Arquivo da tag: O Boticário

Novidade na web: O Boticário lança plataforma com dicas e tendências de make

11 de Julho de 2017  

canal boti

O Boticário está com um novo projeto. Desejos de Make é uma plataforma criada para atender às necessidades da mulher brasileira por conteúdo sobre maquiagem. A iniciativa da marca vem ao encontro de uma tendência nacional de aumento nas buscas na internet por maquiagem, que cresceu mais de 26% em 2016. Para que o canal tenha uma produção antenada com os desejos femininos, os conteúdos são criados tendo como referência os interesses que são mais buscados sobre o universo de maquiagem no Google e no YouTube, ou seja, em sintonia com a intenção real das consumidoras.

O canal apresenta dicas e informações para que as consumidoras tirem dúvidas e estejam cada vez mais familiarizadas com produtos e técnicas para diferentes tipos de make, do dia a dia ao look de festa. Já nos primeiros vídeos, a plataforma traz conteúdos exclusivos, feitos em parceria com blogueiras e maquiadoras como Rayza Nicácio, Lorelay Fox, Mari Maria, Joyce Kitamura, Sadi Consati e Suelen Johann.

De acordo com Cristiane Irigon, diretora de comunicação e marca do Boticário, a empresa está comprometida em levar informação sobre o universo da maquiagem ao público e oferecer segredinhos e truques práticos para facilitar a rotina de beleza da mulher. “Já somos um dos 20 maiores players globais do segmento de beleza e acreditamos que sentir-se bonito é algo pessoal, intangível, um estado de espírito que se reflete externamente de forma positiva, independentemente de qualquer aspecto físico. Esta visão é o que guia o nosso jeito de fazer beleza’’, afirma a executiva.

Segundo José Porto, head do Google BrandLab, mais do que uma campanha, O Boticário desenvolveu uma plataforma que mostra o quanto a marca entende a consumidora e a dinâmica do digital e traz algo inovador e relevante que vai ser fundamental para dar continuidade a história de sucesso da marca. Desejo de Make já é um case global de BrandLab e uma referência de parceria de sucesso entre Google e marcas que pensam diferente e conseguem realizar”, afirma com orgulho.

Toda semana a marca vai disponibilizar novos vídeos, com truques e dicas para deixar a consumidora sempre por dentro das tendências e dicas de maquiagem.

As consumidoras interessadas em conferir os vídeos e saber mais sobre o universo de pincéis, sombras e afins poderão acessar o canal pelo link no YouTube.

http://adnews.com.br/internet/novidade-na-web-o-boticario-lanca-plataforma-com-dicas-e-tendencias-de-make.html

O Boticário lança nova estratégia de fidelização

Para fidelizar novos clientes, a varejista de cosméticos e produtos de beleza O Boticário anunciou o lançamento de um clube de relacionamento com seus clientes, denominado de Clube Viva O Boticário.

Através de uma plataforma multicanal, a empresa oferece aos sócios do clube conteúdos de beleza direcionados de acordo com o perfil de cada consumidor, além de sugestões personalizadas, baseadas em cruzamento de dados.

“A tendência de personalização de serviços costura essa troca entre O Boticário e seus consumidores na proposta do clube: uma vez realizado o cadastro no site, combinamos as informações de compra nas lojas, no e-commerce e nas pesquisas em nossos portais para oferecer uma consultoria personalizada de conteúdos de beleza, produtos e informações de acordo com o perfil de cada um”, explica Ana Ferrell, diretora de branding & comunicação de O Boticário. Os 12 milhões de clientes fidelizados pelo atual programa são os primeiros convidados a participar do novo clube.

Outro ponto a ser destacado é em relação à barreira do cartão físico que não existe mais, basta apenas o cadastro do CPF. Lá, pode-se consultar o extrato de pontos, simular descontos, conquistar prêmios e acessar conteúdos personalizados. “A novidade é a proposta de interação com a marca, sem que o usuário tenha feito qualquer compra. Essa é a essência do projeto: relacionamento que convida à participação com oferta de repertório no que fazemos melhor: a beleza”, disse a executiva em nota.

Fonte: DCI – Mercado & Consumo18 Ago 2013

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/mercado-consumo/o-boticario-lanca-nova-estrategia-de-fidelizacao

 

O presente e o futuro do Brand Content. Cases Coca-Cola e O Boticário

O brand content torna tênue as linhas que dividem informação, conteúdo, publicidade e entretenimento. Ferramentas tecnológicas, aplicativos, programas de televisão e eventos se unem em multiplataformas para levar mensagens como questões sócio-ambientais, entretenimento, cultura e serviços em nome das marcas. Para aumentar o engajamento com o consumidor, as verbas destinadas à divulgação convencional são cada vez mais divididas para atender também a produção de conteúdos próprios.

O desafio para as marcas é proporcionar conteúdo que conquiste a atenção de forma que o consumidor deseje a ideia antes do produto, em uma época onde o tempo é ativo mais escasso. Seguindo esta tendência, multinacionais como Jhonnie Walker e Red Bull abrem suas produtoras e diversificam as ações, com a formação, por exemplo, de equipes esportivas, como a de acrobacias aéreas Red Bull Air Race e de velejadores Jhonnie Walker and Sons Voyager. Coca-Cola e O Boticário, por sua vez, investem em ações sociais, realizadas por seus institutos, enquanto a Intel promoveu um show de rap para transmitir o conceito de seus novos processadores.

Este modo contemporâneo de pensar a comunicação das empresas e de seus produtos exige automaticamente um novo perfil de profissional de Marketing, mais criativo, capaz de entender o mercado e identificar a necessidade do cliente. “Marcas como Coca-Cola e Pepsi querem ativar o produto e o caminho pode ser colocar uma garrafa ou mobília no Américan Idol. Para a Nokia, que é conhecida na América, na Ásia e na Europa por nove em cada 10 pessoas, o que importa é como fazer esses indivíduos desejarem ter um telefone da companhia”, analisa Manuel Reis, Diretor de Conteúdo da Havas Sports & Entertainment, durante o Rio Content Marketing 2013, evento que aconteceu entre os dias 20 e 22 de fevereiro no Rio de Janeiro.

Comunicação tradicional X Digital
Em um tempo onde a programação televisiva não dita mais o horário em que o espectador estará em frente à tela, o diálogo do mundo digital ganha espaço. “Se no século XX as pessoas queriam as coisas que as empresas produziam, no século XXI as marcas precisam produzir as coisas que as pessoas querem”, diz Eduardo Camargo, Diretor Geral e Executivo-chefe de Operações da Mutato, no evento Rio Content Marketing.

Na comunicação tradicional, o planejamento do conteúdo era mais importante que a execução. Na era digital, as respostas precisam ser instantâneas. Antes o espaço para a divulgação era uma pausa na programação. No digital, não se interrompe nada e o conteúdo tem que ganhar relevância social para se manter em evidência. Quando uma ação de uma marca ganha afinidade com o público, conteúdos começam a ser gerados de forma espontânea. Foi o caso da Coca-Cola Zero que ganhou uma sátira do humorístico Porta dos Fundos. O episódio foi uma resposta a ação da marca de veicular nomes nas latas do refrigerante, que ganhou notoriedade internacional. A identificação do público que compartilhou o vídeo garantiu o topo entre os assuntos do Twitter e Facebook, além de popularizar a brincadeira durante o carnaval, com foliões fantasiados de Coca Zero.

Mais do que comunicar, a ordem agora é fazer o assunto render com o maior número possível de pessoas envolvidas em sua repercussão. Outro desafio é monitorar e gerenciar o avanço deste conteúdo após a sua divulgação. “A comunicação que fazíamos antes era como o boliche, o foco estava na preparação antes de lançar a bola. Enquanto a comunicação contemporânea com Facebook, Instagram e Youtube, por exemplo, é muito mais parecida com um fliperama, onde se lança a bola e o objetivo é mantê-la em campo o maior tempo possível. A publicidade está cada vez mais inserida nestas plataformas. Ninguém lê propaganda: as pessoas leem o que querem ler”, aponta Eduardo Camargo.

Intel mistura rap com processadores em evento
Para manter os seus conteúdos relevantes por mais tempo, as marcas precisam despertar a curiosidade do público. “É mais fácil conquistar o internauta quando ele encontra na fanpage da empresa algo que nunca esperaria. Essa geração busca coisas que possam ser compartilhadas em sua timeline. O segredo não é criar uma história e sim uma experiência, e depois deixar que os fãs façam o resto”, afirma Moacyr Netto, Diretor de Criação e Convergência da NBS.

Para gerar repercussão na entre os internautas na divulgação do conceito de seu novo processador a Intel decidiu investir em um evento musical aliado às suas redes sociais para engajar o público e transmitir o conceito do seu novo processador. Ao invés de uma propaganda tradicional, a empresa criou uma ação combinando o show e a internet para ganhar proximidade do público.

O desafio que ficou conhecido como “Processador humano” contou com a participação do rapper Emicida. Em um show para 150 mil pessoas, o artista improvisou versos com palavras enviadas por internautas pela fanpage e pelo Twitter, enquanto suas ondas cerebrais eram captadas por sensores e projetadas no fundo do palco. A maratona de rap obteve quase 2 milhões de visualizações no canal da Intel Brasil no Youtube e 1º lugar no trend topics do Twitter durante o evento.

A Oi também optou por gerar experiência para o consumidor e ganhar afinidade com o público como extensão de sua campanha de final de ano com o tema “Voltando a ser criança”. O filme para televisão, com visão varejista focava exclusivamente na venda de aparelhos. Para alcançar o coração do consumidor a empresa instalou um telefone “mágico”, que fala direto com a casa do Papai Noel em Ipanema, no Rio de Janeiro. As crianças que passavam pelo local tiravam o telefone do gancho e começavam a conversar com o bom velhinho que passava a sugerir várias tarefas. Ao longo da conversa a criança passava por surpresas como a visita de um duende, um presente de natal e a apresentação de um coral. A ação foi transformada em um vídeo no canal da companhia que já alcançou 3 milhões e meio de visualizações, após dois meses de publicado. O conteúdo recebeu 97% de aprovação, percentual que contraria a relação estremecida do brasileiro com as operadoras de telefonia móvel, que lideram o ranking de processos e reclamações no país.

Marcas investem em programas próprios
Um conteúdo completo é aquele que consegue reunir uma história, de forma dinâmica, além de ser capaz de fazer mais com menos. Boas narrativas sempre fizeram sucesso na história da humanidade. No Marketing, elas geram resultados contextualizando marcas com temas de interesse público como esportes, cultura e ações sócio-ambentais. “O conteúdo é o rei, mas a conversa e o contexto são as rainhas e todo mundo sabe quem de fato manda em casa”, diz Eduardo Camargo.

Jhonnie Walker e Red Bull encontraram na paixão por esportes a oportunidade de expor seus produtos. As marcas se inseriram em conteúdos que atendem os interesses de seu público alvo. A destilaria investiu em um programa de aventuras veiculado pelo canal por assinatura The History Channel , totalizando 10 horas de duração. No Jhonnie Walker and Sons Voyager, um grupo de velejadores explora as rotas das grandes navegações na Ásia.

A Red Bull aposta em vídeos de esportes radicais em diversas modalidades, como sky, paraquedismo , Fórmula 1 e acrobacias aéreas com a equipe Red Bull Air Race. A empresa investe mais em brand content do que em publicidade e visa desenvolver programas que possam ser utilizados como entretenimento em competições esportivas, lojas, restaurantes, eventos e ainda na televisão.

Conteúdo ligado ao social
Nas Olimpíadas de Pequim em 2008, a Coca-Cola realizou 25 ações de Marketing. Na competição de Londres, que aconteceu no ano passado, dispondo da mesma equipe, foram 250 ações ligadas aos jogos. Ainda como parte da sua estratégia de conteúdo, no Natal de 2012 a empresa levou filipinos que moravam longe de suas famílias para celebrar a data em seu país, junto a seus familiares. O resultado da ação foi um documentário que soma mais de um milhão de visualizações no canal da companhia no Youtube.

Outra associação que gerou grande visibilidade foi a distribuição de camisinhas na África. A marca aproveitou seu conhecimento de logística e Marketing para, através do Instituto Coca-Cola, se tornar a maior distribuidora de camisinhas e remédios para tratamento do HIV no continente, em parceria com o programa das Nações Unidas de combate à Aids. “Percebemos que em qualquer vilarejo dos países da África é possível encontrar uma garrafa de Coca-Cola, mas não eram todos os lugares que tinham acesso a medicamentos. Se os nossos veículos podem chegar lá, a saúde também pode. Resolvemos contribuir com nosso apoio de distribuição. Além de refrigerantes, o caminhão leva um serviço público”, conta Jonathan Mildenhall, Vice Presidente de Excelência em Conteúdo da Coca-Cola, durante apresentação no Rio Content Marketing 2013.

Com o mesmo raciocínio, O Boticário organizou em parceria com a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) um baile de debutantes para 17 jovens do morro da Providência, no Rio de Janeiro. A festa aconteceu no Museu Histórico Nacional com todas as aniversariantes recebendo cuidados de beleza fornecidos pela empresa, além de um kit com presentes das linhas de perfumaria e maquiagem. A marca também esteve no baile com um camarim para as convidadas se retocarem. O evento forneceu conteúdo para a produção de um documentário com o tema “Beleza que transforma”, fazendo um paralelo entre a realidade de erotização com que as adolescentes convivem e a importância do sonho.

Por Luisa Medeiros | 27/02/2013
http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/26832/o-presente-e-o-futuro-do-brand-content–cases-coca-cola-e-o-boticario.html

Gift Cards começam a ganhar popularidade no Brasil

Consumidor começa a quebrar barreira cultural e investir nos cartões na hora de presentear. Marcas utilizam o produto como forma de gerar fidelização e experimentação

Por Leticia Muniz, do Mundo do Marketing | 20/12/2012

gift cards,cartões presente,camicado,boticario

Largamente difundidos nos Estados Unidos, os Gift Cards vêm ganhando popularidade no Brasil. Os cartões são uma opção para quem quer presentear, mas tem medo de errar ou prefere deixar a outra pessoa livre na hora de escolher o seu próprio presente. Marcas como a Camicado e O Boticário investem na modalidade de compra e esperam por um crescimento constante desta forma de vender.

A loja de artigos para casa Camicado oferece os cartões-presente há três meses em seu portfólio de produtos. Trata-se de um plástico que pode ser carregado pelo consumidor com qualquer valor a sua escolha entre R$ 30,00 e R$ 1.000,00. A sugestão de oferecer o produto veio dos próprios clientes que muitas vezes pediam os gift cards nas lojas e no site da rede.

A ideia foi ampliar o leque para consumidores que ficam indecisos na hora de fazer uma compra. “Por mais que tentemos agradar nosso cliente, sempre tem aquele que fica em dúvida na hora de escolher o presente. Por isso, e depois de vários pedidos, decidimos disponibilizar o cartão”, explica Alexandre Medeiros, Gerente Financeiro da Camicado, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Cartão como opção para quem não quer errar

Na loja há dois tipos de consumidores: aquele que chega indeciso e não sabe o que comprar e o que vai ao estabelecimento em busca do gift card. O que não há dúvida, no entanto, é sobre a mudança na forma de pensar do brasileiro, que já não vê uma barreira tão grande em dar um cartão ou vale como presente.

Para divulgar o produto, a Camicado vem investindo em ações de Marketing no site e dentro das lojas físicas. “Também trabalhamos muito para lembrar aos nossos colaboradores para que eles não se esqueçam de oferecer aos clientes essa opção. Atuamos muito fortemente nas datas comemorativas. Ainda não temos dados compilados sobre estes três meses, mas podemos afirmar que a procura por este produto só vem crescendo e ainda deve crescer mais para o próximo ano”, conta Alexandre Medeiros.

Outra empresa que oferece a opção é a rede O Boticário, que disponibiliza os gift cards como uma forma de dar comodidade aos seus clientes. Nos últimos quatro anos, as vendas do produto nas lojas cresceram 70%. O plástico pode ser carregado de acordo com a vontade do comprador, com valores múltiplos de 10 entre R$ 30,00 e R$ 500,00. Como diferencial, a marca incorporou no cartão a fragrância de suas lojas, com uma combinação dos cheiros de cremes, loções e itens de perfumaria.

gift cards,cartões presente,camicado,boticario

Produto cada vez mais aceito Também no ramo dos gift cards, o Peela oferece cartões com opções voltadas para a diversão e entretenimento. A empresa conta com a parceria de diversos varejistas e está presente em mais de 150 pontos de venda no Brasil. Apostando no crescimento deste mercado, o Peela pretende emitir 1,1 milhões de cartões em 2013, chegando a 450 marcas parceiras e alcançando um faturamento de cerca de R$ 60 milhões.

O produto vem sendo cada vez mais aceito pelos brasileiros. “É uma quebra de barreira. As pessoas estão mudando aquela visão de que é ruim entregar um cartão no lugar do presente. A aceitação está crescendo a medida em que crescem os pontos de venda e o mix de produtos”, comenta Eduardo Almeida, Sócio-Fundador do Peela, em entrevista ao portal.

Muito mais de uma opção prática de presente, os gift cards podem ser usados pelas marcas como uma ferramenta de Marketing, relacionamento e fidelização. Isso por que, na maior parte dos casos, o consumidor que recebe o plástico não gasta apenas o valor que foi destinado, já que é difícil acertar no valor do presente a ser escolhido.

Outra questão é a forma de as empresas estimularem a visitação nos seus pontos de venda e aumentarem o ticket médio. “O presente em si faz com que esse vínculo seja menor. Os gift cards trazem quesitos que, se bem trabalhados, agregam muito para as marcas. É também importante lembrar que os vales deixam as sensações e as lembranças, aquilo que chamamos de dádivas de marca. O que precisa é apenas uma mudança cultural para que o brasileiro passe a assimilar melhor este produto e as marcas possam usufruir de todo o valor agregado que há neste processo”, afirma Marina Pechilvanis, Sócia-Diretora da Umbigo do Mundo, especialista no assunto e colunista do Mundo do Marketing.

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/26302/gift-cards-comecam-a-ganhar-popularidade-no-brasil.html

Geomarketing amadurece no Brasil e conquista mercado

Utilização de ferramentas ligadas à localização geográfica se torna eficaz para marcas já consolidadas e outras que estão se colocando no mercado pela primeira vez

Por Isa Sousa, do Mundo do Marketing | 18/12/2012

Geomarketing,Marketing Geográfico,geolocalização,planejamentoO Geomarketing está em um momento crucial no Brasil. Utilizado de forma amadora há 20 anos, o uso de ferramentas de localização geográfica evoluiu e alcançou importância dentro da estratégia de expansão das empresas. Não é por acaso que grandes grupos como Coca-Cola e O Boticário usam o Marketing Geográfico e pequenas e médias empresas já começam a mirar em sistemas de busca com foco na geolocalização.

Parte da possibilidade de expansão do Geomarketing se deve ao avanço da tecnologia e até mesmo à popularização de ferramentas de localização. Nesse sentido, ganham destaque os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e plataformas do Google, como o Google Earth e o Google Maps. O avanço na área de Tecnologia da Informação (TI) também é outro fator, que permitiu a grupos privados o desenvolvimento de programas e sistemas que direcionam as marcas para suas áreas de atuação.

Os setores, inclusive, são os mais variados possíveis. Entre os que mais se valem de estratégias relacionadas ao Geomarketing atualmente estão o bancário, o varejista e o imobiliário. “A semelhança entre eles é que a concorrência é muito acirrada e, ao mesmo tempo, todos têm a gestão de TI bastante parecida. Nesse caso, a mudança de paradigma é incorporar um pensamento não pré-estabelecido e usar o Geomarketing em seu sistema de inteligência, o que promoveria uma verdadeira mudança”, indica Eduardo Francisco, professor da FGV e consultor de Geomarketing, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Do ponto de vista econômico, a estabilização do mercado nacional também é fator fundamental na utilização de ferramentas ligadas ao Marketing Geográfico. “O Brasil está crescendo, a classe C se estabeleceu como consumidora, a população de forma geral está comprando cada vez mais e as empresas precisam saber onde estão esses compradores. O Geomarketing apresenta isso de forma muito clara. Se há cinco anos a Geofusion tinha 15 clientes, por exemplo, hoje são mais de 200 empresas em diversos setores”, avalia Pedro Figoli, CEO da Geofusion, em entrevista ao portal.

Geomarketing,Marketing Geográfico,geolocalização,planejamento

Trilhando o caminho

Apesar de ter encontrado seu caminho no Brasil e estar se consolidando em alguns setores, a utilização do Geomarketing ainda precisa evoluir. “O Marketing Geográfico se divide em três níveis de maturação. O mais comum é que as empresas promovam sua base de clientes e fornecedores em um mapa e, a partir dele, entenda sua atuação. Essa é a porta de entrada para quem quer seguir por esse caminho”, avalia Eduardo Francisco.

No segundo nível, segundo o especialista da FGV, a empresa delimitará sua área de influência e tomará decisões mais elaboradas. É nesse ponto que ela começa a fazer análise de que região da cidade terá mais concentração de clientes, em qual área tem mais concorrência, em qual não tem muita atuação e poderia fazer uma futura expansão.

O trabalho, nesse segundo nível, pode ser exemplificado com o que os shopping centers fazem ao definirem o local onde serão construídos. “As principais operadoras desse tipo de estabelecimento já desenvolvem, há algum tempo, suas análises, direta ou indiretamente, ferramentas de geolocalização. As boas incorporadoras e desenvolvedoras imobiliárias também possuem bons núcleos de inteligência de mercado, que também utilizam essas ferramentas”, afirma Sylvio Augusto de Sá, Conceituador e Desenvolvedor do Sistema de Mapeamento Estratégico e Colaborador do MundoGEO, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Um case pertinente nessa segunda fase do Geomarketing no Brasil é do O Boticário, que tem um trabalho de geolocalização antes da ampliação da rede por meio das franquias. “Hoje são mais de três mil lojas e a marca usa de maneira muito forte nosso sistema OnMaps. O Geomarketing melhora o retorno sobre o investimento de forma mais rápida para o grupo. O programa ajuda na divisão, por exemplo, da rede de franqueados, além de pensar em diversos outros formatos: dividir um bairro, um quarteirão, uma cidade”, explica Pedro Figoli.

Geomarketing,Marketing Geográfico,geolocalização,planejamento

Consolidação

A terceira e mais complexa fase do Geomarketing no Brasil é a incorporação das plataformas de gerenciamento de mapas ou inteligência geográfica em processos de controle de qualidade ou previsão de vendas. “Nesse nível, incluo a variável geográfica dentro da variável geral do modelo de vendas”, pontua Eduardo Francisco.

A partir desse parâmetro, a Coca-Cola Femsa é exemplo. Uma das distribuidoras das marcas da Coca-Cola no Brasil trabalha o Geomarketing para entender melhor o sistema de pontos de venda, coordenando a entrega de linhas de produtos por meio do sistema OnMaps. “A Coca-Cola Femsa adequa cada produto para cada tipo de mercado. Ela traz a inteligência para indústria para olhar mais para o preço, vendas e produtos”, afirma Pedro Figoli.

Ideal, o terceiro nível, no entanto, não é o mais consolidado no país e o desafio para o mercado nacional é que as marcas compreendam e assimilem esse formato de Geomarketing. “Desses três níveis, 90% das empresas está no um. Por mais maduras ou maiores em seus mercados de atuação, muitas simplesmente colocam um mapa na frente e tomam decisões a partir dele. Pouco menos de 10% estão no segundo nível e, uma pequena parcela, envolve estatística baseada em dados geográficos. O objetivo é que todas cheguem ao último nível. O Geomarketing não define quem estará em primeiro lugar, mas certamente é um diferencial competitivo quase fundamental”, completa Eduardo Francisco

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/26153/geomarketing-amadurece-no-brasil-e-conquista-mercado.html

Geomarketing: o que você ganha com isso

Estudo de segmentação baseado em localização não é novidade, mas ganha força e é usado por empresas como Pão de Açúcar e O Boticário

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing | 19/10/2010

Muitas vezes, o Marketing é acusado de ser o vilão em histórias de fracassos de empresas. O problema, na maioria dos casos, está na falta de estudos que balizem as ações e os projetos realizados. É neste contexto que se insere o Geomarketing, uma ferramenta desenvolvida para, basicamente, determinar o potencial de consumo de uma região e de implantação de uma nova marca. Há diversas outras ferramentas que devem ser utilizadas para obter o retorno sobre o investimento desejado, cada qual com sua especialidade. Atualmente, o Geomarketing tem atuado principalmente para ajudar nas estratégias de expansão de redes varejistas.

Setores que também se destacam na utilização da ferramenta são os de telecomunicações, financeiro, imobiliário e turismo. Mas, de forma geral, todos podem se beneficiar com o Geomarketing, também conhecido como Georreferenciamento. Empresas de consumo massivo encontram no conceito uma forma de saber em que tipo de varejo apostar mais fichas e onde o produto tem maior penetração. O estudo pode ser aplicado na produção, na estratégia de relacionamento, na abertura de lojas, na parceria com grandes marcas e até como forma de medir o retorno das ações de Marketing.

O conceito é uma forma de segmentar geograficamente, encontrando perfis específicos de consumidores em determinadas regiões com diferenças comportamentais, culturais, sócio-econômicas, religiosas, entre outras. O Geomarketing é, portanto, essencial para que as companhias enxerguem o seu público-alvo em potencial antes de abrir um novo ponto de venda ou de lançar um produto em determina região.

Estratégia com base na geografia
Veja o exemplo do Pão de Açúcar. A marca principal do Grupo é direcionada para o consumidor que busca alta qualidade, atendimento diferenciado, diversificação selecionada, além de soluções eficientes e inovadoras. Por outro lado, a bandeira Compre Bem/Sendas identifica-se com a mulher batalhadora, de orçamento restrito, que gerencia o lar, e o supermercado geralmente está localizado nas periferias. Já o Hipermercado Extra oferece variedade a preços competitivos em diversas regiões de uma mesma cidade, enquanto o Extra-Eletro é especializado em eletroeletrônicos, móveis e itens de bazar. Há ainda o Extra-Fácil e o Extra-Perto, que são supermercados de fácil acesso para atender bairros específicos, além da marca Assai, cujo foco são pequenos varejistas e atacadistas.

Outra empresa que não viveria sem o Geomarketing é a Dominos Pizza. Eles usam o conceito para poder tangibilizar o posicionamento: Entrega em 30 minutos ou a pizza é de graça. A rede norte-americana, que foi adquirida pelo Grupo Umbria em 2004 no Brasil e ganhou espaço no Rio de Janeiro, agora tem como foco a expansão no mercado paulistano. De acordo com um estudo de Geomarketing do Umbria, a cidade oferece 51 regiões com potencial para a Domino’s. Hoje com três lojas em atividade e quatro em obras em São Paulo, o Grupo busca implementar a marca com a característica do estado, como a massa paulista mais fina que a tradicional adaptando assim o mix de produtos para o consumidor local.

Como a missão da empresa é conseguir entregar pizzas quentinhas em até 30 minutos, estar no trânsito caótico da maior cidade da América Latina é um desafio a mais. Por isso, os pontos de venda são escolhidos com base no Golden Mile, um formato de medida americana, para atender os domicílios presentes em um raio de 1,6 km. Desde o layout da loja, até a linha de produção, tudo é feito neste raio que abrange cerca de 20 mil casas. Este número poderia até parecer tímido não fosse a contribuição que o Geomarketing dá ao indicar o potencial de consumo de milhares de residências juntas.

Definição do local
Entender cada segmentação serve como ponto de partida para o lançamento e desenvolvimento de produtos e de novas lojas. Descobrir qual região é a mais adequada para um teste de determinado produto, serviço ou ponto de venda, por exemplo, varia de acordo com o objetivo de cada empresa. Ao contrário do que muitos pensam, não é possível estabelecer uma cidade-teste. Apesar de municípios como Curitiba serem associados a modelos de avaliação, é necessário selecionar cidades que tenham a ver com a estratégia da marca.

Os mais indicados são lugares onde representem o máximo possível o público-alvo que a companhia deseja atingir. E é aqui que entra o Geomarketing, indicando estes locais. A função do Geomarketing é descobrir cidades que sejam representativas para o negócio. Por isso ele é importante dentro da estratégia de O Boticário. Das 2840 lojas, 68% estão localizadas em ruas. Só elas correspondem a 55% do faturamento do grupo. Os shoppings são os endereços de 15% dos pontos de venda, que representam 30% da receita da marca que abre, em média, 200 lojas por ano. O restante está em centros comerciais e afins.

As diferenças regionais fizeram o projeto de expansão da empresa dividir o Brasil em três grupos. Os municípios onde não havia lojas, os que possuem poucos pontos de venda e as grandes cidades. Para cada modelo, a companhia dispõe de 40 consultores que avaliam os espaços e dão o aval para o início do projeto de construção de uma nova loja. Depois de verificar o potencial destas regiões, a rede se baseia em um sistema de filtros estatísticos que avalia a renda média dos habitantes da região, o seu potencial de mercado, o custo por metro quadrado e o retorno para o franqueado.

Formatos de lojas
Apesar de parecer mais fácil, dos grandes municípios brasileiros avaliados no processo de expansão, apenas 60% deles ofereceram reais condições de efetivar a expansão da rede. Abrir novas lojas, relocalizar, ampliar os pontos de venda e padronizar a arquitetura são movimentos feitos ao mesmo tempo. Demanda ferramentas de gestão. Por isso criamos o Sistema de Gerenciamento de Processos Construtivos, aponta Osvaldo Braga Moscon, Gerente Executivo de Canais de Vendas de O Boticário.

O planejamento de expansão das lojas teve forte crescimento no faturamento dos pontos de venda de rua. Em algumas delas, a movimentação de consumidores é maior do que qualquer shopping poderia ter. “O número de pessoas que entra nas lojas de rua O Boticário é menor do que nos shoppings. As lojas de rua têm menor capacidade de captar, mas tem um índice de conversão maior do que o dos shoppings, diz Moscon.

O comércio de rua atrai principalmente os consumidores que residem próximos a ele. O tempo máximo de deslocamento que o cliente suporta para chegar ao local de compras é de até 15 minutos, segundo um estudo interno da companhia. A diferença dos shoppings é que a população flutuante não mora perto, mas trabalha próxima destes centros ou estão de passagem pela região por um motivo qualquer. Para fazer disso uma oportunidade, O Boticário investe em Geomarketing, fazendo o cruzamento de dados como a renda média dos consumidores da região e o número da população flutuante do pólo.

Raio X da região
Para escolher os locais ideais para abertura ou reforma das lojas, a empresa estuda a densidade do comércio daquela região, o número de pontos comerciais e até a correlação dos segmentos de outras lojas com os produtos O Boticário. A origem e o destino dos consumidores que entram nas lojas de rua também fizeram parte do estudo que validou a expansão da marca de cosméticos. Uns saíram de casa para comprar, outros estavam voltando do trabalho. Ao compararmos as lojas de rua com as de shopping, de supermercados e as de galerias, verificamos que 50% dos que passavam por ela efetuaram uma compra, conta o Gerente Executivo de Canais de Vendas do Boticário.

Em um processo de relocalização, O Boticário transferiu uma loja de rua para outro logradouro na mesma região, já que a fachada era obstruída por uma árvore. No novo endereço, o número de pessoas dobrou e, consequentemente, aumentou a receita da loja. Em uma outra ocasião, uma simples mudança de uma rua para outra fez com que o trânsito de consumidores passasse de 200 para 600 pessoas a cada hora. Tudo isso, graças ao Geomarketing.

* com reportagem de Sylvia de Sá e Thiago Terra

http://www.mundodomarketing.com.br/27,16301,geomarketing-o-que-voce-ganha-com-isso.htm