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Gamificação: tire proveito das motivações do cliente

03 de Julho de 2017  

gamificação

A maioria das empresas brasileiras não sabe por que suas ações de marketing não geram engajamento, apesar de dizerem que já conhecem o perfil do seu cliente. Porém, a verdade é que as organizações sabem apenas o que seu cliente compra, mas não o conhecem de fato.

Para gerar engajamento, os negócios precisam ir além do histórico de compras, é preciso entender sua motivação, o que o inspira a comprar, assistir, ler ou inscrever-se em algo. É nesse ponto que entram as estratégias de gamificação para aumentar o retorno dos programas de engajamento.

A gamificação usa técnicas motivacionais geradas por dados, utilizadas há anos por desenvolvedores de games, aplicadas a contextos não relacionados a jogos, permitindo a criação de ferramentas poderosas para o negócio por meio de três elementos principais: motivação, dados e interação.

A motivação, neste caso, consiste no uso de pesquisas científicas sobre o que motiva o comportamento humano para entender o que realmente inspira os clientes. Por meio de dados de big data, as organizações coletam e analisam dados e obtêm insights do que motiva o consumidor. A parte da interação responde pelo uso de técnicas aprimoradas por desenvolvedores de games ao longo dos anos para criar tecnologias poderosas e inovadoras que engajem o cliente.

Independente de uma empresa atuar no mercado B2B ou B2C, apenas depois de entender seus clientes é que vai poder influenciar conversas online e moldar seu comportamento. Por meio da gamificação, as empresas podem entender esse  comportamento, recompensar ações que geram valor para o cliente e transformá-las em valor para a empresa.

Conheça os principais benefícios da gamificação para o negócio:

Diferencie a abordagem do cliente

Um dos maiores problemas dos programas de engajamento no Brasil é que eles oferecem sempre “mais do mesmo” justamente porque as empresas não conhecem seu cliente. Qualquer empresa que forneça os mesmos produtos e serviços com ações mais interessantes e personalizadas podem conquistar esse consumidor.

Por meio da gamificação, as empresas podem retribuir o cliente, recompensando seu engajamento, como testar um produto, compartilhar um post nas mídias sociais, fazer uma resenha de um serviço, entre outros.

Os jogos sempre recompensam seus jogadores, seja com mais pontos, com maiores colocações em um ranking ou com prêmios. A gamificação é a melhor maneira de mostrar empatia e demonstrar que a marca de fato se preocupa com a experiência do cliente, servindo de motivação para mantê-lo engajado.

Melhore o engajamento e aumente o ROI

Um consumidor bem engajado gasta entre 50% e 70% de seu orçamento mensal com uma única marca. Em uma era em que o cliente tem tantas opções, a gamificação é um importante diferencial, gerando clientes leais à marca por sentirem que estão recebendo experiências únicas e recompensadoras.

As empresas aumentam o ROI de suas ações de engajamento ao longo do tempo na medida em que os consumidores passam a recomendar a marca a amigos e familiares e a defendê-la nos mais diferentes canais, gerando uma espécie de campanha de marketing orgânica para a empresa.

Tire proveito de atividades sociais e reduza o passivo de pontos 

Algumas táticas de gamificação, como passagem de nível, ganho de pontos e bonificações, permitem às empresas gerar mais engajamento e vendas por meio de atividades sociais.

Em vez de oferecer descontos progressivos ou implementar um sistema de pontos capaz de gerar um passivo insustentável, as organizações podem focar em ações baseadas em estratégias de gamificação para oferecer ganhos ao usuário na medida em que ele avança, por exemplo, no compartilhamento de conteúdo da marca ou na compra de produtos.

A gamificação, muitas vezes, é um campo em que os negócios ficam hesitantes em explorar, no entanto, trata-se de um conceito que veio para ficar. As empresas precisam ir além da entrega de produtos e serviços de qualidade, e as organizações que investem em gamificação geram ganhos significativos para o negócio

http://adnews.com.br/internet/gamificacao-tire-proveito-das-motivacoes-do-cliente.html

Tudo que você precisa saber sobre Pokémon Go

 

14 de Julho de 2016 11h – 

pokemon

Se você não passou os últimos dias preso em uma caverna com certeza deve saber o que é (e o que está causando) o Pokémon Go. O jogo para smartphone lançado pela Nintendo a menos de um mês virou febre no mundo todo, colecionando recordes de usuários e histórias bizarras.

Como ainda não está disponível oficialmente por aqui, os brasileiros estão acompanhando as notícias de perto, alguns ansiosos pela chegada do game de geolocalização, outros ainda tentando entender porque exatamente Pokemón Go é o assunto do momento.

Para aqueles que fazem do segundo grupo, o site The Verge criou um vídeo de nove minutos para resumir tudo que você precisa saber sobre o game. São dicas, truques e algumas informações básicas sobre o Pokemón Go.

Assista:

Vídeos Nativos: o que são e por que apostar neles?

 

O ano de 2015 foi o da publicidade em vídeo: o formato caiu no gosto dos consumidores, das agências de publicidade e trouxe resultados muito bons para os anunciantes. Visto a rapidez com que a tecnologia evolui hoje em dia, quem não investiu em vídeos digitais em 2015 já ficou para trás.

Mas calma, a tendência é que em 2016 a publicidade em vídeo se torne ainda mais popular, fazendo com que mais marcas adotem este formato de mídia. Segundo a BI Intelligence a receita de anúncios em vídeo digital atingirá cerca de US$ 5 bilhões em 2016, mais dos que os US$ 2,8 bilhões em 2013.

O desafio da popularização dos vídeos digitais na publicidade é a competitividade pela atenção do consumidor, são muitos anunciantes em uma única timeline. Grande parte (65%) das visualizações dos vídeos do Facebook acontece em dispositivos mobile, onde usuários passam pelas postagens distraidamente, parando por alguns momentos somente quando encontram algo que gostam.

Embora todo mundo esteja cansado de saber, vale lembrar que o mobile é a estrela da vez, simplesmente porque estamos o tempo todo com o celular na mão, ou seja, o anunciante que opta pelo mobile acompanha o seu público onde quer que ele esteja.

Pensando no ambiente mobile, as agências e os anunciantes estão adaptando os conteúdos de vídeos para a plataforma. Vídeos curtos de até 30 segundos geralmente apresentam uma performance melhor visto que captam a atenção dos consumidores de forma rápida.

É importante explorar diversos veículos em uma mesma plataforma, para que o vídeo do anunciante não se torne mais um na timeline do consumidor. Além das redes sociais, existem outros canais que entregam vídeos digitais de forma bastante eficaz e devem ser considerados no mix de mídia mobile, como os aplicativos de entretenimento, notícias e jogos.

A publicidade em jogos mobile faz parte de um segmento em crescimento no Brasil. A veiculação de vídeos em games tem se provado ser uma solução inovadora para conquistar a atenção dos usuários de forma imersiva e apresenta resultados excelentes quando considerados alcance e engajamento dos vídeos.

Um estudo feito pela IAB dos Estados Unidos aponta que, neste país, 22% das compras dos mobile gamers do sexo masculino são influenciadas por anúncios de vídeos dentro dos jogos. Porém, para acertar a estratégia de vídeo na plataforma mobile é preciso ter alguns cuidados. Segundo um estudo realizado pela Millward Brown, ter controle é o principal driver da receptividade à propaganda, ou seja, os mobilers querem ter o controle sobre o que escolhem dar atenção.

Entenda as vantagens da publicidade de vídeos em mobile games:

è Os jogos mobile foram pensados para que fossem acessados várias vezes por dia. Como não é possível prever quanto tempo cada usuário irá jogar em uma determinada sessão do jogo, os games foram desenvolvidos em torno de sessões curtas, ou seja, o usuário pode jogar durante três minutos em uma fila de banco ou durante uma hora sentado no sofá de casa. Um jogador faz em média cinco sessões diárias totalizando trinta e nove minutos por dia imerso no game. Ou seja, as marcas conseguem se conectar com seus consumidores várias vezes ao dia.

è Quando os jogadores estão imersos no game o mindset deles é positivo. No momento de diversão o cérebro está ativo produzindo dopamina e se a marca conversa com o consumidor neste momento a probabilidade da mensagem ser absorvida de forma assertiva é bem maior, aumentando assim o engajamento e criando uma impressão boa na mente do consumidor.

è Uma marca pode presentear os consumidores com algum benefício in-game que irá ajudar no avanço no jogo. Este formato é conhecido como vídeo nativo onde o próprio usuário toma a decisão de ver o vídeo e escolhe o momento mais adequado para isso, o que faz com que o anúncio não seja invasivo. O consumidor interage com a publicidade no intervalo entre uma fase e outra e normalmente, assiste ao vídeo até o final, visto que um benefício lhe será entregue.

Segundo um estudo da MMA sobre o comportamento mobile no Brasil, o que mais motiva um jovem a prestar atenção em uma propaganda é a possibilidade de ganhar algo em troca. Por exemplo, a Gameloft, um dos players neste segmento de publicidade mobile tem uma média de 82% de completed views nos vídeos nativos, ou seja, 82% dos usuários assistem ao vídeo até o final, pois querem/precisam da recompensa.

Não é por acaso que os vídeos nativos estão se tornando os queridinhos da publicidade online, afinal, eles geram uma reação positiva no consumidor, agregam valor à marca e o engajamento é bem maior. Se o objetivo é ter o conteúdo visto e visto em sua totalidade, esta é uma oferta que os anunciantes não podem deixar passar.

Artigo de Felipe Sartori, Country Manager da Gameloft Brasil

20/04/2016

http://www.adnews.com.br/artigos/videos-nativos-o-que-sao-e-porque-apostar-neles

 

 

Gamificação: um tesouro inexplorado nas redes sociais

Para se dar bem no mundo dos negócios uma das regras de ouro é conseguir atender a necessidades básicas humanas. Grandes inovações e invenções que resistem ao tempo têm essa característica. Não por acaso, um bom exemplo é a indústria de games, que deve crescer 30% até 2017, desempenho que supera, de longe, a indústria tradicional de entretenimento. E qual seria uma das razões para tanto sucesso? Simples. Ela fomenta dois elementos da natureza humana: interagir e competir!

Na mesma linha, segue o sucesso das redes sociais como o Facebook, Instagram, Twitter e Youtube que além de proporcionarem (muita) interação, intrinsecamente induzem a competição. Só que, pasmem, ao mesmo tempo em que o mundo corporativo utiliza amplamente as redes sociais para buscar engajamento de consumidores, relega a gamificação para os departamento de recursos humanos e a algumas ações da área vendas, que aliás, a utilizam muito bem, com ótimos resultados.

Entretanto, alguns fatos como os custos de anúncios digitais que tendem a ficar mais caros, o avanço dos ad blocks, softwares que bloqueiam anúncios online e em redes sociais, mesmo que ainda pequeno no Brasil, já está acontecendo; ou ainda, a crise econômica que tem deixado os consumidores mais seletivos, exigentes e menos fiéis às marcas,apontam  que as redes sociais vão ganhar ainda mais espaço nas disputas de mercado.

Agrega-se a esse cenário o cliente do século XXI, que é conectado, exige abordagem personalizada e satisfação de necessidades antecipada. Para conseguir envolvê-lo será necessário, no mínimo, oferecer uma experiência divertida e motivadora. Ou seja, a gamificação nas redes sociais é uma tendência inexorável.

Dependendo da forma como for aplicada, além de incentivar o engajamento e fidelização, a gamificação pode ser aliada a tecnologias de enriquecimento de CRM para se obter informações comportamentais por meio da visualização e captura de dados dos perfis dos fãs, organizados por comunidades. Isso permite, por exemplo, a criação ações customizadas focadas em grupos criados e selecionados de acordo com o gosto do próprio usuário, aumentando o engajamento dos consumidores existentes e o alcance de novos, além das tradicionais segmentações de acordo com histórico de produtos comprados.

Fora do âmbito virtual, as informações obtidas pelas gamificações nas redes sociais podem direcionar e sustentar ações de marketing e vendas com base em hábitos, tendências e ainda indicar os pontos a serem atacados para aprimorar e impulsionar a experiência com a marca.

Quando as empresas descobrirem o que podem conseguir com recursos que parecem existir apenas para estimular fãs a participarem de atividades, a vencer desafios e conquistar pontos para trocá-los por prêmios, curtir e comentar publicações no imensurável mundo virtual, elas terão a sua disposição caminhos que poderão resultar num consumo ainda menor em anúncios, resultados em mídias sociais mais palpáveis e uma economia mais real.    

Artigo de João Caetano, diretor executivo da Agência da Vila – 12/01/2016

http://www.adnews.com.br/artigos/gamificacao-um-tesouro-inexplorado-nas-redes-sociais

7 estratégias de Marketing que se consolidarão em 2015

Na metade da década em que o consumidor foi definitivamente colocado no centro das decisões, a pressão sobre os Chief Marketing Officers (CMOs) recai mais do que nunca sobre a necessidade de compreender o cliente. Não mais apenas o perfil dele, mas seu comportamento, suas aspirações individuais e cada oportunidade de estabelecer contato e construir um relacionamento com o público-alvo.

O Mundo do Marketing identificou sete estratégias que prometem se consolidar ao longo de 2015 por serem capazes de garantir experiências diferenciadas aos consumidores e, consequentemente, aumentarem sua satisfação e lealdade às marcas.

Em um ano permeado de incertezas e ameaças de crise econômica, direcionar os investimentos para ferramentas e tecnologias corretas será definitivo para o ganhar relevância na empresa. Confira o que você não poderá (ou não deverá) deixar de lado – enumeradas em ordem aleatória.

1. Customer Experience Management
Um dos principais desafios dos CMOs hoje é conseguir melhores resultados em customer experience, segundo mostrou estudo do Gartner realizado em parceria com o CMO Club. Para 25% dos executivos ouvidos pela pesquisa, a expectativa dos CEOs em relação a esta área foi a que mais cresceu em 2014, embora ela apareça em última posição entre as atividades em que mais houve progresso no ano.

A empreitada de aprimorar a experiência do consumidor é complexa, mas surge como uma oportunidade para os executivos de Marketing ganharem relevância e destaque na empresa. Os profissionais precisam ser capazes de, com a ajuda de dados dos clientes, gerenciar as percepções em relação à marca de forma coerente com o posicionamento dela. Na maioria das empresas a construção de marca e os esforços de customer experience ainda estão desconectados.

A Gartner define o gerenciamento de experiência do consumidor como a prática de desenhar e reagir às interações com os clientes, alcançando ou superando as expectativas deles para, assim, elevar a satisfação, a lealdade e o número de defensores da marca. Essa é uma estratégia que depende de mudança de processos de e tecnologia para alcançar êxito.

2. User Experience Branding
Depois de os consumidores serem convidados a participarem do desenvolvimento de novos produtos e serviços (com os processos de coworking, cocriação e design thinking), chegou a hora desse movimento ultrapassar mais uma fronteira: a dos logotipos. As pessoas estão ávidas por terem voz e poder de participação, desejo esse exacerbado nas redes sociais. E – por que não? – inclusive nas representações das marcas.

Algumas poucas empreitadas nessa direção já ganharam forma. Em 2014, o Airbnb laçou o Bélo apostando nesse contexto de apropriação do consumidor, conhecido como User Experience Branding. As pessoas puderam customizar o novo logo do serviço, escolhendo formato, cor e textura, além de incluir imagens numa plataforma criada especialmente para a experiência.

A comemoração dos 450 anos do Rio de Janeiro, celebrados em 2015, também conta com uma marca aberta à intervenção dos cariocas, brasileiros e pessoas de todo o mundo. Nela, os algarismos que compõem a efeméride formam um rosto estilizado, livre para customizações. A solução surge após um longo caminho que foi dando flexibilidade aos logotipos. O primeiro sinal de mudança surgiu quando os grafismos começaram a se tornar mais flexíveis, ganhando formas fluidas.

Um dos exemplos foi a Oi, que é simbolizada, há anos, por bolhas em diferentes formatos e cores. “O logotipo é a ponta do iceberg que torna todo um conceito de marca visível. Na década de 1970, ele era sólido, estático, para passar robustez. As coisas eram permanentes, a fidelidade às marcas era maior. Conforme a Era Digital chega, com novas mídias e linguagens, as marcas começam a ficar mais fluidas. Já a abertura para a criação coletiva de logos deve se manter, inicialmente, mais restrita às empresas jovens e culturais, como universidades e museus, e, aos poucos, ganhar adesão”, analisa Ricardo Leite, Sócio e Diretor de Criação da Crama Design Estratégico, escritório que desenvolveu a marca dos 450 anos do Rio, em entrevista ao Mundo do Marketing.

3. Gamificação
As marcas que buscam conquistar os consumidores – especialmente as gerações mais jovens – com experiências diferenciadas investirão na gamificação em 2015. A estratégia pode gerar ganhos para empresas de diversos setores, sejam de produtos ou serviços. Nesta primeira quinzena de janeiro, durante a Couromoda, a Kidy, de calçados infantis, laçou um tênis game, apostando na tendência.

O produto permite aos pequenos participarem de diversos jogos online gratuitos, disponíveis em dispositivos móveis ou Smart TVs, via bluetooth. Os passos das crianças geram movimentos nos games. Os pais também podem monitorar a quantidade de passos dos filhos e as calorias perdidas por eles. A companhia investiu cerca de R$ 1,5 milhão e três anos e meio no desenvolvimento do calçado, cujo preço ainda não foi divulgado.

Outras soluções estão prestes a surgir no mercado. A agência BBlender está desenvolvendo dois projetos que adotarão o recurso da gamificação. Um deles é voltado para uma marca de bem de consumo que busca, de forma dinâmica, engajar o público final. “Os jogos podem extrapolar o digital com uma campanha que alcance anúncios na TV e o ponto de venda, levando os consumidores para a plataforma. O ano se torna ainda mais propício para esse tipo de iniciativa por conta da proximidade com as Olimpíadas”, analisa George Mavridis, Sócio da agência carioca, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O outro cliente da BBlender busca inserir jogos no treinamento da equipe de vendas, mostrando que a estratégia também pode funcionar em ações com o público interno. “O mundo está muito competitivo e as empresas estão buscando alternativas para se diferenciarem. Essa é uma das formas possíveis para isso. As companhias já começaram a perceber o valor por trás dos games” resume Mavridis.
4. Employer Branding
Um dos maiores desafios para as empresas, atualmente, é a retenção de talentos. A chamada Geração Y representa um desafio ainda maior para os gestores, já que não costuma se manter em uma mesma companhia por muito tempo, é atraída por novos desafios e almeja ascensão rápida na carreira. Esse grupo não leva em conta apenas a remuneração oferecida, mas outros atributos do ambiente de trabalho. Para atender às demandas intangíveis desse perfil e reduzir a rotatividade de profissionais, os gestores estão apostando em estratégias de Marketing aplicadas aos seus próprios times.

As empresas de tecnologia são bons exemplos do Employer Branding, que consiste basicamente em inovar no relacionamento com o público interno. O Google incluiu em seus escritórios mesas de sinuca e videogames, que podem ser utilizados em pausas durante o expediente. No Brasil, algumas companhias já apostam na adoção de roupas casuais durante o expediente e em configurações de salas de reunião menos formais.

Em 2015, esse movimento tende a extrapolar os setores nos quais estão mais consolidados, alcançando as demais companhias presentes no mercado. A prova de que não há entraves para a adoção da prática foi o uso de Employer Branding pelo tradicional grupo religioso de educação Marista. Na empresa, as práticas passam pela adoção de gestão colaborativa, jornadas com horários flexíveis e momentos de descontração e lazer em conjunto.

Estas acabam sendo ferramentas de escape em departamentos em que se trabalha com prazos curtos, verbas apertadas, cobrança por resultados e multitarefas. Partindo do entendimento de que a equipe é um dos principais ativos da empresa, a inovação no Marketing precisa começar dentro da sua própria área.


5. Pagamento por celular
A promessa de que carteiras poderão ser deixadas em casa em breve em prol de um sistema de pagamento mobile ronda os consumidores há bastante tempo. Até hoje, no entanto, nenhuma tecnologia inventada foi capaz de concretizar a promessa. Mas parece que desponta no horizonte uma nova esperança de que isso enfim aconteça, a partir do lançamento do Apple Pay, no ano passado.

A funcionalidade ainda está restrita ao varejo dos Estados Unidos, mas as companhias que não quiserem perder o bonde por aqui devem começar a se preparar para a era do fim (ou da redução) dos plásticos. O Apple Pay pouco se difere tecnologicamente do Google Wallet, apresentado em 2011. Ainda assim, é possível que o método de pagamento mobile da empresa da maçã se torne um divisor de águas pelo seu poder de penetração.

Pode parecer contraditório, mas não é. Apesar de não apresentar grandes avanços tecnológicos, o produto da Apple chega aos consumidores em um cenário completamente diferente do encarado pelo Google Wallet mais de três anos atrás. A fabricante de iPhones e iPads fez seu dever de casa e lançou o serviço com uma rede de aliados já prontos para colaborar com o sucesso da empreitada: de bandeiras de cartão de crédito, bancos e prestadoras de serviços de pagamentos eletrônicos, a grandes redes do varejo, como McDonald’s, Subway e o supermercado Whole Foods.

Além disso, a companhia conta com uma base de cerca de 80 milhões de cartões de crédito cadastrados, por conta dos usuários da APP Store. O primeiro anúncio de TV com o serviço já foi ao ar nos Estados Unidos, por meio da parceria da Apple com o banco Chase. “Fala-se sobre transações mobile há certo tempo, mas de um ano para cá surgiram iniciativas mais concretas no mercado. Uma delas foi a regulação do Banco Central, em novembro de 2013, possibilitando fazer pagamentos por meio de contas próprias para isso” afirma Eduardo Abreu, Diretor de Marketing e Produto da Zuum, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A Zumm é uma conta corrente pré-paga no celular, que transfere, recebe e saca dinheiro, recarrega créditos de celular, consulta saldo e paga contas, sem internet e sem banco. O serviço foi criado a partir de uma parceria entre a Telefônica e a Mastercard. O foco do produto está voltado para a baixa renda, que ainda não tem acesso ao sistema bancário. A solução da Zumm funciona em qualquer celular, mesmo os mais simples, em um mecanismo tão simples quanto o de um SMS.

A empresa, que ainda está restrita a algumas capitais brasileiras, já conta com 350 mil clientes cadastrados, após um ano e meio de operação. O sistema ainda não é um pagamento mobile, mas busca atender a uma demanda anterior a essa. O segundo passo deve acontecer nos próximos dois a três anos. “Estamos descobrindo públicos diferentes com necessidades diferentes. Tem gente que está usando o Zumm para dar mesada aos filhos, por garantir mais controle sobre os gastos, ou para fazer o pagamento a motoristas e domésticas, que não precisam mais deixar o trabalho levando as quantias em espécie”, relata Abreu.
6. Dispositivos inteligentes
Os consumidores estão cada vez mais acostumados à tecnologia e abertos a seus novos usos, interessando-se pelos equipamentos vestíveis e os dispositivos inteligentes e sincronizados. Eles mostram-se atrativos quando garantem economia de tempo e dinheiro às pessoas, ou elo com a saúde. As iniciativas já existentes são variadas, mas a tendência é que elas ultrapassem novas fronteiras em 2015.

Durante a Consumer Eletronics Show (CES) deste ano, em Las Vegas, a empresa gaúcha Extraton, fabricante de sensores e relés, apresentou um chuveiro que permite ouvir músicas e atender ligações no banho. O equipamento chamado Shower Show utiliza tecnologia bluetooth para se conectar ao smartphone. Há outras funcionalidades no aparelho, que mostra o consumo mensal de água e energia. A perspectiva é de que o produto comece a ser vendido neste primeiro semestre.

Nos Estados Unidos, 22% dos consumidores afirmam terem comprado um aparelho como o smartwatch ou a Fitbit nos últimos dois anos, segundo a Mintel, o que demonstra a adesão à conveniência da conectividade. As casas inteligentes já começam a surgir com o desafio de superarem os utilitários econômicos e abrangerem ambiente e decoração. A Philips é uma das marcas que já desenvolveu o Hue LED, que permite o controle da luz por meio de dispositivos móveis.

7. Automação de Marketing
A automação de Marketing está no radar de todo CMO, mas ainda não é amplamente utilizada, especialmente extrapolando o digital e alcançando as ações de CRM e inteligência de mercado. O desafio para 2015 é conseguir extrair todos os benefícios que a tecnologia traz para a área. Há ferramentas disponíveis no mercado acessíveis até para negócios pequenos e médios.

Com uma abordagem baseada em dados, a automação de Marketing permite agilizar e otimizar processos, para que os profissionais da área possam ficar empenhados em atividades estratégicas que demandam criatividade. Grandes organizações, como IBM, Salesforce, Adobe e Oracle, adquiriram, nos últimos anos, empresas especializadas nesse tipo de tecnologia, de modo que não faltam ferramentas disponíveis no mercado.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 16/01/2015

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/32622/7-estrategias-de-marketing-que-se-consolidarao-em-2015.html