a customização de peças, como jaquetas e camisetas. O chamado espaço RCHLO + permite a criação, impressão de estampas na hora e a aplicação de patches.

No mesmo espaço serão realizados workshops, bate-papos, ativações com artistas, entre outros. “Queremos que a loja se torne um espaço de encontro e, principalmente, de compartilhamento de ideias e experiências”, disse Elio Silva, diretor executivo de Marketing.

A loja recebeu o selo HBC (Healthy Building Certificate), uma certificação internacional que atesta a saludabilidade de construções com base na qualidade do ambiente. As luminárias foram produzidas a partir de cabides plásticos reciclados, uma reutilização dentro da própria cadeia.

A inauguração do Shopping Morumbi integra o plano de expansão da marca. Está prevista a abertura de mais três lojas e outros projetos, que serão lançados como pilotos na nova unidade e serão replicados nas demais lojas da rede nos próximos anos.