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O poder dos influenciadores digitais para o varejo

O marketing de influência pode ser usado para aumentar a presença digital, atingir maior número de pessoas e promover novas experiências aos usuários

Não é de hoje que as marcas do varejo usam os influenciadores digitais em suas estratégias de marketing. E esse movimento vem crescendo cada vez mais nos últimos tempos, já que o recente infográfico da GlobalWebIndex mostra que o repúdio à publicidade na internet leva a quase metade dos usuários a bloquearem anúncios, devido aos seguintes motivos: grande volume de anúncios; anúncios irritantes ou irrelevantes; anúncios invasivos demais; anúncios com vírus ou bugs; rejeição a anúncios personalizados.

Além disso, um estudo do instituto de pesquisa Nielsen mostra que 92% dos consumidores têm mais confiança em recomendações de outras pessoas do que nas indicações feitas pelas próprias marcas e que os influenciadores digitais brasileiros são capazes de entregar onze vezes mais retorno do que mídias tradicionais. Uma pesquisa da PwC também aponta que 77% dos consumidores brasileiros entrevistados disseram que informações obtidas nas redes sociais influenciaram suas compras. A empresa de pesquisa Qualibest também trouxe um dado importante que mostra o quanto os brasileiros se deixam influenciar pelos conteúdos nas redes. De acordo com o levantamento, 84% dos consumidores já descobriram produtos por meio de criadores de conteúdo. Outros 73% afirmaram que já compraram algo pela indicação do influenciador que segue. Enquanto 55% pesquisam opiniões dessas pessoas antes de fazer a compra.

Dessa maneira, muitos varejistas têm apostado no marketing de influência para aumentar a sua presença digital, alcançar o maior número de pessoas com seus conteúdos e proporcionar novas experiências aos usuários, os quais aceitam cada vez menos conteúdo sem autenticidade e sem aderência com seus valores. Com uma linguagem cada vez mais natural, espontânea e lúdica, esse tipo de publicidade ganha inserções na vida pessoal do influenciador, cria uma relação ainda maior de proximidade das marcas com os consumidores e transmite informações com credibilidade ao público alvo.

A escolha do influenciador certo

O primeiro passo para escolher um influenciador é selecionar os perfis e entender quais deles têm a maior conexão e que possuem conteúdos que representam a sua marca. Depois disso é necessário definir o perfil da audiência e os objetivos à sua campanha. Isso inclui avaliar a mídia que deseja impactar (Facebook, Instagram, TikTok, Youtube ou outros), o formato de conteúdo que prioriza (vídeos ou fotos), o budget para a campanha e quais resultados deseja atingir (aumento de vendas, brand awarness, institucional, lançamento de campanhas, produtos ou serviços, etc). Após de entender a relação do influenciador com a sua audiência, o próximo passo é definir o melhor perfil, o “tamanho” do influenciador digital: micro-influenciador, macro-influenciador, celebridade ou especialistas. É fundamental decifrar as métricas obtidas em sua ação. Ademais, dentro das mídias sociais, os principais resultados que temos são: alcance dos posts; impressões dos conteúdos gerados; curtidas da audiência; comentários do público-alvo; posts salvos pelas pessoas e compartilhamentos.

Exemplos de ações de marketing de influência no varejo

  • Unboxing: esse é o nome dado à ação que os influenciadores digitais fazem quando eles transmitem por vídeo a abertura de caixas que receberam de empresas. O varejista pode enviar também em parceria com seus alguns brindes, sampling ou produtos para criadores de conteúdo.
  • Criação de conteúdos especializados: fazer parcerias com influenciadores digitais para criação de conteúdos especializados pode ser uma maneira muito útil da sua marca ser reconhecida como autoridade em um determinado segmento. Por exemplo, um sommelier pode fazer lives ou até mesmo escrever e-books sobre vinhos para download nas suas redes sociais.
  • Divulgação de campanhas e eventos: enviar um press kit ( kit de imprensa) para os influenciadores contendo as principais informações sobre uma campanha ou evento é uma maneira eficiente de aumentar o alcance da disseminação da informação ao público-alvo.
  • Vouchers de desconto: é possível criar links personalizados que direcionem o seguidor diretamente para o seu site ou e-commerce ou, então, oferecer descontos especiais com o nome do influenciador.

 de Fernanda Dalben – 28 de julho de 2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/07/28/o-poder-dos-influenciadores-digitais-para-o-varejo

Que poder Juliette tem?

Mulher. Nordestina. 31 anos. Essa é Juliette Freire, advogada, maquiadora e uma das principais candidatas ao prêmio de R$ 1,5 milhão do Big Brother Brasil deste ano. Fenômeno, o nome da sister circula cada vez mais no mercado publicitário, nos grupos de WhatsApp e redes sociais. Mas, afinal, o que essa paraibana de Campina Grande tem?

Nas redes sociais, Julliette é onipresente. Twitter, Facebook, no TikTok, por exemplo, está com 4,5 milhões. Mas é no Instagram que Juliette ultrapassa barreiras sempre muito rápido. Ela superou Rafa Kalimann em números de seguidores e se tornou a terceira no ranking de brothers e sisters. 21 milhões foi a última atualização feita, muito embora neste exato momento, enquanto você lê esta matéria, o número já tenha mudado.   

Juliette chegou a 21 milhões na última quarta-feira (14) (Reprodução/ Instagram)

E isso não é um exagero. Juliette vem ganhando, pelo menos, um milhão de seguidores num intervalo de poucos dias. No dia 6 de abril, a paraibana havia batido os 19 milhões. Cinco dias depois, em 11 de abril, o número chegava a 20 milhões. E anteontem, dia 14, Juliette fez o repórter ter que atualizar o print, pois havia atingido 21 milhões.

Juliette também está no Spotify, onde é possível ter acesso a playlists com curadorias assinadas por importantes nomes da música, como Bell Marques e Lucy Alves, e feitas para a participante. As músicas vão de Caetano Veloso a Maria Gadu, passando por Joss Stone, e chegando a uma espécie de hino do #TeamJuliette, na voz do cantor Brenno.

MAIS CITADA NO TWITTER
Levantamento feito recentemente pela PRtech Knewin revelou que o nome da sister registrou mais de 460 mil menções, o que a colocou no posto de participante do BBB 21 mais citada no Twitter. Para a pesquisa foram analisados mais de 1 milhão de tuítes entre 31 de março e 11 de abril. Além disso, o estudo mostrou que a hashtag #teamjuliette chegou a 46.066 tuítes e a conta da participante, @freirejuliette, somou 58.125 tuítes.

Juliette também coleciona outras conquistas, antes mesmo da final do BBB, do qual é apontada como favorita. Recentemente, ela alcançou a posição de número 30 no ranking dos mil maiores influenciadores do Instagram no Brasil, feito pela Hype Auditor, que analisa dados da rede social.

Assim que entrou na casa do BBB, a advogada e maquiadora tinha pouco mais de 3 mil seguidores no Instagram – até o momento, Juliette já soma quatro vezes a população de toda a Paraíba, o seu estado.

Como é de praxe nas vezes em que Juliette vira uma nova casa no milhão de seguidores no Instagram, a equipe da participante publica uma arte feita em cima da foto da advogada e maquiadora. No último, feito na quarta (14), a equipe admitiu que não esperava crescimento tamanho: acabaram as fotos inéditas.

“A gente sabe que todo mundo espera por essas publicações e fotos já tradicionais de Juliette com o chapéu na cabeça, mas precisamos avisar que nosso acervo acabou. Usamos fotos de teste, reservas e, claro, as escolhidas pelo time. Não esperávamos esse crescimento todo, então não planejamos taaaantas fotos assim. Agora a gente que lute para as próximas conquistas!”, escreveu seu time.

Fabio Rios, CMO da Knewin, ressalta que as mídias sociais ocupam cada vez mais espaço na rotina de consumo e interação com conteúdo. Por isso, segundo ele, é imprescindível usar indicadores corretos e confiáveis para mensurar o impacto da exposição espontânea da marca em redes digitais na estratégia de comunicação, e ter a tecnologia como aliada.

“Curtidas, menções e compartilhamentos são alguns dos indicadores que podem ser trabalhados. O grande desafio, no entanto, é coletar informações em grande quantidade e em tempo real para mostrar um cenário completo para medir resultados no mundo digital e alavancar uma marca, por exemplo”, afirmou.

AWARENESS
Especialista em Gestão de Imagem Pública e sócio na agência de marketing de influência Tittanium Inc., Luciéllio Guimarães garante que o fenômeno Juliette é um conjunto de fatores. “A Rede Globo é um canhão ao projetar imagens e o BBB, historicamente, faz anônimos se tornarem conhecidos. Depois porque ela tem qualidades em sua personalidade e posturas pessoais que são aprovadas e admiradas pelas pessoas. E são milhares de pessoas tendo essa percepção”, afirma.

Para Guimarães, Juliette é um ‘terreno seguro’ onde se pode investir sem receios de danos. “Para as marcas que têm boas estratégias, ela será explorada para gerar awareness de produtos e serviços que queiram esse grande canal de exposição, e também para gerar conversão de vendas porque ela tem uma audiência muito engajada”, afirma.

E o sucesso de Juliette, tem hora, que extrapola o poder de uma personalidade. Outro dia, enquanto se maquiava, a sister improvisou uma escova de dentes como um pincel. “Amei esse pincel, Avon. Foi parceria com a Oral-B?”, brincou. “Vocês poderiam fazer uma escova assim. Parceria da Avon com a Oral-B. Eu ia rir”, completou. E as duas marcas – via Twitter  anunciaram a parceria e informaram que, em breve, divulgarão novidades

PONDERAÇÃO
Professor de Sociologia do Consumo da ESPM de São Paulo, Fábio Mariano Borges acredita que a ponderação, mostrada aqui no reality, é um dos fatores que faz Juliette chamar tanta atenção assim do público e da mídia.

“Muitos personagens eram ariscos, como Karol Conká, Lumena e o Rodolffo, que se envolveu em confusão pouco antes de deixar a casa. Juliette é o contraponto, ela representa a ponderação dentro deste universo”, afirmou.

Além disso, Borges garante que a ponderação é um caminho pelo qual o ser humano tem procurado ultimamente. “Um exemplo foram as eleições nos Estados Unidos, com a vitória de (Joe) Biden, que apresentou discursos e abordagens mais ponderados”, destacou.

Mas nem só de ponderação vive Juliette, alerta o professor da ESPM. Ele explica que, por de trás da personalidade da sister, existe também todo um aparato técnico, uma equipe. “Juliette tem 22 pessoas que cuidam das suas redes sociais, uma equipe que tem um conhecimento em algoritmo e em conteúdo, o que ajuda na comunicação”, contou. “O sucesso dela é uma combinação de variáveis”, completou.

Entretanto, Borges alerta: tem que tomar cuidado ao atribuir a Juliette uma áurea que muito provavelmente ela não tenha. “Estamos vendo uma situação laboratorial, onde o mercado publicitário está de olho no BBB e, dentro deste contexto, as pessoas que estão restando na casa, ela é uma que chama a atenção.”

16/04/21 – Vinícius Novaes – https://propmark.com.br/midia/que-poder-juliette-tem/

O meme é a mensagem

28 de Outubro de 2016 10h – Atualizado às 10:32

Gravena
Pedro Gravena, head de digital e inovação da Y&R

E se antes as propagandas mais marcantes tinham o poder de entrar nas conversas das pessoas, sobretudo através dos bordões publicitários, hoje parte da publicidade faz o caminho reverso, utilizando a web para identificar os assuntos mais quentes e assim estabelecer uma conexão com potencial para engajar ou impactar o público. Neste contexto, os famosos memes ganham destaque.

Isso significa que o mercado encontrou a fórmula infalível? Absolutamente não. Como qualquer outra apropriação ou referência, a abordagem precisa ser criativa e bem contextualizada, sobretudo para não virar mico ou piada… Ou quem sabe um meme sobre “como fazer algo ruim”.

Totalmente adaptado a esse curioso e dinâmico ecossistema da web, Pedro Gravena, head de digital e inovação da Y&R, fala sobre as peculiaridades dessa cultura de apropriação bem-humorada das conversas do público, além das oportunidades e desafios para as marcas e agências neste contexto. Confira:

Qual é o papel das redes sociais e particularmente da linguagem de memes no atual cenário da conversa entre marcas e pessoas?

Os memes são a nova conversa de praça. Os antigos jargões da propaganda funcionavam muito no contexto histórico de uma mídia principal (TV) pautando a conversa da praça. Hoje, com a entrada do digital e a formação de opinião através das redes sociais, qualquer um pode gerar conteúdo, e qualquer pessoa pode criar o próximo meme e ser o dono da conversa da praça. É nisso que as agências têm que ficar conectadas. O ideal é ficar com o dedo no pulso da cultura digital, tão conectado que um dia vamos poder gerar o próximo meme.

Qual a melhor maneira de saber se um meme é forte o suficiente para ganhar corpo numa campanha e sobreviver a conversas em todas as mídias possíveis?

O melhor caminho para saber se o meme encaixa numa campanha ou se ele tem força para gerar vários formatos é pensar pelo caminho inverso. A sintonia entre o meme e a campanha tem que ser determinada pela campanha, não pelo meme. Explico: o conceito da campanha vai dizer se ele permite que ela assuma o formato de meme. Conceitos mais sisudos, naturalmente expelem os memes, e conceitos mais soltos atraem. Depois de checar a sintonia entre conceito e meme, o melhor a fazer é testar, fazer um piloto, executar o meme de uma maneira simples assumindo o conceito da marca. No caso de Itaipava “Dia de Verão” foi isso que fizemos, um teste simples com uma locução adaptando o discurso do dia de maldade ao Dia de Verão, e espalhando nos nossos próprios contatos pelo Whatsapp. A aceitação foi imediata, e foi a partir daí que tivemos a ideia de expandir os formatos para radio e vídeo.

Quais são os desafios ao pegar carona em um meme?

Os desafios são muitos. Encontrar o meme certo para a mensagem certa é uma tarefa muito difícil. É uma questão delicada de sintonia entre os valores da marca e a linguagem utilizada. Temos sempre que lembrar que o meme é um formato vivo, que cresce com a participação das pessoas. E a participação das pessoas é incontrolável. Ter a ilusão de controle sobre um meme é o maio pecado que uma marca pode cometer. O formato do meme só se encaixa em marcas mais abertas ao diálogo. Se a marca é mais distante e fechada, o meme pode crescer e tomar um caminho de rejeição, por exemplo, e isso nenhuma marca, nem agência desejam.

O que é mais complicado? Acertar o timing da ação ou a sintonia da conversa?

Sem nenhuma dúvida acertar a sintonia. O timing também tem uma variável delicada, mas quem dita o timing certo ou errado é a sintonia. Se o meme está “atrasado”, mas abre um diálogo positivo com o consumido, ótimo. Se ele está no tempo certo e gera um ruído para a marca, é ruim. Prestando atenção na sintonia, o timing se ajusta.

Quais são as características das marcas mais suscetíveis a entra nessa linguagem de memes?

Sem dúvida as marcas mais abertas ao diálogo. Marcas que tem muitos “haters” podem se dar muito mal tentando absorver a linguagem dos memes. A razão de participar de uma conversa já estabelecida pode seduzir as marcas, mas no caso de marcas “pouco queridas” o tiro pode sair pela culatra.

Usar meme é uma tática perecível ou há muito caminho para ser desbravado pela frente?

Se é uma tática perecível não sei, sei que ela já tem mais de 10 anos de uso. Enquanto o meme fizer parte da cultura, ele funciona como um caminho possível para a propaganda.

http://adnews.com.br/internet/o-meme-e-mensagem.html

Marketing de Conteúdo cresce no Brasil, multiplica tráfego e leads

estratégia está presente em 70% das empresas, mas ainda carece de profissionais qualificados. Companhias estão dispostas a aumentar o orçamento da ferramenta para 2017

Por Roberta Moraes | 07/06/2016

Estratégia utilizada por 70% das empresas brasileiras, o Marketing de Conteúdo multiplica em até quatro vezes as visitas mensais a sites e em até cinco vezes a geração de leads e oportunidades de negócio. Os dados fazem parte do relatório Content Trends 2016, realizado pela Rock Content pelo segundo ano consecutivo, que aponta ainda que a ferramenta está se tornando uma estratégia cada vez mais utilizada pelas empresas brasileiras.

A amostra de entrevistados na pesquisa era composta, em sua maioria, por sócios/CEOs de empresas de menor porte (até 100 funcionários). As principais áreas de atuação foram: Agências de Marketing/Publicidade (21%), Consultoria (10,9%) e Software/Cloud/SaaS (10,7%). A pesquisa online foi realizada entre os dias 11 e 26 de abril e contou com a participação de 2.725 respondentes de todo o Brasil.

Em relação à última edição, a adoção ao Marketing de Conteúdo teve crescimento de apenas 1%, no entanto o valor investido está aumentando. Metade dos respondentes disseram que no último ano o investimento na estratégia aumentou e que o valor médio subiu para 28,1% do budget de Marketing. “Mesmo que o crescimento neste último ano tenha sido baixo, as empresas estão ampliando este investimento, o que mostra que tem uma preocupação maior em apostar no Marketing de conteúdo”, comenta Juliana Ribas, Analista de Marketing da Rock Content e responsável pela análise dos dados Content Trends, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Produção de conteúdo
Além do incremento no último ano, para o próximo o percentual de organizações que pretende aumentar o investimento é ainda maior: 67%. Apenas 5% desejam reduzir e a tendência é que 28% estabilizem o orçamento. A aposta nesta área tem como objetivo engajar a audiência com conteúdo relevante visando atrair, fidelizar e converter prospects, leads e clientes, criando uma percepção positiva da marca e gerando mais negócios.

Para produzir esse material diferenciado é preciso encontrar profissionais capacitados e essa é uma das principais deficiências do mercado. A maioria das empresas participantes da pesquisa (60%) conta apenas com uma equipe interna dedicado ao Marketing de conteúdo. Pouco mais de 20% utilizaserviço terceirizado e 18% aposta em um sistema híbrido, com produção interna e conteúdo de feito por agências.

Entre as empresas que mantém um setor para a estratégia, as funções mais citadas foram: Analista de Marketing (34,2%), Analista de redes sociais (31,1%) e Gestor/Produtor de conteúdo (30,7%). Por outro lado, apesar da importância de uma estratégia de Search Engine Optimization para garantir o sucesso do Marketing de Conteúdo, apenas 9,7% afirmaram contar com um Analista de SEO.

Equipe qualificada
Por se tratar de uma ferramenta nova no Brasil, muitos profissionais ainda estão engatinhando na área, pois falta formação específica. Contar com uma equipe qualificada é essencial para garantir uma ação mais assertiva, no entanto, a maioria das empresas (57,1%) afirmou que não exigem treinamento ou certificação entre os especialistas. Apenas 42,9% exigem algum tipo de capacitação. Entre essas, metade se considera bem-sucedida.

No mercado já existem treinamentos gratuitos cujas certificações são exigidas por algumas empresas. “Aqui na Rock Content trabalhamos com produção própria e de terceirizados. Todos os colaboradores, independente de área de atuação, precisam ter o certificado de Inboud Marketing da Hubspot, além da certificação em Marketing de Conteúdo da própria Rock Content. Além disso, semanalmente realizamos a Escola da Rock, em que todos os funcionários podem ensinar algo para os outros, além de treinamentos periódicos. Essa é uma preocupação muito grande na empresa, pois é um dos nossos pilares que composto por ensinar, resolver e aprender”, pontua Juliana Ribas.

Apesar das empresas já terem percebido a importância da estratégia nos negócios, o mercado ainda carece de pessoas capacitadas para implementá-la com eficiência. Na maioria das empresas (44%), a responsabilidade é de apenas um funcionário, que fica encarregado de escrever para o blog, preparar e-books, gerenciar perfis nas redes sociais entre outras atividades. Há também a baixa presença de especialistas em SEO (Search Engine Optmization): apenas 9,7% das equipes de marketing de conteúdo contam com um deles. Além disso, o ROI (Return Of Investment) também é relegado: as empresas que o medem somam apenas 38,7% dos participantes. Ainda segundo a Content Trends, organizações que entendem e monitoram seu ROI se consideram 58% mais bem-sucedidas.

Regularidade
Os principais objetivos de Marketing de Conteúdo em 2016 são: geração de leads (63,5%), vendas (56,2%) e reconhecimento da marca (55,9%).  No ano passado, o objetivo mais citado foi fidelização de clientes, que nesta edição ficou na quinta posição (49,7%). Para alcança-los é preciso manter uma regularidade na publicação de conteúdo para manter o diálogo com o público e manter a recorrência de visitas. A frequência, no entanto, ainda é baixa no Brasil. A maioria dos entrevistados (44,7%) afirmou que publica até quatro conteúdos por mês. As postagens regulares, no entanto, poderiam garantir o tráfego almejado.

Ao analisar a média de visitas por volume mensal de publicação, o relatório mostra que quem publica mais (acima de 13 postagens) consegue o dobro do tráfego em relação àqueles que publicam até 12 conteúdos. Apesar de a média de publicações mensais ainda ser baixa, há uma tendência entre as empresas brasileiras de ampliar este número. Na primeira edição da Content Trends, 68% dos respondentes afirmaram ter aumentado o volume de conteúdo entre os anos de 2014 e 2015. Neste ano, essa porcentagem foi ainda maior: 74,8% das empresas afirmaram que o número de conteúdos publicados cresceu entre 2015 e 2016.

Uma das principais dificuldades das empresas que apostam neste tipo de estratégia está em compreender o funil de vendas, apenas 40% afirmaram ter bom entrosamento. Entender o momento em que o shopper está é fundamental para saber qual tipo de conteúdo oferecer e, ainda qual o formato: e-book, post em redes sociais, vídeos, webinars, entre outros.

O aprofundamento do material varia à medida em que o prospect está mais familiarizado com o tipo de material. De acordo com os respondentes que afirmaram conhecê-lo bem ou muito bem, os três formatos de conteúdos mais eficazes no topo de funil são: posts em blog (60,4%), posts em redes sociais (58,9%) e vídeos (35,7%). No meio do funil, e-books/whitepapers (43,1%), webinars (39,9%) e vídeos (39,1%) foram selecionados como os formatos mais eficazes. No fundo, quando o prospect avalia as opções de fornecedores da solução que ele precisa, as táticas escolhidas como mais eficazes foram os webinars (45%), os estudos de caso da sua empresa (43%) e os eventos presenciais (40,2%).

https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/36320/marketing-de-conteudo-cresce-no-brasil-multiplica-trafego-e-leads.html

Millward Brown anuncia previsões para mercado de digital e mídia em 2016

A Millward Brown realizou um estudo e divulgou suas previsões para as áreas de mídia e digital em 2016. A importância do contexto, o marketing de conteúdo e as novas plataformas de vídeo para mobile e a TV conectada são algumas das tendências abordadas no estudo.

Confira abaixo o que a empresa considera como sendo sete tendências para este ano:

1 – Muito além do online e do mobile, nasce o marketing de contexto:  em 2016 os profissionais de marketing planejarão a mídia online e mobile de forma mais sofisticada, buscando incrementar as sinergias do mídia mix. Eles reconhecem os diferentes contextos nos quais os seus conteúdos são consumidos e esse ano irão diferenciar o consumo de mídia pela forma que os usuários interagem com o conteúdo e não por plataforma.

2 – Marcas inteligentes repensarão como criar anúncios eficazes para o mobile: o segmento continuará sendo atraente para marcas e consumidores, à medida que a conexão de internet se torna mais rápida e as telas dos smartphones ficam maiores e melhores. Se as marcas quiserem causar um impacto significativo em 2016, será essencial que considerem o mobile logo no início do planejamento e do processo criativo, principalmente em formato de vídeo. O desafio estará em superar a baixa receptividade dos consumidores e entender como chegar ao público de uma maneira que seja relevante para a marca e com maior aceitação do target.

3 – O Header Bidding impulsionará mudanças na compra programática: a eficiência da ferramenta vai gerar uma onda gigante de mudança por todo o cenário do marketing digital. Em 2015, as principais empresas de publicidade digital adotaram o CPM visualizável (vCPM), o que significa que os anunciantes pagariam apenas por impressões visualizáveis, ao invés de pagar por todas as impressões distribuídas. O header bidding ou o pre-bid é a mais recente tendência em compra programática. E os CPMs visualizáveis precisam encontrar seu lugar nesse contexto.  À medida que a adoção de impressões visualizáveis migrar para publishers e plataformas menores, a indústria será pressionada a entrar em um acordo sobre ter uma definição mais específica de viewability.

4 – A TV Conectada não eliminará a publicidade em TV tradicional em 2016: apesar da profunda mudança nos hábitos de consumo de conteúdo audiovisual, não acreditamos na fuga dos investimentos em propaganda ainda esse ano. A publicidade segmentada na TV otimizará o investimento ao entregar o anúncio apenas para os domicílios mais relevantes. E também oferecerá às pequenas marcas locais a oportunidade de usar a TV para anunciarem. No entanto, o ano de 2016 será um ponto decisivo em visualizações de conteúdo em vídeo que representarão implicações reais para o futuro da publicidade na TV.

5 – Marcas desperdiçam bilhões quando não adaptam as criatividades de seus vídeos para diferentes formatos: muitos profissionais de marketing ainda não sabem lidar com a nova matriz de formatos de publicidade em vídeo (TV tradicional, TV conectada, mobile e desktop), causando desperdício de boa parte do orçamento de mídia. A publicidade online será o formato com crescimento mais rápido em 2016, porém, hoje em dia muitos vídeos online ainda são comerciais de TV readaptados que não necessariamente foram testados para o online. Dentro do espaço online, a necessidade de ser interessante, evitar resistência e gerar impacto da marca nos primeiros 2, 5 ou 10 segundos também apresenta três desafios criativos estruturais muito diferentes.

6 – O marketing de conteúdo na pauta do alto escalão: cada vez mais, as marcas têm se tornado criadoras de conteúdo e por isso a plataforma será destaque na agenda corporativa em 2016. É importante lembrar que para ter sucesso com o marketing de conteúdo é preciso oferecer algo de relevante. Marcas que contarem histórias cativantes atrairão audiência, desde que o conteúdo seja apropriado para elas. Para conseguir ser autêntico e convincente em uma plataforma de um publisher, por exemplo, a marca anunciante precisará encaixar-se no mesmo contexto do veículo.

7 – O marketing focado na jornada de compra do consumidor unificará as vendas e o planejamento de mídia: em um mercado cada vez mais dinâmico e digital, os profissionais de ambas as áreas trabalharão juntos para alcançar objetivos de vendas e de construção de marca. Diferentes tecnologias e plataformas digitais transformaram tanto o comportamento do consumidor quanto a forma de fazer negócios, de forma que já não podemos tratar um separadamente do outro. Em 2016, os profissionais de marketing terão que alinhar os pontos de contato entre mídia e vendas.

O conteúdo completo das Previsões 2016 para Mídia e Digital da Millward Brown pode ser baixado no site da empresa (clique aqui).

Redação Adnews – 28 de janeiro de 2016 · Atualizado às 13h30

http://www.adnews.com.br/midia/millward-brown-anuncia-previsoes-para-mercado-de-digital-e-midia-em-2016

Fusão entre o on e o offline ainda desafia marcas

As barreiras entre o on e offline estão cada vez mais diluídas, com atividades do cotidiano permeadas de ares digitais e a tecnologia fazendo parte de praticamente todos os momentos da vida. Isso é resultado nítido do aumento do consumo de equipamentos eletrônicos dos mais diversos tipos, todos conectados à internet. Segundo uma pesquisa encomendada pelo Google à TNS, 29% dos brasileiros já têm um smartphone, índice que salta para 45% se o universo é restringido para jovens de 16 a 34 anos.  O país possui atualmente mais dispositivos móveis do que computadores, posicionando-se como um dos principais mercados para as companhias de telecomunicações.

O primeiro efeito disso é a alta do consumo de conteúdo virtual: 13% de todo o volume de dados transmitido em 2013 partiu de smartphones e tablets, o que representa um crescimento de 12 vezes em três anos. O fenômeno de convergência entre o real e virtual fica mais evidente no momento em que um motorista lança mão de um aplicativo de geolocalização enquanto dirige por estradas e ruas de uma cidade, ou quando crianças passam a utilizar tablets para praticar a velha brincadeira de desenhar e pintar.

O relacionamento estabelecido entre o consumidor e o mundo, a partir das lentes dos seus dispositivos, lança desafios de Marketing para as companhias. Manter a presença digital de qualidade, a partir desse contexto, exige muito mais do que manter um site. Torna-se necessário trabalhar na adaptação às diferentes plataformas para, assim, gerar valor para o consumidor, que se acostumou com a gratuidade da internet. “Estamos em uma nova fase da revolução da informação, iniciada com a criação do transistor em 1960. Num primeiro momento, criou-se o mundo online e, nesse segundo, o virtual se une de forma indissociável ao mundo real”, aponta Ricardo Longo, Diretor Geral da Onoffre Consulting, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Operação instintiva é uma necessidade
Assim que surgiram, os computadores eram restritos para o uso de pessoas altamente treinadas, que traduziam a linguagem humana para códigos e vice-versa. O uso foi se tornando intuitivo aos poucos, até a popularização do mouse e do teclado. A palavra de ordem agora é adotar interfaces simples e naturais, que passam a ser controladas por toque, gesto, voz e até impulsos elétricos dos músculos de usuários. É o caso da pulseira que identifica os movimentos e permite interação com computadores, tablets, smart TVs e videogames. “Estimulando uma área mais primitiva da evolução do cérebro, o processo de aprendizado se torna mais fácil, o que permite que bebês, idosos e até gatos interajam de forma instintiva com estes equipamentos”, pontua Ricardo Longo.

O corpo humano começou a se aproximar das máquinas a partir do advento das tecnologias vestíveis, próteses computadorizadas e impressoras 3D. O Google Glass, por exemplo, é o precursor de uma categoria que permite ao seu usuário buscar informações em tempo real por comando de voz, movimentos dos olhos e sensores de movimentos. “Estamos entrando em uma era de superpoderes, com cálculos infinitos na palma das mãos, visão além do alcance, possibilidade de comunicação em qualquer idioma, memória infalível ou olhos biônicos, que fornecem mais informação sobre o que estamos vendo”, comenta o Diretor da Onoffre Consulting.

Presença digital das marcas
Os equipamentos ampliam as funções naturais do corpo e, consequentemente, expandem as chances de entrega e de interação das marcas com seus clientes. Cabe às companhias eleger os canais mais relevantes e adequar o formato e funcionalidade da plataforma para cada ponto de contato. “No ano 2000, gerenciar bem a área digital se restringia a ter um bom website. Com a união dos mundos on e off, o trabalho ficou mais complexo, porque não adianta querer replicar o mesmo formato em todos os canais. Cada um deles exige uma adaptação. Não adianta ter um aplicativo, por exemplo, que não faça mais que um site”, diz Ricardo Longo.

A presença digital de uma marca deve estar adaptada também para os sistemas operacionais, como o iOS e o Android, além de precisar levar em consideração os diferentes formatos de equipamentos e os momentos de acesso do consumidor. Fora todo esse aspecto técnico, o conteúdo merece atenção especial. É ele que fará a companhia vencer na disputa pela atenção dos internautas. Já não é mais suficiente apenas estar visível, presente na web. “Ter um canal no YouTube vazio é pior do que não ter. À companhia, basta estar nos canais que fazem sentido para ela e suprir as expectativas neles. Nenhum dos pontos de contato pode ser estático. A internet exige dinamismo, vida. O trabalho só tende a crescer, quanto mais canais surgirem”, diz o Diretor.

O desafio não para na produção do conteúdo. Estende-se também para a maneira como ele será oferecido ao consumidor. Em vez de aguardarem que seus clientes interajam com as publicações ou os produtos, as marcas é que assumem o papel de se aproximarem ativamente deles. Isso pode acontecer, por exemplo, por meio do uso da tecnologia de geolocalização em uma loja, permitindo direcionar mensagens relacionadas a ofertas e promoções a consumidores que estejam em determinada seção. Esse mesmo recurso pode funcionar para atrair alguém que passeia no corredor de um shopping para dentro do ponto de venda. “O smartphone em si não é mobile, as pessoas é que são. Elas estão em constante movimento e sempre com um celular a poucos centímetros de si”, comenta Ricardo Longo.

M-commerce vai além dos dispositivos móveis
Ao contrário do que o nome indica, o m-commerce não se restringe ao ato de comprar em uma loja virtual por meio de um dispositivo móvel. A prática vai além e está muito mais ligada a uma releitura do varejo físico. As lojas nos moldes tradicionais sempre exigiram dos frequentadores que se deslocassem até seu endereço e procurassem manualmente entre as gôndolas e araras os produtos que mais lhes interessassem.

O mobile-commerce funde a experiência física do ponto de venda com as praticidades do online. Não existem mais fronteiras entre um mundo e o outro. No início dos anos 2000, para acessar a internet era necessário ir até um computador ligado à uma conexão discada e se sentar. Hoje em dia, não conseguimos mais determinar se a pessoa está em uma atividade online ou offline. “Mesmo durante uma compra física os consumidores consultam preços, atributos do produto e outras lojas por meio do smartphone”, avalia o Diretor.

A C&A disponibilizou araras que permitiam que o cliente curtisse a peça exposta e a compartilhasse, simultaneamente, em sua rede social. Já os supermercados Pão de Açúcar e Zona Sul expuseram gôndolas virtuais em shoppings e estações de metrô. Todas estas ferramentas tentam dialogar de forma mais próxima com este consumidor conectado. Logo, o varejo tradicional deve incluir QR Codes com informações detalhadas de produtos e até mesmo estoques virtuais que permitam ao consumidor finalizar a compra de um produto que esteja em falta e recebê-lo em casa.

Cada vez mais as empresas precisarão entregar além do sua oferta, conteúdos relevantes para o consumidor. O grande desafio é lidar com pessoas que se acostumaram à gratuidade de downloads que passaram a substituir serviços e produtos que antes eram pagos. É o caso do GPS, que custava cerca de R$ 300,00 e, rapidamente, foi substituído por aplicativos grátis. Os aparelhos de DVD e de videogame seguem o mesmo caminho, ao serem trocados por jogos e filmes salvos em arquivos, assim como as ligações internacionais, que agora podem ser feitas por meio de programas como Skype e Viber. “As empresas se perguntam como precificar para quem já se acostumou a não pagar. Só existe um caminho: criar valor. No futuro, todas as empresas devem se reinventar como software”, diz Ricardo Longo.

Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 22/08/2014

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