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Felipe Neto patrocina Botafogo no jogo contra o Palmeiras

netos brothers

Felipe Neto um dos maiores nomes da internet em nível mundial fechou uma parceria com seu time do coração, Botafogo. Através da sua franquia de coxinhas com seu irmão, a “Neto’s”, ele patrocinará o time na partida desta segunda-feira contra o Palmeiras, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro. A logo aparecerá na camisa dos jogadores do clube alvinegro de forma pontual no confronto.

Trata-se de um teste para 2018 e caso a experiência se mostre positiva, o vínculo deve se estender para a temporada do ano que vem. “Esse é o início de uma grande história”, garante Neto.

Ainda de acordo com Neto, o encontro é para criar o primeiro contato, mostrar que a camisa ficou bacana, que não ficou agressiva. Este princípio de relação com o público é para isso e, ano que vem, termos o projeto mais robusto. Essa ideia já vem desde conversa inicial, explicou Felipe no Estádio Nilton Santos, durante entrevista coletiva de apresentação, nesta sexta-feira.

Marcio Padilha, vice-presidente de marketing do clube também deu seu recado: “Deixo claro para quem acha que não é legal. O Felipe tem empresa, não é gentiliza. É uma relação comercial que nos deixa muito feliz por ser um botafoguense ilustre. Não é troca de favores. É uma relação comercial no jogo contra o Palmeiras. Mas temos certeza que vai seguir por muito tempo. Botafogo tem ativado os patrocinadores e com a Neto’s não será diferente – afirma

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5 maneiras das marcas interagirem nas redes sociais

30 de Junho de 2017  

Social Media

Nesta sexta-feira (30) se celebra o Dia da Mídia Social. Criado pelo site de tecnologia Mashable há exatos sete anos, a data visa reconhecer e celebrar o impacto dessas plataformas digitais na comunicação moderna. Mais do que estar no centro das relações digitais estabelecidas entre as pessoas ao redor do mundo, pode-se afirmar, sem hesitações, que as mídias sociais mudaram para sempre a vida dos usuários da rede mundial de computadores.

Além de unir, por meio de redes sociais, comunidades de pessoas que compartilham de um mesmo interesse sem estabelecer limites de fronteiras, a social media também derrubou o muro que separa empresas de pessoas, permitindo uma interação sem precedentes entre marcas e clientes. É nesse ambiente que as empresas se aproximam dos seus consumidores, conhecem seus perfis de compra e aprendem com suas preferências e reclamações.

No final, essa relação traz vantagens para os dois lados: as marcas entendem melhor as necessidades dos seus consumidores, enquanto estes recebem um tratamento mais alinhado com suas expectativas.

Listamos abaixo cinco possibilidades de interação criadas pelas mídias sociais que ajudam a aproximar as marcas de seus clientes:

1 – Perfil social da marca

Estar presente nas mídias sociais é ser visto, ser encontrado e ser lembrado. Para tanto, é preciso manter um perfil próprio, que dê um rosto à pessoa. O mesmo raciocínio se aplica para as marcas. “Ter um perfil permite que a marca construa um relacionamento com os seus clientes, por meio do conteúdo, respostas e estímulo à conversa”, afirma Ana Maria Bicca, social media coordinator da Cadastra, agência de marketing digital full service. Segundo ela, é na mídia social que a marca participa do cotidiano dos seus seguidores, além de contar com a vantagem de ter o feedback direto do seu público para redefinir estratégias.

Mas atenção: perfil não atualizado é perfil esquecido. “Não basta estar ali, é preciso ser ativo, produzir conteúdo e interagir com o público. O conteúdo é importante para contextualizar os valores, identidade e posicionamento da marca”, conclui.

2 – Parceria com influenciadores

A relação com influenciadores digitais abre uma nova frente no universo de estratégias de marketing na mídia social.  Com ela, as marcas se comunicam com seu público-alvo por meio de ações junto a personalidades que detêm a atenção e a credibilidade de sua audiência.

“As pessoas frequentam as mídias sociais para navegar em universos que façam sentido para suas vidas, buscando conteúdos que agreguem profissionalmente e também para o dia-a-dia delas. Nesse ambiente, os influenciadores são aqueles que criam conteúdo relevante e acessível. A vantagem para uma marca usar um influenciador na sua comunicação é estar inserida dentro desse conteúdo relevante”, afirma Gian Barbera, que é sócio da iFruit, agência pioneira do ramo de digital influencers.

Barbera conta que, frente à demanda de grandes marcas por parcerias em mídias sociais, a iFruit decidiu fechar seu próprio casting interno de influenciadores para oferecer para o mercado.

3 – Análise de comportamento

As mídias sociais também são um verdadeiro banco de dados a céu aberto. Além das informações fornecidas para a criação de um perfil, os usuários deixam rastros por meio de postagens, curtidas, compartilhamentos e outras interações que permitem analisar seus hábitos de consumo e programar ações de marketing personalizadas. “O crescimento de aplicações Big Data abre caminho para o desenvolvimento de soluções cada vez mais inteligentes e efetivas para se aproximar do consumidor”, afirma Bruno Gianelli, sócio-diretor da Betalabs, empresa especializada em plataforma de gestão para o comércio eletrônico.

Exemplo disso são as notificações de push por navegador ou aplicativo. Essa tendência tem se consolidado diante de um número crescente de sites e apps que disponibilizam o envio de notícias ou novidades sobre produtos para toda sua base de usuários, de acordo com o especialista.

4 – Posts patrocinados

Uma estratégia de marketing fundamental para uma marca atingir seu público, e, mais que isso, atrair nova clientela, são os posts patrocinados nas mídias sociais. “O conteúdo patrocinado é fundamental para a marca alcançar um público específico para seu segmento. Através de campanhas patrocinadas, conseguimos definir o raio de alcance da divulgação, além de faixa etária, sexo, dentre outros filtros finos para geração de novas ações”, diz Thiago Regis, diretor de novos negócios da agência de marketing digital Pílula Criativa.

Ele reforça que, no caso de empresas de pequeno e médio porte, é estratégico investir em publiposts, conteúdos compartilhados em outros perfis e campanhas patrocinadas.

5 – Relacionamento e Customer Experience

Além de ser um espaço para produção e divulgação de conteúdo, a mídia social também é um canal ideal de relacionamento com o cliente. Pelo conceito de Customer Experience, não basta apenas vender um bom produto para agradar o consumidor, mas oferecer uma experiência que vá além da venda para que ele se lembre da marca e siga se relacionando com ela. De acordo com a Mutant, empresa brasileira com foco em Customer Experience, para se comunicar com o cliente, a marca precisa conhecer o seus hábitos e suas necessidades, além de acompanhá-lo fora do ambiente de compras.

As redes sociais criam essa oportunidade de contato que amplia a experiência do usuário. Esse relacionamento impacta no nível de satisfação do cliente, gerando engajamento e fidelidade com a marca.

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Corinthians anuncia patrocínio de maneira inusitada

 

17 de Março de 2017  

Alcatel

A Alcatel, marca de dispositivos móveis da TCL Comunicação, é a nova patrocinadora do Sport Club Corinthians Paulista, com contrato até o final de 2017 que prevê exibição da marca na parte da frente da camisa, na região dos ombros. A agência WE e a equipe de marketing do Timão foram os responsáveis pela ação que anunciou a parceria que une a segunda maior fabricante de aparelhos celulares da América Latina a um dos clubes mais populares do Brasil.

O destaque da ação foi uma ativação protagonizada pelo jogador Rodriguinho. Durante coletiva de imprensa, o smartphone Alcatel do atleta tocou, ao som do hino do Corinthians. Ele atendeu e revelou à imprensa que um novo parceiro estaria chegando ao clube, sem contar quem era. A ação gerou grande curiosidade entre os jornalistas e repercussão na imprensa.

A We e o marketing do Corinthians também criaram um filme de 30 segundos exibido na noite desta quinta-feira (16) no telão da Arena Corinthians, durante o jogo contra o Luverdense. Além da ativação e do filme, a campanha tem ações nas redes sociais do Corinthians e Alcatel para alimentar as conversas sobre o acordo de patrocínio, e uma estratégia de e-mail marketing para os colaboradores da empresa.

“A Alcatel vive um momento especial no Brasil e nossa missão foi encontrar uma solução criativa para inserir a Alcatel no mundo do futebol, um esporte que é a maior paixão dos brasileiros”, afirma Guy Costa, sócio e vice-presidente de criação da WE.

“Escolhemos o futebol por ser o esporte de maior audiência no país e pela sua capacidade de conectar e emocionar pessoas. O Corinthians é um dos maiores times do Brasil e conta com uma imensa torcida de 27,3 milhões de apaixonados, o que vai ampliar a visibilidade da nossa marca”, comenta o gerente geral da Alcatel Brasil, Fernando Pezzotti

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Como as novas regras publicitárias irão impactar nas Olímpiadas Rio 2016

06 de Julho de 2016 15h – Atualizado às 15:08

phelps

Até a última edição dos Jogos Olímpicos, só os patrocinadores oficiais podiam anunciar no período dos jogos. Os atletas eram impedidos de postar em redes sociais sobre outras marcas e elas não eram autorizadas a divulgar os competidores olímpicos que já tinham contratos de anúncios com elas.

Desde fevereiro de 2015, o COI (Comitê Olímpico Internacional) busca alterações a estas regras. Em junho do mesmo ano, mudanças foram aprovadas. Agora, os atletas podem postar e estrelar campanhas que não mencionem explicitamente as Olímpiadas. Qualquer propriedade intelectual da celebração também é proibida. Palavras como “2016”, “Rio”, “jogos” e “ouro”, por exemplo, não são aceitas.

Porém, mesmo com essa abertura, os patrocinadores não oficiais ainda enfrentam certas dificuldades, pois algumas restrições continuam. A principal delas é que as campanhas tem que ser aprovadas até janeiro e podem ser veiculadas de março até agosto.

Mesmo com este empecilho muitas empresas têm conseguido um espaço muito maior do que tinham antes. Um bom exemplo é o da companhia de roupas esportivas Under Armour, que tem contrato com 250 esportistas que irão aos jogos, inclusive Michael Phelps.

Com o mote “Prove Yourself”, a marca fez campanhas emocionantes, uma com o time feminino de ginástica americano e outra, ganhadora de Cannes, com Phelps, o maior medalhista da história. No vídeo, é mostrado como o campeão treina para suas últimas competições e sua derradeira despedida.

Estas ações mostram como é possível se beneficiar do relaxamento restritivo. No entanto, pequenas empresas ainda enfrentam problemas. Analistas acreditam que organizações menores deveriam ver esta abertura como uma oportunidade

“Ela ainda vai ser difícil para um pequeno player. É difícil e custoso contratar um atleta renomado, contudo há centenas de esportistas que precisam de qualquer tipo de investimento e, atualmente, além de auxiliá-lo, é possível pensar em campanhas com ele”. Disse Zaileen Janmohamed, vice-presidente de serviços ao cliente da GMR agência de marketing esportivo

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Detalhes de como é o trabalho de Marketing Esportivo do McDonald’s

Nos últimos oito anos, o Marketing Esportivo ganhou mais notoriedade e investimentos no Brasil, resultado da nomeação como sede de dois dos maiores eventos do mundo – a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Apesar de ainda tímidas, algumas marcas começaram a estudar esse nicho para estarem inseridas no contexto que estava por vir. Muitas, até hoje, pouco participam de ações, por não enxergarem como a estratégia pode ajudar a gerar resultados.

Se antes a falta de conhecimento e dados do setor causava insegurança, agora a visão é diferente. Passada a primeira grande competição, os brasileiros já possuem uma bagagem e ajuda do mercado. Outro ponto fundamental no impulso às companhias de qualquer porte que querem se aventurar no ramo é a obtenção de informações seguras e inteligentes para embasar as ações, conter riscos e profissionalizar a atividade. A Nielsen enxergou a possibilidade aberta com a proximidade dos eventos e lançou, em 2011, a Nielsen Sports, unidade de negócios voltada exclusivamente aos esportes, que tem o objetivo de entender e aproveitar as oportunidades por meio de análises.

Ainda assim, há quem enxergue o Marketing Esportivo como algo fácil e leve de se trabalhar ou ainda feito apenas por quem lida diretamente com esportes. “Somos um restaurante com missão de servir comida. Quando existe um evento como a Copa do Mundo, que exige uma estrutura adequada de entrega, o dia a dia não é fácil. Muito do meu tempo não é dedicado ao esporte, é voltado à política, negociações, convencer os colegas e toda a liderança do que será feito. Todo dia é preciso provar algo, mas depois que é realizado todo mundo reconhece. Até chegar lá é complicado, as pessoas não entendem que a área requer planejamento para que tudo seja bem feito”, conta David Grimberg, Diretor de Marketing Esportivo do McDonald’s, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Trabalho consciente
Assim como qualquer outro projeto, atuar neste segmento exige dedicação e análise do desenvolvimento estrutural para garantir sua parte no orçamento da companhia. Um erro recorrente das empresas é a impaciência pela obtenção de resultados, ainda mais quando o evento está a um período longo de acabar, como é o caso dos Jogos Olímpicos de 2016, que já contam com patrocinadores lançando suas campanhas.

O trabalho de bastidores, pouco valorizado, só é lembrado na parte bem vista, como recebimento de credenciais, acesso a atletas e cadeiras especiais. “A grande parte do nosso trabalho é de muita dedicação. Quem quer entrar nessa área é bem-vindo, mas precisa saber que a vida não é fácil, ainda mais quando a marca não tem core business do esporte. É preciso matar um leão por dia e defender o seu orçamento”, conta David.

No Brasil, onde o desenvolvimento dessa área ainda tem muito a avançar, as iniciativas podem ser feitas mesmo distantes de algum calendário prévio. Isso porque o país possui diferentes competições – só no futebol são vários, como Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Campeonatos regionais. Há ainda modalidades em ascensão como a natação, vôlei e atletismo.

Foi justamente na corrida que o McDonald’s começou a sua campanha para os Jogos Olímpicos do próximo ano. “Por estarmos presentes em dois eventos em espaço bianual fizemos ações para estar na cabeça do consumidor a todo o momento. O gap entre um e outro permite esse elo. Realizamos uma corrida de rua na América Latina que ocorreu de forma simultânea. Ela inicia o calendário de ações para 2016, ao mesmo tempo em que trabalha nossa imagem com outros públicos”, conta David.

Objetivos concretos
Conseguir construir uma ponte entre todos os eventos a qual apoia precisa de dedicação e estudo, no entanto, não deve ser visto como algo difícil de ser feito. Em primeiro lugar, a empresa precisa saber o objetivo que ela quer patrocinando algum evento esportivo. No caso do McDonald’s, ao menos três pontos foram trabalhados na Copa do Mundo: lembrança e presença de marca (letreiros em campo), vendas (sanduíches temáticos) e experiência e vínculo emocional (crianças indo com atletas ao campo). A rede tem contrato de patrocínio com a Copa do Mundo da Fifa até 2022.

Já a corrida de rua, realizada anualmente, reforça a presença feminina em atividades esportivas. “A corrida é um ativo que damos muito carinho. A mulher é nosso público e a colocamos em um local onde elas possam ter iniciação à prática saudável junto à marca. Uma média de 15% das participantes tiveram sua primeira experiência em esporte conosco. Pra gente é um orgulho dizer que oferecemos isso a mais pessoas”, afirma David.

A partir de um objetivo definido, focar as mídias a serem trabalhadas é o passo seguinte. “Há uma pulverização das mídias, mas para cada uma de suas iniciativas deve haver uma estratégia. Com as crianças em campo, por exemplo, fizemos um concurso cultural e parceria com escolas públicas. A maneira de comunicar pode ser em qualquer tipo de mídia. Estabelecemos vínculos antes, durante e depois da Copa. Quando sabemos o porquê ter esses ativos, fica mais fácil avaliar de que maneira iremos trabalhar e que públicos atingir. Fazer essa análise fica mais fácil de entender que tipo de conteúdo deve ser trabalhado e como veicular.”, conta o Diretor de Marketing Esportivo do McDonald’s.

Para aqueles que pensam em atuar na área ou já estão nela sem ter certeza por qual caminho seguir, o conselho é analisar como a prática da companhia pode ser associada a algum esporte. “É possível ter comunicação total por meio do Marketing Esportivo e, a cada dia que passa, o patrocínio é fundamental já que precisamos de conteúdo e diferenciais. O que distingue hoje do concorrente são números ou relacionamento e lembrança? É preciso saber o que a marca quer. Essa é uma área estratégica também humana, é difícil sim fazer, mas quando envolve também o público interno, além do público, tem tudo para dar certo”, comenta Rafael Plastina, Especialista em Marketing Esportivo, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Por Priscilla Oliveira | 16/10/2015

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/34749/detalhes-de-como-e-o-trabalho-de-marketing-esportivo-do-mcdonald’s.html

Como medir patrocínios de forma efetiva?

Estamos vivendo uma era de transformação no mercado publicitário. Seguindo tendências internacionais, é nítido o crescimento do investimento dos anunciantes nas chamadas mídias não-mensuráveis. A Nike, por exemplo, gastou no ano passado apenas 33% de sua verba de marketing, que bate mais de 600 milhões de dólares anuais nos Estados Unidos, em comerciais de TVs e outros anúncios em mídias tradicionais. É uma queda de 55% nos últimos dez anos. Na paralela, a marca se tornou referência em eventos proprietários, como as corridas Nike 10K, que movimentam três clubes de corrida, sem contar os milhares de atletas amadores engajados pelas ações.

Esse exemplo mostra uma mudança fundamental na maneira como as empresas enxergam a propaganda hoje: ela passa a criar maneiras de interagir diretamente com as pessoas. Não só na internet, mas no mundo real. Não dá mais para acreditar que um anúncio na revista pode chamar a atenção sozinho, por isso, a busca é cada vez mais por iniciativas que gerem experiências relevantes e serviços, sem interromper ou atrapalhar o que o espectador está fazendo. Patrocínios são notadamente uma maneira interessante de unir marca e consumidor e o mercado concorda com essa afirmação. Segundo a IEG, empresa americana referência em consultoria e pesquisas no assunto, os investimentos em patrocínios seguem aumentando desde 2007 e, em 2015, atingirão U$57.5 bilhões, um número impressionante se considerarmos o cenário econômico mundial. Mas, como mensurar o retorno de um investimento desse porte?

A resposta para essa pergunta é complexa. Segundo o The Economist Group, até 50% das empresas norte-americanas não possuem uma ferramenta adequada para pedir o ROI do patrocínio. Pensando no mercado brasileiro, há uma lacuna ainda maior a ser preenchida pelas agências. Colocar apenas o logo no evento nem sempre é eficaz. Pelo contrário, essa exibição passiva diz muito pouco ou quase nada sobre a marca. A melhor maneira de convencer o anunciante de que a verba gasta pode ser melhor aproveitada é argumentar utilizando métricas que tornem mais fácil visualizar os resultados. É o que a Sportsworld já faz em Londres há décadas, expertise trazida para a Sportsworld Brasil no começo desse ano.

Como geralmente o patrocínio está no meio de um mix de comunicação, com mídia, internet, eventos e etc, fica difícil estabelecer exatamente qual retorno sobre a marca aquele patrocínio deu no todo do planejamento. Por isso, mais do que medir o ROI (return of investiment), nos especializamos em cálculos para estabelecer o ROS (return of sponsorship). São os objetivos, os mais comuns entre os anunciantes, e cada um deles merece uma métrica especial. Destaco alguns:

1)    Geração de mídia espontânea: que é o quanto a marca teria gasto em mídia frente ao que foi veiculado, é o mais utilizado e difundido.

2)    Incentivo à equipe de vendas: por meio da comparação da performance de venda do patrocinador quando há patrocínio (incluindo aí ações de ingresso e hospitalidade que os patrocinadores recebem) e quando não há. Essa é uma métrica pouco utilizada no Brasil.

3)    Calcular a presença online: por meio da geração de conteúdo espontâneo nas redes sociais durante a realização da ação.

4)    Porcentagem de consumidores que estabeleceram contato com a marca: especialmente no período da ativação, considerando aumento da necessidade de material no ponto de venda e compra de revendedores.

5)    Recall com o público presente: para medir o awareness e fazer a diferenciação do volume de compra entre o público exposto à marca quando patrocinadora.

Todos esses pontos devem ser discutidos com o cliente já na etapa do briefing. Assim, é possível sair do achismo e aproveitar melhor a verba destinada ao patrocínio, criando conexões verdadeiras e impactando positivamente a vida do consumidor.

 Otavio Bannwart é CCO da Sportsworld Brasil – www.sportsworldbrasil.com.br

11 de maio de 2015 · Atualizado às 13h37

http://www.adnews.com.br/artigos/como-medir-patrocinios-de-forma-efetiva