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Os quatro pilares de uma estratégia Omnicanal

No próximo mês teremos mais uma edição do LATAM Retail Show, o mais completo evento de varejo e consumo da América Latina, com palestrantes internacionais e as mais relevantes personalidades do varejo nacional.

Não é por menos que um dos assuntos que será abordado no evento será a Omnicanalidade, e de minha parte viemos – nos meus artigos – discutindo longamente uma série de motivos pelos quais algumas iniciativas Omnicanais falham.

Agora, já mais preparados a identificar estas razões, convido-os neste artigo, a refletir sobre os quatro pilares fundamentais da Omnicanilidade, que sem eles, provavelmente qualquer iniciativa Omnicanal será rasa e com promissoras chances de falhas.

1 – Tecnologia: sem tecnologia como suporte de integração entre processos, sistemas, canais, logística, CRM, financeiro, ‘procurement’, não há Omnicanalidade! A tecnologia integrada é quem suporta os canais com visibilidade.

2 – Design: o Design ao qual me refiro aqui é mais amplo e não somente a formas e layouts… mas no como o serviço que presto ou produto que vendo são planejados, desenhados, arquitetados, pensados e criados em qualquer campo – modelo de negócio, fluxo de organização do trabalho, jornada do cliente, conformidades, logística, pós venda ou recompra.

O Design sendo o conjunto de métodos e processos para resolver problemas – Design Thinking. Aplicando-se o Design Thinking nas estruturas conseguimos imprimir resoluções completas com times multifuncionais, células rápidas atuando diretamente nos problemas e oportunidades para o negócio.

Exemplo Spotify l Fonte: Spotfy

3 – Data Science: algoritmos e business inteligence aplicada a conhecer o seu cliente! Por meio da coleta e análise dos dados do seu cliente, é possível adicionar valor para sua base.

É mais caro conquistar novos clientes do que trabalhar a base que já dispomos. A partir dos dados gerados conseguimos até mesmo a automação com o passar do tempo, conquistando mais relevância, produtividade e assertividade. Estabelece-se uma régua de relacionamento de longo prazo, aumentando significativamente o time value de cada cliente.

4 – Customer Experience: o último dos pilares porém de longe o não menos importante é ser amado pelos nossos clientes!

Para tanto, entender profundamente quais são as necessidades essenciais do consumidor e quais inovações eles necessitam,  considerando as capacidades – capabilities – do negócio, poder desenvolver uma estratégia de negócio para buscar atender essas necessidades.

Isso se aproxima muito do que chamamos de shared value (valores compartilhados), elo forte entre ‘necessidade de consumidores’, inovação, “assets” corporativos e estratégia de negócio.

Como se não bastassem os quatro pilares fundamentais na construção de uma estratégia Omni, o aspecto transversal e que não podemos deixar de lado é o fator humano.

Cada vez mais, vejo que as empresas que estão liderando as transformações estão muito a frente da maioria nas questões de relacionamento humano.

Entenderam exatamente o contexto social que estão inseridas. Mais que isso, influenciam positivamente apoiando a diversidade cultural, de gênero e social, tirando o melhor proveito dessa diversidade.

Buscam construir times altamente capazes e diversificados, demonstrando que a criatividade e a inovação não são frutos de controle. Empoderam as pessoas para resolver problemas complexos e desafiam o “status quo” sempre!

A transformação antes de ser digital ela é humana, ou de genuíno entendimento do que as potencialidades humanas podem gerar para os negócios. As empresas que estão liderando essas transformações estão também liderando o capital humano.

Exemplo: Nubank l Fonte: Nubank

* Imagem reprodução

Nestlé abre loja própria e quiosque do Leite Moça em São Paulo

A Nestlé abriu neste mês o Empório Nestlé, loja própria da fabricante dedicada aos seus produtos. Localizada na nova sede da companhia, na Avenida das Nações Unidas, em São Paulo, a unidade ficou maior e passou a ocupar 744 m², com novidades no layout e na disposição dos itens, ambientes mais modernos, personalizados e destaque para as marcas. A loja está aberta ao consumidor, que encontra todo o portfólio da companhia, inclusive as novidades e lançamentos.

Na unidade estão à venda mais de 1.500 tipos de produtos, entre chocolates, culinários, cafés, lácteos, cereais, bebidas, achocolatados, nutrição infantil, alimentos para pets, entre outros. Também estão disponíveis itens de marcas como Loreal, Roots to Go, Terra Fértil, Life Mix, Sodiê e The Body Shop. O cliente também pode comprar pelo site e retirar na loja física duas horas após a confirmação do pedido. Há também a possibilidade de entrega para endereços que fiquem em um raio de até 15 km de distância da companhia.

Com a iniciativa, a Nestlé reforça a intenção de buscar novas formas de interagir com o consumidor e conhecer suas preferências. A integração entre loja online e física nasceu de uma parceria com a scale-up Supermercado Now, marketplace focado em supermercados que permite que o consumidor compre produtos de lojas próximas de seu endereço e os receba em até uma hora. A scale-up uma das empresas aceleradas por meio do programa Scale-Up Endeavor Alimentos e Bebidas.

A empresa também abriu nesta semana, por meio de sua divisão de foodservice, a Nestlé Professional, o primeiro quiosque tematizado do Leite Moça, operado por um parceiro comercial. O Cake Point by Moça está localizado no primeiro piso do Shopping Metrô Santa Cruz, em São Paulo e irá comercializar as receitas da marca, entre elas pudins, brigadeiros e bolos de diversos sabores. A meta da companhia é expandir e acelerar esse modelo de negócio nos próximos anos.

O maior risco para os shopping centers é calcular errado a velocidade da mudança

Os temas discutidos esse ano na RECON, maior evento da indústria de shopping centers, que aconteceu essa semana em Las Vegas, nos Estados Unidos, não deixam dúvida: os shoppings já começaram a sua trajetória de transformação.

Para começo de conversa, a própria necessidade de reinvenção do conceito dos shopping centers foi abertamente debatida no encontro desse ano. E essa evolução passa, é claro, pela revisão do produto que é hoje oferecido aos consumidores.

Esses foram alguns dos principais assuntos que estiveram na agenda da RECON esse ano:

– Novo tenant mix: espaços de coworking, operações relacionadas com saúde e bem-estar, entretenimento, novas marcas originárias do varejo virtual e pop-ups, para citar apenas alguns exemplos, mereceram destaque e vão ocupar rapidamente os espaços vagos deixados pelas lojas de departamento e por aquelas operações que foram engolidas pelo tsunami das mudanças;

– Foodservice: os shoppings não reduziram o apetite e interesse por restaurantes. Food halls e novos formatos continuam desembarcando nos shopping centers;

– Omnichannel começa a entrar na pauta do setor, embora ainda com menos destaque do que o tema mereceria. O debate ainda gira em torno da reação dos shoppings às estratégias do varejo, como o click & collect. Iniciativas de marketplace, como as que shoppings brasileiros têm desenvolvido, não deram as caras em Vegas até agora;

– Social media é unanimidade: gerenciar efetivamente as mídias sociais dos shoppings parece ser a principal obrigação dos executivos de marketing hoje;

– Tecnologia: temas como inteligência artificial, realidade virtual, startups, impacto dos veículos elétricos, carros autônomos e cidades inteligentes estiveram presentes nas sessões, mas o que se viu na feira foi algo bem limitado, distante do que se encontra, por exemplo, em uma NRF.

Quem esteve em Las Vegas esse ano percebeu claramente que a indústria de shopping centers já está consciente que do jeito que está não dá para ficar. Por outro lado, não deixa de ser um pouco preocupante a lentidão com que as mudanças estão ocorrendo nos shoppings americanos, se comparadas com o que a gente vê no varejo ou em países como China e Israel. Até mesmo alguns shopping centers brasileiros, apesar dos obstáculos e das crises persistentes, guardadas as devidas proporções, estão se mexendo mais rapidamente, e de maneira mais corajosa, do que muitos gigantes americanos.

Provavelmente, os maiores riscos para os shopping centers não são a concorrência do e-commerce ou o suposto desinteresse dos jovens pelos malls. A grande ameaça ao setor é subestimar a velocidade da mudança em curso.

E isso vale tanto para os shoppings de lá como para os de cá.

Marisa investe em omnichannel e reforça o serviço Clique e Retire

A Marisa, maior rede de moda feminina e de lingerie do Brasil, comemora a primeira fase da sua transformação para o modelo omnichannel com a expansão do serviço Clique e Retire para 115 lojas em todas as regiões brasileiras.

Dessa forma, a rede alia a conveniência da compra digital com a praticidade da entrega presencial na unidade de escolha do cliente. Com Clique e Retire, a Marisa responde a uma demanda de suas clientes que querem comprar online, mas não estão em casa durante o dia para receber suas entregas. A modalidade também possibilita que a consumidora tenha contato com o produto, facilitando a prova antes de levar as peças para casa, e faça a troca imediata, se necessário, além de permitir a escolha de itens complementares para sair da loja com um look completo. Outro benefício para a cliente é o frete grátis sem valor mínimo de compra.

De acordo com Marcelo Pimentel, vice-presidente de vendas e operações da Marisa, a funcionalidade contribui para aumentar o fluxo de clientes em loja. “Começamos a testar o serviço em 2018 e identificamos que havia ganhos para os dois canais: clientes online passaram a frequentar nossas lojas físicas e os pontos de venda que divulgavam o site como opção para encontrar produtos geravam menos atrito. Com o omnichannel, reduzimos a ruptura e garantimos maior disponibilidade de produtos. A expansão do número de lojas para retirada em maio de 2019 vai melhorar a experiência de compra e aumentar a fidelidade da consumidora”.

O executivo respondeu algumas perguntas para o portal Mercado & Consumo:

Os consumidores brasileiros já têm um comportamento omnichannel? Ou ainda precisam evoluir neste sentido?
As nossas clientes já estão conectadas nos diversos canais da marca em busca informação e moda e conveniência de compra. Por alguns meses, oferecemos a opção de comprar no site e retirar na loja em apenas algumas lojas, mas em todas as regiões do Brasil, para testar o serviço. Nesse período, identificamos que havia um bom número de consumidoras que preferiam retirar na loja por não ter como receber durante o dia ou por querer experimentar o look.

Esse comportamento é mais frequente nas consumidoras mais jovens, que já nasceram num mundo digital. Nas mulheres mais maduras, percebemos que o consumo de informação de moda acontece em todos os canais e principalmente no digital, mesmo que ela ainda prefira comprar na loja física hoje em dia. Em pouco tempo, porém, a compra desse perfil também passará a ser mais omnichannel, o que nos levou a expandir o clique e retire para mais de 100 lojas em abril de 2019.

Também inauguramos um espaço na loja do Boulevard Tatuapé, em São Paulo, que respeita esses dois perfis: ele ajuda a transição das clientes que ainda não têm o hábito de comprar roupas pela Internet, com promotoras que facilitam a navegação pelo site, e apresenta produtos exclusivos do site para as clientes que compram online, mas talvez não tenham percebido que há mais opções.

Como uma marca de 70 anos se preparou para se adaptar a essa realidade que vem tomando conta do varejo?
A Marisa foi pioneira no e-commerce de moda ao lançar seu site há 19 anos. O fato de termos 70 anos e sermos a maior varejista de moda feminina e lingerie do Brasil mostra que estamos sempre atentos às transformações do mercado e da sociedade e não podia ser diferente no cenário digital atual. É claro que isso demanda mudanças internas: criamos um grupo de projeto multi-funcional, investimos em tecnologia, desenvolvemos treinamentos para a equipe de loja e administrativa e revisamos nossos processos, por exemplo.

O que foi feito em relação à cultura da empresa para que todos os colaboradores compreendam esse processo e estejam dispostos a fazê-lo funcionar – sobretudo os que trabalham na loja física?
A companhia realizou treinamentos com os funcionários para que estejam preparados para realizar as novas tarefas e receber o aumento do fluxo de clientes. Observamos um grande engajamento das lojas. Os times estão extremamente empolgados com o novo serviço que, além de gerar fluxo para a loja, traz novas consumidoras para o ponto de venda.

Vale ressaltar que o projeto de omnichannel está sendo desenvolvido em parceria com a Linx, empresa que conta com sistema especializado para o setor de varejo.

Blended Retail, um olhar 360° sobre o novo varejo

Seja na indústria ou no varejo, como executivo ou como empreendedor, é certo que nos sentimos como verdadeiros malabaristas na condução dos nossos negócios no dia-a-dia. Com o desafio de equilibrar vários pratos ao mesmo tempo e a maestria para que nenhum deles caia, quebre e gere problemas ou prejuízos.

A analogia representa bem o momento atual de complexidade e reforça a necessidade de levar para o mercado uma proposta de valor única que mantenha seu negócio e você de pé.

No passado, eram poucos os ‘’pratos’’ para cuidar e o varejo na sua essência atuava como uma ponte entre marcas e consumidores. No novo varejo, o cenário é completamente diferente e são necessários vários pilares para sustentar uma operação saudável.

Um mundo mutante e um novo consumidor exigem das empresas e seus executivos um olhar completamente diferente perante suas estratégias de atuação.

Neste contexto surge um insight que serve como conexão da inspiração com o novo varejo. Trata-se do BLENDED RETAIL*, um conjunto de conceitos essenciais que se trabalhados de forma integrada e consistente garantem diferenciação ao seu negócio.

Provavelmente esses conceitos já são tratados na sua empresa, mas é fundamental que se busque a validação contínua e melhor posicionamento dos mesmos diante de um mercado tão disruptivo.

Visitar e revisitar os conceitos do Blended Retail é um processo contínuo e tem o poder de transformar a relação da sua empresa com os seus consumidores, definir os melhores meios para interagir com o mercado, desenvolver os canais e formatos mais adequados a serem utilizados com os clientes e, principalmente, ressignificar o ponto de venda, que passa a ser um ponto de relacionamento, experiência, contato e, sobretudo, fidelização.

O primeiro e um dos conceitos mais importantes é o PROPÓSITO, que é a razão da empresa existir. Nos dias atuais, consumidores e colaboradores dão muito valor a ele. Tão importante quanto ter um propósito genuíno, é a capacidade de contar essa história e gerar um vinculo emocional entre a marca e quem a consome (STORYTELLING).

Obviamente que para dar vida a tudo isso, PESSOAS precisam estar engajadas, motivadas e treinadas. Essa é uma premissa que tem feito a diferença em empresas que se destacam.

A transformação digital faz com que as pessoas consumam e interajam com produtos e serviços em momentos e de formas diferentes. Por isso, o conceito de NO CHANNEL é relevante na estratégia de qualquer empresa e integrar os canais ON e OFF na jornada de compra de seus consumidores é uma obrigação.

Executar e entregar valor para o mercado passa pela capacidade de OPERAÇÃO das empresas e exige sinergia de áreas diferentes, o que nem sempre acontece com harmonia. Sustentar essa operação em ambientes tão dinâmicos, desenvolver uma boa gestão com processos e indicadores bem definidos representa EFICIÊNCIA que traz resultados.

Na jornada OMNI, o fator TECNOLOGIA se bem utilizado traz benefícios tanto dentro como fora da empresa e facilita na conquista e engajamento de colaboradores e consumidores, que serão os verdadeiros embaixadores da sua marca.

Com tanta competitividade e um consumidor com tantas opções, empresas aportam valor no relacionamento com clientes, resolvendo de fato os seus problemas através de SOLUÇÕES cada vez mais completas de portfólio de produtos e agregando SERVIÇOS na entrega.

Conceitos maduros, mas destaco ainda a ampla oferta de PRODUTOS, sortimento relevante e ambiente de vendas caracterizado por uma ATMOSFERA que surpreenda seu cliente na sua experiência de compra.

Completando a análise 360 graus sobre o novo varejo, ressalto a importância de qualquer profissional acompanhar o desenvolvimento dos ECOSSISTEMAS de negócios em mercados como o chinês e o americano. São as melhores referências para quem busca levar uma proposta de valor com oferta literalmente completa para seu mercado.

Como mencionado no início do artigo, são muitos os ‘’pratos’’ para equilibrar e muitas empresas e profissionais estão adotando a cultura agile no entendimento e adoção de estratégias que apliquem todos esses conceitos do Blended Retail.

Uma visão mais ampla, holística e um mind set de crescimento são essenciais e o mercado não preservará os que ficarem na zona de conforto. É preciso senso de urgência! Quem espera nunca alcança!

 

Nota 1: A GS&Consult, consultoria de negócios do Grupo GS& Gouvêa de Souza especialista em varejo e comportamento de consumo, possui metodologia de trabalho baseada nos desdobramentos  do conceito Blended Retail. Através de analises de gaps, aderência e grau evolutivo da sua empresa em relação ao novo varejo, definimos as principais diretrizes estratégicas e táticas recomendadas sob medida para seu negócio.

Nota 2: BLENDED RETAIL* – Termo criado e desenvolvido pelo time de consultores do Grupo GS& Gouvêa de Souza a partir de estudos, analises de práticas de mercado e cases do novo varejo nacional e internacional.

A experiência em Data Driven Marketing da Bibi Calçados

Fabricante e varejista de calçados infantis aposta em ferramentas capazes de personalizar a comunicação e estreitar o relacionamento. Resultado: crescimento em dois dígitos

Por Priscilla Oliveira | 10/05/2017

O uso de inteligência dos dados foi a estratégia encontrada pela Bibi Calçados para continuar alcançando seus consumidores e ampliar as vendas. Ao perceber que as mídias tradicionais não impactavam mais o público de maneira eficaz e que o comportamento do consumidor estava mudando, ficando cada vez mais digital, a companhia passou a investir em B serviço para o consumidor”, explicou Débora Iserhardt, gerente de Marketing da Bibi Calçados, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mensagens customizadas
Para manter essa relação mais estreita, a companhia passou a enviar para os clientes conteúdos relevantes, como os cuidados com a escolha do sapato ideal, crescimento e desenvolvimento infantil e ainda prestasse um serviço. “De acordo com o crescimento dos pés das crianças, enviamos uma mensagem para lembrar aos pais que a mudança na numeração está próxima e que será preciso comprar um novo calçado. A comunicação customizada considera as informações de compras anteriores sobre o tipo preferido, tênis ou sapatilha, se é para menino ou menina e faz uma oferta”, acrescenta Débora.

Para planejar e executar campanhas nos mais diversos canais digitais, como e-mail, mobile, redes sociais, a marca utiliza a ferramenta Oracle Responsys Marketing Suite. A tecnologia é fundamental, mas a participação dos vendedores e franqueados é decisiva. É no ponto de venda que é feita a coleta de informações dos consumidores como nome do comprador, grau de relacionamento com a criança, nome da criança, idade e modelo preferido. No sistema há informações que apontam que a variação do tamanho do calçado de acordo com o período de tempo. As informações integradas a camada de dados da Pmweb, que gera campanhas de forma automática para que o consumidor receba a oferta certa, no tempo certo com a recomendação de produto de acordo com a necessidade da criança.

A comunicação integrada mostra que a companhia não faz distinção entre os seus clientes. “A origem de todas as ações digitais é o cadastro na loja. A Bibi está preocupada em capturar o dado correto desde o início da relação com cada um dos seus clientes. A empresa não diferencia o mundo físico do online. A comunicação digital é feita para se relacionar com clientes, não com clientes do online ou do off-line”, comenta Augusto Rocha, Sales Partner na Pmweb, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Relacionamento B2B
Apesar da importância dos vendedores e franqueados na operação digital, nem sempre eles enxergaram a estratégia como aliada. No começo, eles achavam que o e-commerce poderia ser um concorrente e que as campanhas seriam apenas para movimentar a loja online. A execução mostrou que a estratégia era benéfica para todos. “Quase 90% dos clientes que efetuam uma compra após serem impactados pelo e-mail marketing vão para loja física. Eles, hoje, percebem e reconhecem a importância da informação e do cadastro estar correto, porque sabem que a Bibi vai conseguir impactar o consumidor a voltar na loja”, reforça Rocha.

De maneira geral, 5% de quem compra na loja foi impactado por alguma ação de e-mail marketing. Um dos diferenciais na estratégia está também em sua construção. As newsletters enviadas pela marca contam com dois botões: um de “compre agora” e que leva para o e-commerce e outro de “não compre agora, procure a loja mais próxima”. “A partir do momento que os franqueados perceberam que a estratégia dá resultado e que é possível mensurar tudo, eles enxergaram a importância da coleta correta dos dados e que todos saem ganhando”, pontua Débora.

A estratégia ominichannel da Bibi Calçados permite que o consumidor escolha o seu canal preferido, sem priorizar loja física ou a virtual. Para ampliar essa experiência, a companhia começa a testar um modelo que permitirá que o consumidor efetue a compra na loja física pelo e-commerce e receba em casa, possibilitando a experimentação, o contato físico da peça. Da mesma maneira que o cliente do online possa fazer trocas no ponto de venda. As possibilidades ainda estão em experimentação em apenas algumas lojas da rede e podem ser ampliadas no futuro.

Foco no consumidor
Um dos diferenciais que potencializou a estratégia desenvolvida pela companhia é a maneira como desde o início da trajetória ela colocou o consumidor em primeiro lugar. A preocupação com a criança e seu bem estar fez com que a fabricante investisse em pesquisas para entender o desenvolvimento infantil para desenvolver os produtos. Esses levantamentos hoje se transformam em conteúdo que compartilhado com os pais. “Estudos apontam que as crianças têm que usar o tamanho adequado para o pé e não calçados maiores ou menores. O melhor calçado que uma pessoa tem que usar é entre 0 e 12 anos, pois é o período de formação e base do corpo. O sapato inadequado nesta época pode causar uma má formação dos pés, ossos e músculos, problemas nos joelhos e costas no futuro”, explica a executiva.

Ao compartilhar as preocupações dos pais, a companhia consegue entregar informações relevantes, prestando um serviço importante. “Na primeira infância, a criança não entende o desconforto e ainda não sabe dizer que está sentindo, então é uma preocupação que os pais têm, principalmente os de primeira viagem. Ao ofertar o produto certo, ajudamos a minimizar essas questões”, pontua.

Para estar ainda mais próximo do cliente e acompanhar de perto suas expectativas e anseios, em 2008 a companhia resolveu entrar no varejo, pois percebeu que as lojas multimarcas passavam por um processo de reformulação. “A gente entendeu que o caminho para conquistar o cliente seria com uma loja própria oferecendo uma experiência única, como uma marca especializada em criança e que realmente se preocupa com este público”, comentou Débora Iserhardt.

Atualmente a Bibi Calçados conta com 88 lojas, entre franquias e unidades próprias, e está presente em 24 estados brasileiros, além do e-commerce. O plano de expansão prevê a abertura de 22 pontos, fechando 2017 com 110 unidades operando no varejo nacional, onde também pode ser encontrado em milhares de multimarcas. Com fábricas em Parobé (RS) e em Cruz das Almas (BA), a Bibi Calçados produz cerca de 2,6 milhões de pares ao ano. A empresa também está presente em 65 países com marca e produção próprias.

https://www.mundodomarketing.com.br/cases/37337/a-experiencia-em-data-driven-marketing-da-bibi-calcados.html

Growth Marketer: tudo que você precisa saber

Empresas de software e negócios online se tornam gigantes de bilhões de dólares em valor através de uma estratégia chave: rápido crescimento. O relatório “Grow Fast or Die Slow”, da McKinsey&Company, demonstra que uma rápida taxa de crescimento é o fator mais relevante na avaliação dessas empresas porque trás maior retorno de investimento, indica chances de sucesso consideravelmente superiores e é mais importante do que margem ou estrutura de custos.

Mas como essas empresas atingem crescimentos tão explosivos em períodos tão curtos de tempo, chegando a avaliações de bilhões de dólares as vezes em pouco mais de 1 ano de vida? Entra aqui o Growth Marketing ou Growth Hacking.

O growth marketing se diferencia do marketing tradicional porque seu foco é voltado para o rápido crescimento. Trata-se de uma mentalidade diferente, que requer habilidades diferentes daquelas encontradas nos times tradicionais de marketing.

Quais as habilidades necessárias para ser um growth marketer?

Esse tipo de estratégia faz uso das tecnologias existentes, principalmente no que diz respeito a interpretação e uso de dados e métricas, utilização de redes já existentes de usuários e consumidores e melhorias incrementais através de testes contínuos.

Em resumo: o profissional de marketing precisa ter um conhecimento mais aprofundado de diversas tecnologias para se sair bem em um time de marketing com foco em growth. Saber programar e ter um conhecimento profundo de métricas são pontos altos de quem vai ocupar uma função desse tipo. Quer dizer que agora eu preciso saber programar para trabalhar com marketing? Calma, respira fundo!

Você não precisa necessariamente ser um mestre da programação, mas precisa sim entender como usar as tecnologias a favor da sua empresa e ter perfis complementares ao seu no time, que te permitam validar hipóteses e explorar as possibilidades existentes.

Por que o marketing focado em crescimento é importante?

Se não bastasse a demonstração inicial de que as startups mais bem avaliadas possuem crescimento explosivo, tenho mais um argumento: ao fazer uso de tecnologias e redes já existentes o custo de aquisição do usuário / cliente costuma cair.

O objetivo principal do time de growth marketing é identificar quais são as peças que fazem a roda girar mais rápido, montando uma verdadeira máquina de crescimento que, claro, precisa de ajustes constantes.

Alguém aqui já viu uma empresa dizer não a redução de custo de aquisição do cliente? Eu nunca vi. Mas o growth marketer não descuida dos clientes atuais, pelo contrário, uma das maiores fontes de crescimento – uma vez que você já tenha clientes o suficiente – é o cliente atual. Isso porque ele indica outros – o que com bom uso da tecnologia pode ser ampliado através de programas de recomendação, por exemplo – e pode subir de nível de consumo dentro do negócio em que você atua. Identificar o que faz um cliente sair de um tier para outro superior é, também, uma das chaves de crescimento.

O que empresas tradicionais, fora do mercado tecnológico, têm a ver com isso?

Tudo. Esse é um caminho sem volta pois o cenário tecnológico só avança. Enquanto atualmente a maior parte dos growth hackers (como ficaram popularmente conhecidos os growth marketers) pensa em como usar redes sociais e APIs disponíveis para alavancar o crescimento dos negócios em que atuam, temos por vir uma série de outras possibilidades de implementação, principalmente no que diz respeito a inteligência artificial.

Pense em algoritmos preditivos de comportamento, interação em tempo real no ponto de venda (omni-channel é um assunto discutido há anos, não é mesmo?) e inteligência artificial. Alguém tem dúvida de que esses campos já estão saindo da tela do computador e celular para qualquer negócio off-line?

Como posso me inserir nesse mercado?

Uma boa partida é se aprofundar sobre métricas e análise de dados, mesmo que a empresa em que você atue seja tradicionalmente off. Existe muito material disponível na Internet sobre o assunto e vale a pena pesquisar, até porque esse conhecimento e a prática do raciocínio lógico serão bem empregados em qualquer campo do marketing.

A partir daí, busque conhecer mais startups e empresas digitais e entender o que elas fazem. Engenharia reversa das táticas usadas por elas cai bem para começar a aprender mais sobre o assunto.

7 de junho de 2016 – Tahiana D’Egmont, CEO e sócia da Kickante

http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/2016/06/07/growth-marketer-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-profissional-por-tras-das-empresas-online-de-bilhoes-de-dolares.html