Arquivo da categoria: Neuromarketing

Startup norte-americana cria freezer que faz ofertas personalizadas

A startup americana Cooler Screens criou um freezer capaz de personalizar ofertas. O aparelho é interativo, possui sensores de movimento, câmeras e sistema de e rastreamento ocular. O item já está em funcionamento em seis unidades da rede de farmácias Walgreens.

A peça identifica as pessoas por gênero, idade e percebe quais produtos que os consumidores estão olhando, avaliando ainda o tempo que permanecem em pé e a reação emocional a algum item. Ele coleta os dados em tempo real, utiliza um algoritmo para determinar os anúncios mais adequados para aquele momento.

O freezer é fechado por uma tela que mostra o produto está atrás da porta. Ele pode sugerir, por exemplo, um refrigerante “zero” para um homem que está olhando para as bebidas. O sistema é capaz de identificar preferências, como a dos homens pelos refrigerantes zero açúcar.

O equipamento também avalia o horário da compra. Se a pessoa realiza as compras no final da tarde, por exemplo, receberá sugestões como pizzas congeladas. As câmeras identificam os produtos que já estão com o cliente, para tentar convencê-lo a comprar outro alimento.

De acordo com a startup, os dados coletados não são armazenados. Mas ela deseja que os consumidores ajudem a abastecer sua base. Isso poderia ser feito, por exemplo, por meio do aplicativo da Walgreens, onde é possível indicar as preferências. Se um cliente incluir itens sem lactose em suas preferências, irão ser indicadas para ele ofertas destes produtos.

Segundo um estudo realizado pela Cooler Screens, 75% dos consumidores escolhem refrigerantes por impulso. A startup tem contratos com a Nestlé, Coca-Cola, Pepsi e outras 13 companhias.

Sistema identifica satisfação de clientes através da voz

 

17 de Janeiro de 2017 

Fujitsu

O serviço de suporte ao cliente – como um call center ou caixa de banco, por exemplo – está diretamente relacionado à imagem de uma empresa. Sendo assim, o treinamento das equipes de atendimento é algo essencial para o bom relacionamento com o consumidor. Entretanto, há situações em que as mesmas palavras podem transmitir satisfação ou insatisfação, dependendo da entonação de voz. Por isso, era impossível compreender totalmente o sentimento do cliente.

Para solucionar o problema, a Fujitsu desenvolveu uma tecnologia que leva em conta não apenas o tom da voz e seu grau de variação, mas também as mudanças na voz que abrangem várias palavras – seja no início ou no fim de uma conversa -.

Assim, conseguiu uma quantificação altamente precisa da alegria da voz. Além disso, é possível usar o aprendizado das máquinas juntamente com as avaliações de prestação de serviço ao cliente. A novidade da companhia identifica automaticamente quando um cliente está satisfeito ou insatisfeito com aproximadamente 70% de exatidão, em comparação com os resultados de uma determinação feita pelo ouvido humano.

O Fujitsu Laboratories pretende incorporar a inovação tecnológica no Human Centric AI Zinrai, – área de inteligência artificial da Fujitsu -, e oferecê-la como um produto para avaliações de serviço ao cliente e no treinamento de equipe em empresas que enfatizam a comunicação, desde bancos até as lojas de varejo. Os planos da companhia são comercializar a novidade a partir de março deste ano para call centers e no final de 2019 para demais áreas do mercado

http://adnews.com.br/tecnologia/fujitsu-cria-tecnologia-de-analise-de-voz.html

Por que experiência é o que – realmente – importa?

 

13 de Dezembro de 2016 12h – Atualizado às 12:05
adobe

Graças às megatendências tecnológicas – como computação em nuvem, mobilidade e a inteligência artificial -, hoje as barreiras entre os mundos físico e digital estão em colapso, abrindo a oportunidade para criar experiências relevantes, personalizadas e em tempo real para consumidores em todo o mundo. A experiência humana que temos de um produto ou serviço torna-se uma só com a marca e com o produto que estamos consumindo.

Isso, certamente, não é novo. Há séculos o comércio é caracterizado por intercâmbios e transações entre duas partes. As coisas mudaram quando as tecnologias industriais permitiram a produção em massa e os meios de comunicação possibilitaram a conexão entre produtos e marcas através da mensagem aspiracional, sugerindo o acesso a uma experiência.

Durante grande parte do século passado, o valor de uma marca estava associado à sua capacidade de ser compartilhada e ligada a uma comunidade mais ampla. Como Andy Warhol de maneira icônica divagou: você pode estar assistindo TV e vê a Coca-Cola, e você sabe que o presidente bebe Coca-Cola, Liz Taylor bebe Coca-Cola; e basta pensar, você pode beber Coca-Cola também!

Hoje, graças a tecnologias digitais, vemos como a força e a energia de uma marca vêm de sua capacidade de se envolver em um âmbito mais individual com o consumidor, fornecendo informação, produtos e serviços que podem melhorar a sua vida ou – pelo menos – evitar o atrito típico de uma jornada do cliente mal orquestrada. E nós consumidores da era digital estamos em todos os lugares – e ao mesmo tempo. Assistimos TV enquanto checamos e-mails e ligamos para o gerente do banco enquanto acessamos uma ou duas redes sociais. Poder identificar e entender o comportamento desse consumidor, para entregar uma mensagem consistente e individualizada – além de prever seus próximos passos e desejos – não é mais coisa do passado. Novas tecnologias que combinam análises em tempo real e machine learning estão revolucionando a maneira como as empresas interagem com seus consumidores e como estão se reorganizando de um ponto de vista estrutural e de mindset. Dois pontos-chave desta mudança são:

Quebrar os silos. Durante o século passado, Madmen e Mathmen estavam em desacordo um com o outro. Dados de um lado, e “The Big Idea” do outro. Criativos versus Geeks. Não foi amor à primeira vista. Hoje, as coisas mudaram: disciplinas de negócios, comumente fechadas em silos, como analytics e design estão olhando um para o outro não mais como estranhos, mas como as peças que faltavam no quebra-cabeça de comunicação sofisticado. No lado criativo, a habilidade de imaginar e trazer à vida um belo conteúdo que permite experiências mágicas é uma obrigação. Na verdade, com a proliferação de telas, com a obviedade de que o primetime é agora tempo real, a necessidade de um belo conteúdo é mais importante que nunca. E a capacidade de usar a tecnologia para permitir um fluxo de trabalho criativo, sem amarras, é uma vantagem competitiva para qualquer empresa.

Por outro lado, os meios altamente sofisticados para automatizar funções críticas de negócio como otimização de mídia, gerenciamento de conteúdo de omni-screen e gerenciamento de audiência estão disponíveis para dar vida a esse conteúdo, de forma personalizada e focada.

A arte do negócio inacabado. Uma diferença crucial com a qual nos deparamos quando nos deslocamos entre experiências físicas e digitais é que esta última está em aberto, em constante mudança, inacabada por definição. A beleza e o desafio de uma empresa que coloca digital em seu core é a possibilidade de fazer ajustes e movimentos rápidos, interações constantes e evoluções mensuráveis. No velho mundo, produzir um disco era um processo bastante padronizado, que envolvia a gravação em um estúdio, edição, impressão em vinil e distribuição. Uma vez que o disco estava na rua, ele estava na rua: não existia mais edição ou ajustes. O oposto é verdadeiro quando falamos de experiências digitais, que são fluidas e em um loop constante de feedback e ajustes, com a tensão criada para equilibrar simplicidade e sofisticação, serviço de alto valor e prazer, resposta em tempo real e valor a longo prazo.

Os atores deste admirável mundo novo terão de ser capazes de navegar por esta complexidade com o objetivo de oferecer experiências consistentes e de grande impacto a todos os consumidores. Dr. Max Mckeown, autor, afirma e tem toda razão ao dizer que “novas ideias são, por definição, inacabadas. E são lindas apenas para quem as teve. Inovação – mesmo – é sobre tornar essas belas ideias úteis”. E a utilidade só se dá pela experiência. Pela bela experiência.

*Federico Grosso é vice-presidente da Adobe Systems para América Latina

http://adnews.com.br/adarticles/por-que-experiencia-e-o-que-realmente-importa.html

O que os algoritmos e os assistentes virtuais dizem sobre o futuro do marketing – ADNEWS

O que os algoritmos e os assistentes virtuais dizem sobre o futuro do marketing

19 de Outubro de 2016 09h – Atualizado às 09:20
Inteligência Artificial

Todos nós tomamos uma série de decisões ao longo de um dia, das mais simples às complexas, misturando aspectos profissionais e pessoais. Telefonar para um cliente para discutir um determinado assunto, chamar um táxi ou o Uber, marcar reuniões com a equipe, decidir que filme assistir no sábado à noite ou encomendar uma pizza.

Agora, imagine que você possa contar com um assistente virtual para realizar boa parte dessas tarefas. Claro, não seria prudente mandar uma máquina conversar com seu cliente no seu lugar, mas por que não delegar à tecnologia, por exemplo, toda a organização das suas próximas férias, como reserva de voo pelo melhor preço e a escolha do hotel mais adequado?

Esse futuro não está muito distante. Com o desenvolvimento da inteligência artificial, cada um de nós vai ter um Virtual Personal Assistent (VPA) para chamar de seu. Essa é a apenas a ponta do iceberg do impacto das máquinas inteligentes na sociedade e, por consequência, no marketing.

Marketing para algoritmos

Os assistentes virtuais – que, por serem inteligentes e conhecerem profundamente o usuário, terão condições de tomar decisões baseadas nas preferências e necessidades de uma pessoa – representarão uma nova fronteira para os profissionais de comunicação. Por trás dessa inovação, está a constatação de que o marketing do século XXI está intrinsicamente associado a dados e à inteligência das máquinas.

A coisa é tão impactante que Mike Cooper, autor do livro “Sentience: The Coming AI Revolution and the Implications for Marketing”, afirma que em breve teremos de fazer marketing para seduzir os algoritmos. Já pensou nisso? Está preparado?

O raciocínio é que, como os assistentes virtuais vão decidir por nós, é bom que sua marca estabeleça uma conexão com eles a ponto de influenciar nas ações e recomendações da máquina, assim como se faz atualmente com gente de carne e osso.  O contato entre algoritmos e marcas poderá se dar por meio de smartphones, tablets, wearables ou outros objetos conectados à Internet das Coisas.  O ponto-chave é que toda essa relação será marcada por um nível elevadíssimo de personalização, autonomia e previsão.

Deep learning na área

Os passos rumos essa nova realidade estão sendo dados, e a tecnologia deep learning atua nesse processo.  De modo simplificado, ela pode ser entendida como uma subárea da inteligência artificial. A deep learning se baseia no conceito de redes neurais artificiais e consiste em preparar o computador para aprender a partir da observação dos dados.

Em outros termos, significa a máquina ter capacidade, um dia, para pensar, aprender e agir como um humano. “A ideia desse aprendizado profundo não é nova, mas vem se popularizando recentemente porque agora temos muito mais dados e processadores mais rápidos capazes de encontrar, com sucesso, o resultado de problemas complexos”, afirmou Lynne Parker, diretora da divisão de sistemas de informação da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em reportagem recente no site americano ComputerWorld.

Ainda há um longo caminho a percorrer no desenvolvimento da inteligência artificial, mas o uso de algoritmos de deep learning já têm obtido resultados marcantes em diversas aplicações, como reconhecimento de voz, imagens por computadores e processamento de linguagens. É a tecnologia por trás, por exemplo, no Google Translate e no Cortana, o assistente virtual da Microsoft.

A inteligência artificial teve um capítulo extraordinário recentemente com a conquista do Grand Prix de Innovation, em 2016, pelo Google com o projeto AlphaGo.  Desenvolvido em Londres pela DeepMind, empresa de inteligência artificial adquirida pelo Google, o programa venceu o melhor jogador do mundo de Go, um jogo criado na China antiga e considerado mais sofisticado que o xadrez. Segundo o Google, o AlphaGo é um projeto que pode ajudar a solucionar grandes problemas do mundo no futuro.

O que existe hoje

Se imaginarmos as profundas transformações que tecnologias como essas poderão provocar na publicidade daqui um bocado de anos, a cabeça vai longe. Olhando para o presente, no entanto, é possível perceber que os avanços obtidos pela inteligência artificial impressionam e indicam um horizonte promissor em termos de inovação e novas possibilidades na relação entre marcas e consumidores.

Em razão do aperfeiçoamento das máquinas inteligentes, a mídia programática tem avançado vertiginosamente e se colocado como instrumento importante na busca por impactar audiências cada vez mais específicas nos canais digitais. Já é possível fazer, com resultados notáveis para os anunciantes, campanhas com anúncios dinâmicos com segmentação precisa e mensagens personalizadas.

Ao direcionar os usuários para páginas de produtos do site, a mídia programática alcança pessoas que demonstraram interesses em produtos e leva mensagens direcionadas a elas. Não só isso. Também hoje já é possível personalizar campanhas online, com versões diferentes de um mesmo anúncio, montadas automaticamente conforme o perfil do usuário em questão.

O resultado de tudo isso são ações mais eficazes e criativas, com resultados melhores e, claro, que proporcionam um relacionamento ainda mais próximo com os consumidores. Se o presente já nos brinda com recursos de inteligência artificial impensáveis há até pouquíssimo tempo, o que dizer daquilo que nos aguarda no futuro?

 Artigo de Fernando Tassinari, diretor-geral da Criteo no Brasil

http://adnews.com.br/adarticles/o-que-os-algoritmos-e-os-assistentes-virtuais-dizem-sobre-o-futuro-do-marketing.html

Estudo analisa impacto de peças publicitárias na mente do consumidor

A criação de uma estratégia de comunicação geralmente é feita a partir de uma visão subjetiva. O profissional que desenvolve a peça publicitária – o emissor – deve ser capaz de compreender as necessidades e desejos do consumidor e, a partir disso, projetar qual seria o impacto de sua mensagem sobre esse receptor. No entanto, o real impacto da comunicação, que determinará seu sucesso ou fracasso, só pode ser avaliado depois que a informação é absorvida pelo próprio receptor.

Pensando nisso, a Forebrain, empresa especializada em neuromarketing, acaba de lançar o maior estudo sobre o tema produzido no Brasil, o BRAIN 500. O produto é resultado de uma pesquisa de dois anos, baseada na neurociência do consumo, que avaliou como os consumidores foram estimulados e reagiram a mais de 500 anúncios. O objetivo do estudo é aproximar marcas e consumidores por meio de estratégias de comunicação eficientes, que só são possíveis quando o receptor da mensagem é influenciado efetivamente. Todos os comerciais analisados ficam disponíveis em uma plataforma online, chamada BRAIN Analytics, que permite a análise e comparação de filmes publicitários e criação de insights de comunicação.

Por meio de técnicas neurocientíficas, foram mensuradas as reações inconscientes de mais de 1200 consumidores. O estudo traz aprendizados sobre o que faz o consumidor prestar mais atenção na mensagem, quais formatos podem aumentar a memorização do comercial, ou mesmo como criar anúncios capazes de provocar uma resposta emocional mais impactante nos consumidores.

Segundo Billy Nascimento, co-CEO da Forebrain, a comunicação é caracterizada em sua maior parte por estratégias de comunicação unilaterais, onde não há uma resposta direta do receptor. Ainda assim, a publicidade apresenta claramente expectativas com relação a um retorno do consumidor ao medir indicadores como intenção de compra, recall, brand awareness e market share.

“Quando analisamos as respostas neurais dos consumidores frente a uma peça publicitária, podemos entender, de fato, como ele decifra os códigos enviados pelo anunciante, sem intermediários”, explica Billy..

Para conhecer melhor o BRAIN 500, a empresa disponibilizou um trial do estudo, composto por seis cases, disponível para download aqui.

Redação Adnews – 25/02/2016

http://www.adnews.com.br/tecnologia/estudo-analisa-impacto-de-pecas-publicitarias-na-mente-do-consumidor

FCB Brasil e CO.R Inovação realizam estudo sobre a Empatia de Marcas

A FCB Brasil prepara a segunda fase do “Trustparency”, estudo a respeito da importância da transparência no discurso das marcas, realizado pela agência em 2012. O próximo passo será um levantamento detalhado, realizado em parceria com a CO.R Inovação, consultoria de pensamento estratégico co-criativo.
O objetivo é aprofundar e explorar uma das dimensões da confiança apontadas no “Trustparency”, a empatia.
Esta dimensão foi apontada no estudo anterior, com base neurocientífica, como sendo uma das cinco dimensões positivas do processo de construção de confiança.  A empatia é definida pela capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Esta, segundo constatou o projeto, é uma capacidade fundamental para marcas que almejam desempenhar um papel sustentável nos dias de hoje.
A proposta é fazer um mapeamento nacional do que significa empatia aos olhos dos brasileiros. A partir daí, criar uma ferramenta que irá medir os diferentes níveis de envolvimento empático entre pessoas de diferentes raças, gêneros, idades, escolaridades, religiões e regiões geográficas. Com ele, será possível estabelecer um ranking de Empatia de Marcas, através do qual será avaliado o nível de percepção empática de marcas pelas pessoas, em categorias diversas.
Redação Adnews – 16 de junho de 2015 · Atualizado às 11h18

Neuromarketing: a ciência começa a ficar mais acessível ao mercado

Muitos já sabem: o consumidor não é puramente racional e, por isso, sua volatilidade é cada vez mais levada em conta pelas marcas de diversos setores. Até 95% de toda informação processada no cérebro pertencem ao implícito, ao não-verbal, ou seja, ao inconsciente. Nesse cenário, o desafio de desvendar os desejos dos consumidores ganhou complexidade. Algumas grandes empresas passaram, então, a recorrer ao Neuromarketing nessa empreitada, num processo consideravelmente mais caro do que as pesquisas tradicionais e proibitivo para negócios menores. Com o desenvolvimento da tecnologia, entretanto, as médias já podem – e devem – ampliar suas análises para o campo emocional de seu público-alvo.

Levar consumidores para um laboratório e plugar fios em sua cabeça para analisar as respostas cerebrais ou ainda colocá-los em uma máquina capaz de fazer um mapeamento funcional por ressonância magnética (do inglês functional magnetic ressonance imaging – fMRI) ainda é economicamente inviável para a maioria das companhias. Outras técnicas e equipamentos, no entanto, estão barateando-se rapidamente e, consequentemente, popularizando-se no mercado, especialmente o norte-americano.

A codificação facial, o Teste de Associação Implícita e o eye tracking são algumas das técnicas que já são aplicadas em consumidores até pela internet, com uso de webcams e, agora, com os óculos inteligentes. “A neurociência do consumo é ampla e está se tornando mais acessível e portátil. Os preços estão caindo muito rapidamente se comparado com o que era cobrado cinco ou até três anos atrás. As técnicas também estão se tornando escalonáveis à medida que podem ser aplicadas pelo computador”, afirma Franck Sarrazit, Diretor de Américas de Brand e Comunicação da TNS Global, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Técnicas “por streaming”
A tendência, dizem os especialistas, é de que esses experimentos possam ser oferecidos, em breve, do mesmo modo em que se aluga filmes e músicas por streaming na web. “Os detentores da tecnologia estão se capacitando para oferecer as análises sob demanda. Você poderá entrar no site da pesquisadora, colocar os dados de seu cartão de crédito, selecionar os objetivos e esperar os resultados. Ao ser feito pelo computador, torna-se mais fácil dar escala aos testes”, analisa Sarrazit, que veio ao Brasil para evento de Inteligência de Mercado da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).

Nos Estados Unidos, algumas empresas já estão investindo em seus próprios equipamentos, uma vez que uma webcam ou um Google Glass podem ser suficientes para registrar as reações dos consumidores e seus sinais não-verbais lidos por especialistas na área. As emoções das pessoas ficam evidentes, muitas vezes, por suas expressões, que são interpretadas na técnica de codificação facial.

Já o Teste de Associação Implícita inclui uma série de perguntas ao consumidor que são feitas de modo a detectar o que ele pensa, mas nem sempre diz. O Instituto de Harvard disponibiliza na web uma série de testes de demonstração do uso da técnica que apontam se o usuário tem uma preferência automática por indivíduos de determinada faixa etária, cor, país, peso, orientação sexual, entre outros.

Movimento de convergência
Há ainda o eye tracking, mais usado no varejo, em que óculos inteligentes ou uma câmera acoplada ao rosto do consumidor registra os movimentos dos olhos dele e para quais produtos ele olha nas gôndolas. A técnica é a mais difundida no mercado e também pode servir para avaliar para onde a atenção dele é atraída em um shopping. “Esses métodos já são intensamente explorados nos Estados Unidos e há empresas que investem em seus próprios equipamentos. Existem aplicativos para Google Glass que leem as emoções das pessoas. Essa tecnologia está se desenvolvendo muito rapidamente”, acrescenta o Diretor da TNS Global.

Atualmente, há players no mercado que disponibilizam soluções mais completas. Se alguns anos atrás havia os fornecedores de análises biométricas e outros de pesquisas tradicionais, a tendência agora é pela convergência, num movimento percorrido, por exemplo, pela Ipsos. Este ano, a companhia fechou parceria com a londrina Realeyes para poder aproveitar melhor os sinais da linguagem do corpo e do rosto em suas análises. Com isso, o serviço de codificação facial já é oferecido em 15 países pela empresa, inclusive o Brasil.

As técnicas já são amplamente usadas para testes em anúncios publicitários, sejam impressos, em televisão ou na internet, e para o ambiente de compras. Vem crescendo, mais recentemente, a adoção também na área de Pesquisa & Desenvolvimento, na criação e melhora de produtos. A L’Oréal é uma das marcas que já recorreu ao Neuromarketing para saber como está a aceitação dos consumidores a seus produtos.

Case L`Oréal
A empresa convidou algumas clientes para um teste de um creme para o rosto voltado para peles oleosas. Elas foram fotografadas com o item da marca e depois com o do concorrente, sem verem o resultado no espelho. Na sequência puderam olhar as imagens e os impulsos cerebrais em cada um dos casos foi registrado e analisado, para verificar qual das fotos chamava mais atenção. As respostas de atenção e de emoção foram mais intensas nas fotos com o creme da L’Oréal.

Para a marca, a técnica é interessante principalmente porque a questão da estética e da beleza não é racional. “O que é bonito para um é feio para outro. Também temos a questão de o brasileiro ter mais a tendência de ser bonzinho em pesquisa. Somos mais cordiais, menos diretos em críticas do que os europeus, por exemplo”, destaca Paula Costa, CMO da marca francesa no Brasil, que participou do evento realizado pela Amcham sobre “Neurociência Aplicada à Publicidade: Aprendizados da Pesquisa Brain

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 30/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/31819/neuromarketing-a-ciencia-comeca-a-ficar-mais-acessivel-ao-mercado.html