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AliExpress abre loja física no Brasil com compras feitas digitalmente

O AliExpress, pertencente ao Alibaba, abiu uma loja física no Shopping Mueller, em Curitiba. No local será possível fazer compras online e receber os produtos em casa, da mesma que seria feito por via mobile. A unidade será uma loja pop-up, com previsão de funcionamento por 30 dias como teste. O projeto foi feito em parceria com a empresa de pagamentos Ebanx.

A loja contará com uma vitrine digital em um painel de 30 metros, de forma semelhante às unidades da companhia na China, mas também contará com produtos físicos. Para fazer a compra, bastará que o cliente escaneie um QR Code e efetua a compra pelo smartphone.

“O shopping dá uma sensação de segurança ao consumidor. Colocar um e-commerce chinês nesse local ajuda a mudar a percepção de que os produtos de lá não têm qualidade. Há muito produto bom e vamos permitir que o consumidor tenha essas garantias”, explicou André Boaventura, sócio da Ebanx, destacando que a iniciativa tem como objetivo fornecer mais segurança aos consumidores brasileiros, já que muitos se sentem inseguros ao fazer compras no site chinês, temendo que os produtos não cheguem.

Varejistas norte-americanos apostam em unidades dentro de campus universitários

A rede norte-americana Target está tentando atrair estudantes universitários. Para alcançá-los, a oitava maior varejista nos EUA está apostando em mini-lojas, que tem cerca de um terço do tamanho de uma unidade típica. De acordo com Jacqueline DeBuse, porta-voz da empresa, o mix foi reduzido e feito com base em uma seleção cuidadosa de produtos, gerando forte alta nas vendas e impulsionando sua expansão.

Nos últimos anos, a Target abriu novas unidades em cerca de 100 campi. Ela planeja abrir aproximadamente 30 dessas lojas de pequeno formato em faculdades anualmente, nos próximos anos, assim como em cidades e outras áreas sem espaço para unidades de tamanho normal.

Como a Target estoca uma grande variedade de itens e sua cadeia de suprimentos permite que o varejista concilie prontamente produtos com base no interesse do consumidor, suas lojas menores são capazes de atender à demanda por itens específicos para seus clientes universitários, como alimentos no formato grab-and-go, eletrônicos e roupa de cama que se encaixa nos colchões do dormitório.

O varejista não está sozinho. Enquanto as faculdades há muito olham para as empresas externas para ajudá-las a incluir recursos como livrarias e restaurantes fast-food no campus, um novo impulso no varejo inclui lojas de departamentos, supermercados e até mesmo lojas de marcas populares de vestuário.

“Os bons varejistas estão sempre procurando uma saída”, disse Steve Niggeman, vice-presidente executivo da Metro Commercial, que faz negócios imobiliários entre faculdades e varejistas, incluindo a Target. Enquanto as faculdades variam em tamanho e cultura, seus alunos, funcionários e, até mesmo os pais visitantes, podem ser clientes “bastante cativos”, acrescentou.

No final do ano passado, a cadeia de supermercados Publix, com sede na Flórida, abriu sua primeira loja em campus, localizada em terras arrendadas da University of South Florida (USF – Universidade do Sul da Flórida), embora já tivesse uma loja a menos de dois quilômetros e meio do campus de Tampa. O local, cerca da metade do tamanho de seu supermercado típico, está localizado próximo à nova vila residencial da escola, que pode abrigar cerca de 2.000 estudantes.

Para Ana Hernandez, vice-presidente assistente de habitação e educação residencial na universidade, estas iniciativas tem sido um sucesso em vários níveis. Os estudantes estão à procura de mais comodidades, ela disse, enquanto a universidade está procurando maneiras de aprofundar as conexões dos alunos com a comunidade do campus. Antes do acordo, acrescentou, o governo estudantil da universidade aprovou uma resolução em favor da adição do supermercado e a Publix concordou em realizar pelo menos duas feiras de empregos a cada ano para oferecer aos estudantes empregos e estágios.

“Não há dúvida de que os varejistas estão tentando gerar lealdade”, disse Nick Egelanian, presidente e fundador da empresa de varejo SiteWorks. Embora haja um grande movimento de faculdades e universidades para construir mais moradias estudantis, os varejistas sabem que estar associado a um dormitório é uma experiência positiva para a marca, acrescentou.

Ainda assim, Niggeman adverte que nem toda escola pode suportar esse tipo de varejo. De fato, a USF tem 50.000 estudantes, incluindo cerca de 6.300 que moram no campus. Ele estima que as faculdades com pelo menos 20.000 estudantes poderiam apoiar o varejo adicional no campus. À medida que mais estudantes escolhem a faculdade com base no tipo de “experiência” que podem ter, as opções de varejo podem se tornar um fator da decisão, disse.

Dada a popularidade das roupas esportivas, por exemplo, Niggeman acredita que cadeias como a Lululemon teriam ótimos resultados em alguns campi. Na verdade, a Lululemon abriu lojas temporárias “sazonais” perto de várias instituições, incluindo uma perto da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, no ano passado.

Egelanian pensa neste crescimento como uma nova variação de um tema antigo. “Sempre existiu varejo em faculdades”, ele disse, acrescentando que algumas, como a Universidade de Harvard, a Universidade de Georgetown e a Universidade da Califórnia, em Los Angeles, estão  em bairros bem estabelecidos, repletos de lojas de varejo.

Citando o crescimento da Target, Egelanian argumentou que as novas lojas são mais uma consequência de cadeias de varejo que se deslocam para áreas urbanas. Mas ele afirmou que a capacidade do varejista de se ajustar agilmente para atender à demanda dá uma vantagem a outros varejistas, como o Walmart, nesse tipo de mercado. Por sua vez, o Walmart recuou em uma iniciativa semelhante há alguns anos.

Um dos grandes varejistas das faculdades, a Barnes & Noble, percebeu mudanças nas tendências de varejo nos campi. A rede agora atualiza sua mercadoria de três a quatro vezes por ano, disse Kenneth Wincko, vice-presidente de marketing da Barnes & Noble College. Dentro de suas lojas em campus, a livraria está experimentando o varejo especializado, com curadoria de produtos de saúde e beleza, revistas, roupas esportivas e outros itens relacionados ao bem-estar.

A Barnes & Noble também tenta se integrar à vida no campus de outras maneiras, recebendo até 3.000 eventos por ano e abrindo lojas pop-up perto de estádios esportivos durante grandes torneios. A rede também está aberta ao feedback dos alunos. Por exemplo, quando a Barnes & Noble adicionou um café dentro de sua loja no campus da University of Central Florida (UCF – Universidade do Centro da Flórida), os estudantes pediram para comprar plantas – então a rede agora está testando a inclusão de floriculturas em suas lojas, afirmou Wincko.

A rede atualmente tem cerca de 770 unidades em campus e Wincko disse que há planos para adicionar dezenas a mais a cada ano.

Para ficar em contato com as necessidades dos alunos, a Barnes & Noble pesquisa anualmente 100.000 estudantes, usando endereços de e-mail coletados nas lojas do campus. Resultados recentes da pesquisa mostraram que metade dos alunos que responderam não tem todos os materiais necessários no primeiro dia de aula. Para resolver isso, a empresa está trabalhando com o corpo docente para identificar itens necessários, de livros a equipamentos de laboratório, para que a loja possa adequar seu estoque antes do início do semestre.

Os estudantes de hoje podem estar à vontade para fazer compras online (em alguns casos, mesmo durante as aulas), mas Wincko e outros executivos do setor acreditam que as lojas de tijolo e argamassa, aliadas ao comércio eletrônico, continuam sendo fundamentais.

A Target aumenta a capacidade de alunos, ou seus pais, comprarem itens online e buscá-los em uma loja próxima em uma hora, disse DeBuse. A varejista está apresentando um crescimento nas vendas de dois dígitos nesta modalidade, que é especialmente popular no início do ano acadêmico, acrescentou.

Os pontos de coleta da Amazon nos campi universitários ou próximos a eles têm um objetivo semelhante.

No entanto, o bônus para os varejistas que querem fazer negócios no campus, de acordo com DeBuse, é a capacidade de criar sentimentos positivos sobre a marca, assim como muitos alunos estão começando a tomar suas próprias decisões de compra.

Niggeman não tem certeza de onde essa tendência vai acabar. “Não vamos colocar 1 milhão de pés quadrados” de varejo no campus, afirmou. Mas as faculdades que estão aumentando o número de matrículas devem considerar como o varejo influencia esse crescimento. “À medida que você expande as matrículas, precisa de mais apoio”, disse.

Para Marcos Hirai, sócio-diretor da GS&BGH, esta movimentação dos varejistas norte-americanos é natural e representa a hiperconveniência: “O varejo precisa estar onde o consumidor está. Quanto mais perto dele (o consumidor), maiores as chances de conversão de vendas. Com o advento dos deliveries e do m-commerce, passa a ser uma maneira do varejo físico se fazer presente, trazendo lojas mais perto nos diferentes momentos do consumidor.”

O maior risco para os shopping centers é calcular errado a velocidade da mudança

Os temas discutidos esse ano na RECON, maior evento da indústria de shopping centers, que aconteceu essa semana em Las Vegas, nos Estados Unidos, não deixam dúvida: os shoppings já começaram a sua trajetória de transformação.

Para começo de conversa, a própria necessidade de reinvenção do conceito dos shopping centers foi abertamente debatida no encontro desse ano. E essa evolução passa, é claro, pela revisão do produto que é hoje oferecido aos consumidores.

Esses foram alguns dos principais assuntos que estiveram na agenda da RECON esse ano:

– Novo tenant mix: espaços de coworking, operações relacionadas com saúde e bem-estar, entretenimento, novas marcas originárias do varejo virtual e pop-ups, para citar apenas alguns exemplos, mereceram destaque e vão ocupar rapidamente os espaços vagos deixados pelas lojas de departamento e por aquelas operações que foram engolidas pelo tsunami das mudanças;

– Foodservice: os shoppings não reduziram o apetite e interesse por restaurantes. Food halls e novos formatos continuam desembarcando nos shopping centers;

– Omnichannel começa a entrar na pauta do setor, embora ainda com menos destaque do que o tema mereceria. O debate ainda gira em torno da reação dos shoppings às estratégias do varejo, como o click & collect. Iniciativas de marketplace, como as que shoppings brasileiros têm desenvolvido, não deram as caras em Vegas até agora;

– Social media é unanimidade: gerenciar efetivamente as mídias sociais dos shoppings parece ser a principal obrigação dos executivos de marketing hoje;

– Tecnologia: temas como inteligência artificial, realidade virtual, startups, impacto dos veículos elétricos, carros autônomos e cidades inteligentes estiveram presentes nas sessões, mas o que se viu na feira foi algo bem limitado, distante do que se encontra, por exemplo, em uma NRF.

Quem esteve em Las Vegas esse ano percebeu claramente que a indústria de shopping centers já está consciente que do jeito que está não dá para ficar. Por outro lado, não deixa de ser um pouco preocupante a lentidão com que as mudanças estão ocorrendo nos shoppings americanos, se comparadas com o que a gente vê no varejo ou em países como China e Israel. Até mesmo alguns shopping centers brasileiros, apesar dos obstáculos e das crises persistentes, guardadas as devidas proporções, estão se mexendo mais rapidamente, e de maneira mais corajosa, do que muitos gigantes americanos.

Provavelmente, os maiores riscos para os shopping centers não são a concorrência do e-commerce ou o suposto desinteresse dos jovens pelos malls. A grande ameaça ao setor é subestimar a velocidade da mudança em curso.

E isso vale tanto para os shoppings de lá como para os de cá.

Facebook inaugura pop-up stores em lojas da Macy’s

Por Imprensa Mercado & Consumo  – 7 de novembro de 2018

O Facebook anunciou a abertura de pop-up stores em nove lojas diferentes da Macy’s. Nelas estarão disponíveis produtos de 100 marcas, algumas delas selecionadas por serem as “mais amadas” no Instagram e no Facebook. Entre elas estão a Love Your Melon, de moda, que trabalha com a conscientização e luta contra o câncer pediátrico e a Two Blind Brothers, que é uma empresa de roupas sem fins lucrativos, doando todos os recursos das vendas para pesquisas sobre cegueira.

As pop-up stores estão localizadas em unidades da Macy’s em Atlanta, San Antonio, Los Angeles, Las Vegas, Nova York, São Francisco, Seattle, Fort Lauderdale e Pittsburgh e irão funcionar até fevereiro de 2019.

A ação do Facebook pode ser um indicativo dos próximos passos da empresa no varejo de hardware. A companhia lançou o Oculus Rift, de Realidade Virtual e o Portal, um dispositivo para a realização de chamadas de vídeo.

https://www.mercadoeconsumo.com.br/2018/11/07/facebook-inaugura-pop-up-stores-em-lojas-da-macys/

O futuro das lojas e dos shoppings no Século XXI: emoção, experiência de marca e entretenimento

O  painel “Reimagining Main Street: How Brick and Mortar Will Thrive in The 21st Century?” trouxe alguns pesos pesados do varejo para debater com o principal palestrante, Rick Caruso, CEO da Caruso Affiliated, um dos mais inovadores construtores de shopping centers nos Estados Unidos. Fizeram parte da bancada de debatedores Blake Nordstrom, presidente da Nordstrom, Candance Nelson, fundadora da Sprinkles Cupcakes e Rebecca Minkoff, designer de moda.

Caruso destacou a importância de investir na hospitalidade a criar experiências de marca dentro no ambiente de venda, criando uma espécie de sentido de comunidade para os frequentadores dos shoppings. O resultado disso? Vendas cada vez maiores. O The Grove, shopping de Los Angeles e criado por Caruso, é uma máquina de fazer dinheiro, com vendas por metro quadrado entre as 15 maiores do planeta. “Contratamos executivos que vieram do ramo hoteleiro para reforçar esse ponto dentro de nossos shoppings”, afirma Caruso. “Minha mensagem para os varejistas seria: use a tela branca que você tem nas paredes de suas lojas. Convite os clientes a um ambiente quente e envolvente e eles voltarão”.

Para ele, a ideia é que os clientes passem um dia dentro de seus shoppings e não apenas uma hora. Manter o cliente dentro da propriedade é a prioridade – não necessariamente para comprar. Pode ser para comer, encontrar amigos, ir ao cinema. Sempre em um ambiente que reforce a felicidade. “É preciso estar num estado permanente de felicidade, pois as pessoas querem ser felizes”, diz.

Caruso acredita que os shoppings fechados e tradicionais estão em estado terminal. Desde 2006, não se constroem mais esse tipo de“A sua história acabou. A grande questão é: se um shopping for fechado, os clientes irão?”, questiona. “Na França e na Itália, por exemplo, a rua é o lugar para se comprar. Por isso, é preciso sair das soluções tradicionais e buscar alternativas que, de fato, tragam o cliente para o shopping”.

Blake Nordstrom, presidente da Nordstrom, pontuou que o desafio de sua empresa é cercar o cliente com tudo o que ele precisa – informação, moda, dicas. O vai comandar é a conveniência do consumidor. “Se o cliente só quisesse informações, ele faria isso pelo site e jamais iria à loja”, afirma. “É por isso que estamos engajados neste desafio constante de criar experiências de marca e atender às necessidades do consumidor qualquer que seja o seu momento”. A empresa deve estar no caminho certo, já que, no último ano, chegou ao número recorde de US$ 11,8 bilhões em vendas.

Em 2013, a proximidade entre os feriados de Natal e Ação de Graças, nos Estados Unidos, criou um gargalo nas empresas de entrega – e muitos presentes não chegaram a tempo. “Não importa que 98 % chegaram a tempo”, afirma. “O que importa são os 2 % que não chegaram”. Este problema pode gerar uma reavaliação no uso do e-commerce dos clientes para 2014 e pode mexer com a fidelidade da clientela. “Se não dermos atenção especial a esse problema, os clientes vão comprar em outro lugar”, diz Nordstrom.

Candance Nelson, fundadora da Sprinkles Cupcakes, destacou a importância de reforçar a experiência de venda com vendedores que conseguem atrair clientes nas calçadas, literalmente fisgando-os pelo estômago. A rede de cupcakes tem uma atuação multiplataforma, mas tem limitações para isso: afinal, não dá para mandar cupcakes pelo correio e mantê-los fresquinhos e saborosos. Contudo, quando, a Sprinkles lançou sua linha de sorvetes, passou a utilizar o e-commerce para enviar seus produtos aos clientes.

Já a designer de moda Rebecca Minkoff destacou que os clientes querem um toque de humanidade e calor. “Na moda, as pessoas precisam de orientação. E aí que a loja entra”, afirma. Recentemente, sua rede investiu em pop-up stores, como uma forma de o consumidor experimentar a marca e depois ir à loja. Esse seria uma forma diferente de entrar em contato com a marca se comparado com a internet. Na pop-up store, percebe-se não apenas o desenho das roupas, mas o estilo e o conceito por trás dos modelos, estimulando a criação de um relacionamento com o cliente e, posteriormente, de fidelidade.

A indústria de shoppings nos Estados Unidos é madura e hoje sofre de forte saturação. Por isso, Caruso é cético quanto ao futuro do mercado de shoppings americanos. No Brasil, por outro lado, há muito espaço ainda para crescer, principalmente no interior do país. Segundo Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da GS&BW, no Brasil há 500 shopping centers, enquanto nos EUA são mais 40 000, daí a saturação.

“Apesar das tendências diferentes, contudo, a tendência de se ter o shopping no Brasil como centro de convivência já se faz notar”, diz Marinho. “Muito embora o principal motivo para se ir ao shopping ainda seja ir às compras”.

Outra diferença entre Estados Unidos e Brasil está na distribuição física do mercado. “Nossos shoppings podem ter um modelo igual ao americano, mas há uma diferença crucial”, diz ele. “Nos Estados Unidos, os shoppings estão no subúrbios, onde os terrenos são baratos e as construções, enormes. No Brasil, os centros comerciais estão inseridos no contexto urbano, mais compactos e em terrenos mais caros. Isso inviabiliza os chamados lifestyle centers – shopping abertos com muito paisagismo, fontes e praça, com foco maior em entretenimento”.

http://mercadoeconsumo.com.br/nrf2014/o-futuro-das-lojas-e-dos-shoppings-no-seculo-xxi-emocao-experiencia-de-marca-e-entretenimento/?utm_source=BenchmarkEmail&utm_campaign=News_NRF_14_01&utm_medium=email