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Jornada de compra omnichannel e a importância das estratégias focadas nos múltiplos canais

É importante notar que a jornada, apesar de cruzar vários canais diferentes – o que chamamos de cross-channel -, é uma só. O cliente vê o produto, seja nas redes sociais, no site ou presencialmente, e muitas vezes não fecha logo de cara.

Nos últimos meses, com a impossibilidade de acesso dos consumidores às lojas físicas devido ao isolamento social adotado por causa da pandemia, as vendas nos e-commerces dispararam. Dados da Ebit mostram que o faturamento no varejo virtual somou R$22,9 bilhões no início deste ano. Isso acabou levando a uma aceleração da digitalização por parte das empresas, que viram a necessidade de oferecer seus produtos e serviços através de diferentes canais, online e offline – atendendo assim a jornada omnichannel dos consumidores.

Claramente surgiu um novo comportamento de consumo e, com ele, um questionamento: Esse novo cenário vai permanecer? 

Minha resposta é: Sim! Tudo que se mostrar prático e vantajoso, virá pra ficar, assim como toda experiência positiva será levada em conta pelo consumidor.

Dados do estudo “Guia de tendências pós-covid-19”, feito pela Social Miner em parceria com o Opinion Box, apontam que 64% pretendem continuar comprando tanto no online quanto no offline, e 31% esperam poder comprar online e retirar em lojas físicas. Esses são pontos cruciais a serem analisados pelas empresas, e reforçam ainda mais a importância do omnichannel.

Mas você deve estar se perguntando, por onde eu começo? Vamos aos pontos:

  • Cadastrar seus clientes – respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), claro -, pode ser um primeiro passo. O diálogo costuma ser mais fácil com pessoas que já conhecem seus produtos e serviços. Não à toa, 22% disseram ter comprado online em lojas nas quais já tinham consumido antes, e 22% também alegam que encontraram as lojas online através de comunicados das próprias lojas.
    Uma vez cadastrado, os consumidores podem ser reengajados através de canais como SMS, e-mail e Whatsapp – auxiliando também em comunicados de lojas físicas, que nesse período sofrem com as alterações de horário e formas de atendimento.
  • Se comunicar com consumidores através da omnicanalidade também é outro passo essencial no pós-pandemia. 46% dos entrevistados disseram ter chegado às plataformas de compras via Google ou outros sites de busca, 31% via Instagram, 27% pelo Facebook, canais que são mais populares entre as estratégias online. Porém outras origens vem ganhando força, como por exemplo o QR code em lives de artistas ou campanhas, que teve 5,2% de representatividade nas origens, além disso o consumidor também está atento a ações sociais e indicações de amigos.
  • Mas preciso te alertar, você pode estar perdendo tempo se estiver agindo sem planejar suas estratégias levando em conta que seu cliente faz uma jornada de compra omnichannel. Não sabe que jornada é essa? Explico!

Imagine que o cliente está em busca de um produto X. Ele usa o celular, que é um dispositivo móvel, para pesquisar. Do celular, ele acessa um site de buscas para encontrar um e-commerce que venda o que procura. Navega pela plataforma da empresa, mas não compra, resolve ir até a loja física para ver se há como negociar um preço melhor e também analisar o produto. Depois de muito pesquisar, aí sim ele efetua a compra – seja na própria loja física ou no online.

É importante notar que a jornada, apesar de cruzar vários canais diferentes – o que chamamos de cross-channel -, é uma só. O cliente vê o produto, seja nas redes sociais, no site ou presencialmente, e muitas vezes não fecha logo de cara. Ele faz um longo caminho e, cada vez mais, tem optado por entrar em contato com a loja/vendedor para esclarecer as dúvidas de forma única e mais pessoal.

  • Daí entra a forte tendência de personalização das experiências18% dos consumidores esperam atendimento personalizado14% são a favor de menos propaganda e mais indicações personalizadas. Assim, as avaliações positivas dos seus clientes falarão pela sua marca. E nada de apagar comentários negativos. Trate-os com ainda mais atenção, trabalhando de forma transparente, para resolvê-los o mais rápido possível.

E falando em transparência, aqui cabe falar também da usabilidade aliada à experiência do consumidor. 39% esperam que o atendimento seja fácil e rápido26% contam com boa usabilidade dos sites – com páginas que carreguem rápido, tenham boas imagens dos produtos, recursos para que encontrar os itens com facilidade -, e 25% querem mais detalhes dos produtos – como materiais usados e guias de tamanho.

  • Encerrando com uma reflexão: Que causas sua marca apoia?

O público está mais sensível e atento a empresas que apoiam ações sociais e se preocupam com a comunidade. Para você ter uma ideia de como isso é representativo, várias empresas – como o instagram, por exemplo – se uniram para promover negócios locais. E como resultado, 33% dos consumidores preferiram comprar de pequenas lojas e produtores locais10% encontraram as lojas online por ações de incentivo a pequenos negócios, e 6,5% chegaram à lojas online por ações sociais. E no futuro, 24% disseram que pretendem comprar de pequenas lojas e produtores rurais. 

Desperte a empatia do público e se coloque à disposição dele através de todos os canais que puder. O mercado segue se transformando rápido, e ninguém sabe exatamente o que vai acontecer, pois existem muitas variáveis econômicas, culturais e políticas. Quem estiver onde o consumidor está, pensando como ele pensa, se adaptará mais rápido e alcançará um melhor engajamento.

ProXXIma – 21 de julho de 2020 – Por Ricardo Rodrigues – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2020/07/21/jornada-de-compra-omnichannel-e-a-importancia-das-estrategias-focadas-nos-multiplos-canais.html

Conexão humana e tecnológica no atendimento ao cliente

Conexão humana e tecnológica no atendimento ao cliente

O uso da tecnologia para captura de dados é um recurso que ganha cada vez mais força no varejo. A informação é utilizada para as mais diversas finalidades e passa por decisões de compra de matéria-prima, desenvolvimento e distribuição de novos produtos e soluções, influenciando fortemente na gestão do ponto de venda, nos processos operacionais e até na forma como o cliente será atendido.

Mas para que negócios de varejo façam jus a qualquer investimento em tecnologia e aproveitem ao máximo todo o seu potencial é preciso ter normas e procedimentos claros e uma equipe bem treinada no ponto de venda. Dessa maneira, a marca conquista uma conexão completa entre dados transacionais e preferências específicas dos clientes. Sendo que esta última ocorre somente quando o vendedor, plenamente preparado, consegue estabelecer uma conexão profunda com o cliente para levantar os dados, que permaneceriam ocultos em atendimentos frios e sem nenhum tipo de personalização.

Veja por exemplo o case da Zara: apesar de todas as tendências de compra reais do cliente serem registradas no caixa, no momento do pagamento, o vendedor possui o papel fundamental de estabelecer a conexão humana com o cliente e imputar os dados de todas as preferências de itens que gostariam de encontrar na loja, ou seja, as razões de não venda e de expectativas não atendidas. Essa informação impacta diretamente nas decisões de abastecimento das lojas, compras e criação de novas coleções. As informações trazidas pelo time de vendas e atendimento são essenciais para o desenvolvimento do negócio como um todo.

Resultados como esse só são possíveis quando os vendedores sabem estabelecer relacionamento com o cliente desde o primeiro contato e fazem as perguntas certas de sondagem, conduzindo o levantamento e registro desses dados. Estabelecimento de normas e procedimentos claros, uma equipe bem treinada quanto aos processos a serem cumpridos e como conduzir o atendimento ao cliente com a identidade da marca, mantendo a produtividade e a alta performance, são a chave para o sucesso e para a construção de uma loja mais conectada e humana. Bem-vindo à Era Humanológica!

Por Roberta Andrade -2 de julho de 2020 – https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/07/02/conexao-humana-e-tecnologica-no-atendimento-ao-cliente/

Pandemia cria novas formas de consumo a longo prazo para 67% dos brasileiros

Compras online

O isolamento social ditou uma nova forma de consumo, como demonstra um estudo recente realizado pela Criteo. Comprar mercadorias online, pedir comidas por serviços de delivery e realizar compras através de aplicativos para smartphones estão entre os principais comportamentos adotados por brasileiros durante a pandemia do coronavírus. De acordo com dados da análise, 67% dos consumidores descobriu, ao menos, uma nova forma de compra que pretende manter para o “novo normal”, fase pós isolamento social.

A empresa de tecnologia realizou um estudo aprofundado correspondente ao comportamento de consumidores nas duas últimas semanas de maio, entre os dias 13 e 29 do mês. No Brasil, o isolamento social redefiniu os hábitos de consumo pessoais e expectativas a longo prazo.

Outra pesquisa da Criteo também demonstrou um aumento vertiginoso de 233% na venda de alimentos online durante o mês de abril. O estudo recente mostra que esse comportamento veio para ficar: mais da metade (52%) dos brasileiros entrevistados afirmou que pretende aumentar a compra de mantimentos online e incorporar essa nova forma de consumo.

Novos hábitos

Os dados mostram que o impacto do coronavírus no fechamento de negócios “não essenciais”, afetou diretamente as compras online e, consequentemente, gerou o desenvolvimento de novos hábitos. Além disso, com mais tempo em casa, 53% dos brasileiros passaram a cozinhar mais e pretendem transformar isso em um costume.

O isolamento social forçado também foi visto, por cerca de dois terços dos entrevistados (65%), como uma oportunidade para repensar antigos hábitos. Sem os deslocamentos básicos do dia-a-dia, a necessidade por praticar exercícios cresceu – assim como a compra de aparelhos de ginástica e download de aplicativos de treinos. Para os brasileiros que descobriram essa prática, 50% pretende mantê-la com o fim da pandemia.

O home office também ganhou seu espaço. Com os escritórios fechados, a parte dos brasileiros enfrentou uma situação nova: trabalhar de casa. Apesar de estar em um ambiente mais sujeito à distrações, funcionários e empresas notaram mais pontos positivos do que negativos, e 46% dos que adotaram essa prática pretendem mantê-la.

Comemorações a distância

Passamos por datas comemorativas durante a pandemia, como Páscoa e Dia das Mães e, agora, Dia dos Namorados. Apesar de muitos não poderem estar juntos fisicamente, isso não impede os casais de se presentearem. De acordo com os dados fornecidos pela Criteo, 65% dos brasileiros continuarão presenteando normalmente.

Neste 12 de junho, em comparação com o ano anterior, os consumidores se adiantaram para garantir os presentes. Em 2019, foi possível perceber um crescimento de 25% das compras no dia anterior à data; neste ano, as vendas marcaram um aumento de 18% em 8 dias antes do Dia dos Namorados.

Presentear com flores foi uma das principais apostas dos brasileiros, com um crescimento de 111% da categoria. Já a venda de artigos esportivos aumentou 41%, 9 dias antes da data comemorativa, e também foi uma opção de presente considerada entre os casais.

Devido à distância, o envio de presentes também cresceu: 41% vai aumentar, nos próximos meses, a prática de comprar presentes online e selecionar o destinatário como quem vai recebê-lo. Em contrapartida, 35% vão diminuir a entrega presencial.

Os presentes não materiais, como cupons, vale-presentes e vouchers aumentaram durante a pandemia e ganharam o gosto do brasileiro, já que 36% afirmou que vai utilizá-los mais nas próximas datas especiais.

Renovando o guarda-roupas

A variação de peso também alterou tanto o consumo online, como vai alterar o consumo em lojas físicas, com uma gradual abertura dos shoppings.

Segundo os dados apresentados na pesquisa, mais da metade dos brasileiros ganhou, em média, mais de 3 kg durante o confinamento. Os Millennials são os que lideram essa lista.

Mesmo que em uma proporção menor, também existe uma parcela dos que diminuíram de peso, sendo a Geração Z a que mais tem representantes dessa fatia (22%).

As mudanças corporais que ocorreram com o período de isolamento e a mudança de rotinas, leva os consumidores a sentirem maior necessidade de renovar o guarda-roupas e comprar peças mais confortáveis.

Retorno gradual

Mesmo com a abertura gradativa de shoppings, uma grande parcela dos consumidores vai demorar para frequentar lojas físicas. Cerca de 4 entre 10 brasileiros está pronto para voltar aos shoppings daqui a 2 meses. Um parcela ainda maior, 27%, diz que vai demorar de 3 a 5 meses para entrar em lojas físicas; 18% acredita que o processo vai levar de 6 a 9 meses; enquanto 16% afirma que só voltará aos estabelecimentos depois de passados mais de 9 meses.

Dos respondentes, apenas 15% estariam dispostos a voltar a frequentar shoppings imediatamente, o que fortalece ainda mais o comércio online no Brasil.

Em relação às viagens, apesar de 68% dos brasileiros estarem ansiosos para viajar de novo, 38% dizem que vão demorar mais de 9 meses para entrar em um avião, enquanto 24% afirma que esse processo deve demorar de 6 a 9 meses. A preferência, por enquanto, fica por viagens curtas, de um dia ou um final de semana.

Por Imprensa Mercado & Consumo -2 de julho de 2020 – https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/07/02/pandemia-cria-novas-formas-de-consumo-a-longo-prazo-para-67-dos-brasileiros/

OMO lança rede completa de lavanderias para os brasileiros

Lavanderia OMO

OMO, presente em 8 de cada 10 lares brasileiros e sempre atenta aos novos hábitos dos consumidores que buscam cada vez mais soluções práticas e eficientes no seu dia a dia, lança OMO Lavanderia™. A nova rede oferece o cuidado completo com as roupas daqueles que querem um serviço especializado e não deseja ou não tem tempo de realizar essa tarefa em casa, com a qualidade e expertise da marca que os brasileiros mais confiam para cuidar das suas roupas. A novidade nasce da aquisição das operações do Grupo Acerte, uma rede de lavanderias de sucesso reconhecido por sua qualidade no mercado de limpeza e conservação.

A marca traz tecnologias e modelos de atendimento inovadores para o mercado, oferecendo muita facilidade para todos os perfis de consumidores. “Estamos revolucionando o mercado de lavanderia por meio de uma das marcas mais amadas do Brasil, trazendo ainda mais cuidado e tecnologia. OMO Lavanderia™ chega para transformar a relação do cliente com as lavanderias profissionais, democratizando e simplificando o serviço, sem abrir mão da qualidade e conveniência”, destaca Eduardo Campanella, vice-presidente de Marketing da Unilever.

O objetivo é oferecer maior cuidado para todos os tipos de roupas, sejam do dia a dia ou aquelas especiais, que o consumidor não sabe como lavar ou tem medo de danificar. Além disso, o menu de possibilidades inclui limpeza para o sofá, enxoval de bebê, vestidos de noiva, tapetes e cortinas. OMO Lavanderia™ oferece quatro tipos modelos de serviço, oferecendo muita praticidade e inovação também no atendimento:

  • OMO LAVANDERIA ESPECIALIZADA: Modelo em que o consumidor não precisa se preocupar com nada. Todo o processo é feito por um atendimento especializado, desde delivery, ao cuidado com itens da casa, como, tapetes, cortinas, vestidos de noiva etc.
  • OMO LAVANDERIA EXPRESS: Lavanderias cada vez mais próximas do consumidor, com todo cuidado de OMO também na opção de cesto.
  • OMO LAVANDERIA SELF-SERVICE: Ideal para aqueles que gostam de realizar todo o processo sozinhos, porém, fora de casa e com a qualidade de máquinas profissionais.
  • OMO COSTURA: Soluções de reparo, reforma, costura e bainha das roupas. Além do cuidado na hora de lavar, há a opção de aproveitar o momento para fazer aquele ajuste necessário.

A tecnologia é outro grande diferencial da rede, já que por meio de um modelo digital, será oferecida a comodidade de escolher, acompanhar e fazer toda a transação financeira no app OMO Lavanderia™. “Sabemos que os consumidores estão muito conectados digitalmente e trazer um app que facilita a vida das pessoas reforça o quanto estamos engajados em oferecer o melhor. Além disso, possuímos uma tecnologia superior de produtos profissionais para a lavagem e remoção de manchas, o que garante ainda mais cuidado e durabilidade para as roupas.”, complementa Campanella.

Todas as lojas usam produtos OMO e COMFORT, com linhas profissionais que foram desenvolvidas a partir do estudo de tecidos e manchas, especificamente para uso em lavadoras profissionais, com performance superior no cuidado com as peças.

A rede OMO Lavanderia™ completa o hub de serviços da marca, que já contava com OMO Passa Fácil™, de passadoria, e OMO Lavanderia Compartilhada™, com espaços em condomínios. Um ecossistema inovador que oferece todas as soluções para o cuidado completo da roupa na palma da mão.

Modelo de Franquias

OMO Lavanderia™ marca a grande entrada da Unilever no mercado de serviços com a aquisição das operações do Grupo Acerte, uma rede de franquias de sucesso, premiada no mercado de limpeza e conservação, com mais de 20 anos de atuação e forte presença nacional.

O objetivo da marca é investir em tecnologia para revolucionar o contato com os clientes e o serviço de cuidados com as roupas, com a ambição se tornar a maior e melhor rede de lavanderias do Brasil nos próximos 5 anos. A nova rede conta com modelos de franquias variados para atrair parceiros de negócios de diferentes perfis de investimento.

“Nós somos experts no cuidado com a roupa e estamos oferecendo uma opção de parceria para aqueles que estão em busca de investir em uma franquia bem estruturada que disponibiliza um serviço completo e relevante para os clientes. Dentro de um momento desafiador para o mercado e para a economia, a novidade oferece uma opção consolidada para quem quer investir em uma franquia, oferecendo soluções inovadoras para os clientes”, finaliza Campanella.

Por Imprensa Mercado & Consumo -23 de junho de 2020 – https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/06/23/omo-lanca-rede-completa-de-lavanderias-para-os-brasileiros

O consumidor DC (Depois do Coronavírus): 7 pontos para reflexão

A hiperconveniência, num primeiro momento coisa de cidade grande, espalhou-se por cidades de menor porte e, sem dúvida, se incorporará de forma marcante, alterando estruturalmente hábitos e preferências e criando uma nova realidade com suas inúmeras vantagens e eventuais desvantagens, dentre elas o menor acesso aos pontos de vendas tradicionais;

De novo ambicioso e possivelmente prematuro, cabem algumas reflexões, ainda que básicas em vários aspectos, sobre o consumidor DC: Depois do Coronavírus, em especial na nossa realidade.

Temos em transformação um processo intenso, profundo, amplo, global e local, que envolve as mudanças que nos foram impostas, ou nos impusemos, decorrentes da combinação dos efeitos da pandemia causada pelo COVID-19, potencializada pelos dramáticos reflexos econômico-financeiros, que alteram de forma estrutural o comportamento dos consumidores.

É sabido que ao longo do tempo existe um processo natural de amadurecimento e desenvolvimento dos consumidores por conta das transformações da Economia, Tecnologia e da Sociedade como um todo. Mas eventos extemporâneos, como guerras, pandemias, crises econômicas ou disrupção tecnológica intensa, alteram o ciclo evolutivo natural, precipitam ou alteram comportamentos no momento de sua ocorrência e geram mudanças estruturais que se incorporam de forma permanente.

Como contribuição para um pensar mais estratégico sobre essas mudanças comportamentais, a partir da leitura, observação, análise e a experiência de termos vivido momentos também intensos em alteração do ciclo evolutivo natural, listamos alguns temas sobre os quais deveríamos refletir e avaliar seus impactos em nossas vidas, atividades, relacionamentos, atividade profissional e negócios. E essa simples ordem na sequência já é indicativa dessas mudanças.

Adiante começarão a surgir pesquisas que poderão respaldar ou alterar esses pontos iniciais de reflexão, sempre lembrando que estudos com consumidores no calor do momento, embutem uma componente emocional que o tempo costuma ajustar, ficando apenas aquilo que representa a percepção, reação e atitudes do momento.

1. Para o mundo que eu quero descer. Eis aí um fato que o calor do momento precipita. Muitos tendem a repensar criticamente seus valores pessoais e em relação à vida, à sociedade, às atividades sociais, profissionais e empresariais. De forma marcante o momento precipita um repensar mais profundo sobre o que essas pessoas têm feito, agido e se sensibilizado e o resultado será um pensamento mais crítico, cauteloso, consciente sobre temas que passavam como menos relevantes ou indiferentes. Ao contrário. Elementos envolvendo consciência social e comunitária, por exemplo, crescem muito de importância de forma geral, com a sensibilidade exponenciada pelo momento porém, passada a turbulência, permanecerão de alguma forma nas atitudes, nos comportamentos e possivelmente, uma boa parte, gerando ações e percepções sobre marcas, produtos, pessoas, líderes e negócios com os quais se identificarão mais ou menos em relação ao período AC – Antes do Coronavírus;

2.Meu espaço, meu mundo, se tornaram menores. Outro aspecto que deve emergir, influenciando comportamentos e atitudes, se refere à profunda interconexão de tudo e todos que se torna flagrante pelas limitações impostas e o convívio compulsório com a nova realidade. A começar pelo fato, inconteste, que um problema nascido numa feira de uma província na China se espalhou pelo Mundo e impõe uma nova ordem sem que praticamente nenhuma região ou população consiga se isolar do problema maior. Essa percepção, em tese, tenderá a ser mais relevante nas novas gerações que tinham tendência a um comportamento menos coletivo individualmente, ainda que muito mais sensíveis aos grandes temas coletivos sociais, como Sustentabilidade, Causa, Propósito e a busca do bem comum;

3.Mais frágil e não tem como negar. A combinação perniciosa de fatores, liderados pelo COVID-19 e as reações de toda ordem, algumas mais passionais, mas todas destacando o caráter compulsório das restrições pessoais e sociais criam um sentimento de fragilidade individual talvez sem precedentes e talvez só comparável ao ocorrido em períodos de guerra e convulsões. Esse sentimento ocorre no plano mais geral e é ainda maior no individual já que as limitações impostas por cortes, restrições, reduções, ajustes e eliminações envolvendo toda sorte de temas, cria no indivíduo esse sentimento de maior fragilidade.

Esse sentimento deve ser percebido e reconhecido, e cabe as organizações, governos e na própria família, por suas lideranças, apoiar, inspirar e estimular uma atitude positiva em relação ao difícil quadro geral, sem criar ilusões ou alienação, mas através de atitudes que envolvam a construção e reconfiguração de um futuro melhor à frente.

No processo de reconstrução, ainda que seja quase inevitável uma fragilização financeira da maioria de negócios e organizações, poderão emergir empresas, grupos e conceitos mais valorizados por sua competência em administrar a moral, a atitude e o senso de comprometimento derivados da capacidade de sobreviver a um período com esse grau de dificuldade. E isso deve ser o tônus que equilibra esse sentimento individual de fragilidade;

4.Hiperconveniência como novo paradigma. Era um processo em natural evolução e resultado da convergência de dois fatores simultaneamente. De um lado as dificuldades, restrições, segurança e tempo envolvidos em deslocamentos, em especial nos grandes centros urbanos, que empurrava as pessoas para um comportamento demandante de maior conveniência, reduzindo especialmente o tempo e gerando facilidade e racionalidade. De outro lado, causa e consequência desse primeiro aspecto, o aumento exponencial da oferta para atendimento dessa demanda emergente, pela multiplicação de formatos e negócios mais convenientes, serviços intermediários viabilizadores e toda uma atitude mais ponderada de que conveniência custa mais do que outras soluções.

O crescimento abissal dos serviços de entregas, que vinham sendo estimulados pela compra de participação de mercado através de fortes investimentos em promoção e fidelização de consumidores já havia criado outra realidade que, agora, neste período, tem sido melhor percebida em suas vantagens e desvantagens, especialmente nesta última pelos atrasos de entregas por conta da elevada demanda.

E se num primeiro momento era coisa de cidade grande, espalhou-se agora por cidades de menor porte e sem dúvida se incorporará de forma marcante, alterando estruturalmente hábitos e preferências e criando uma nova realidade com suas inúmeras vantagens e eventuais desvantagens, dentre elas o menor acesso aos pontos de vendas tradicionais;

5.Menos fidelidade, mais experimentação. Em outro artigo desta série já havíamos tratado deste tema, que é também uma aceleração de um processo natural derivado do aumento exponencial de alternativas para escolha de produtos, marcas, locais, canais e empresas. O tema aumento das alternativas de escolha foi muito explorado no livro O Paradoxo da Escolha de Barry Schwartz. Vínhamos num processo em que o aumento e promoção da oferta de quase tudo gerava crescente infidelidade no consumo, como resultado do apelo por tudo que era ligado ao novo, em especial pelas novas gerações. E o aumento da predisposição à experimentação é o outro vetor dessa mesma equação.

No presente cenário, com reflexos significativos no futuro, as contingências impostas pelo quadro instaurado estão obrigando, ou estimulando, ainda menor fidelidade e maior abertura para experimentação que, se positiva, ao mesmo tempo em que estimula a troca, favorece o comportamento mais aberto a ainda mais interessado na experimentação;

6.Mais razão e menos emoção. Não tem outra opção. A pressão desmedida a que todos estão submetidos reflete-se num crescimento inevitável do vetor razão no processo de avaliação e compras de produtos e serviços. Historicamente, por segmento ou geografia, existem pesos relativos considerados nos processos de escolhas. Por exemplo, determinadas regiões por predominância da ascendência europeia com uma cultura forjada em vetores mais racionais, tem maior peso nas decisões esse lado da moeda. Em outras, o emocional tende a ter maior peso. E ao longo do tempo e ao sabor das experiências e do momento, esse processo, do peso relativo do racional e do emocional, tende a variar, privilegiando um ou outro em termos relativos.

Mas é inegável que a extensão e intensidade dos problemas e das situações agora vivenciados tenderão a marcar o comportamento futuro dos consumidores impregnando um vetor com maior peso da componente racional por um bom tempo e, talvez, esmaecendo à medida que a experiência vivida se torne parte da história individual e coletiva.

Mas a componente racional estará mais presente de forma inevitável e a comunicação, os relacionamentos e as propostas, ainda que em temas onde a emoção seja o fator dominante, como no turismo, produtos e marcas de luxo e outros, deverão ter uma sustentação mais racional para se adequarem ao comportamento emergente;

7.Foi decisivo, não será esquecido. Em todos os sentidos. São em períodos de intensa carga emocional, tensão e pressão que a sensibilidade fica especialmente atenta a tudo que toca nossas vidas. E as marcas, produtos, serviços, canais, pessoas, líderes e colegas que possam ser importantes nesse momento, criam um vínculo de longo prazo que condiciona comportamentos e atitudes com respeito a preferências e escolhas agora e por muito tempo mais. Por essa razão muitas empresas nesse período estão sendo cautelosas em oferecer algo que não seja institucional. Passado o momento mais agudo, ficará presente os que foram solidários e apoiaram e os que tentaram se aproveitar. E isso envolve temas inclusive como empresas que, aproveitando a alta demanda, aumentam preços para um equivocado benefício momentâneo. As ações sensíveis e positivas aumentarão o ativo intangível das empresas, marcas e negócios e, de outro lado, o comportamento mesquinho de melhoria de vendas e margens em meio ao quadro de absoluto estresse ficará marcado no longo prazo das relações com as pessoas.

É líquido e certo que a complexidade do comportamento humano é grande demais para, ambiciosamente, listar apenas alguns tópicos para reflexão sobre o que veio para ficar em termos de ações, atitudes, valores, percepções e reações de consumidores.

Mas é um ponto de partida, pois se a hipervolatilidade do ambiente já ensejava atenção plena e constante sobre seus reflexos no comportamento dos consumidores, ela agora é exponenciada pelas transformações do momento que determina ainda maior atenção e capacidade de reação.

Tomem isso como um convite à discussão. O futuro de nossas relações, posicionamento, comunicação e propostas, passa por tudo isso.

ProXXIma – 9 de junho de 2020 – Por Marcos Gouvêa

https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2020/06/09/o-consumidor-dc-depois-do-coronavirus-7-pontos-para-reflexao

A “Era Humanológica”, as Novas Competências e um Velho Hábito!

Era Humanológica

No início desse ano, tivemos oportunidade de participar de mais uma edição do maior congresso de varejo do mundo, a NRF 2020. Aproveitando a viagem a Nova York, fizemos visitas técnicas a diversas operações de lojas – marcas que vêm introduzindo inovações em suas estruturas, formatos de negócios, processos de atendimento ou propostas de valor.

O resultado dessa missão foi fantástico… pudemos identificar dez macro tendências de varejo que impactarão na transformação das empresas para que consigam atender os novos hábitos, nas jornadas de compras das pessoas, em um novo cenário que chamamos de “Era Humanológica” – “Era” que tem como base a integração da conexão humana aos recursos tecnológicos, aprimorando a experiência de compra ao longo de toda jornada.

Durante o período que estávamos em Nova York, uma epidemia do novo Coronavírus já acontecia em território chinês. Dois meses depois, a epidemia já havia se transformado em pandemia, causando impactos violentos nas economias de todos os países ao redor do Mundo. Como sabemos, o isolamento social virou prática comum e, em muitas partes do Mundo, o Block Down foi necessário para reduzir a velocidade de transmissão do vírus e salvar vidas. Com portas fechadas e consumidores isolados em suas residências, quem ainda não havia desenvolvido seus canais digitais de atendimento ficou “ilhado”, sem conexão com o mercado consumidor.

Quem já havia iniciado a transformação digital de suas empresas também sofreu, pois o aumento repentino do uso de canais digitais também exigiu adequações em processos, ferramentas, plataformas tecnológicas e, principalmente, nos profissionais. As macro tendências que compõe a “Era Humanológica” se tornaram ainda mais relevantes.

No primeiro momento de isolamento social, foi admirável ver empresas estabelecendo processos ágeis para redesenhar suas operações de atendimento aos clientes e empresas de tecnologia desenvolvendo soluções para que mais empresas estivessem engajadas na transformação digital. Descobrimos que somos mais capazes e rápidos do que imaginávamos no tema de incorporação tecnológica à jornada de compra… A “Era Humanológica” começou a ser incorporada nas empresas mais cedo do que imaginávamos quatro meses atrás.

Mas cadê a parte Humana da “Era Humanológica” se adequando ao novo cenário? Qual será o novo papel dos profissionais de atendimento aos clientes nas lojas físicas? Qual será o papel das lojas físicas no período pós COVID-19? Uma coisa é certa… as lojas físicas continuarão existindo. O varejo é grande gerador de empregos das economias e precisamos desses trabalhadores ativos para impulsionar a retomada das operações e as recuperações econômicas. Também é certo, observando os países que já iniciaram as reaberturas de portas das lojas, que o fluxo de clientes e o volume de consumo apresentam retração.

Mais do que uma transformação digital, estamos diante de uma iminente transformação cultural, onde todos precisarão incorporar novas competências – conhecimentos, habilidades e atitudes – principalmente em um país como o Brasil, que já enfrentava um baixo nível qualificação profissional.

A urgência de desenvolvimento de novas competências profissionais é tão grande quanto a de transformação digital, mas parece que o velho hábito de não qualificar as pessoas que representam a Marca continuará sendo prática comum em nosso país. Largaram na frente as empresas que, mesmo colocando suas equipes em jornadas de trabalho reduzidas ou suspendendo contratos de trabalho, investiram em qualificação de seus profissionais. Quando as portas das lojas se abrirem e os clientes entrarem, será que as equipes de atendimento estarão qualificadas para fazer a conexão emocional da Marca com esses clientes? Será que as equipes terão competências para trazer clientes às lojas?

Como diz Harry J. Friedman, fundador do The Friedman Group e autor do Best Seller sobre vendas “Não Obrigado, Estou Só Olhando”, “Vendedores existem para converter potenciais clientes em efetivos compradores”. Mesmo que a compra seja feita em outro canal de vendas da empresa, o papel dos seres humanos das lojas será fundamental para a decisão de compra. Em um cenário de redução de fluxo, a frase de Friedman tem muito mais sentido.

Perder uma oportunidade de venda poderá ser a diferença entre sobreviver ou não nesse novo momento do mercado, mas é certo que, na “Era Humanológica”, a competência mais importante que as empresas deverão ter é saber abandonar o velho hábito de não qualificar as pessoas que representam a Marca

Por Luiz Guilherme Baldacci – 21 de maio de 2020 1846 – https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/05/21/a-era-humanologica-as-novas-competencias-e-um-velho-habito

Operação e-commerce: veja as dicas de grandes players do setor em meio à crise

vantagens do ecommerce
No varejo, as facilidades oferecidas pelo ambiente online vão muito além da simples venda por outro canal. E foi para falar sobre isso que o Mercado & Consumo em Alerta trouxe para o seu palco virtual de debates o e-commerce como protagonista na pauta.

Na manhã de hoje (16), sob a mediação de Beth Furtado e Caio Camargo, sócio-diretor da GS&UP, estiveram reunidos Luiz Henrique A. Escobar, head de E-commerce do Carrefour Brasil; Roberto Butragueño Revenga, diretor de Atendimento do Varejo e e-commerce da EBIT / Nielsen; Júlio Rodrigues, diretor Executivo de E-commerce da Magazine Luiza e Leonardo Cavalcanti, diretor de Tecnologia do Supermercado Nordestão.

Em todas as edições são extraídos insights sobre a discussão, que listamos a seguir:

1 – O momento fez com que muitas pessoas comprassem pela online pela primeira vez. E nos mercados onde a epidemia começou antes, os dados mostram que esse consumidor adere a esse novo canal como um hábito de compras. Além disso, o crescimento de vendas online nas categorias não tradicionais como hortifruti e congelados, passaram a ser categorias de destaque nas vendas online;

2 – O coronavírus adiantou o processo de evolução do varejo digital no Brasil o que resultou em um crescimento de clientes digitais 60+ bastante expressivo mostrando uma oportunidade ainda não aproveitada de sortimento e ferramentas para apoiar esse público. Além disso, não há lojas online especializadas nesse público;

3 – A experiência e suporte de atendimento que você entrega para o cliente que está comprando online pela primeira vez irá determinar a permanência dele nesse canal pós-Covid;

4 – É importante entender o e-commerce como um canal que carece de toda atenção que uma loja física. Antes de decidir vender online, é importante conhecer as vantagens e desvantagens do modelo “Loja própria” e do modelo “Marketplace”;

5 – Um dos desafios de ter uma estrutura de vendas online para empresas que já tem estruturas físicas é transmitir os pontos fortes da marca. É relevante entender que a embalagem e a experiência de encantamento da entrega são diferencias importantes para e-commerce;

6 – O varejo online serve de apoio fundamental às redes de lojas físicas. Como exemplo nessa páscoa, as entregas das compras feitas online foram feitas pelos franqueados das redes de chocolate.

Confira agora algumas dicas compartilhadas pelos especialistas durante a live:

1 – É importante estar ligado às tendências mundiais para se antever às notícias locais sobre os próximos passos com relação ao Covid-19;

2 – Alterar a comunicação com o consumidor para tornar esse momento menos assustador e imediatista;

3 – Compras feitas longe dos produtos consumidos (televendas, e-commerce, catálogo) geram novos desafios que já foram superados a muito tempos no varejo físico.

10 dicas para dominar o Tik Tok

O TikTok é a plataforma social que mais cresce. Está rapidamente se tornando uma plataforma social de escolha para os jovens. De fato, a palavra “TikTok” agora é frequentemente usada como verbo por seus usuários, por exemplo, “Vamos TikTok juntos hoje”.

Muitas marcas decidiram que querem ter uma presença no TikTok. No entanto, eles não sabem o que devem fazer. O TikTok é tão novo que muitas marcas e profissionais de marketing ainda não têm certeza sobre sua relevância para eles ou sobre as oportunidades que oferecem.

Demos uma olhada no potencial do TikTok aqui. Oferecemos uma seleção de dicas de estratégia de marketing TikTok que você pode seguir para maximizar seu sucesso de marketing na plataforma.

Dicas de estratégia de marketing TikTok:


Por que as marcas gostariam de ser vistas no TikTok?

As gerações mais jovens são altamente cínicas em relação à publicidade tradicional. Em grande parte, eles deixaram de assistir à televisão convencional, ouvem menos rádio do que os mais velhos e recebem mais notícias pelas mídias sociais do que pelo jornal. Eles usam bloqueadores de anúncios on-line e “sofrem” a cegueira dos banners, tornando inútil muito do marketing on-line mais evidente.

No entanto, muitos deles passam o tempo no TikTok, em média 52 minutos por dia, e notam seus influenciadores favoritos do TikTok. Se qualquer uma dessas estrelas do TikTok recomendasse uma marca, seus seguidores provavelmente tomariam nota.

Muitas marcas já possuem uma estratégia de conteúdo, geralmente incluindo marketing de influenciadores. Portanto, é difícil para eles adicionar influenciadores do TikTok ao seu mix de marketing.


Noções básicas do TikTok

Os vídeos são, obviamente, o coração do TikTok. Mesmo se você pretende usar influenciadores para a maior parte do seu marketing TikTok, ainda deve abrir uma conta para sua marca e usá-la para criar e compartilhar alguns vídeos. Os vídeos do TikTok podem durar até um minuto, para que você possa criar vídeos curtos e rápidos. Isso não significa que você deve simplesmente transferir seus anúncios de televisão de 30 segundos para o TikTok, no entanto.

Você pode gravar seus vídeos no aplicativo ou externamente, enviando-os para o TikTok. Você também pode enviar músicas para adicionar ao seu vídeo. O TikTok fornece acesso direto a muitas faixas de música e possui um banco de dados totalmente pesquisável.

Você pode interagir com pessoas no TikTok com visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos.


Dicas específicas de marketing do TikTok

1. Use Hashtags adequados

Como muitas outras redes de mídia social, os usuários do TikTok contam com hashtags para catalogar seus vídeos e procurar clipes por assunto. Se os usuários clicarem na lupa “Discover” na parte inferior da tela, eles verão uma lista de vídeos classificados por hashtags populares.

Anteriormente, vimos como você pode usar melhor as hashtags no TikTok em nosso  Ultimate Guide to TikTok Hashtags . Alguns dos benefícios para uma marca que usa hashtags do TikTok são:

  • Para ampliar o alcance do seu conteúdo
  • Para identificar concorrentes
  • Para conseguir mais seguidores

Embora você deva incluir hashtags relevantes em seus vídeos, provavelmente evite as hashtags genéricas mais populares. É mais provável que seus vídeos cheguem a um mar de conteúdo. É melhor destacar seus vídeos em categorias um pouco menos populares. Como em todo marketing, você deseja que seus vídeos apareçam visíveis para as pessoas mais relevantes para sua campanha, portanto, não se concentre nas hashtags apenas porque são populares.

Além disso, lembre-se de que este não é o Instagram. Não fique tentado a usar 21 hashtags no TikTok. Fazer isso removerá o efeito de seus vídeos.

2. Siga as tendências atuais do TikTok

Outra maneira de usar hashtags como parte de sua estratégia de marketing é ficar atento às tendências de hashtags. Você pode criar e compartilhar vídeos relacionados a esses vídeos populares.

Lembre-se de que as tendências podem ser rápidas. Acompanhe regularmente as tendências do TikTok e esteja preparado para alterar seu conteúdo para acompanhar a moda.

Se você estiver compartilhando sua versão de um tipo de vídeo popular, não faça apenas uma cópia dos vídeos de todos os outros. Encontre uma maneira de tornar seu vídeo único.

3. Incorpore os influenciadores do TikTok em sua campanha

Não é por acaso que certas pessoas se tornam influenciadoras nas plataformas sociais. Geralmente, eles constroem uma reputação pela qualidade do conteúdo que compartilham. Portanto, vale a pena que a maioria das empresas construa relações de trabalho produtivas com as pessoas que influenciam seus clientes em potencial. Como escrevemos em  Como encontrar influenciadores do TikTok , “o TikTok gerou uma nova geração de influenciadores também; um grupo de pessoas que têm muito mais influência sobre os adolescentes e as adolescentes de hoje do que as estrelas de cinema ou televisão mais convencionais. ” Esses são precisamente os tipos de pessoas que você deseja do seu lado quando realiza suas campanhas de marketing TikTok.

4. Comente regularmente e incentive comentários em suas postagens

Como a maioria das redes sociais, o TikTok suporta o envolvimento frequente do usuário. Os comentários são uma excelente maneira de conseguir isso. Idealmente, você criará conversas com seus clientes em potencial.

O TikTok classifica os comentários pelo número de curtidas que eles recebem, portanto, pense em seus comentários, tornando-os significativos. Evite fazer comentários do tipo “bom vídeo” sem graça.

Da mesma forma, reserve um tempo para assistir aos vídeos de outras pessoas e fazer comentários cuidadosos sobre elas.

5. Post frequentemente

O TikTok é uma daquelas plataformas sociais que recompensam a postagem frequente. Quanto mais vídeos você postar na sua conta TikTok, maior será a probabilidade de você seguir a taxa de seguidores.

Quanto mais vezes você postar, mais simples será para as pessoas encontrarem sua conta e decidirem segui-lo.

6. Use efeitos TikTok em suas postagens

Como você pode imaginar, com milhões de vídeos compartilhados no TikTok, você precisa fazer algo diferente para se destacar da multidão. O TikTok oferece uma ampla gama de efeitos para ajudar nisso. Você os encontrará na guia Efeitos, divididos nas categorias Tendência, Novo, Interativo, Edição, Beleza, Engraçado, Mundo e Animal.

O TikTok inclui um efeito de tela verde, que permite que você use a imagem de sua escolha para substituir o fundo do vídeo, da mesma forma como costuma ver na televisão e nos filmes

7. Faça vídeos interessantes com descrições claras

Os vídeos do TikTok podem durar um minuto. Você não tem muito tempo para transmitir sua mensagem. E faça o que fizer, não apenas envie anúncios flagrantes – mesmo os anúncios oficiais do TikTok devem agregar valor ao seu público.

Você deseja que seus vídeos sejam visualmente atraentes, sem parecer que foram criados por uma agência de publicidade profissional (mesmo que você tenha trabalhado com uma agência para ajudar sua criatividade).

Embora possa haver momentos em que você usará suas descrições como provocações, na maioria dos casos, convém incluir uma descrição clara do que seu vídeo tem a oferecer ao público. Se possível, faça uma redação de tal maneira que as pessoas sintam vontade de comentar.

Escrever uma boa descrição também é essencial para fins de SEO. Em essência, você deseja que o Tiktok saiba sobre o que é o seu vídeo ao indexar o clipe e, esperamos, sugeri-lo ao seu público preferido. Lembre-se de incluir as palavras-chave mais importantes em suas descrições, mas elas precisam fazer sentido e não ser apenas uma coleção aleatória de palavras.

No entanto, você tem apenas muito espaço na tela. Para práticas recomendadas, prepare breves descrições rápidas.

Você pode redirecionar os vídeos que criou para o YouTube, Snapchat, Instagram ou Facebook, mas lembre-se de ajustá-los à limitação de um minuto do TikTok. Verifique se o seu vídeo é adequado para as informações demográficas que você está tentando segmentar no TikTok.

8. Use os anúncios TikTok

O TikTok agora possui um sistema formal de publicidade, facilitando a publicidade na plataforma. Eles oferecem três tipos de anúncios:

    1. Anúncios nativos no feed – estes são os mais próximos de um anúncio tradicional no TikTok. Você pode adicionar links de sites e botões Comprar agora no anúncio. Eles são anúncios ignoráveis ​​e você pode usá-los de várias maneiras.
    2. Anúncios de desafio com hashtag – com eles, um usuário recebe um banner que leva o usuário a uma página de instruções e regras do desafio em destaque. Você pode usá-lo para atingir consumidores específicos.
    3. Anúncios de aquisição de marca – eles usam uma mistura de imagens, GIFs e videoclipes vinculados a uma página de destino ou a um desafio de hashtag.

9. Defina um desafio de hashtag

Um dos tipos de anúncio do TikTok envolve patrocinar hashtags. Os desafios de hashtag são muito populares no TikTok. Eles são uma excelente maneira para as empresas aumentarem o engajamento e o reconhecimento da marca. Você configura um desafio para os usuários que compartilham vídeos tentando o seu desafio.

Um bom desafio de hashtag consegue incentivar a conversa sobre seu produto offline e em outros sites sociais. Até empresas de grandes nomes, como o McDonald’s, se envolveram – em seu desafio #bigmactiktok, os fãs tiveram que selecionar um gênero preferido de canto do Big Mac e depois dançar e gravar um vídeo do canto do Big Mac.

10. Misture conteúdo de marca

Como em todos os programas de marketing social, você precisa equilibrar o tipo de conteúdo que compartilha no TikTok. A maioria dos seus vídeos precisa entreter ou informar seu público. Se você criar um público para esse processo, poderá misturar mais alguns vídeos promocionais.

O usuário típico do TikTok ignora os anúncios, então você precisa primeiro criar sua credibilidade antes de liberar material publicamente flagrante. Muitas empresas descobrem que a melhor maneira de contornar esse desdém pela publicidade é fazer o upload de vídeos mostrando as pessoas que usam seu produto. Por exemplo, você pode fornecer uma série de dicas sobre como obter valor com seu produto ou talvez explicar como usar alguns de seus recursos mais obscuros (e demonstrar quais benefícios eles ofereceriam ao espectador).

Fonte: http://innovationinsider.com.br/10-dicas-para-dominar-o-tik-tok

“Engajamento é uma das respostas importantes para o futuro pós-crise”, diz CEO da Pernambucanas

Sergio Borriello_3
Espalhada pelo Brasil com 375 operações em dez estados brasileiros, a varejista Pernambucanas está focada em sua transformação digital, que teve início em 2016. Em sua participação no webinar transmitido pela Mercado & Consumo, Sérgio Borriello, CEO da marca, disse que “chegou a hora de digitalizar os milhares de desbancarizados que o Brasil tem”. O empresário dividiu o palco virtual com Adriana Auriemo, diretora da Nutty Bavarian e Mauro do Valle, presidente do Grupo Portobello.

A Pernambucanas vem investindo para lançar cada vez mais serviços e se tornar mais próxima do consumidor. Um exemplo é a plataforma financeira de crédito. O serviço já existe há 40 anos, mas nos últimos meses se tornou mais digital. A conta digital foi lançada em abril do ano passado e é possível usá-la para pagamentos no Uber, Netflix e iFood, por exemplo. Já são cerca de 1,5 milhão de contas digitais e esse tipo de parceria remonta a possibilidade de bancarizar uma grande quantidade de pessoas de uma classe social [classe D] que a Pernambucanas conhece bem. Borriello conta que a experiência digital já proporcionou um aumento de 30% no fluxo das lojas, com sacola de descontos e os cupons de descontos disponíveis no app e em totens nas lojas. Em 2019, o faturamento das vendas digitais alcançou o patamar de 135,9 milhões de reais.

Sobre a retomada das lojas físicas, o executivo disse que o processo de comunicação precisa ser bem alinhado entre todas as pontas, por isso a empresa criou dois protocolos que irá seguir a risca em todas as operações. “Nossa preocupação é balancear e combinar os protocolos adotados para o nosso público interno e o público das lojas, sempre alinhado com aquilo que cada munícipio indica”, explica Borriello que não vê a abertura das lojas de forma globalizada, mesmo estando prontos para isso em seus 375 pontos.

A Pernambucanas recebeu a visita de profissionais da vigilância sanitária para fiscalizarem cada uma das lojas, ação que o CEO da empresa entende como importante para as adequações que todos precisarão fazer para preservarem a saúde e bem-estar dos seus clientes e colaboradores. “O monitoramento na questão da saúde é fundamental, porque mesmo com a abertura das lojas, ainda teremos casos do novo coronavírus, por isso precisamos do adotar o protocolo correto de abertura, de prevenção e de como proceder em casos positivos dentro das lojas”, conta o executivo que diz está com 96 lojas operando parcialmente.

Questionado sobre o papel das lojas se reinventarem para o período pós-pandemia, Sergio Borriello revelou que a empresa acredita muito no engajamento dos seus colaboradores. Para ele, a relação que as pessoas têm com a empresa é fundamental, seja ela para a retomada dos negócios ou para a passagem no processo desta retomada. “Engajamento é uma das respostas importantes para o futuro pós-crise”, finalizou.

Universidade Corporativa Digital Pernambucanas

A Pernambucanas disponibilizou a uma base de clientes o curso online Finanças Pessoais, por meio da Universidade Corporativa Digital Pernambucanas – plataforma de conhecimento online da companhia. O objetivo é compartilhar orientações práticas, didáticas e informativas sobre planejamento financeiro que possam contribuir com o dia a dia dos clientes.

Com o apoio da Pefisa, fintech do grupo, a capacitação é dividida em quatro módulos que explicam, por meio de vídeos e exercícios, como organizar o orçamento, economizar nas despesas domésticas, fazer uso consciente do crédito, além de dicas para sair do endividamento.

“Diante desse momento delicado, acreditamos que democratizar esse tipo de conhecimento é fundamental. Temos um relacionamento forte com as famílias brasileiras e orientá-las sobre como organizar melhor as finanças é uma das iniciativas que solidifica o propósito da Pernambucanas de evoluir com as famílias brasileiras”, afirma Sergio Borriello, CEO da Pernambucanas.

Brasileiros usarão menos carros. O que os shoppings farão com suas vagas de estacionamento?

Shopping Center
Parece estar escrito nas estrelas que a reinvenção dos shoppings não será tão simples assim. Depois de assistir um dos seus conceitos essenciais, o do centro de compras, ser desafiado pelo crescimento do e-commerce, agora o setor percebe rachaduras em outro de seus pilares. Estou falando do declínio da era dos automóveis.

Interessante estudo global, divulgado no final do ano passado pela Kantar, aponta que, até 2030, os paulistanos reduzirão a utilização de carros em 28%. Por outro lado, pretendem aumentar a frequência de caminhadas em 25% e o uso de bicicletas crescerá 47%. Movimento semelhante acontece em outras cidades, tanto daqui quanto lá de fora.

Muitos são os motivos que conduzem às alterações no padrão de mobilidade urbana. A maior quantidade de pessoas trabalhando remotamente fará com que haja menos deslocamentos por obrigação e mais por prazer. De acordo com a pesquisa, mais de 37% dos entrevistados que ainda dirigem gostariam de deixar o carro em casa, se pudessem. Muitos desses desejam ser passageiros, ao invés de motoristas, para aproveitar o tempo no trânsito fazendo algo útil, o que é um estímulo interessante para os serviços de transporte compartilhado. Isso passa não apenas pelo Uber, mas também por aluguel de carros de curto prazo e aplicativos de caronas. A preocupação com o meio ambiente e a vontade de adotar práticas saudáveis também influenciam esta mudança de comportamento.

É verdade que no ranking de mobilidade urbana, criado pela Kantar, São Paulo ficou em penúltimo lugar, à frente apenas de Nairóbi, no Quênia. Isso significa que ainda temos muito chão pela frente, antes de aposentarmos nossos carrões. Porém, no item ‘usuários conscientes’, que avalia o nível de adesão a transportes pouco poluentes, Sampa ficou no oitavo lugar, mesma colocação do quesito ‘uso de aplicativos para mobilidade urbana’, que abrange desde serviços de navegação e planejamento de rotas, como o Waze e Google Maps, até provedores de compartilhamento de bicicletas e patinetes, passando, claro, pelos aplicativos como 99 e Uber. Em resumo, a mudança pode até demorar um pouco, mas há poucas dúvidas de que chegará mesmo por aqui.

Você pode estar se perguntando: afinal, o que tudo isso tem a ver com shopping centers?

O shopping center moderno foi idealizado, nos Estados Unidos do pós-guerra, tendo em mente principalmente o cidadão que se move sobre quatro rodas. Ainda hoje, da localização ao acesso, passando pela quantidade de vagas de estacionamento, por aqui regulamentada por leis municipais, o automóvel é protagonista na história dos centros comerciais. Além disso, no Brasil, as receitas produzidas pelos estacionamentos respondem por uma parte importante dos resultados do setor.

Por tudo isso, dá para afirmar que a mudança nos meios de deslocamento deve afetar bastante a maneira como as pessoas se relacionam com os shoppings, em especial nos dias úteis – já que o carro tende a ser usado mais frequentemente nas jornadas de lazer.

Atualmente, já estão em posição vantajosa os shoppings que possuem área primária mais densamente povoada, torres de escritórios no entorno e projetos de uso misto em geral, pela chance de contar com fluxo mais intenso durante a semana. Esse cenário tende a acentuar-se nos próximos anos, caso as conclusões da pesquisa da Kantar se confirmem. Também estarão bem posicionados os strip malls, orientados para atender as demandas da vizinhança.

Ao mesmo tempo, estatísticas que apontam para a redução no uso de carros podem embasar os argumentos da indústria de shoppings no sentido de serem revistos os números mínimos de vagas exigidas por lei. Isso liberaria espaço, hoje destinado aos veículos, que poderia ser mais bem aproveitado por outras operações, mais convenientes para os consumidores e mais rentáveis para os shoppings.

Os novos hábitos relativos à mobilidade urbana não surgiram de repente. Os sinais desta tendência já se fazem sentir há algum tempo. Isso significa que os shoppings mais antenados já vêm considerando essa perspectiva em seus planos estratégicos. Para fazer frente a mais esse desafio, portanto, precisarão seguir repensando a oferta de lojas e serviços, investindo em alimentação e lazer, reinventando o relacionamento com clientes e lojistas e, principalmente, criando novas fontes de receitas a partir das lacunas deixadas pelos automóveis, seja na forma de otimização das áreas de estacionamento ou na exploração cada vez maior de parcerias com aplicativos de transportes, locadoras de automóveis, locadoras de patinetes e bicicletas, compartilhamento de carros elétricos, empresas de delivery e outras iniciativas que fogem do uso tradicional desses espaços. Por outro lado, os que ainda não se deram conta do tamanho da encrenca que terão pela frente deveriam começar logo a correr atrás do tempo perdido.

Brasileiros usarão menos carros. O que os shoppings farão com suas vagas de estacionamento?