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Canal exclusivo da Zinzane vai unir vendas online com experiência na TV

Projeto será feito pela marca de roupas em parceria com a plataforma global gratuita Soul TV

De olho na expansão da marca, a empresa brasileira do segmento da moda Zinzane fechou parceria com a Soul TV, plataforma global gratuita de canais de TV. No acordo, ficou definido que a marca de roupas entrará com programação voltada para produtos e coleções.

Para a apresentação desses programas, foram escolhidos Ciro Bottini, Renata Pitanga e Mariana Richa. A participação de convidados para movimentar a audiência também é cogitada no projeto.

A parceria também adotará um tipo de conteúdo mais simples, com peças curtas de 30 segundos a um minuto, trazendo alguma dica de tendência ou informação de coleção. Já os quadros desenvolvidos especialmente para o canal terão duração mais longa e já estão em produção.

“A inovação faz parte do DNA da Zinzane. Somos a primeira marca de moda do Brasil a ter um programa exclusivo na televisão”, destacou Mariana Richa, diretora-executiva da Zinzane.

Expansão dos canais de venda

A Zinzane, que já possui uma operação no e-commerce, aplicativo próprio e mais de 140 lojas no Brasil, entrará de fato no marketing digital. O principal responsável por essa ideia é Carlos Targat, que foi diretor do canal Shoptime durante 21 anos, e agora comanda o projeto da marca.

A foco do projeto é conseguir oferecer aos seus clientes o recurso do T-Commerce, estratégia que une vendas online com a experiência da TV. Enquanto o telespectador assiste ao programa, ele poderá comprar facilmente os produtos que estão sendo expostos, sem que isso afete a experiência com o programa.

Outra ferramenta que será utilizada é a Social TV, que permite a interação dos usuários de smart TVs e celulares com o conteúdo. Eles poderão, por exemplo, mandar stickers personalizados para interagir com a transmissão.

“Nessa proposta usufruímos de todas as possibilidades do ambiente digital, multiplicando a presença da marca e agregando valor ao colocar, literalmente, uma loja na casa de cada usuário”, explica Ricardo Godoy, CEO e head de inovação e transformação digital da Soul TV.

O conteúdo da marca no total terá 6 horas de duração, espalhados pela grade de programação. A renovação desse conteúdo ocorrerá à medida que novos conteúdos estejam prontos e as peças em exposição esgotem.

Redação – 23/09/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/09/23/zinzane-vendas-online-tv

Você sabe com quem está falando? Os shoppings, finalmente, começam a responder que sim

Em um dia qualquer, você chega de carro no shopping e encontra uma vaga. Estaciona o veículo, procura a entrada mais próxima para o mall, escolhe um restaurante e almoça ali com a família. Depois passeia pelos corredores, olha algumas vitrines e se interessa por um celular. Entra na loja, consulta o preço e decide pesquisar sobre aquele modelo mais tarde, na internet. Antes de voltar para o carro, usa o banheiro e em seguida paga o estacionamento em um caixa automático. Vai embora, sem fornecer para o shopping nenhuma informação sobre quem você é, onde e como gastou (ou deixou de gastar) seu dinheiro.

Já pensou nisso?

Algo parecido acontece todos os dias ao redor do planeta: milhões de pessoas visitam shopping centers e esse imenso manancial de dados se perde por falta de processos na captura e na gestão de tantas e valiosas informações. Esse cenário, no entanto, começa a mudar. No Brasil, uma das redes que mais tem avançado nesse sentido é a Multiplan e os primeiros resultados são bem promissores.

Quer um exemplo? Entre maio e junho desse ano a Multiplan enviou para seus clientes uma oferta, por meio do aplicativo Multi: quem fizesse uma reserva no Outback nas duas semanas seguintes receberia um cupom que dava direito uma entrada, de graça. Nada menos do que 14 mil pessoas decidiram fazer a reserva. O mais interessante são os sinais de que a ação pode ter de fato incrementado fluxo. No Shopping Anália Franco, em São Paulo, 58% dos que resgataram o brinde o fizeram nos dias seguintes ao recebimento do cupom digital.

Em outra boa iniciativa, a Multiplan ofereceu no começo do ano, para um grupo de clientes com participação destacada na promoção de Natal, o benefício de usar o estacionamento de seus shoppings gratuitamente por três meses. Além de mapear o lugar onde residem, a Multiplan também registrou o consumo dessas pessoas. Por exemplo, no JundiaíShopping, 60% das pessoas que usaram o estacionamento no período acabaram participando das promoções seguintes, no Dia das Mães e Namorados, gastando em média 27% mais do que os outros participantes dessas campanhas.

A ideia de capturar informações em cada interação dos clientes com o shopping é tão ambiciosa quanto necessária. No caso da Multiplan, a chave para isso é o app Multi, que serve não apenas para viabilizar vendas online para os clientes, mas também para dar acesso às tradicionais promoções dos shoppings, entre outras coisas. Ao todo a rede trabalha com impressionantes 380 pontos de captura de dados dos clientes, das cancelas do estacionamento ao wi-fi gratuito, passando por serviços, como fraldário e empréstimo de carrinhos de bebê.

Curiosamente os sorteios, que originalmente tinham como objetivo estimular vendas das lojas, ganharam uma nova e mais relevante função, que é alimentar com dados transacionais o OmniMIND, algoritmo desenvolvido pela Multiplan. Da mesma forma, a rede não cobra take rate dos lojistas pelas vendas online feitas por meio do Multi justamente para incentivar o uso, ciente de que o ouro está no conhecimento que pode adquirir sobre os hábitos de consumo dos usuários.

A ideia de monetizar a numerosa base de clientes que os shoppings possuem é relativamente nova mas, acredite, esse é um caminho sem volta. Dessa forma é possível entregar mais valor aos lojistas em troca do que pagam pela ocupação das lojas, elevar vendas gerando receitas adicionais por meio do aluguel variável, atrair investimentos promocionais de lojistas e anunciantes, pavimentando assim o caminho para a evolução do modelo de negócio dos shopping centers.

Os shoppings que ainda seguem a cartilha do real estate provavelmente continuarão concentrando recursos exclusivamente em estímulos para atrair boas marcas para o tenant mix. Os mais atentos aos novos tempos certamente distribuirão esses investimentos de forma mais equilibrada, de olho na construção de um sistema de captura e gestão de dados, capaz de alimentar todo o seu ecossistema de negócios.

Como dizia W. Edwards Deming, “em Deus confiamos, todos os outros devem trazer dados”. Em breve essa frase vai se tornar mantra também nas empresas de shopping centers. Aguarde.

Luiz Alberto Marinho é sócio-diretor da Gouvêa Malls. – 05/08/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/08/05/voce-sabe-com-quem-esta-falando-os-shoppings-finalmente-comecam-a-responder-que-sim

O papel do growth hacking no aumento da conversão mobile

O processo de growth hacking começa com uma reunião de equipe, para definir os objetivos de marketing da empresa e identificar onde se quer chegar e por quê. Após ter os objetivos definidos, o segundo passo é fazer uma chuva de ideias, um brainstorming, para definir como atingi-los. Depois disso, é necessário escolher qual é a ideia principal que fará com que o time alcance o seu intuito principal. Já com as prioridades estabelecidas, é chegada a hora de planejar e executar os testes que vão ser aplicados no marketing. Após, é feita a análise dos resultados, avaliando o crescimento gerado pela estratégia aplicada. E, o processo se repete, sendo melhorado a cada fase.

A técnica baseia-se em estratégias de crescimento do negócio, com base em melhores práticas determinadas a partir de hipóteses e experimentos. Fugir do marketing tradicional, buscar por times de formação heterogênea e realizar otimizações por conta de análises e dados são alguns dos pontos em comum entre marcas que se destacam em termos de rápida evolução. Segundo Diego Davila, instrutor de marketing digital da plataforma de ensino à distância Udemy, “é importante que startups foquem em growth hacking, já que o conjunto de estratégias é capaz de expandir, exponencialmente, os negócios, aumentar vendas e alcançar novos clientes”.

Escolher em quais métricas focar, fazer testes A/B e analisar os dados estão entre as tarefas de equipes de mobile growth hackers (crédito: RF._.studio/Pexels)

As mesmas técnicas e estratégias de growth hacking tradicional podem ser aplicadas no mobile, que é uma das áreas de maior crescimento no momento. A App Store iOS, por exemplo, foi lançada, em 2008, com 500 aplicativos. Hoje, possui mais de 1,85 milhões de apps diferentes. Os usuários do Android têm 2,56 milhões de aplicativos para escolher, na Google Play Store. “A competição é real. Isso significa que ter um aplicativo bonito e funcional não é mais suficiente para o sucesso. No movimentado ecossistema de aplicativos de hoje, os aplicativos móveis precisam investir em growth marketing, bem como em experiência do usuário”, diz Gabriel Oyarzabal, vice-presidente da Jampp, plataforma de otimização de campanhas de marketing para apps, para a América Latina.

O alcance do mobile
Entre as tarefas de equipes de mobile growth hackers, estão: escolher em quais métricas ou KPIs (Key Performance Indicators) focar; trazer novas ideias sobre como desenvolver esses KPIs; fazer testes A/B dessas ideias e estratégias; analisar os dados e o feedback dos usuários; trabalhar em conjunto com outros departamentos para aplicar estratégias de growth hacking nos processos em geral; analisar a performance do site mobile e dos aplicativos mobile; investigar e otimizar a taxa de conversão (CRO); escalonar e automatizar os processos de crescimento; e focar em estratégias virais.

Para implementar uma estratégia de mobile growth hacking, é preciso ter um conjunto de estratégias bem definido. “Começando pela definição dos objetivos principais e passando pela chuva de ideias, pela priorização, pelo planejamento, pela execução dos testes e pela análise dos resultados”, afirma Diego.

Aqui, entra, por exemplo, o desenvolvimento de uma estratégia de otimização da App Store (ASO), que visa melhorar a visibilidade do aplicativo da marca no Google Play e na App Store, por meio de otimização de título, descrição, capturas de tela e classificações. “Para desenvolver uma estratégia de otimização ASO bem-sucedida, comece definindo as palavras-chave com as quais deseja que seu aplicativo seja encontrado. Essas são as palavras e frases que as pessoas usam para pesquisar aplicativos na App Store e no Google Play”, explica Gabriel. É importante certificar que as frases estão presentes no conteúdo de toda a página da loja de aplicativos

Além disso, na implementação de uma estratégia de mobile growth hacking, o deep linking entra em cena. Esse elemento permite associar o anúncio certo ao usuário certo, no momento certo. “Os deep links removem etapas desnecessárias, tornando a jornada do usuário do anúncio à compra o mais simples possível”, diz o vice-presidente da Jampp.

É importante criar anúncios diferentes para atender as necessidades dos usuários e a familiaridade com o produto, em cada etapa da jornada do usuário. Com mercadorias mais novas, os anunciantes costumam lançar promoções e descontos. “Essa pode ser uma boa maneira de chamar a atenção, mas não é escalonável a longo prazo. É importante começar a testar diferentes estratégias de criativos, desde o início, e repetir. Teste diferentes tipos de imagens, cores, mensagens, formatos e continue testando, para envolver cada usuário com o conteúdo que achar mais relevante”, afirma Gabriel. O envio de mensagens de texto pode ser desgastante, porém, muitas plataformas e parceiros têm recursos de otimização de criativos dinâmicos, que tornam mais fácil criar e testar vários anúncios com ativos existentes.

Aplicar growth hacking no SEO do site mobile também pode ajudar a marca a crescer. “Cerca de 61% das pesquisas no Google são feitas por meio de dispositivos móveis. Por esse motivo, é fundamental ter o site e o SEO da empresa otimizados para o mobile. Além de criar uma versão mobile do site, é necessário ter a certeza de que as pessoas que visitarem o site pelo mobile terão a melhor experiência possível”, diz Diego. Para isso, é preciso testar a velocidade do site para dispositivos móveis.

No entanto, vale destacar que ninguém pode descrever o processo de conversão melhor do que o cliente, diz o profissional da Udemy: “Uma opção é fazer pesquisas com os clientes, validando ideias de growth hacking a serem implementada”. Por exemplo, se no processo de planejamento de testes há três ideias a serem testadas, é possível economizar tempo e ter um resultado melhor ao compartilhar previamente essas ideias com os clientes, dando a opção deles votarem na ideia que seria de mais valor. Além disso, complementa o vice-presidente da Jampp, para ter uma estratégia de growth hacking bem-sucedida, foque nas principais métricas.

Victória Navarro – 23 de abril de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/04/23/o-papel-do-growth-hacking-no-aumento-da-conversao-mobile.html

Omnichannel: melhores estratégias e tendências

Em 2021, 49% dos consumidores pretendem mesclar suas compras entre ambientes online e lojas físicas. Em 2019, esse número era de 29%. A constatação, da pesquisa Jornada omnichannel e o futuro do varejo, realizada pela Social Miner em parceria com a Opinion Box, revela que os consumidores buscam uma jornada de compras omnichannel, com convergência entre o varejo online e físico.

C&A conta com uma estratégia omnichannel desde 2015 (crédito: Rodrigo Paiva)

A C&A é uma empresa omnichannel desde 2015, quando lançou seu e-commerce e começou a entender que a integração e complementaridade do online e do off-line são fundamentais para o modelo de negócio da companhia e para seus clientes. “Quando pensamos nas novas gerações de consumidores, que estão cada vez mais conectados e informados sobre o que consomem, temos que considerar que este novo consumidor é omini, assim como a sua jornada de consumo”, comenta Mariana Moraes, gerente sênior de marketing da C&A Brasil.

No início de 2020, a companhia acelerou a transformação digital e omnichannel da marca. “Alinhado a este objetivo, lançamos a assinatura ‘C&A, Muito On, Muito Eu’, no qual nos posicionamos como uma marca que além de gerar identificação imediata com a cliente, também está presente com ela em diferentes canais 24 horas por dia”, reforça a gerente.

Nos últimos anos e, principalmente, no ano passado, por conta da pandemia, o consumidor brasileiro passou a incorporar novos canais e pontos de contato com as marcas em seu processo de decisão de compra. Além disso, passou a procurar por produtos que atendessem suas necessidades específicas e atuais. Pensando nessa questão de personalização da jornada de compra, ainda em 2020, a C&A lançou sua assistente virtual, que recomenda produtos e ajuda os clientes a escolherem e a montarem os looks. “Neste momento, a iniciativa opera em formato piloto no e-commerce para produtos do Projeto Minse7, via chat box, mas a previsão é expandi-la, em breve, para outras categorias e coleções encontradas no site”, revela Mariana.

De forma geral, a pandemia acelerou a transformação digital. “Quando as pessoas têm a opção de fazer compras online e receber um bom atendimento, definitivamente, tendem a fazer compras digitais”, afirma Anand Venkatraman, vice-presidente de parcerias globais da Freshworks, empresa fornecedora de softwares de engajamento entre clientes e funcionários.

Tendências no omnichannel
A pesquisa mostra que, este ano, 52% dos consumidores pretendem comprar online e retirar nas lojas físicas; 50% esperam poder contar com serviços alternativos, como drive-thru nos shoppings; e 52% esperam poder continuar consumindo pelo WhatsApp e Instagram.

No ano passado, a C&A adaptou o serviço de Clique & Retire para Clique & Retire Drive Thru, por conta das medidas de distanciamento social. “Essa modalidade de compra que oferece a possibilidade da cliente realizar suas compras no e-commerce, via site ou aplicativo, e retirá-las de carro em loja física localizada em shopping center da sua preferência, com todos os cuidados e medidas de segurança exigidas pelos órgãos de saúde, sem precisar sair do veículo”, diza gerente da marca, reforçando que o serviço foi lançado em 90 lojas e, posteriormente, ampliado para 200.

Tiago Cardoso, diretor-geral para a América Latina da Criteo, acredita que, com a pandemia, muitos consumidores optaram por opções de compras alternativas e convenientes, por meio online e retirada na loja. “Podemos esperar que essa tendência continue e que o futuro do varejo dependerá de encontrar os consumidores onde estão, seja online, na loja ou em algum lugar no meio desses ambientes. Os profissionais de marketing devem se concentrar em equilibrar uma presença online e física para se conectar com os consumidores em todos os ambientes e construir um relacionamento duradouro no novo normal”, reforça. O executivo tem a expectativa de que assinaturas digitais e pagamentos sem contato continuem como tendência nos próximos anos, à medida que as empresas capacitam os consumidores a acessar produtos e serviços à sua própria maneira.

Outra tendência que permanecerá será a adoção de dispositivos móveis e aplicativos. Um estudo da Criteo constatou que as vendas por meio de aplicativos mobile já representam quase metade do total de transações online registradas no Brasil e no mundo. No quarto trimestre de 2020, os varejistas com um aplicativo de compras viram as vendas no aplicativo aumentar de 42%, ante 33% no mesmo período do ano anterior. “Embora esse canal já estivesse acelerando antes de 2020, a pandemia aumentou os downloads de aplicativos e o engajamento in-app, à medida que os consumidores passavam mais tempo em suas casas. Estamos mudando rapidamente para um mundo que prioriza os dispositivos móveis e os profissionais de marketing que não ajustarem seus planos de acordo terão um impacto significativo em seus negócios”, ressalta Cardoso.

Melhores estratégias omnichannel
“A chave aqui é que as empresas se envolvam com os clientes da mesma forma que fariam em uma loja física”, avalia Venkatraman, da Freshworks. Estar no canal de escolha do cliente é importante para as empresas e, com as soluções CX existentes no WhatsApp e nas mídias sociais, há uma mudança interessante no comportamento do cliente, que deve acelerar ainda mais, mesmo depois da pandemia. O executivo observa que ter uma visão unificada do cliente é um imperativo para que as empresas forneçam às equipes que lidam com o cliente o contexto certo. “Com o contexto certo sobre o problema do cliente, essas equipes de engajamento do cliente podem ter conversas significativas que resultam em melhor experiência do cliente (CX)”, completa.

“O novo normal mudou completamente as atitudes e o comportamento de compra dos consumidores, apresentando mais formas de comprar do que nunca. Enviar a mensagem certa, para a pessoa certa, na hora certa, no dispositivo certo, é a fórmula vencedora agora. Isso não apenas ajuda no reconhecimento da marca, mas também na consideração do produto e, por fim, na conversão e fidelidade”, ressalta Cardoso, da Criteo. Os anunciantes podem sustentar esse impulso implementando estratégia omnichannel que entrega uma mensagem unificada. “Uma maneira de fazer isso é usando dados da loja física e online para fornecer aos consumidores uma experiência de compra personalizada e perfeita em todos os canais com os quais se envolvem. Criar uma experiência consistente e única para o comprador mostra que uma marca está disposta a atendê-lo onde está, tornando mais fácil para ele conseguir o que precisa, independentemente do ambiente em que esteja comprando”, afirma.

**Crédito da imagem no topo: Ajwad Creative/iStock

Amanda Schnaider – 26 de março de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/03/26/omnichannel-melhores-estrategias-e-tendencias.html

Marcas na rede: como aproveitar melhor o TikTok

Embora recente no dia a dia das marcas, o TikTok está caminhando cada vez mais para ser uma plataforma de mídia estratégica. Em 2020, a empresa começou a comercializar formatos publicitários na plataforma. Já neste ano, a plataforma TikTok For Business chegou ao Brasil e, junto dela, um time preparado para atender as agências e anunciantes interessados no diálogo com o público das gerações Y e Z, majoritários no aplicativo da Bytedance. Em detrimento dessa movimentação, o mercado de agências e anunciantes já tem melhor estruturado o que cabe ou não no ambiente.

(Crédito: Solen Feyissa/Unsplash)

Para Patrícia Patricia Colombo, diretora de conteúdo da WMcCann, o aplicativo começou a ganhar a atenção das marcas em 2019, quando a geração Z começou a se apropriar do espaço. Naquele momento, a abordagem dos anunciantes era de testar e aprender. Porém, foi em 2020 que a plataforma se consolidou como oportunidade, até por conta do seu aumento no número de download em decorrência da pandemia e a expansão da faixa etária — o que permitiu mais publicitários entenderem o valor do aplicativo, que antes era muito nichado.

“A distância geracional, acredito, é uma dos aspectos mais divertidos da nossa profissão. Porque aí você mergulha naquele universo buscando entender como os jovens de hoje se comunicam, e constata que você está cada dia mais distante dos seus 15 anos (risos), inclusive no mindset criativo – até porque o espelho entrega a diferença física todos os dias pra gente”, brinca.

De acordo com Pedro Balle, creative copywriter na Africa, o TikTok detém uma dinâmica que já vem sendo atrativa na visão das marcas: o user-generated content. Esse tipo de conteúdo exige que os anunciantes cedam um pouco do controle. “Ao tentarem estimular conteúdo gerado pelo usuário, as marcas tiveram que abaixar um pouco a guarda sobre as linhas guias do seu conteúdo e confiar num conteúdo mais solto. Quando a sua peça de comunicação é gerada por um usuário, não dá pra ter o controle preciosista de como ela vai ficar. Então, se torna necessário confiar que o potencial criativo de quem vive dentro da plataforma pode, sim, ser mais acertivo do que o de quem vive dentro do escritório”, explica.

Um exemplo de presença a partir de um conteúdo criado pelo usuário que não teve uma marca diretamente envolvida foi o vídeo do usuário Doggface (Nathan Apodaca) andando de skate e consumindo um suco da marca Ocean Spray ao som de Dreams, do Fleetwood Mac. O vídeo viralizou e fez a música dos anos 1970 voltar para o Top 10 da Billboard. A marca, por sua vez, enviou mais de seus produtos ao skatista e se uniu a ele para uma campanha no TikTok para o Super Bowl, em que o usuário convidava o público a fazer sua própria coreografia com uma garrafa do suco.

“Sinceramente, eu ainda acho bastante difícil cravar receitas sobre o TikTok. O que eu acredito é que as marcas devem entrar da maneira mais natural possível. Antes do viral do Doggface ao som de “The Dreams”, do Fleetwood Mac, já existiam conteúdos com trilhas de hits de outras décadas, mas nenhum ainda tinha ganhado esse peso. Foi o vídeo-selfie do skatista curtindo esse clássico maravilhoso e a sensação de leveza e liberdade que o conteúdo transmitia (em um período complicado de pandemia em que ambas nos foram cerceadas) que garantiu a conexão direta das pessoas que assistiam ao material. E ali estava a golada prazerosa no suco de cranberry da Ocean Spray. Resultado: a marca em todos os lugares e uma faixa de 1977 no top 10 da Billboard em pleno 2020”, argumenta Colombo.

Além do conteúdo gerado pelo usuário, Balle propõe que a plataforma entrega engajamento profundo dos usuários e não se restringe ao like. Além disso, ele considera que o próprio TikTok criou formatos atrativos para as marcas, “inclusive financeiramente, já que entregava para um público imenso com um valor bem acessível”, explica.

Ao Meio & Mensagem, os executivos dividiram suas opiniões sobre as melhores práticas para uma boa presença de marca na plataforma.

Estar no aplicativo
Para entender a dinâmica e o que funciona no aplicativo, só acompanhando o conteúdo ali em tempo real. Mesmo que, a princípio, não pareça claro a graça da plataforma, conforme o tempo é possível perceber tendências e segmentos de público.

Se inteirar de sons
O TikTok é um aplicativo que tem o som como um dos seus principais conteúdos. O público usa ele para replicar um meme ou dança. Alguns chegam a virar parte de “challenges”, que são as tendências do momento. Portanto, é interessante estar por dentro das músicas novas e conhecidas do público jovem.

Autenticidade no branded content
O objetivo é ser o mais natural possível na plataforma, mas as marcas podem aproveitar de um branded content com roteiro divertido, que transmita a mensagem contextualizada em vídeos de desafios, humor e tutoriais.

Usuários
Confiar no potencial das ideias e na boa fé dos usuários e usá-los para criar conteúdo, como em product placements e ações com creators que dominam a linguagem nativa e testam a plataforma diariamente.

Originalidade e exclusividade
Criar conteúdos para o TikTok e não apenas réplicas de conteúdos feitos para demais formatos de mídia. O primeiro movimento das marcas foi o de tratar a rede social como espelho das demais.

Thaís Monteiro – 26 de março de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/03/26/marcas-na-rede-como-aproveitar-melhor-o-tiktok.html

Como o Clubhouse pode ser útil na indústria de comunicação?

Marcas podem usar aplicativo para se aproximar do público, prestação de serviços e promover debates sobre questões que afetam a sociedade

As definições de FOMO (sigla para “medo de ficar de fora” em inglês) não cessam de ser atualizados no aplicativo Clubhouse que, desde a semana passada, tem sido palco para conversas sobre diferentes assuntos que duram horas e, a cada momento, são alimentadas por novos usuários. Entre 30 de janeiro e 6 de fevereiro, as buscas no Google pelo app aumentaram em 525% em relação a semana anterior. Embora tenha acabado de ganhar popularidade no Brasil, executivos do mercado publicitário já enxergam possibilidades da união entre marcas e plataforma.

Para Rodrigo Tigre, da Audio.ad, Clubhouse deflagra poder do áudio (Crédito: William Krause/Unsplash)

Até então disponível apenas para celulares com sistema iOS, o aplicativo é uma espécie de podcast ao vivo ou então uma live sem câmeras em que moderadores podem permitir usuários ouvintes a contribuírem para o debate. Para entrar, é necessário receber um convite de um outro usuário ou então submeter um nome de perfil para ficar salvo como seu e esperar algum colega de sua lista de contatos autorizar sua entrada. O login é feito pelo número do telefone celular.

Inserido no universo do Clubhouse, o usuário pode selecionar temas de interesse, participar de clubes ou ingressar em alguma sala ativa que é exibida na primeira página do aplicativo. No app, já é possível ouvir debates sobre posicionamentos de marcas, criação de conteúdo, cultura do cancelamento, empreendedorismo e tantos outros.

O Clubhouse existe desde março de 2020 como um “tipo de produto social baseado na voz, permitindo que pessoas em todos os lugares falem, contem histórias, desenvolvam ideias e criem amizades ao redor do mundo”, descrevem os fundadores Rohan Seth, ex-funcionário do Google, e Paul Davidson, empresário do Vale do Silício.

Porém, o que proporcionou sua ascensão rápida para as discussões nas redes sociais nessa transição de mês foi a presença de nomes como Elon Musk, Mark Zuckerberg, Oprah Winfrey, Drake, Ashton Kutcher, Anitta, Luciano Huck, Boninho e demais celebridades participando de conversas. O app ficou conhecido pelo mercado publicitário quando executivos de agências e marcas aceitaram convites para entrar na plataforma.

Abre alas
Para Rodrigo Tigre, country manager da Audio.Ad, o ingresso do público se deu por conta da curiosidade entorno do aplicativo. Apesar disso, ele alerta para a desproporcionalidade do buzz. “Com certeza, o tuíte do Elon Musk expandiu a busca pela rede, pois ele é um influenciador grande e real. Outros influenciadores, como o Felipe Neto, deram visibilidade para a rede no Brasil, potencializando o buzz no país. Mas temos que tomar um pouco de cuidado. Há muito buzz em torno do Clubhouse, mas ele ainda é nichado. Sinto que ele está no núcleo de tecnologia e comunicação. Além disso, o acesso é apenas para iOS e ainda não foi aberto para o sistema Android”, pondera.

Se foram as celebridades e grandes empresários que proporcionaram uma leva de novos usuários à rede, o que fez eles ficarem foi o que a plataforma ofereceu enquanto comodidade e necessidade humana, indica Ana Carolina Targino, assistente de social listening e estratégia da CP+B Brasil. “As pessoas podem ouvir enquanto fazem outras atividades e, se tiverem interesse, ainda podem pedir para entrar no debate. Quantas vezes estamos ouvindo um podcast e queremos opinar e não podemos? Outro ponto importante é que muitas pessoas não se sentem à vontade com câmeras, e o fato de não precisar aparecer se torna muito relevante”, explica.

Ainda assim, os grandes nomes não deixam de estar entre as características mais marcantes do app pela proximidade antes impensável que ele oferece. “Além disso, pode proporcionar uma aproximação com pessoas que antes era quase impossível ou possível somente através de grandes eventos pagos e, mesmo assim, com limitações, porque mesmo nesses eventos há uma dificuldade em ter contato direto com grandes nomes”, coloca Targino.

Gui Rios, diretor executivo da SA365, remonta a atratividade da rede para aspectos mais instintivos do comportamento humano. “A voz sempre foi a forma mais natural para o humano se comunicar, não é por acaso que dispositivos inteligentes como Siri, Alexa e Google Home ficaram tão famosos ao ‘falar’ com as pessoas. Ou até o sucesso das mensagens de voz em aplicativos como o WhatsApp. Mas o que acredito que seja mais encantador é a possibilidade de juntar pessoas ao redor de uma ideia ou ouvir alguém que você admira construindo um raciocínio, batendo papo com alguém. Essa mistura de uma linguagem mais natural, senso de comunidade e a presença de formadores de opinião interessantes foi fundamental para a explosão do Clubhouse”, defende.

Aplicações
O executivo abriu uma sala na rede para mostrar aos clientes o potencial que vê na rede. Segundo ele, as marcas podem se beneficiar das salas para prestação de serviço ou entreter o seu público alvo como, por exemplo, para atendimento ao consumidor, em que técnicos e usuários colaboram nas dúvidas das pessoas em tempo real, aulas de culinárias patrocinadas e painéis de empresas com seus executivos sobre negócios e sustentabilidade. “Tudo numa plataforma espontânea, com baixo custo de implantação, possibilidades infinitas de correção de rota e muita proximidade com clientes e consumidores”, diz.

“Entendo que no Clubhouse as pessoas podem se divertir, aprender, fazer conexões significativas e compartilhar experiências com outras pessoas ao redor do mundo. Todos valores que algumas marcas têm explorado em sua comunicação. Então, se uma marca tiver como divertir alguém, ou ensinar algo, seja por seus porta-vozes, ou por criadores de conteúdo com quem tenha afinidade, poderá se aproximar do seu público no Clubhouse”, declara Rios. O aplicativo ainda não tem espaços publicitários.

Como alternativas à prestação de serviço, a executiva da CP+B acredita que o Clubhouse pode cumprir estratégias de humanização da marca ao aproximá-la do consumidor ao promover conversas que vão além do negócio da empresa e gerem benefícios sociais. Do lado de ouvinte, as marcas e agências podem usar o canal para obter insights criativos e em relação ao negócio. “Mas as marcas precisam estar preparadas para ouvir críticas também, lembrando que as salas na rede acontecem em tempo real e não há edição”, lembra.

As oportunidades são múltiplas. Para Tigre, é possível usá-lo como clube de leitura, mesa redonda, para ouvir comentários do Oscar enquanto a transmissão ocorre na televisão ou ouvir sua celebridade favorita comentar o Big Brother Brasil enquanto você assiste ao programa. “A diferença para outras redes é que a comunicação acontece via áudio, ao vivo e não fica gravada. O aplicativo traz algumas dinâmicas de rede social que já conhecemos, como o espaço de fala que já existe em outras redes. Mas essa é uma sala em que as pessoas entraram para falar, para discutir determinados assuntos ou apenas para ouvir”, propõe.

O poder do áudio
Ainda de acordo com o country manager da Audio.ad, o Clubhouse veio ocupar o espaço da voz entre as redes sociais, o que mostra como o áudio digital está cada vez mais relevante, consumido e buscado. O executivo ainda indica a flexibilidade da mídia áudio por poder ser consumida em diferentes situações como segunda tela.

“Fazendo uma análise das redes que já estão na nossa rotina, o Orkut tinha a comunidade, o Facebook trouxe o compartilhamento de ideias por texto, o Instagram é imagem, o Twitter é a sintetização da opinião, o LinkedIn é uma rede de trabalho e agora o Clubhouse traz a voz. Para o momento do áudio digital no mundo, faz todo sentido. Vale lembrar que foi a mídia que mais cresceu no Brasil em 2020. Ele funciona como uma segunda tela, sem necessariamente ter a dependência de uma tela”, argumenta.

Futuro
Mesmo que seja cedo para prever a evolução do aplicativo, o crescimento da base de usuários no Brasil pode revelar desafios para a plataforma, como disputa de audiência, já que o conteúdo não fica salvo, aponta Targino, e dificuldades de moderação dos pedidos de falas pelos ouvintes ou pelo conteúdo que pode ser dito, como discursos de ódio. “Textos de baixo calão ódio são mais fáceis para robôs. Em áudio ainda não há uma tecnologia tão apurada”, diz Tigre.

Thaís Monteiro – 9 de fevereiro de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/02/09/o-clubhouse-oferece-oportunidades-para-a-comunicacao.html

O caminho do sucesso em operação Dark Kitchen

Desde 2017 no mercado brasileiro de foodservice, o termo dark kitchen ganhou espaço nas discussões dos empreendedores, gestores e líderes de negócios de alimentação fora do lar como mais um modelo de operação. Alguns entusiasmados e arrojados, outros ainda defendendo que não atenderia ao seu modelo de negócios.

O ano de 2018 foi marcado pelo lançamento de estruturas com um pool cozinhas para serem operadas 100% em sistema delivery. As empresas agregadoras de pedidos de delivery foram as primeiras a investir no modelo, mas, na sequência, grupos de investidores enxergaram as iniciativas como grande oportunidade e elas seguem em expansão em todo Brasil.

Novos termos também foram cunhados: ghost kitchencloud kitchen, cozinha às escuras. Cada um tem um conceito específico, mas o espírito geral está ligado a uma operação dedicada ao delivery. E, além dos aglomerados de dark kitchens, os restaurantes independentes, redes e franquias entraram no jogo.

Segundo a pesquisa CREST, realizada pela Mosaiclab – membro da Gouvêa Ecosystem –, no segundo trimestre de 2019 o delivery representava 9% do total das transações no foodservice e, no segundo trimestre de 2020, esse índice foi de 32%. Certamente, com a reabertura, esse número passará por uma acomodação, mas não voltará aos 9% pré-pandemia.

Somos constantemente procurados para apoiar a construção de estratégias para implementação de operações em dark kitchens e cabe destacar alguns caminhos para quem pretende entrar no ramo ou aprimorar o seu modelo:

  • Cardápio enxuto, fichas técnicas rigorosamente testadas, tempos e movimentos altamente detalhados e preparação incansável da equipe.
  • Escolher um software de gestão eficiente e que permita integração com todas as plataformas com as quais pretende atuar é a base do sucesso. Todo controle da operação deve ser integrado e digital. Somente controlar as vendas é a chave para não ter sucesso nesse modelo de negócio.
  • Nem todo processo de produção precisa ser feito na dark kitchen. Os restaurantes podem adquirir produtos para finalização ou possuírem centrais de produção. A vantagem é a padronização, simplificação e melhor controle da segurança dos alimentos.
  • Estruturar um modelo que permita uma operação de alta produtividade e investir em equipamentos que combinem tecnologia e performance são pontos obrigatórios. Nunca o layout e a estrutura física ideal foram tão importantes em um modelo operacional de foodservice. Escolha um bom arquiteto.
  • Tempo de entrega é um dos fatores mais importantes para o consumidor. Ele depende da agilidade de produção combinada à disponibilidade de entregadores. Estruturas que oferecem conforto para a espera de pedidos por esses profissionais reduzem o tempo de entrega para os clientes. Os entregadores dão preferência a lugares com abrigo, wi-fi, água, toaletes. Ao preparar um pedido em um período de 8 a 10 minutos, ele será entregue ao cliente, de acordo com o raio de atuação, em menos de 15 minutos. Isso gera muitas avaliações positivas para a marca e recorrência de pedidos. Afinal, quem pede tem fome.
  • Tão ou mais importante dos que os custos com matéria-prima são os custos com embalagens. Além de assegurar a integridade do produto, elas devem ter seu preço e performance constantemente negociados. Confirmar se o cliente precisa de talheres, guardanapos e até quantidade de complementos, como ketchup e mostarda, também faz sentido para racionalizar custos.
  • Fidelizar-se a um único aplicativo ou estar em todos, além do seu aplicativo próprio e interação em mídias sociais e WhatsApp? O nome do jogo é omnicanalidade. Convenientemente estar onde o cliente estiver.
  • Construir estratégias de marketing digital complementares para dar vistas ao propósito da empresa, origem e qualidade de produto e, principalmente, se fazer presente na jornada digital dos consumidores. Esses investimentos não são pequenos e podem pressionar o caixa das empresas.
  • Construir, focar e aculturar o time em poucos e eficientes indicadores de gestão são as recomendaçoes finais. Por exemplo: crescimento de vendas, desvio do CMV em relação à ficha técnica, tempo de entrega e avaliação de consumidores. Gerir incansavelmente é o lema de uma operação de dark kitchen. Não há “distrações” no salão. O foco é pedido, produção, entrega e controle.

Nem todos terão sucesso nesse modelo de operação. E, como em todos os negócios, a chave do sucesso é preparar-se bem. A máxima “faça o básico PERFEITO” nunca foi tão verdadeira. Sucesso!

Cristina Souza – 17/11/2020 – https://mercadoeconsumo.com.br/2020/11/17/o-caminho-do-sucesso-em-operacao-dark-kitchen

A nova era da jornada phygital

Como se adequar às mudanças de comportamento dos consumidores?

Com o início do que chamamos de globalização a partir da popularização da internet na década de 90, o universo digital foi ganhando relevância e passou a ser visto como o futuro. Porém, ainda parecia existir uma grande distância e diferença de contextos entre o mundo da web e o real.

O surgimento dos smartphones equipados com o recurso da geolocalização foi uma contribuição decisiva para começar a integrar as situações digitais ao cotidiano físico e, desde então, toda a praticidade e conforto proporcionados por essa conexão passaram a pautar aquilo que se entende como necessidade prática também na rotina offline dos consumidores.

E de uma forma simplificada foi dessa maneira que surgiu a jornada phygital, em que os shoppers integram os ambientes online e offline nos seus processos de compra. O momento que estamos vivendo desde a instauração da pandemia de Covid-19 fez com que esse modelo se tornasse uma realidade latente, fazendo com que líderes de empresas ao redor do mundo quebrassem a cabeça para pensar em soluções que se adequassem a todas as mudanças na velocidade necessária.

A pandemia fez com que as marcas passassem a ter que conviver com o ambiente de convergência e traçar uma estratégia de multicanalidade efetiva, além da agilidade e fluidez na tomada de decisões que também passaram a ser fatores decisivos para obter sucesso no consumo. Em situações como a nossa atual é mandatório que adaptar os processos ao mesmo tempo em que as mudanças acontecem seja tão disruptivo quanto o desafio que se apresenta.

Para atingir o shopper da maneira correta é preciso ter um olhar crítico para o perfil de consumo de cada ambiente, fazendo com que a personalização da mensagem e adequação do uso do canal sejam essenciais. Ou seja, a mensagem certa, para o público certo no canal certo. A comunicação deve ser menos massificada neste momento, buscando a adequação ao propósito de cada indivíduo.

No período da pandemia algo que vem ganhando muita força é a disponibilização de promotores virtuais que, da mesma forma que realizam o atendimento nas lojas físicas, estão habilitados a tirar todas as dúvidas dos consumidores no ambiente online, proporcionando uma melhor jornada de compra, independente do canal.

A ACER, por exemplo, desde o início do isolamento social disponibilizou esses promotores treinados e preparados no canal online para fazer um atendimento personalizado, além de disponibilizar variedade nos produtos e promoções, para que a jornada de compra dos consumidores no ambiente online não fosse tão diferente da offline.

As grandes varejistas, como Magazine Luiza, podem também ser exemplo de rápida adequação à rotina do distanciamento, pois além da disponibilização de atendentes virtuais por WhatsApp e outros aplicativos, também começaram a incorporar itens de supermercado em seu portfólio, facilitando que os seus compradores fiéis encontrassem tudo em um mesmo ambiente.

Por fim, acredito que ainda agora o melhor caminho a se seguir seja a ativação constante por meio da comunicação, pois o fato da restrição da interação física não pode ser um fator limitante para o consumo. A distribuição de cupons, personalização das mensagens, produtos, ofertas e, principalmente, a disponibilização de conteúdos relevantes para as pessoas são essenciais para agregar um valor emocional ao produto ou serviço que você deseja promover.

Dessa forma, os consumidores vivenciam novas experiências a cada dia e retribuem com maior engajamento nas diferentes plataformas digitais, aumentando cada vez mais o alcance dos conteúdos e serviços.

Por: Stenio Souza – CEO da iTrade Smollan – 29/09/2020 – https://www.mundodomarketing.com.br/artigos/stenio-souza/38876/a-nova-era-da-jornada-phygital.html

A revolução do Visual Commerce chegou.





Você certamente se lembra da cena de Minority Report em que Tom Cruise entra numa loja e é recebido por ela por uma voz que lhe chama pelo nome e, imediatamente, começam a aparecer telas em projeções holográficas na sua frente, oferecendo-lhe produtos que se adequam ao seu perfil. Isso é visual commerce. Obviamente, em estado de ficção cinematográfica, ainda, mas o fato é que todas aquelas tecnologias e recursos visuais são hoje já possíveis de serem implantados numa loja hoje em dia. Só ainda não são comercialmente viáveis. Ainda.

Visual Commerce tem vários recursos e várias formas de manifestação, essas sim já viáveis e operacionais hoje.

Com as transformações do mundo touchless para o qual caminhamos, os recursos visuais, que mostram tudo sem que precisemos tocar em nada, e também para o mundo omnichannel, que é agora totalmente real e que se sofistica a cada momento, o Visual Commerce só deverá se sofisticar e se tornar mais e mais onipresente.

O apelo visual nos envolve, faz com que registremos as imagens de forma mais clara e recorrente em nossa memória, é estimulante e pode ser também um ativador de vendas, a ponto de terem inventado um indicador específico de mensuração de sua eficácia, que se chama de ROVI, ou Return Over Visual Investment. Coisa dos EUA, que adoram siglas.

Vamos a algumas das manifestações do Visual Commerce, para você, digamos, visualizar melhor o que estamos falando :-).

AR/VR – esses são clássicos. Você conhece e, possivelmente, já usou/experimentou algum desses recursos para ser apresentado a uma experiência de vendas e consumo qualquer. Notadamente a Realidade Aumentada, que consegue integrar o on e off de forma mais fluida e intuitiva, é um recurso de Visual Commerce que será cada vez mais utilizado no varejo de “n” formas.

QR Codes – falamos sobre eles ontem aqui. Dá uma olhadinha na matéria clicando aqui, se estiver interessado. De novo, através de uma imagem que pode ser colocada no ponto de venda, o QR Code, e usando apenas uma câmera de um celular qualquer, somos transportados a informações adicionais de produtos, a uma campanha de marketing, a videos ilustrativos ou tutoriais, a games interativos que tenham a ver com a marca, etc.

Product Simulation – em um ambiente online, podemos simular a cor de um vestido, de uma maquiagem, de um carro novo, você já viu isso também. Remotamente, podemos fazer a visita a um apartamento em 360 graus, a um hotel no Tahiti ou até fazer um test drive em uma Ferrari.

Digital Displays – os tradicionais displays das lojas físicas se transformam em uma experiência visual digital única, em que você vê como lhe cai um terno ou uma camiseta, exibidas em telas 3D.

Essas são apenas algumas das manifestações do Visual Commerce, que deverão passar por uma transformação ainda mais profunda quado tivermos a nosso alcance o 5G e a Internet das Coisas, em que cada coisa conectada poderá conter algum tipo de experiência visual embedada.

Novos tempos. Novo comércio. Cada vez mais interativo e cada vez mais visual. Isso é Visual Commerce.

12 de agosto de 2020 – Pyr Marcondes – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/blog-do-pyr/2020/08/12/a-revolucao-do-visual-commerce-chegou.html

Jornada de compra omnichannel e a importância das estratégias focadas nos múltiplos canais

É importante notar que a jornada, apesar de cruzar vários canais diferentes – o que chamamos de cross-channel -, é uma só. O cliente vê o produto, seja nas redes sociais, no site ou presencialmente, e muitas vezes não fecha logo de cara.

Nos últimos meses, com a impossibilidade de acesso dos consumidores às lojas físicas devido ao isolamento social adotado por causa da pandemia, as vendas nos e-commerces dispararam. Dados da Ebit mostram que o faturamento no varejo virtual somou R$22,9 bilhões no início deste ano. Isso acabou levando a uma aceleração da digitalização por parte das empresas, que viram a necessidade de oferecer seus produtos e serviços através de diferentes canais, online e offline – atendendo assim a jornada omnichannel dos consumidores.

Claramente surgiu um novo comportamento de consumo e, com ele, um questionamento: Esse novo cenário vai permanecer? 

Minha resposta é: Sim! Tudo que se mostrar prático e vantajoso, virá pra ficar, assim como toda experiência positiva será levada em conta pelo consumidor.

Dados do estudo “Guia de tendências pós-covid-19”, feito pela Social Miner em parceria com o Opinion Box, apontam que 64% pretendem continuar comprando tanto no online quanto no offline, e 31% esperam poder comprar online e retirar em lojas físicas. Esses são pontos cruciais a serem analisados pelas empresas, e reforçam ainda mais a importância do omnichannel.

Mas você deve estar se perguntando, por onde eu começo? Vamos aos pontos:

  • Cadastrar seus clientes – respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), claro -, pode ser um primeiro passo. O diálogo costuma ser mais fácil com pessoas que já conhecem seus produtos e serviços. Não à toa, 22% disseram ter comprado online em lojas nas quais já tinham consumido antes, e 22% também alegam que encontraram as lojas online através de comunicados das próprias lojas.
    Uma vez cadastrado, os consumidores podem ser reengajados através de canais como SMS, e-mail e Whatsapp – auxiliando também em comunicados de lojas físicas, que nesse período sofrem com as alterações de horário e formas de atendimento.
  • Se comunicar com consumidores através da omnicanalidade também é outro passo essencial no pós-pandemia. 46% dos entrevistados disseram ter chegado às plataformas de compras via Google ou outros sites de busca, 31% via Instagram, 27% pelo Facebook, canais que são mais populares entre as estratégias online. Porém outras origens vem ganhando força, como por exemplo o QR code em lives de artistas ou campanhas, que teve 5,2% de representatividade nas origens, além disso o consumidor também está atento a ações sociais e indicações de amigos.
  • Mas preciso te alertar, você pode estar perdendo tempo se estiver agindo sem planejar suas estratégias levando em conta que seu cliente faz uma jornada de compra omnichannel. Não sabe que jornada é essa? Explico!

Imagine que o cliente está em busca de um produto X. Ele usa o celular, que é um dispositivo móvel, para pesquisar. Do celular, ele acessa um site de buscas para encontrar um e-commerce que venda o que procura. Navega pela plataforma da empresa, mas não compra, resolve ir até a loja física para ver se há como negociar um preço melhor e também analisar o produto. Depois de muito pesquisar, aí sim ele efetua a compra – seja na própria loja física ou no online.

É importante notar que a jornada, apesar de cruzar vários canais diferentes – o que chamamos de cross-channel -, é uma só. O cliente vê o produto, seja nas redes sociais, no site ou presencialmente, e muitas vezes não fecha logo de cara. Ele faz um longo caminho e, cada vez mais, tem optado por entrar em contato com a loja/vendedor para esclarecer as dúvidas de forma única e mais pessoal.

  • Daí entra a forte tendência de personalização das experiências18% dos consumidores esperam atendimento personalizado14% são a favor de menos propaganda e mais indicações personalizadas. Assim, as avaliações positivas dos seus clientes falarão pela sua marca. E nada de apagar comentários negativos. Trate-os com ainda mais atenção, trabalhando de forma transparente, para resolvê-los o mais rápido possível.

E falando em transparência, aqui cabe falar também da usabilidade aliada à experiência do consumidor. 39% esperam que o atendimento seja fácil e rápido26% contam com boa usabilidade dos sites – com páginas que carreguem rápido, tenham boas imagens dos produtos, recursos para que encontrar os itens com facilidade -, e 25% querem mais detalhes dos produtos – como materiais usados e guias de tamanho.

  • Encerrando com uma reflexão: Que causas sua marca apoia?

O público está mais sensível e atento a empresas que apoiam ações sociais e se preocupam com a comunidade. Para você ter uma ideia de como isso é representativo, várias empresas – como o instagram, por exemplo – se uniram para promover negócios locais. E como resultado, 33% dos consumidores preferiram comprar de pequenas lojas e produtores locais10% encontraram as lojas online por ações de incentivo a pequenos negócios, e 6,5% chegaram à lojas online por ações sociais. E no futuro, 24% disseram que pretendem comprar de pequenas lojas e produtores rurais. 

Desperte a empatia do público e se coloque à disposição dele através de todos os canais que puder. O mercado segue se transformando rápido, e ninguém sabe exatamente o que vai acontecer, pois existem muitas variáveis econômicas, culturais e políticas. Quem estiver onde o consumidor está, pensando como ele pensa, se adaptará mais rápido e alcançará um melhor engajamento.

ProXXIma – 21 de julho de 2020 – Por Ricardo Rodrigues – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2020/07/21/jornada-de-compra-omnichannel-e-a-importancia-das-estrategias-focadas-nos-multiplos-canais.html