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Qual é a contribuição do marketing digital nas operações O2O?

O ano 2020 mudou o comportamento de consumo das pessoas e acelerou as soluções digitais e o crescimento do e-commerce, afirma Leonardo Rocha, diretor de marketing da B2W Digital. A empresa de comércio eletrônico, à frente de marcas como Americanas, Submarino e Shoptime, vem focando, cada vez mais, sua atuação em operações O2O (online to off-line), e firmou, ao longo do ano passado, parcerias que permitem que os clientes tenham acesso aos produtos que estavam acostumados a adquirir em lojas físicas sem sair de casa. “Como muitas marcas passaram a oferecer vendas online, foi preciso investir em ações assertivas de marketing, que gerassem um tráfego qualificado. A estratégia vencedora nesse cenário do marketing digital é a inteligência de geolocalização, que parceiros como Google e Facebook nos oferecem”, afirma. Para o ProXXIma, o profissional conta o que vem motivando o aumento de soluções de martechs no mercado de marketplaces.

Meio & Mensagem – Qual é a importância de acelerar as operações O2O?
Leonardo Rocha – O ano 2020 trouxe importantes mudanças no comportamento de consumo das pessoas, acelerando as soluções digitais e o crescimento do e-commerce. Estávamos preparados para atender a essa demanda, com a melhor combinação dos mundos físico e digital, estabelecendo um importante serviço que permite a nossos clientes comprar em qualquer plataforma e receber ou pegar o produto onde preferir. Durante 2020, aceleramos iniciativas integradas de O2O, garantindo menor prazo de entrega e valores de frete mais competitivos. A integração da B2W com as lojas físicas da Americanas, por exemplo, permitiu realizar 6,9 milhões de entregas em até 3 horas, em 2020. Em 2021, a entrega em horas será uma das nossas prioridades. Outra importante iniciativa foi a expansão, em 2020, dos nossos lockers, terminais de autoatendimento para a retirada de compras online, instalados em postos de gasolina, estações de metrô no Rio de Janeiro e em São Paulo. Temos ainda iniciativas como Pegue na Loja Hoje, que já está disponível em 100% das lojas físicas da Americanas, e o Ship from Store, que é a compra online dos produtos da loja mais próxima. As empresas entendem, cada vez mais, a importância de adotar a solução O2O para melhor atender o cliente.

M&M – Como o marketing digital pode auxiliar as operações O2O?
Leonardo – Com a pandemia, todo mundo precisou se adaptar. Os clientes passaram a comprar mais por meios digitais e muitos que ainda eram resistentes puderam desmistificar a compra online. As marcas tiveram que se reinventar para atender os clientes no momento de maior necessidade. Como muitas delas passaram a oferecer vendas online, foi preciso investir em ações assertivas de marketing, que gerassem um tráfego qualificado. A estratégia vencedora nesse cenário do marketing digital é a inteligência de geolocalização, que parceiros como Google e Facebook nos oferecem. Hoje, conseguimos construir campanhas usando formatos como Google Shopping, por exemplo, focadas em usuários que estão próximos de determinada loja física e têm alta probabilidade de conversão no anúncio.

M&M – As martechs tornaram-se mais recorrentes, dentro do mercado de marketplaces?
Leonardo – Sim. A evolução do mercado de marketplace acompanha a evolução da digitalização do consumidor. Nesse cenário, dois movimentos acontecem. O primeiro envolve os clientes, que utilizam, cada vez mais, os canais digitais, como aplicativos, redes sociais e plataformas de vídeos online. O segundo movimento vem dos sellers, que querem estar presentes nas jornadas digitais dos consumidores, disponibilizando todo o tipo de sortimento e muito conteúdo. Marketplaces potencializam essas mudanças. Pesquisas mostram que, no Brasil, as operações de marketplace já se tornaram o principal canal para pesquisa e descoberta de novos produtos pelos clientes. Dessa forma, o marketing precisa estar, cada vez mais, conectado a essa nova realidade e usar novas tecnologias. As martechs automatizam e otimizam o marketing digital, permitindo encontrar o consumidor certo, com a oferta certa, em tempo real. Dentro da nossa plataforma, também temos investido no uso de machine learning e inteligência artificial com essa finalidade. Também desenvolvemos nossa plataforma proprietária e completa de publicidade, com foco em alavancar a venda de parceiros como sellers e fornecedores, chamada B2W Ads. A receita dessa frente cresceu 219%, no quarto trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019.

28/04/21 – Victória Navarro – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/04/28/qual-e-a-contribuicao-do-marketing-digital-nas-operacoes-o2o.html

Pós-venda também precisa ser omnichannel, alerta gerente da Riachuelo

A Riachuelo começou a se tornar uma empresa multicanal há alguns anos, com venda pelo e-commerce e retirada de produtos nas lojas. Mas foi uma tecnologia adotada recentemente que fez a empresa, uma das maiores varejistas do Brasil, contar com uma sinergia real entre o que é feito online e offline, tornando a experiência do cliente diferenciada.

O processo de implementação do projeto Manhattan Active Omni (MAO) na Riachuelo será apresentado nesta quarta-feira (14) no Brasil Exchange Connect 2020. O evento é promovido pela própria Manhattan Associates, especializada em tecnologia para supply chain e comércio omnichannel.

“Ser omni, dentro da Riachuelo, não é algo recente. Se o cliente ia até uma loja e o produto que ele queria não estava disponível, ele podia fazer a compra e buscar o item em outra loja ou pedir que fosse entregue na casa dele. Também tínhamos um sistema de retirada de produto em loja em todo o País por meio de lockers”, explica Allison Rorato, gerente de Operações Omnichannel e E-Commerce das Lojas Riachuelo.

O objetivo de adotar a nova tecnologia foi usar a capilaridade da rede para melhorar a entrega. “Usamos a inteligência do sistema para identificar a melhor forma de dar uma boa experiência ao cliente, que vai além das regras básicas de frete e prazo.”

Novas rotinas de alocação e reposição

Ele cita um exemplo: o de um cliente que vai até uma loja da Riachuelo no Shopping Morumbi, em São Paulo, por exemplo, mas não encontra o produto que procura. O sistema permite que esse cliente faça a compra pela loja online, que “orquestra” o pedido para a loja do Eldorado, por exemplo, que fica responsável por enviar esse produto até a casa do consumidor.

Segundo o executivo, o sistema de omnicanalidade não mudou só o conceito de atendimento para o cliente, mas fez a empresa repensar rotinas de alocação e reposição. “A demanda de reposição para esse item é do Morumbi, que não tinha aquele produto para realizar a venda, ou é do Eldorado, que orquestrou a venda?”, questiona. É esse tipo de dúvida que o sistema MAO sana.

Outra vantagem, segundo Allison Rorato, é que a tecnologia é capaz de redirecionar, também, pedidos que tiveram algum tipo de ruptura. Ele cita outro exemplo prático.

“Vamos pensar num produto que foi comprado e demandado para um centro de distribuição nosso, e que tinha alguma avaria física que foi identificada pelo nosso colaborador na hora do picking.  Não podemos mandar esse produto para o cliente. Esse pedido volta para as regras de orquestração e o sistema identifica como atendê-lo no prazo correto e sem aumento de custo, ou seja, sem prejudicar o cliente. O fato de reorquestrarmos o pedido a partir da evidência de uma ruptura nos dá uma vantagem competitiva muito grande.”

Parcerias estratégias com transportadoras

O executivo destaca, ainda, que o sucesso da omnicanalidade da Riachuelo envolve também outras práticas. As lojas contam com infraestrutura com máquina específica para transações feitas online e outra para impressão de etiquetas de entrega, por exemplo. “Também temos parcerias estratégicas com transportadoras, o que nos que permite fazer uma entrega mais rápida para nossos clientes.’

O conselho de Allison Rorato para quem está embarcando na jornada multicanal é, além de fazer a escolha correta das ferramentas, ter a garantia de que o conceito omni está disseminado em toda a empresa e em cada etapa da venda.

“É preciso, também, unificar o pós-venda. Não faz mais sentido considerar o cliente do canal A e o cliente do canal B como diferentes. Uma vez que o cliente seja considerado omni, não é só a percepção de experiência para ele que será alterada, mas também a confiança que ele tem na empresa e o retorno que ele espera. Transformar cada loja em um mini centro de distribuição é uma trilha que pode ser transpassada”, afirma.

O começo da jornada omnichannel

Essa é uma tecla na qual Marco Beczkowski, diretor de Vendas e Costumer Success da Manhattan Associates no Brasil, vem batendo há pelo menos quatro anos. “Para construir jornadas omnichannel, é preciso ter a visibilidade de todos os estoques em um único local. Esse é um primeiro passo, que o cliente não vê. Mas, a partir daí, a empresa segue para a orquestração de pedidos, que permite que ela analise quando é mais barato ou mais caro mandar o produto de um lugar para outro. Quando se tem tudo unificado é que a jornada omnichannel começa”, afirma.

Para ele, o grande desafio de projetos como o implementado pela Riachuelo é montar a base. “Ser omni não é só fazer um puxadinho no PDV para fazer o pick-up in store e não é só fazer entrega online em duras horas”, define.

Mas todo o trabalho, claro, precisa também ser visto pelo cliente em algum momento. E isso acontece na hora em que ele interage com a marca. “Existe experiência pior do que comprar algo pela internet, sair de casa, chegar na loja e o produto prometido não estar lá? Se você não faz a integração completa, o PDV não vai enxergar o pedido do e-commerce”, exemplifica. “Quanto menos fricção, melhor a venda.”

Segundo o diretor de Vendas e Custer Success da Manhattan Associates no Brasil, com a pandemia, a demanda por esse tipo de tecnologia aumentou.

“O tipo de cliente que está vindo falar com a gente agora tem problemas reais e complexos a serem resolvidos. Ele percebeu que não é tão fácil ter o pick up in store, porque existe um custo envolvido no atendimento omnicanal. O custo de atendimento na loja é barato; no e-commerce, é maior. Com o pick up, existe o custo do atendimento no Centro de Distribuição, do frete para envio do produto até a loja, do vendedor que entrega o produto ao cliente. As pessoas não estavam preocupadas com a lucratividade do omni.”

de Aiana Freitas – 14 de outubro de 2020 – https://mercadoeconsumo.com.br/2020/10/14/pos-venda-tambem-precisa-ser-omnichannel-alerta-gerente-da-riachuelo

As tecnologias que estarão em evidência na retomada

As tecnologias que estarão em evidência na retomada

Com o comércio sendo conduzido a um caminho de reabertura gradual dos negócios, o desafio para o varejista está em encontrar, ao mesmo tempo que busca uma equação que seja favorável para a reabertura, a criação de um ambiente de vendas que seja convidativo e acolhedor, sem abrir mão de fornecer todos os processos e mecanismos possíveis para que seus consumidores sintam-se seguros e aptos a voltarem a comprar.

Se os pequenos negócios vão precisar usar de pessoas e processos mais simples, como a disponibilização de álcool gel, o uso de termômetros de leitura rápida ou uma pessoa para controlar a entrada e saída de consumidores da loja, mantendo um número adequado de ocupação, é fato que muitos varejistas poderão buscar na tecnologia um apoio para a criação de ambientes que além da segurança, se mantenham produtivos e eficientes, buscando a minimização de custos e a maximização de resultados. Algo essencial para esse momento.

Em termos de tecnologias, os sistemas de vídeo analytics parecem ter encontrado seu grande momento. Compostos de câmeras e sensores dotados de inteligência artificial, estão sendo utilizados para questões que vão desde o controle de entradas e saídas de pessoas (por conta do controle de ocupação), passando até mesmo pelo emprego de câmeras térmicas, capazes de identificar a variação de temperatura dos consumidores, um dos importante indicadores no caso do novo coronavírus.

E o controle de pessoas não para somente no vídeo analytics. Uma novidade que veio à tona durante a pandemia está no controle de pessoas por sinal de celular, capaz de registrar comportamentos ou quantidades, sem a necessidade de se identificar os usuários, e que foi amplamente divulgada por entidades públicas que utilizaram o sistema para controle dos índices de isolamento da população. Algo que poderá ser utilizado, por exemplo, para entender a retomada em corredores comerciais e shopping centers.

Além disso, a necessidade de tecnologias que permitam o que em outro artigo chamei de “Touchless Retail”, estão na questão dos meios de pagamento. O reconhecimento facial, antes uma utopia para muitos negócios, passa a se tornar cada vez mais realidade e os exemplos em breve poderão ser vistos, com tecnologias que vem sendo oferecidas tanto por grandes players de mercado, como startups, e  que serão aplicáveis em questões que vão desde o reconhecimento de funcionários em empresas, substituindo os relógios de ponto, à tecnologias que permitirão que se pague uma conta sem a necessidade de dinheiro, cartão, ou senha.

Decorrente da expansão digital que a pandemia parece ter trazido, com uma estimativa de crescimento de até 30% no e-commerce em termos de canal, operações que facilitem a compra sem a necessidade de contato ou que promovam uma experiência cada vez mais rápida, como sistemas de drive-thru, áreas de “click & collect” (clique e retire), smart lockers (similares à vending machines), ou até mesmo lojas completamente automatizadas, à exemplo da Amazon Go nos Estados Unidos serão muito mais vistas já no segundo semestre no país, com diversas iniciativas tomando forma, em modelos que tomam forma como a recente Omnibox, que oferece uma interessante experiência, inicialmente sendo instalada em condomínios pela Grande São Paulo.

E se a venda ganhou novos caminhos, passando de uma venda passiva, para uma venda totalmente ativa, os canais das redes sociais nunca foram tão importantes para o varejo nesse momento. Já está havendo uma nova onda de softwares que auxiliam o controle, o direcionamento e uma melhor interatividade entre vendedores e consumidores através dessas ferramentas. Nos Eua, Hero e The Call List são duas startups que tem apoiado de forma interessante a conexão nesse sentido.

[…] Se o mercado nunca pareceu tão difícil, e tão complexo, nunca houve tantas oportunidades para se inovar e buscar novos caminhos no negócio como hoje. E a tecnologia terá papel fundamental nessa retomada.

Por Caio Camargo -3 de junho de 2020 – https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/06/03/as-tecnologias-que-estarao-em-evidencia-na-retomada

Hering inaugura loja conceito no Shopping Morumbi, em São Paulo

Foi inaugurado no Morumbi Shopping, em São Paulo, a Hering Experience, loja conceito da marca de roupas. O objetivo do local é colocar a relação com o consumidor em primeiro lugar, destacando o storytelling da marca. A tecnologia é usada para oferecer facilidades e fortalecer esta relação. O espaço proporciona uma experiência interativa, com funcionalidades de serviços e personalização.

A loja conceito foi pensada para que o cliente seja o protagonista. Na vitrine, ele pode interagir e tirar fotos, o que também é possível nos outros ambientes Instagramáveis da loja. O espaço “Do seu jeito” é dedicado para a escolha de estampas exclusivas para imprimir nas camisetas, que ficam prontas na hora, em um processo que deve durar cerca de cinco minutos. Em frente ao ponto de venda, uma televisão disponibiliza conteúdo personalizado.

No provador, o consumidor tem toda a coleção disponível para consulta em uma tela touch screen, por meio da qual pode descobrir quais são as peças que podem ser combinadas com a que está sendo provada. Se ele quiser novas peças ou tamanhos, a solicitação pode ser feita ao vendedor sem sair da cabine.

Para o Diretor de Negócios Hering, Thiago Hering, o novo espaço quer ampliar a experiência de compra: “usamos a tecnologia como instrumento de otimização desta loja conceito, onde o consumidor está no comando de tudo. Ele define como quer conhecer os produtos, analisar suas combinações e até como comprar”.

O local abriga sensores que identificam as preferências de maneira personalizada e outras funcionalidades de gadgets estão espalhadas pelo espaço. “Mais do que disponibilizar a facilidade para nosso público, queremos conhecê-lo ainda melhor e valorizar – cada vez mais – nossas relações”, destacou Hering.

A loja do Morumbi Shopping segue o conceito omnichannel. “A Hering Experience concentra diferentes modelos de canais de venda em um único espaço. Nesta loja, é possível fazer compras e receber os produtos em casa, ou retirar em um locker o que foi comprado pelo site”, disse o diretor.

Algumas funcionalidades do local são invisíveis aos clientes, mas facilitam o trabalho e administração da loja, auxiliando o time do ponto de venda a oferecer sua melhor performance. O estoque, por exemplo, estará bem abastecido e com o sortimento de acordo com a demanda, já que as etiquetas RFDI atualizam automaticamente o sistema sobre a venda e avisam que a peça já não está mais disponível. A equipe também tem à disposição um dashboard que, baseado na disposição dos produtos, sinaliza as áreas quentes e frias em vendas da loja, segundo o interesse dos clientes; os sentimentos dos visitantes em relação às peças, por meio de análise facial, e traça o perfil dos visitantes da loja, o que pode orientar estratégias de disposição das peças.

Muitas das tecnologias usadas na loja são nacionais e foram desenvolvidas por statups apoiadas pela companhia. A ICXLabs, por exemplo, desenvolveu o espelho interativo, que permite navegar no catálogo de produtos escolhendo modelos e variações de cores disponíveis.

A Hering planeja expandir o conceito da Hering Experience, ou parte de suas funcionalidades e sistemas pontuais, para outras lojas próprias e franquias em breve

Havaianas inaugura primeira loja conceito com formato Shopper Mission Lab

A Havaianas reinaugurou sua loja no Shopping Iguatemi Faria Lima com um novo conceito. A chamada Havaianas Lab possui um formato Shopper Mission Lab, voltada para a conexão tecnológica, tendo como foco melhorar a experiência do cliente em todos os pontos de contato durante sua jornada de compra.

O objetivo do estabelecimento é ser uma espécie de laboratório para testar tecnologias. Outra unidade do conceito será inaugurada no início do ano que vem em Carnaby Street, Londres (UK).

A loja contará com telas interativas, provadores inteligentes, check-out móvel, lockers para retirada de compras online e vitrine infinita para compra de produtos disponíveis online. A Havaianas Lab irá promover coleções e ocasiões de uso para o usuário por meio da exposição dos produtos em moodlists. Oferecendo uma curadoria de produtos expostos fisicamente, a loja contará com o portfólio integral da marca digitalmente.

“Queremos ampliar a nossa conexão com o público jovem, e vamos nos comunicar com eles da forma com que ele está acostumado a interagir. Dessa maneira, a loja passa a ser organizada em moodlists, com seções por ocasiões de uso. A ideia é que, ao circular, o cliente descubra, além de novos produtos, inspiração de como usar nossas peças. É uma navegação com foco na descoberta”, explicou a diretora de marketing e inovação Global da Alpargatas, Fernanda Romano.

A nova loja também vai permitir que seja exposta uma coleção completa dos produtos da marca, o que nem sempre é possível no modelo tradicional de PDV. “Agora, o cliente vai ter acesso a modelos-chave na loja e ao restante em vitrines infinitas, graças às tecnologias implantadas. Nossa linha mais urbana vai ganhar novos espaços e itens colecionáveis, como as linhas de licenciados, também. Vamos explorar diferentes ocasiões de uso” explicou Fefa.

“Esses Shopper Mission Labs visam entender e identificar as necessidades dos consumidores da marca, monitorando estes dados, aprimorando os seus processos, formando e capacitando pessoas. Essas lojas laboratórios têm o objetivo de aprender com o consumidor e, a partir daí, realizar a melhor oferta para os seus clientes. Essas experiências sendo aprovadas ganharão outras lojas da rede”, explicou Jean Paul Rebetez, sócio-diretor da GS&Consult.

A Two Design foi responsável por criar o conceito de moodlists no projeto de arquitetura flexível da loja. “Com a mesma lógica de consumo do Spotify, a loja não se divide em masculino, feminino, etc, mas sim em “lists” de moods, como, por exemplo: Brasilidades, Pé na Areia, Sinta o Verão, e por aí vai. Algo que muda a dinâmica de exposição e se encaixa à dinâmica de consumo atual”, disse Erick Machado, sócio e diretor criativo do escritório.

A agência internacional focada em produtos digitais Work & Co também fez parte do projeto, colaborando no desenvolvimento dos conteúdos dinâmicos e interativos da loja. “Num mundo em constante mudança, precisamos evoluir no mesmo ritmo do público. A Havaianas Lab é um espaço físico equipado com experimentos, com o objetivo único de aprender e melhorar a experiência de descoberta, compra, e do relacionamento com o seu público”, destacou Diego Zambrano, um dos sócios da Work & Co. e líder da conta da Havaianas.

Para responder mais rápido às expectativas e necessidades dos seus usuários, essa loja faz parte de um projeto maior do grupo Alpargatas que abre quatro Shopper Mission Labs até o fim do ano em São Paulo, Rio de Janeiro e Londres, em 2020. A companhia desenhou um novo modelo de lojas para as marcas Havaianas, Osklen e Mizuno para oferecer mais experiências e serviços. Os novos pontos de vendas são conectados com novas tecnologias e permitem que a empresa possa escalar inovações de forma acelerada e eficiente.

“A consultoria da Gouvêa de Souza vem ajudando a Alpargatas a entender e identificar as necessidades desses consumidores, a partir de softwares como o Facemedia, onde traduzimos e correlacionamos todos os comportamentos assinalados nessas lojas, traduzindo isso em experiências, em um melhor sortimento de vendas, em formação e capacitação de suas equipes”, contou Rebetez.

Centauro lança novo modelo de loja voltado para experiência

A Centauro lançou um novo modelo de loja e está remodelando suas unidades. A loja do Shopping Ibirapuera foi inteiramente transformada, para o modelo chamado Geração Cinco (G5), voltado para a experiência do consumidor e ao oferecimento de serviços personalizados. O espaço possui 1.137 m² e passou a servir como um hub do esporte, promovendo ações em conjunto com marcas parceiras. O objetivo da loja é valorizar o relacionamento com todos os clientes e, principalmente, com a população local.

A loja possui provadores Inteligentes, que permite que as peças escolhidas pelo cliente sejam identificadas e, por meio de uma tela, disponibiliza informações sobre os produtos. Com isso, o consumidor pode solicitar outro tamanho ou até mesmo receber recomendações de artigos similares sem sair da cabine.

O caixa da unidade é móvel. Os consultores da loja podem finalizar a compra dos clientes em qualquer lugar das novas lojas, não sendo necessário pegar filas. Os totens com tablets também permitem acesso a uma infinidade de itens, que podem ser solicitados para entrega em casa ou retirada em loja.

A nova loja possui lockers para a retirada de compras online. Ao comprar um produto no site e optar por retirar o mesmo na loja, o cliente recebe um e-mail com um código e número do locker. O mesmo deverá ser usado para abrir o armário no qual estará guardada sua compra. Dessa forma, o consumidor retirará seu produto rapidamente na loja, evitando filas e economizando tempo.

Na Centauro é possível testar bikes e identificar o tipo ideal de acordo com as preferências e características. A experimentação está dividida em duas fases: testas as bikes nas próprias lojas e, em seguida, escolher a bicicleta ideal em uma tela interativa.

É possível também experimentar calçados. Os tênis podem ser provados em uma esteira conectada a telas que simulam circuitos de corrida do mundo todo, permitindo ao cliente testar pisadas e encontrar o modelo ideal para sua atividade.

Em um dos ambientes das novas lojas, a Centauro passa a oferecer mais opções de personalização, além da já tradicional estamparia de camisas de futebol, agora com a customização de chuteiras.

As novas lojas da rede atuarão como um hub de entretenimento, recebendo uma série de eventos em conjunto com marcas parceiras, além de realizar transmissão de jogos ao vivo, aulas, workshops, valorizando o relacionamento com todos os clientes e, principalmente, com a comunidade local.

Ao unir produtos, informação e serviços em um único lugar, os consumidores terão acesso a experiências diferenciadas, por meio das tecnologias. A loja conta com 25 colaboradores, que estarão prontos para atender e auxiliar os clientes nessa nova jornada, além de mais de 30 mil itens disponíveis, entre calçados, acessórios e vestuários.

Riachuelo inaugura flagship no Shopping Morumbi em São Paulo

A varejista de moda Riachuelo lançou um novo modelo de loja, no Shopping Morumbi, em São Paulo.  A unidade possui 2.290m2 e conta com um mix completo de produtos da marca, com novos serviços e projetos pilotos da companhia. A loja possui experiência de compra digital, com a realização dos pagamentos sendo feitas por meio de dispositivos móveis espalhados pelo estabelecimento.

A flagship possui uma estratégia omnichannel, integrando a loja física com o universo digital. O cliente faz a compra digital na loja e escolhe o endereço para entrega, sem custo. Há ainda a opção dos lockers, que permite a realização do”compre e retire em loja”.

Os provadores da unidade utilizam tecnologia. Por meio de um espelho interativo, os clientes podem ver as outras cores e tamanhos disponíveis das peças, solicitar novos itens e ajustar a intensidade de luz.

A loja é organizada em departamentos, que possuem design e comunicação visual próprios. Ao todo, a unidade possui 67,8m2 de painéis de LED com o conteúdo e storytelling da marca. O espaço possui ainda áreas instagramáveis, como bonecos em tamanho real de personagens da DC, voltados para a interação dos clientes.

A Riachuelo do Shopping Morumbi possui ainda uma área voltada para a customização de peças, como jaquetas e camisetas. O chamado espaço RCHLO + permite a criação, impressão de estampas na hora e a aplicação de patches.

No mesmo espaço serão realizados workshops, bate-papos, ativações com artistas, entre outros. “Queremos que a loja se torne um espaço de encontro e, principalmente, de compartilhamento de ideias e experiências”, disse Elio Silva, diretor executivo de Marketing.

A loja recebeu o selo HBC (Healthy Building Certificate), uma certificação internacional que atesta a saludabilidade de construções com base na qualidade do ambiente. As luminárias foram produzidas a partir de cabides plásticos reciclados, uma reutilização dentro da própria cadeia.

A inauguração do Shopping Morumbi integra o plano de expansão da marca. Está prevista a abertura de mais três lojas e outros projetos, que serão lançados como pilotos na nova unidade e serão replicados nas demais lojas da rede nos próximos anos.

5àsec lança modelo de franquia baseado em lockers

A 5àsec lançou um modelo de franquias baseado em lockers. Os armários digitais podem ser instalados pelos franqueados que já compõem a rede em condomínios residenciais, comerciais e até academias. A estratégia da marca é oferecer uma experiência diferenciada, além de comodidade aos clientes, que podem deixar suas roupas para serem limpas pela lavanderia, sem precisar sair de casa. Até o final do ano são esperados, ao menos, 50 lockers em diferentes estados brasileiros.

A empresa já utiliza há alguns anos o sistema de delivery no Brasil, que foi uma estratégia encontrada para facilitar o dia a dia do cliente. Com a evolução da tecnologia, a mudança de hábitos dos consumidores e a falta de tempo, o delivery passou a não ser suficiente, pois as pessoas começaram a sair muito cedo e voltar muito tarde para casa. Para resolver de uma vez por todas estas questões, a marca decidiu apostar nos lockers, armários digitais que podem ser implantados em locais estratégicos.

A ideia surgiu graças a uma demanda dos próprios franqueados, que buscavam a abertura de pontos de coletas dentro de condomínios para atendimento em horários alternativos. Além disso, o modelo de negócio se torna mais eficiente porque dispensa o uso de um colaborador, além de funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana, de acordo com a necessidade dos consumidores e no horário de sua preferência.

A novidade é voltada para condomínios residenciais e comerciais, além de centros comerciais e academias. Para utilizar o serviço, o cliente entra no app da 5àsec, disponível em Android e iOS, para informar que está colocando as peças no armário e, em seguida, informa o número da porta. A loja responsável por aquele condomínio recebe a informação e providencia a coleta das peças no armário. O serviço de limpeza e a devolução ocorre em até 48 horas.

Vale ressaltar que o custo é o mesmo praticado nas lojas físicas, sem acréscimos ou taxas adicionas e sem cobrança do serviço de delivery. Também não há restrição com relação ao tipo de peças e todos os serviços e pacotes podem ser contratados por meio dos lockers. O pagamento é feito online, por meio do app, após cadastro e o destravamento da porta é realizado por meio de QR Code.

“As empresas que instalam armários para qualquer tipo de serviço em condomínios geralmente cobram do empreendimento um valor mensal de aluguel ou até mesmo o custo total, que varia de R$ 7 mil a R$ 12 mil. No caso da 5àsec, não será cobrado nada dos condomínios, já que o investimento é por conta do franqueado que colocará, sem custo de implantação ou cobrança mensal, os lockers para que os moradores ou trabalhadores do local possam usar os serviços da lavanderia. Teremos lockers com 10, 20 ou 30 portas, de acordo com a estrutura do empreendimento”, ressaltou o diretor Comercial da rede, Alex Quezada.

Segundo o Sindilav (Sindicato Intermunicipal de Lavanderias no Estado de São Paulo) mais de 20% da população economicamente ativa é considerada cliente em potencial. Atualmente, as pessoas estão cada vez mais inclinadas a utilizarem os serviços de lavanderias, seja por falta de tempo ou até mesmo falta de espaço para estender a roupas, fato que tem impulsionado, cada vez mais, o aumento de serviços de lavagem.

Dessa forma, a rede de franquias espera que os armários digitais aproximem ainda mais os clientes em potencial, já que se trata de um serviço totalmente acessível, prático e vantajoso. Os primeiros lockers serão implantados em condomínios localizados nos bairros Cidade Monções e Jardim São Luís, ambos na capital paulista, em São Paulo.

Por Imprensa Mercado & Consumo – 10 de julho de 2019

5àsec lança modelo de franquia baseado em lockers

Panvel instala lockers para retirada de compras online

A rede de farmácias Panvel está investindo em lockers para retirada de produtos comprados pelo site ou app. Localizados em pontos estratégicos, os armários já estão em funcionamento em 11 cidades da região sul do país, como Florianópolis, Caxias do Sul, Porto Alegre, Curitiba, além de São Paulo.

Os lockers estão instalados na parte externa de unidades da rede localizadas em ruas com grande movimento e local para estacionar. A empresa afirmou que se trata “de uma opção para as pessoas que prezam pela conveniência retirar seus produtos na hora mais adequada, bem como aqueles que desejam privacidade em relação às suas compras”.

Para utilizar esta opção, o cliente deve clicar em “retirar no locker” na hora em que estiver finalizando as compras no site ou aplicativo. Assim que as compras foram colocadas no locker, o cliente irá receber uma mensagem, avisando que os itens já estão disponíveis para retirada, além de uma senha para abrir o armário.

A Panvel possui 15 lockers próprios em funcionamento, além de cinco armários compartilhados em São Paulo, instalados em condomínios residenciais. Para este ano, a empresa planeja instalar quatro novos lockers.

Via Varejo lança lockers em postos de combustível no Rio de Janeiro

Por Imprensa Mercado & Consumo

A Via Varejo lançou lockers no Rio de Janeiro, localizados em postos de combustível. Os armários são operados em parceria com a InPost e a rede Ipiranga, e estão nos bairros de São Cristóvão, Jacarepaguá, Jardim Botânico, Botafogo e em dois locais na Barra da Tijuca.

Os clientes das redes Pontofrio, Casas Bahia e Extra podem comprar online e escolher a opção de retirar as compras nos lockers, em um modelo que já havia sido lançado pela Via Varejo em São Paulo, em janeiro deste ano.

Os seis pontos de retirada funcionam 24 horas e contemplam a retirada de produtos de pequeno porte ou eletroportáteis. Para abrir o locker, é necessário informar um código no terminal de autoatendimento. “Queremos estar onde nosso cliente está, ser relevante e trazer conveniência e agilidade para ele, além disso, o serviço é uma solução aos consumidores que possuem restrições de entrega”, afirmou Marcos Perim, diretor de omnicanalidade da Via Varejo.

A opção ‘Retira Rápido’ vem crescendo e representou 31,3% das vendas online nas principais categorias das bandeiras Casas Bahia e Pontofrio no 3º trimestre de 2018. A retirada dos produtos também pode ser feita nas agências dos Correios. Concomitante à chegada dos Lockers no Rio de Janeiro, atingimos 100% dos Estados brasileiros e 92% dos municípios, num total de mais de 7.000 pontos de retirada de produtos para facilitar ainda mais a vida de todos os nossos clientes, do jeito que eles gostam, querem e precisam”, explicou Perim.

https://www.mercadoeconsumo.com.br/2018/11/05/via-varejo-lanca-lockers-em-postos-de-combustivel-no-rio-de-janeiro