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Novo Varejo 2.0 busca a combinação virtuosa possível

O conceito de New Retail (ou Novo Varejo) é de 2016 e foi proposto por Jack Ma, o icônico líder da chinesa, cada vez mais global, Alibaba, um ecossistema de negócios que tem valor de mercado próximo a US$ 455 bilhões.

O conceito desenhava a nova realidade no varejo com a integração entre o online e off-line com amplo envolvimento logístico e a tecnologia como elemento viabilizador de toda a evolução.

O New Retail, em 2016, era um dos conceitos propostos por Jack Ma para sua visão sobre a New Economy, que incluía ainda New Manufacture, New Finance, New Energy Source and New Technology. Em sua concepção, o New Retail era apenas uma pequena parte da cadeia mais ampla de negócios e desta forma deveria ser entendida.

Mas o impacto das inovações que a concepção do ecossistema de negócios Alibaba e outros trouxeram transcende em muito que acontece nos negócios e envolve a própria sociedade como um todo. E em todo o mundo e cada vez mais.

Especificamente no varejo, a integração tecnológica online, off-line e logística com o multirelacionamento precipitado pelos Super Apps está redesenhando toda a realidade do varejo, inicialmente na China, mas, gradativamente avançando para outras realidades, inclusive no Brasil. O seu potencial transformador nos próximos cinco anos por aqui será maior do que tudo aquilo que aconteceu no nosso varejo nos últimos cinquenta anos.

Mas, enquanto na China toda essa transformação é precipitada pela tecnologia e redesenhou a realidade dos negócios, do mercado e da sociedade, a partir dos Super Apps, em outras economias, também maduras, essa transformação acontece, porém com velocidade em menor escala, pelas estruturas, hábitos, agentes e práticas existentes.

Como parte dessa mudança na China, em torno de 80% das transações no varejo ocorrem com pagamento digital feito a partir do celular e não raro encontrar empresas, como a rede de coffee-shops Luckin, que anunciam não aceitar outra forma de pagamento que não essa. Assim como supermercados que também não aceitam outra forma de pagamento a partir de determinado horário, que não via celular.

Mas se você der um salto espacial e estiver no Hudson Yards, o novíssimo complexo multiuso inaugurado em março deste ano, em Nova Iorque, na operação da Citarella, uma combinação de loja de produtos gourmet, restaurante e wine bar, o aviso que encontrará é que também não aceitam dinheiro, apenas cartões de crédito ou débito.

Mas no Hudson Yards a arquitetura provocativamente arrojada, os novos formatos de lojas de redes globais e locais, o novo equilíbrio de produtos, serviços e soluções, combinados ou não, a predominância das marcas próprias no varejo, o design e comunicação visual únicos e pensados para constante mudança, as instalações criando interações, os elementos de tecnologia disponíveis com foco em conveniência e redução de atritos, o espaço dedicado à alimentação, entretenimento, saúde, beleza, bem estar e lazer, sinalizam mais um vetor de combinação de elementos que podem ser incorporados numa outra visão do Novo Varejo, com uma proposta mais focada na experiência, desta vez do lado ocidental do mundo.

New Retail 2.0

O que imaginamos como o Novo Varejo 2.0 é exatamente essa combinação virtuosa e emergente de elementos vindos da integração do que a tecnologia, os Supper Apps, o online e off-line, a logística e tudo o mais que redesenham a realidade do varejo a partir da China, com todos esses outros elementos que emergem das novas propostas envolvendo experiências, design, conveniência, arquitetura, soluções, marcas próprias e ênfase no bem estar e cuidados pessoais tão valorizados na realidade ocidental mais madura.

Esse desenho futurista não está ainda disponível em nenhuma proposta atualmente operacional, mas deve estar emergente na mente dos que pensam o futuro próximo, pois do lado da demanda, dos omniconsumidores 2.0, será natural buscar essa combinação virtuosa de elementos.

E se existe ainda espaço para maior ambição na proposta, ela deveria necessariamente conter as pessoas como o elemento catalizador fundamental de toda essa integração.

E aí talvez não exista espaço para avançar muito mais. Ao menos por enquanto.

Natura inaugura primeira loja omnichannel em São Paulo

 

A Natura inaugurou sua 47ª loja própria no país. Localizada no Bourbon Shopping, em São Paulo, a unidade apresenta o novo conceito da marca, com tecnologia a serviço da experiência do consumidor e maior interação com os produtos e a história da empresa.A marca está expandindo a atuação no varejo e essa é a sua 11ª loja na cidade de São Paulo. O novo modelo mostra a história e os conceitos da Natura, com ingredientes da biodiversidade brasileira utilizados nos produtos da marca. “O movimento reforça a estratégia multicanal da empresa, que busca atender todos os perfis de clientes em diferentes ocasiões de compra. Queremos levar a melhor experiência aos nossos consumidores”, afirmou Paula Andrade, diretora de Varejo da Natura.

“Em um ambiente que valoriza a jornada do consumidor, a tecnologia está a serviço do cliente”, completou Andrade. De acordo com a executiva, no novo conceito de loja há a oportunidade de vivenciar uma experiência virtual da linha Ekos, conectando-se às comunidades extrativistas da Natura com óculos de realidade virtual, experimentando vários looks em um espelho virtual para maquiagem e fazendo uma avaliação exclusiva de diagnóstico de pele para indicação da melhor solução de hidratação. Para facilitar a realização do pagamento, ele também pode ser feito por sistema mobile, trazendo uma experiência de compra mais dinâmica e fluida.

A loja está segmentada em duas ilhas principais, que permitem maior experimentação de produtos da marca e conhecimento dos ingredientes da biodiversidade. A primeira ilha, com produtos de cuidados pessoais, traz a linha Ekos, que é 100% vegana e conta com mais de 90% de ingredientes naturais da biodiversidade brasileira.

A Casa de Perfumaria do Brasil, que traz as fragrâncias exclusivas da Natura, com ingredientes da biodiversidade brasileira, álcool orgânico e vidro reciclado, ocupa a segunda ilha.

A loja também possui um ponto de logística reversa. Neste novo modelo de loja, o consumidor poderá retornar a embalagem de qualquer produto cosmético da marca já utilizado, que será transformado em novos frascos, reforçando o posicionamento da marca voltado para a sustentabilidade.

Além da presença na cidade por meio da loja própria, os consumidores podem adquirir produtos da marca por meio de suas consultoras ou nas franquias Aqui Tem Natura, modelo de negócios que busca estimular o empreendedorismo de sua rede de consultoras.

Como o novo perfil de compras impacta nos canais do varejo

Estamos passando por um momento único na história do varejo, onde os novos hábitos de compra estão transformando os tradicionais canais e estimulando o surgimento de novos formatos de lojas. Tudo começa pelo shopper, aquele personagem fundamental que sempre realizou a compra na sua loja e que sempre decidiu o que iria comprar na frente da prateleira. Isso é passado. Ele mudou e não mudou hoje.

A tecnologia, que está em todo lugar, facilitou tanto a sua vida, tornou tão fácil a comparação de preço, ganhou agilidade na “compra com um clique”, que hoje está avançando para entregas quase que imediata das mercadorias e acostumou tão bem o shopper, que ele está buscando essa facilidade do mundo digital no mundo físico, através de uma palavra: conveniência.

A busca pela conveniência, aliada ao equilíbrio do preço cobrado, está impactando diretamente as características dos canais tradicionais do varejo. Você conhece o novo atacado? Como os hipermercados estão reagindo à esse movimento? O que são as lojas de proximidade? As lojas de conveniência não são mais as mesmas e você precisa entender no que elas se transformaram. Quais as oportunidades das farmácias no novo varejo?

Atacado

Para aqueles que acompanham de perto o desenvolvimento deste canal, percebe que está havendo uma transformação, principalmente, em função do perfil de quem está visitando suas lojas. Os principais clientes do atacado sempre foram os “Transformadores”, isto é, pizzarias, restaurantes e pequenos negócios de alimentação fora do lar. O shopper brasileiro, atento a essa oportunidade, passou a fazer compras nos atacados. As famílias e amigos se organizam para fazer compras planejadas de produtos para abastecer o mês inteiro e, no final da compra, dividem a conta. Pela redução de compra das pessoas jurídicas e o crescimento das pessoas físicas, em algumas lojas, o percentual de participação já está equilibrado em 50%.

Não é à toa que este canal vem crescendo nos últimos anos e o atacado está se transformando em atacarejo (atacado + varejo) por força do novo consumidor. Os atacadistas estão tendo que rever suas operações de loja, a gestão de seus funcionários e o sortimento oferecido, para atender melhor um cliente que tem um tíquete médio menor que um Transformador e que tem exigências distintas, sem deixar de atender bem seu cliente de maior volume.

Hipermercado

Fazer compras em hipermercado já não seduz mais o shopper como ocorria antes. Grandes lojas, longos corredores, centenas de opções de produtos, tudo em uma loja em que o shopper faz tudo sozinho. Apesar de bons preços, definitivamente essas características não combinam com conveniência. O consumidor sabe disso e os hipermercados estão passando por um momento delicado de revisão do seu modelo para torna-lo mais ágil e mais moderno para atender o novo shopper. A busca por eficiência e produtividade das suas operações é constante, assim como a rentabilidade dos milhares de metros quadrados de suas lojas.

Lojas de Proximidade (ou de vizinhança)

As grandes empresas proprietárias de redes de hipermercado não estão paradas. Sabendo da dificuldade de mobilidade urbana, aliada à busca pela conveniência, redes como Carrefour e GPA estão investindo pesado no desenvolvimento das Lojas de Proximidade, ou as chamadas lojas de vizinhança. São lojas menores que um supermercado, que concorrem diretamente com a lojinha de bairro, com a vantagem de ter suas compras centralizadas e com todo o know how do grande varejo.

As Lojas de Proximidade tem um sortimento adequado à área de influência da loja e uma quantidade restrita de funcionários, o que facilita o treinamento, melhorando o nível do serviço oferecido.

Como fica mais conveniente para o shopper encontrar o que procura, como o nível de atendimento é melhor que um auto serviço, o cliente se permite pagar mais por esse serviço.

Lojas de Conveniência

Ir ao posto para abastecer e aproveitar para comprar bebida e cigarro. Esse era o perfil das lojas de conveniência até pouco tempo atrás. Hoje, apesar dos preços mais altos, as lojas de conveniência estão se tornando a principal solução como um facilitador de compra, com um bom nível de serviço.

Não só no exterior, mas também no mercado brasileiro, as lojas mais modernas ampliaram os serviços oferecidos e contam com padarias, área de produtos frescos e saudáveis (FLV), refeições feitas na hora, farmácias e o cliente pode até abastecer o carro.

A ampla capilaridade e o hábito de ir até o posto de combustível complementam as fortalezas desse canal aqui no Brasil. Um posto de combustível que tem uma loja de conveniência junto do seu negócio fatura em média de 20% a 30% a mais de combustível. Em países onde o varejo é mais desenvolvido, as lojas de conveniência conseguem atuar independente do posto de combustível, se aproximando das características de uma Loja de Proximidade.

Farmácias

A legislação brasileira talvez seja o maior entrave para que este canal se torne uma solução completa para o varejo. Segundo relatório recente do ICTQ “Os serviços farmacêuticos prestados em farmácias e drogarias, têm sido vistos como fator de diferenciação para os negócios, e como fator social cada vez mais necessário à saúde pública. Desde a regulamentação da prescrição farmacêutica e da lei 13.021, que define a farmácia como estabelecimento de saúde, os serviços farmacêuticos ganharam força e estão cada vez mais presentes em todo o varejo. A população, atenta à evolução da profissão farmacêutica, já demanda por estes serviços – alguns mais, outros menos.”

Serviços Farmacêuticos que os brasileiros mais buscam nas farmácias

Entender o perfil e os caminhos de transformação que cada canal está seguindo é fundamental para a estratégia de qualquer indústria que atua no varejo. Assim como ser ágil em adequar o formato das lojas, melhorar seus processos, rever o sortimento e a estratégia de preço é fundamental para o varejo permanecer competitivo e atender melhor seu shopper.

Varejista chinesa recebe flagship com experiência de compra

A agência de design de varejo Dalziel & Pow criou uma loja com experiência de compra diferenciada para a marca “Selected” do grupo chinês Bestseller Fashion.

O novo conceito premium da Future You Store será lançado inicialmente em uma série de lojas em Pequim, oferecendo um espaço “pronto para conectar, mudar e vestir o futuro consumidor”. O modelo de loja pretende divulgar a Selected como o destino para comprar roupas de trabalho de qualidade e que seguem as tendências, além de criar um modelo de estilo de vida aspiracional em torno da marca.

Integrando uma experiência dinâmica e hiperconectada para impressionar os nativos digitais da China, a loja inclui projeções, sinalização cinética e um feed de mídia social ao vivo por trás do caixa para evocar um sentimento de mudança e “novidade”. Um “espelho mágico” dentro da área dos provadores permite que os clientes percorram os produtos para encontrar sua roupa perfeita, que, uma vez escolhida, pode ser compartilhada via WeChat.

Pequenas telas de bolso, chamadas “Debriefs”, estão à disposição, integradas em toda a loja. Nelas são exibidas pequenas informações sobre o produto, escolha de materiais utilizados na confecção e inspirações de moda.

A linguagem do design da loja foi desenvolvida para criar uma sensação de “um único espaço”, um conceito projetado para pessoas e não para gêneros; um local fluido que cria fluxo entre categorias e reflete o fato de que os casais chineses costumam fazer compras juntos. Uma única arara com os produtos flui através de toda a loja, unificando simbolicamente o espaço.

Os provadores selecionados são uma característica arquitetônica importante, além de um espaço social, assim como o balcão do caixa. Há também store-in-store separadas para as marcas Chinos e Denim, aprimoradas por pequenas telas que detalham as características de modelagem e tecido.

O varejo do futuro: sua marca está preparada?

futuro do consumo

O comportamento do consumidor se transformou rápido e completamente. Ele está cada vez mais exigente, dinâmico, super bem informado e hiperconectado. Compreender essa evolução é fundamental para saber atender às suas expectativas e assim, manter-se vivo no mercado, seja ele qual for. Vamos lá: não faz tanto tempo, uma pessoa interessada em determinado produto aceitava andar por horas para conhecê-lo de perto e comprar. A fase do “namoro” até chegar, enfim, a uma aquisição, podia levar semanas ou até meses. A busca por informações antes de fechar a compra era longa e penosa.

As lojas, geralmente grandes e distantes atraiam consumidores ávidos por novidades. Atendentes explicavam as funcionalidades e esclareciam dúvidas, mas, por serem vendedores, suas opiniões podiam ser contestadas. O consumidor sabia disso, até questionava se aquela marca era boa realmente, se havia muita reclamação ou não. Tentava se munir do máximo de informações para tomar sua decisão em um ambiente totalmente off-line, incompreensível nos dias de hoje.

Nos últimos anos, o contexto deste consumidor mudou. Sua vontade de obter informações, saber a origem dos artigos ou serviços, opção de cores, formatos e performance foi potencializada por um ambiente muito mais convidativo. Com a evolução da internet, dos smartphones, dos sistemas de busca e das redes sociais, o consumidor consegue identificar uma necessidade, pesquisar sobre ela, saber a opinião de outros usuários e adquiri-la em poucos minutos, ou até segundos. Eis que surge o novo consumidor: hiperconectado, ele quer acessar o maior número de conteúdos possível e efetuar sua compra online e ontime.

Seguindo essa tendência de comportamento no ambiente online, é preciso modernizar o off-line, ou seja, as lojas, para continuar a atrair a atenção e a preferência desse consumidor. Se faz urgente pensar no conceito de “convergência” entre os diferentes canais e trabalhar para que ela aconteça de fato.

Facilidade, transparência, entretenimento e conectividade. O consumidor quer chegar a uma loja e, ao pegar um produto, ter acesso a todas as informações sobre ele – origem, produção, cores indicadas, tamanhos disponíveis, etc – isso de uma forma leve e intuitiva. Se puder efetuar a compra ali mesmo, sem precisar passar no caixa, melhor ainda! Ah, não tem a cor no estoque? É só selecionar a cor desejada no aplicativo da loja que em poucas horas o produto chegará em casa. O frete é por nossa conta, obrigado!

É aqui que a internet das coisas começa a fazer sentido. Ao adotar tecnologias que possibilitam essas vivências, como RFID (Identificação por radiofrequência), as marcas podem se conectar com os consumidores de forma personalizada e transparente, fornecendo a eles conteúdos relevantes e uma experiência de compra aprimorada, quando e onde eles quiserem se envolver com elas.

Nas lojas, por exemplo, é possível por meio de uma etiqueta de RFID oferecer uma grande variedade de informações e conteúdos multimídia sobre um determinado produto. Materiais de campanha, dados sobre a origem e fabricação, tutoriais para a sua melhor utilização, opções de cores, formatos e tamanhos, entre outras informações que façam sentido e que ajudem a entregar o tão almejado storytelling para o consumidor, além de permitir também a venda online, quando não houver o artigo em estoque na loja física.

As experiências podem ser as mais variadas possíveis. Rápidas e eficientes ou personalizadas e assistidas, isso depende do perfil de cada marca e consumidor. Mas uma coisa é certa: o valor comercial é exponencial! Ao escolherem onde, como e quando comprar e se engajar com determinada empresa, os consumidores possibilitam a ela maximizar sua força de trabalho e capturar novos conjuntos de dados informativos que continuam a melhorar a personalização oferecida a cada cliente.

Nesse cenário, ganhará aquele que sair na frente e oferecer este novo universo de consumo.

Por Fabiana Wu, gerente de desenvolvimento de negócios América Latina da Avery Dennison e especialista em Tecnologia RFID

http://adnews.com.br/negocios/o-varejo-do-futuro-sua-marca-esta-preparada.html

Como as marcas devem se relacionar nas redes sociais com a Geração Z?

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Os exemplares da geração Z, também conhecidos como “nativos digitais”, já nasceram de celular na mão e cresceram num mundo conectado.

Chegando às faculdades agora, eles serão o centro das atenções do futuro do e-commerce. Até 2026, os mais novos dessa geração já terão atingido a idade para ter renda própria e seu poder aquisitivo alcançará novos patamares.

E, é claro, marcas e e-commerces precisam iniciar um relacionamento com essa geração para aumentar suas chances de sucesso nos anos vindouros.

Características e poder de compra dos nativos digitais

A Geração Z, definida por quem nasceu de 1998 até 2010, é diferente das gerações passadas. Justamente por isso, entender suas características e preferências é essencial para capturar sua atenção – e, claro, seu dinheiro.

Eles cresceram acostumados a usar a Internet e é a primeira geração inteiramente digital. Isso é tão enraizado em sua cultura que eles só percebem que a internet existe quando o wi-fi não está disponível.

Antenados à tecnologia, são usuários assíduos das redes sociais, consomem diariamente vídeos on-demand, e tudo começa pelo celular. Obviamente, suas expectativas são mais altas que as das gerações passadas.

Potencial de compra ampliado

De acordo com relatório da BI Intelligence – que explorou os hábitos de compras da Geração Z – os chamados nativos digitais estão apenas começando a impactar o comércio, mas já são extremamente valiosos.

Segundo estudos da IBM – que considerou mais de 15 mil pessoas em 16 países – a Geração Z já possui $44 bilhões de dólares em poder de compra, número que irá decolar conforme ficarem mais velhos e conquistarem autonomia. Além disso, eles influenciam 93% do planejamento financeiro da família.

Apesar dessa geração ainda comprar em lojas físicas, isso se deve muito mais ao fato de ainda não terem cartão de crédito do que a uma preferência em si.

Até que o e-commerce se torne o principal canal de compras dessa geração – quando atingirem a maioridade – o comércio enfrentará o desafio de construir uma presença digital sólida usando, especialmente, os canais preferidos desse público: as redes sociais.

Comportamento de Consumo

Essa é a primeira geração a viver uma vida onde a Internet é onipresente através do mobile, e isso moldou seus hábitos de compras. Para os nativos dessa era, a distância de uma loja para a outra é zero e eles compram no mundo inteiro.

Seus hábitos de compra em e-commerces também começaram mais cedo que a geração passada. Justamente por isso, eles têm a habilidade de serem altamente sofisticados em suas decisões de compras.

Os nativos digirais querem se relacionar com marcas e empresas de forma integrada, não importando o canal. Isso significa ser atendido e poder comprar de uma mesma marca através do Instagram, Facebook ou e-commerce, com uma experiência fluída independente do canal.

Redes Sociais: o quintal da Geração Z

Quando o assunto é redes sociais, os nativos digitais dão um show. Eles cresceram vendo e usando esses canais: em casa, na rua, na escola e nos espaços públicos. E, claro, já são acostumados a procurar tudo pelas redes.

Muitos perguntam onde encontrar certos produtos e serviços nas redes sociais antes mesmo de procurar no Google. Usam a inteligência coletiva para suas escolhas e se baseiam em influência social.

Geração Z representará 40% dos consumidores do mundo até 2020

Esqueça os Millenials! A Geração Z chegou e está pronta para deixar suas pegadas no mercado. Ela está começando a sua vida financeira e é mais focada em ter dinheiro que as gerações passadas.

De acordo com a base de usuários do Facebook, considerando pessoas de 13 a 22 anos de idade no Brasil, já são 33 milhões de brasileiros ativos na rede social.

Os mais novos se encontram em peso no Instagram e Snapchat. Segundo dados do IBGE, eles representam cerca de 23% da população brasileira, e, de acordo com a Fast Company, até 2020 eles representarão 40% de todos os consumidores no mundo.

DETALHE: estamos apenas a 24 meses de 2020!

Dicas para se relacionar com a Geração Z e impulsionar vendas

Seja mobile-first

O mesmo estudo da Fast Company mostra também que para a Geração Z, da socialização ao entretenimento, do aprendizado até a compra, tudo se passa pelo mobile.

Una isso às suas altas expectativas de compra online e temos um cenário letal para sites lentos, não responsivos, apps pesados e/ou difíceis de navegar.

Para aproveitar a entrada da Geração Z e seu poder crescente de compra, sua marca deverá pensar, sempre, em alternativas para mobile e, só depois, para desktop.

Invista em SEO e Assistentes virtuais

E, quando a questão é a busca no Google, tenha em mente que o novo hábito dessa geração são os assistentes virtuais.

De acordo com a GlobalWebIndex, 1 a cada 3 pessoas da Geração Z está usando uma busca por voz em seu smartphone.

Para o e-commerce, isso impõe o desafio de implementar estratégias cada vez mais assertivas de otimização para mecanismos de busca.

Investir em SEO, criar snippets para o Google e aparecer na posição “0” deve estar entre os objetivos de quem quer ganhar destaque. Outra dica valiosa para se comunicar com os nativos digitais é implementar a busca por voz no seu próprio site e e-commerce.

Aposte nos creators: a ponte entre as marcas e a geração Z

Menos impactados pela mídia tradicional e suas técnicas old school – como usar uma celebridade global para endossar um produto – a Geração Z tem novos ídolos.

Eles são, em sua maioria, YouTubers ou Instagrammers que falam sua língua e entregam conteúdo de valor. Eles são o canal e o artista ao mesmo tempo.

E é por isso que sua empresa precisará marcar presença através desses criadores de conteúdo, comumente conhecidos no meio como “creators” – uma evolução de ser simplesmente um influenciador digital.

Seja on-life e entregue valor

Para sua marca ou e-commerce ter um engajamento relevante com a Geração Z, ela precisará ser on-life, ou seja, fazer parte da vida conectada deles.

Se a informação ou conteúdo que você oferece em seus canais for irrelevante (ou apenas propagandista), os nativos dessa geração irão simplesmente te bloquear. Mas, o contrário é igualmente verdadeiro.

Com a Geração Z, seu objetivo não poderá mais ser, simplesmente, vender, mas sim, se relacionar.

E falar com essa geração é fazer muito mais publicidade do que propaganda. É mais contar o que a marca tem para ensinar do que contar o que ela tem para vender. É sobre propósito e significado. É mais engajamento em torno da mensagem do que somente em torno de um produto ou serviço.

Tenha uma ferramenta de gerenciamento de redes sociais

Milissegundos. Esse é o tempo que você tem para fazer o dedo de um nativo digital parar de descer no feed e ganhar sua a atenção nas redes sociais. Estima-se que a atenção dessa geração é de apenas 8 segundos após a fixação dos olhos. Um desafio e tanto, certo?

Para vencer essa batalha, usar ferramentas analíticas como a mLabs é fundamental. Além de te ajudar a entender o que é relevante e engaja o seu público nas redes sociais, você poderá agendar posts, analisar os resultados, interagir em tempo real e otimizar sua estratégia.

Esse tipo de ferramenta te ajudará também a criar uma experiência integrada de compra em seus canais sociais e a responder rapidamente às suas necessidades via inbox e comentários.

Automatize o atendimento com Chatbots

Apesar de nova, a geração Z é um poderoso grupo de influência para compras. Justamente por isso, é importante se preparar agora para o futuro.

Tenha em mente que você terá que lidar com uma geração impaciente – em função da estimulação tecnológica que tiveram. É uma geração imediatista que não irá esperar horas para ter uma resposta nas redes sociais.

Eles preferem falar com um chatbot para resolver mais rápido suas questões do que esperar para falar com um humano.

De acordo com a PricewaterhouseCoopers, 66% dos consumidores voltariam para uma loja online se ela tivesse atendimento via chat.

Dados como esse provam que, cada vez mais, as marcas precisarão investir para oferecer uma experiência de compra integrada, eficiente e rápida nos diversos canais onde ela está.

Utilize data science e aposte na personalização

Todos nós sabemos o quão valioso é para um cliente sentir que a marca realmente o entende, certo?

E, com a abundância de dados e tecnologias disponíveis hoje, as possibilidades de personalização tendem a crescer e se aprofundar cada vez mais. Tendência que fortalecerá também o costume dos nativos digitais de receberem tudo conforme sua personalidade / estilo de vida.

E, aí, eu te pergunto: como a sua marca / e-commerce está se saindo nesse quesito?

A maioria das lojas está constantemente minerando os perfis das pessoas que compram em seus e-commerces, mas nem todas usam essas informações para obter vantagens. Com o volume de dados gerados, é possível personalizar muito mais.

Não se limite a construir buyer personas e segmentar clientes! Vá para o nível do indivíduo e gere mais vendas.

Pense em ter pessoas especializadas em Ciência de Dados em seu negócio. Recomendações personalizadas para o indivíduo tem potencial de conversão muito maior do que uma estratégia de personas.

A personalização nesse nível aumenta desde a taxa de abertura dos e-mails até as vendas. Fazer retargeting nas redes sociais também contribui para o aumento das conversões.

Cuide do seu conteúdo nas redes sociais

Para se relacionar com essa geração através das redes sociais é fundamental ter conteúdos relevantes e que geram engajamento.

Ao contrário das gerações passadas – que preferem olhar passivamente os posts nas redes sociais ao invés de interagir – para essa geração, quanto maior o engajamento, maior a conversão.

Portanto, certifique-se de ter uma boa estratégia de conteúdo no ar, mantenha o engajamento e o diálogo constantes e melhores a experiência desse público com a sua marca.

Rafael Kiso é Fundador e CMO da mLabs, plataforma de gerenciamento de mídias sociais. Com 20 anos de mercado, atuou sempre no setor de tecnologia e meios digitais de empresas como Banco Itaú, FIESP e Focusnetworks. Em 2017 foi premiado pela ABRADi-SP como Profissional Digital na categoria Planejamento, e hoje é responsável por gerenciar e tomar decisões na mLabs, empresa que visa a democratização de redes sociais e a educação e desenvolvimento digitais

http://adnews.com.br/adarticles/como-marcas-devem-se-relacionar-nas-redes-sociais-com-geracao-z.html

Facebook cria botão para pedir comida

facebook botão

O Facebook é um reduto de pets fofos, memes dos mais variados assuntos e discussões políticas acoloradas. Mas não só. É por lá que muitos restaurantes e empreendimentos culinários optam por veicular seus produtos e  promoções. Mas fica “só” nisso? Ficava. Isso porquê está mais fácil pedir comida diretamente do aplicativo, pelo menos nos EUA. É que por lá, a plataforma disponibilizou aos seus usuários a possibilidade de solicitar entregas sem precisar sair do site. A nova opção “Order Food” pode ser encontrada no menu ‘Explore’ do Facebook. Está disponível para Android, iOS e desktop.

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Alex Himel, VP local da empresa falou sobre o movimento: “Hoje, estamos diminuindo o tempo para encontrar o que comer ao lançar oficialmente o pedido para retirada ou entrega, diretamente no Facebook. As pessoas já vão ao Facebook para descobrir o que comer ao ler sobre restaurantes próximos e ver o que seus amigos dizem sobre eles. Então, estamos tornando isso ainda mais fácil”.

O Facebook combina opções de vários serviços de pedidos de alimentos como EatStreet, Delivery.com, DoorDash, ChowNow e Olo, e também restaurantes como Jack in the Box, Five Guys, Papa John’s e Panera, então você não precisa procurar em vários lugares para encontrar o que comer. De restaurantes locais até grandes cadeias, o Facebook conecta as partes em apenas alguns cliques.

É possível verificar o que seus amigos têm a dizer sobre um restaurante antes de fazer seu pedido.

http://adnews.com.br/internet/facebook-cria-botao-para-pedir-comida.html