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Por que os shopping centers precisam investir em vendas online?

Por Luiz Alberto Marinho – 31 de outubro de 2018

O Grupo Iguatemi anunciou, na semana passada, o lançamento da sua plataforma de vendas online, chamada 365 Iguatemi. O nome já entrega a estratégia: estar disponível para o cliente 24 horas por dia, 365 dias por semana. Antes dele, CCP e JHSF já haviam feito movimento semelhante e outras importantes administradoras de shopping centers estão na fila.

Afinal de contas, por que tantos shoppings estão surfando nessa onda?

A resposta é muito simples – porque não podem estar ausentes, correndo o risco de se distanciarem dos seus clientes, cada dia mais conectados e acostumados a ver seus desejos atendidos prontamente, a qualquer hora e lugar.

É preciso entender que, para muita gente, físico e digital são duas faces da mesma moeda, não dá para pensar em uma coisa separada da outra. E isso vale para consumo de conteúdo, contratação de serviços e, claro, compras. Sabendo disso, os principais varejistas nacionais estão acelerando providências para oferecer aos seus clientes experiências que integrem o online e o offline. Esta semana mesmo, a Riachuelo divulgou novas iniciativas para ampliar a digitalização de suas lojas físicas, incluindo vendas pela internet e ponto para retirada de produtos comprados virtualmente.

Para não ficar para trás, mesmo sabendo das dificuldades relacionadas à logística e o baixo retorno financeiro, grandes grupos de shopping centers decidiram apostar em marketplaces virtuais, que funcionariam como plataforma de vendas, mas também como instrumento de marketing.

Enfrentar de frente a concorrência do e-commerce também é um objetivo, claro.

Vale lembrar que cerca de 27 milhões de brasileiros fizeram alguma compra online nos primeiros seis meses deste ano e o crescimento no faturamento do varejo virtual por aqui foi de 23,6% no semestre, segundo dados do Ebit. Para efeito de comparação, as vendas no varejo tradicional, medidas pelo IBGE, cresceram 4,1% no mesmo período. Ainda de acordo com o Ebit, dentre as principais categorias, em volume de pedidos, estão itens de saúde, cosméticos e perfumaria, moda e acessórios, casa e decoração, eletrodomésticos, telefonia e celulares, artigos esportivos e de lazer. Todos bem representativos no mix dos shoppings brasileiros.

Entrar de cabeça no universo das vendas online, no entanto, exige investimentos relevantes, que nem todos os grupos de shopping centers podem ou querem assumir neste momento. Por isso, outras iniciativas, em especial relacionadas à delivery e retirada de produtos comprados online, pipocam aqui e ali. O Shopping Mueller, em Curitiba, por exemplo, fez uma parceria com o James, empresa de delivery, para entrega em domicílio ou escritórios de produtos de suas lojas. E o Shopping Itajaí, do Grupo Tacla, fechou aliança com o Pegaki para retirada no shopping de produtos comprados na web.

Explorar o imenso potencial do seu espaço físico para oferecer experiências incríveis para os clientes é a maior vocação dos shopping centers. Alguns de seus varejistas deverão usar as lojas como centros de distribuição de produtos comprados pela web, onde os consumidores também poderão comprar itens adicionais (‘shoppable distribution centers’). Outros preferirão utilizar a loja como um espaço agradável, projetado para vender o conceito da marca, com funcionários mais preocupados em orientar o cliente em suas escolhas do que em bater metas de vendas (‘shoppable billboards’). Haverá ainda aqueles que combinarão os dois caminhos. Uma coisa, no entanto, é certa: as vendas online farão parte da realidade dos shopping centers em todo o mundo.’

As maiores empresas nacionais do setor já entenderam isso e estão dispostas a fazer o necessário para não serem meras coadjuvantes nesse processo.

https://www.mercadoeconsumo.com.br/2018/10/31/por-que-os-shopping-centers-precisam-investir-em-vendas-online

IGTV x YouTube: todos querem os influenciadores

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O Instagram acabou de lançar em um evento mundial a sua nova ferramenta de vídeos, o IGTV. Dias depois, em resposta, o YouTube anunciou novas ferramentas para os criadores de conteúdo. Duas falas, nesses anúncios, chamam muito a atenção para um elemento estratégico tanto para o crescimento dessas redes sociais, quanto para que elas consigam manter cada dia mais usuários em suas plataformas: o criador de conteúdo, mais conhecido como influenciador digital.

Atualmente, muitos influenciadores do Instagram criam um canal no YouTube para divulgar vídeos mais longos e direcionam sua comunidade do Instagram para o YouTube, com link na bio e link nos stories, para aqueles que tem mais de 10K e conta comercial. “Em todos os meus cursos e mentorias, ou seja, na profissionalização dos influenciadores, essa é sempre a minha recomendação: fazer o que chamamos de cross mídia”, comenta Dani Almeida, jornalista, consultora de imagem e criadora do curso Influenciadora de Sucesso.

Segundo o próprio Instagram, como todos os seguidores dos influenciadores na rede social já automaticamente seguirão as mesmas pessoas no IGTV, essa base pode ser gigante. “Esse é o público, esses criadores, a @lelepons tem 25 milhões de seguidores. Ela vê o Instagram como sua casa. São esses influenciadores que a gente vê com sucesso no primeiro dia e nos primeiros meses”, afirmou Mike Krieger, brasileiro cofundador do Instagram.

Poucos dias depois, o YouTube anunciou o alcance de 1,9 bilhão de usuários por mês e revelou, ainda, que o número de produtores de conteúdo que ganham cinco dígitos por ano aumentou em 35% e o número de criadores que alcançaram seis dígitos aumentou 40%.

“Para aumentar a possibilidade de rentabilização dos criadores, o YouTube anunciou várias novas ferramentas, entre elas a possibilidade de influenciadores venderem mebership (taxa mensal recorrente), produtos de marca própria (mais de 10 mil inscritos) e a função Premiere, que permite avisar os inscritos sobre a chegada de um novo vídeo (mais de 100 mil inscritos). Mas o que chamou mais atenção nisso tudo, foi o anúncio do YouTube”, comenta Dani

“Os criadores do YouTube são o coração da nossa plataforma. É por isso que estamos comprometidos em criar produtos que capacitem e apoiem a comunidade de criadores”, disse Neal Mohan, Chief Product Officer do YouTube. “Por criadores, leia-se influenciadores digitais”, explica Dani.

Quais vantagens o influenciador leva?

O maior atrativo do YouTube para os influenciadores é o fato de que, além do conteúdo patrocinado, que representa hoje os maiores faturamentos entre esse público, o próprio YouTube remunera a geração de conteúdo.

Segundo o Instagram, eles estão estudando junto aos influenciadores, se haverá formas de rentabilização do IGTV. Segundo Krieger, isso será conversado nos próximos meses com os criadores para definir o que é melhor para a plataforma. O mesmo vale para anúncios – a princípio não existirão, mas a longo prazo eles podem aparecer.

“É difícil prever os desdobramentos dessa batalha ainda. Faz parte cada empresa querer puxar para si os influenciadores, já que eles representam sempre o potencial de crescimento viral”, comenta Dani.

O que fazer? Quem ‘escolher’?

Minha recomendação aos alunos dos meus cursos e à comunidade de 42 mil influenciadores que segue meu conteúdo no IG @influenciadoradesucesso, listas de email e WhatsApp permanece a mesma: não fique refém de apenas uma plataforma.

Ainda mais para influenciadores que amam trabalhar o Instagram e têm dificuldade em trabalhar o YouTube, a tentação e grande. Mas fica meu aviso… e se alguma coisa, qualquer coisa acontecer e você perder sua conta, o que você fará?

Além disso, o YouTube continua sendo a maior fonte de rentabilização para quem realmente quer atuar de maneira profissional, ganhando como profissional.

Enquanto isso e, por enquanto, as maiores lições que podemos tomar com o lançamento da IGTV são as seguintes:

  1. Esqueçam as origens do Instagram. O Instagram, definitivamente, deixou seu passado de aplicativo de fotos. Ele se tornou um microblog, agora, com vídeos.
    2. Quem estourou nessa rede, vai precisar se reinventar. Fotos inspiradoras não serão mais suficiente para engajar sua comunidade.
  2. O engajamento na sua timeline (suas fotos), que já vinha caindo, vai despencar devido à grande quantidade de conteúdo para ser consumida. O engajamento nos stories já começaram a cair também.
  3. Prepare-se para ser boa não apenas em fotos e conteúdo escrito, mas também em vídeos. O consumo de vídeo na internet cresce vertiginosamente e a IGTV é mais uma prova disso.

http://adnews.com.br/midia/igtv-x-youtube-todos-querem-os-influenciadores.html

“Branded content nunca é publicidade. Ele não existe para ofertar uma mensagem”

03 de Agosto de 2016 10h –  

Pati Weiss
Patricia Weiss durante o “Desvendando o Branded Content”

Na manhã de ontem (02) aconteceu a 2ª edição do “Desvendando o Branded Content”, evento do Senac que reúne um time de especialistas para discutir o cenário do formato que vem assumindo as produções de conteúdos para marcas no mundo todo.

Assim como no ano passado, a atividade contou com a curadoria e mediação de Patrícia Weiss, fundadora e chairman do Branded Content Marketing Association para a América do Sul.

Foi ela quem abriu os painéis, dando praticamente uma aula aos presentes sobre o que é o Branded Content e como ele está sendo trabalhado no cenário nacional e internacional.

Segundo ela, o formato pode ser definido como um marketing centrado na audiência e não na marca. “É um território próprio de narrativas da marca, onde a marca é catalisadora de uma conversa com amplo significado, transfere e amplifica seu propósito e valores a partir do insight humano, daquilo que é realmente relevante para as pessoas. São histórias humanas que criam valor, baseadas no que é real e verdadeiro. Histórias sobre as pessoas, não sobre as marcas”.

Essa reinvenção se dá principalmente devido ao empoderamento do consumidor. “É uma transferência de poder. Agora a audiência decide o que vai ver e quantas vezes quer ver”.

Conteúdo real, on demand, que expande para diferentes plataformas. Esses são alguns dos atributos que fazem do Branded Content uma tendência no mercado mundial. Patrícia ressalta que isso pode ser notado nos investimentos de grandes marcas em conteúdo próprio, “que pode vir de agências mas, principalmente, de outras fontes, como in house e publishers”.

Uma prova desse novo momento é a ascensão dos Content Studios, departamento independente de veículos voltado para a produção de projetos para marcas. Exemplos não faltam: no exterior, The New York Times, Turner e CondéNast são responsáveis por grandes cases; no Brasil, Trip, Vice e Estúdio ABC (da Abril), seguem o mesmo caminho.

As marcas também são responsáveis por essa mudança. Em um movimento que Patrícia chama de “Efeito Red Bull”, grandes empresas apostas em estúdios in house. É o caso da GoPro, GE, a rede de hotéis Marriott e a PepsiCo americana.


M Live, Content Studio da rede holeteira Marriott. Crédito: Reprodução/Contently

No Brasil, o Branded Content ainda é um terreno a ser explorado e, como qualquer lugar desconhecido, está à mercê de más interpretações. O resultado é uma enxurrada de conteúdo intitulado como Branded Content que na verdade é, na maioria das vezes, Native Ads, Content Marketing e Product Placement.

“Branded Content não é Publicidade. Enquanto a publicidade vende um produto, um feature de produto ou a mensagem institucional da marca de forma intrusiva e interruptiva, o Branded Content é um conteúdo relevante, útil, que envolve, engaja e entretém a audiência. Publicidade é a marca falando sobre ela mesma, Branded Content se refere às pessoas e o que interessa a elas”, conta.

Patrícia também alerta sobre as diferenças entre Branded Content e Native Ads, conteúdo patrocinado que também se popularizou nos últimos anos. “Ele respeita a independência editorial, mas é um conteúdo patrocinado”. De acordo com ela, Branded content “é um território próprio de narrativas da marca com significado e relevância, voltado para provocar e expandir conversa com a audiência”.

Esse pode não ser o único motivo do mercado brasileiro resistir ao branded content, principalmente agências de publicidade, que muitas vezes optam por caminhos tradicionais e mais confortáveis. “O que é mais fácil para a agência e para a marca? Patrocínio, merchandising e o próprio product placement, que podem ser feitos com brilhantismo, mas que ainda serão intervenções”.

Para tornar visível o que é um branded content, Patrícia compartilhou alguns cases com o público. Um exemplo recente de que boas histórias são mais do que produtos é o filme “A Love Story” da Chipotle Mexican Grill. A peça é parte de uma comunicação que a rede de tacos mexicanos orgânicos usa a alguns anos em que o foco é criticar a indústria alimentícia e exaltar o pequeno produtor, tudo de uma maneira leve e emocionante.

Um outro case interessante é a continuação do premiado “Like a Girl”, da Always, que, após uma pesquisa, investiu na criação de emojis que representem meninas em situações ilustradas apenas por personagens masculinos, como profissionais e atletas. É interessante perceber que no vídeo “Girl Emoji” (veja aqui), em momento algum, a marca ganha destaque.

Parafraseando o escritor uruguaio Eduardo Galeano, Patricia lembrou que “o mundo é feito de histórias”, e que a publicidade não deve esquecer que tem um importante papel social. Um papel que vai muito além de vender lenços

http://adnews.com.br/publicidade/branded-content-nunca-e-publicidade-ele-nao-existe-para-ofertar-uma-mensagem.html

Otimização cross-device: conectando com pessoas, e não apenas com seus dispositivos

Tendo uma visão completa da jornada do consumidor, se dá aos anunciantes o poder de se conectar com as pessoas, e não apenas com os seus dispositivos

Otimização cross-device: conectando com pessoas, e não apenas com seus dispositivos

Não é novidade que os consumidores estão migrando entre smartphones, tablets e computadores durante o dia todo. Cada vez mais as pessoas têm diversos dispositivos digitais e, muitos rotineiramente, realizam pesquisas em um aparelho e concluem ações em outro. Mas, se uma pessoa tem um smartphone, tablet e laptop para uso pessoal e um laptop para uso de trabalho, você pode se surpreender ao saber que esses quatro dispositivos estão sendo percebidos pelos anunciantes como seis a oito consumidores em vez de um. A multiplicidade de novos e cada vez mais inteligentes dispositivos móveis apresenta uma grande oportunidade para os anunciantes e, se as pessoas não estão vinculadas a somente um dispositivo, por que seus planos de marketing deveriam estar?

Os dias em que um anunciante programava uma campanha pensando somente em um canal ou era centrada somente no dispositivo estão acabando. Esse formato será cada vez mais substituído por uma abordagem significativamente com maior desempenho, centralizada no consumidor oferecendo a capacidade de gerenciar todo sua jornada.

Batizada de cross-device, essa abordagem é o primeiro passo para a nova geração da publicidade digital, que já utiliza o benefício da comunicação programática em todos os canais e dispositivos, incluindo wearables, e que no futuro vai além da internet das coisas. Os anunciantes podem agora chegar a um indivíduo no momento da influência e no dispositivo mais adequado com a mensagem certa para atingir seus objetivos de campanha.

Os benefícios incluem:

– Melhor ROI
Uma análise inicial com campanhas de cross-device descobriu que anunciantes alcançaram um aumento de 31% do ROI médio ao otimizar mídia por todos os canais que utilizam perfis de cross-device.

– Melhor atribuição
Quantas conversações de desktops foram impulsionadas por impressões em Android a partir de smartphones? Com atribuição de cross-device, os anunciantes podem finalmente conferir a influência de cada dispositivo em conversões, para ver qual está realmente trabalhando.

– Insights poderosos de cross-device
Os anunciantes podem agora compreender melhor como o desempenho da campanha é influenciado pelos dados de cross-device e, com isso, se beneficiar de uma percepção mais profunda, como a propriedade de dispositivo, a influência do cross-device e do mix ideal de mídia.

De acordo com estudo que a Rocket Fuel encomendou à Nielsen, realizado em 2015, a cobertura do consumidor cross-device é de 50,0% – aproximadamente cinco vezes maior do que o concorrente mais próximo com resultados públicos. E também previu a precisão do relacionamento através do cross-device com 97,5% do tempo – uma taxa de exatidão maior do que qualquer outro fornecedor de tecnologia probabilística cross-device.

A otimização do cross-device oferece um futuro que permite aos anunciantes unificar uma experiência de campanha por meio da otimização de mídia para indivíduos e seus momentos únicos de influência, através de computadores e dispositivos móveis. Tendo essa visão completa da jornada do consumidor, se dá aos anunciantes o poder de se conectar com as pessoas, e não apenas com os seus dispositivos.

(*) Edvaldo Acir é diretor geral da Rocket Fuel para o Brasil e América Latina – 23/02/2016

http://www.proxxima.com.br/home/mobile/2016/02/23/Otimizacao-cross-device.html

Na verdade, o Digital é Live Marketing

O Live Marketing é com certeza um segmento da publicidade que vem pedindo passagem para mostrar seu potencial. Engajar o público através de situações vivenciadas por ele pode ser uma boa forma de aproximá-lo da marca.

Celio Ashcar Jr, VP da agência Aktuellmix, falou ao Adnews sobre a crise econômica, eventos esportivos como Copa do Mundo e Olimpíadas, entre outros assuntos. Confira na entrevista abaixo:

Como você descreve o atual momento da agência?

Estamos completando dois anos da fusão. Em 2014 foi o ano de estruturação de processos, equipes, formatos e posicionamento. Este ano está sendo um ano de consolidação. A estrutura está rodando 100% e estamos conquistando grandes resultados.   Nosso atual posicionamento é de fazer comunicação focada ao resultado do cliente e aproximando pessoas de marcas.  E este resultado pode ser alcançado através de um filme de TV, um evento, uma promoção, uma campanha de incentivo, guerrilha digital ou degustação no PDV.

Quais os impactos da crise nas ações de Live Marketing?

Não tem como negar que estamos atravessando um péssimo momento em nosso país. Mas não podemos “jogar a toalha”. Temos que encontrar oportunidades nas dificuldades. A crise está afetando todos os mercados, e claro que o Live Marketing também está sofrendo. Se o consumidor não estiver consumindo leva a entender que o anunciante não está vendendo e com isso reduzem investimento em marketing.

Qual a percepção da agência sobre os eventos que o Brasil vem recebendo (Copa, Olímpiadas)? Qual o impacto no segmento de Live Marketing? Como a agência está aproveitando esse momento?

Todo evento de relevância e repercussão mundial é importante para um país. Desde 2007 o Brasil está passando por um bom momento. Tivemos os Jogos Panamericanos, a visita do Papa, a Copa do Mundo e agora teremos os Jogos Olímpicos. Mas não importa apenas realizar, ter que realizar bem feito e otimizar o legado pós estes eventos.

Não vejo ainda uma preocupação com o legado. Temos que entender que os investimentos realizados para estes eventos devem permanecer para a população. Estivemos atuantes na Copa do Mundo com alguns clientes e já estamos atuando para os Jogos Olímpicos. Temos uma equipe de mais de 30 colaboradores focados na operação para Rio2016.

Como o digital ajuda na interação do Live Marketing?

O digital é fundamental para as ações de Live Marketing. Na verdade o Digital é Live Marketing. Hoje em dia para ter uma aproximação efetiva entre pessoas e marcas temos que atuar em todos os pontos de contato. Quantas vezes o consumidor vai ao supermercado por dia?  Quantas vezes o consumidor acessa a internet por dia? Portanto o ambiente digital é fundamental e nos entrega respostas imediatas para desenvolvermos estratégias de atuação.

Quais os diferenciais que o Live Marketing agrega na estratégia de uma marca?

Vou responder através de nossa missão: “Despertar percepções únicas, transformando a relação entre pessoas e marcas”.

Qual case de sucesso você destaca entre os trabalhos já feitos pela Aktuellmix? O que você acredita que levou o trabalho ao êxito final?  

É difícil eleger um case único de sucesso. Pois cada case tem objetivo e uma meta a alcançar.  Temos uma enorme área de Incentivo que são cases que não aparecem ao grande mercado, mas geram enormes resultados aos clientes. Mas se tiver que escolher um case atual de sucesso, destaco o “Cadê C&C”. Em 2014 ganhamos a conta de comunicação 360o de C&C. Fizemos todo o planejamento de comunicação que envolve ponto de venda, endomarketing, relação com o mercado, tabloides, campanha online e offline entre outros. Hoje temos no ar uma campanha estrelada pelo casal Bruno Gagliasso e Giovana Ewbank que vivem situações reais do dia-a-dia. O conceito de vida real vai além. As cenas foram gravadas na própria casa onde os atores vivem e a C&C é mostrada como a solução para os problemas da casa do casal. O Call to action é “Tá esperando o quê?”.

Redação Adnews – 14/10/2015

http://www.adnews.com.br/live_marketing/na-verdade-o-digital-e-live-marketing

O momento do live marketing no Brasil

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O cenário da comunicação atual é cada vez mais veloz, caótico e ao mesmo tempo alucinante. Em alguns casos, a junção dessas coisas gera uma espécie de sensação intensa de efemeridade. O resultado? O engajamento é um sonho cada vez mais complexo e distante para as marcas.

Como mudar esse jogo? Participar da vida dos consumidores de uma maneira marcante, gerar experiências inesquecíveis e inusitadas, usar a criatividade e oferecer algo interessante e relevante, que vá muito além de uma propaganda convencional ou a promoção de um produto.

Não por acaso o live marketing tem crescido bastante como forte aliado na estratégia das marcas. Para entender um pouco melhor os desafios, tendências e oportunidades do segmento no Brasil, o Adnews conversou com Kito Mansano, presidente da Associação de Marketing Promocional (AMPRO). Confira o bate-papo abaixo:

Qual é o momento do live marketing no Brasil?

Estamos vivendo um excelente momento de reeducação e alinhamento entre as agencias sérias do mercado. Este alinhamento trará frutos para todos, isso porque temos diretrizes de conduta muito claras tanto para as agências como para os clientes. Este trabalho está sendo desenvolvido e apresentado em workshops em todo o Brasil pelo Comitê de Relações Sustentáveis Cliente/Agências. Por essas e outras, é de extrema importância o engajamento e conhecimentos destes valores, pois as agências que mantinham condutas levianas, com taxas abaixo de 15% e aceitando prazos de pagamentos acima de 30 dias, estão hoje fechando suas portas por conta de um mercado que não permite mais maquiar os resultados com um trabalho pagando o outro.

O live marketing tem sentido os efeitos da tão propalada crise que tem impactado outras áreas no mercado brasileiro?

Sem dúvida que tem sentido, porém de maneira menos impactante que os outros setores da economia. Não existe uma ação de demissões em massa como nas indústrias ou comércio, porém o momento é de cuidado e serenidade. Nosso negócio ajuda as empresas a saírem de situações complicadas com desempenho em vendas, o live marketing é a melhor ferramenta para trazer resultados imediatos. Muitos clientes sabem disso e usam nosso conhecimento para minimizar resultados ruins ou até mesmo gerando resultados positivos. Sabemos que o volume de investimento está menor, mas a vontade de fazer está maior.

O importante é conseguir achar a equação ideal para que todos ganhem.

Os grandes eventos sediados pelo Brasil nos últimos anos, sobretudo Copa do Mundo e agora Olimpíadas, estão realmente ajudando a amadurecer ainda mais o mercado por aqui?

Estes eventos deram um banho de realidade nas agências. Clientes que mostravam grandes investimentos se tornaram, na realidade, uma armadilha para aqueles que ousaram de forma leviana em suas planilhas e aceitaram prazos de pagamento impraticáveis. Hoje as agências estão realmente entendendo que nem todo cliente vale a pena, mesmo que com muito investimento o que importa é a agência ter resultado honesto e não correr o risco só para ter o trabalho. Sinto este amadurecimento a cada concorrência onde são chamadas quatro, cinco ou seis agências e 80% delas declinam porque o cliente não está em busca de estratégia criativa em vendas e sim alguém para bancar sua ação de live marketing, gerando oportunidade para que o dinheiro que deveria ser pago aos fornecedores seja aplicado no mercado financeiro.

Durante muito tempo o segmento foi reconhecido como marketing promocional… O que mudou agora que é live marketing? Todo mundo já compreende o significado, a força e o potencial da atividade?

Quem está antenado com a modernidade da comunicação já está familiarizado com o novo posicionamento do nosso negócio. O live marketing engloba o marketing promocional e inúmeras outras atividades, como eventos, incentivos e trade marketing. Nosso negócio é muito maior que a promoção. Hoje temos o digital dentro de nossas estruturas alinhado à criatividade ao vivo. Não dá mais pra fazer comunicação de qualidade usando somente um filme na TV. Isso é passado. As telas se multiplicaram, a informação ficou acessível de fato, e a aldeia global é real. Para conquistar espaço, vender ou ser percebido, as empresas terão que usar o live marketing.

De que maneira o live marketing conversa com o meio digital, sobretudo aproveitando a questão das redes sociais em eventos como música ou futebol, por exemplo? Essa relação tem sido bastante benéfica?

O live marketing não conversa com o meio digital, ele “é” o meio digital aliado ao físico. Este conceito já existe e está amplamente difundido nas grandes estruturas de live marketing. Trata-se do “Phygital”. A navegação no mundo digital com experiências físicas. Este processo é muito interessante porque muita gente já usa este conceito de forma intuitiva para gerar volume de vendas ou criar simpatia e relacionamento com as marcas. Você navega no mundo virtual, realiza sua compra, recebe o produto em casa ou vive uma experiência única como um show, sem ter sido impactado pela televisão, rádio ou revista. Isso é que é fascinante na nova comunicação e impensável há mais de 10 anos.

Quais são as características do Live Marketing mais atrativas para as marcas?

O live marketing tem como principal característica a relação viva e real com os consumidores. As empresas usam o live marketing para atingir o consumidor de maneira objetiva tendo resultados imediatos, isso torna a ferramenta muito mais atrativa do que a mídia convencional. As equipes de criativos do live marketing foram treinadas para vender ideias, produtos e serviços através da experiência, da emoção e da informação. Ter estes especialistas ao lado é fundamental na hora de planejar uma ação de comunicação viva.

Quais são hoje os maiores desafios do segmento e live marketing no País?

Os desafios para o segmento não estão na criatividade ou na produção das ações diferenciadas, hoje o desafio é de fazer o Governo entender a ilegalidade constitucional da bitributação, isso porque as empresas de live marketing tem tratamento diferenciado quanto à tributação deixando as empresas menos competitivas. O trabalho é acabar com esta distorção e focar no cliente que tem o entendimento e a ousadia para usar o live marketing como inovação da sua comunicação.

Por Renato Rogenski – 07 de outubro de 2015 · Atualizado às 10h21

http://www.adnews.com.br/publicidade/o-momento-do-live-marketing-no-brasil

Marketing em tempo real e a necessidade de aprender on the fly

Antes, o processo criativo nas agências de propaganda era relativamente simples: agência recebi o briefing do cliente, recheava de dados e pesquisas, embalava numa estratégia de planejamento e de mídia, enquanto a criação dava conta do lado, bom, o lado da criação.

Isso demorava um tempo, havia um ciclo. Mesmo no dia a dia quente das campanhas de varejo, em que se criavam (e continuam se criando) peças de comunicação da noite para o dia, as bases de toda a lógica de marketing do cliente haviam sido já pré-estabelecidas. Criação e execução, nestes casos, quase que se misturam e estamos diante, na verdade, de uma linha de produção semi-automatizada. Eficaz ao estremo, mas limitada do ponto de vista da imaginação criativa pelo tempo e pela necessidade da venda em escala, de massa, mais para o uniforme do que para o inusitado e o original.

Muitas campanhas e ações de marketing continuam ainda sendo desenhadas segundo a lógica convencional e conhecida do mercado, as grandes campanhas, em que os grandes anunciantes investem grandes somas.

Há, no entanto, uma premência nova apertando o calo tanto do gestor de marketing, quanto das agências que trabalham com ele, e ela se chama real time marketing.

O marketing em tempo real nasce na barriga da internet e pare uma velocidade sem precedentes na resposta que passa a se exigir de quem está envolvido em atuar na linha de frente das redes sociais, da produção de conteúdo das marcas (branded content), na construção de relacionamento com a base de consumidores, na ativação de leads. Tudo isso hoje e cada vez mais tira da planilha o tempo para longos planejamentos estratégicos e coloca na execução de alta performance o foco da excelência do marketing contemporâneo.

Cerca de 51% das marcas hoje nos Estados Unidos extraem dados e insights sobre seus públicos-alvo de ações em tempo real, revelam estudos sobre o tema. Algo perto de dois terços das marcas afirmam monitorar tendências de mercado e consumo através de mecanismos de real time marketing.

No entanto, transformar insights e dados em campanhas e ações criativas de comunicação é certamente hoje uma das tarefas mais desafiadoras para marqueteiros e criativos.

Na verdade, estamos diante de um enorme obstáculo.

Tudo isso não está acontecendo porque alguém do mundo corporativo teve uma brilhante ideia de inovação. Mas porque o consumidor acelerou. Agora não trata-se apenas de confiar na imagem e reputação da marca para contar com a preferência de quem consome. Trata-se de conversar com ele da mesma forma que ele conversa com seus pares e se relaciona com o mundo real, fora da comunicação e do marketing.

Esse mundo acelerou. Todos nós, como consumidores, sabemos disso, fazemos isso, agimos dessa forma, acessando em tempo real aquilo que nos interessa, atrai e motiva.

Para as marcas, ficar de fora dessa instantaneidade significa ficar fora do jogo. Tão simples assim. A campanha de peso que brilha na mídia convencional ainda tem o poder de criar favorabilidade de percepção das marcas e estimular em alguma medida o desejo de consumo. Mas para aí.

Se as marcas não conversarem de forma íntima, um a um, com suas bases e oferecer-lhes produtos, serviços e conteúdos que lhes sejam de fato memoráveis, práticos e com benefícios explícitos, a preferência se perde no caos da conversa, da interação, da compra feita dentro de um aplicativo, ao alcance do dedo em um celular.

Marcas e suas equipes de gestão de mídias sociais, community managers, gestores de conteúdo e de compra de mídia, passam agora a ter que atuar de forma conjunta, como times integrados numa sala de guerra. Ne mesma sala precisam estar presentres ainda os criativos, os gerentes de produto, até advogados, em casos extremos (para coibir impropriedades de diálogo produzidos pela velocidade que as novas dinâmicas do tempo real impõem, aumentando o risco de se faser bobagem também em tempo real).

Nesse contexto a gestão da linguagem com que se vai falar com cada público é chave, já qwue muitas veses estaremos falando com tribos diversas e até com consumidores específicos, cada qual com suas características e necessidades.

Igualmente vital é a gestão de canais, pelos mesmos motivos acima: cada canal tem uma caraterítica e pode/deve ser usado de forma a performar com excelência a entrega da mensagem, do diálogo, da oferta ou do conteúdo em questão.

Num resumo rápido, estamos falando das seguintes tarefas básicas:

– identificação de clusters
– captação de dados e insights
– identificação de targets e uniques que sejam os mais valiosos da cadeia
– produção de conteúdos e/ou ofertas adequadas a cada um
– adaptação de linguagem para isso
– escolha e adoção dos canais adquados para isso (blogs, redes sociais, SEO, portais verticais, email, display, canais próprios de conteúdo – branded channels), etc
– gestão de CRM e programmatic
– acompanhamento das métrica de performance em tempo real
– reação em tempo real às respostas da audiência, que não vi ficar parada, vai cutucar
– avaliação permanente de resultados
– mudanças repentinas e ágeis, sempre que necessário

Para fazer todo esse conjunto de atividades uma das questões que se coloca é: fazer dentro de casa ou contratar terceiros.

A resposta está diretamente ligada ao escopo do traba.lho em questão e generalizar é um erro sem tamanho, porque cada caso é um caso.

Ações pontuais podem eventualemtne ser terceirizadas. Estratégias macro de longo prazo precisam de controle estrito e podem até tambpém serem terceirizadas, mas quem prestar o serviço terá que de verdade ser um braço de extensão da companhia contratente, eventualmente criando uma equipe body-shop para atuar dentro do cliente.

Coca-Cola, no exterior e aqui no Brasil, mantém equipes de marketing em tempo real operando dentro de casa. Há terceiros embarcados, agências e prestadores de serviços, gestores de plataformas de tecnologia, mas todos juntos num mesmo ambiente e rodando em turnos.

Isso requer uma cultura altamente convencida na companhia de que o tempo real passou a ser vital para a estratégia e sobrevivência da marca, caso contrário, estruturar sofisticadas como essa nem sequer serão cogitadas.

E aí entra um item mais do que relevante nesse cenário de alto complexidade: a capacidade de respostas criativas e fora da caixa do time todo.

Não há regras claramente estabelecidas de ação e reação quando se está dialogando com consumidores reais, em tempo real. Tudo dependene de muito improviso e espontaneidade. Lampejos que precisam ocorrer em minutos, segundos…. bom, em tempo real.

Essa habilidade não esteve sempre presente como p´rioritária para profissionais de criação e marketing. Agora, começa a ser altamente favlorizada.

Aqueles profissionais que se adaptam com maior rapidez e qualidade a esse ambiente em que não há tempo apra quase nada e, ainda assim, respondem com criatividade e produtividade, passarão a ser os reis do pedaço. Os líderes da profissão.

Para concluir, uma dica mega-importante: não confie em soluções prontas de nenhum especialista, nem de nenhum provedor de tecnologia (pacotes do tipo suite podem funcionar para muitas coisas mas raramente contém todas as necessidades específicas de todas as companhias e de todas as campanhas). Só há um jeito de dominar com excelência essa nova arte da velocidade imposta ao marketing e à criação: tentar, testar, errar. E, só depois, aprender.

Não há teoria consistente cosntruída sobre o tema. Não ainda. Vai prossivlmente existir. Mas agora, só enfiando a mão na massa e aprendendo on the fly.

Bom vôo.

Innovation Insider – Por Pyr Marcondes | 30 setembro 2015

http://innovationinsider.com.br/marketing-em-tempo-real-e-a-necessidade-de-aprender-on-the-fly/