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O varejo do futuro: sua marca está preparada?

futuro do consumo

O comportamento do consumidor se transformou rápido e completamente. Ele está cada vez mais exigente, dinâmico, super bem informado e hiperconectado. Compreender essa evolução é fundamental para saber atender às suas expectativas e assim, manter-se vivo no mercado, seja ele qual for. Vamos lá: não faz tanto tempo, uma pessoa interessada em determinado produto aceitava andar por horas para conhecê-lo de perto e comprar. A fase do “namoro” até chegar, enfim, a uma aquisição, podia levar semanas ou até meses. A busca por informações antes de fechar a compra era longa e penosa.

As lojas, geralmente grandes e distantes atraiam consumidores ávidos por novidades. Atendentes explicavam as funcionalidades e esclareciam dúvidas, mas, por serem vendedores, suas opiniões podiam ser contestadas. O consumidor sabia disso, até questionava se aquela marca era boa realmente, se havia muita reclamação ou não. Tentava se munir do máximo de informações para tomar sua decisão em um ambiente totalmente off-line, incompreensível nos dias de hoje.

Nos últimos anos, o contexto deste consumidor mudou. Sua vontade de obter informações, saber a origem dos artigos ou serviços, opção de cores, formatos e performance foi potencializada por um ambiente muito mais convidativo. Com a evolução da internet, dos smartphones, dos sistemas de busca e das redes sociais, o consumidor consegue identificar uma necessidade, pesquisar sobre ela, saber a opinião de outros usuários e adquiri-la em poucos minutos, ou até segundos. Eis que surge o novo consumidor: hiperconectado, ele quer acessar o maior número de conteúdos possível e efetuar sua compra online e ontime.

Seguindo essa tendência de comportamento no ambiente online, é preciso modernizar o off-line, ou seja, as lojas, para continuar a atrair a atenção e a preferência desse consumidor. Se faz urgente pensar no conceito de “convergência” entre os diferentes canais e trabalhar para que ela aconteça de fato.

Facilidade, transparência, entretenimento e conectividade. O consumidor quer chegar a uma loja e, ao pegar um produto, ter acesso a todas as informações sobre ele – origem, produção, cores indicadas, tamanhos disponíveis, etc – isso de uma forma leve e intuitiva. Se puder efetuar a compra ali mesmo, sem precisar passar no caixa, melhor ainda! Ah, não tem a cor no estoque? É só selecionar a cor desejada no aplicativo da loja que em poucas horas o produto chegará em casa. O frete é por nossa conta, obrigado!

É aqui que a internet das coisas começa a fazer sentido. Ao adotar tecnologias que possibilitam essas vivências, como RFID (Identificação por radiofrequência), as marcas podem se conectar com os consumidores de forma personalizada e transparente, fornecendo a eles conteúdos relevantes e uma experiência de compra aprimorada, quando e onde eles quiserem se envolver com elas.

Nas lojas, por exemplo, é possível por meio de uma etiqueta de RFID oferecer uma grande variedade de informações e conteúdos multimídia sobre um determinado produto. Materiais de campanha, dados sobre a origem e fabricação, tutoriais para a sua melhor utilização, opções de cores, formatos e tamanhos, entre outras informações que façam sentido e que ajudem a entregar o tão almejado storytelling para o consumidor, além de permitir também a venda online, quando não houver o artigo em estoque na loja física.

As experiências podem ser as mais variadas possíveis. Rápidas e eficientes ou personalizadas e assistidas, isso depende do perfil de cada marca e consumidor. Mas uma coisa é certa: o valor comercial é exponencial! Ao escolherem onde, como e quando comprar e se engajar com determinada empresa, os consumidores possibilitam a ela maximizar sua força de trabalho e capturar novos conjuntos de dados informativos que continuam a melhorar a personalização oferecida a cada cliente.

Nesse cenário, ganhará aquele que sair na frente e oferecer este novo universo de consumo.

Por Fabiana Wu, gerente de desenvolvimento de negócios América Latina da Avery Dennison e especialista em Tecnologia RFID

http://adnews.com.br/negocios/o-varejo-do-futuro-sua-marca-esta-preparada.html

A Converse e o poder da conversação

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“Como manter as marcas icônicas relevantes em um mundo tão iconoclasta?”, pergunta Andres Kiger, vice-presidente de marketing da Converse para uma sala cheia na abertura do segundo do Engage Prague. Dessa maneira, o executivo começa sua apresentação e mostra para o público de diversos países como é possível que aquela marca de desejo há décadas continue atual e na mente do público.   

Para contextualizar, o profissional remonta ao início da publicidade e mostra como os padrões tradicionais não se conectam mais com os jovens. Corpos perfeitos, situações romantizadas e artistas sem ligação com a marca não serão mais aceitos. “Os jovens de hoje não aceitam passivamente a propaganda. Eles respondem na hora, conversam entre si e viralizam memes que têm mais popularidade que a campanha em si, como aconteceu com a Pepsi e a Kendall Jenner”, apontou o criativo.   

Na ocasião, a gigante do ramo alimentício convidou a celebridade para ser a segunda modelo na história da marca para protagonizar um filme. Diante de um papel que só havia sido de Cindy Crawford, a estrela da familia Kardishian atua em um vídeo em que ela sai de uma gravação de fotos, vai até uma manifestação, entrega uma lata de refrigerante para um policial e faz a massa de manifestantes vibrar com o desfecho.  

Apoiado em padrões de muitos anos atrás, o comercial ao invés de sucesso rendeu ruídos e uma resposta avassaladoramente ruim do público. Por isso, o executivo defende que as “marcas icônicas não servem mais para oferecer benefícios, recompensas ou inovações técnicas. Elas devem se integrar de maneira intrinsíca à cultura que estão relacionadas. A realidade é que o mundo mudou e os consumidores estão descontentes com as marcas”.   

Como criar conversas positivas  

Comunicar marcas em um tempo que tudo vira meme é uma tarefa difícil. Para isso, segundo Kiger, é necessário se alicerçar nos momentos marcantes que envolvem as empresas, as pessoas que realmente a usam e os influenciadores que autenticamente gostam do produto.  

Não há mais espaço para que os rostos de empresas sejam estampados por mascotes e uniformes. O ideal é que elas se cerquem da realidade das pessoas. Convidem grafiteiros, músicas de estilos específicos e incentivem eventos que determinado público adora. 

“Parece irreal acreditar que as marcas permeiam tantos momentos, mas vou contar para vocês que um dos eventos mais legais que participei foi a Copa do Mundo. Me diverti muito no Rio de Janeiro e em quase todas as fotos que tirei nas portas dos estádios aparece o logo da Coca-Cola. Na hora não percebi, mas ela ficou intrinsicamente ligada de maneira positiva em minha vida”, explica o americano.  

Da mesma maneira que as marcas ocupam os grandes eventos sociais, elas também estão nas histórias de muita gente. Para exemplificar, quem não se lembra do primeiro encontro com uma pessoa amada o tênis que ela vestia? Nisso se apoia o marketing proposto por Kiger.  

“Esse menino da foto utilizada nas redes da Conversa foi tirada quando eu andava pela rua e vi um menino tão feliz. Parecia que acabava de conhecer a primeira namorada. Pedi para tirar uma foto dele e para ele contar a sua história. Entendemos a importância de mostrar algo verdadeiro e no final do dia o que tentamos criar são comunidade de amigos que conversem de maneira orgânica sobre um ponto em comum: a marca” 

Kantar aponta as tendências de social media em 2018

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O que esperar das mídias sociais para este ano? De acordo com estudo global da Kantar Media, a maturidade digital e a consolidação de algumas tecnologias parecem ser tendências para os próximos meses.

Novos formatos de conteúdo, campanhas mais contextuais e personalizadas, a evolução da inteligência artificial, realidade alterada e fake news estão entre as previsões.

A instituição acompanha a evolução desse universo e apresenta o estudo “As Tendências das Mídias Sociais para 2018. Confira abaixo os principais insights do estudo:

Novas tecnologias oferecem diversas oportunidades para as marcas

Estamos entrando em uma grande revolução tecnológica, porém, as marcas costumam se esquecer de que essa revolução é estritamente ligada à evolução do conteúdo. Realidade aumentada (Augmented Reality, AR), realidade virtual (Virtual Reality, VR) e a internet das coisas (Internet of Things, IoT) não são nada mais que uma ponte, criada pela tecnologia, entre o real e o virtual.

Em outras palavras, o conteúdo será o elo entre objetos, pessoas e tecnologia – isso quando não se misturar à própria experiência (virtual). Entretanto, o conteúdo terá que superar novos desafios, dependendo dos canais. A IoT precisará ser convertida em benefícios reais para os consumidores. Por exemplo, um refrigerador conectado pode fazer sugestões de menu com base nos alimentos disponíveis. Para AR, VR ou tecnologias mistas, a ênfase será na experiência, em vez de em como a tecnologia pode ser aplicada aos produtos.

Assim, para uma marca de carros, será mais interessante aproveitar os acontecimentos de uma corrida cheia de emoção do que mostrar uma vista em 360° do interior do carro.

O crescimento da inteligência artificial

Até pouco tempo, podíamos apenas sonhar com máquinas dotadas de inteligência humana [IA]. Agora, a realidade está cada vez mais próxima da fantasia, o que criou uma batalha na indústria da tecnologia em torno da inteligência artificial. Os computadores já fazem cálculos com muito mais velocidade que os seres humanos, e sem erros.

Além disso, a memória dos computadores é altamente confiável e talvez ilimitada. Eles já conseguem até criar, na hora, a playlist perfeita para seu próximo churrasco. Toma essa, cérebro humano!

Apostando alto na realidade alterada

Realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR) e até mesmo realidade mista (Mixed Reality, MR) são os assuntos do momento – mas ainda estão em nichos, e precisam de uma imagem mais amadurecida.

Sua adoção em massa exige um ponto de virada que ainda não foi alcançado, embora o sucesso do Pokémon GO, em 2016, tenha sido um belo aperitivo para o grande público. Mas as coisas estão indo no caminho certo, com diferentes iniciativas.

As redes sociais querem montar sua programação de conteúdo em vídeo

Falamos da importância do formato de vídeo e do motivo pelo qual ele é importante: ele gera interação, e interação promove engajamento. E ainda que se fale muito sobre vídeo ao vivo, ele não é o objetivo final, mas sim o resultado que essa ação irá gerar.

Players como Facebook, Twitter e Snapchat estão se adaptando a essa nova realidade e buscando desenvolver um novo modelo de programação em vídeo, algo que navegue entre o modelo de TV convencional, o streaming e serviços de vídeo on-demand, como Netflix.

Também fala-se muito na criação de um modelo que seja algo semelhante aos sites Danmaku, ou “metralhadora”, como Acfun e Bilibili, que são muito populares na China e incluem a exibição de comentários em tempo real na tela.

A publicidade em mídias sociais está inspirando novas experiências com anúncios

A publicidade digital (principalmente a social) esteve nas manchetes em 2017. Os principais pontos de controvérsia: segurança das marcas, ausência de padrões para a visibilidade de campanhas e falta de transparência na verificação de indicadores de desempenho por terceiros.

A publicidade móvel do Facebook tem novas possibilidades no futuro, principalmente agora que ficou mais difícil obter tráfego social orgânico. O objetivo do algoritmo do feed de notícias do Facebook é priorizar cada vez mais as publicações de amigos em relação às de outras fontes.

Portanto, se alguém curtir a página da sua marca, suas publicações não terão tantas visualizações orgânicas, a não ser que o usuário opte por ver as suas publicações no feed de notícias. Consequentemente, as empresas não terão alternativa que não seja publicar anúncios.

Dê um gás à sua marca com o marketing de influenciadores

A China foi pioneira nessa área, com o boom de líderes de opinião importantes (Key Opinion Leaders, KOLs) chineses, que podem ser extremamente influentes. As marcas ainda os usam, tentando aproveitar sua enorme popularidade on-line para aumentar sua visibilidade e gerar vendas.

Hoje em dia, as estrelas das mídias sociais chegam a criar suas próprias marcas de moda. Os fãs podem comprar os produtos diretamente on-line enquanto conversam com a personalidade nas mídias sociais.

Outros formatos interativos podem ganhar destaque em 2018

Vamos começar esta tendência falando de como o formato de vídeo (e suas variações, como o vídeo Live 360) é popular. Já se falou tanto disso que o assunto parece até um pouco batido, mas a questão interessante é por que ele é tão popular e o que está por trás disso – em outras palavras, uma visão global.

O modelo de receita de muitas redes sociais é baseado em anúncios. Para vender anúncios, você precisa trazer pessoas à plataforma e fazer com que elas fiquem na lá o máximo possível. E para fazer com que elas fiquem na plataforma, elas precisam estar envolvidas, se divertindo.

Home assistants digitais, como Amazon Echo e Google Home, juntamente com outras ofertas de IoT, como carros inteligentes, estão criando novas possibilidades de áudio para as marcas. Esses formatos de áudio permitem que os anunciantes cheguem ao público em locais onde a conectividade é um problema. Talvez por isso o Facebook tenha lançado o Facebook Live Audio.

Se você acreditava que as mídias sociais seriam o fim da vida privada, pense nisso: de todas as gerações, os indivíduos da Geração Z exprimem o maior desejo de proteger seus perfis de dados pessoais.

A geração z luta por privacidade

Muitos usam pseudônimos para evitar ser encontrados em pesquisas on-line e até mesmo criam contas “rinsta” (reais) e “finsta” (fake, ou só para conhecidos) no Instagram. Além disso, esses adolescentes tão reservados usam aplicativos como o Vaulty, que permite aos usuários ocultar fotos e vídeos.

Existem também as redes sociais “incógnitas”, como Sarahah, Anonyfish e Minds.com, com as quais os usuários podem se expressar anonimamente. Se ainda há dúvidas quanto à influência da Geração Z e sua busca por privacidade, considere isso: o aplicativo Sarahah chegou ao nº 1 da App Store em 30 países…

Fake news – o lado obscuro da web está sob ataque!

Fake news (ou notícias falsas) ainda é um assunto quente e as mídias sociais sofreram muito com essa tendência destrutiva. A pesquisa “Trust in News” (confiança nas notícias) da Kantar revelou que as mídias sociais são a fonte de notícias com menor confiança do público, com apenas 33% de aprovação.

Sendo assim, fazer com que o algoritmo do feed possa combater as notícias falsas se tornou uma grande prioridade das gigantes sociais para 2018.

Uma convergência de mídias sociais transforma a China em um império

A convergência de mídias sociais e experiência do usuário chegou à sua Era de Ouro. De acordo com o relatório “Chinese Social Media Landscape” (O panorama das mídias sociais na China), da Kantar Media, uma série de plataformas chinesas, como Weibo, WeChat e QQ estão aperfeiçoando a união entre comércio social, comércio móvel e “Pan-Entretenimento”.

Com mais de 800 milhões de usuários ativos por mês, o WeChat é um dos muitos bons exemplos da presença da internet móvel na China. Por isso, muitas marcas e varejistas estão se conectando com os clientes nos próprios ambientes de aplicativos sociais e deixando de lado os aplicativos móveis para vender diretamente aos consumidores.

http://adnews.com.br/social-media/kantar-media-aponta-tendencias-em-social-media-deste-ano.html

5 tendências tecnológicas móveis

O mundo hoje gira mais rápido do que nunca. Além das transformações em nível acelerado, as pessoas e as informações estão em constante movimento. E as empresas que querem acompanhá-las não podem mais adiar os investimentos em tecnologias móveis, que promovam uma experiência positiva do consumidor ou mesmo do cliente, em caso de companhias com atuação B2B.

Na era da transformação digital, os dispositivos móveis e as aplicações inovadoras, que promovam uma experiência positiva do consumidor, serão essenciais para o sucesso do negócio. A Capgemini listou cinco tendências no campo da mobilidade que devem guiar o mercado nos próximos anos:

1. Transformação móvel nas lojas
Será um passo importante para os varejistas e expositores. A formação de clientela, promoções personalizadas, check-out assistido, pontos de venda móveis e gestão de inventário desempenharão papel fundamental. A localização e as aplicações com base em big data – análise inteligente de dados – também ganharão mais destaque.

2. Aumento da adoção de pagamentos móveis
Por enquanto a tecnologia Near Field Communication (NFC), que permite a troca de informações sem fio e de forma segura entre dispositivos compatíveis que estejam próximos um do outro, não se mostra ainda atraente o suficiente. Com o lançamento da Apple Pay e a integração NFC,  no entanto, os pagamentos móveis terão uma tração significativa. Veremos uma enorme quantidade de novos meios de pagamento sendo lançados. Haverá um aumento na adoção de plataformas concorrentes, como o Google Wallet e o PayPal.

3. Mobilidade vs. Desktop
A “lacuna de aplicações” encolherá, já que, com uma força de trabalho mais móvel, surgiu uma diferença notável entre desktop e dispositivo móvel. Haverá um crescimento dos novos tipos de aplicações eficientes para a empresa – especialmente utilizado para a priorização inteligente de tarefas, que as localiza com agilidade e elege as mais importantes. Isso inclui inteligência embarcada, que analisa e prevê o comportamento do usuário e suas preferências, a fim de personalizar a experiência única do profissional.

4. Segurança
A segurança móvel pós-Snowden continuará a ganhar força devido ao aumento da mobilização empresarial. O amadurecimento das ofertas de Enterprise Mobility Management (EMM) também será impulsionado, à medida que mais empresas migrem de formatos pilotos para a implantação em larga escala.

5. Mobilidade e Convergência da Internet das Coisas
Elas decolarão como os sistemas preferenciais para os executivos de gestão de inventário e de vendas. A procura por soluções móveis baseadas em dispositivos vestíveis, tais como Google Glass e Apple Watch, começará a ser mais intensa no próximo ano. Os aplicativos vestíveis de cuidados com a saúde terão maior aceitação. Os carros conectados e a automação predial também terá uma adoção mais ampla

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 21/07/2015

http://www.mundodomarketing.com.br

Real Time Marketing entra em campo na Copa

As ativações das marcas para o mundial foram planejadas ao longo de pelo menos dois anos – em alguns casos em até quatro. Isso, no entanto, não exclui a necessidade de as equipes lançarem mão da improvisação e da criatividade durante o evento, especialmente aquelas dedicadas a ações de Real Time de Marketing. As empresas patrocinadoras Coca-Cola e Itaú, além da não apoiadora Webmotors, apostam no dinamismo dessa modalidade para vencer a disputa travada fora dos estádios pela mente do consumidor.

A intenção destas marcas é aproveitar o hábito multitela dos torcedores inserindo conteúdo nas redes sociais em tempo real. Segundo números do Ibope, 74% dos brasileiros navegam na internet pelo smartphone enquanto assistem à televisão. Já as companhias querem aproveitar para gerar engajamento durante os jogos e, para isso, passaram a monitorar o comportamento dos consumidores para entender as suas expectativas e saber como dialogar. Na disputa pela atenção do internauta, as abordagens são as mais diversas: games em tempo real, comentários de especialistas sobre as jogadas e até produção e compartilhamento de conteúdo colaborativo com a participação de consumidores.

O Itaú, por exemplo, conta com uma equipe de 15 profissionais da Agência África dedicados exclusivamente a coleta e gestão de dados. Os insights embasarão toda a criação de conteúdo para os canais online do banco. Após a final do campeonato, o recém-estruturado núcleo, chamado de África Live, passará a atender a outros clientes, já com a expertise acumulada no evento. “Quando enxergamos que a Copa estava politizando assuntos, tentamos entender a dimensão verdadeira disso. O Real Time Marketing é uma aposta certeira e nos permite ter uma visão multilateral do consumidor, do anunciante e dos concorrentes”, aponta Felipe Santos, Diretor Geral de Mídia Digital da África, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Webmotors cria duelo entre carros de jogadores
O Itaú não foi o único a aceitar o desafio da interação em tempo real. A Webmotors investiu no bom humor numa ação que une duas paixões dos brasileiros: futebol e carros. A cada jogo do mundial, a empresa escolhe um jogador de cada equipe e lança uma competição entre seus automóveis nas redes sociais e os internautas são convidados a votarem no modelo que preferem. Depois, os veículos e seus donos ganham uma montagem parecida com as figurinhas do álbum da Copa.

Os resultados já começam a aparecer. A fanpage da marca conta atualmente com dois milhões de fãs e o post publicado no jogo do Brasil contra o México recebeu 3.811 curtidas. Disputavam a Ferrari Califórnia, do brasileiro Daniel Alves, e o Corvette Grand Sport, do mexicano Javier Hernandez. Em campo, o jogo acabou em zero a zero, mas, no Facebook, a vitória ficou com o veículo do atleta da Seleção Canarinho e com a empresa, que orienta os internautas a compartilharem ou curtirem a postagem, de acordo com seu voto.

Coca-Cola: internautas produzem conteúdo em tempo real
A Coca-Cola também aposta na interação com os torcedores. A companhia abriu espaço para que um grupo de consumidores produza seus próprios conteúdos relacionados ao universo do futebol para serem publicados nas redes sociais da marca. A aposta no modelo colaborativo conta com a participação de oito jovens moradores de comunidades do Rio de Janeiro, que têm a missão de registrar sob diferentes óticas a emoção dos brasileiros com a Seleção. Os participantes deste grupo já trabalhavam com a elaboração de conteúdo em áreas como fotografia, produção cultural, música e jornalismo. Eles receberam notebooks, smartphones e câmeras para gerar e compartilhar as informações.

Além da participação popular, por trás das publicações existe um grupo de 50 profissionais multidisciplinares, dedicados a desenvolver uma nova plataforma de Marketing em tempo real inovadora para a Coca-Cola. A equipe ficará concentrada em um escritório no Rio de Janeiro, que está equipado para produzir vídeos, monitorar e interagir na internet, durante as 64 partidas programadas. Chamadas em intervalos comerciais na televisão e nos perfis nas redes sociais reforçam a divulgação das publicações.

A ação para a Copa do Mundo não deve ser um investimento isolado da companhia. O plano original é dar o pontapé inicial para um trabalho mais consistente. O formato deve se tornar permanente no planejamento global de Marketing da companhia, se espalhando para os outros 207 países onde está presente.

Powerade aposta em dicas de especialistas
Os investimentos em tempo real da Coca-Cola Company se estendem para a linha de Isotônicos Powerade. A marca investe em uma cobertura diferenciada dos jogos, com comentários de especialistas de diferentes áreas, como fisiatra e psicólogo do esporte. A ação nomeada ‘Cobertura Power’ conta ainda com um cartunista e analistas de dados para estruturar as publicações e analisar os resultados.

Durante os jogos, as páginas da bebida no Facebook e no Twitter receberão curiosidades, probabilidades e estatísticas relacionadas aos jogadores das Seleções que estiverem em campo no momento. O projeto conta com o auxílio das agências Mutato, JWT KOLAB, Movimento, DP6, e-Life e Talk.

Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 20/06/2014

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