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Novas fronteiras para o crowdsourcing

Modelo que utiliza o conhecimento coletivo e colaborativo, o crowdsourcing propõe o diálogo e estabeleceu novas formas de engajamento entre marcas e consumidores.

Oportunidade para aplicar a cultura da inovação aberta das empresas, as campanhas de crowdsourcing podem ainda ajudar na redução das receitas internas devido a terceirização, proporcionar lealdade às marcas, abrir novas frentes de receitas e, mais importante, gerar uma economia em que os consumidores não são forçadamente classificados em categoria. Entretanto, se os objetivos não estiverem bem definidos, todo o esforço será tempo perdido. Escolher o momento adequado e o contexto, é primordial para que a ferramenta seja bem aproveitada em um plano de marketing.

Sob a perspectiva do anunciante, a luta pelo engajamento dos consumidores começa centrada no bom direcionamento nas estratégias de crowdsourcing. Mais da metade dos esforços de um projeto dessa natureza deve ser investido no desenvolvimento de um briefing capaz de estimular o pensamento e a criatividade das pessoas. A utilização do ambiente da internet facilita, já que os indivíduos tendem a ser mais abertos para o diálogo na web, onde não estão sendo julgados fisicamente.

As campanhas mais bem sucedidas deste segmento utilizam duas palavras chaves: “como” e “compartilhe”. A primeira no formato de questionamento a segunda sendo uma expressão do pensamento dos consumidores.

Veja alguns exemplos de cases em que os anunciantes utilizaram crowdsourcing:

O consumidor no centro das atenções
Fotos e filmes expressam locais e estilos de vida, e aproximam ainda mais marcas e pessoas. Se você já bebeu refrigerante, sabe que não pode evitar aquela sensação de “ahhh”, mas essa é uma experiência diferente para cada pessoa. Sendo assim, a Coca-Cola quis saber qual é o momento de cada um. Além de veicular um vídeo engajador durante o American Idol, a marca reuniu insights sobre como consumidores interpretam e expressam a experiência do sabor para enriquecer campanhas futuras.

Terceirização de contribuição
A área de design da Coca-Cola convocou os consumidores para ajudar no novo desafio da marca: encontrar novos jeitos e sensações para a Coca-Cola, cujo design das garrafas foi desenvolvido em 1915. Por meio do concurso #coke100for100 a Coca-Cola está colhendo sugestões de designers de todo o mundo, julgadas por um time importante de artistas e especialistas em design para discutir como serão os próximos anos em todas as áreas que atua. Novas embalagens e produtos podem surgir a partir das sugestões.

Quebrando barreiras culturais
Boas ideias transcendem fronteiras culturais entre países. Um dos exemplos é um projeto da Panasonic Viera 4KTV feito por profissionais de marketing do Japão focado no mercado japonês, porém o vencedor foi um projeto francês. De fato, boas ideias são mais susceptíveis de vir de fora da zona de conforto habitual de um comerciante, uma vez que os participantes que não fazem parte do target, abordam o desafio sob uma perspectiva mais refrescante e inovadora.

Ajude a ajudar
Campanha do suco Whelch solicitou aos consumidores, vídeos utilizando o aplicativo Vine enquanto estavam tomando um copo de suco e em seguida encenassem, oferecendo o copo para o próximo. Para cada vídeo enviado, eles doaram uma garrafa de suco para famílias carentes cadastradas na organização Family-to-Family. A intenção era fazer o maior vídeo de Vine do mundo com “Pass the glass”. Foi uma ideia colaborativa original que rendeu muitas conversas nas redes sociais

Portfólio de novos produto
A marca Lays consultou seus consumidores sobre novas ideias de sabor através do seu site e o voto social determinaria o vencedor que ganharia US$ 1 milhão. De quebra a marca ganhou muitos elogios por dedicar-se a ouvir os seus consumidores, e também respeito por dar espaço a algumas ideias inusitadas, como sabor de gema de ovo.

Em crowdsourcing, o conteúdo gerado deve ser tratado como rei. Entretanto há de se pensar que os coletivos não são somente de inteligência, Não existem soluções mágicas capazes de resolver qualquer problema. Inteligência negativa tem seu lado negativo, ignorância coletiva e fatores semelhantes.

Por Innovation Insights | 17 agosto 2015

http://innovationinsider.com.br/novas-fronteiras-para-o-crowdsourcing/

User Experience Branding: interação com o consumidor chega aos logos

A revolução tecnológica está transformando uma sociedade linear, cartesiana, mecanicista e funcional, inspirada nas máquinas que proporcionaram a Revolução Industrial, em uma sociedade randômica, criativa e orgânica. A conectividade promovida pelo mundo digital faz com que as relações aconteçam em rede, derruba hierarquias e põe o modelo centralizado de liderança em xeque. Os reflexos são sentidos não apenas na horizontalização das funções dentro das empresas, mas até em seus logotipos, que precisam dialogar com consumidores e funcionários empoderados.

No passado, as marcas eram representadas por grafismos monolíticos, sólidos e estáticos, que traduziam o peso das organizações. O desafio atual é justamente abrir mão do discurso centralizador de poder para permitir ao consumidor se apropriar dessa representação. O jovem conceito de User Experience (UX) Branding prevê uma marca constituída a partir da experiência das pessoas com ela – e não por si mesma.

Aos poucos, as companhias começam a enxergar as oportunidades de abrir esse canal de interação com o público. “Algumas empresas começaram adotando o conceito que eu chamo de marca fluida, em que o logotipo assume formas variadas de acordo com o contexto em que está inserido, como o Nickelodeon e a Oi. Nestes exemplos, no entanto, os consumidores ainda não podiam interagir com a representação. O que vemos agora são marcas abertas, que permitem às pessoas se apropriarem delas. É o caso do logotipo que criamos para o aniversário de 450 anos do Rio”, diz Ricardo Leite, Sócio e Diretor de Criação da Crama Design Estratégico, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Apropriação da marca
O desafio de desenvolver uma imagem capaz de representar a todos os 6,5 milhões de moradores da cidade conduziu a equipe do escritório carioca até a solução ganhadora do concurso promovido pela prefeitura. Nela, os algarismos que compõem a efeméride que será comemorada em 2015 formam um rosto estilizado. A partir daí, as pessoas são convidadas a intervirem, criando figuras únicas e próprias. A ideia é que a marca possa ser utilizada livremente por todos, inclusive pelas empresas.

Essa apropriação já pode ser notada em diferentes pontos da cidade, como na fachada do Shopping Rio Sul, em Botafogo, Zona Sul do Rio, e até nas barracas de artesanato na Feira Hippie, em Ipanema. Bolsas vendidas no comércio de rua passaram a ter, entre suas estampas, a marca comemorativa estilizada com fuxicos e bordados. Já o centro comercial instalou um painel de 600 metros quadrados em que ícones da cidade, como os Arcos da Lapa, o Pão de Açúcar e a Pedra da Gávea, representam o cabelo no rosto formado a partir dos números. O grafismo dará origem também a mobiliários urbanos, como bancos de praça e brinquedos infantis.

A forma geométrica do logotipo é fácil de ser replicada, o que potencializa a sua customização e, consequentemente, o engajamento com ele. “Assim como os produtos começaram a ser construídos coletivamente, com o crowdsourcing, a tendência é que as marcas sigam o mesmo caminho. As pessoas querem ter voz, participar. Daí, as redes sociais darem tão certo. Buscamos focar na relação do carioca com a cidade e no jeito dele de ser. Chegamos a uma solução única, porém múltipla; assim como a carioquice, que é singular e plural”, resume Ricardo Leite.

Storytelling narrado pelo usuário
A utilização do conceito por trás da marca dos 450 anos do Rio não é único. O Airbnb aplicou o UX Branding ao lançar o Bélo em julho. O novo logo da empresa busca transmitir, por meio desta apropriação, a sensação de pertencimento. A marca da rede de hospedagem ancorada no compartilhamento já estava nas mãos dos usuários desde suas origens, já que são os anfitriões que promovem a experiência prometida pela companhia. O storytelling também é narrado pelos hóspedes do serviço, que relatam no site o que viveram na viagem.

A principal recompensa oferecida pelo Airbnb é pessoal e não financeira. “Criamos a página create.airbnb para cada um customizar sua marca, fazendo menção a alguma experiência que tivesse vivido com a empresa. O usuário escolhe formato, cor e textura, além de poder subir uma imagem. Em um mês, tivemos cerca de 20 mil logos diferentes geradas. Clicando nela, descobre-se a história por trás de cada uma delas, o que aponta para peculiaridades das viagens. Elas são únicas. Outros meios de hospedagem podem ter como valor o fato de serem iguais em qualquer parte do mundo, mas em nosso caso o valor está na diversidade”, diz Samuel Soares, Gerente de Marketing do Airbnb, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A nova marca não ficou apenas no site e no material de divulgação. O Bélo está em chaveiros, camisetas, bolsas e outros produtos, que levados pelos usuários do serviço também proporcionam o sentimento de perecimento a uma comunidade. O item é feito com base no logo criado individualmente por cada um dos anfitriões. A produção é realizada em San Francisco, mas o Brasil – quarto maior mercado da empresa – foi um dos países que mais encomendou a novidade.

Estranhamento revertido pela comunicação
Sair na frente em uma tendência tem seus desafios, especialmente num conceito que pressupõe significados construídos pelo uso. Os novos logos que seguem o UX Branding podem parecer enigmáticos num primeiro momento, mas esse estranhamento inicial é transformado por meio da comunicação posterior à apresentação da solução. O Airbnb, por exemplo, criou um vídeo em que apresenta o que está por trás das linhas que parecem um coração de cabeça para baixo ou mesmo o “A” do nome da empresa.

Mesmo assim, com a cultura do “troll” típica da era digital, o logotipo não passou incólume aos usuários. Muitos completaram o desenho para fazer piada, mas isso faz parte do jogo, quando se chama as pessoas a participarem. “Encaramos com bom-humor e fizemos até um report dos casos mais engraçados. Abrimos espaço para a criatividade. Teve gente que não entendeu, que não gostou, mas, colocando na balança, não podíamos estar mais felizes. O novo logo abriu um leque de oportunidades. Muitas imagens foram compartilhadas no Instagram e em outras redes sociais, com a marca desenhada na areia de uma praia e até em um bolo de aniversário”, conta Samuel Soares.

Mais cases
O Myspace já havia inovado em seu logo em 2010, com a palavra “my”, na tipologia Helvetica, e um símbolo delineando um espaço em branco, que pode ser preenchido pelo usuário da forma que lhe convier. A solução pioneira partiu de uma companhia que, na época, já contava com um Vice-Presidente de User Experience.

A Ocad University desenvolveu uma solução com a mesma ideia, deixando uma área para intervenção dos funcionários e alunos. Assim, os cartões de trabalho, por exemplo, passaram a ganhar um incentivo à customização. A construção coletiva de marcas, até o momento, alcança, portanto, companhias de educação, de tecnologia e sociais, mas ainda não chegou às corporações mais tradicionais, como as de bens de consumo. A semente está plantada.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 12/11/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/32179/user-experience-branding-interacao-com-o-consumidor-chega-aos-logos.html

As tendências do varejo apresentadas na NRF

Olho vivo nas principais tendências do varejo, apresentadas durante a NRF pelo Ebeltoft (maior consórcio mundial de empresas de consultoria especializada em marketing e distribuição):

1) Retailvention – repensa um negocio existente de maneira totalmente diferente ou faz negocios diretamente com os clientes, bypassando os canais tradicionais. Exemplo: Warby Parker.

2) Customização – oferece a possibilidade dos clientes terem um produto ou serviço ajustado as suas necessidades. Exemplo: mymuesli

3) Eco-Friendly – varejistas que oferecem produtos que além de proteger o meio ambiente ainda economizam dinheiro para os clientes. Exemplo: Negozio Leggero (Italia)

4) Experiential Retailing 2.0 – varejistas que para se diferenciarem do e-commerce incrementam a oferta de experiências, tipo, aulas para clientes, entretenimento, relax etc. Exemplo: Quem disse Berenice?

5) Hiperlocal – varejistas que investem em produtos especializados orientados para determinada cultura ou local. Exemplo: fabindia (India)

6) Crowdsourcing – varejistas que oferecem aos clientes a oportunidade de influir no desenvolvimento de seus produtos ou serviços. Exemplo: Quirky.

13/01/2014

http://mercadoeconsumo.com.br/?p=1665&utm_source=BenchmarkEmail&utm_campaign=News_NRF_13_01&utm_medium=email

Crowdsourcing busca inteligência dentro e fora da empresa

1ª Conferência Internacional de Crowdsourcing em São Paulo reuniu especialistas para debater conceitos de co-criação e atuação comunitária corporativa

Com os avanços tecnológicos, as redes sociais unindo o mundo e os consumidores e fornecedores cada vez mais interessados em participar do processo das empresas, aparece como tendência e prática o Crowdsourcing, uma maneira colaborativa de se pensar os produtos e criar novas idéias que podem solucionar a necessidade de inovação e atendimento do mercado pelas empresas.

A prática colaborativa, que nada mais é do que a utilização de inteligência e conhecimento coletivos e voluntários – tanto pela internet quanto por meio das redes sociais – o Crowdsourcing também existe fora da web a partir de grupos formados por pessoas de dentro e fora da empresa.

Assim, pensar em conjunto, propor avanços e novidades e discutir coletivamente soluções para qualquer dificuldade, têm sido, na visão de especialistas, uma nova prática para os negócios, que revoluciona o marketing e propõe inovação para as empresas.

Isso porque o atual momento do mercado brasileiro tem propiciado a experimentação à incorporação de novos conceitos voltados às aspirações do consumidor.

Para Carlos Alberto Júlio, empresário, palestrante e professor, a internet já transforma a multidão em fonte de ideias e os conhecimentos inovadores são capazes de otimizar as suas atividades.

“A criação é coletiva no mundo da interatividade, desde que os frutos captados por empresas, pessoas e empreendedores transforme ideias em negócios. Essa é a maior virtude do mundo do crowdsoucing”, afirma Júlio.

A importância desta co-construção colaborativa, bem como a transformação nas empresas, tem possibilitado a criação de novas ideias e produtos com a economia de recursos. Confira a análise de especialistas que participaram deste evento em São Paulo:

Fernando Cosenza, diretor de inovação e sustentabilidade da Boa Vista/SCPC

O especialista responde às seguintes questões:

  • O conceito já altera o modelo de negócios do Brasil?
  • Qual é o papel da liderança na aplicabilidade e suporte à co-criação?
  • O processo é economicamente viável? E quais setores mais utilizam essa prática?
  • A co-criação tem revolucionado o processo de design de novos produtos?

Marina Miranda, sócia da Mutopo

Para a especialista, muitas empresas já utilizam este conceito sem saber mesmo sem destinar a devida importância de envolver parceiros, funcionários, consumidores e fornecedores.

Ela aborda, ainda, um novo olhar para as estratégias das corporações e o modo como é possível criar projetos de sucesso.

  • Como pessoas em vários países podem ajudar?
  • As pessoas precisam sentir-se parte da empresa?
  • O conceito pode ser utilizado por pequenas e médias empresas?

Portal HSM
12/09/2011
http://www.hsm.com.br/editorias/marketing/crowdsourcing-busca-inteligencia-dentro-e-fora-da-empresa

As empresas brasileiras sabem aproveitar o poder das multidões?

Crowd. A palavra significa multidão e vem aparecendo cada vez mais no vocabulário dos empreendedores, embutida nos termos crowdfunding e crowdsourcing. Essas duas estratégias foram tema da Conferência CrowdSourcing, Co-Criação e Comunidades 2011, realizada pela Mutopo, uma consultoria para produção colaborativa, na última segunda-feira (29/8), em São Paulo.

A ideia do evento foi discutir como as empresas estão utilizando o poder das comunidades e das multidões para obter sucesso. De um lado, empreendimentos cujo único objetivo é oferecer os meios para que outros negócios façam isso; do outro, empresas que estão utilizando essas alternativas.

Pode parecer algo bem “hypado” hoje em dia, principalmente com a popularização da internet e das mídias sociais, mas, como explica Carl Esposti, criador do site Crowdsourcing.org, casos de uso do conhecimento de grupos de pessoas, das multidões, podem ser datados bem antes, desde o século 18. Quando a Marinha britânica quis encontrar uma forma diminuir a perda de navios, pediu ideias para a população. Do conhecimento coletivo surgiu um novo sistema de navegação.

Com explicações como essa, o evento foi realmente um guia. Nessa nova realidade, a comunidade, que pode ou não envolver os consumidores da própria marca, colabora para o crescimento dela.

Enquanto o crowdfunding é uma estratégia que utiliza os recursos financeiros de diversas pessoas para a realização de projetos – de shows à abertura de uma startup –, o crowdsourcing é um pouco mais complexo. Podem variar os níveis em que essa comunidade ajuda com algum conhecimento específico, fazendo pequenas tarefas, tirando dúvidas de outras pessoas ou dando feedback sobre a própria empresa. Nessa equação, os indivíduos colaboram pelos mais diversos motivos, que podem incluir o simples prazer de ajudar, o reconhecimento e, claro, o dinheiro. “Nós já tivemos a ajuda de um grande produtor cultural que só queria colaborar em um dos nossos projetos, que envolvia um produto verde, porque estava cansado da cor vermelha com que trabalhara em outra campanha”, conta Bastian Unterberg, da Jovoto.

A Jovoto é um exemplo de empresa que estimula essa colaboração. Eles foram responsáveis por auxiliar a rede Starbucks a criar uma alternativa ecológica para seus copos de café, no projeto Beta Cup. A campanha utilizou as ideias de mais de 5.000 participantes para chegar ao resultado final. Além do primeiro lugar, outras pessoas foram premiadas e tiveram seu trabalho reconhecido.

Empresas como a construtora Tecnisa mostraram como estão fazendo para utilizar os insights da multidão para inovar em seus prédios, enquanto outros negócios, como a brasileira e jovem Catarse (leia mais sobre ela aqui), mostraram como estão trabalhando os conceitos de crowdfunding e sourcing.

Mas o que ficou no ar ao fim de um dia de palestras é se as empresas realmente estão preparadas para essa nova realidade. Será que muitas delas já utilizam o poder de suas comunidades para inovar, crescer e melhorar suas marcas? Porque, para mim, ainda parecem poucos casos aqui no Brasil. E vale lembrar que somente fazer uma enquete perguntando a opinião do seu consumidor não é considerado colaboração. É preciso realmente fazer uso das informações geradas pela interação

 

Os 20 “mais” de 2010

Os caçadores de tendência da comunidade trendhunter.com apontam 20 comportamentos e preferências que já estão aí e tendem a ganhar força em 2010. Confira.
O site Trendhunter Magazine, alimentado por 30.000 membros de sua comunidade, divulgou, em sua Trendhunter.tv, as 20 maiores tendências de consumo para 2010, as quais organizamos no seguinte ranking:
1ª A próxima melhor alternativa
Moda vintage, alta costura versátil, submarcas e joias acessíveis. Ao longo do último ano, as pessoas se tornaram mais sensíveis ao consumo excessivo e começaram a ligar seu sucesso não apenas ao que é luxuoso, mas também ao que é funcional e tem a ver com experiência de vida. Assim, em vez de comprar o produto mais caro e a melhor marca, as pessoas estão experimentando novos produtos na busca pela melhor alternativa seguinte.
2ª Decoração “faça você mesmo”
Arte, mobília e itens decorativos são produzidos pelos próprios usuários e constituem a solução perfeita para aqueles que estão com pouco dinheiro. Mantenha suas bolas de pingue-pongue, suas garrafas de vinho ou suas jarras de plástico, porque decorar sua casa nunca foi tão acessível e culturalmente aceitável.
3ª Troca-se tudo
Hoje você pode trocar casas, peças de arte, serviços ou mesmo seu guarda-roupa completo. Cidadãos empobrecidos que não querem comprometer seu estilo de vida estão trocando, permutando e comercializando em busca de uma vida melhor.
4ª Ações “pop-up”
Conceitos temporários surgem inesperadamente para atrair consumidores com o apelo de exclusividade e novidade. Vitrines diferentes, bares instalados em contêineres de carga, serviços bancários surpreendentes. É a maneira “pop-up” de rapidamente colocar seu produto em novos mercados.
5ª Moradias nômades
A recessão, somada à arquitetura criativa, criaram um influxo de casas temporárias e únicas. Apartamentos portáteis, casas-barcos futuristas e moradia em cubo são apenas alguns exemplos da vida nômade moderna.
6ª Eco-utensílios domésticos
Lavadora de louças que não usa sabão, mini-máquinas de lavar roupas e pias de cozinha não apenas ajudam o meio ambiente, mas que, ao longo do tempo, levam à economia de dinheiro também, por seu desempenho eficiente.
7ª “Ecóprole”
Pode ser uma morada subterrânea, uma casa flutuante ou nas alturas –os desenvolvimentos “ecoprolitanos” estão rapidamente se tornando um estilo de vida. Além de revitalizar os centros urbanos com elementos ecológicos, as nações estão criando cidades-nichos especificamente para atingir objetivos ecológicos.
8ª “Simpletising” (comunicação com simplicidade)
Embalagens inspiradas em frutas e caixas de leite com úberes. Em um mundo abarrotado de coisas e informações, a clareza visual acaba se destacando. Também se encaixa bem no desejo de uma vida mais simples.
9ª “Emocionologia”
Os humanos não são os únicos com sentimentos; joias, aparelhos telefônicos, listas de músicas e outros aparatos sensíveis às emoções manifestam seu humor fisicamente. Cientistas estão estudando o mundo das emoções e descobrindo como ele pode ser aplicado à tecnologia.
10ª Exposição de vulnerabilidade
As mídias sociais redefiniram nosso acesso à vida pessoal de celebridades e amigos. Agora, vemos de tudo: de mulheres “twitando” na hora do parto até estrelas publicando fotos não-tratadas pelo Photoshop ou que retratam momentos embaraçosos.
11ª Campanhas via crowdsourcing
Envolver o consumidor na criação de comerciais de TV agora se chama crowdsourcing –a inteligência coletiva a serviço da geração de soluções. Os exemplos incluem cartazes, displays de vitrine e até mesmo comerciais de TV.
12ª Marketing saudosista
Motivos de contos de fadas em joias ou anúncios. Alice no País das Maravilhas ou monstros ajudam consumidores a escapar do baixo astral econômico, buscando refúgios em fantasias do passado.
13ª Auto-assistência médica
Chegou a nova era dos cuidados médicos com produtos que ajudam os consumidores a cuidar de sua saúde sem precisarem chamar um médico: medidores de pressão arterial, monitores de fertilidade, relógios que medem o estresse e outros itens que são uma resposta às dificuldades experimentadas com os serviços públicos de saúde.
14ª Exigente sim, chato não
Anos atrás, vimos alimentos importados como o tofu saírem da categoria de exóticos para entrarem no uso comum. Agora, vemos a proliferação de alimentos que servem necessidades únicas, como os isentos de glúten ou os vegetarianos. Não é mais chato ser “enjoado”.
15ª Produtos pró-dependência
Os casais da nova geração já tendiam a andar mais juntos do que os de gerações passadas. A crise do crédito aumentou a demanda por produtos a favor da dependência, como as tatuagens separadas (uma em cada pessoa) que se combinam para formar um desenho, copos que se complementam e decoração compartilhada –tudo reforçando a condição de casal.
16ª Traje “metade formal”
É a mistura de peças de roupas formais com descontraídas, num visual híbrido adotado por jovens profissionais: shorts com blazers e paletós com jeans, por exemplo.
17ª Cultura do aluguel
Artigos de luxo, roupas, brinquedos e objetos de arte são pequenos exemplos de um mundo de itens que podem ser alugados. O movimento teve início em 2008, mas a recessão acelerou a busca por posse temporária, status de mentira e muitas permutas.
18ª Empavonar-se
A graça é aparecer tanto quanto um pavão, não necessitando de grifes caras para gritar “Olhe para mim!”. Um antídoto contra a depressão da crise. A receita: cores exageradamente vibrantes em roupas, acessórios e maquiagem.
19ª Compras “sem-serviço”
Os clientes se servem. Em bares, você mesmo tira seu chopp; entre os hotéis, opção self-service. O resultado: economia de dinheiro e senso de independência e controle criativo.
20ª Personalização tangível
Presentes que têm a sua cara. Literalmente. Você estampado em taças ou notas de US$ 1 milhão. A personalização de produtos, já em voga em 2009, agora ultrapassa o segmento de luxo, impulsionada pela crise econômica.

HSM Online – 18/12/2009
http://br.hsmglobal.com/notas/55893-os-20-mais-2010?utm_source=181209_mkt&utm_medium=181209_mkt&utm_content=181209_mkt_os-20-mais-2010&utm_campaign=181209_mkt