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Varejistas norte-americanos apostam em unidades dentro de campus universitários

A rede norte-americana Target está tentando atrair estudantes universitários. Para alcançá-los, a oitava maior varejista nos EUA está apostando em mini-lojas, que tem cerca de um terço do tamanho de uma unidade típica. De acordo com Jacqueline DeBuse, porta-voz da empresa, o mix foi reduzido e feito com base em uma seleção cuidadosa de produtos, gerando forte alta nas vendas e impulsionando sua expansão.

Nos últimos anos, a Target abriu novas unidades em cerca de 100 campi. Ela planeja abrir aproximadamente 30 dessas lojas de pequeno formato em faculdades anualmente, nos próximos anos, assim como em cidades e outras áreas sem espaço para unidades de tamanho normal.

Como a Target estoca uma grande variedade de itens e sua cadeia de suprimentos permite que o varejista concilie prontamente produtos com base no interesse do consumidor, suas lojas menores são capazes de atender à demanda por itens específicos para seus clientes universitários, como alimentos no formato grab-and-go, eletrônicos e roupa de cama que se encaixa nos colchões do dormitório.

O varejista não está sozinho. Enquanto as faculdades há muito olham para as empresas externas para ajudá-las a incluir recursos como livrarias e restaurantes fast-food no campus, um novo impulso no varejo inclui lojas de departamentos, supermercados e até mesmo lojas de marcas populares de vestuário.

“Os bons varejistas estão sempre procurando uma saída”, disse Steve Niggeman, vice-presidente executivo da Metro Commercial, que faz negócios imobiliários entre faculdades e varejistas, incluindo a Target. Enquanto as faculdades variam em tamanho e cultura, seus alunos, funcionários e, até mesmo os pais visitantes, podem ser clientes “bastante cativos”, acrescentou.

No final do ano passado, a cadeia de supermercados Publix, com sede na Flórida, abriu sua primeira loja em campus, localizada em terras arrendadas da University of South Florida (USF – Universidade do Sul da Flórida), embora já tivesse uma loja a menos de dois quilômetros e meio do campus de Tampa. O local, cerca da metade do tamanho de seu supermercado típico, está localizado próximo à nova vila residencial da escola, que pode abrigar cerca de 2.000 estudantes.

Para Ana Hernandez, vice-presidente assistente de habitação e educação residencial na universidade, estas iniciativas tem sido um sucesso em vários níveis. Os estudantes estão à procura de mais comodidades, ela disse, enquanto a universidade está procurando maneiras de aprofundar as conexões dos alunos com a comunidade do campus. Antes do acordo, acrescentou, o governo estudantil da universidade aprovou uma resolução em favor da adição do supermercado e a Publix concordou em realizar pelo menos duas feiras de empregos a cada ano para oferecer aos estudantes empregos e estágios.

“Não há dúvida de que os varejistas estão tentando gerar lealdade”, disse Nick Egelanian, presidente e fundador da empresa de varejo SiteWorks. Embora haja um grande movimento de faculdades e universidades para construir mais moradias estudantis, os varejistas sabem que estar associado a um dormitório é uma experiência positiva para a marca, acrescentou.

Ainda assim, Niggeman adverte que nem toda escola pode suportar esse tipo de varejo. De fato, a USF tem 50.000 estudantes, incluindo cerca de 6.300 que moram no campus. Ele estima que as faculdades com pelo menos 20.000 estudantes poderiam apoiar o varejo adicional no campus. À medida que mais estudantes escolhem a faculdade com base no tipo de “experiência” que podem ter, as opções de varejo podem se tornar um fator da decisão, disse.

Dada a popularidade das roupas esportivas, por exemplo, Niggeman acredita que cadeias como a Lululemon teriam ótimos resultados em alguns campi. Na verdade, a Lululemon abriu lojas temporárias “sazonais” perto de várias instituições, incluindo uma perto da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, no ano passado.

Egelanian pensa neste crescimento como uma nova variação de um tema antigo. “Sempre existiu varejo em faculdades”, ele disse, acrescentando que algumas, como a Universidade de Harvard, a Universidade de Georgetown e a Universidade da Califórnia, em Los Angeles, estão  em bairros bem estabelecidos, repletos de lojas de varejo.

Citando o crescimento da Target, Egelanian argumentou que as novas lojas são mais uma consequência de cadeias de varejo que se deslocam para áreas urbanas. Mas ele afirmou que a capacidade do varejista de se ajustar agilmente para atender à demanda dá uma vantagem a outros varejistas, como o Walmart, nesse tipo de mercado. Por sua vez, o Walmart recuou em uma iniciativa semelhante há alguns anos.

Um dos grandes varejistas das faculdades, a Barnes & Noble, percebeu mudanças nas tendências de varejo nos campi. A rede agora atualiza sua mercadoria de três a quatro vezes por ano, disse Kenneth Wincko, vice-presidente de marketing da Barnes & Noble College. Dentro de suas lojas em campus, a livraria está experimentando o varejo especializado, com curadoria de produtos de saúde e beleza, revistas, roupas esportivas e outros itens relacionados ao bem-estar.

A Barnes & Noble também tenta se integrar à vida no campus de outras maneiras, recebendo até 3.000 eventos por ano e abrindo lojas pop-up perto de estádios esportivos durante grandes torneios. A rede também está aberta ao feedback dos alunos. Por exemplo, quando a Barnes & Noble adicionou um café dentro de sua loja no campus da University of Central Florida (UCF – Universidade do Centro da Flórida), os estudantes pediram para comprar plantas – então a rede agora está testando a inclusão de floriculturas em suas lojas, afirmou Wincko.

A rede atualmente tem cerca de 770 unidades em campus e Wincko disse que há planos para adicionar dezenas a mais a cada ano.

Para ficar em contato com as necessidades dos alunos, a Barnes & Noble pesquisa anualmente 100.000 estudantes, usando endereços de e-mail coletados nas lojas do campus. Resultados recentes da pesquisa mostraram que metade dos alunos que responderam não tem todos os materiais necessários no primeiro dia de aula. Para resolver isso, a empresa está trabalhando com o corpo docente para identificar itens necessários, de livros a equipamentos de laboratório, para que a loja possa adequar seu estoque antes do início do semestre.

Os estudantes de hoje podem estar à vontade para fazer compras online (em alguns casos, mesmo durante as aulas), mas Wincko e outros executivos do setor acreditam que as lojas de tijolo e argamassa, aliadas ao comércio eletrônico, continuam sendo fundamentais.

A Target aumenta a capacidade de alunos, ou seus pais, comprarem itens online e buscá-los em uma loja próxima em uma hora, disse DeBuse. A varejista está apresentando um crescimento nas vendas de dois dígitos nesta modalidade, que é especialmente popular no início do ano acadêmico, acrescentou.

Os pontos de coleta da Amazon nos campi universitários ou próximos a eles têm um objetivo semelhante.

No entanto, o bônus para os varejistas que querem fazer negócios no campus, de acordo com DeBuse, é a capacidade de criar sentimentos positivos sobre a marca, assim como muitos alunos estão começando a tomar suas próprias decisões de compra.

Niggeman não tem certeza de onde essa tendência vai acabar. “Não vamos colocar 1 milhão de pés quadrados” de varejo no campus, afirmou. Mas as faculdades que estão aumentando o número de matrículas devem considerar como o varejo influencia esse crescimento. “À medida que você expande as matrículas, precisa de mais apoio”, disse.

Para Marcos Hirai, sócio-diretor da GS&BGH, esta movimentação dos varejistas norte-americanos é natural e representa a hiperconveniência: “O varejo precisa estar onde o consumidor está. Quanto mais perto dele (o consumidor), maiores as chances de conversão de vendas. Com o advento dos deliveries e do m-commerce, passa a ser uma maneira do varejo físico se fazer presente, trazendo lojas mais perto nos diferentes momentos do consumidor.”

O meme é a mensagem

28 de Outubro de 2016 10h – Atualizado às 10:32

Gravena
Pedro Gravena, head de digital e inovação da Y&R

E se antes as propagandas mais marcantes tinham o poder de entrar nas conversas das pessoas, sobretudo através dos bordões publicitários, hoje parte da publicidade faz o caminho reverso, utilizando a web para identificar os assuntos mais quentes e assim estabelecer uma conexão com potencial para engajar ou impactar o público. Neste contexto, os famosos memes ganham destaque.

Isso significa que o mercado encontrou a fórmula infalível? Absolutamente não. Como qualquer outra apropriação ou referência, a abordagem precisa ser criativa e bem contextualizada, sobretudo para não virar mico ou piada… Ou quem sabe um meme sobre “como fazer algo ruim”.

Totalmente adaptado a esse curioso e dinâmico ecossistema da web, Pedro Gravena, head de digital e inovação da Y&R, fala sobre as peculiaridades dessa cultura de apropriação bem-humorada das conversas do público, além das oportunidades e desafios para as marcas e agências neste contexto. Confira:

Qual é o papel das redes sociais e particularmente da linguagem de memes no atual cenário da conversa entre marcas e pessoas?

Os memes são a nova conversa de praça. Os antigos jargões da propaganda funcionavam muito no contexto histórico de uma mídia principal (TV) pautando a conversa da praça. Hoje, com a entrada do digital e a formação de opinião através das redes sociais, qualquer um pode gerar conteúdo, e qualquer pessoa pode criar o próximo meme e ser o dono da conversa da praça. É nisso que as agências têm que ficar conectadas. O ideal é ficar com o dedo no pulso da cultura digital, tão conectado que um dia vamos poder gerar o próximo meme.

Qual a melhor maneira de saber se um meme é forte o suficiente para ganhar corpo numa campanha e sobreviver a conversas em todas as mídias possíveis?

O melhor caminho para saber se o meme encaixa numa campanha ou se ele tem força para gerar vários formatos é pensar pelo caminho inverso. A sintonia entre o meme e a campanha tem que ser determinada pela campanha, não pelo meme. Explico: o conceito da campanha vai dizer se ele permite que ela assuma o formato de meme. Conceitos mais sisudos, naturalmente expelem os memes, e conceitos mais soltos atraem. Depois de checar a sintonia entre conceito e meme, o melhor a fazer é testar, fazer um piloto, executar o meme de uma maneira simples assumindo o conceito da marca. No caso de Itaipava “Dia de Verão” foi isso que fizemos, um teste simples com uma locução adaptando o discurso do dia de maldade ao Dia de Verão, e espalhando nos nossos próprios contatos pelo Whatsapp. A aceitação foi imediata, e foi a partir daí que tivemos a ideia de expandir os formatos para radio e vídeo.

Quais são os desafios ao pegar carona em um meme?

Os desafios são muitos. Encontrar o meme certo para a mensagem certa é uma tarefa muito difícil. É uma questão delicada de sintonia entre os valores da marca e a linguagem utilizada. Temos sempre que lembrar que o meme é um formato vivo, que cresce com a participação das pessoas. E a participação das pessoas é incontrolável. Ter a ilusão de controle sobre um meme é o maio pecado que uma marca pode cometer. O formato do meme só se encaixa em marcas mais abertas ao diálogo. Se a marca é mais distante e fechada, o meme pode crescer e tomar um caminho de rejeição, por exemplo, e isso nenhuma marca, nem agência desejam.

O que é mais complicado? Acertar o timing da ação ou a sintonia da conversa?

Sem nenhuma dúvida acertar a sintonia. O timing também tem uma variável delicada, mas quem dita o timing certo ou errado é a sintonia. Se o meme está “atrasado”, mas abre um diálogo positivo com o consumido, ótimo. Se ele está no tempo certo e gera um ruído para a marca, é ruim. Prestando atenção na sintonia, o timing se ajusta.

Quais são as características das marcas mais suscetíveis a entra nessa linguagem de memes?

Sem dúvida as marcas mais abertas ao diálogo. Marcas que tem muitos “haters” podem se dar muito mal tentando absorver a linguagem dos memes. A razão de participar de uma conversa já estabelecida pode seduzir as marcas, mas no caso de marcas “pouco queridas” o tiro pode sair pela culatra.

Usar meme é uma tática perecível ou há muito caminho para ser desbravado pela frente?

Se é uma tática perecível não sei, sei que ela já tem mais de 10 anos de uso. Enquanto o meme fizer parte da cultura, ele funciona como um caminho possível para a propaganda.

http://adnews.com.br/internet/o-meme-e-mensagem.html

Novas fronteiras para o crowdsourcing

Modelo que utiliza o conhecimento coletivo e colaborativo, o crowdsourcing propõe o diálogo e estabeleceu novas formas de engajamento entre marcas e consumidores.

Oportunidade para aplicar a cultura da inovação aberta das empresas, as campanhas de crowdsourcing podem ainda ajudar na redução das receitas internas devido a terceirização, proporcionar lealdade às marcas, abrir novas frentes de receitas e, mais importante, gerar uma economia em que os consumidores não são forçadamente classificados em categoria. Entretanto, se os objetivos não estiverem bem definidos, todo o esforço será tempo perdido. Escolher o momento adequado e o contexto, é primordial para que a ferramenta seja bem aproveitada em um plano de marketing.

Sob a perspectiva do anunciante, a luta pelo engajamento dos consumidores começa centrada no bom direcionamento nas estratégias de crowdsourcing. Mais da metade dos esforços de um projeto dessa natureza deve ser investido no desenvolvimento de um briefing capaz de estimular o pensamento e a criatividade das pessoas. A utilização do ambiente da internet facilita, já que os indivíduos tendem a ser mais abertos para o diálogo na web, onde não estão sendo julgados fisicamente.

As campanhas mais bem sucedidas deste segmento utilizam duas palavras chaves: “como” e “compartilhe”. A primeira no formato de questionamento a segunda sendo uma expressão do pensamento dos consumidores.

Veja alguns exemplos de cases em que os anunciantes utilizaram crowdsourcing:

O consumidor no centro das atenções
Fotos e filmes expressam locais e estilos de vida, e aproximam ainda mais marcas e pessoas. Se você já bebeu refrigerante, sabe que não pode evitar aquela sensação de “ahhh”, mas essa é uma experiência diferente para cada pessoa. Sendo assim, a Coca-Cola quis saber qual é o momento de cada um. Além de veicular um vídeo engajador durante o American Idol, a marca reuniu insights sobre como consumidores interpretam e expressam a experiência do sabor para enriquecer campanhas futuras.

Terceirização de contribuição
A área de design da Coca-Cola convocou os consumidores para ajudar no novo desafio da marca: encontrar novos jeitos e sensações para a Coca-Cola, cujo design das garrafas foi desenvolvido em 1915. Por meio do concurso #coke100for100 a Coca-Cola está colhendo sugestões de designers de todo o mundo, julgadas por um time importante de artistas e especialistas em design para discutir como serão os próximos anos em todas as áreas que atua. Novas embalagens e produtos podem surgir a partir das sugestões.

Quebrando barreiras culturais
Boas ideias transcendem fronteiras culturais entre países. Um dos exemplos é um projeto da Panasonic Viera 4KTV feito por profissionais de marketing do Japão focado no mercado japonês, porém o vencedor foi um projeto francês. De fato, boas ideias são mais susceptíveis de vir de fora da zona de conforto habitual de um comerciante, uma vez que os participantes que não fazem parte do target, abordam o desafio sob uma perspectiva mais refrescante e inovadora.

Ajude a ajudar
Campanha do suco Whelch solicitou aos consumidores, vídeos utilizando o aplicativo Vine enquanto estavam tomando um copo de suco e em seguida encenassem, oferecendo o copo para o próximo. Para cada vídeo enviado, eles doaram uma garrafa de suco para famílias carentes cadastradas na organização Family-to-Family. A intenção era fazer o maior vídeo de Vine do mundo com “Pass the glass”. Foi uma ideia colaborativa original que rendeu muitas conversas nas redes sociais

Portfólio de novos produto
A marca Lays consultou seus consumidores sobre novas ideias de sabor através do seu site e o voto social determinaria o vencedor que ganharia US$ 1 milhão. De quebra a marca ganhou muitos elogios por dedicar-se a ouvir os seus consumidores, e também respeito por dar espaço a algumas ideias inusitadas, como sabor de gema de ovo.

Em crowdsourcing, o conteúdo gerado deve ser tratado como rei. Entretanto há de se pensar que os coletivos não são somente de inteligência, Não existem soluções mágicas capazes de resolver qualquer problema. Inteligência negativa tem seu lado negativo, ignorância coletiva e fatores semelhantes.

Por Innovation Insights | 17 agosto 2015

http://innovationinsider.com.br/novas-fronteiras-para-o-crowdsourcing/

CO:Brasil chega ao País apresentando o storydoing

Os empresários Átila Francucci e Paulo Guerchfeld, grandes nomes da publicidade no Brasil e com importantes prêmios na bagagem, trazem para o mercado nacional a CO:Brasil, primeiro escritório da americana CO:collective fora dos Estados Unidos. Fundada por Ty Montague, um dos criativos de maior reputação no mercado americano e autor do livro True Story, a companhia é focada em estratégia e inovação aplicada ao desenvolvimento de negócios. Para isso, a agência apresenta um composto de marketing baseado no conceito storydoing, que, diferentemente do storytelling, busca a verdade dos clientes, o chamado quest.

Segundo a empresa, com essa metodologia, é criado um novo segmento no Brasil, que ocupa um espaço entre as consultorias de negócios e os fornecedores de comunicação já existentes no mercado. O foco é separar a story (história), dodoing (fazer), apresentando um novo conceito de marketing.

“Hoje as empresas estão preocupadas em como montar seu storytelling, ou seja, uma história criada para se destacar no mercado. O que a CO:Brasil propõe não é contar uma história, mas, sim, basear-se no propósito e nos fatos de cada cliente, para apresentar seu diferencial real no segmento”, explica Paulo Guerchfeld, sócio da CO:.

De acordo com a agência, o modelo já é um sucesso nos Estados Unidos e vem conquistando cada vez mais espaço nas áreas de comunicação, serviços, gestão e marketing em todo mundo. Outro diferencial apontado pela CO:Brasil é trabalhar de forma colaborativa, como sugere o nome CO:. “Após a primeira fase dos trabalhos, que vão definir o quest do cliente, a CO: Brasil pode indicar os fornecedores mais adequados para desenvolver as ações planejadas, resultados de um trabalho profundo, que dura até 20 semanas. Nosso job não inclui uma porcentagem de gerenciamento e administração dos indicados, mas se o cliente optar por essa gestão isso será negociado como fee mensal para o trabalho”, diz Guerchfeld.

A metodologia da CO:Brasil estabelece um detalhado roteiro de trabalho, que engloba um grupo multidisciplinar de profissionais de estratégia em marketing, pesquisa, design, criatividade, inovação, tecnologia, entre outros, para identificar o real propósito da empresa (quest).

Entre os 15 colaboradores da CO:Brasil, alguns foram enviados a Nova York, sede da CO: internacional, para treinamento e o conhecimento de casos de sucesso já consolidados de grandes marcas, como YouTube, Google, Timberland, Infiniti (Nissan Group), Museum of Modern Art (MoMA), Coca-Cola e Microsoft.

Os sócios da empresa esperam concluir 2015 com seis projetos finalizados e expandir os negócios para todo o Brasil, bem como para o mercado latino-americano.

Redação Adnews – 12 de Agosto de 2015 · Atualizado às 11h19

http://www.adnews.com.br/negocios/co-brasil-chega-ao-pais-apresentando-o-storydoing

Social Branding de sucesso é possível sim

Campanha  “Jovem Negro Vivo”, da DM9Rio para a Anistia Internacional (Reprodução/Youtube)

O social branding está cada vez mais presente nas ações das empresas, principalmente por conta das redes sociais, responsáveis pelo imenso engajamento entre as marcas e os seus públicos-alvo. Embora essa ação pareça simples, é necessário se atentar a alguns pontos, que vão definir o verdadeiro sucesso da campanha.
Antes de começar a explicar os motivos pelos quais é realmente mais complicado do que parece criar ações relevantes de social branding, vou explicar o que significa esse termo. O australiano Simon Mainwaring, um dos maiores autores que estuda o tema, define social branding como o engajamento das marcas com os consumidores a serviço de um propósito bem mais amplo, que simplesmente seus próprios interesses. O interessante desse conceito é que ele propõe que as marcas saiam da “zona de conforto” e contribuam para um mundo melhor.
Segundo dados da pesquisa We First, organizada por Mainwaring, 76% das pessoas não vêem problemas em marcas apoiarem boas causas e também lucrarem com isso, mostrando que a aceitação de ações sociais está em alta entre os consumidores.
Já que a ideia é fugir do óbvio e ir além, posso usar como exemplo um case bastante interessante da Pedigree, o “Adotar é tudo de bom”. Por meio de um assunto de interesse social, a adoção de cachorros abandonados, a empresa conseguiu se fixar como referência em projetos que seguem essa linha. A marca já era consolidada e, mesmo assim, se preocupou com um tema para o qual poderia simplesmente ter fechado os olhos. No entanto, o projeto que acontece em países do mundo inteiro, tornou a Pedigree cada vez mais bem vista pelos consumidores e também para aqueles que não têm bichos de estimação.
Mas nem todas as marcas conseguem alcançar o sucesso com uma ação de social branding. Para quem pretende acertar em cheio no projeto, algumas dicas são de grande valia:
– Estabeleça uma relação verdadeira com a sociedade. Observe que em cases de sucesso há sempre um gancho com algo relevante da sociedade, algum assunto que esteja precisando de ajuda. Então “coloque a mão na massa” e provoque uma mudança de verdade;
– Use uma linguagem que conversa com o seu público-alvo e que seja condizente com a empresa. Não force a barra. Se a sua marca é conservadora, vai soar muito falso usar uma linguagem coloquial. Pense bastante em quem você quer atingir e que imagem deseja passar;
– Defina uma diretriz para seguir e tenha a proposta muito bem definida. De nada adianta fazer social branding por fazer. Pense em uma ação que tenha a ver com a sua marca, só assim ela fará sentido aos olhos do consumidor e conseguirá perpetuar;
– Tente educar as pessoas em prol da sua causa. O objetivo maior deve ser sempre estimular uma mudança de comportamento nos consumidores;
– Tenha coragem para assumir riscos, sabendo que qualquer ação que envolva alguma mudança, implica em correr certos riscos. Coloque-os na balança e veja o quanto vale a pena assumi-los;
– Feito isso, divulgue sem moderação no ambiente online. As redes sociais são hoje os locais onde mais se vê o consumidor engajado por uma causa. Exemplo disso foram as manifestações de 2013, em que todos os protestos foram organizados na mídia social. Estar presente nesse meio é fundamental para atingir quem mais precisa saber da sua causa: o público alvo da sua marca.
E agora, se sente mais preparado para criar uma excelente campanha de social branding e tentar fazer do mundo um lugar melhor? Então boa sorte na sua jornada!
Artigo por Alberto Blanco, CEO da Riot
16 de julho de 2015 · Atualizado às 15h16

Geolocalização no marketing: os melhores usos de marca

A geolocalização cada vez mais faz parte de ações de marketing de empresas que buscam relevância na mensagem com base na localização exata do seu consumidor.

Confira a seguir alguns exemplos do uso dessa tecnologia aliado a uma boa dose de criatividade.

1 – A corretora de imóveis Realtor.com tem um app que reúne as informações do GPS dos consumidores para personalizar sua experiência de busca de imóveis, com opções como “para vender por perto”. Isso significa que os usuários não precisam preencher dados de localização e podem simplesmente usar o botão do aplicativo que exibe todas as casas a venda em torno da sua localização. O case é relatado por Ray Pun, Head of Strategic Marketing for Mobile Solutions da Adobe, em “What Marketers Need To Know About Geolocation Targeting”, publicado no CMO.com.

2 – A Nordstrom utilizou a tecnologia chamada Euclid Analytics para rastrear os movimentos dos seus consumidores no interior das lojas por meio de antenas WiFi. A experiência foi realizada por oito meses, entre 2012 e 2013, e, com a análise dos dados coletados, a rede conseguiu monitorar a visita dos clientes a cada departamento e o tempo que eles passavam em cada um.

Com isso, pôde, por exemplo, saber se era preciso adequar o número de atendentes a determinados horários de rush ou mudar o layout de uma ou outra seção. A rede afirmava que os dados eram anônimos e que, por isso, os consumidores não precisam se preocupar, mas ainda assim a prática gerou muita discussão em torno da privacidade dos consumidores e do direito de coletar dados de aparelhos móveis. Segundo o New York Times, a Nordstrom foi apenas uma das cerca de cem clientes da Euclid, que já havia rastreado em torno de 50 milhões de aparelhos em 4 mil localidades.

3 – A tecnologia utilizada pela Nordstrom é semelhante a dos beacons, com a diferença de que estes utilizam o Bluetooth no lugar do WiFi. Consumidores que não queiram ser rastreados podem simplesmente desativar a conexão de seus celulares. Já os que estiverem “visíveis” em uma loja Apple, por exemplo, que utiliza seus próprios iBeacons, podem receber comunicações personalizadas e, muitas vezes, relevantes sobre acessórios em promoção, por exemplo.

A Apple, inclusive, já trabalhou em parceria com a Major League Baseball (MLB) para colocar iBeacons nos estádios durante a temporada de beisebol. Para alguém que fosse assistir ao jogo do San Francisco Giants com o aplicativo da MLB no celular, o código de barras do bilhete poderia ser automaticamente exibido quando o usuário se aproximasse do portão. Para completar, o app exibiria também um mapa da localização do assento. E tem mais. Se o usuário se deslocasse, o app pode direcioná-lo para o fornecedor de hotdog mais próximo com um cupom de desconto. Redes como Lord & Taylor e Hudson’s Bay também já usam beacons em suas lojas.

4 – A Home Depot, rede de construção e decoração, é dona de uma das melhores práticas de geolocalização segundo Ray Pun, Head of Strategic Marketing for Mobile Solutions da Adobe. Ele conta que os clientes da rede ficam felizes em informar sua localização por dois motivos basicamente. Primeiro porque muitas vezes eles se perdem nas suas lojas gigantescas. Segudno porque a rede oferece algo que é realmente útil. Quando um cliente chega, o app Home Depot usa o GPS para fornecer um menu específico que ajuda o visitante a encontrar os itens que procura dentro da loja com mapas detalhados.

5 – A Quirky e a GE também usaram geolocalização para segmentar consumidores de Boston e Nova York e promover uma campanha de ar-condicionado controlado por dispositivos móveis. Segundo a ProXXIma, para isso as empresas utilizaram o serviço Poncho, que enviou mensagens de texto e e-mails com informações sobre o clima nas duas regiões. Depois de receber o alerta que indicava uma temperatura muito elevada, o consumidor impactado visualizava o link para comprar o ar condicionado pelo site.

Por Innovation Insights | 29 julho 2015

http://innovationinsider.com.br/geolocalizacao-no-marketing-os-melhores-usos-de-marca/

Africana choca público em maratona na França

Não são poucas as campanhas de cunho social, temos acompanhado que boa parte delas tratam de problemas relacionados a água, um assunto que realmente merece nossa atenção.
A escassez de água potável para consumo é uma situação bastante distante para a maioria das pessoas, mas ainda assim é a realidade de muitas outras.
A Ogilvy Paris resolveu levar a questão até o público de uma forma mais real, para além de filmes ou banners emocionantes como estamos acostumados a ver nesse tipo de campanha, de modo que um problema distante da realidade dos franceses fosse visto de perto e ao vivo.
Na Maratona de Paris, que aconteceu em abril deste ano, uma mulher africana percorreu o mesmo trajeto que os atletas, carregando um balde de água na cabeça. A ideia era mostrar que o desafio que para alguns ocorre apenas uma vez por ano, é enfrentado todos os dias por milhares de pessoas que precisam percorrer longas distâncias não para ganhar medalhas, mas simplesmente para sobreviver.
O objetivo era incentivar as pessoas a ajudarem a “encurtar essa distância” através de doações para que sejam feitos poços em lugares que sofrem com o problema.
A ação causou grande repercussão em diversos veículos da imprensa, resultando em um record de doações para a iniciativa “Water for Africa”.
Confira o video case da ação:
01 de julho de 2015 · Atualizado às 11h11

O varejo e as mídias sociais

Quero começar meu artigo de hoje com a análise de uma matéria publicada em 14 de maio último, no mobile commerce. O destaque do clipping é para uma campanha que a Forever 21 está fazendo nos Estados Unidos, unindo mídias sociais, a solução mobile da empresa e o cliente final.

A ideia é a seguinte: O cliente tira uma foto com seu “look”, coloca no Facebook, Instagram ou Twitter, com a hashtag #F21xMe ou #F21SummerCool e “tagueia” a @forever21. A partir dai, a foto fica na galeria da empresa onde os consumidores podem comprar os produtos diretamente.

A campanha coloca o consumidor no papel de curador dos produtos e dá um certo glamour para quem publica suas fotos, uma vez que o volume de “likes” proporciona bastante popularidade para os modelos virtuais!
Essa estratégia aproxima o consumidor da realização da compra, reduzindo o prazo entre a pesquisa e a conversão.

Enquanto selfies e campanhas nas mídias sociais são comuns, a criação de uma galeria de fotos com produtos que podem ser acessíveis imediatamente não é.

As inovações que estamos acompanhando nos aplicativos para mobile têm o objetivo de transformar os smartphones em verdadeiros PDVs. Os desdobramentos dessa nova tendência são diversos, mas todos com uma semelhança: acontecerão de forma muito rápida.
No último quadrimestre de 2014, segundo Criteo, as vendas realizadas pelo aparelho celular chegaram perto de 10,1% do movimento total do e-commerce. No primeiro quadrimestre de 2015, 12,2%. A tendência é finalizar o último quadrimestre de 2015 com algo perto de 20%!
Agora, imagine a velocidade com que as empresas terão que se adaptar para atender essa demanda. Imagine a ruptura de modelo organizacional que precisaremos atingir nos modelos atuais das empresas.
Primeiro, as empresas deverão incorporar de vez o entendimento que o cliente será o centro das decisões (customer centricity), organizando suas estruturas de suporte com foco no cliente e não mais no canal ou no segmento. No exemplo da Forever, imagine que o Marketing tem que garantir que as demandas dos clientes geradas por essa campanha possam ser atendidas por qualquer ponto de contato que ele queira: nas lojas ou no digital. O consumidor vê o produto na galeria de fotos e pode comprar pelo mobile, ou não. O consumidor pode chegar na loja e querer o mesmo produto que viu no mobile. Saberá o vendedor da loja atender esse consumidor? Terá ele informação suficiente sobre a performance de vendas destes produtos e oferecer alternativas?

Plataformas de tecnologia deverão ser totalmente integradas: o cliente clica em “comprar” e todas as respostas colocadas a seguir devem ser respondidas em questão de segundos. Como garantir disponibilidade do produto? De onde reservo essa mercadoria? Como otimizar o custos de entrega?

As equipes de desenvolvimento de produto deverão ter à sua disposição ferramentas de gestão (algoritmos e PLM – product lifecycle management, por exmeplo) que permitam acompanhar a performance dos produtos de forma estruturada, para todos os canais e que direcionem o mix de produtos. Assim, mesmo que um determinado produto acabe, outros similares estejam em desenvolvimento para ser prontamente colocados nas lojas.

Posso listar por vários parágrafos todas as mudanças que antevejo nessa tendência sem retorno. Na verdade, minha sugestão é que a empresa se antecipe a esse cenário e, se organize de uma forma simples e rápida. Não perca tempo, inove sua relação com seus cliente e veja no mobile uma forma de aumentar as vendas!

Ana Paula Tozzi (ana.tozzi@agrconsultores.com.br) é sócia da GS&AGR Consultores.

19 Mai 2015

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/implantacao-de-projetos/o-varejo-e-as-midias-sociais

Ação distribui livros que funcionam como bilhete do metrô em São Paulo

Em uma cidade como São Paulo, onde um trajeto pode significar horas no trânsito ou de espera em estações, ler no transporte público é um hábito comum e, por sinal, muito saudável.

Para estimular a leitura no metro, a editoria L&PM aproveitou o Dia do Livro para unir estes dois elementos que fazem parte do dia-a-dia de muitos paulistanos. Durante a manhã de hoje, passageiros da linha 4-Amarela foram presenteados com diferentes clássicos da literatura.

Os títulos fazem parte do portfolio da editora, são eles: A Arte da guerra, Sun Tzu; Assassinato no Beco, Agatha Christie; Hamlet, William Shakespeare; Cem sonetos de amor, Pablo Neruda; Cebolinha em apuros!, Mauricio de Sousa; Garfield –”Foi mal”, Jim Davis; O grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald; Quintana de bolso, Mario Quintana; Sherlock Holmes: O cão dos Baskerville, Sir Arthur Conan Doyle e Peanuts: “Amizade. É pra isso que servem os amigos”, Charles M. Schulz.

Foram 1.500 livros distribuídos gratuitamente. Destes, 300 traziam uma surpresa: funcionam como bilhetes do metro. Criados especialmente para a ação, os Ticket Books possuem um chip em suas capas com tecnologia equivalente a do Bilhete Único, tornando-os recarregáveis.

A ideia é que a obra seja lida durante os percursos de cada passageiro. Basta encostar o livro na catraca, para a entrada ser liberada. Depois de ler, o usuário pode recarregar seu livro e presentear um amigo, estimulando o prazer da leitura.

Para comprar novas passagens basta acessar o site do projeto e inserir o código do portador do livro disponível na contracapa. O Ticket Book não tem prazo de validade e pode ser recarregado sempre que a pessoa desejar.

Assinadas pelos diretores de arte Ricardo Matos e Ana Novis, as capas foram criadas especificamente para o projeto e inspiradas em mapas do metrô de diversas partes do mundo.

Ficha Técnica:

Título: Ticket Books

Clientes: LP&M

Agência: Africa Rio

Criação: Ana Novis, Otto Pajunk e Ricardo Matos

Direção de Criação: Diogo Mello

VP de Criação: Álvaro Rodrigues

CCO: Sergio Gordilho

Gerente de Projetos: Monique Lima

Produção/Agência: Marcela Nisental

Produção Gráfica: Forma Certa

Tecnologia:  Bizsys

Produção/Filme: Trator Filmes

Direção: Will Mazzola

Aprovação/Cliente: Ivan Pinheiro Machado

Redação Adnews – 23 de abril de 2015 · Atualizado às 14h59

http://www.adnews.com.br/publicidade/acao-distribui-livros-que-funcionam-como-bilhete-do-metro-em-sao-paulo

Saudabilidade: sem glúten, lactose e açúcar, mas com muito lucro

A saudabilidade foi enfim parar no pratos dos brasileiros, assim como da população mundial, e já transforma a indústria de alimentos. No país, o mercado de itens com esse apelo movimentou US$ 34,7 bilhões em 2014, 72,3% a mais do que o montante registrado cinco anos antes, em 2009, segundo levantamento da Euromonitor. O maior crescimento se deu no segmento destinado à intolerância alimentar, que saltou 211,5% neste mesmo período – passando de US$ 50,3 milhões para US$ 156,7 milhões.

Nos supermercados, já há muitas opções de produtos com redução de ingredientes como carboidrato, sódio, açúcar ou gordura – categoria que cresceu 48%, passando de US$ 4,9 bilhões em 2009 para US$ 7,2 bilhões em 2014. Agora, especialmente pequenas empresas buscam explorar a nova fronteira, muito promissora para os próximos anos: a dos itens livres de lactose, glúten e açúcar, voltados para pessoas que foram diagnosticadas com alergia a esses ingredientes ou diabetes.

Os produtos vão muito além do combate à obesidade e prometem aos clientes opções mais saudáveis para todos os momentos do dia. “No Brasil, há 12 milhões de diabéticos e dois milhões de celíacos (com intolerância ao glúten), fora que 40% da população têm algum nível de intolerância à lactose. A intolerância a esta última substância é dominante geneticamente, o que faz com que a proporção tenda a crescer de geração em geração, até este índice chegar a 100%”, explica Daniel Walfrid, Sócio e Fundador do Clube do Zero, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Dificuldades após diagnóstico
Com o diagnóstico crescente de intolerância a estas substâncias, a cada dia mais pessoas se veem diante de uma restrição alimentar e sem saber quais produtos colocar no carrinho de compras. Começa então uma saga por supermercados para, de olho nos rótulos, encontrar composições que se adequem à especificidade da dieta. Um dos alimentos que vem apresentando uma demanda crescente, especialmente no Sul e Sudeste, por conta da nova tendência é a nordestina tapioca. A farinha extraída da mandioca não contém glúten, ingrediente que vem sendo retirado da dieta tanto de pessoas que sofrem de intolerância quanto daquelas que querem emagrecer.

Quem decide suprimir alguma ou todas essas substâncias do cardápio, entretanto, enfrenta a dificuldade de diversificar os produtos que vão à mesa. Surge, então, oportunidades para empresas que se propõem a realizar uma curadoria para esses grupos, como é o caso do Clube do Zero. No modelo de assinatura, a empresa aberta há apenas 10 meses entrega na casa de seus clientes cinco opções de caixinhas com alimentos: “zero açúcar”, “zero glúten”, “zero lactose, “zero glúten e zero lactose” ou um mix das três primeiras categorias. Esta última é a única cujo público-alvo são pessoas que não são intolerantes às substâncias, apenas gostariam de reduzi-las por considerá-las pouco saudáveis.

Após menos de um ano de atuação, o Clube do Zero já conta com 800 assinantes ativos espalhados por 23 estados e o Distrito Federal. O preço da caixinha é de R$ 59,90. “Passamos oito meses estudando o mercado, quando decidimos abrir um negócio. Buscávamos levar melhoria à vida das pessoas com uma empresa que tivesse um lado social. Hoje, temos muito orgulho porque nossa caixinha chega até à Amazônia, a uma casa em que a entrega acontece apenas por barco”, conta Walfrid.

Informação é peça chave
A expectativa dos sócios é audaciosa: chegar a um número dentro da faixa de três mil a cinco mil assinaturas até o fim deste ano. Nos próximos dois meses, a empresa dobrará a equipe – hoje formada por três sócios e cinco funcionários – e o espaço do escritório. “Mais de 90% de nossos clientes são mulheres, que têm dificuldade de encontrar produtos que respeitem essa restrição e sejam confiáveis. Temos recebidos feedbacks de muitas pessoas que acabaram de ser diagnosticadas com a intolerância e só conhecem cerca de sete alimentos que podem ingerir sem preocupação”, conta o Sócio do Clube do Zero.

A informação é ainda mais estratégica para as empresas que buscam atuar no mercado do bem-estar e da saudabilidade. O destaque nas embalagens dos atributos favoráveis à saúde são fundamentais para turbinar as vendas. Em pesquisa da Nielsen realizada em 2014, três quartos dos respondentes globais afirmaram que leem os rótulos com cuidado. Cabe aos fabricantes oferecer informações claras e fáceis de serem compreendidas nesta mídia. É importante ainda que a informação seja verdadeira, já que existe muita desconfiança por parte das pessoas nos dados impressos.

Nos saquinhos dos biscoitos Aruba, vê-se em letras grandes as referências à inexistência de glúten, lactose, conservantes e aromatizantes. Na origem da empresa, há pouco mais de quatro anos, os sócios buscaram a parceria com nutricionistas para identificar quais eram as substâncias às quais as pessoas eram mais intolerantes e que podem fazer mal à saúde delas. Chegaram então a esses quatro elementos. Uma das peculiaridades do produto é a substituição da farinha de trigo por uma variante feita de arroz e feijão branco.

Saudabilidade e sabor podem andar juntos
Apesar do apelo saudável, a empresa faz questão de deixar claro que não abre mão do sabor em seus produtos. O posicionamento da marca faz menção a uma “alimentação com equilíbrio e bom humor” e defende que “para ser saudável, não precisa ser chato”. Seu objetivo é não focar apenas nas pessoas que sofrem com intolerância e, assim, expandir seu mercado. A fabricante conquistou um crescimento de 150% de 2013 para 2014, com a expectativa de saltar 250% em 2015, com o lançamento de três linhas novas previstas para abril.

A opção de snack atrai os consumidores com os apelos de praticidade e saudabilidade. É importante considerar que as pessoas querem se alimentar melhor, mas continuam sem tempo. “Nós não somos naturebas, prezamos pelo sabor e pelo prazer. Não aceitamos tirar o ovo e o açúcar da composição, por exemplo. Estamos sempre atrás desse equilíbrio”, ressalta Alexandre Cunha, Diretor Comercial e de Marketing da Aruba, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O preço médio do biscoito é de R$ 5,00, mas pode variar de R$ 3,90 a R$ 7,50 de acordo com a margem de lucro praticada pelo varejista. A logística de distribuição dos produtos neste mercado saudável também conta com peculiaridades. As marcas buscam levar seus produtos não apenas para os supermercados convencionais, mas especialmente para lojas especializadas, muito buscadas pelo público-alvo.

 

Importância do varejo especializado
Segundo a pesquisa da Nielsen, 64% dos respondentes globais afirmam que adquirem os mantimentos diferenciados em lojas alternativas. Em mercados em que há conscientização em relação aos benefícios dos alimentos saudáveis, esse índice é maior: 73% na Ásia-Pacífico, 79% na África e Oriente Médio e 71% na América Latina.

O segmento já conta com marcas fortes, como o norte-americano Whole Foods, rede de supermercado de alimentos naturais e orgânicos que está espalhada por grande parte dos Estados Unidos, e o brasileiro Mundo Verde, criado na década de 1980, sendo um dos pioneiros no conceito de saúde e bem-estar. Há ainda inúmeras delicatessens e outras pequenas unidades premium dedicadas e este mercado.

No meio online, também já há lojas virtuais especializadas, como a Natue, lançada em 2012. O site conta com mais de cindo mil produtos e conta com uma equipe de 75 funcionários. Neste canal, como não há vendedor, as descrições dos produtos e as informações veiculadas sob a forma de artigos e receitas são fundamentais para passar credibilidade ao consumidor. O portal atende, principalmente, a pessoas que não têm tempo de ir ao varejo físico procurar e adquirir produtos e buscam comodidade.

Demanda por produtos cresce em ciclos
Um dos desafios desses pontos de venda é encontrar o portfólio ideal de ofertas e se atualizar sobre as novas demandas. “Tivemos o ciclo do óleo de coco, da goji berry e dos produtos sem glúten, uma febre que agora parece caminhar para a consolidação. Essas ondas estão relacionadas ao comportamento dos consumidores, ao qual estamos sempre muito atentos. Olhamos para os mercados europeus para observar movimentos que podem chegar aqui, porque eles costumam surgir no exterior primeiro” diz Fabio Takayama, CEO da Natue, empresa brasileira pertencente ao grupo global Nu3, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Já a Empório da Papinha optou por combinar lojas da marca com a presença em outras varejistas. A fabricante vende alimentos para bebês feitos com ingredientes naturais e orgânicos. O processo de ultracongelamento evita a necessidade de uso de conservantes e preserva o sabor e o aroma dos alimentos. A marca oferece uma alternativa saudável às mães que não querem dar alimentos pasteurizados aos filhos, mas não têm tempo para ficar na cozinha preparando as papinhas diariamente.

O produto está disponível em 15 estados, além do Distrito Federal. Inaugurada em 2009, a marca conta hoje com 20 pontos de venda, administrados por parceiras licenciadas. “A ideia da empresa surgiu quando eu fazia comida para a minha filha, à noite, depois de uma rotina de trabalho e estudo. Nesse tempo que eu permanecia na cozinha, deixava de aproveitar brincando com ela. Percebi que muitas mulheres deviam passar pelas mesmas dificuldades que eu”, conta Maria Fernanda Thomé de Rizzo, Sócia e Fundadora da Empório da Papinha, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Disposição em pagar mais
O público-alvo da marca pode ser dividido em dois grupos principais. Um é composto por mães que consomem produtos orgânicos e querem levar essa qualidade de alimento para seus bebês. Outro é formado por mulheres que não têm tempo de fazer a papinha em casa, mas querem oferecer aos filhos uma comida caseira, natural, em vez da industrializada produzida por fabricantes tradicionais do setor. Esses compradores não estão preocupados em pagar R$ 1,00 ou R$ 2,00 a mais por embalagem, pois entendem o valor de um produto saudável.

Embora não seja especializada em itens destinados aos pequenos que sofrem de restrições alimentares, a empresa já notou a crescente procura de mães que buscam essas soluções. Por isso, no site da marca, ícones sinalizam os produtos que são vegetarianos, que contém glúten e que contém leite e derivados. “Triplicamos de tamanho de 2013 para 2014 e pretendemos duplicar em 2015. Não sei se a crise econômica nos permitirá atingir esse crescimento, mas acredito que sim, porque até o momento não senti os impactos dela. A mãe costuma cortar gastos para ela, mas não para os filhos”, analisa Maria Fernanda.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 10/03/2015

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