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Compras e entretenimento: como fazer do “shoppertainment” a sua estratégia digital

Num cenário em que a pandemia (e os efeitos causados por ela) ainda tendem a estar presentes no cotidiano das marcas, a reinvenção tornou-se fundamental.

E, apesar de tudo que tem sido feito, como vendas por WhatsApp e redes sociais, coleta por drive thru e lojas funcionando como mini centros de distribuição, ainda há muito mais que pode ser feito. Não apenas para que as vendas continuem acontecendo, mas para que a conexão com as marcas não se perca e o consumidor continue estreitando laços de novas e inusitadas formas.

Tornar as compras divertidas ainda é possível mesmo com lojas fechadas, e vou te contar como. Trata-se de um fenômeno que o mercado tem chamado de “shoppertainment” – um misto de “shopping” com “entertainment” ou seja, compras e entretenimento.

O que você acha de ingressar num universo paralelo, um mundo virtual que replica a realidade por meio de tecnologia usando artifícios como Realidade Virtual e Realidade Aumentada? É isso que algumas marcas têm feito – um mergulho no chamado “Metaverso”.

Um mundo completamente virtual, em que você pode usar roupas de marca e entrar em lojas que não existem na vida real, mas para comprar mercadoria física. Um misto de design, cultura, conteúdo desenvolvido por empresas de tecnologia para o ingresso das marcas em jogos e outras plataformas. Em 2020, a marca de moda de luxo Balenciaga revelou sua coleção outono/inverno 2021 dentro do jogo “Afterworld – A idade de amanhã” em parceria com a Epic Games’s e a empresa de software Unreal Engine. E não precisa ir longe: o McDonald’s, ou Méqui, replicou o seu restaurante número 1.000 dentro dos jogos “Minecraft” e “The Sims 4”. Nele, os jogadores poderão fazer os pedidos para o McDelivery.

E, se você precisa de uma dose extra de personalização e humanização, o live commerce tem se mostrado tanto uma ferramenta de engajamento quanto de resultados. Muitas marcas têm usado plataformas de live streaming para fazer tanto eventos abertos ao público quanto consultorias e atendimento 1to1. Por meio dessa tecnologia, a marca consegue, em meio à transmissão ao vivo, direcionar o cliente para comprar o produto no mesmo momento, na mesma plataforma. E como a construção de conteúdo é conjunta – marca e consumidor -, a conexão real é imediata. É a humanização do e-commerce. Algo tão desejado pelos varejistas nos últimos tempos.

Outra tendência que evidencia ainda mais a necessidade de presença digital e de forma que chame a atenção do consumidor é o “discovery shopping”, ou seja, um varejo de descobertas que acontece nas redes sociais. Durante a pandemia, ficou evidenciado que muitas marcas, antes desconhecidas, passaram a ganhar relevância justamente por uma presença digital mais massiva. O discovery shopping gira em torno de guiar a jornada e fazer com que a empresa vá aonde quer que os consumidores estejam procurando por descobertas e pesquisando por inspiração. Segundo dados da Euromonitor, 48% dos consumidores globais descobriram novas marcas usando a rede social – primeiro pelo Facebook e, em segundo lugar, pelo Instagram – uma prova de que consumidores cada vez mais digitais estão priorizando a mídia digital em detrimento da mídia tradicional como um meio de descoberta de produtos.

E, já que estamos falando de descobertas, cada vez mais a interação por voz com dispositivos inteligentes se faz presente e merece a atenção das marcas. A estratégia por voz é atrativa por simplesmente se utilizar de um comportamento que o consumidor já tem – é algo natural. É simplesmente uma conversa. Para os usuários iniciantes, pode ser um pouco disruptivo demais comprar produtos usando apenas a voz, mas a partir do momento que essa barreira inicial é quebrada, a conveniência fala mais alto. E, mais uma vez, a construção de uma relação pessoal altamente valiosa com o consumidor pode ser construída. O voice commerce não é apenas uma ferramenta para simplificar transações; ele passa a fazer parte da vida íntima do consumidor. A tecnologia ainda é recente e precisa ser aprimorada, mas isso tende a evoluir, e rápido.

Só nesse texto eu trouxe quatro exemplos de como tornar as compras mais divertidas e em todas elas a presença digital é que está no foco. Num momento de lojas fechadas e restrições de circulação, levar conexão e diversão para os consumidores pode ser a diferença entre a sobrevivência e a decadência de uma marca. Qual opção você vai escolher?

Lyana Bittencourt – 12 de março de 2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/03/12/compras-e-entretenimento-como-fazer-do-shoppertaiment-a-sua-estrategia-digital/

“H-commerce”, o novo momento do e-commerce: do desejo por conveniência às experiências humanizadas

Não é novidade que os consumidores recorreram com mais frequência aos dispositivos com conexão à internet para manterem suas rotinas em meio aos desdobramentos que marcaram a pandemia da Covid-19. Por meio de diversas tecnologias, eles criaram e aceleraram novos hábitos de trabalho, estudo, prática de exercícios físicos, socialização e também de compras.

Os lockdowns e os inúmeros protocolos de segurança, que impuseram severas medidas e restrições físicas e de contato, naturalmente ocasionaram a digitalização forçada das empresas e exigiram uma adaptação rápida das suas operações, uma vez que houve um aumento sem precedentes das vendas online no varejo. Dessa maneira, surgiu uma grande oportunidade para que os consumidores pudessem experimentar o canal digital para fazerem suas compras. E, com ela, a concorrência se tornou ainda mais acirrada nesse ambiente, também puxada pelo crescimento exponencial de outros canais, como super apps, D2C (indústria vendendo direto ao consumidor) e marketplaces.

O anseio por conveniência (encontrar, comprar e receber o item desejado de maneira ágil e pelo melhor preço) e segurança ao mesmo tempo permitiu que os clientes pudessem adquirir praticamente qualquer bem de consumo com apenas alguns cliques em múltiplos canais sem precisar sair de casa. De fato, eles ganharam ainda mais velocidade, variedade e autonomia.

Com esses avanços tecnológicos, as empresas buscaram ao máximo automatizar seus processos interpessoais, tornando-os mais ágeis e, ao mesmo tempo, reduzindo os custos operacionais. Por outro lado, os clientes também passaram a ter desejo pelas conveniências do mundo pré-pandemia. Eles começaram a sentir falta de algumas comodidades que eram despercebidas antes do abalo nos seus hábitos de compra, como por exemplo, falar com representantes humanos, ler rótulos e obter informações, tocar e experimentar produtos, entre outros. Ou seja, hoje em dia, almejam a agilidade do serviço automatizado, porém com experiências cada vez mais humanizadas.

Isso posto, mais do que nunca agora é necessário que as marcas pensem além da conveniência que o online proporciona, mas na experiência total do consumidor. É fundamental que elas tragam soluções para a ausência de toque e do atendimento físico como forma de um diferencial competitivo. As estratégias desse ambiente agora precisam ser baseadas e centradas no fator humano. Eis que surge então um novo momento para o e-commerce: o “h-commerce”. E esse termo nos mostra que por trás da relação cliente e empresa existem pessoas (H2H – human to human).

É importante salientar que esse movimento é consequência do atual comportamento do consumidor, que busca transparência, personalização, entretenimento, propósito e maior conexão com as marcas com que se relaciona. Desse modo, inúmeras novidades e ferramentas surgem todos os dias a fim de tornar essa jornada de compra digital mais pessoal, humanizada e colocando o cliente ao centro dos negócios. Assim, empresas podem (e devem) se apropriar, por exemplo, do social commerce (por meio do live shopping e conversational commerce), uso de influenciadores e especialistas como impulsionadores de venda, contato pós-venda, dentre outros.

Nesse sentido, o consumo de vídeos por meio de transmissões ao vivo vem ganhando cada vez mais adeptos. O live shopping, também chamado de live streaming, acontece quando a tecnologia de transmissão em tempo real é utilizada com o objetivo de realizar vendas. Essa é uma maneira de proporcionar engajamento e interações reais de uma marca com os consumidores, uma vez que, além de promover entretenimento, torna factível mostrar os produtos/serviços de uma forma muito mais dinâmica e autêntica ao exibir suas características, detalhes, diferenciais e utilidades. E, de quebra, ainda é possível responder dúvidas ou fazer perguntas e enquetes diretamente aos espectadores. Ademais, agregar influenciadores, chefs de cozinha, artistas e especialistas como condutores e impulsionadores de vendas nessas ações, pode contribuir para atrair mais seguidores, além de agregar conteúdo relevante para manter o engajamento e, é claro, gerar conversão.

Na mesma linha, o conversation commerce é o uso de plataformas de bate-papo (chat online, por exemplo), aplicativos de mensagens instantâneas e até mesmo interfaces de voz que permitem dar assistência de maneira humanizada durante o processo de compra ou até mesmo finalizá-la. Dentre as principais vantagens desse tipo de interação, podemos destacar: esclarecer as dúvidas do cliente em tempo real e otimizar o tempo de resposta e remover as barreiras que dificultam uma conversão, gerar oportunidades de vendas. Isso tudo permite promover uma sensação ao consumidor de que, mesmo a loja sendo virtual, é composta por pessoas.

Por conseguinte, o atendimento pós-venda não se resume obviamente à solução de problemas, mas envolve também a construção de elos de relacionamento entre a loja virtual e seus clientes. Ações de e-mail marketing para pesquisa de satisfação e até mesmo ações em redes sociais são ótimas formas de não só, saber sobre a experiência de compra na loja, como também buscar o aprimoramento dos processos envolvidos na venda.

Vale ressaltar também que conhecer cada cliente por meio de dados gera um relacionamento mais próximo, mesmo virtualmente, pois é possível prever e entender comportamentos, hábitos e preferências, mapear padrões, expectativas e saber quais são as “dores” naquele momento de vida, além de personalizar a comunicação. Ter a empatia por quem que irá consumir seus produtos ou serviços é também oferecer características completas, informações necessárias e transparentes, além da possibilidade de permitir comentários e avaliações de outros usuários para facilitar a decisão de compra. Além disso, unir tudo isso ao entretenimento pode trazer resultados surpreendentes no quesito da experiência.

Por fim, ao analisar o cenário atual em que o consumidor é protagonista e escolhe marcas que estejam alinhadas ao seu propósito, é fato que ele quer se relacionar com empresas que tornem a sua vida mais prática, conveniente, fácil e feliz por meio de relações cada vez mais humanas. Dito isso, manter o cliente, ou então, as pessoas no centro dos negócios, não é um conceito novo, tampouco uma moda passageira. Trata-se de uma questão de sobrevivência para as marcas.

 de Fernanda Dalben – 17 de fevereiro de 2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/02/17/h-commerce-o-novo-momento-do-e-commerce-do-desejo-por-conveniencia-as-experiencias-humanizadas/

E se colocar a loja dentro do vídeo?

Um movimento nem tão novo que você não possa ter ouvido falar nem tão consolidado que você não possa ter dúvidas sobre ele. Mas o fato é que o live commerce vai ocupar algumas das suas pautas de estratégia para os próximos anos.

E ele é importante não apenas pelo efeito novidade, mas pelos números que tem alcançado no mundo. O mercado de live commerce movimentou mais de US$ 140 bilhões no mundo e, no ano passado, mais de 500 milhões de pessoas fizeram compras por plataformas de live streaming só na Ásia – esses números são bem fresquinhos, foram divulgados esse mês na NRF.

Para você que está ainda sob o efeito da novidade e precisa saber mais do que se trata, basta imaginar uma live como as centenas que você viu durante a quarentena, associada ao e-commerce, com interação ao vivo dos consumidores com o hostess, além do adicional de se ter resultados instantâneos para a marca promotora. É uma verdadeira experiência de compra virtual interativa que no final das contas, além de trazer resultado, acaba por ao mesmo tempo ser divertida e engajadora para o consumidor. Tudo numa mesma experiência.

Tenho acompanhado esse movimento e para mim está muito claro: esse é o futuro de como as pessoas farão compras. Isso porque resolve um problema que o varejo ainda não tinha conseguido equacionar. Como trazer a humanização da experiência do mundo físico para o digital? Por meio da estratégia de streaming, o consumidor interage ao vivo, tira suas dúvidas, efetiva a compra em tom de conversa, de bate papo, extremamente pessoal, emocional, convincente.

Outro aspecto importante que dá força para o live commerce é que a pessoalidade da conversa faz com que quem assiste se sinta realmente presente e participante de tudo que está acontecendo. Enquanto a transmissão ao vivo de vídeo fornece o elemento de estar presente no momento, o bate-papo cria a conexão entre o host e o espectador, mas também o envolvimento entre outros espectadores. Ao compartilhar as percepções e opiniões a construção acaba sendo conjunta – consumidor e marca – de todo o processo.

E tanto engajamento só pode resultar em uma coisa: vendas.

É isso que tem chamado a atenção das marcas ao redor do mundo. E os modelos de aplicação também têm se multiplicado. Como é o caso da Esteé Lauder, marca de cosméticos premium que utiliza o live streaming tanto para uma venda mais constitutiva one to one quanto para a venda via eventos live. Até marcas como a Hering, no Brasil, têm utilizado o formato para engajar seus franqueados no lançamento de novas coleções. O formato pode ser adaptado para os diversos tipos de indústrias, portes de clientes e canais de vendas e é com certeza algo que veio para ficar pela flexibilidade e adaptabilidade.

Então, se você ainda não ouviu falar ou já ouviu, mas quer saber mais sobre isso, te convido a conhecer a StreamShop, plataforma de live commerce que o Grupo BITTENCOURT acaba de se unir. É um universo novo de oportunidades que se abre para varejo, franchising e indústrias, e ao qual tenho muito orgulho de estar dando visibilidade. Acesse: https://streamshop.com.br/.

Lyana Bittencourt é CEO do Grupo BITTENCOURT – 29/01/2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/29/e-se-colocar-a-loja-dentro-do-video/

As tendências de marketing digital para 2021

Entre os próximos passos de desenvolvimento do setor, estão, shopstreamings, brand avatars, microcomunidades e dark social

Impulsionamento de vendas, ajuda na tomada de decisões, conhecimento de mercado, identificação de concorrentes, definição de público-alvo, criação de persona e investimento em mídias adequadas são alguns dos benefícios oferecidos pelo marketing digital às marcas. Em conversa com Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital e da graduação em Publicidade e Propaganda da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), e Diego Carmona, chief visionary officer da Leadlovers, o ProXXIma reuniu algumas tendências de marketing digital para 2021.

O marketing digital auxilia marcas a atingirem seu público-alvo da melhor maneira possível (crédito: reprodução)

Shopstreamings
O intuito de unir vendas à tecnologia de transmissão ao vivo, presente até então exclusivamente na TV, chegou à internet brasileira. A solução shopstreaming, que ficou conhecida neste 2020 por misturar a oferta de produtos e serviços em tempo real no ambiente digital com influenciadores, vai ser, ainda mais, utilizada por grandes marcas. “A tendência é que, em 2021, esse novo formato se desenvolva e ganhe mais corpo e aspecto de entretenimento”, diz Eric.

Social commerce
A integração de lojas virtuais à mídias sociais define o social commerce. A associação permite que o usuário interaja com o conteúdo oferecido pela marca, bem como classifique a qualidade de produtos e atendimento, deixando disponível comentários, compartilhamentos e outros recursos de redes sociais. O social commerce é ideal para quem deseja saber mais sobre um produto novo, por exemplo. Segundo levantamento da Salesforce, 72% dos consumidores costumam compartilhar experiências boas que tiveram em uma compra e 62%, experiências ruins. Para Diego, as vendas diretas sempre foram um grande canal de distribuição. “Mas, com os atuais problemas de emprego e renda, grande parte das pessoas vão descobrir o potencial do social commerce”. Em 2020, empresas, como Magazine Luiza e Ponto Frio, dedicaram-se a criar e melhorar estruturas de apoio às suas redes.

Aplicativos para desenvolvimento pessoal
Deve crescer o interesse por serviços que ofereçam alguma oportunidade de desenvolvimento pessoal, diz Eric. “O consumo desenfreado por pura ostentação já não atrai mais. Agora, a tendência é consumir aquilo que, de alguma forma, pode favorecer seu desenvolvimento ou cuidado pessoal”, explica. Uma empresa que vende equipamentos de ginástica, por exemplo, poderá oferecer para quem compra seus produtos um plano gratuito em aplicativo para aulas e treinos de atividade física. Quem comprar um apartamento pode ganhar uma assinatura de aplicativo de culinária, que oferece aulas assistidas por um sistema de inteligência artificial para ensinar aos novos moradores como tirar melhor proveito da sua varanda gourmet.

Brand avatars
Influenciadores digitais vieram para ficar e as marcas já se aproximaram deles. “Agora, é a vez das próprias marcas criarem seus influenciadores digitais”, afirma o coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital e da graduação em Publicidade e Propaganda da FAAP. Inspirado em influenciadoras artificiais como Lil Miquela, o Magazine Luiza remodelou a proposta da sua personagem Lu, que deixou de ser apenas uma garota propaganda e ganhou ares de influenciadora digital. Nessa mesma linha seguem Casas Bahia e Natura e, em 2021, mais marcas devem adotar a tendência.

Segmentação e automação
As empresas que se preocupam com segmentação e personalização saem na frente na corrida pela atenção do consumidor. “Por mais que o seu negócio atraia um público com interesses em particular, as pessoas são únicas e diferentes. Mas, a mensagem transmitida, muitas vezes, passa a ser a mesma, porque não há um trabalho para saber o nível de experiência e consciência de cada seguidor”, explica o profissional da Leadloves. Para mudar esse cenário, é preciso compreender a jornada de compra do cliente. “Aí, entra a importância da segmentação para uma comunicação assertiva. A automação de marketing possibilita isso, para quem usa da maneira certa”, diz. Conexão, mesmo à distância, será, cada vez mais, a chave para crescer no mundo digital, em 2021 e nos próximos anos.

E-mail marketing
Há tempos, as redes sociais e outras plataformas de comunicação entraram em cena. Com isso, muita gente pensou que o e-mail fosse morrer. Porém, ficou claro, afirma Diego, que os usuários sentiriam resistência em falarem com marcas via opções mais privadas, como WhasApp, Messenger e Telegram. “As empresas perceberam que o e-mail continua sendo a melhor forma de comunicação, no digital. Grande parte disso se dá por ser uma forma de não construir uma casa em terreno alugado, propiciando independência no digital”, afirma o chief visionary officer da Leadlovers. Em 2019, de acordo com a Statista, havia 3,9 bilhões de usuários de e-mails, número superior a uma das maiores redes social do mundo, o Facebook. “Além disso, com a chegada da Lei de Proteção de Dados (LGPD), o número de spams e envios não solicitados nos e-mails irão diminuir drasticamente. Isso é ótimo, pois abre espaço para que empresas sérias, com listas autorizadas e preocupadas em construir relacionamento com seu público”, adiciona.

Compras via celular
Por conta da pandemia e da menor presença da população nas ruas, o consumo no ambiente digital aumentou. “Mas mais do que isso, vários outros hábitos mudaram. Isso tudo aliado à chegada de maneiras mais fáceis de compra, como a autorização pelo smartphone e o novo Pix”, diz Diego. Em apenas seis meses, a proporção de pessoas, no Brasil, que realizaram compras ou pagamentos via smartphone aumentou de 85% para 91%, entre aqueles que acessam a internet pelo aparelho. Os dados são da pesquisa sobre m-Commerce e m-Payment, feita pela Panorama Mobile Time/Opinion Box, entre 10 e 21 de agosto deste 2020, com pouco mais de 2 mil brasileiros. “As pessoas tendem a comprar, cada vez mais, de forma mais impulsiva, já que não existe mais toda aquela burocracia antiga para a fechar a compra. Para quem tem cartão e aplicativos de bancos, nunca foi tão fácil abrir e tirar dinheiro da carteira”, afirma o profissional.

Curadoria e microcomunidades
O descontentamento crescente com os efeitos negativos do uso das redes sociais, como a polarização, a desinformação e os problemas de saúde mental, farão as pessoas adotarem um olhar ainda mais crítico. Os consumidores irão preferir envolverem-se em comunidades de nicho e mais restritas, capazes de oferecem a impressão de segurança, afirma Eric. “Nesse contexto, serão valorizados todos os movimentos de curadoria, em que as pessoas buscarão o apoio de influenciadores, especialista ou marcas para lhes ajudarem a separar o joio do trigo no mundo das redes”, diz.

Chatbots
Os chatbots, sistemas de inteligência artificial que interagem com usuários por meio de mensagens de texto ou fala, estão sendo, cada vez mais, usados por empresas de diversos setores. A tecnologia permite que marcas respondem às perguntas de clientes, forneçam suporte técnico e, até mesmo, realizem vendas. De acordo com pesquisa publicada na Chatbots Magazine, 69% dos consumidores preferem interagir com chatbots, por conta de sua habilidade de respostas rápidas para perguntas e problemas simples. “Basta ver o sucesso da Siri e da Alexa, por exemplo, para constatar esse fato. Concomitantemente, as empresas buscam acelerar seus processos de atendimento, relacionamento e vendas. O nosso tempo nunca foi tão valioso. As pessoas têm pressa”, avalia Diego. Por isso, diz, em 2021, mais marcas irão migrar para a inteligência de canais de comunicação automatizados.

Dark social
Dark social é toda comunicação, feita em plataformas sociais, e é privada, ou seja, que não pode ser monitorada pelas marcas e agências. As mensagens que circulam via WhatsApp e as direct messages do Instagram são exemplos para esse termo. “2021 é o ano em que marcas deixarão de usar esse espaço só como um canal de atendimento ao cliente”, afirma Eric. O dark social fará parte das campanhas de comunicação, com estratégias especificamente criadas para estimular a propagação da mensagem da marca dentro de canais privados

Victória Navarro – 4 de janeiro de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/01/04/as-tendencias-de-marketing-digital-para-2021.html

Submarino lança o primeiro social commerce literário do Brasil

Pioneiro na venda de livros pela internet há mais de uma década, o Submarino lançou durante a Bienal no Riocentro o Submarino Digital Club, primeiro social commerce literário do País. Com esta plataforma digital, os usuários poderão usufruir das vantagens de alta mobilidade no formato e-book, compartilhar experiências e indicações com outros usuários, participar de grupos de discussão com autores e leitores, ler e criar comentários, além de ficar por dentro de todas as opiniões sobre uma obra, antes de decidir pela compra. Basicamente uma rede social voltada para a indicação de livros, por meio dos amigos; conhecer novas pessoas e, no final, fazer um compra mais focada.

Desenvolvido em parceria com a empresa norte americana The Copia, o Submarino Digital Club será lançado simultaneamente em multiplataforma, o que permitirá o acesso por meio de computadores, telefones celulares e tablets. São cerca de cinco mil títulos em português, das principais editoras do Brasil, além de 65 mil versões em espanhol e mais de dois milhões de títulos em inglês e outras línguas.

Segundo a Submarino, trata-se de um dos acervos digitais mais completos do Brasil, disponível em formato digital (e-book), compatível com os principais leitores de livros digitais, e em formato físico, por meio de links para o site da empresa (www.submarino.com.br).

Mas os livros físicos também poderão ser conferidos pelos visitantes do evento, por meio de notebooks com acesso à internet para compras on-line e chats, ao vivo, com autores e personalidades literárias. Os chats estarão disponíveis inclusive no Radar Submarino (www.submarino.com.br/Radar), blog que reúne informações sobre tecnologia, inovação e entretenimento.

Outras promoções

Durante a Bienal, o Submarino vai aproveitar para promover um concurso cultural, no qual os vencedores serão premiados com dez tablets, já com obras digitalizadas

http://www.cmnovarejo.com.br/inovacao/tecnologia/1833-submarino-lanca-o-primeiro-social-commerce-literario-do-brasil