Arquivo da categoria: Marketing e a Legislação

Lei de Proteção de Dados Pessoais é aprovada pelo Estado

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Recentemente, o caso Facebook/Cambridge Analytica demonstrou o poder dos dados e a facilidade com que a privacidade pode ser violada. Mesmo com a exposição da dimensão que informações compartilhadas na web podem tomar, muitas pessoas ainda não veem tanta gravidade em compartilhar o número de CPF quando compram remédios em farmácias, por exemplo.

Pressionadas e obrigadas a tomar cada vez mais medidas de privacidade, principalmente, após a aprovação do GDPR (General Data Protection Regulation, ou em português, Regulamento Geral de Proteção de Dados) pela União Europeia, diversas empresas mandam e-mails a respeito de atualizações de termos não são um ato de conscientização das empresas.

Diante desse cenário, a privacidade passa a ter um valor cada vez mais importante no mundo virtual, inclusive, no Brasil. Por isso, a Lei de Proteção de Dados Pessoais, aprovada nesta semana (10) pelo Senado, prevê que qualquer tratamento e utilização de dados só poderá ser realizada com o consentimento expresso do titular ou responsável, além de que devem ser disponibilizadas com facilidade para seu dono e após o uso devem ser apagadas.

A norma traz também um grupo de dados sensíveis que podem conter posicionamentos políticos, dados referentes à saúde, origem racial, orientação sexual e convicções religiosas. Essas informações precisam de um consentimento específico para serem divulgadas.
A nova lei também procura proteger tudo o que possa identificar o dono dos dados como: arquivos de RH com dados do candidato àa vaga, endereços de e-mails, logins de acesso e endereços de IP.

Diante desta mudança, o estatuto visa proteger:o direito do consumidor, segurança jurídica e direito à privacidade. O Ministério da Justiça ficará encarregado de fiscalizar o cumprimento da lei e multar, em até 50 milhões de reais, as empresas que tentarem infringir estes termos.

http://adnews.com.br/internet/lei-de-protecao-de-dados-pessoais-e-aprovada-pelo-estado.html

Comitê Olímpico proíbe o uso de GIFs e similares para a imprensa

05 de Agosto de 2016 13h

Rio 2016

Nesta quinta-feira (04), o Comitê Olímpico Internacional (COI) proibiu de maneira expressa o uso de Gifs e similares pela imprensa. A instituição também condena o uso de plataformas similares como WebM, GIFV, GFY e Vine.

Quem tem acompanhado o desenrolar das medidas censitárias do COI não se espanta tanto. Anteriormente, o órgão já havia condenado o uso de palavras como “verão”, “ouro”, “jogos”, “vitória” e equivalentes para patrocinadores não oficias. A hashtag #Rio2016, claro, também está veemente proibida.

O Comitê se defende dizendo que as regras foram pensadas para estabelecer normas de cobertura para o evento. Muitos se queixam que os problemas de infraestrutura e segurança são muito mais urgentes do que “inofensivos” GIFs. Ainda mais em tempos como esses, onde pequenos vídeos são compartilhados incessantemente.

Medidas como essa, que ignoram completamente o modo de se comunicar atualmente, nos fazem perguntar: Estamos na Olympia grega onde eram realizados os jogos milhares de anos atrás ou em 2016, no país sede das Olímpiadas?

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Prefeitura veta anúncios em bancas de jornais de SP

A prefeitura de São Paulo proibiu a venda de espaços publicitários em bancas de jornais e revistas na capital. De autoria do jornalista e vereador, José Américo, o Projeto de Lei nº 220/14 foi vetado pelo prefeito Fernando Haddad dois meses após sua aprovação durante uma sessão em 21 dezembro de 2015. A decisão foi publicada no Diário Oficial da Cidade na última quinta-feira (4).

No ofício que explica as razões da proibição, fica claro que a decisão foi baseada na Lei da Cidade Limpa e no artigo 88 do Plano Diretor Estratégico, com “diretrizes para o ordenamento e a gestão da paisagem, dentre outras, o combate à poluição visual e à degradação ambiental, bem como a ordenação da inserção de anúncios nos espaços públicos, proibindo a publicidade, em atendimento aos objetivos expressos nesse mesmo diploma legal”.

A justificativa é de que ao tornar os espaços de bancas rentáveis ao gestor do local, acaba-se por “privilegiar o interesse de um segmento da sociedade em detrimento do interesse coletivo, contrariando, desse modo, princípios e diretrizes contidos no arcabouço legal do Município”.

Por fim, Haddad confirmou a organização de um grupo de trabalho para estudar e elaborar propostas de reformulação que seja mais abrangente às bancas de jornais e revistas.

O veto aos banners é restrito ao anúncio de marcas de outros segmentos, mantendo a divulgação de conteúdos de jornais e revistas nas partes externas e internas das bancas.

Redação Adnews – 05/02/2016

http://www.adnews.com.br/publicidade/prefeitura-veta-anuncios-em-bancas-de-jornais-de-sp

Decreto regulamenta publicidade de alimentos infantis

O governo vetou a publicidade de alimentos infantis que seriam prejudiciais à amamentação, como papinhas, leites artificiais e até mamadeiras. A ideia é regular a alimentação das crianças de até 3 anos e evitar a interferência da publicidade nas campanhas de incentivo ao aleitamento materno.

De acordo com o Ministério da Saúde, os estabelecimentos terão o prazo de um ano, a partir da publicação do decreto, para se adequarem às novas medidas. As restrições à propaganda infantil também vêm sendo debatidas no Senado e são tema de projetos que se encontram em tramitação na Casa.

O Decreto 8.552/2015, que regulamenta a Lei 11.265/2006, foi assinado no dia 3 pela presidente Dilma Rousseff na 5ª edição da Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

A lei trata da comercialização de alimentos para mães e crianças durante o período da amamentação e proíbe que esses produtos, além de mamadeiras e chupetas, tenham propagandas veiculadas nos meios de comunicação.

A regulamentação também restringe descontos e exposições especiais desses alimentos e produtos em supermercados. Quanto à rotulagem, a regra proíbe que as embalagens contenham fotos, desenhos e textos que induzam ao uso. E obriga que elas tragam a idade correta indicada para o consumo.

Os rótulos deverão exibir um destaque sobre os riscos do preparo inadequado e instruções para o uso correto, inclusive com medidas de higiene a serem observadas e dosagem para diluição, quando necessário.

 

Manifesto

No caso de chupetas, mamadeiras e bicos, a nova legislação determina que sejam informados os prejuízos que o uso desses materiais pode causar ao aleitamento materno.

Também é proibida a atuação de representantes comerciais nas unidades de saúde, salvo para a comunicação de aspectos técnico-científicos dos produtos aos pediatras e nutricionistas.

Ao final da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, foi aprovado manifesto que vai ajudar o governo federal a organizar a defesa da alimentação saudável e a combater as doenças decorrentes da má alimentação.

O documento foi aprovado por mais de 2 mil pessoas que participaram do evento, entre delegados, convidados, representantes da sociedade civil e observadores internacionais.

O texto propõe ainda que instituições de ensino, pesquisa e extensão, organizações da sociedade civil e escolas públicas e privadas sejam parceiras nas iniciativas que tratam da segurança alimentar e nutricional.

Entre ações previstas, estão a orientação para a produção, a comercialização e o consumo de uma alimentação adequada e saudável. Também o controle e a fiscalização social das políticas públicas sobre o setor.

Paulo Sérgio Vasco – 17/11/2015

http://www12.senado.leg.br/cidadania/edicoes/537/decreto-regulamenta-publicidade-de-alimentos-infantis?utm_source=midias-sociais&utm_medium=midias-sociais&utm_campaign=midias-sociais

Reforma em lei poderá impedir comerciais de bebidas alcoólicas

Um projeto prestes a ser votado na Câmara dos Deputados pode trazer grandes mudanças na veiculação das propagandas de bebida alcoólica.

O PLC 83/2015 prevê mudanças na Lei 9.294/96, que trata das restrições à publicidade de cigarro, derivados de álcool, medicamentos e defensivos agrícolas. A proposta determina que campanhas do gênero passem a ser veiculadas exclusivamente através de painéis e pôsteres na parte interna dos locais de venda. A linguagem também seria limitada, proibindo o incentivo de consumo ou associação do produto a hábitos saudáveis.

Para quem insistir nesse tipo de publicidade, as punições previstas no projeto sugerem o pagamento de multa variando de R$ 5 mil a R$ 100 mil.

A proposta também cria o Dia Nacional de Prevenção e de Combate ao Alcoolismo e às Drogas, com o objetivo de esclarecer a população os danos provocados pelo consumo excessivo.

Redação Adnews – 30 de julho de 2015 · Atualizado às 15h28

http://www.adnews.com.br/midia/reforma-em-lei-podera-impedir-comerciais-de-bebidas-alcoolicas

Propaganda de cerveja e vinho é restringida na TV e no rádio

A  União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passarão a aplicar uma série de restrições às propagandas de bebidas com teor alcoólico igual ou superior a 0,5 grau, decidiu nesta quinta-feira o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Atualmente, as limitações previstas na Lei 9.294/96 valem apenas para bebidas com teor acima de 13 graus, o que excluía cervejas e vinhos.

A decisão entra em vigor 180 dias após a publicação do acórdão. Ainda cabe recurso.

Emissoras de rádio e televisão só poderão veicular propagandas dessas bebidas entre as 21h e 6h, sendo que, até as 23h, a veiculação deverá ocorrer apenas em programas não recomendados para menores de 18 anos.

O TRF também proibiu a associação do produto ao esporte olímpico ou de competição, ao desempenho saudável de qualquer atividade, à condução de veículos e a imagens ou ideias de maior êxito ou sexualidade das pessoas.

É vedada ainda a utilização de trajes esportivos, relativos a esportes olímpicos, para veicular a propaganda de bebidas alcoólicas.

O TRF também determinou que os rótulos das embalagens tragam a seguinte advertência: “Evite o Consumo Excessivo de Álcool”.

Na parte interna dos locais onde são vendidas bebidas alcoólicas deve ser afixada advertência escrita de forma legível e ostensiva de que é crime dirigir sob a influência de álcool, punível com detenção.

marketing – 11/12/2014

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/propaganda-de-cerveja-e-vinho-e-restringida-na-tv-e-no-radio

Lei que veta comida com brinde é aprovada pela Câmara de SP

Foi aprovado nesta quarta-feira, dia 2, o projeto de lei que proíbe a venda casada de alimentos com brinquedos na capital paulista. O texto do vereador Arselino Tatto, do PT, tramita desde 2009 na Câmara Municipal de São Paulo. A aprovação em votação simbólica foi quase que uma unanimidade, exceto por Ricardo Young, do PPS, que manifestou voto contrário. O texto ainda aguarda a sanção do prefeito Fernando Haddad do PT.

Se aprovada, a nova lei atinge diretamente as ações de lanchonetes como Mc Donald’s, Bob’s, Habib’s e Giraffas, além dos fabricantes de ovos de Páscoa. A empresa que descumprir a regra será multada em R$ 1.500,00.   

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Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 03/07/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/31098/lei-que-veta-comida-com-brinde-e-aprovada-pela-camara-de-sp.html?utm_source=mail2easy&utm_medium=e-mail&utm_campaign=Newsletter+Dia

Comércio ‘no pé’ – Um novo desafio para o varejo

Foi aprovado na primeira votação da Câmara Municipal, no último dia 30, o PDE – Plano Diretor Estratégico de São Paulo, aquele que regerá o crescimento da cidade nas próximas duas décadas.

Houve pressão de grupos dos Sem Teto, alterações na redação original, mas o importante é que avançamos. Nem todas as propostas de melhorias estão sendo bem aceitas por certos grupos de interesse, e alguns dos temas mais polêmicos serão revisitados no debate sobre a lei de uso e ocupação do solo – que fixa regras específicas para cada região a partir do que prevê no geral o PDE, mas a verdade é que estas são as regras, e deverão ser respeitadas a partir de então.

Além das principais bandeiras defendidas pelo PDE – adensamento de eixos viários com infraestrutura de transporte público, restrição de altura de novos edifícios em miolo de bairros e diminuição das vagas de garagem, há uma em especial que exigirá uma reflexão para os gestores da expansão do varejo: adequar seus respectivos modelos de negócio para atender os bairros, ou seja, pensar o varejo como comércio de bairro.

Na verdade, estamos ressuscitando os prédios de apartamentos com comércio ‘no pé’, tendência nas décadas de 60 e 70, comuns nos edifícios mais antigos dos bairros de Higienópolis e Santa Cecília. O formato de cidade compacta se replica em outras capitais mundiais. Paris e Barcelona são exemplos clássicos, onde já se sabe que quanto mais denso em população, comércio e serviços for um bairro, menor o consumo de petróleo por habitante, além de deixar o ambiente da rua mais movimentado, seguro, vivo e iluminado.

Portanto, não se trata simplesmente de retrocesso ou de cessão às pressões do mercado imobiliário, e sim de uma forma de diminuir as viagens, seja de carro ou de transporte público, e oferecer mais qualidade de vida aos habitantes da cidade, castigados pelos congestionamentos diários.

Reportagens recentes apontam para o desejo dos consumidores de ter tudo perto de casa. As incorporadoras e construtoras mais ‘antenadas’ já se anteciparam às tendências, e mesmo antes de se tornar uma exigência, já se pode encontrar lançamentos imobiliários que atendem a estas prerrogativas. O PDE e as regras de uso e ocupação do solo darão conta de criar novas regras que possibilitem a ocupação comercial nos 95% de vias locais da malha viária da cidade, uma classificação que hoje impede muitas das atividades comerciais necessárias para bem equipar um bairro. Para as cadeias de varejo que operam em grandes superfícies, o desafio agora é criar o modelo do negócio de bairro. Pode parecer simples, mas não é. Além de acertar a viabilidade financeira, onde todos os números mudam, logística de abastecimento das unidades, custos operacionais, legislações específicas e comunicação, tudo o mais muda.

Cai a área de vendas, reduz-se a área de comércio, que se restringirá ao bairro, sua população residente e flutuante. Mais do que nunca, um preciso estudo de previsão de demanda se faz necessário para a área específica. Além dos dados acessórios que completam as análises, a espinha dorsal se baseia em dois fatores:

1) Renda X gastos correntes das famílias com o gênero do produto e afins – mostra o quanto da renda já está comprometida com este gênero e o quanto faz parte do hábito de compra corrente;

2) Concorrência instalada – quem e como opera na área, qual sua performance?

A nova legislação abriu o caminho, as construtoras já se anteciparam, os espaços nos térreos dos edifícios já existem e serão cada vez mais numerosos. Está na hora do varejo surfar esta onda.

Mônica Barboza Paes de Barros, diretora de Real Estate da BG&H

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/pontos-comerciais-20131112-103932/comercio-no-pe-um-novo-desafio-para-o-varejo

10 tendências de consumo para 2013

A TrendWatching apresentou ontem, dia 28, uma pesquisa apontando as 10 principais tendências de consumo para 2013. Com impacto direto da evolução tecnológica, os movimentos indicam para uma participação cada vez maior dos consumidores na construção das marcas. Entre os temas listados pela consultoria estão o crescimento expressivo nas políticas de crowdfunding, com os clientes dando suporte financeiro para novos produtos e serviços, a presença das plataformas mobile em todos os momentos do consumo, a maior pressão para que as organizações sejam socialmente responsáveis, além de um retorno à valorização de elementos e símbolos culturais locais, em resposta a políticas de Marketing globais.

Outro fator apontado como tendência é a cobrança por transparência das marcas. De acordo com a TrendWatching,  as empresas serão forçadas a mostrar que não têm nada a esconder. Mas elas também cobrarão uma postura responsável por parte dos consumidores. “Espere observar uma mudança ousada na relação entre marcas responsáveis e ambiciosas e seus clientes em 2013. Marcas conectadas que já embarcaram na busca por um futuro mais sustentável e socialmente responsável irão exigir que seus consumidores também contribuam, ganhando assim o respeito até dos mais exigentes”, diz um dos trechos do relatório apresentado.
O estudo indica ainda que o consumidor terá capacidade para filtrar as informações que recebe pelos canais digitais. Os compradores esperam ter maior controle e fazer o melhor uso possível dos seus próprios dados, procurando marcas que utilizem esta informação proativamente. Conheça a seguir cada uma das tendências apontadas pela TrendWatching.
1 – Presumer e custowners A primeira tendência da TrendWatching para 2013 está na participação cada vez mais expressiva das ações de crowdfunding. “Os consumidores vão abraçar ainda mais formas de participar do financiamento e (pré) lançamento de novos produtos e marcas”, diz o relatório. Um exemplo é a ZaoZao, marca de Hong Kong voltada para amantes da moda. Ela pré-lança seus produtos, angariando fundos para iniciar a produção.

2 – Emerging
Com a força dos mercados emergentes e a situação delicada vivida pela economia européia, empresas de países como Brasil, China e Índia começarão a desenhar estratégias de Marketing com foco em outros mercados emergentes, como Turquia ou África do Sul. E o caminho inverso também é verdadeiro.  A brasileira Amazonas Sandals anunciou planos para abrir uma loja na China no início de 2013. A marca usa matéria-prima bruta de árvores seringueiras do Brasil e a borracha de suas sandálias são feitas com 80% de material reciclado.
3 – Mobile Moments
As pessoas passarão cada vez mais tempo conectadas via dispositivos mobile. De acordo com a TrendWatching, os consumidores usarão os seus smartphones e aparelhos celulares em todos os momentos. Para aproveitar esta tendência, as empresas devem apostar em produtos, serviços e experiências que permitam aos consumidores amantes da mobilidade a adotarem naturalmente um estilo de vida “multi-hiper-tasking”. Um exemplo é a Jana, plataforma que permite aos usuários de telefones celulares em países em desenvolvimento participarem de pesquisas de mercado por meio de SMS em troca de prêmios, como minutos para ligação. Como resultado de sua parceria com operadoras de telefonia celular, o serviço atende quase 3,5 bilhões de pessoas em mais de 100 países.

trendwatching,tendências,consumo,comportamento do consumidor4 – New Life Inside
O consumidor será cada vez mais exigente em relação a produtos e serviços sustentáveis, indo além do conceito de reciclagem. A ideia é que as empresas criem itens que possam ser adaptados e reutilizados em outros momentos e com novas funções.  Por isso o nome New Life Inside, pois os produtos, além de sua função principal, ganharão uma nova “vida” com outra função, evitando o descarte.  Um exemplo de produto encaixado nesta tendência é o Sprout, lápis que depois de utilizado pode ser “plantado” no jardim. Ele vem com uma cápsula de semente no seu interior, dissolvida quando em contato com a água.

5 – Appscriptions
O exercício da medicina estará cada vez mais ligado às tecnologias digitais. Aplicativos para smartphones e tablets substituirão exames, avaliarão as condições do paciente e serão capazes de monitorá-los a distância. Segundo a TrendWatching, os aplicativos médicos serão parte do receiturário do profissional de saúde, assim como os remédios. Em junho de 2012, o fundo do governo australiano “National Prescribing Service” lançou o Antibiotics Reminder. O aplicativo gratuito permite que pacientes criem alertas para lembrá-los de tomar a sua medicação, rastrear quando foi tomada e manter um diário de monitoramento.

6 – Celebration Nation
Os produtos e serviços globais dividirão espaço para marcas que tragam no seu DNA elementos com simbolos e culturas regionais. O relatório de tendências aponta que os mercados emergentes exportarão mais produtos que representam seus valores históricos e culturais. Um exemplo é a NE-TIGER, considerada primeira grife de luxo chinesa, que é conhecida pelos seus designs étnicos inspirados em uma mistura Oriente/Ocidente.

7 – Data Myning
Os dados disponibilizados na web não serão estratégicos apenas para as marcas. Os consumidores também farão o caminho inverso, obtendo maior controle e fazendo melhor uso dos seus próprios dados. Este indivíduo dará preferência por marcas que usem esta informação proativamente para oferecer benefícios reais para o seu estilo de vida ou economia de dinheiro. Um exemplo é o Movenbank, plataforma criada em outubro deste ano com o objetivo de oferecer serviços financeiros que ajudem seus usuários a melhorar a sua relação com suas economias e os recompense sempre que for o caso. O serviço é baseado em um sistema de pontuação.

8 – Again Made Here
Em 2013 haverá um ressurgimento da produção local em diversos países. No mês de outubro, a plataforma líder de impressoras 3D Shapeways abriu a sua primeira Fábrica do Futuro na cidade de Long Island, em Nova York. A fábrica terá capacidade para produzir de três a cinco milhões de objetos anualmente.

9 – Full Frontal
As marcas não podem ter nada a esconder. Segundo a TrendWatching, empresas de todos os setores serão cada vez mais pressionadas a mostrar de forma proativa que estão dentro das normas legais e éticas. Um dos casos mais emblemáticos para ilustrar esta tendência é que o McDonald’s começou a divulgar informações calóricas de seus lanches nos menus dos seus restaurantes e nas janelas dos drive-thru no Brasil e nos EUA . Ao mesmo tempo, a marca deu início à campanha “Favoritos abaixo de 400 calorias” para promover lanches leves como o sanduíche McFish e o EggMcMuffin.

10 – Demanding Brands
A última das 10 tendências elencadas pela consultoria pode ser considerada como uma evolução do conceito de servile brands (marcas servis). O relatório da TrendWatching afirma que as companhias adotarão também um caminho inverso, exigindo que os seus consumidores contribuam com projetos e ações ligadas à sustentabilidade. O Vitória Futebol Clube usou deste recurso para promover a sua campanha de doação de sangue. Em julho deste ano, quando apresentou os novos uniformes dos jogadores, o clube surpreendeu a mídia: apesar de suas cores serem preto e vermelho, as camisas estavam com listras pretas e brancas. Fãs de todo o país foram encorajados a doar sangue para que a cor vermelha voltasse aos uniformes, o que aconteceu progressivamente durante o campeonato

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/comportamento-do-consumidor/26086/10-tendencias-de-consumo-para-2013.html

Pepsi terá que responder ao Procon

Na semana passada, a Pepsi divulgou uma campanha, apresentada pelas gêmeas de nado sincronizado, Bia e Branca Feres, e pelo apresentador Rodrigo Faro, dizendo que na compra de uma Pepsi, no último final de semana (dias 10 e 11), o consumidor teria o direito de levar outra igual sem precisar pagar a mais por isso.

Acontece que a promoção lotou os supermercados de São Paulo e o produto se esgotou antes mesmo das primeiras 24 horas, segundo o Procon-SP, que por conta disso e das reclamações dos consumidores, notificou hoje (12) a Pepsi, solicitando esclarecimentos sobre a promoção Compre uma Pepsi e Ganhe Outra Igualzinha.

No comunicado, o órgão de defesa solicita a Pepsi esclarecimentos sobre a quantidade de produtos distribuídos para atender os pontos de venda e como ela pretende atender os consumidores que não conseguiram fazer sua compra nos termos da promoção.

De acordo com a assessoria de imprensa, a promoção foi um sucesso e superou em muito as já altas expectativas para o fim de semana. Afinal, a operação de produção e logística foi dimensionada para atender à forte demanda que esperávamos para o período e colocou nas lojas, para venda nestes dois dias, o volume superior a um mês de vendas regulares. Ainda assim, vários pontos de venda esgotaram os seus estoques em poucas horas. Agradecemos a forte adesão dos consumidores à ação”, diz o comunicado.

A nota explica também que apesar da promoção prever que sua validade duraria até o final do estoque, os consumidores que entraram em contato

Após o cumprimento da convocação, o Procon-SP pretende avaliar as explicações da empresa e, dependendo do resultado, aplicar um processo administrativo ou multar a companhia, com base no Código de Defesa do Consumidor, se for o caso.

Escrito por Elaine Medeiros
Seg, 12 de Setembro de 2011 17:07

http://www.cmnovarejo.com.br/ponto-de-venda/exposicao/1849-pepsi-tera-que-responder-ao-procon