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O futuro da experiência no cenário pós-pandemia

Após isolamento, especialistas projetam eventos com mudança de propósito, muito mais ligados ao lado emocional do que ao contato social

Aentrada das marcas nos games e a tendência dos eventos híbridos foram os alguns do pontos de destaque do evento “The future of experiences: What’s next”, que aconteceu nesta quinta-feira, 15, promovido pela Momentum Worldwide. Buscando debater o futuro dos eventos com foco nas oportunidades para as marcas, o painel trouxe Elena Klaw, Global Chief of Strategy and analytics officer da empresa, e David Chamberlain que ocupa o mesmo cargo, mas no Estados Unidos.

Os especialistas começaram ressaltando que os eventos são uma oportunidade que as marcas tinham para aproximar os consumidores de suas paixões e oferecer algo além de seus próprios produtos, construindo uma relação. Segundo pesquisa realizada pelo Bureau of Economic Analysis, 57% das pessoas gastam mais dinheiro em experiências do que em produtos, e que em todo o mundo existe uma grande vontade de conhecer a vida através de experiências. Neste tópico o Brasil lidera com 91% das pessoas acreditando que as experiências os ajudam a encontrar novas possibilidades.

Porém, a partir de março de 2020 a pandemia do novo coronavírus forçou a indústria a descobrir novas formas de atuar. As lives foram mais imersivas e diferentes das que eram feitas há cinco anos. Os games também cresceram neste período: 82% dos consumidores globais jogaram algum jogo ou assistiram alguém jogando durante a pandemia. Com os esportes presenciais parados, os jogos virtuais e e-sports ficaram em evidência para os fãs. “Para os games, vimos uma conversão de diferentes formatos criando um interessante e misturado ambiente virtual que permitiu jogadores e fãs de música a viverem suas paixões de uma forma inovadora e interseccional. O show do Marshmello que aconteceu no Fortnite é um exemplo perfeito de conversão de duas diferentes abordagens que gerou um novo formato criativo”, diz Klaw.

Estádio criado pela Verizon no Fortnite teve 14 milhões de visitas (Crédito: Reprodução)

Outro destaque foi o caso da Verizon. Aproveitando o Super Bowl deste ano, a empresa criou, em parceria com o Fortnite, o primeiro estádio com tecnologia 5G, imitando todos os detalhes do local do evento com ajuda da NFL. Este foi o primeiro grande experimento criado dentro do jogo e 14 milhões de pessoas visitaram o estádio. “Percebemos que os games não vão permitir que as marcas entrem nos seus mundos a não ser que seja criando algo extremamente inovador. Se você fizer algo que nunca foi feito antes, eles não se importam de trabalhar com as marcas se realmente trouxerem um benefício para a comunidade. No caso da Verizon, essa foi provavelmente a ação mais bem sucedida que eles fizeram no Super Bowl”, conta Chamberlain.

Apesar dos eventos online proporcionarem maior acessibilidade para o público, maior interação e a possibilidade de ir mais a fundo no conteúdo, após mais de um ano, as pessoas estão saturadas. Os dados de dezembro de 2020 mostram que 29% das pessoas estão exaustas de aparecer em vídeos e verem seus rostos, 30% sentem uma socialização forçada e 32% se incomodam com o fato de só uma pessoa poder falar por vez. Além disso, com a vacina, a ansiedade da população para o retorno a normalidade aumenta. A pesquisa, realizada em março deste ano, mostrou que 84% dos entrevistados dizem não ver a hora de gastar dinheiro em experiências que os tirem de casa, 65% já estão planejando viagens e 48% dizem que voltarão para eventos presenciais em um mês ou até mesmo antes depois de serem vacinados.

Futuro dos eventos 

Após este longo período de isolamento, os especialistas dizem que os eventos sofrerão uma mudança de propósito: o que antes era visto como uma oportunidade de contato social, agora estará muito mais ligado ao lado emocional, experiências que proporcionem dopamina e façam as pessoas sentirem propósitos em suas vidas. Sobre o futuro, o evento destacou quatro pontos essenciais.

Em primeiro lugar, os especialistas pontuaram que as expectativas estarão mais altas em qualquer experiência, não existirá uma volta para o normal, mas sim uma “volta para algo melhor”. O segundo ponto confirma que os formatos híbridos chegaram para ficar, pois o virtual atende necessidades do presencial e, com isso, o importante não é mais a tecnologia, mas, sim, em como a sua ideia irá usá-la. A ideia precisará se preocupar com essa terceira camada que passa a existir entre o real e o virtual.

A terceira constatação é de que os games chegaram no público mainstream como escapismo da realidade e, com isso, os consumidores tendem a engajar com as marcas no universo virtual através de experiências imersivas de maneiras nunca antes pensadas, como nos casos do Fortnite. A quarta é que os dados proporcionam experiências mais personalizadas e dinâmicas e, com isso elas, precisarão ser hiperpersonalizadas individualmente e em tempo real.

Diante deste novo cenário, Klaw e Chamberlain concluíram dizendo que as empresas precisam se questionar três coisas: se estão se preocupando com a ideia ou com a tecnologia, se suprirão uma necessidade emocional ou de status e se possuem um time integrado de experts para desenhar experiências em um mundo

Carolina Huertas – 15 de abril de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2021/04/15/o-futuro-da-experiencia-no-cenario-pos-pandemia.html

Marketing 2021: Conhecimento, digitalização, jornadas não-lineares

onhecer os hábitos do seu consumidor se torna imperativo


(Crédito: Bagira22/iStock)

Olhando para as mudanças que 2020 nos apresentou, fazer previsões para um novo ano parece uma tarefa aparentemente impossível. No entanto, é possível identificar e analisar tendências e, principalmente, buscar a adaptação e a melhoria. No texto a seguir, trago reflexões sobre alguns movimentos que vão influenciar a forma de atuação dos profissionais de marketing neste ano.

O otimismo da retomada foi envolto na névoa de uma segunda onda da pandemia, e as decisões de departamentos de marketing têm-se assemelhado a outros temas de negócio frequentemente discutidos, como uma possível volta aos escritórios. Tudo tem sido feito de uma forma mais cautelosa e tímida, processos de decisão e compra são mais longos, e isso deve continuar.

Traduzindo estes movimentos para o meu universo, que é o espaço B2B, tudo está sendo repensado. Por exemplo: era comum fazer um webinar, que um potencial cliente assistiria e, posteriormente, seria convidado para um evento sobre o mesmo tema. Ou seja, havia a interação presencial. Tudo isso morreu.

Neste contexto das jornadas de compra reinventadas depois da Covid-19, conhecer os hábitos do seu consumidor se torna imperativo, bem como a automação de marketing, que tem um papel muito mais preponderante do que sempre teve, exatamente por conta das jornadas não-lineares.

Com esse pano de fundo em mente, cito três áreas de foco para o marketing em 2021:

1. Desenvolver conhecimento sobre o cliente

O primeiro movimento importante e estratégico em que as empresas devem focar é na antecipação de necessidades do cliente em projetos e propostas. Aqui, informação é chave para entender o cenário de quem se atende, as dores atuais de indústrias em um cenário em constante mudança e adaptação, desafios que podem ter sido trazidos pela pandemia. O objetivo tem que ser entender como, em nossas funções, podemos ajudar esses clientes a vender.

2. Entender a jornada de digitalização da organização

Para desenvolver ações de marketing, será cada vez mais crítico entender como a empresa em questão se situa em seu processo de transformação ou evolução digital, e os desdobramentos disso em sua cadeia de supply chain. Entre estes desafios, podemos incluir processos de manufatura, de atendimento e de retenção do cliente.

3. Usar o poder das jornadas não-lineares

Se no passado tínhamos funis de marketing muito bem definidos em que o potencial cliente se encaixava em um dos diversos pontos do processo de decisão, isso tudo mudou. Com os processos tradicionais tendo virado de ponta-cabeça, clientes buscam não só a ominicanalidade, mas também jornadas não-lineares para buscar produtos.

Para conseguir navegar nesta realidade, é essencial usar as melhores tecnologias e ferramentas para auxiliar o processo. Porém, o foco em automação e trazer para o âmbito digital muitas das coisas que aconteciam no marketing do ambiente físico não significa uma robotização da nossa essência.

O conceito de marketing H2H, ou seja, de humanos para humanos, é mais importante do que nunca. Existem muitas marcas fazendo isso de forma magistral, como Red Bull, Nike, Adidas, Adobe, e veremos mais companhias se esforçando para fazer algo parecido. A comunicação que realmente toca pessoas — e não uma massa de clientes, desconsiderando suas peculiaridades, saberes e demandas individuais e diversas — é um caminho sem volta

2 de fevereiro de 2021 – Kleber Wedemann – Diretor de marketing para América Latina do SAS – https://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2021/02/02/marketing-2021-conhecimento-digitalizacao-jornadas-nao-lineares.html

Primeiro, os dados

Lembro quando iniciei no mercado de tecnologia da informação. Lá, no longínquo ano de 1998, aqueles que possuíam as melhores listas de prospects tinham a oportunidade de fazer os melhores contatos e posteriormente realizar os melhores negócios. Empresas vendiam as famosas listas de contatos por valores que eram definidos conforme a qualificação desses dados. Por exemplo: as listas com nomes dos donos de empresas eram vendidas por quantias muito superiores quando comparadas com listas que possuíam somente o nome da empresa, endereço e o telefone comercial. Essas listas eram disponibilizadas em formato impresso, raramente em planilhas, e isso servia de insumo para os vendedores, um ótimo ponto de partida para realizarem contatos comerciais.

Eles buscavam por meio da qualificação dessas informações uma melhor taxa de conversão para cada contato realizado. Existia um verdadeiro mercado de listas de contato. Lembro de me perguntar na época como aquelas informações eram captadas, quem tinha acesso àquelas pessoas e redigia aquelas listas enormes para, posteriormente, comercializar aqueles dados. Em razão da dificuldade de organização de toda aquela informação, começaram a surgir no mercado empresas especializadas em softwares para gestão de força de vendas.

A Salesforce, por exemplo, foi fundada em 1999 com a oferta de um produto que ajudaria na gestão do relacionamento do clientes, fazendo uma organização dos dados desse processo todo. O software ganhou o nome de CRM (Customer Relationship Management) e posteriormente tornou-se um dos mais utilizados no mundo. O mercado dos dados já era uma realidade, fazia parte do dia a dia dos tomadores de decisão, criando um diferencial competitivo para as empresas que melhor organizavam aquela informação toda.

Aqui em 2021, os dados são coletados pela navegação na internet, das transações de compras de cartão de crédito em lojas físicas e no e-commerce. Atualmente, os sensores de presença em lojas físicas identificam os indivíduos por softwares de reconhecimento facial, associando essa informação a bases de dados integradas que permitem a análise da história completa de relacionamento do mesmo com a marca. A tecnologia da informação está à serviço da melhor gestão dos negócios.

A rastreabilidade da vida dos indivíduos tornou-se algo comum, gerando debates públicos sobre regras e leis para uso de dados pessoais. Dados desse tipo são considerados o novo petróleo, afinal eles são transformados em combustível para negócios. O ativo principal das empresas mais valiosas do mundo são os dados que elas administram. Quanto mais qualificadas as informações que possuem sobre seus consumidores, mais valiosas são essas empresas. Esse tipo de competência aplicada aos negócios tornou-se sinônimo de inteligência competitiva. Aqueles que possuem um potencial analítico mais desenvolvido são os que conseguem administrar de forma mais eficiente os dados dos seus consumidores, ou seja, criam melhores análises e assim podem tomar as melhores decisões.

Empresas com processos de gestão e análises de dados avançadas são mais competitivas. Elas administram melhor os rastros digitais e aprendem sobre a jornada dos consumidores em tempo real. Antes, tudo girava em torno dos registros individuais dos consumidores. Mas hoje os hábitos dos consumidores são o ativo mais valioso, afinal esse tipo de informação ajuda a prever o próximo passo do consumidor. É possível rastrear pessoas semelhantes e calcular quais vão adquirir um determinado produto e em qual momento, utilizando para isso modelos preditivos matemáticos com baixíssimas taxas de erro.

Sei que você está pensando que os modelos matemáticos podem falhar ao não considerar fatores externos, mas para aperfeiçoar esse processo as empresas estruturam áreas de inteligência de mercado que se assemelham muito ao Mission Control da Nasa, aquela sala que você já viu em vários filmes com centenas de telas monitorando em tempo real o lançamento de uma espaçonave. Nesses espaços, cheios de recursos tecnológicos, se reúnem matemáticos, estatísticos, programadores e especialistas da área, que realizam em tempo real os ajustes em suas análises, trabalhando na construção de modelos preditivos. Afinal, nada pode dar errado.

Margens apertadas, consumidores inseguros, mercados oscilantes, futuro incerto: certamente isso tudo faz parte da sua realidade. Para ajudar a enfrentar esses desafios, as áreas de dados estão sendo aperfeiçoadas em todos os negócios, em qualquer parte do mundo. Todos já perceberam que será necessário muita inteligência e precisão para tomar melhores decisões daqui para a frente. No meio do caos a intuição costuma vacilar, o que torna a ciência um recurso fundamental.

A expressão utilizada para determinar essas avançadas técnicas de análises que estão sendo realizadas é Ciência de Dados, uma mistura de tecnologia (Big Data), negócios (business analytics) e exatas (math), e essa área de conhecimento tornou-se uma prática imprescindível para as empresas mais inovadoras do mercado, pois ali são realizadas análises avançadas sobre consumo e mercado, por exemplo. Com tanta informação disponível, momentos constantes de stress e muitas dúvidas, a única certeza é que gerir o futuro baseando-se somente em premissas empíricas, que costumam retratar somente o passado, é algo muito perigoso.

Novas técnicas analíticas são fundamentais para analisar o passado, observar o presente e projetar o futuro, sempre apoiadas pelas opiniões de especialistas de negócio e aceleradas por recursos tecnológicos acessíveis. Uma tomada de decisão baseada em intuição é algo muito frágil, uma vez que os dados qualificados, informações organizadas e visualizações acessíveis podem trazer para profissionais e executivos os subsídios para dar suporte instantâneo para as decisões complexas.

Data first é uma premissa que deveria fazer parte dos hábitos de qualquer profissional nos dias de hoje. Antes de qualquer coisa, é fundamental olhar para os dados. As empresas mais ágeis do mercado já utilizam as análises como um recurso self-service, ou seja, qualquer indivíduo, de qualquer parte da empresa, tem recursos suficientes para fazer suas próprias análises, sem a necessidade de intermediários nesse processo. É isso mesmo: um área de analytics ou business intelligence não terá condições de suprir as necessidades informacionais de todos os tomadores de decisão da empresa – não na atual velocidade do mercado. Todos os profissionais precisam ter os dados, ferramentas e habilidades necessárias para realizar suas próprias análises. Não estou falando do futuro, e sim como as empresas mais inovadoras e competitivas do mercado estão atuando agora, democratizando o acesso à informação e os recursos analíticos, para assim aumentar o poder de decisão dos seus colaboradores.

Comecei esse texto falando de listas de contatos, que possibilitaram uma melhor qualificação de clientes por meio de dados não automatizados. Lá os softwares começavam a ser usados para uma gestão otimizada, gerando valor tanto na abordagem quanto para o relacionamento com o mercado. Em resumo, a boa utilização dos dados sempre foram um diferencial competitivo.

As premissas fundamentais continuam sendo as mesmas, mas em um cenário de mundo totalmente conectado, com dados disponíveis em tempo real, informações qualificadas ao alcance de todos, que podem contar com softwares para automatizar todos os processos, além de algoritmos de recomendação para coisas como melhores rotas e ofertas, e Inteligência Artificial já realizando uma boa parte das atividades repetitivas que precisavam ser executadas por humanos.

Tornou-se inviável evoluir o negócio sem tecnologia da informação e capacidade analítica. Daqui para a frente, será impossível competir utilizando recursos analógicos e empíricos contra sistemas avançados e inteligência analítica. Então, deixo uma questão no final desse texto para sua análise: atualmente, você e os tomadores de decisão do seu negócio olham primeiro para os dados antes de tomar uma decisão?

Para saber mais sobre o assunto e entender os níveis de maturidade analítica das organizações brasileiras, acesse o estudo do Cappra Institute (clique aqui).

24/03/21 – Ricardo Cappra é pesquisador de cultura analítica, fundador do Cappra Institute for Data Science e parceiro da Campus Party.Primeiro, os dados | Mercado&Consumo (mercadoeconsumo.com.br)

Omnichannel: melhores estratégias e tendências

Em 2021, 49% dos consumidores pretendem mesclar suas compras entre ambientes online e lojas físicas. Em 2019, esse número era de 29%. A constatação, da pesquisa Jornada omnichannel e o futuro do varejo, realizada pela Social Miner em parceria com a Opinion Box, revela que os consumidores buscam uma jornada de compras omnichannel, com convergência entre o varejo online e físico.

C&A conta com uma estratégia omnichannel desde 2015 (crédito: Rodrigo Paiva)

A C&A é uma empresa omnichannel desde 2015, quando lançou seu e-commerce e começou a entender que a integração e complementaridade do online e do off-line são fundamentais para o modelo de negócio da companhia e para seus clientes. “Quando pensamos nas novas gerações de consumidores, que estão cada vez mais conectados e informados sobre o que consomem, temos que considerar que este novo consumidor é omini, assim como a sua jornada de consumo”, comenta Mariana Moraes, gerente sênior de marketing da C&A Brasil.

No início de 2020, a companhia acelerou a transformação digital e omnichannel da marca. “Alinhado a este objetivo, lançamos a assinatura ‘C&A, Muito On, Muito Eu’, no qual nos posicionamos como uma marca que além de gerar identificação imediata com a cliente, também está presente com ela em diferentes canais 24 horas por dia”, reforça a gerente.

Nos últimos anos e, principalmente, no ano passado, por conta da pandemia, o consumidor brasileiro passou a incorporar novos canais e pontos de contato com as marcas em seu processo de decisão de compra. Além disso, passou a procurar por produtos que atendessem suas necessidades específicas e atuais. Pensando nessa questão de personalização da jornada de compra, ainda em 2020, a C&A lançou sua assistente virtual, que recomenda produtos e ajuda os clientes a escolherem e a montarem os looks. “Neste momento, a iniciativa opera em formato piloto no e-commerce para produtos do Projeto Minse7, via chat box, mas a previsão é expandi-la, em breve, para outras categorias e coleções encontradas no site”, revela Mariana.

De forma geral, a pandemia acelerou a transformação digital. “Quando as pessoas têm a opção de fazer compras online e receber um bom atendimento, definitivamente, tendem a fazer compras digitais”, afirma Anand Venkatraman, vice-presidente de parcerias globais da Freshworks, empresa fornecedora de softwares de engajamento entre clientes e funcionários.

Tendências no omnichannel
A pesquisa mostra que, este ano, 52% dos consumidores pretendem comprar online e retirar nas lojas físicas; 50% esperam poder contar com serviços alternativos, como drive-thru nos shoppings; e 52% esperam poder continuar consumindo pelo WhatsApp e Instagram.

No ano passado, a C&A adaptou o serviço de Clique & Retire para Clique & Retire Drive Thru, por conta das medidas de distanciamento social. “Essa modalidade de compra que oferece a possibilidade da cliente realizar suas compras no e-commerce, via site ou aplicativo, e retirá-las de carro em loja física localizada em shopping center da sua preferência, com todos os cuidados e medidas de segurança exigidas pelos órgãos de saúde, sem precisar sair do veículo”, diza gerente da marca, reforçando que o serviço foi lançado em 90 lojas e, posteriormente, ampliado para 200.

Tiago Cardoso, diretor-geral para a América Latina da Criteo, acredita que, com a pandemia, muitos consumidores optaram por opções de compras alternativas e convenientes, por meio online e retirada na loja. “Podemos esperar que essa tendência continue e que o futuro do varejo dependerá de encontrar os consumidores onde estão, seja online, na loja ou em algum lugar no meio desses ambientes. Os profissionais de marketing devem se concentrar em equilibrar uma presença online e física para se conectar com os consumidores em todos os ambientes e construir um relacionamento duradouro no novo normal”, reforça. O executivo tem a expectativa de que assinaturas digitais e pagamentos sem contato continuem como tendência nos próximos anos, à medida que as empresas capacitam os consumidores a acessar produtos e serviços à sua própria maneira.

Outra tendência que permanecerá será a adoção de dispositivos móveis e aplicativos. Um estudo da Criteo constatou que as vendas por meio de aplicativos mobile já representam quase metade do total de transações online registradas no Brasil e no mundo. No quarto trimestre de 2020, os varejistas com um aplicativo de compras viram as vendas no aplicativo aumentar de 42%, ante 33% no mesmo período do ano anterior. “Embora esse canal já estivesse acelerando antes de 2020, a pandemia aumentou os downloads de aplicativos e o engajamento in-app, à medida que os consumidores passavam mais tempo em suas casas. Estamos mudando rapidamente para um mundo que prioriza os dispositivos móveis e os profissionais de marketing que não ajustarem seus planos de acordo terão um impacto significativo em seus negócios”, ressalta Cardoso.

Melhores estratégias omnichannel
“A chave aqui é que as empresas se envolvam com os clientes da mesma forma que fariam em uma loja física”, avalia Venkatraman, da Freshworks. Estar no canal de escolha do cliente é importante para as empresas e, com as soluções CX existentes no WhatsApp e nas mídias sociais, há uma mudança interessante no comportamento do cliente, que deve acelerar ainda mais, mesmo depois da pandemia. O executivo observa que ter uma visão unificada do cliente é um imperativo para que as empresas forneçam às equipes que lidam com o cliente o contexto certo. “Com o contexto certo sobre o problema do cliente, essas equipes de engajamento do cliente podem ter conversas significativas que resultam em melhor experiência do cliente (CX)”, completa.

“O novo normal mudou completamente as atitudes e o comportamento de compra dos consumidores, apresentando mais formas de comprar do que nunca. Enviar a mensagem certa, para a pessoa certa, na hora certa, no dispositivo certo, é a fórmula vencedora agora. Isso não apenas ajuda no reconhecimento da marca, mas também na consideração do produto e, por fim, na conversão e fidelidade”, ressalta Cardoso, da Criteo. Os anunciantes podem sustentar esse impulso implementando estratégia omnichannel que entrega uma mensagem unificada. “Uma maneira de fazer isso é usando dados da loja física e online para fornecer aos consumidores uma experiência de compra personalizada e perfeita em todos os canais com os quais se envolvem. Criar uma experiência consistente e única para o comprador mostra que uma marca está disposta a atendê-lo onde está, tornando mais fácil para ele conseguir o que precisa, independentemente do ambiente em que esteja comprando”, afirma.

**Crédito da imagem no topo: Ajwad Creative/iStock

Amanda Schnaider – 26 de março de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/03/26/omnichannel-melhores-estrategias-e-tendencias.html

Marcas na rede: como aproveitar melhor o TikTok

Embora recente no dia a dia das marcas, o TikTok está caminhando cada vez mais para ser uma plataforma de mídia estratégica. Em 2020, a empresa começou a comercializar formatos publicitários na plataforma. Já neste ano, a plataforma TikTok For Business chegou ao Brasil e, junto dela, um time preparado para atender as agências e anunciantes interessados no diálogo com o público das gerações Y e Z, majoritários no aplicativo da Bytedance. Em detrimento dessa movimentação, o mercado de agências e anunciantes já tem melhor estruturado o que cabe ou não no ambiente.

(Crédito: Solen Feyissa/Unsplash)

Para Patrícia Patricia Colombo, diretora de conteúdo da WMcCann, o aplicativo começou a ganhar a atenção das marcas em 2019, quando a geração Z começou a se apropriar do espaço. Naquele momento, a abordagem dos anunciantes era de testar e aprender. Porém, foi em 2020 que a plataforma se consolidou como oportunidade, até por conta do seu aumento no número de download em decorrência da pandemia e a expansão da faixa etária — o que permitiu mais publicitários entenderem o valor do aplicativo, que antes era muito nichado.

“A distância geracional, acredito, é uma dos aspectos mais divertidos da nossa profissão. Porque aí você mergulha naquele universo buscando entender como os jovens de hoje se comunicam, e constata que você está cada dia mais distante dos seus 15 anos (risos), inclusive no mindset criativo – até porque o espelho entrega a diferença física todos os dias pra gente”, brinca.

De acordo com Pedro Balle, creative copywriter na Africa, o TikTok detém uma dinâmica que já vem sendo atrativa na visão das marcas: o user-generated content. Esse tipo de conteúdo exige que os anunciantes cedam um pouco do controle. “Ao tentarem estimular conteúdo gerado pelo usuário, as marcas tiveram que abaixar um pouco a guarda sobre as linhas guias do seu conteúdo e confiar num conteúdo mais solto. Quando a sua peça de comunicação é gerada por um usuário, não dá pra ter o controle preciosista de como ela vai ficar. Então, se torna necessário confiar que o potencial criativo de quem vive dentro da plataforma pode, sim, ser mais acertivo do que o de quem vive dentro do escritório”, explica.

Um exemplo de presença a partir de um conteúdo criado pelo usuário que não teve uma marca diretamente envolvida foi o vídeo do usuário Doggface (Nathan Apodaca) andando de skate e consumindo um suco da marca Ocean Spray ao som de Dreams, do Fleetwood Mac. O vídeo viralizou e fez a música dos anos 1970 voltar para o Top 10 da Billboard. A marca, por sua vez, enviou mais de seus produtos ao skatista e se uniu a ele para uma campanha no TikTok para o Super Bowl, em que o usuário convidava o público a fazer sua própria coreografia com uma garrafa do suco.

“Sinceramente, eu ainda acho bastante difícil cravar receitas sobre o TikTok. O que eu acredito é que as marcas devem entrar da maneira mais natural possível. Antes do viral do Doggface ao som de “The Dreams”, do Fleetwood Mac, já existiam conteúdos com trilhas de hits de outras décadas, mas nenhum ainda tinha ganhado esse peso. Foi o vídeo-selfie do skatista curtindo esse clássico maravilhoso e a sensação de leveza e liberdade que o conteúdo transmitia (em um período complicado de pandemia em que ambas nos foram cerceadas) que garantiu a conexão direta das pessoas que assistiam ao material. E ali estava a golada prazerosa no suco de cranberry da Ocean Spray. Resultado: a marca em todos os lugares e uma faixa de 1977 no top 10 da Billboard em pleno 2020”, argumenta Colombo.

Além do conteúdo gerado pelo usuário, Balle propõe que a plataforma entrega engajamento profundo dos usuários e não se restringe ao like. Além disso, ele considera que o próprio TikTok criou formatos atrativos para as marcas, “inclusive financeiramente, já que entregava para um público imenso com um valor bem acessível”, explica.

Ao Meio & Mensagem, os executivos dividiram suas opiniões sobre as melhores práticas para uma boa presença de marca na plataforma.

Estar no aplicativo
Para entender a dinâmica e o que funciona no aplicativo, só acompanhando o conteúdo ali em tempo real. Mesmo que, a princípio, não pareça claro a graça da plataforma, conforme o tempo é possível perceber tendências e segmentos de público.

Se inteirar de sons
O TikTok é um aplicativo que tem o som como um dos seus principais conteúdos. O público usa ele para replicar um meme ou dança. Alguns chegam a virar parte de “challenges”, que são as tendências do momento. Portanto, é interessante estar por dentro das músicas novas e conhecidas do público jovem.

Autenticidade no branded content
O objetivo é ser o mais natural possível na plataforma, mas as marcas podem aproveitar de um branded content com roteiro divertido, que transmita a mensagem contextualizada em vídeos de desafios, humor e tutoriais.

Usuários
Confiar no potencial das ideias e na boa fé dos usuários e usá-los para criar conteúdo, como em product placements e ações com creators que dominam a linguagem nativa e testam a plataforma diariamente.

Originalidade e exclusividade
Criar conteúdos para o TikTok e não apenas réplicas de conteúdos feitos para demais formatos de mídia. O primeiro movimento das marcas foi o de tratar a rede social como espelho das demais.

Thaís Monteiro – 26 de março de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/03/26/marcas-na-rede-como-aproveitar-melhor-o-tiktok.html

As diferenças entre salestechs e martechs

Aumento de produtividade e retenção de leads são algumas das consequências do uso de tecnologia, aliada dos executivos e gestores de marketing e vendas, em negócios. Se, por um lado, os avanços digitais deram novas habilidades e desejos aos clientes, por outro, auxiliam marcas a criarem relações mais genuínas com seus consumidores. Neste contexto, martechs e salestechs ganham, cada vez mais, destaque e ajudam a impulsionar os resultados dos mais diversos setores econômicos.

Segundo o estudo “The LinkedIn State of Sales Report”, realizado em diversos países em 2020, nos últimos dois anos, por exemplo, o uso de ferramentas de sales intelligence cresceu de 28% para 34% nas organizações. Além disso, ainda de acordo com a pesquisa da rede social profissional LinkedIn, 77% dos vendedores estão investindo em vendas e reuniões virtuais e 51% já usam os dados a fim de aumentar a performance de suas vendas.

Já no campo do marketing, segundo a Statista, focada em dados de mercado e consumidores, o número de soluções tecnológicas cresceu de 150, em 2011, para mais de 8 mil, no ano passado. Em 2020, US$ 121 bilhões foram investidos, globalmente, em martechs. Para José Sarkis Arakelian, professor de estratégias de marketing do curso de administração da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), “martechs, captação, trabalho, análise e inteligência de dados já são, há alguns anos, realidade em absoluta expansão, tanto em companhias globais como locais”. Além disso, um estudo realizado pela Gartner mostra que, em média, 26% do orçamento disponível para uma equipe de marketing é destinado às martechs.

De acordo com o professor, a pandemia do novo coronavírus e a aceleração no processo de digitalização reduziram o tempo de maturação das tecnologias, o que vem quebrando as barreiras culturais corporativas de utilização ferramental. Assim, afirma, as plataformas de salestech ganharam evidência e servem, cada vez mais, como potencializadoras do trabalho remoto e as martechs passaram a ocupar um espaço ainda mais central na proposição de soluções.

Martechs e salestechs ganham ajudam a impulsionar os resultados dos mais diversos setores econômicos (crédito: Mikael Blomkvist/Pexels)

Salestech: o que é e como se aplica
As salestech (sales technology ou tecnologia de vendas) são empresas ou tecnologias inteligentes focadas no desenvolvimento de soluções e ferramentas para a área de vendas. Segundo Fernando Ribeiro dos Santos, CEO da Circle Aceleradora, ajudam a aumentar, consideravelmente, as compras e diminuir os esforços em torno da oferta de produtos e serviços. “As salestechs estão à frente das vendas. Mas, não de vendas comuns, que demandam grande capacidade da equipe na interação com o cliente e a força de vontade do vendedor como a única ferramenta disponível para o sucesso da ação. Está à frente de vendas mais eficientes, atendendo a demanda dos consumidores”, explica.

Entre as vantagens das salestechs, estão: aproximação com o cliente no momento da venda, banco de dados atualizado de leads, interação personalizada no pré e pós-venda, capacitação de equipes e otimização de tempo.

Martech: o que é e como se aplica
Por sua vez, as martechs (marketing technology ou tecnologia de marketing) permeiam startups ou soluções que relacionam tecnologia ao marketing. “São plataformas com o escopo mais amplo, usadas para criar, atender e desenvolver experiência ou jornadas que possibilitem uma organização a conquistar, engajar e reter clientes”, diz José.

As soluções de martechs podem ser aplicadas via ferramentas de automação de marketing e vendas, CRM (customer relationship manager), e-mail marketing, web analytics, geomarketing, pesquisa de mercado, gestão de mídias sociais, eventos, mobile marketing, SEO (search engine optimization), trade marketing e outros.

Com a tecnologia, o marketing passou a levar, para dentro de suas estratégias, mais escalonamento e assertividade. “O marketing, anteriormente, voltado, exclusivamente, para venda de produtos e serviços, passou a ser totalmente centrado no ser humano”, afirma Fernando. Assim, por meio do conhecimento acerca de valores, expectativas, necessidades e hábitos dos clientes, a área consegue fortalecer relacionamentos e a conversão, o que gera mais possibilidades de relevância e engajamento para os consumidores e maior potencial de impacto financeiro para as marcas.

Digitalização e inteligência
As salestechs e as martechs ainda são um mercado novo no Brasil, diz Fernando. No entanto, adiciona José, a integração de serviços em plataformas mais completas, complexas e complementares tende a sobressair: “As fronteiras entre os ecossistemas e as definições de escopo serão mais porosas”. O avanço das salestechs, com o trabalho remoto e a aceleração da digitalização, será ainda mais incorporado pelas marcas e o potencial das martechs, reforçado. Os diversos pontos de contato e intersecção trarão informação para a inteligência das companhias, com dados mais granulares das jornadas de compra, “detalhando táticas mais e menos efetivas para uma maior diversidade de segmentos de consumidores, retroalimentando a base”, explica o professor.

*Crédito da foto no topo: Johannes Plenio/Pexels

Victória Navarro – 22 de março de 2021 https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/03/22/as-diferencas-entre-salestechs-e-martechs.html

Compras e entretenimento: como fazer do “shoppertainment” a sua estratégia digital

Num cenário em que a pandemia (e os efeitos causados por ela) ainda tendem a estar presentes no cotidiano das marcas, a reinvenção tornou-se fundamental.

E, apesar de tudo que tem sido feito, como vendas por WhatsApp e redes sociais, coleta por drive thru e lojas funcionando como mini centros de distribuição, ainda há muito mais que pode ser feito. Não apenas para que as vendas continuem acontecendo, mas para que a conexão com as marcas não se perca e o consumidor continue estreitando laços de novas e inusitadas formas.

Tornar as compras divertidas ainda é possível mesmo com lojas fechadas, e vou te contar como. Trata-se de um fenômeno que o mercado tem chamado de “shoppertainment” – um misto de “shopping” com “entertainment” ou seja, compras e entretenimento.

O que você acha de ingressar num universo paralelo, um mundo virtual que replica a realidade por meio de tecnologia usando artifícios como Realidade Virtual e Realidade Aumentada? É isso que algumas marcas têm feito – um mergulho no chamado “Metaverso”.

Um mundo completamente virtual, em que você pode usar roupas de marca e entrar em lojas que não existem na vida real, mas para comprar mercadoria física. Um misto de design, cultura, conteúdo desenvolvido por empresas de tecnologia para o ingresso das marcas em jogos e outras plataformas. Em 2020, a marca de moda de luxo Balenciaga revelou sua coleção outono/inverno 2021 dentro do jogo “Afterworld – A idade de amanhã” em parceria com a Epic Games’s e a empresa de software Unreal Engine. E não precisa ir longe: o McDonald’s, ou Méqui, replicou o seu restaurante número 1.000 dentro dos jogos “Minecraft” e “The Sims 4”. Nele, os jogadores poderão fazer os pedidos para o McDelivery.

E, se você precisa de uma dose extra de personalização e humanização, o live commerce tem se mostrado tanto uma ferramenta de engajamento quanto de resultados. Muitas marcas têm usado plataformas de live streaming para fazer tanto eventos abertos ao público quanto consultorias e atendimento 1to1. Por meio dessa tecnologia, a marca consegue, em meio à transmissão ao vivo, direcionar o cliente para comprar o produto no mesmo momento, na mesma plataforma. E como a construção de conteúdo é conjunta – marca e consumidor -, a conexão real é imediata. É a humanização do e-commerce. Algo tão desejado pelos varejistas nos últimos tempos.

Outra tendência que evidencia ainda mais a necessidade de presença digital e de forma que chame a atenção do consumidor é o “discovery shopping”, ou seja, um varejo de descobertas que acontece nas redes sociais. Durante a pandemia, ficou evidenciado que muitas marcas, antes desconhecidas, passaram a ganhar relevância justamente por uma presença digital mais massiva. O discovery shopping gira em torno de guiar a jornada e fazer com que a empresa vá aonde quer que os consumidores estejam procurando por descobertas e pesquisando por inspiração. Segundo dados da Euromonitor, 48% dos consumidores globais descobriram novas marcas usando a rede social – primeiro pelo Facebook e, em segundo lugar, pelo Instagram – uma prova de que consumidores cada vez mais digitais estão priorizando a mídia digital em detrimento da mídia tradicional como um meio de descoberta de produtos.

E, já que estamos falando de descobertas, cada vez mais a interação por voz com dispositivos inteligentes se faz presente e merece a atenção das marcas. A estratégia por voz é atrativa por simplesmente se utilizar de um comportamento que o consumidor já tem – é algo natural. É simplesmente uma conversa. Para os usuários iniciantes, pode ser um pouco disruptivo demais comprar produtos usando apenas a voz, mas a partir do momento que essa barreira inicial é quebrada, a conveniência fala mais alto. E, mais uma vez, a construção de uma relação pessoal altamente valiosa com o consumidor pode ser construída. O voice commerce não é apenas uma ferramenta para simplificar transações; ele passa a fazer parte da vida íntima do consumidor. A tecnologia ainda é recente e precisa ser aprimorada, mas isso tende a evoluir, e rápido.

Só nesse texto eu trouxe quatro exemplos de como tornar as compras mais divertidas e em todas elas a presença digital é que está no foco. Num momento de lojas fechadas e restrições de circulação, levar conexão e diversão para os consumidores pode ser a diferença entre a sobrevivência e a decadência de uma marca. Qual opção você vai escolher?

Lyana Bittencourt – 12 de março de 2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/03/12/compras-e-entretenimento-como-fazer-do-shoppertaiment-a-sua-estrategia-digital/

Qual é a importância da segmentação no marketing digital?

Identificar os interesses e as características dos clientes e escolher as melhores mídias para estabelecer contato com consumidores são alguns dos passos para personalizar a comunicação no ambiente online. Com exclusividade ao ProXXIma, Alex Pinhol, fundador da agência de marketing digital Webfoco, aborda o papel de customização na criação de campanhas e os desafios em atingir a mais nova geração hiperconectada. “Não ter segmentação no marketing digital é como sair de olhos vendados, tentando cruzar uma cidade que você nem conhece”, diz.

Alex Pinhol, fundador da Webfoco (crédito: divulgação)

Segmentação no marketing digital
A segmentação é extremamente importante para o marketing digital. Não ter segmentação no marketing digital é como sair de olhos vendados, tentando cruzar uma cidade que você nem conhece. A segmentação é um dos pontos mais importantes para uma campanha dar certo, pois você saberá quem vai buscar e por onde. Por exemplo, para vender qualquer produto, é preciso seguir alguns passos. Primeiro, é preciso descobrir quem são os clientes. Segundo, com base em todas informações sobre o público desejado, pode-se personalizar a comunicação dos anúncios, landing page, site ou e-commerce. É importante que todos os pontos de contato sejam o mesmo e para o mesmo público. Terceiro, escolher as mídias que serão utilizadas para impactar o público. Para isso, pode-se trabalhar as ferramentas tradicionais, como Google, Facebook e Instagram, para personalizar o público e impactá-los. Também existem outras mídias mais avançadas, como Criteo, Afilio, Voxus, Cartstack, Proxy Media e DoubleClick, cada uma com uma função para impactar o segmento de pessoas que se quer, seja por interesse que os usuários mostraram na internet e as ferramentas capturaram, seja por uma busca direta pelo produto e assim por diante.

Não ter segmentação no marketing digital é como sair de olhos vendados, tentando cruzar uma cidade que você nem conhece

Inovação no marketing digital
Em 2020, mais de 40% dos brasileiros afirmaram ter aumentado as compras no digital, porque muitas empresas se atualizaram. A presença no digital foi causada por um efeito manada de milhares de lojas físicas, que estavam fechando devido a pandemia. Além dessa inovação, há as redes sociais. Um exemplo disso é a rede social ClubHouse, que está explodindo. Isso mostra o poder da voz, das buscas por voz, Google Home, casas conectadas e assim por diante. Nos próximos anos, ainda veremos uma explosão de novidades e inovações. E, as marcas ficaram de olho nisso.

Os millennials no centro da estratégia
Construir estratégias digitais para o público hiperconectado é um grande desafio, principalmente, porque todos já conhecem o digital e sabem que seus dados são analisados por grandes empresas digitais. Aquele impactado que, há alguns anos, as pessoas tinham, quando se deparavam com um remarketing, não existe mais. As pessoas querem ser impactadas, querem ser surpreendidas, com estratégias que elas possam interagir, sair do comum. E, por isso, quando vemos programas de TV, utilizando TikTok para votação, interações com Instagram e comerciais com QR Code, começamos a ter algo diferente. Para termos ideia, já existem tecnologias que mudam a homepage inteira de um site, conforme o seu perfil de compra, interesse e até hobbies. O pretinho básico nunca sai de moda, por isso as mídias básicas também não. Porém, se quer sair da caixa, comece a considerar as mídias que é possível interagir com seu público e trabalhe o omnichannel, caso tenha loja física e e-commerce.

As pessoas querem ser impactadas, querem ser surpreendidas, com estratégias que elas possam interagir, sair do comum

O futuro da customização
Já estamos em um nível que segmentamos além do básico. Há alguns anos, nem imaginamos ter acesso a dados financeiros, formação, se as pessoas que acabaram de ter filhos, se estão noivos, se gostam de chocolate e etc. Já existe inteligência artificial, que gera mais vendas online do que estratégias manuais. Bilhões de dados são transacionados, estudados e armazenados por grandes empresas de tecnologia, todos os dias. Por isso, o futuro será da segmentação, cada vez mais, cirúrgica e tecnologias impensáveis hoje, como a do Elon Musk que fez com que macacos jogassem videogame com o pensamento, ganhando publicidades.

Victória Navarro – 5 de março de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/03/05/qual-e-a-importancia-da-segmentacao-no-marketing-digital.html

Novo ‘P’ do Marketing: Proteção

Entidades de todos os segmentos passaram a implementar inovações e medidas voltadas para a mitigação das preocupações dos consumidores

Não é novidade que a pandemia da COVID-19 evidenciou a urgência das questões sanitárias e exigiu respostas imediatas também das empresas. Num piscar de olhos surgiu a necessidade de atender procedimentos de saúde e segurança ainda mais rigorosos. Dessa maneira, entidades de todos os segmentos as passaram a implementar inovações e medidas voltadas para a mitigação das preocupações dos consumidores.

Segundo a Euromonitor Internacional, a “obsessão por segurança” é uma das dez tendências que ditarão o comportamento do consumidor em 2021. Eficiência e limpeza já não são negociáveis, mas itens que mandam nas relações de consumo, haja vista que as preocupações evoluíram da higiene básica para a saúde geral.

Isso posto, os questionamentos em torno da origem e logística dos produtos e serviços elevaram os padrões de segurança. Para atender essa nova demanda, sugiram entregas por robôs e operações autônomas, os métodos de pagamento sem contato estão em alta pelo medo de lidar com dinheiro sujo, a demanda por aparelhos com desinfetantes e produtos de higiene cresceu exponencialmente.

Diante de tudo isso, sob o olhar de marketing, já não basta uma marca focar em apenas atender aos anseios dos clientes quanto aos tradicionais P´s de Philip Kotler (preço, praça, promoção, produto, pessoas, processos, posicionamento e performance). É necessário ir além dos tópicos centrais das estratégias do marketing mix e se transformar de acordo com as reais e atuais demandas dos consumidores.

Eis então que o marketing ganhou um novo “P”, o de proteção. E agora, mais o que nunca, à medida que os consumidores recorrem às suas necessidades diárias, as marcas devem evoluir e proporcionar uma experiência ainda completa aos seus clientes, inspirando também proteção em seus produtos e serviços desde a concepção até a entrega.

Dessa forma, conclui-se que uma marca com uma imagem confiável, que transmite segurança, demonstra respeito aos seus clientes, colaboradores e comunidade não só em seu discurso ou campanhas, mas em seu propósito, ações e atitudes, possui um ativo intangível para as empresas.

Por: Fernanda Dalben – 24/02 https://www.mundodomarketing.com.br/artigos/fernanda-dalben

“H-commerce”, o novo momento do e-commerce: do desejo por conveniência às experiências humanizadas

Não é novidade que os consumidores recorreram com mais frequência aos dispositivos com conexão à internet para manterem suas rotinas em meio aos desdobramentos que marcaram a pandemia da Covid-19. Por meio de diversas tecnologias, eles criaram e aceleraram novos hábitos de trabalho, estudo, prática de exercícios físicos, socialização e também de compras.

Os lockdowns e os inúmeros protocolos de segurança, que impuseram severas medidas e restrições físicas e de contato, naturalmente ocasionaram a digitalização forçada das empresas e exigiram uma adaptação rápida das suas operações, uma vez que houve um aumento sem precedentes das vendas online no varejo. Dessa maneira, surgiu uma grande oportunidade para que os consumidores pudessem experimentar o canal digital para fazerem suas compras. E, com ela, a concorrência se tornou ainda mais acirrada nesse ambiente, também puxada pelo crescimento exponencial de outros canais, como super apps, D2C (indústria vendendo direto ao consumidor) e marketplaces.

O anseio por conveniência (encontrar, comprar e receber o item desejado de maneira ágil e pelo melhor preço) e segurança ao mesmo tempo permitiu que os clientes pudessem adquirir praticamente qualquer bem de consumo com apenas alguns cliques em múltiplos canais sem precisar sair de casa. De fato, eles ganharam ainda mais velocidade, variedade e autonomia.

Com esses avanços tecnológicos, as empresas buscaram ao máximo automatizar seus processos interpessoais, tornando-os mais ágeis e, ao mesmo tempo, reduzindo os custos operacionais. Por outro lado, os clientes também passaram a ter desejo pelas conveniências do mundo pré-pandemia. Eles começaram a sentir falta de algumas comodidades que eram despercebidas antes do abalo nos seus hábitos de compra, como por exemplo, falar com representantes humanos, ler rótulos e obter informações, tocar e experimentar produtos, entre outros. Ou seja, hoje em dia, almejam a agilidade do serviço automatizado, porém com experiências cada vez mais humanizadas.

Isso posto, mais do que nunca agora é necessário que as marcas pensem além da conveniência que o online proporciona, mas na experiência total do consumidor. É fundamental que elas tragam soluções para a ausência de toque e do atendimento físico como forma de um diferencial competitivo. As estratégias desse ambiente agora precisam ser baseadas e centradas no fator humano. Eis que surge então um novo momento para o e-commerce: o “h-commerce”. E esse termo nos mostra que por trás da relação cliente e empresa existem pessoas (H2H – human to human).

É importante salientar que esse movimento é consequência do atual comportamento do consumidor, que busca transparência, personalização, entretenimento, propósito e maior conexão com as marcas com que se relaciona. Desse modo, inúmeras novidades e ferramentas surgem todos os dias a fim de tornar essa jornada de compra digital mais pessoal, humanizada e colocando o cliente ao centro dos negócios. Assim, empresas podem (e devem) se apropriar, por exemplo, do social commerce (por meio do live shopping e conversational commerce), uso de influenciadores e especialistas como impulsionadores de venda, contato pós-venda, dentre outros.

Nesse sentido, o consumo de vídeos por meio de transmissões ao vivo vem ganhando cada vez mais adeptos. O live shopping, também chamado de live streaming, acontece quando a tecnologia de transmissão em tempo real é utilizada com o objetivo de realizar vendas. Essa é uma maneira de proporcionar engajamento e interações reais de uma marca com os consumidores, uma vez que, além de promover entretenimento, torna factível mostrar os produtos/serviços de uma forma muito mais dinâmica e autêntica ao exibir suas características, detalhes, diferenciais e utilidades. E, de quebra, ainda é possível responder dúvidas ou fazer perguntas e enquetes diretamente aos espectadores. Ademais, agregar influenciadores, chefs de cozinha, artistas e especialistas como condutores e impulsionadores de vendas nessas ações, pode contribuir para atrair mais seguidores, além de agregar conteúdo relevante para manter o engajamento e, é claro, gerar conversão.

Na mesma linha, o conversation commerce é o uso de plataformas de bate-papo (chat online, por exemplo), aplicativos de mensagens instantâneas e até mesmo interfaces de voz que permitem dar assistência de maneira humanizada durante o processo de compra ou até mesmo finalizá-la. Dentre as principais vantagens desse tipo de interação, podemos destacar: esclarecer as dúvidas do cliente em tempo real e otimizar o tempo de resposta e remover as barreiras que dificultam uma conversão, gerar oportunidades de vendas. Isso tudo permite promover uma sensação ao consumidor de que, mesmo a loja sendo virtual, é composta por pessoas.

Por conseguinte, o atendimento pós-venda não se resume obviamente à solução de problemas, mas envolve também a construção de elos de relacionamento entre a loja virtual e seus clientes. Ações de e-mail marketing para pesquisa de satisfação e até mesmo ações em redes sociais são ótimas formas de não só, saber sobre a experiência de compra na loja, como também buscar o aprimoramento dos processos envolvidos na venda.

Vale ressaltar também que conhecer cada cliente por meio de dados gera um relacionamento mais próximo, mesmo virtualmente, pois é possível prever e entender comportamentos, hábitos e preferências, mapear padrões, expectativas e saber quais são as “dores” naquele momento de vida, além de personalizar a comunicação. Ter a empatia por quem que irá consumir seus produtos ou serviços é também oferecer características completas, informações necessárias e transparentes, além da possibilidade de permitir comentários e avaliações de outros usuários para facilitar a decisão de compra. Além disso, unir tudo isso ao entretenimento pode trazer resultados surpreendentes no quesito da experiência.

Por fim, ao analisar o cenário atual em que o consumidor é protagonista e escolhe marcas que estejam alinhadas ao seu propósito, é fato que ele quer se relacionar com empresas que tornem a sua vida mais prática, conveniente, fácil e feliz por meio de relações cada vez mais humanas. Dito isso, manter o cliente, ou então, as pessoas no centro dos negócios, não é um conceito novo, tampouco uma moda passageira. Trata-se de uma questão de sobrevivência para as marcas.

 de Fernanda Dalben – 17 de fevereiro de 2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/02/17/h-commerce-o-novo-momento-do-e-commerce-do-desejo-por-conveniencia-as-experiencias-humanizadas/