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Rede de supermercados Zona Sul passa a oferecer pagamento por reconhecimento facial

Tecnologia conecta o rosto de cada usuário com o seu cartão de crédito

A rede de supermercados Zona Sul, presente na capital do Rio de Janeiro, passa a oferecer em uma de suas lojas físicas a opção de identificação e pagamento por reconhecimento facial. A solução é uma parceria com a startup Payface, especializada em soluções digitais para reduzir filas e acelerar o processo de vendas do varejo.

A nova tecnologia conecta o rosto de cada usuário com o seu cartão de crédito. Usando apenas o rosto, o consumidor também poderá identificar-se no programa de fidelidade da rede e ter acesso a ofertas e benefícios. A tecnologia foi instalada em todos os checkouts do Zona Sul da avenida das Américas, na Barra da Tijuca. Localizada no condomínio Santa Mônica, a unidade é modelo na rede.

O usuário pode baixar gratuitamente o aplicativo da Payface no seu celular e cadastrar seu rosto e formas de pagamento. Na hora do pagamento, o consumidor deve ficar em frente a um dispositivo móvel instalado próximo ao caixa e fazer sua identificação com o rosto.

Experiência de compra

Fundada em 1959, a rede de supermercado Zona Sul conta hoje com 43 lojas espalhadas por diferentes bairros e regiões da cidade do Rio de Janeiro. Renata Leta, gerente de marketing da empresa, explica que a loja da Barra da Tijuca busca constante melhoria da experiência de compra dos clientes.

“Temos um espaço pensado para que os clientes não só possam fazer suas compras, como também ter diversas experiências, incluindo o ambiente digital. Imagina não precisar tirar a carteira do bolso ou nem se preocupar em levar o cartão para o supermercado. Isso proporciona mais praticidade e agilidade para o cliente na hora de finalizar a compra.”

Fundada em 2018, a Payface teve os primeiros pilotos implementados pela rede de supermercados Angeloni, de Florianópolis, pela rede Super Muffato, de Londrina, e pela Drogaria Iguatemi, em São Paulo (SP).

Eládio Isoppo, cofundador e CEO da startup, assegura que a solução de pagamento por reconhecimento facial beneficia a segurança das transações. “Com o uso de tecnologia liveness, nossa ferramenta consegue diferenciar rapidamente uma pessoa real de uma foto, vídeo ou até máscara do usuário. Por isso, nós conseguimos entregar uma solução extremamente segura sem afetar a experiência do usuário”

Redação – 24/09/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/09/24/rede-de-supermercados-zona-sul-reconhecimento-facial

Natura é eleita melhor e-commerce do Brasil pela segunda vez

Empresa conquistou o Diamante Azul, mais alto reconhecimento do Prêmio Ebit/Nielsen

A Natura foi eleita o melhor e-commerce do Brasil pelo 18º Prêmio Ebit/Nielsen e conquistou o Diamante Azul, mais alto reconhecimento da premiação que, anualmente, destaca a performance do e-commerce brasileiro. Esta é a segunda vez que a marca conquista esse título.

“Receber novamente o prêmio Diamante Azul é um enorme reconhecimento a um modelo de negócios inovador, que engaja as Consultoras de Beleza e que buscar proporcionar a seus consumidores a melhor experiência em nossos canais”, afirma Agenor Leão, vice-presidente da Plataforma de Negócios de Natura &Co América Latina.

Ele complementa: “Para nós, não existe transformação digital sem as pessoas. Esta, portanto, é uma conquista de toda a nossa rede, composta por mais de 1,3 milhão de Consultoras que possuem espaços digitais e que, mesmo diante de tempos tão desafiadores, mostram o poder da interação humana quando potencializada por um ecossistema de ferramentas, serviços e produtos desenvolvidos de acordo com as suas necessidades.”

Como a escolha é feita

Além de Natura, as melhores colocadas na premiação foram Editora Juspodivm, Evino, GS Supplements e Nespresso. Para a seleção dos vencedores, a premiação elege os e-commerces que obtiveram a melhor pontuação nos critérios técnicos avaliados pela pesquisa e por votação dos consumidores. Entre os critérios analisados pela Ebit/Nielsen, estão a porcentagem de entregas realizadas no prazo, de clientes que voltariam a comprar nessa loja e o índice NPS (Net Promoter Score), que mensura o grau de satisfação e fidelidade dos consumidores.

Entre os entrevistados, 97% disseram que comprariam novamente no e-commerce ou aplicativo da Natura e 98% afirmaram que receberam a entrega dentro do prazo. A marca conquistou um NPS de 78%, pontuação que ocupa a chamada Zona de Excelência, a mais alta classificação da metodologia.

“Conquistar o Diamante Azul também reflete uma trajetória de longo prazo da Natura, iniciada há alguns anos com a aceleração da nossa jornada digital e cujo maior objetivo é ampliar o modelo de social selling. Queremos seguir empoderando digitalmente as nossas Consultoras para que, cada vez mais, possam atender seus clientes de maneira diferenciada e customizada, explorando todo o potencial das redes sociais para impulsionar seus negócios”, acrescenta.

Aceleração da jornada digital

A Natura encerrou o ano de 2020 com 242 milhões de acessos no canal de vendas online no Brasil, e o número de novos consumidores cresceu 58% em comparação a 2019. As vendas no e-commerce, incluindo os espaços digitais das Consultoras de Beleza, aumentaram 65%.

Desde 2012, a Natura vem acelerando a sua jornada digital, que culminou na criação da hoje chamada Plataforma de Negócios, um ecossistema digital composto por pessoas, serviços e produtos, e que liga os diversos elos de sua rede, de consumidores e Consultoras de Beleza a produtores de conteúdo e fornecedores de serviços logísticos. Desde 2019, a empresa conta com estruturas dedicadas à jornada da Consultora e à jornada do consumidor, operando para identificar oportunidades e desenvolver soluções que permitam que a rede prospere, potencialize seus negócios e tenha a melhor experiência possível.

Durante a pandemia de Covid-19, a empresa promoveu a modernização do modelo de operação e a implementação de novos produtos e serviços digitais, como a Revista Digital Interativa, disponível no Brasil e na América Latina, e a ferramenta Minha Divulgação, que possibilita que a  Consultora personalize anúncios digitais para suas redes sociais de acordo com o perfil e preferências de seus clientes.  Além disso, Natura &Co também passou a oferecer uma plataforma de serviços financeiros para as Consultoras, o &Co Pay, na qual podem realizar e receber pagamentos, fazer transferências, consultar saldo e extrato e gerenciar sua conta digital.

“Apostamos no go digital and be digital ao mesmo tempo. Por isso, costumamos dizer que, quando a pandemia chegou, a Natura já estava mais preparada do que imaginava. Isso porque a transformação digital foi uma construção de muitos anos que culminou em uma mudança cultural enorme e que deixou a companhia mais ágil e inovadora. Hoje, colhemos os frutos dessa jornada”, finaliza Agenor Leão.

Redação – 16/08/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/08/16/natura-e-eleita-melhor-e-commerce-do-brasil-pela-segunda-vez

Marketing 2021: Conhecimento, digitalização, jornadas não-lineares

onhecer os hábitos do seu consumidor se torna imperativo


(Crédito: Bagira22/iStock)

Olhando para as mudanças que 2020 nos apresentou, fazer previsões para um novo ano parece uma tarefa aparentemente impossível. No entanto, é possível identificar e analisar tendências e, principalmente, buscar a adaptação e a melhoria. No texto a seguir, trago reflexões sobre alguns movimentos que vão influenciar a forma de atuação dos profissionais de marketing neste ano.

O otimismo da retomada foi envolto na névoa de uma segunda onda da pandemia, e as decisões de departamentos de marketing têm-se assemelhado a outros temas de negócio frequentemente discutidos, como uma possível volta aos escritórios. Tudo tem sido feito de uma forma mais cautelosa e tímida, processos de decisão e compra são mais longos, e isso deve continuar.

Traduzindo estes movimentos para o meu universo, que é o espaço B2B, tudo está sendo repensado. Por exemplo: era comum fazer um webinar, que um potencial cliente assistiria e, posteriormente, seria convidado para um evento sobre o mesmo tema. Ou seja, havia a interação presencial. Tudo isso morreu.

Neste contexto das jornadas de compra reinventadas depois da Covid-19, conhecer os hábitos do seu consumidor se torna imperativo, bem como a automação de marketing, que tem um papel muito mais preponderante do que sempre teve, exatamente por conta das jornadas não-lineares.

Com esse pano de fundo em mente, cito três áreas de foco para o marketing em 2021:

1. Desenvolver conhecimento sobre o cliente

O primeiro movimento importante e estratégico em que as empresas devem focar é na antecipação de necessidades do cliente em projetos e propostas. Aqui, informação é chave para entender o cenário de quem se atende, as dores atuais de indústrias em um cenário em constante mudança e adaptação, desafios que podem ter sido trazidos pela pandemia. O objetivo tem que ser entender como, em nossas funções, podemos ajudar esses clientes a vender.

2. Entender a jornada de digitalização da organização

Para desenvolver ações de marketing, será cada vez mais crítico entender como a empresa em questão se situa em seu processo de transformação ou evolução digital, e os desdobramentos disso em sua cadeia de supply chain. Entre estes desafios, podemos incluir processos de manufatura, de atendimento e de retenção do cliente.

3. Usar o poder das jornadas não-lineares

Se no passado tínhamos funis de marketing muito bem definidos em que o potencial cliente se encaixava em um dos diversos pontos do processo de decisão, isso tudo mudou. Com os processos tradicionais tendo virado de ponta-cabeça, clientes buscam não só a ominicanalidade, mas também jornadas não-lineares para buscar produtos.

Para conseguir navegar nesta realidade, é essencial usar as melhores tecnologias e ferramentas para auxiliar o processo. Porém, o foco em automação e trazer para o âmbito digital muitas das coisas que aconteciam no marketing do ambiente físico não significa uma robotização da nossa essência.

O conceito de marketing H2H, ou seja, de humanos para humanos, é mais importante do que nunca. Existem muitas marcas fazendo isso de forma magistral, como Red Bull, Nike, Adidas, Adobe, e veremos mais companhias se esforçando para fazer algo parecido. A comunicação que realmente toca pessoas — e não uma massa de clientes, desconsiderando suas peculiaridades, saberes e demandas individuais e diversas — é um caminho sem volta

2 de fevereiro de 2021 – Kleber Wedemann – Diretor de marketing para América Latina do SAS – https://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2021/02/02/marketing-2021-conhecimento-digitalizacao-jornadas-nao-lineares.html

Serviço e experiência do cliente como aliados para melhoria de resultados no varejo

O consumidor está cada vez mais exigente quanto à experiência de compra e atendimento, seja na loja física, seja via canais digitais, seja omnichannel (quando o cliente possui uma experiência fluida e integrada entre os dois canais). Além de cordialidade e agilidade no atendimento e na entrega, o consumidor espera encontrar facilidades e um especialista que possa orientá-lo no momento da compra.

Empreendedores e empresas de todos os portes já começaram a rever seus processos para oferecer um melhor atendimento ao cliente e agilizar o processo de compra. Em lojas da Centauro, por exemplo, o vendedor que realiza o atendimento traz a máquina de cartão até o cliente para realizar o pagamento, evitando filas nos caixas. Nas lojas Granado, há muito tempo já não existe mais um profissional dedicado ao caixa. A consultora, com alta especialização nos produtos da loja, realiza o atendimento e fecha a compra, tornando a operação de pagamento mais ágil.

Um case internacional de métodos de pagamento interessante é o da Luckin Coffee, principal concorrente da Starbucks. Toda a compra é realizada pelo aplicativo, dando aos clientes as opções de delivery ou retirada na loja, o que possibilita adiantar um pedido antes de chegar ao estabelecimento. A loja é voltada para a experiência do cliente, proporcionando um ambiente agradável e versátil para o consumidor.

Outra marca que é referência de atendimento e entrega é a Apple. Os atendentes assumem um papel de consultores especializados. Por meio do atendimento envolvente e do foco nas necessidades do cliente, a venda se torna uma consequência desse relacionamento. As operações transacionais de compra também são ágeis, facilitadas e sem filas.

A Burrow é uma loja online para venda de móveis. Eles possuem um showroom em Manhattan, Nova York. Um ambiente convidativo, com especialistas para tirar dúvidas e conversar com os clientes. A loja foi pensada para ser também um espaço de descanso, onde as pessoas podem entrar e ter uma pausa da correria da cidade, o que aumenta o relacionamento do consumidor com a marca, impulsionando as vendas online. Há também a opção de agendar uma visita virtual para atender quem não mora na cidade ou não consegue visitar a loja.

Há muitos anos, os salões de beleza Werner Coiffeur contam com uma cafeteria que oferecem uma variedade de bebidas aos clientes. E vem crescendo o número de barbearias e lojas de roupas (especialmente masculinas) que passaram a oferecer cervejas variadas aos consumidores e outros tipos de entretenimento, como mesas de jogos e videogames, fazendo com que o cliente passe mais tempo nelas e se sinta em casa.

Um exemplo de marca que abraçou todos esses serviços em um só lugar foi a Reserva. Além de comprar roupas, os clientes também podem jogar videogame, cortar o cabelo e fazer a barba (em algumas lojas) e tomar café e cerveja, tudo em um só lugar. Recentemente, a Reserva inovou mais uma vez e lançou modelos de lojas completamente integradas com a experiência de compra do cliente. A loja foi pensada para oferecer desde uma boa disposição dos produtos até facilidades de compra por múltiplos canais. Com um painel digital dentro da própria loja, o cliente pode montar e criar suas próprias camisas, em tempo real. Todos os canais de compra digitais e estoque são integrados, fazendo com que os sócios locais (franqueados) sejam remunerados pelas vendas por meio do CEP do cliente.

Dados da última Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o volume de vendas no varejo ampliado continuou a apresentar crescimento em vários setores (livros, jornais, revistas e papelaria; tecido, vestuários e calçados; equipamento e material para escritório; informática e comunicação; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; artigos de uso pessoal e doméstico), apesar de o resultado geral do comércio ter apresentado redução de 0,1%, ocasionado pela retração nos hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que representam 45% do índice geral (confira os dados completos aqui).

Já os resultados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), também divulgada pelo IBGE, apontam que o setor de serviços registrou crescimento de 2,6% em novembro de 2020, tendo a sua sexta alta consecutiva. Dentre os setores que mais se destacaram, estão transporte, serviços auxiliares e correio; serviços prestados à família; informação e comunicação; e atividades turísticas (confira os dados completos aqui).

O investimento em recursos digitais e serviços em lojas de varejo, sempre com o foco na melhoria da experiência de compra do cliente, é um caminho natural de evolução do mercado que foi acelerado pela pandemia, mas não causado por ela. É o segredo para a inovação bem sucedida. De acordo com as pesquisas, o consumidor tem consumido mais serviços e as empresas varejistas que agregarem serviços de forma estratégica a suas operações, aumentando o relacionamento do cliente com a marca, terão vantagens competitivas. Uma combinação de fatores precisa ser considerada além da inovação tecnológica, como ter operação eficiente e profissionais altamente especializados em atendimento, conhecimento de produto e da marca em que trabalham. Com essa combinação, a venda é apenas uma consequência de um atendimento bem feito.

Roberta Andrade é gerente de Soluções da Friedman – 28/01/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/28/servico-e-experiencia-do-cliente-como-aliados-para-melhoria-de-resultados-no-varejo/

As mudanças nas jornadas de compra e experiência no pós pandemia

A adoção do digital na jornada de compra e experiência do consumidor era algo esperado e que vinha crescendo paulatinamente ao longo dos anos. Algumas categorias já tinham suas jornadas em transformação, com muitos pontos de contato digital e outras ainda muito dependentes dos pontos físicos para concretizarem uma venda.

A pandemia acelerou o processo de digitalização das jornadas de diversas categorias e tem transformado até mesmos categorias pouco prováveis como a automotiva com boas experiências omnichannel.

As fases iniciais da jornada, onde construímos conhecimento e consideração por determinados produtos e serviços passaram por uma alteração na pandemia. Boa parte das tarefas feitas nestas fases passaram a serem feitas quase que 100% no ambiente online no pico da pandemia e seguem sendo assim mesmo com o afrouxamento. O reconhecimento da necessidade por determinado produto ou serviço, a busca por informações e exploração das alternativas antes da efetivação da compra são tarefas que se adaptaram aos tempos de isolamento e novas alternativas e pontos de contato foram criados e aperfeiçoados pelas indústrias e o varejo.

Há diversos exemplos, que vão desde o simples uso do Whatsapp e outras redes sociais para a divulgação de um produto ou serviço ou como canais de venda, passando pela avaliação de influenciadores e youtubers, até a criação de verdadeiras experiências online para demonstrar um produto ou serviço

O uso do Whatsapp na jornada de compra foi comprovado na pesquisa realizada pela consultoria Accenture, em parceria com o Facebook, em diversos países. 83% dos consumidores brasileiros utilizam este meio para comprar produtos e serviços. O mesmo fenômeno ocorre em outros países na América Latina, onde o Chile também tem 83% dos consumidores que utilizam a ferramenta em suas compras. Em seguida vêm Peru (77%), Colômbia (74%), Argentina (71%) e México (53%). O Uso do Whatsapp somente mostra o quanto ainda temos oportunidade de melhorar a experiência digital da jornada. A ferramenta é um meio do caminho entre o físico e o digital.

Outras experiências digitais cresceram muito, como o uso das redes sociais como pontos de vendas e o grande salto tecnológico nos aplicativos de compras e nos meios de pagamentos, com o uso do pagamento por aproximação e as carteiras digitais em destaque.

O sofasizer, da empresa de móveis inglesa made.com, é um exemplo de como a exploração de alternativas pode ser feita de forma digital, mesmo para uma categoria onde a experimentação do produto é fundamental como a de sofás. O consumidor coloca as medidas ou apenas puxa a seta para qualquer lado e as sugestões de sofás para aquela medida vão aparecendo na tela.

Imagem do site www.made.com
Imagem do site http://www.made.com

Já a fase de conversão da jornada, que inclui a experimentação, a efetivação da compra e a recompra seguem ainda muito dependentes do ambiente físico, mas cada vez mais podemos perceber a presença do digital ganhando força nestas fases da jornada. A experimentação dos produtos e a negociação estão cada vez menos presenciais. A logística reversa permite que produtos de sites de moda sejam provados em casa e trocados sem que haja a necessidade do cliente se deslocar para uma loja física. Os agendamentos de test drives em casa que estão sendo feitos pela indústria automotiva são outro exemplo de como a montadora pode ir ao consumidor e não o contrário.

Na negociação, novamente vemos o Whatsapp ganhando força, sendo um meio termo entre o físico e o digital. A efetivação da compra e a entrega do produto segue ainda dependente do espaço físico, mas a proliferação dos serviços de delivery e do compre remotamente e retire na loja cresceram fortemente nos tempos de pandemia. A compra pelo Whatsapp com retirada nas lojas tem sido muito recorrente nas classes mais baixas, onde o preço do frete muitas vezes inviabiliza a compra.

As lojas também tiveram que repensar seus formatos para tornarem a compra física uma tarefa menos perigosa e mais prática para o consumidor. A super conveniência é um fator a ser levado em conta. O pronto para levar e pronto para presentear da loja da Ofner do Shopping Center 3, em São Paulo, são um exemplo de como esta conveniência vem sendo utilizada para diminuir o tempo em loja e tornar a compra mais simples e conveniente para o consumidor. Os delivery centers em shopping centers e no foodservice também são exemplos da super conveniência.

Foto da Ofner no Shopping Center 3 tirada por Janice Mendes, da Gouvea Malls, na reabertura dos shoppings em São Paulo.
Foto da Ofner no Shopping Center 3 tirada por Janice Mendes, da Gouvea Malls, na reabertura dos shoppings em São Paulo.

A jornada de compra e experiência não é igual para cada categoria e deve seguir em constante mudança nos próximos meses. Ainda há um longo caminho de integração do digital com o físico e vamos seguir observando curiosamente estas transformações.

 de Ricardo Contrera- 4 de setembro de 2020 no Artigos, https://mercadoeconsumo.com.br/2020/09/04/as-mudancas-nas-jornadas-de-compra-e-experiencia-no-pos-pandemia

Pão de Açúcar anuncia novo formato de loja

A loja de número 1 do Pão de Açúcar, inaugurada em 1959  na região do Jardim Paulista, na cidade de São Paulo, será também a primeira unidade a receber a evolução do formato de lojas que a rede apresenta a partir deste mês como parte do aprimoramento da experiência de consumo da marca.

O projeto é resultado direto dos encontros geracionais de cocriação com clientes realizados nos últimos dez meses e também reflete os aprendizados obtidos com as unidades laboratórios do Pão de Açúcar, onde a rede implementou e testou diversas iniciativas sob o conceito “Test and Learn” durante o mesmo período.

O conceito representa, ainda, uma evolução em relação à sétima geração (G7) de lojas do Pão de Açúcar, lançada em 2017, e que apresenta um crescimento de duplo dígito em vendas em na comparação com as unidades que ainda não foram revitalizadas.

“Queremos proporcionar uma experiência de compras cada vez mais satisfatória, fluída e prazerosa. Por isso, construímos com os nossos clientes e colaboradores este novo modelo que evolui e expande a sétima geração de lojas do Pão de Açúcar. São novos olhares de quem está todos os dias consumindo em nossas lojas e, por isso, são absolutamente importantes para a cocriação deste e de nossos próximos projetos”, explica o diretor executivo do Pão de Açúcar, Laurent Maurice Cadillat.

O novo modelo de loja está baseado em quatro pilares que redesenham completamente a experiência de consumo: experimental, exclusivo, social e fluído. Os conceitos trazem um layout que revitaliza o fluxo, reforça a integração de transformação digital ao processo de compra, valoriza espaços verdes e as seções de produtos sustentáveis, além de ampliar o sortimento de produtos premium e trazer a criação de espaços de convivência com produtos prontos para o consumo.

A reinauguração da unidade Jardim Paulista inicia, também, um plano de revitalização, que inclui cerca de 20 lojas dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, além do Distrito Federal, e deve ser concluído até o fim deste ano.

Dentro do pilar Experimental, estarão abarcadas todas as iniciativas executadas sob o conceito “Test and Learn”, mantendo viva a característica de unidade laboratório que permeou o projeto até aqui e com a continuidade de lançamentos de novos produtos, serviços e conceitos inovadores para avaliação de viabilidade comercial e operacional.

Com o vértice Exclusivo, o Pão de Açúcar reforça o seu pioneirismo em produtos que são vendidos somente nas lojas da rede e continua trazendo tendências mundiais de consumo, seja por meio de grandes marcas nacionais e internacionais, ou foodtechs que desenvolvam produtos diferenciados e inovadores.

O pilar também reforçará os produtos de Marcas Exclusivas, como Taeq, Qualitá, Casino e Club des Sommeliers, trazendo cada vez mais novidades e agregando qualidade a preço competitivo.

Já o conceito Social está diretamente ligado a novas experiências de convivência para o momento de compras, como a completa reformulação do Espaço Café, que agora conta com espaços internos e externos e um cardápio completamente reformulado repleto de soluções prontas para o consumo imediato ou para viagem.

Por fim, o pilar Fluído agrupa todas as tecnologias que permitem otimizar a experiência de compras, a exemplo do Scan&Go, modelo de pagamento sem filas, que permite ao consumidor realizar compras sem passar pelos caixas e Self Checkout (ou “autoatendimento”), entre outras modalidades avaliadas sob o conceito de Test and Learn nos últimos meses.

“A inovação está totalmente conectada à história do Pão de Açúcar. Há mais de 20 anos, fomos a primeira rede a atuar com e-commerce, quando a internet ainda engatinhava no Brasil, e a ofertar produtos orgânicos em nossas lojas – hoje uma tendência crescente de consumo. Nos últimos meses, temos apertado o passo para entender como podemos evoluir a experiência de compra de nossos clientes com ainda mais foco dentro do conceito de omnicanalidade, para que ele possa consumir da maneira como, onde e quando quiser”, analisa Cadillat.

“A reinauguração de nossa primeira loja simboliza esta evolução para um novo formato das lojas do Pão de Açúcar, onde os pilares da tecnologia, produtos premium, saudáveis e praticidade estão alinhados para proporcionar uma experiência completamente nova aos nossos consumidores”, complementa o executivo.

Com a reinauguração, a loja 01 do Pão de Açúcar passa a ser o modelo referencial para as próximas unidades da rede, com o rollout de suas inovações para todas as próximas reformas. “A nossa primeira loja, a partir de agora, cria um novo modelo às próximas aberturas e mantém viva a característica de inovação que acompanha a história do Pão de Açúcar, recebendo continuamente novidades para que possamos continuar testando novos formatos e soluções diariamente”, detalhe Cadillat.

Starbucks at Home leva realidade aumentada para pontos de venda

A Starbucks at Home, nova linha de cafés da rede de cafeterias feita em parceria com a Nestlé, criou experiências personalizadas para os consumidores em pontos de venda, com uma gôndola inteligente e uma ativação de realidade aumentada. O objetivo é ajudar as pessoas a conhecerem melhor os produtos e realizarem uma compra mais direcionada e adequada ao seu perfil.

O aplicativo de realidade aumentada é acessado por meio de um tablet disponível em espaços ambientados da marca. Ao apontar o dispositivo para um marcador impresso no móvel, é projetado o holograma de um embaixador Starbucks, que apresenta um menu interativo com as opções de vídeos informativos, quiz e conteúdos adicionais. O quiz conta com cinco perguntas chaves e respostas rápidas que ajudam a mapear a personalidade do consumidor e permitem a indicação do produto mais adequado para ele.

Pelo aplicativo também é possível descobrir e ter mais informações sobre as diferentes formas de preparo – como prensa francesa, coado, sistemas Dolce Gusto e Nespresso –, torras, aromas e conhecer mais sobre a história do café. Promotores ficam posicionados nos pontos de venda para auxiliar os consumidores no uso do aplicativo.

Já a gôndola inteligente traz um sistema que consegue capturar todos os dados de interação do consumidor com o produto no espaço, além de possuir um dispositivo de mídia que traz mensagens sobre os itens disponíveis ali. A gôndola também reposiciona automaticamente os produtos quando a pessoa retira um item da prateleira, trazendo-os para a frente.

As novidades já estão presentes em dez lojas em São Paulo, que podem ser localizadas no site Starbucks at Home. “Queremos que o consumidor tenha em mãos ali, no momento da compra, todas as informações necessárias para fazer uma escolha assertiva. Com as tecnologias, conseguimos ter cada vez mais dados para oferecer opções personalizadas para a pessoa ser atendida em suas necessidades”, afirmou Erika Junqueira, head de Marketing de Starbucks.

A linha Starbucks At Home foi lançada em abril, sendo composta por 15 produtos, entre seis variedades de cápsulas para o sistema Nespresso, seis para o sistema NESCAFÉ Dolce Gusto – incluindo cappuccino e latte maccchiato – e três opções de torrado e moído, que marcam a entrada da empresa neste segmento no Brasil. A nova linha conta com blends da Starbucks, todos produzidos com café 100% arábica, proveniente de cultivos ambientalmente responsáveis, condições de trabalho justas e transparência econômica. A linha traz em suas embalagens informações e conteúdo que ajudam o consumidor a identificar a bebida – como perfil da torra, aroma e intensidade.

A Nestlé investiu US$ 7,15 bilhões pelo direito perpétuo e global de comercialização, exclusivamente no varejo, de produtos com a marca Starbucks, com exceção das cafeterias S. A linha está disponível nos principais supermercados de São Paulo.

Varejista chinesa recebe flagship com experiência de compra

A agência de design de varejo Dalziel & Pow criou uma loja com experiência de compra diferenciada para a marca “Selected” do grupo chinês Bestseller Fashion.

O novo conceito premium da Future You Store será lançado inicialmente em uma série de lojas em Pequim, oferecendo um espaço “pronto para conectar, mudar e vestir o futuro consumidor”. O modelo de loja pretende divulgar a Selected como o destino para comprar roupas de trabalho de qualidade e que seguem as tendências, além de criar um modelo de estilo de vida aspiracional em torno da marca.

Integrando uma experiência dinâmica e hiperconectada para impressionar os nativos digitais da China, a loja inclui projeções, sinalização cinética e um feed de mídia social ao vivo por trás do caixa para evocar um sentimento de mudança e “novidade”. Um “espelho mágico” dentro da área dos provadores permite que os clientes percorram os produtos para encontrar sua roupa perfeita, que, uma vez escolhida, pode ser compartilhada via WeChat.

Pequenas telas de bolso, chamadas “Debriefs”, estão à disposição, integradas em toda a loja. Nelas são exibidas pequenas informações sobre o produto, escolha de materiais utilizados na confecção e inspirações de moda.

A linguagem do design da loja foi desenvolvida para criar uma sensação de “um único espaço”, um conceito projetado para pessoas e não para gêneros; um local fluido que cria fluxo entre categorias e reflete o fato de que os casais chineses costumam fazer compras juntos. Uma única arara com os produtos flui através de toda a loja, unificando simbolicamente o espaço.

Os provadores selecionados são uma característica arquitetônica importante, além de um espaço social, assim como o balcão do caixa. Há também store-in-store separadas para as marcas Chinos e Denim, aprimoradas por pequenas telas que detalham as características de modelagem e tecido.

Hiperestesia sensorial, uma fronteira a ser explorada

O cheiro arrebatador de café que desperta o desejo de um autêntico espresso italiano; as prateleiras exuberantes que nos fazem entrar na livraria e passar o tempo folheando diferentes livros ou revistas; o ambiente acolhedor daquele restaurante que parece ser a própria extensão da nossa casa. As possibilidades são infinitas, mas o conceito por trás delas é um só: o de hiperestesia sensorial. Basicamente, trata-se de planejar um conjunto de experiências capazes de estimular os cinco sentidos do consumidor, levando-o a mergulhar de repente em um mundo inteiramente novo – o mundo da marca.

Ainda são poucas as empresas de varejo que conseguem ir além dos estímulos visuais. Justamente por isso, quando trabalhamos e conectamos as experiências dos nossos sentidos, construimos uma oportunidade de diferenciação. Sons, cheiros, aromas, texturas e até sabores proporcionam novos pontos de contato com a marca e ampliam radicalmente as fronteiras do que chamamos de Retail Experience Design. Oposta à anestesia, que é a ausência de atitude, a hiperestesia movimenta e surpreende o shopper com uma experiência mais plena e marcante, transformando o PDV naquilo que chamamos de “ambiente de marca”. Isto é: um ambiente que potencializa a percepção de valor e o reconhecimento de todos os atributos que tornam a marca realmente única no mercado.

Para que esse conceito entre no planejamento de Retail Experience Design, porém, é preciso conhecer a fundo os cinco sentidos e o papel que eles exercem na formação das nossas percepções. Tradicionalmente, as marcas dão prioridade à visão. Nem poderia ser diferente: principal ponto de contato do cérebro com o mundo, o olho é rápido, eficiente e confiável – raramente duvidamos daquilo que estamos vendo. Daí que a visão é explorada exaustivamente em todas as esferas do varejo: nas cores e formas de embalagens, na ambientação das vitrines, na apresentação dos profissionais de atendimento e na própria arquitetura do PDV.

Os demais sentidos têm a função de aprofundar a experiência de compra, levando o shopper a descobrir atributos que estão fora do alcance dos olhos. Algumas marcas utilizam aromatizadores para despertar desejos fugazes, tais como o de tomar um café. Outras utilizam o olfato para criar uma espécie de identidade etérea – um cheiro que o shopper seja capaz de reconhecer aonde quer que vá. Para a audição, muitas marcas usam sons e efeitos que criam a atmosfera certa no PDV. A experiência se torna ainda mais envolvente quando atinge o tato. As pessoas, afinal de contas, gostam de tocar naquilo que estão prestes a comprar – roupas, computadores, automóveis e até alimentos. Os PDVs podem (e devem) dar a elas a chance de fazer esse reconhecimento e ficar com ótimas percepções. Mais ou menos como em um test-drive ou, ainda, uma sessão de degustação – quando o paladar é que fala mais alto.

Bem planejada, a experiência sensorial atinge um outro patamar: torna-se uma experiência emocional. Com os sentidos aguçados, o shopper descobre dimensões surpreendentes da marca e se deixa levar pelas experiências de consumo que adicionam valor a seus produtos e serviços. Consequentemente, fica mais próximo de chegar ao encantamento, atribuindo novas camadas de significados à marca. Nesse processo, um shopping deixa de ser um simples local de compras e passa a ser visto como um espaço de lazer e bem-estar.

Inovador e ainda pouco conhecido, este conceito traz uma nova visão que deve e pode ser ampliado para o ambiente de marca. Para trazer bons resultados, é essencial que esteja alinhado com a estratégia de Branding e Design no PDV. Os estímulos visuais, sons, cheiros, sabores e texturas não podem colocar em xeque as promessas de marca feitas pelos meios convencionais de contato. Ao contrário: devem reforçá-las, enaltecê-las, expandi-las. Em todos os sentidos.

Neste recente projeto que desenvolvemos, um restaurante deixa de ser um lugar para comer e se torna um ponto de encontro para amigos e familiares que apreciam a boa gastronomia. Em Porto Alegre, a cervejaria Dado Bier inaugurou mais um Dado Garden Grill, no Shopping Bourbon Wallig, incorporando mais um ambiente à rede de restaurantes bem-sucedidos.

Leonardo Koboldt de Araujo é sócio do GAD e diretor do Gad’Retail. Graduado em Arquitetura e Urbanismo, possui mais de 30 anos de experiência na gestão de design de ambientes comerciais, design de produtos, na criação, planejamento e desenvolvimento de espaços e experiências para importantes marcas nacionais e internacionais.

26/03/2013 – http://www.gsmd.com.br/pt/artigos/redesign/hiperestesia-sensorial-uma-fronteira-a-ser-explorada

Marca Servil: conheça o conceito que faz crescer as vendas

Estudo da Trendwatching mostra que a competição cada vez maior no mercado vem fazendo com que empresas tenham contato mais estreito com consumidores

Por Leticia Muniz, do Mundo do Marketing | 10/10/2012

Servile Brands,trandwatching,marcas servis,comportamentoUm consumidor mais exigente e menos fiel às marcas faz com que empresas concentrem esforços no desenvolvimento de ações que fujam do comum, buscando marcar presença na vida das pessoas de forma inesperada. Diante dessa mudança de paradigma, o conceito de “Servile Brands”, ou marcas servis, vem ganhando espaço no Brasil. Hellman’s, Pão de Açúcar, Electrolux, Continental e Risqué são exemplos de marcas que já lançaram mão desse recurso.
Servile Brands são aquelas que atuam oferecendo uma “mão amiga” ao consumidor em momentos inesperados ou nos quais ele mais precisa, economizando tempo, energia ou dinheiro. O conceito vem suprir a necessidade dos citysumers, consumidores urbanos ávidos por informações e por terem seus desejos atendidos em meio à correria do dia-a-dia na qual a atenção é cada vez mais comprometida.
Algumas empresas já entenderam que esse conceito é a solução para quem deseja manter a prosperidade do seu negócio. “As marcas estão tendo que fazer mais. Ser uma servile brand é criar surpresa na vida desses consumidores. Hoje as pessoas buscam por marcas que sejam flexíveis e que ofereçam liberdade. É quase como uma maximização do tempo. Uma otimização, porque as pessoas não dispõem de muito tempo para realizar as coisas”, explica Luciana Stein, Diretora para a América Latina da empresa Trendwatching, em entrevista ao Mundo do Marketing.
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“Mão amiga” na vida dos consumidores

A empresa divulgou um estudo que mostra o impacto das marcas servis na vida dos consumidores. Um levantamento do Datamonitor aponta justamente para a necessidade de as empresas atuarem como uma “mão amiga” na vida corrida dos clientes. Segundo o estudo, 44% das pessoas entrevistadas em 14 países, incluindo o Brasil, afirmaram ter dificuldades de gerenciar as obrigações do dia-a-dia e ainda encontrar tempo para relaxar.
Uma das marcas que viu no conceito de Servile Brand uma oportunidade para obter crescimento em vendas foi a Hellmann’s. Em maio desse ano, a marca fez uma parceria com a rede de supermercado St. Marche, em São Paulo, para dar sugestões de receitas para os consumidores. No caixa, um software instalado reconhecia e combinava a maionese com os ingredientes comprados pelo cliente e gerava uma receita instantânea, no verso do cupom fiscal.
A ideia era, além de crescer em vendas e reconhecimento de marca, também dar aos consumidores opções de pratos variados com alimentos que eles tinham em casa. “Chegamos a um ponto onde não adianta mais tentar apenas buscar o market share. Precisamos ampliar as opções de consumo da maionese, que ainda são restritas, inspirando novos usos. Essa ação fez parte dessa estratégia e nos garantiu que o consumidor teria em casa todos os produtos que precisaria para preparar a receita”, explica Fernando Kahani, Gerente de Marketing de Hellmman’s, ao Mundo do Marketing.

Consumo mais amplo

A ação com o conceito de ser uma servile brand para a Hellmmann’s também faz parte do novo posicionamento da marca, que busca inserir o produto de forma mais ampla na alimentação do brasileiro. “Hoje o consumo ainda é restrito ao sanduíche e a salada de batatas. Queremos mostrar que a maionese pode incrementar outros pratos. Chegamos à conclusão que somos uma marca que está há 50 anos no país e que deveria estar mais presente na vida das pessoas de outras formas”, diz Fernando Kahani.
A ação teve resultados positivos: a rede de supermercados não era um target com venda exponencial da maionese e, após o projeto, as vendas da Hellmman’s no St. Marche cresceram 44%. “O resultado nos surpreendeu. O que acredito hoje é que cada vez mais crescerá essa tendência das marcas terem que atuar como servis porque a concorrência vem crescendo, o cenário está cada vez mais agressivo e o consumidor cada dia mais exigente e ciente das suas escolhas. Hoje ele compra marcas que engajam, extrapolando a necessidade do produto. A forma de pensar mudou”, diz o Gerente de Marketing de Hellmman’s.
O excesso de oferta vem fazendo com que as ações diferenciadas de Marketing se tornem mais comuns. Cada vez mais empresas lançam mão das estratégias below the line, fora do Marketing tradicional para tentar atrair as atenções e se diferenciar no mercado. “É quase como se tivéssemos um embotamento dos sentidos pelo excesso de oferta. As marcas fazem coisas cada vez mais surpreendentes e isso, cada dia mais, se torna o Marketing comum. Vivemos um mundo anabolizado onde o tradicional já não sacia mais”, pondera Luciana Stein, da Trendwatching.
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Experimentação prévia

O estudo da Trendwatching.com mostra que vem crescendo o número de marcas que buscam na experimentação prévia de produtos uma forma de serem servis. Um exemplo é a Risqué. Recentemente a empresa lançou um aplicativo para celular que permite fazer busca por esmaltes e realizar uma simulação virtual de aplicação das cores nas unhas.
Outra que seguiu o mesmo caminho foi a Electrolux. Para ganhar aproximação com os consumidores oferecendo facilidade na hora de optar por pequenas reformas, a companhia desenvolveu o app “Electrolux cuidados com a casa Mobile”, que permite pré-visualizar locais de colocação de quadros, simular a aplicação de azulejos e tintas ou testar como ficaria uma determinada estampa na parede.
O estudo da Trendwatching também aponta como característica de uma marca servil o oferecimento de serviços que, sempre que possível, facilitem a vida dos consumidores. “Hoje as pessoas não têm tempo e ganham aquelas marcas que dão uma maior possibilidade das pessoas administrarem um final de semana, por exemplo”, explica Luciana Stein.
Dentro desse conceito de facilitar a vida do consumidor, a rede de supermercados Pão de Açúcar lançou, no primeiro semestre, uma vitrine virtual no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. O projeto permite a realização de compras em gôndolas virtuais por meio do smartphone ou tablet. Os clientes recebem os produtos escolhidos em casa, mediante o pagamento de uma taxa de frete. “Hoje as pessoas estão sempre conectadas e esperam que o melhor do mundo online, a informação instantânea e a gratificação imediata, também estejam presentes na vida offline”, afirma Luciana Stein, da Trendwatching.

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/25615/marca-servil-conheca-o-conceito-que-faz-crescer-as-vendas.html