Arquivo da tag: e-commerce

Por que devemos dominar os 5Cs do E-commerce?

Segundo a 7ª edição do relatório Neotrust, foram realizadas 78,5 milhões de compras online nos três primeiros meses de 2021, um crescimento de 57,4% puxado principalmente, em decorrência da pandemia. Em um mercado em constante evolução e com os seus principais players já consolidados, a grande pergunta é: Como fazer para que a minha marca seja encontrada no e-commerce e lembrada pelo meu público-alvo nos momentos em que este decide fazer uma compra nos meios digitais?

Uma forma para garantir que isso ocorra, é através dos 5Cs do e-commerce: Customer Journey, Channels, Customer Acquisition, Conversion Rate Optimization e Content.

Customer Journey, A Jornada do Usuário

Um dos principais temas do ano de 2021, a compreensão das etapas do processo para que um usuário efetue uma compra se tornou primordial para que o seu e-commerce tenha sucesso. Quando falamos sobre este tópico especificamente, lembro de uma palestra do Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, dizendo que a jornada de compra dos usuários, não é mais linear e o nosso principal objetivo é reduzir a fricção em todos os nossos pontos de contato, pois essa fricção, gera a perda de usuários ao longo do caminho.

Mas claro, a jornada precisa de uma etapa anterior que é o conhecimento do nosso público-alvo, seja através de pesquisa ou definição de personas.

Channels, os nossos canais de aquisição

CRM, SEO, os mais diversos canais de mídiaredes sociais, afiliados ou outros canais, aqui o desafio é compreender o objetivo e resultado de cada uma dessas frentes, seja para gerar mais tráfego, conhecimento de marca, movimentar o usuário dentro do funil de vendas, conversões, compra e recompra. Importante pensar que todas as estratégias são necessárias para fazer com que o e-commerce seja sustentável, pois eles quando trabalhados de uma forma integrada tendem a apoiar os usuários.

Aqui as grandes perguntas são: Qual canal gera mais tráfego? Qual canal possui o maior ROI? Qual canal gera o maior número de novos usuários?

E no caso dos canais de aquisição trabalhar com modelos de atribuição, como o DDA do Google Analytics é o grande ponto de atenção.

Customer Acquisition

A compreensão do esforço necessário para adquirir novos clientes também requer uma atenção especial e se possível, um profissional dedicado no time para trabalhar este ponto, pode ser o grande diferencial para gerar um projeto com maior retorno financeiro. Aqui o cálculo de CAC (custo de aquisição de cliente) geral do site e também segmentado por canal, deve sempre estar na ponta da língua. Mas tão importante quanto compreender o CAC é também compreender o CLV (Customer Lifetime Value), também conhecido como CLTV ou LTV, para prever o quanto este novo cliente deve consumir conosco ao longo de um período de tempo.

Um exemplo é pensar em queimar a margem de um produto de entrada, pensando que este produto, pode gerar novos clientes que ao longo do tempo, devem comprar X a mais para compensar este investimento.

CRO, Conversion Rate Optimization

Os mantras do CRO são: Objetivos, Hipóteses, ferramentas, colaboração, paciência e humildade. Sem esses elementos é impossível fazer com que o seu projeto de CRO seja bem-sucedido. Lembre-se sempre, as hipóteses devem ser testadas e somente através de um processo de mensuração confiável, ele passa a ser estatisticamente válido.

Fazer CRO, não é sobre estar certo, mas sim, como reduzir os pontos de fricção dentro do nosso site e fazer com que este atinja o seu objetivo com mais facilidade.

Aqui, método é extremamente importante, seja através de uma metodologia própria, como é o caso da Cadastra ou squads trabalhando em metodologia ágil com um time de Growth, o importante é definir etapas e segui-las sem se sabotar.

Content

O conteúdo é rei! A primeira vez que li essa frase foi em 2004, no Livro “Não me faça pensar” de Steve Krug, na época disruptivo, hoje, tão necessário quanto a água, os conteúdos, seja textual, por vídeo, imagem ou áudio (podcast) são a grande “cola” para que os demais Cs se conectem e façam com que o nosso Cliente (Customer) compre conosco e não com os nossos concorrentes. O nosso conteúdo é a nossa visão sobre aquele determinado produto ou serviço e dentre os 5Cs é sim o de maior valor, pois este quando é único e adequado ao nosso cliente, ele não só irá comprar conosco, mas também, recomprar e indicar o nosso site.

“One C to rule them all”

Os 5Cs são bastante importantes e quando falamos sobre a Experiência do usuário ou Experiência do cliente, devem ser a fundação para um e-commerce de sucesso. Alguns especialistas defendem que a pandemia gerou o chamado “Fim do começo da era das compras virtuais” e com isso o campo para inovação é maior do que nunca, mas independente do caminho que o e-commerce deve percorrer, o foco no cliente ainda será o ponto central por muito tempo e garantir sua experiência e satisfação a base de sua operação.

*Victor Magalhães é Digital Operations Director na Cadastra, empresa pioneira em serviços digitais em comunicação, tecnologia e dados no Brasil – 14/07/21 – Por que devemos dominar os 5Cs do E-commerce? – ADNEWS

Social Commerce: 74% dos brasileiros usam redes sociais para comprar

O consumo online, que já vinha crescendo significativamente antes da pandemia, hoje se tornou um hábito para 86% dos brasileiros. E como boa parte das pessoas está nas redes sociais — são 4,2 bilhões de usuários no mundo, segundo a We Are Social —, o avanço do Social Commerce, que engloba o relacionamento mais próximo com os compradores e a prática de compra e venda via redes sociais, ocorre a passos largos.

De acordo com pesquisa Social Commerce, realizada pela All iN | Social Miner, em parceria com a Etus e a Opinion Box, 37% dos usuários fazem uma visitinha às lojas digitais pelo menos uma vez por mês em busca de ofertas, e 23% acessam a rede semanalmente para fazer compras. Para pesquisar itens de desejo, 76% dos consumidores já recorrem às redes sociais — 56% deles para ter acesso a avaliação de outros clientes, e 54% para comparar preços.

Segundo o levantamento, os clientes das classes A e B são os que mais se interessam pela experiência de compra de outras pessoas (75%), enquanto entre o público de classe C, D e E, a porcentagem fica em 65%.

Para André Patrocínio, CEO da Etus, isso indica que os consumidores acreditam que as redes sociais têm possibilitado o acesso a uma avaliação real sobre o produto e a loja. “Quem está pesquisando quer saber a opinião de quem já comprou para ter certeza se o produto é de boa qualidade, se o tempo de entrega, preço e atendimento valem à pena, bem como se a compra é segura. Os comentários ficam visíveis, e isso pode ser bastante positivo à marca — ou não. Por isso, é fundamental garantir um bom atendimento nas redes sociais, e também no site e aplicativo”, explica Patrocínio.

O Instagram é o preferido por quem usa as redes para buscar produtos (62%), seguido pelo Facebook (61%), Google Shopping (61%) e WhatsApp (37%):

Na hora da compra, qual canal é o escolhido pelos clientes?

Dos 86% que têm o costume de consumir online, 74% o fazem pelos sites e aplicativos, 18% nas lojas físicas, e 8% pelas redes sociais. Falando especificamente dos que usam as redes sociais para consumir, a maioria recorre ao Google Shopping (53%) e ao Instagram (50%):

Entre as razões pelas quais as pessoas escolhem comprar nas redes sociais, há uma gama de opiniões diferentes que vão desde preço, rapidez, e acesso a mais informações sobre os produtos, à facilidade e praticidade ao pesquisar e à possibilidade de encontrar lojas menores, de pequenos e médios produtores:

Segundo a pesquisa, além dos preços (54%) e praticidade (49%), há pessoas que se sentem mais seguras ao comprar em sites e apps (44%), e outras que querem ter acesso a mais opções de produtos (44%).

A importância das avaliações no Social Commerce

O levantamento ainda revela que 75% dos consumidores têm o hábito de avaliar lojas e marcas das quais compram, 62% fazem isso nos sites das lojas/marcas, 35% em sites como o Reclame Aqui, e 34% nas redes sociais da marca, ou nas suas próprias redes sociais (que é a opção de 26% dos respondentes).

Os dados mostram também que 56% aderiram às redes sociais para pesquisar sobre produtos com o intuito de ter acesso às avaliações de outros compradores, e 67% vão direto aos comentários de outros clientes para saber como foi a experiência deles com a marca.

Para André Patrocínio, é fundamental que as empresas — incluindo pequenos produtores — percebam que Instagram, Facebook, Whatsapp, conhecidas redes de relacionamento entre amigos e familiares, se abriram e ganharam força quando o assunto é comércio, e se atentem mais a estratégias que incluam esses canais, até porque, proporcionar uma jornada omnichannel aos consumidores hoje é algo essencial, visto que 60% já consomem de forma híbrida no país.

“As redes sociais têm se mostrado uma importante vitrine — tanto para o lado positivo quanto para o negativo — e uma grande ferramenta de fidelização, tanto às grandes marcas, que conseguem dividir com os potenciais compradores a rotina de produção dos itens e serviços oferecidos, convidando-os a interagir e fazer parte desse dia a dia, quanto aos pequenos produtores e comércios locais, que conseguem divulgar seus negócios de maneira orgânica. Cabe aos varejistas investir em uma boa comunicação e uma boa experiência aos usuários para que suas qualidades sejam amplificadas por meio das redes”, afirma o CEO da Etus.

22/06/21 – Redação – https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/social-commerce-brasileiros-redes-sociais-comprar/

“H-commerce”, o novo momento do e-commerce: do desejo por conveniência às experiências humanizadas

Não é novidade que os consumidores recorreram com mais frequência aos dispositivos com conexão à internet para manterem suas rotinas em meio aos desdobramentos que marcaram a pandemia da Covid-19. Por meio de diversas tecnologias, eles criaram e aceleraram novos hábitos de trabalho, estudo, prática de exercícios físicos, socialização e também de compras.

Os lockdowns e os inúmeros protocolos de segurança, que impuseram severas medidas e restrições físicas e de contato, naturalmente ocasionaram a digitalização forçada das empresas e exigiram uma adaptação rápida das suas operações, uma vez que houve um aumento sem precedentes das vendas online no varejo. Dessa maneira, surgiu uma grande oportunidade para que os consumidores pudessem experimentar o canal digital para fazerem suas compras. E, com ela, a concorrência se tornou ainda mais acirrada nesse ambiente, também puxada pelo crescimento exponencial de outros canais, como super apps, D2C (indústria vendendo direto ao consumidor) e marketplaces.

O anseio por conveniência (encontrar, comprar e receber o item desejado de maneira ágil e pelo melhor preço) e segurança ao mesmo tempo permitiu que os clientes pudessem adquirir praticamente qualquer bem de consumo com apenas alguns cliques em múltiplos canais sem precisar sair de casa. De fato, eles ganharam ainda mais velocidade, variedade e autonomia.

Com esses avanços tecnológicos, as empresas buscaram ao máximo automatizar seus processos interpessoais, tornando-os mais ágeis e, ao mesmo tempo, reduzindo os custos operacionais. Por outro lado, os clientes também passaram a ter desejo pelas conveniências do mundo pré-pandemia. Eles começaram a sentir falta de algumas comodidades que eram despercebidas antes do abalo nos seus hábitos de compra, como por exemplo, falar com representantes humanos, ler rótulos e obter informações, tocar e experimentar produtos, entre outros. Ou seja, hoje em dia, almejam a agilidade do serviço automatizado, porém com experiências cada vez mais humanizadas.

Isso posto, mais do que nunca agora é necessário que as marcas pensem além da conveniência que o online proporciona, mas na experiência total do consumidor. É fundamental que elas tragam soluções para a ausência de toque e do atendimento físico como forma de um diferencial competitivo. As estratégias desse ambiente agora precisam ser baseadas e centradas no fator humano. Eis que surge então um novo momento para o e-commerce: o “h-commerce”. E esse termo nos mostra que por trás da relação cliente e empresa existem pessoas (H2H – human to human).

É importante salientar que esse movimento é consequência do atual comportamento do consumidor, que busca transparência, personalização, entretenimento, propósito e maior conexão com as marcas com que se relaciona. Desse modo, inúmeras novidades e ferramentas surgem todos os dias a fim de tornar essa jornada de compra digital mais pessoal, humanizada e colocando o cliente ao centro dos negócios. Assim, empresas podem (e devem) se apropriar, por exemplo, do social commerce (por meio do live shopping e conversational commerce), uso de influenciadores e especialistas como impulsionadores de venda, contato pós-venda, dentre outros.

Nesse sentido, o consumo de vídeos por meio de transmissões ao vivo vem ganhando cada vez mais adeptos. O live shopping, também chamado de live streaming, acontece quando a tecnologia de transmissão em tempo real é utilizada com o objetivo de realizar vendas. Essa é uma maneira de proporcionar engajamento e interações reais de uma marca com os consumidores, uma vez que, além de promover entretenimento, torna factível mostrar os produtos/serviços de uma forma muito mais dinâmica e autêntica ao exibir suas características, detalhes, diferenciais e utilidades. E, de quebra, ainda é possível responder dúvidas ou fazer perguntas e enquetes diretamente aos espectadores. Ademais, agregar influenciadores, chefs de cozinha, artistas e especialistas como condutores e impulsionadores de vendas nessas ações, pode contribuir para atrair mais seguidores, além de agregar conteúdo relevante para manter o engajamento e, é claro, gerar conversão.

Na mesma linha, o conversation commerce é o uso de plataformas de bate-papo (chat online, por exemplo), aplicativos de mensagens instantâneas e até mesmo interfaces de voz que permitem dar assistência de maneira humanizada durante o processo de compra ou até mesmo finalizá-la. Dentre as principais vantagens desse tipo de interação, podemos destacar: esclarecer as dúvidas do cliente em tempo real e otimizar o tempo de resposta e remover as barreiras que dificultam uma conversão, gerar oportunidades de vendas. Isso tudo permite promover uma sensação ao consumidor de que, mesmo a loja sendo virtual, é composta por pessoas.

Por conseguinte, o atendimento pós-venda não se resume obviamente à solução de problemas, mas envolve também a construção de elos de relacionamento entre a loja virtual e seus clientes. Ações de e-mail marketing para pesquisa de satisfação e até mesmo ações em redes sociais são ótimas formas de não só, saber sobre a experiência de compra na loja, como também buscar o aprimoramento dos processos envolvidos na venda.

Vale ressaltar também que conhecer cada cliente por meio de dados gera um relacionamento mais próximo, mesmo virtualmente, pois é possível prever e entender comportamentos, hábitos e preferências, mapear padrões, expectativas e saber quais são as “dores” naquele momento de vida, além de personalizar a comunicação. Ter a empatia por quem que irá consumir seus produtos ou serviços é também oferecer características completas, informações necessárias e transparentes, além da possibilidade de permitir comentários e avaliações de outros usuários para facilitar a decisão de compra. Além disso, unir tudo isso ao entretenimento pode trazer resultados surpreendentes no quesito da experiência.

Por fim, ao analisar o cenário atual em que o consumidor é protagonista e escolhe marcas que estejam alinhadas ao seu propósito, é fato que ele quer se relacionar com empresas que tornem a sua vida mais prática, conveniente, fácil e feliz por meio de relações cada vez mais humanas. Dito isso, manter o cliente, ou então, as pessoas no centro dos negócios, não é um conceito novo, tampouco uma moda passageira. Trata-se de uma questão de sobrevivência para as marcas.

 de Fernanda Dalben – 17 de fevereiro de 2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/02/17/h-commerce-o-novo-momento-do-e-commerce-do-desejo-por-conveniencia-as-experiencias-humanizadas/

“Varejo físico vai se tornar sistema de suporte para o e-commerce”, diz especialista

O futuro do varejo está tomando forma neste exato momento. A pandemia global acelerou sua chegada e tecnologias como drones e 5G estão tornando novas realidades possíveis, o que vai culminar em cidades mais inteligentes. É o que afirma Kate Ancketill, CEO da consultoria estratégica GDR Creative Intelligence, com sede em Londres, no Reino Unido.

“A calamidade que estamos vivendo apenas acelerou todas as coisas que sabíamos que precisavam acontecer no varejo”, afirma ela, para quem as mudanças rápidas pelas quais o setor passou desde o ano passado configuram uma “reinicialização total” do varejo. “Às vezes, são necessários eventos drásticos para nos obrigar a fazer o que sabíamos que deveríamos ter feito o tempo todo.”

Para ela, as vendas no varejo físico continuarão diminuindo em favor das compras online. Citando dados da KPMG, Kate diz que metade das vendas no varejo no Reino Unido será online em 2025 e que, até 2023, o país terá perdido 25% do varejo físico.

“Acho que temos de começar a aceitar que o varejo físico se tornará o sistema de suporte para o e-commerce. Isso não quer dizer que vai desaparecer, de jeito nenhum. Eu sou uma grande fã do varejo pelo tipo de experiências profundas que só ele pode oferecer. Acho que se trata de integrar o comércio e melhorar o atendimento.”

Kate Ancketill foi uma das palestrantes da NRF 2021: Retail’s Big Show, maior evento de varejo do mundo, que tradicionalmente é realizado em janeiro em Nova York, nos Estados Unidos. Neste ano, por causa da pandemia, a NRF foi dividida em dois capítulos, ambos com palestras virtuais. O primeiro terminou na semana passada e o segundo será em junho.

Varejista online busca criar experiência física

A especialista destaca que, ao mesmo tempo em que o varejo, uma indústria principalmente presencial que oferece experiências palpáveis se transforma num negócio online, players que atuavam exclusivamente online agora estão buscando espaços físicos “para preencher lacunas de experiência”.

No ano passado, a marca de cosméticos Avon, mais conhecida por sua estratégia de venda de produtos por meio de representantes independentes em comunidades ao redor do mundo, abriu um “playground de beleza” de dois andares em Los Angeles chamado de Studio 1886, uma referência a ano de fundação da empresa.

“Por que eles acham que precisam de uma loja física? Um dos motivos é que eles a desejam como um espaço comunitário para seus representantes e clientes”, afirma Kate.

Outros exemplos incluem marcas online que abrem pequenas lojas, às vezes sem funcionários, em shoppings centers. A ideia é mostrar produtos – ocasionalmente em vitrines ou displays – que os consumidores comprariam online.

Quais inovações vieram para ficar?

Ao mesmo tempo, os varejistas tradicionais estão buscando alavancar a internet para estender a experiência na loja. Uma das formas de se fazer isso é por meio do live streaming, uma transmissão ao vivo feita em vídeo em que os compradores podem receber atenção individual dos profissionais do varejo.

Em 2019, a Amazon lançou o Explore para apoiar pequenos varejistas e outras empresas interessadas em oferecer aos clientes experiências transmitidas ao vivo. “Pode ser um personal shopper, um guia turístico ou um especialista em alguma habilidade específica”, explica a CEO da GDR Creative Intelligence.  Atualmente, por US$ 10, por exemplo, os fãs de calçados podem ter acesso a um personal shopper da Thursday Boot, cuja única loja física fica na cidade de Nova York.

“A questão é: quais dessas inovações que chegaram rapidamente ao mercado durante a pandemia permanecerão conosco por muito tempo?”, questiona a consultora. E ela mesmo responde. “Qualquer coisa que esteja respondendo aos ‘três P’s’ [profit, planet and people, ou lucro, Planeta e pessoas]. Se todas essas três modalidades estiverem sendo atendidas, é provável que tenha longevidade.”

A explicação está no fato de que as inovações voltadas para as pessoas melhoram o atendimento de pedidos e trazem conveniência aos consumidores. De outro lado, com mais compradores tornando a sustentabilidade um fator em suas decisões de compra, as marcas que oferecem inovações voltadas para o Planeta são beneficiadas com credibilidade. E, é claro, eles têm que manter seus lucros enquanto avaliam seus passos.

25/01/2021 –  Erica Valério – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/25/varejo-fisico-vai-se-tornar-sistema-de-suporte-para-o-e-commerce-diz-especialista/

Jornada de compra omnichannel e a importância das estratégias focadas nos múltiplos canais

É importante notar que a jornada, apesar de cruzar vários canais diferentes – o que chamamos de cross-channel -, é uma só. O cliente vê o produto, seja nas redes sociais, no site ou presencialmente, e muitas vezes não fecha logo de cara.

Nos últimos meses, com a impossibilidade de acesso dos consumidores às lojas físicas devido ao isolamento social adotado por causa da pandemia, as vendas nos e-commerces dispararam. Dados da Ebit mostram que o faturamento no varejo virtual somou R$22,9 bilhões no início deste ano. Isso acabou levando a uma aceleração da digitalização por parte das empresas, que viram a necessidade de oferecer seus produtos e serviços através de diferentes canais, online e offline – atendendo assim a jornada omnichannel dos consumidores.

Claramente surgiu um novo comportamento de consumo e, com ele, um questionamento: Esse novo cenário vai permanecer? 

Minha resposta é: Sim! Tudo que se mostrar prático e vantajoso, virá pra ficar, assim como toda experiência positiva será levada em conta pelo consumidor.

Dados do estudo “Guia de tendências pós-covid-19”, feito pela Social Miner em parceria com o Opinion Box, apontam que 64% pretendem continuar comprando tanto no online quanto no offline, e 31% esperam poder comprar online e retirar em lojas físicas. Esses são pontos cruciais a serem analisados pelas empresas, e reforçam ainda mais a importância do omnichannel.

Mas você deve estar se perguntando, por onde eu começo? Vamos aos pontos:

  • Cadastrar seus clientes – respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), claro -, pode ser um primeiro passo. O diálogo costuma ser mais fácil com pessoas que já conhecem seus produtos e serviços. Não à toa, 22% disseram ter comprado online em lojas nas quais já tinham consumido antes, e 22% também alegam que encontraram as lojas online através de comunicados das próprias lojas.
    Uma vez cadastrado, os consumidores podem ser reengajados através de canais como SMS, e-mail e Whatsapp – auxiliando também em comunicados de lojas físicas, que nesse período sofrem com as alterações de horário e formas de atendimento.
  • Se comunicar com consumidores através da omnicanalidade também é outro passo essencial no pós-pandemia. 46% dos entrevistados disseram ter chegado às plataformas de compras via Google ou outros sites de busca, 31% via Instagram, 27% pelo Facebook, canais que são mais populares entre as estratégias online. Porém outras origens vem ganhando força, como por exemplo o QR code em lives de artistas ou campanhas, que teve 5,2% de representatividade nas origens, além disso o consumidor também está atento a ações sociais e indicações de amigos.
  • Mas preciso te alertar, você pode estar perdendo tempo se estiver agindo sem planejar suas estratégias levando em conta que seu cliente faz uma jornada de compra omnichannel. Não sabe que jornada é essa? Explico!

Imagine que o cliente está em busca de um produto X. Ele usa o celular, que é um dispositivo móvel, para pesquisar. Do celular, ele acessa um site de buscas para encontrar um e-commerce que venda o que procura. Navega pela plataforma da empresa, mas não compra, resolve ir até a loja física para ver se há como negociar um preço melhor e também analisar o produto. Depois de muito pesquisar, aí sim ele efetua a compra – seja na própria loja física ou no online.

É importante notar que a jornada, apesar de cruzar vários canais diferentes – o que chamamos de cross-channel -, é uma só. O cliente vê o produto, seja nas redes sociais, no site ou presencialmente, e muitas vezes não fecha logo de cara. Ele faz um longo caminho e, cada vez mais, tem optado por entrar em contato com a loja/vendedor para esclarecer as dúvidas de forma única e mais pessoal.

  • Daí entra a forte tendência de personalização das experiências18% dos consumidores esperam atendimento personalizado14% são a favor de menos propaganda e mais indicações personalizadas. Assim, as avaliações positivas dos seus clientes falarão pela sua marca. E nada de apagar comentários negativos. Trate-os com ainda mais atenção, trabalhando de forma transparente, para resolvê-los o mais rápido possível.

E falando em transparência, aqui cabe falar também da usabilidade aliada à experiência do consumidor. 39% esperam que o atendimento seja fácil e rápido26% contam com boa usabilidade dos sites – com páginas que carreguem rápido, tenham boas imagens dos produtos, recursos para que encontrar os itens com facilidade -, e 25% querem mais detalhes dos produtos – como materiais usados e guias de tamanho.

  • Encerrando com uma reflexão: Que causas sua marca apoia?

O público está mais sensível e atento a empresas que apoiam ações sociais e se preocupam com a comunidade. Para você ter uma ideia de como isso é representativo, várias empresas – como o instagram, por exemplo – se uniram para promover negócios locais. E como resultado, 33% dos consumidores preferiram comprar de pequenas lojas e produtores locais10% encontraram as lojas online por ações de incentivo a pequenos negócios, e 6,5% chegaram à lojas online por ações sociais. E no futuro, 24% disseram que pretendem comprar de pequenas lojas e produtores rurais. 

Desperte a empatia do público e se coloque à disposição dele através de todos os canais que puder. O mercado segue se transformando rápido, e ninguém sabe exatamente o que vai acontecer, pois existem muitas variáveis econômicas, culturais e políticas. Quem estiver onde o consumidor está, pensando como ele pensa, se adaptará mais rápido e alcançará um melhor engajamento.

ProXXIma – 21 de julho de 2020 – Por Ricardo Rodrigues – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2020/07/21/jornada-de-compra-omnichannel-e-a-importancia-das-estrategias-focadas-nos-multiplos-canais.html

Operação e-commerce: veja as dicas de grandes players do setor em meio à crise

vantagens do ecommerce
No varejo, as facilidades oferecidas pelo ambiente online vão muito além da simples venda por outro canal. E foi para falar sobre isso que o Mercado & Consumo em Alerta trouxe para o seu palco virtual de debates o e-commerce como protagonista na pauta.

Na manhã de hoje (16), sob a mediação de Beth Furtado e Caio Camargo, sócio-diretor da GS&UP, estiveram reunidos Luiz Henrique A. Escobar, head de E-commerce do Carrefour Brasil; Roberto Butragueño Revenga, diretor de Atendimento do Varejo e e-commerce da EBIT / Nielsen; Júlio Rodrigues, diretor Executivo de E-commerce da Magazine Luiza e Leonardo Cavalcanti, diretor de Tecnologia do Supermercado Nordestão.

Em todas as edições são extraídos insights sobre a discussão, que listamos a seguir:

1 – O momento fez com que muitas pessoas comprassem pela online pela primeira vez. E nos mercados onde a epidemia começou antes, os dados mostram que esse consumidor adere a esse novo canal como um hábito de compras. Além disso, o crescimento de vendas online nas categorias não tradicionais como hortifruti e congelados, passaram a ser categorias de destaque nas vendas online;

2 – O coronavírus adiantou o processo de evolução do varejo digital no Brasil o que resultou em um crescimento de clientes digitais 60+ bastante expressivo mostrando uma oportunidade ainda não aproveitada de sortimento e ferramentas para apoiar esse público. Além disso, não há lojas online especializadas nesse público;

3 – A experiência e suporte de atendimento que você entrega para o cliente que está comprando online pela primeira vez irá determinar a permanência dele nesse canal pós-Covid;

4 – É importante entender o e-commerce como um canal que carece de toda atenção que uma loja física. Antes de decidir vender online, é importante conhecer as vantagens e desvantagens do modelo “Loja própria” e do modelo “Marketplace”;

5 – Um dos desafios de ter uma estrutura de vendas online para empresas que já tem estruturas físicas é transmitir os pontos fortes da marca. É relevante entender que a embalagem e a experiência de encantamento da entrega são diferencias importantes para e-commerce;

6 – O varejo online serve de apoio fundamental às redes de lojas físicas. Como exemplo nessa páscoa, as entregas das compras feitas online foram feitas pelos franqueados das redes de chocolate.

Confira agora algumas dicas compartilhadas pelos especialistas durante a live:

1 – É importante estar ligado às tendências mundiais para se antever às notícias locais sobre os próximos passos com relação ao Covid-19;

2 – Alterar a comunicação com o consumidor para tornar esse momento menos assustador e imediatista;

3 – Compras feitas longe dos produtos consumidos (televendas, e-commerce, catálogo) geram novos desafios que já foram superados a muito tempos no varejo físico.

Pinterest e Natura se juntam no mundo digital

natura

Para oferecer acesso a seus produtos e se aproximar do público jovem, a Natura fechou uma parceria com o Pinterest, rede social focada na descoberta e na coleção de imagens. Os usuários do aplicativo agora podem comprar itens das produções postadas no perfil Maquiagem Natura.

Para usar basta clicar nos pins, que são aquelas imagens salvas no perfil da rede social, “Shop The Look”, pontinhos brancos marcam os itens de maquiagem usados na produção. Ao clicar nos pontos brancos, o usuário consegue ver quais produtos foram usados e é levado para compra diretamente na loja virtual da Natura.

Outra funcionalidade oferecida pela Natura em parceria com o Pinterest é o Pincode, um código personalizado que, quando escaneado através do aplicativo da rede social no celular, leva o usuário para um conteúdo exclusivo no perfil Maquiagem Natura.

“O consumidor busca cada vez mais ter uma experiência completa de compra, unindo a sensorialidade do mundo físico com a facilidade das compras online. O Pinterest já é fonte de inspiração para nossas clientes e temos uma presença relevante nessa rede social, que será fortalecida com essa parceria. Buscamos soluções criativas para atender aos consumidores, sempre com foco no relacionamento, que é a essência da Natura”, explica Murillo Boccia, diretor de negócios digitais da empresa.

http://adnews.com.br/social-media/pinterest-e-natura-se-juntam-no-mundo-digital.html

Facilitaria a vida caso o seu jantar estivesse no Instagram?

eat your feed

A Knorr criou uma ferramenta que transforma as experiências documentadas no Instagram em receitas personalizadas. A ideia do “Eat Your Feed” é, a partir da tecnologia de inteligência artificial, analisar os dados dos usuários da plataforma e “oferecer” receitas específicas com base em suas experiências e interesses.

Por exemplo, se você escalou montanhas na América Latina, passou férias na Grécia ou ainda visitou determinados tipos de restaurantes, a novidade revela os pratos que combinam as suas experiências com as deles – todas com estoque da marca Knorr de alguma forma. Um exemplo dado pela marca é o de praticar snowboard nos Alpes italianos poderia inspirar o (nada “Low Carb e feito em uma só panela) “Ragu de cogumelos com Fusilli e espinafre”.

A agência digital criativa de Londres AnalogFolk foi quem ficou a cargo da produção que usou reconhecimento visual e dados de imagens individuais para construir um algoritmo de IA personalizado e treiná-lo para entender os posts e combinar com a receita perfeita do banco de dados de receitas Knorr. Os usuários se conectam usando sua conta do Instagram e podem salvar as receitas ou adicionar os ingredientes ao carrinho de compras.

Quem não tem conta na plataforma de fotos pode usar este pequeno questionário no site da Knorr para obter receitas personalizadas.

Como parte da campanha, a marca vai abrir um restaurante pop-up no dia 11 de abril em Londres. Por lá os clientes receberão refeições combinadas com seus feeds do Instagram. O que achou da iniciativa? Que tal deixar um comentário contando para a gente?

http://adnews.com.br/tecnologia/facilitaria-vida-caso-o-seu-jantar-estivesse-no-instagram.html

Facebook testa aluguéis de casas

das
Fonte: sad

Cada vez mais o Facebook do mundo quer aumentar as possibilidades de lucro dentro de seu próprio ambiente. Depois da plataforma iniciar uma seção dedicada exclusivamente a veículos em seu Marketplace, é a vez da rede social abrir uma abra exclusiva para o aluguel de casas.

“A partir de 9 de novembro, as pessoas que usam o Marketplace nos EUA poderão navegar e pesquisar centenas de milhares de propriedades através de parcerias com Apartment List e Zumper”, disse o comunicado da rede de Mark Zuckerberg.

Na nova opção “Rentals” é possível refinar a pesquisa, ver imagens e entrar em contato direto com o proprietário. Confira abaixo uma foto do novo layout da interface:

A força dos influenciadores digitais

Novos queridinhos das marcas, as web celebridades ensinam às empresas uma nova maneira de se comunicar com o público e mostram que investir em nicho é fazer mais com menos

Por Roberta Moraes | 19/04/2016

Eles produzem conteúdo nas redes sociais, têm um grande número de seguidores, são majoritariamente jovens e se transformaram nos novos queridinhos das marcas. Os influenciadores digitais ganham cada vez mais espaço no mercado e já começaram a sair do ambiente virtual para passar mensagens nas mídias tradicionais. Com uma reputação construída graças a muita postagem em seus canais oficiais e interação com o público, eles começam a criar uma nova relação entre consumidores e empresas.

Eles estão presentes nas principais redes sociais como Youtube, Instagram, Snapchat, Twitter, Facebook, Mentions, Periscope, além dos blogs autorais, mas rotulá-los como youtubers, instagramers, bogueiros ou vlogueiros já ficou ultrapassado, eles são produtores de conteúdo e ajudam as marcas a se conectarem com seus públicos, por isso, o título “influenciador digital” é o mais adequado à profissão. Com a força que a internet ganha a cada dia, eles já deixaram de ser tendência para se consolidar como mais um canal para disputar uma fatia do orçamento do plano de comunicação e Marketing das organizações.

Para este ano, espera-se que as empresas invistam 30% a mais neste tipo de estratégia, segundo levantamento da BR Media Group. “Os influenciadores já são uma realidade para o público há bastante tempo, mas as empresas começaram a se dar conta disso agora. Esse profissional pode mudar a visão que as pessoas têm e levar a marca para lugares onde a televisão não levaria”, pontua Renato Giannini, Especialista e Professor de Pós-Graduação das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), em entrevista ao Mundo do Marketing.

Foco em nicho
Com uma grande penetração em determinadas áreas, o investimento neste tipo de canal pode representar a consolidação do “fazer mais, com menos”, que virou mantra das empresas em tempo de recessão econômica. Com perfis que falam exclusivamente para públicos específicos, o investimento em alguns canais das redes sociais ajuda as marcas a dialogar com quem realmente é de interesse. “Todo mundo já entendeu que o nicho merece ser investido porque ele converte muito com menor investimento e o ROI é muito maior”, reforça Ariel Alexandre, CMO e Cofundador do Celebryt´s, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Focar em nicho, no entanto, vai muito além de saber sobre qual tema o perfil se dedica. “É preciso entender quem é o público-alvo do influenciador para tentar adequar o produto. As pessoas são múltiplas e com isso surgem várias possibilidades. Mais importante do que saber qual é o segmento do influenciador, é conhecer a audiência dele para saber se tem os mesmos interesses do anunciante. Um canal de humor, por exemplo, pode impactar o segmento de beleza”, explica Giannini.

Tão importante quanto escolher um influenciador que tenha um grande público é saber se ele realmente tem aderência com o tema escolhido. Este ativo, inclusive, é o que o concederá a reputação necessária para se tornar, de fato, uma autoridade no assunto. É o caso da influencer Camila Coutinho, do canal Garotas Estúpidas, que no fim de 2015 lançou uma coleção para a Riachuelo. Já a Colgate convocou a blogueira de moda e maquiagem Camila Coutinho para ser garota propaganda nos canais digitais para promover o creme dental Luminous White Advanced

Celebridades digitais
A participação dos influenciadores em campanhas que ultrapassam os limites da web já se tornou uma realidade e reforça que não há formas definidas para o conceito de celebridade neste universo. A operadora de telefonia Vivo aproveitou a fama da vlogueira Jout Jout, que tem quase 800 mil assinantes no canal do Youtube Jout Jout Prazer e vídeos com mais de dois milhões de views na campanha #pegabem. No mesmo segmento, a Oi também apostou na notoriedade de Windersson Nunes em uma série de comerciais.

Essas iniciativas mostram que a internet é apenas mais um canal de entrada, que graças ao grande número de usuários impacta também a mesma audiência de outras mídias. “As pessoas estão cada vez mais conectadas e os grandes influenciadores têm a mesma autoridade que as celebridades tradicionais. Este movimento está tão forte que percebemos uma ação contrária, cada vez mais as mídias tradicionais, como revistas e emissoras de TVs, contam com a participação dos influenciadores digitais em sua programação para aumentar a audiência. Essa é a prova de que os influenciadores saíram da internet e já estão em todos os lugares”, pontua Renato Giannini.

Esse movimento reforça que os consumidores estão mais exigentes. Antigamente, a participação de celebridades em campanhas deixava claro que podia se tratar de personagem, o empréstimo de uma imagem para comunicar algo. Com os influenciadores isso é bem diferente. Como o principal produto deles é a opinião, as pessoas esperam que eles realmente tenham experimentado e aprovado o que estão divulgando. E isso traz alguns aprendizados para as empresas. Como na vida real ninguém usa apenas uma marca, neste segmento é comum não haver contrato de exclusividade.

Produção de conteúdo
Além de estarem mais livres para trabalhar com mais de uma marca do mesmo segmento, o que dificilmente acontece com artistas, por exemplo, este profissionais, em geral, também têm autonomia para produzir o conteúdo para as marcas. E isso faz toda a diferença na aderência do material divulgado. “É importante que o conteúdo esteja alinhado com o influenciador para que fique mais crível e que haja engajamento. Em geral, as marcas apresentam um briefing para o gestor do canal, que ficará responsável pela confecção do conteúdo”, explica Celso Forster, CEO e sócio da BR Media Group, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A liberdade, inclusive, é um dos grandes diferenciais neste mercado. Muitas empresas que trabalham fazendo a ligação entre influenciadores e marcas preferem não agenciar os produtores de conteúdo para poderem indicar o perfil que mais estiver alinhado com a necessidade da empresa. Com este foco, a BR Media Group desenvolveu a ferramenta Celebrity Tools, que identifica o perfil ideal para cada campanha. A plataforma oferece informações sobre a área de influência de cada perfil e podem ser encontradas pessoas de várias áreas como blogueiros, modelos, esportistas, artistas, chefs de cozinha entre outros.

Tão importante quanto saber em qual perfil investir, é necessário definir quais são os objetivos da empresa na hora de definir uma estratégia apostando nos influenciadores digitais. A aposta neste tipo de comunicação pode ser para apresentar um novo posicionamento, lançar produto, colocar uma hashtag no trending topics. “O mais importante é trabalhar com a verdade, pois a escolha do influenciador certo fará com que aquilo que ele esteja comunicando tenha credibilidade para o seguidor. Esta estratégia pode ser aproveitada para qualquer tipo de produto e tamanho de empresa”, acrescenta Forster”.

Marketplace de Youtubers
Para permitir que pequenas e médias companhias também se aproveitem deste tipo de comunicação, o mercado brasileiro conta com uma espécie de marketplace de youtubers, onde é possível encontrar influenciadores de todos os tamanhos e temas. A plataforma Celebryts usa a tecnologia para otimizar resultados e permite que o anunciante saibam os valores cobrados por cada tipo de conteúdo e a taxa de crescimento dos perfis, permitindo uma escolha assertiva e dentro das possibilidades de cada marca. “É possível fazer branded content com canais novos, mas que têm uma boa audiência para nicho determinado a partir de R$ 1.100,00. É uma entrada que a pequena empresa não sabia que existia”, reforça Ariel Alexandre.

O sistema é automatizado e intuitivo, funcionando como um e-commerce. “Quando o mídia começa a encontrar essas pessoas e seleciona os formatos, ele conclui o planejamento como se fosse um carrinho de compra. Em seguida é enviado um e-mail para os youtubers informando a proposta, que pode ser aceita ou não. Em caso afirmativo, o conteúdo pode ser encaminhado para a agência por meio da plataforma para ser aprovado pelo cliente e liberado para a publicação”, explica Alexandre.

O canal centraliza todo o processo de planejamento da ação desde o projeto inicial até após a publicação, avaliando o retorno para as marcas, sendo, inclusive, responsável por faturar o serviço e repassar o pagamento aos influenciadores. Inicialmente, a startup está atuando apenas com youtubers, mas o planejamento é que passe a contar com influenciadores de todas as redes sociais em breve.

https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/digital/36010/a-forca-dos-influenciadores-digitais.html