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Marketing Digital e Douglas Souza: o que podemos aprender com esse ícone e utilizar em nossos negócios?

Douglas Souza representa a seleção brasileira masculina de vôlei nas Olimpíadas de Tóquio 2020 e é um fenômeno nas mídias sociais1Shares1

Douglas foi campeão pela mesma seleção em 2016, porém, só viralizou agora. O jogador é natural de Santa Bárbara d’Oeste (SP) e foi recentemente vice-campeão da Liga Mundial de Vôlei e o primeiro jogador da seleção masculina brasileira de vôlei a se declarar gay, em 2018.

instagram.com/douglasouza/ tem feito muito sucesso nas mídias sociais, onde em menos de uma semana, conquistou mais de dois milhões de seguidores só no Instagram, com postagens e vídeos bem-humorados, tornando-se o jogador de vôlei mais seguido do mundo e considerado a nova Juliette Freire (ex-BBB que conquistou o coração de todo Brasil).

Adoro seguir o Douglas no Instagram e fiquei refletindo: o que sua marca pode aprender com ele para bombar nas redes? Trouxe para vocês algumas estratégias bem-sucedidas desse jogador icônico, para você se inspirar e aplicar nas redes sociais de sua marca.

Autenticidade e vulnerabilidades

O que torna Douglas Souza um fenômeno é a sua personalidade única e não ter medo de mostrar que ele é “gente como a gente”. Os usuários do Instagram estão cansados de ver vidas perfeitas, pessoas intocáveis, e Douglas traz uma conversa gostosa e informal com sua audiência, principalmente em seus stories, trabalhando de maneira muito bem-humorada.

Ele mostra seus acertos, seus erros (por exemplo, no segundo jogo da seleção masculina de vôlei, disputado com a Argentina, Douglas erroneamente pediu para rever o lance, achando que o juiz tinha errado o ponto ao adversário e assumiu que ficou com muita vergonha disso).

Ele também compartilha as músicas que escuta no momento, de maneira leve e verdadeira, sem deixar de manter seu profissionalismo, afinal, Douglas é um dos melhores jogadores do Brasil na atualidade.

Trabalhe com humor

Humor é um sentimento universal positivo e mexe muito com o nosso inconsciente. Temos diversos jogadores de vôlei produzindo conteúdo, mas o que vai marcar e ficar na mente dos usuários são aqueles que sabem trabalhar com sentimentos universais (preferencialmente os positivos).

Ao mostrar o perrengue e as filas para pegar a roupa lavada na concentração (há dias ele tenta pegar suas roupas), pular na cama de papelão para mostrar a sua resistência, as brincadeiras com os jogadores mais sérios do vôlei, comparar sua bagunça com a do jogador Borges (que ele chama de Jorges), que divide o mesmo quarto que ele, “trolagens” com os jogadores e várias outras. Douglas é uma fábrica de meme.

Logo, sua marca precisa entender como trabalhar com sentimentos universais positivos com seu público, principalmente utilizando o humor.

Mostre bastidores

Douglas entende muito bem o que a sua audiência quer ver, vai lá e mostra. Foi o caso da cama feita de papelão: ele fez questão de pular na mesma, a qual fez um barulho que estava quebrando.

Ele também mostra os treinos da Seleção, seu casamento, o calor de Tóquio, os perrengues da lavanderia e dos bastidores da vida dos jogadores nas Olimpíadas.

Logo, empresa, é importante que você entenda o que sua audiência tem curiosidade em ver, de modo que sua marca se torne mais próxima do público.

Utilize todos os recursos no Instagram

Douglas Souza mescla sua publicação com stories (caixinha de perguntas e respostas, interação com público, bastidores e humor), reels (bastidores, humor e trechos de sua atuação na seleção e no time que joga), postagens no feed (parceria com as marcas e seu trabalho na seleção). Além do mais, Douglas também comunica no Instagram seus vídeos novos no YouTube e, ao mesmo tempo, conversa com sua audiência para entender suas necessidades.

De nada adianta montar uma personagem nas mídias e ser uma pessoa totalmente diferente longe das telas. Douglas mostra coerência entre a vida on-line e offline.

Trabalhe o pygital (físico e on-line)

Além disso, ele tem trabalhado a sua marca não apenas no Instagram, mas também fechou contrato com uma assessoria de imprensa, que o auxiliará a fazer pontes com outros profissionais e marcas que tenham sinergia com sua marca pessoal.

Douglas Souza nos mostra que é possível, sim, ser profissional e, ao mesmo tempo, não perder a sua essência: ser rápido, preciso e fundamental nos jogos da seleção de vôlei, sem deixar de arrancar boas risadas e gerar conteúdo e entretenimento para sua audiência.

Artigo por Mariana Munis, Heidy Orui – 27/07/21 – Marketing Digital e Douglas Souza: o que podemos aprender com esse ícone e utilizar em nossos negócios? (adnews.com.br)

O poder dos influenciadores digitais para o varejo

O marketing de influência pode ser usado para aumentar a presença digital, atingir maior número de pessoas e promover novas experiências aos usuários

Não é de hoje que as marcas do varejo usam os influenciadores digitais em suas estratégias de marketing. E esse movimento vem crescendo cada vez mais nos últimos tempos, já que o recente infográfico da GlobalWebIndex mostra que o repúdio à publicidade na internet leva a quase metade dos usuários a bloquearem anúncios, devido aos seguintes motivos: grande volume de anúncios; anúncios irritantes ou irrelevantes; anúncios invasivos demais; anúncios com vírus ou bugs; rejeição a anúncios personalizados.

Além disso, um estudo do instituto de pesquisa Nielsen mostra que 92% dos consumidores têm mais confiança em recomendações de outras pessoas do que nas indicações feitas pelas próprias marcas e que os influenciadores digitais brasileiros são capazes de entregar onze vezes mais retorno do que mídias tradicionais. Uma pesquisa da PwC também aponta que 77% dos consumidores brasileiros entrevistados disseram que informações obtidas nas redes sociais influenciaram suas compras. A empresa de pesquisa Qualibest também trouxe um dado importante que mostra o quanto os brasileiros se deixam influenciar pelos conteúdos nas redes. De acordo com o levantamento, 84% dos consumidores já descobriram produtos por meio de criadores de conteúdo. Outros 73% afirmaram que já compraram algo pela indicação do influenciador que segue. Enquanto 55% pesquisam opiniões dessas pessoas antes de fazer a compra.

Dessa maneira, muitos varejistas têm apostado no marketing de influência para aumentar a sua presença digital, alcançar o maior número de pessoas com seus conteúdos e proporcionar novas experiências aos usuários, os quais aceitam cada vez menos conteúdo sem autenticidade e sem aderência com seus valores. Com uma linguagem cada vez mais natural, espontânea e lúdica, esse tipo de publicidade ganha inserções na vida pessoal do influenciador, cria uma relação ainda maior de proximidade das marcas com os consumidores e transmite informações com credibilidade ao público alvo.

A escolha do influenciador certo

O primeiro passo para escolher um influenciador é selecionar os perfis e entender quais deles têm a maior conexão e que possuem conteúdos que representam a sua marca. Depois disso é necessário definir o perfil da audiência e os objetivos à sua campanha. Isso inclui avaliar a mídia que deseja impactar (Facebook, Instagram, TikTok, Youtube ou outros), o formato de conteúdo que prioriza (vídeos ou fotos), o budget para a campanha e quais resultados deseja atingir (aumento de vendas, brand awarness, institucional, lançamento de campanhas, produtos ou serviços, etc). Após de entender a relação do influenciador com a sua audiência, o próximo passo é definir o melhor perfil, o “tamanho” do influenciador digital: micro-influenciador, macro-influenciador, celebridade ou especialistas. É fundamental decifrar as métricas obtidas em sua ação. Ademais, dentro das mídias sociais, os principais resultados que temos são: alcance dos posts; impressões dos conteúdos gerados; curtidas da audiência; comentários do público-alvo; posts salvos pelas pessoas e compartilhamentos.

Exemplos de ações de marketing de influência no varejo

  • Unboxing: esse é o nome dado à ação que os influenciadores digitais fazem quando eles transmitem por vídeo a abertura de caixas que receberam de empresas. O varejista pode enviar também em parceria com seus alguns brindes, sampling ou produtos para criadores de conteúdo.
  • Criação de conteúdos especializados: fazer parcerias com influenciadores digitais para criação de conteúdos especializados pode ser uma maneira muito útil da sua marca ser reconhecida como autoridade em um determinado segmento. Por exemplo, um sommelier pode fazer lives ou até mesmo escrever e-books sobre vinhos para download nas suas redes sociais.
  • Divulgação de campanhas e eventos: enviar um press kit ( kit de imprensa) para os influenciadores contendo as principais informações sobre uma campanha ou evento é uma maneira eficiente de aumentar o alcance da disseminação da informação ao público-alvo.
  • Vouchers de desconto: é possível criar links personalizados que direcionem o seguidor diretamente para o seu site ou e-commerce ou, então, oferecer descontos especiais com o nome do influenciador.

 de Fernanda Dalben – 28 de julho de 2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/07/28/o-poder-dos-influenciadores-digitais-para-o-varejo

Facebook e Instagram anunciam novas formas para ajudar criadores a monetizar

As atualizações de hoje são parte dos esforços para apoiar criadores enquanto constroem suas carreiras nas plataformas do Facebook e Instagram. Eles estão fazendo um progresso incrível e teremos mais informações para compartilhar nos próximos meses.

Na sessão de abertura do Creator Week, Mark Zuckerberg compartilhou algumas atualizações e disse: “Nosso objetivo é ser a melhor plataforma para criadores de conteúdo como vocês ganharem dinheiro. E, se você tem uma ideia que deseja compartilhar com o mundo, você deve ser capaz de criá-la e divulgá-la com facilidade e simplicidade – no Facebook e no Instagram – e então ganhar dinheiro com seu trabalho”.

Como o Facebook e o Instagram ajudam você a ganhar dinheiro

No Facebook, eles ampliaram os produtos de apoio aos fãs (como Assinaturas de fãs e Estrelas), disponibilizando-os para ainda mais criadores de conteúdo. Como por exemplo:

Assinaturas de fãs: os fãs podem demonstrar apoio direto a você por meio de pagamentos recorrentes mensais. Agora, qualquer Página nestes mercados que atenda os critérios de qualificação poderá se inscrever aqui.

Estrelas: as Estrelas são ótimas para ajudar você a obter receita nos streams ao vivo. Seus fãs podem comprar Estrelas e enviá-las para você nos comentários. Além disso, agora é possível definir metas de Estrelas, adicionar cartões de agradecimento automáticos e outras ferramentas no Estúdio de Criação. Os criadores de conteúdo nestes mercados podem expressar interesse e começar aqui.

Os anúncios in-stream continuam evoluindo no Facebook, permitindo que você monetize mais tipos de vídeo com anúncios. Entenda mais abaixo:

Anúncios em vídeos curtos: use anúncios de imagem e post-roll para monetizar conteúdo de 60 a 180 segundos de duração com anúncios de imagem e post-roll. Estamos testando esses dois formatos de anúncio sem interrupção em vídeos curtos envolventes, além de investir em soluções de monetização para conteúdo de longa duração.

Anúncios para vídeos ao vivo: agora, os vídeos ao vivo podem ser usados para anúncios de uma maneira totalmente nova. Monetize vídeos transmitidos ao vivo e permita anúncios mid-roll no seu stream ao vivo enquanto o stream é exibido em uma janela menor.

Novas experiências de anúncio: estamos trabalhando para aumentar os pagamentos gerais dos criadores de conteúdo no Watch. Por exemplo, estamos testando uma opção que permite que as pessoas comecem a assistir aos vídeos no Feed de Notícias e continuem assistindo no Watch após visualizarem um anúncio curto.

Também eles estão ampliando o acesso para criadores de conteúdo do Facebook e Instagram para o Gerenciador de Colaboradores da Marca, que ajuda você a encontrar parceiros de marca em potencial e colaborar com eles.

Para criadores de conteúdo que organizam eventos online, eles começaram a convidar Páginas do Facebook para uma nova forma de monetização, chamada eventos online pagos.  Nela, há uma cobrança de uma taxa única de acesso quando os convidados se inscrevem para participar do evento. Em breve, teremos mais novidades para compartilhar.

Recentemente, também foi anunciado algumas atualizações interessantes sobre maneiras de ganhar dinheiro por meio do Instagram Live e IGTV. De início, ainda estão testando os selos no Instagram Live. Eles podem ser comprados pelos visualizadores que desejam demonstrar apoio aos seus criadores de conteúdo favoritos. Os fãs que comprarem selos no Live ficarão em destaque nos comentários e desbloquearão recursos adicionais, incluindo inclusão na lista de detentores de selos do criador de conteúdo e acesso a um coração especial.

Eles ainda introduziram anúncios no IGTV para dar apoio aos criadores de conteúdo, compartilhando a receita do anúncio. Os anúncios de vídeo serão desenvolvidos para dispositivos móveis, com até 15 segundos de duração. Ainda estão testando várias experiências nos anúncios do IGTV com um grupo pequeno de criadores de conteúdo e anunciantes nos EUA. E ampliaram o recurso aos poucos conforme aprimorarmos a experiência.

No começo deste mês, também foi apresentada ótimas novidades sobre as Lojas do Facebook além dos investimentos que temos feito em recursos como a loja do Instagram, compras ao vivo e muito mais, facilitando a compra e venda online. Os criadores de conteúdo e as marcas poderão marcar os produtos em suas Lojas ou no catálogo do Facebook antes de disponibilizá-los online. Esses produtos serão exibidos na parte inferior do vídeo para que as pessoas possam tocar facilmente neles para saber mais informações e comprar.

Melhorias no novo Estúdio de Criação

É provável que você já saiba gerenciar, publicar e monetizar vídeos em uma única localização centralizada usando o Estúdio de Criação. O Facebook acaba de compartilhar as melhorias feitas na experiência do Estúdio de Criação com o aplicativo de criação e agendamento de publicações no Estúdio de Criação, e a possibilidade de entrar no Estúdio de Criação usando as credenciais do Instagram, além de novas informações.

Agora, estão ampliando informações de vídeo com o Estúdio de Criação para ajudar você a controlar mais seu conteúdo. Você encontrará informações mais detalhadas no novo painel de detalhes de vídeo no Explorer, além de métricas por hora para seus vídeos.

Nicole Fanti Siniscalchi – 09/06/2021 – Como o Facebook e o Instagram ajudam você a ganhar dinheiro (adnews.com.br)

Instagram passa a fornecer novas métricas para Reels e lives

Dados sobre visualizações, alcance, usuários e compartilhamento agora estão disponíveis para que os criadores do Instagram possam acessar

Nesta segunda (24), o Instagram anunciou o lançamento de novas métricas para o Reels e as transmissões ao vivo realizadas na plataforma. A novidade permite que os criadores saibam mais sobre o desempenho de seus conteúdos e sobre o público que os assiste. Segundo a rede social, durante o ano haverão mais aperfeiçoamentos nas funções de vídeo e opções de monetização.

As informações liberadas para o Reels são o número de reproduções, contas alcançadas, curtidas, comentários, vezes em que o conteúdo foi salvo e compartilhamentos. Para as lives, métricas sobre contas alcançadas, visualizações simultâneas, comentários e compartilhamentos. O Instagram ainda acrescentou que afirmou que está trabalhando para que os dados sobre o alcance sejam mais apurados.

Além disso, o Instagram pretende aumentar o acesso às métricas, dando informações sobre períodos de tempo diferentes. Atualmente, são duas opções disponíveis: 7 e 30 dias, deverão ser adicionadas mais três, sendo elas: últimos 14 e 90 dias, e mês anterior. A rede social ainda deve trazer as métricas dos Stories e Feed para a versão desktop.

Reels Instagram métricas
Instagram/ Divulgação

“Os criadores sempre estiveram no centro do Instagram e são uma verdadeira inspiração para a comunidade. É importante para nós que eles possam contar suas histórias, construir uma audiência e desenvolver seus negócios na plataforma”, declarou Gonzalo Arauz, Diretor de Parcerias do Instagram para a América Latina.

As métricas adicionadas se juntam às outras já disponíveis na rede social, como as do Feed, Stories e IGTV. Elas devem ajudar os criadores de conteúdo a entender melhor a audiência e quais conteúdos tem bom desempenho de forma mais simples.

Heidy Orui – 25/05/2021 – Instagram passa a fornecer novas métricas para Reels e lives – ADNEWS

Marketing sensorial impulsiona experiência no digital

Ana Erthal, especialista em comunicação multissensorial da ESPM, e Flávio França, fundador e CEO da Media Glass, abordam as oportunidades criadas por estratégias que exploram os sentidos humanos

Os cinco sentidos humanos – visão, olfato, paladar, audição e tato – podem ser grandes aliados do marketing. Isso porque, com o uso de estratégias de persuasão que envolvem os sentidos, as marcas se tornam capazes não só de envolver o consumidor, como criar memórias e vínculos afetivos com seu público, além de estimular a compra por impulso. Essa é a premissa básica do marketing sensorial, como explica Ana Erthal, especialista em comunicação multissensorial da ESPM e autora do livro “A comunicação Multissensorial, compreendendo modos de sentir”.

Realidade virtual e wearables são trunfo da Media Glass para aplicar marketing sensorial (Crédito: Divulgação)

“O principal objetivo do marketing sensorial é criar essa memória – de um odor, uma cor, um som, um sabor ou texturas – que faça distinções entre as marcas. Afinal, nossas memórias mais marcantes advêm dos nossos sentidos e essas experiências criam registros objetivos e afetivos a longo prazo. Essa recorrência de memória afetiva pode ser um fator no momento da decisão de compra ou de influência social”, conta a especialista.

Essa estratégia de diferenciação ganha ainda mais força em um contexto de alta exposição a informações, como o da sociedade moderna. Em 2014, uma pesquisa da Media Dynamics apontou que um indivíduo é exposto, em média, a 362 anúncios por dia. Nesse sentido personalização e a experiência são fatores chave na fidelização. Exemplos bem-sucedidos do uso do marketing sensorial estão espalhados pelo mercado, como o uso da sonorização dos pontos de venda feito pelas lojas Starbucks, a odorização de lojas, embalagens e produtos da Melissa e até patenteados, no caso do som das motos Harley Davidson.

Melissa é exemplo de marca que faz uso do marketing sensorial (Crédito: Divulgação)

Tecnologia aliada aos sentidos

Esse potencial de criar experiências tem chamado atenção das martechs, que usam a tecnologia para dar um passo além na interação com os sentidos. A MediaGlass, por exemplo, conta com um portfólio de serviços que abrange aplicativos de realidade aumentada e virtual para experiências imersivas, em 360º e para óculos inteligentes. “Essas aplicações possuem a capacidade de impactar os sentidos, principalmente na questão do visual, gerando experiências imersivas que integram áudio e vídeo”, conta Flávio França, fundador e CEO da companhia.

Com os wearables, eles já desenvolveram projetos para museus como MAM Rio, Masp e Museu do Futebol. Além disso, a startup vem investindo na virtualização de lojas, reproduzindo a experiência das unidades físicas no universo digital. “As martechs investem em estratégias sensoriais pela abordagem da experiência: o cliente vivencia, interage, avalia e compartilha a experiência da marca/serviço ou produto”, analisa Ana Erthal.

Limites físicos

As restrições causadas pela pandemia da Covid-19, naturalmente, impactaram as estratégias de marketing sensorial que precisaram encontrar caminhos para continuar cumprindo seu papel no digital. Mas, para a especialista em comunicação multissensorial da ESPM, as redes sociais e o marketing de influência podem ser aliados nesse processo. Segundo a professora, a experiências vivenciadas e divididas nas redes podem representar as sensações que os usuários também desejam ter.

“O consumidor deseja materializar as cenas que vê, ele idealiza e projeta seus desejos a partir das imagens. No processo de compra, ele pode ser seduzido por uma imagem e, a partir dela, há um longo protocolo de preparação da experiência que se materializa desde a embalagem até o compartilhamento nas redes sociais”, afirma a autora do livro “A comunicação Multissensorial, compreendendo modos de sentir”.

Ela ainda adiciona que é preciso muita pesquisa para desenvolver uma estratégia eficaz de marketing sensorial, já que é preciso conhecer em profundidade a identidade da marca e de seus clientes. “Essas características identitárias irão compor as matrizes semióticas para o desenvolvimento das marcas sensoriais, uma vez que existem muitas diferenças tanto culturais quanto biológicas na percepção dos estímulos sensoriais”, destaca Ana.

20/05/21 – Taís Farias – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/05/20/marketing-sensorial-impulsiona-experiencia-no-digital.html

Que poder Juliette tem?

Mulher. Nordestina. 31 anos. Essa é Juliette Freire, advogada, maquiadora e uma das principais candidatas ao prêmio de R$ 1,5 milhão do Big Brother Brasil deste ano. Fenômeno, o nome da sister circula cada vez mais no mercado publicitário, nos grupos de WhatsApp e redes sociais. Mas, afinal, o que essa paraibana de Campina Grande tem?

Nas redes sociais, Julliette é onipresente. Twitter, Facebook, no TikTok, por exemplo, está com 4,5 milhões. Mas é no Instagram que Juliette ultrapassa barreiras sempre muito rápido. Ela superou Rafa Kalimann em números de seguidores e se tornou a terceira no ranking de brothers e sisters. 21 milhões foi a última atualização feita, muito embora neste exato momento, enquanto você lê esta matéria, o número já tenha mudado.   

Juliette chegou a 21 milhões na última quarta-feira (14) (Reprodução/ Instagram)

E isso não é um exagero. Juliette vem ganhando, pelo menos, um milhão de seguidores num intervalo de poucos dias. No dia 6 de abril, a paraibana havia batido os 19 milhões. Cinco dias depois, em 11 de abril, o número chegava a 20 milhões. E anteontem, dia 14, Juliette fez o repórter ter que atualizar o print, pois havia atingido 21 milhões.

Juliette também está no Spotify, onde é possível ter acesso a playlists com curadorias assinadas por importantes nomes da música, como Bell Marques e Lucy Alves, e feitas para a participante. As músicas vão de Caetano Veloso a Maria Gadu, passando por Joss Stone, e chegando a uma espécie de hino do #TeamJuliette, na voz do cantor Brenno.

MAIS CITADA NO TWITTER
Levantamento feito recentemente pela PRtech Knewin revelou que o nome da sister registrou mais de 460 mil menções, o que a colocou no posto de participante do BBB 21 mais citada no Twitter. Para a pesquisa foram analisados mais de 1 milhão de tuítes entre 31 de março e 11 de abril. Além disso, o estudo mostrou que a hashtag #teamjuliette chegou a 46.066 tuítes e a conta da participante, @freirejuliette, somou 58.125 tuítes.

Juliette também coleciona outras conquistas, antes mesmo da final do BBB, do qual é apontada como favorita. Recentemente, ela alcançou a posição de número 30 no ranking dos mil maiores influenciadores do Instagram no Brasil, feito pela Hype Auditor, que analisa dados da rede social.

Assim que entrou na casa do BBB, a advogada e maquiadora tinha pouco mais de 3 mil seguidores no Instagram – até o momento, Juliette já soma quatro vezes a população de toda a Paraíba, o seu estado.

Como é de praxe nas vezes em que Juliette vira uma nova casa no milhão de seguidores no Instagram, a equipe da participante publica uma arte feita em cima da foto da advogada e maquiadora. No último, feito na quarta (14), a equipe admitiu que não esperava crescimento tamanho: acabaram as fotos inéditas.

“A gente sabe que todo mundo espera por essas publicações e fotos já tradicionais de Juliette com o chapéu na cabeça, mas precisamos avisar que nosso acervo acabou. Usamos fotos de teste, reservas e, claro, as escolhidas pelo time. Não esperávamos esse crescimento todo, então não planejamos taaaantas fotos assim. Agora a gente que lute para as próximas conquistas!”, escreveu seu time.

Fabio Rios, CMO da Knewin, ressalta que as mídias sociais ocupam cada vez mais espaço na rotina de consumo e interação com conteúdo. Por isso, segundo ele, é imprescindível usar indicadores corretos e confiáveis para mensurar o impacto da exposição espontânea da marca em redes digitais na estratégia de comunicação, e ter a tecnologia como aliada.

“Curtidas, menções e compartilhamentos são alguns dos indicadores que podem ser trabalhados. O grande desafio, no entanto, é coletar informações em grande quantidade e em tempo real para mostrar um cenário completo para medir resultados no mundo digital e alavancar uma marca, por exemplo”, afirmou.

AWARENESS
Especialista em Gestão de Imagem Pública e sócio na agência de marketing de influência Tittanium Inc., Luciéllio Guimarães garante que o fenômeno Juliette é um conjunto de fatores. “A Rede Globo é um canhão ao projetar imagens e o BBB, historicamente, faz anônimos se tornarem conhecidos. Depois porque ela tem qualidades em sua personalidade e posturas pessoais que são aprovadas e admiradas pelas pessoas. E são milhares de pessoas tendo essa percepção”, afirma.

Para Guimarães, Juliette é um ‘terreno seguro’ onde se pode investir sem receios de danos. “Para as marcas que têm boas estratégias, ela será explorada para gerar awareness de produtos e serviços que queiram esse grande canal de exposição, e também para gerar conversão de vendas porque ela tem uma audiência muito engajada”, afirma.

E o sucesso de Juliette, tem hora, que extrapola o poder de uma personalidade. Outro dia, enquanto se maquiava, a sister improvisou uma escova de dentes como um pincel. “Amei esse pincel, Avon. Foi parceria com a Oral-B?”, brincou. “Vocês poderiam fazer uma escova assim. Parceria da Avon com a Oral-B. Eu ia rir”, completou. E as duas marcas – via Twitter  anunciaram a parceria e informaram que, em breve, divulgarão novidades

PONDERAÇÃO
Professor de Sociologia do Consumo da ESPM de São Paulo, Fábio Mariano Borges acredita que a ponderação, mostrada aqui no reality, é um dos fatores que faz Juliette chamar tanta atenção assim do público e da mídia.

“Muitos personagens eram ariscos, como Karol Conká, Lumena e o Rodolffo, que se envolveu em confusão pouco antes de deixar a casa. Juliette é o contraponto, ela representa a ponderação dentro deste universo”, afirmou.

Além disso, Borges garante que a ponderação é um caminho pelo qual o ser humano tem procurado ultimamente. “Um exemplo foram as eleições nos Estados Unidos, com a vitória de (Joe) Biden, que apresentou discursos e abordagens mais ponderados”, destacou.

Mas nem só de ponderação vive Juliette, alerta o professor da ESPM. Ele explica que, por de trás da personalidade da sister, existe também todo um aparato técnico, uma equipe. “Juliette tem 22 pessoas que cuidam das suas redes sociais, uma equipe que tem um conhecimento em algoritmo e em conteúdo, o que ajuda na comunicação”, contou. “O sucesso dela é uma combinação de variáveis”, completou.

Entretanto, Borges alerta: tem que tomar cuidado ao atribuir a Juliette uma áurea que muito provavelmente ela não tenha. “Estamos vendo uma situação laboratorial, onde o mercado publicitário está de olho no BBB e, dentro deste contexto, as pessoas que estão restando na casa, ela é uma que chama a atenção.”

16/04/21 – Vinícius Novaes – https://propmark.com.br/midia/que-poder-juliette-tem/

O Boticário estreia no mundo gamer com ações no Avakin Life

Em parceria com a AlmapBBDO e a BBL, a marca aposta na proximidade com o consumidor gamer, com diversas atividades e produtos em ambientes virtuais

Para marcar sua estreia no universo dos games, entre esta terça-feira, 16, e 22 de março, o Boticário promoverá uma série de ativações no jogo de realidade virtual Avakin Life, que permite que o jogador crie um avatar e uma segunda vida. Idealizada pela marca, em parceria com a AlmapBBDO e a BBL, grupo de entretenimento especializado em games e e-sports, a iniciativa é a primeira ativação de uma marca de cosméticos brasileira no jogo.

Loja do Boticário no game servirá como ponto de resgate de recompensas (crédito: divulgação/O Boticário)

Dentro do jogo, na praça Brasil, uma loja do Boticário será transformada em um hub in-game, onde os jogadores poderão resgatar as recompensas e atividades que participarem por meio de pontos (BotiCoins), além de adquirir itens do portfólio da marca, como perfumes, maquiagens, produtos para cabelo, entre outros. O Boticário também terá uma consultora virtual, Thaty, responsável por explicar sobre ativações no jogo.

Durante o período, o game apresentará algumas ativações e missões para engajar e proporcionar benefícios aos jogadores. No Beauty Quest, os participantes são convidados a cumprirem uma série de desafios sobre o universo da beleza, ao completarem as tarefas, eles são premiados com BotiCoins. Já no Fashion Contest, os jogadores participam de concursos de beleza com os produtos do Boticário, os melhores “looks” receberão pontos. As recompensas poderão ser utilizadas na loja da marca, dentro do jogo. Ao final da temporada, a marca promoverá uma Pool Party, festa na piscina personalizada aberta a todos os usuários do jogo – os ingressos serão disponibilizados na loja do Boticário do game.

Além disso, o menu especial com os itens da marca poderá ser acessado de qualquer cena do game e ficará disponível em Avakin Life até o fim do ano. A iniciativa terá a participação de influenciadores digitais, como Bruh Games, Jessy Sparkle e Briny, além dos talentos já conhecidos de Avakin, para contar as novidades do Boticário e convidar os jogadores a participarem dos desafios.

Em nota, Celio Guida, head de mídia do Grupo Boticário, explica que a iniciativa é parte da estratégia da marca de buscar sempre inovação e ampliar o diálogo com diferentes segmentos e públicos. “O universo dos games é o retrato de uma nova geração cada vez mais conectada e engajada. Estar presente no ambiente virtual, de forma relevante e aderente ao jogo, é uma excelente forma de estreitar nossa conexão com os consumidores”, reforça.

16 de fevereiro de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2021/02/16/o-boticario-estreia-no-mundo-gamer-com-acoes-no-avakin-life.html

Brandcasters: a era das marcas influenciadoras digitais já chegou

“Broadcast” e “Socialcast” são conceitos que precedem o Brandcast. No primeiro, os veículos tradicionais de comunicação transmitem seus conteúdos às suas audiências, de uma maneira unilateral e massificada. Já no formato Socialcast, as figuras que se ocupam de disseminar conteúdos são os influenciadores digitais, e o fazem por meio das mídias sociais, aplicativos e plataformas da rede. Assim, o social se torna o principal o modelo de propagação e canal de informações, conteúdos e disseminação de influência usado por essas figuras.

Entendemos por Brandcast as difusões de conteúdo das marcas via mídias sociais ou próprias (sites, blogs, apps, etc), que vêm se aproximando muito dos modelos empregados pelos influenciadores digitais. São muitos os exemplos hoje que reforçam como as organizações podem exercer, também, o papel de influência no ambiente digital sem intermediários nem interferência de terceiros.

Hoje, com a hiperdigitalização, mesmo a mídia dita clássica (tv, rádio, jornais, revistas) passou a incorporar elementos da comunicação digital interativa para engajar e convocar a audiência a participar de seus produtos. Programas de sucesso mundial de grandes redes acolhem há algum tempo votações do público pelas plataformas digitais, como o The Voice e o Masterchef; telejornais recebem informações urgentes dos espectadores por meio de hashtags e mídias sociais; rádios e ouvintes colaboram mutuamente via WhatsApp; entre outros.

Neste contexto, o papel das organizações encontra espaço para ser uma plataforma aglutinadora de interesses comuns das pessoas baseando-se naquele setor/segmento em que atuam, servindo, inclusive, como fonte de confiança, referência e conteúdo de determinada temática. Assim, podem se apropriar de modelos consagrados usados no Socialcast, não dependendo exclusivamente destes, mas também, transformando  seus canais próprios em publishers de conteúdo.

As Brandscasters criam pautas e fazem seus próprios veículos de mídia que vão “falar diretamente” com seus públicos, elaborando, discursivamente, conteúdo desintermediado no digital. Elas exercem o papel de municiar o público com informações e influenciar a formação de uma opinião favorável aos seus interesses institucionais e/ou comerciais.

A empresa brasileira de investimentos XP é uma delas, usando o modo como se comunica com fins de geração de boca a boca espontâneo e influência para a organização e seu público. Um dos propósitos da marca, de acordo com seus fundadores, é investir em comunicação para permitir mais acesso à informação sobre educação financeira, buscando se reinventar e abrir diálogos, falando e ouvindo a audiência em uma pluralidade de canais.

Em 2020, a empresa ampliou seu projeto Expert XP, antes exclusivo para o mercado financeiro, para que o grande público também pudesse participar. Criando debates virtuais por meio de dezenas de painéis que contaram com a presença de convidados internacionais e especialistas, a marca conseguiu atingir milhões de pessoas pelo digital e amplificar o acesso ao seu site, especialmente de não clientes interessados nos temas selecionados e disponibilizados pela organização.

Em 2018, Pyr Marcondes chamou o fenômeno de Communication Bypass, pautado pelo conceito (e estudo) semelhante do IAB (Interactive Advertising Bureau) de Direct Brands. Para ele, as marcas vão cada vez mais usufruir de seus próprios canais digitais diretos para se comunicar e criar relacionamento com seus consumidores, além de vender sem intermediadores.

As organizações, quando entendem que possuem conteúdo e espaço no segmento em que atuam, podem se tornar máquinas produtoras de informação relevante e influência para suas audiências digitais. Há quem nomeie esse tipo de postura da marca de Brand Publisher, reforçando a tendência de trazer cada vez o público por meio do conteúdo nos canais digitais, oportunizando mais relacionamentos e contato cada vez mais direto entre eles.

O blog do banco digital brasileiro Nubank, chamado de “Fala Nubank”, é mais um exemplo de como uma marca pode conquistar espaço informando e se engajando com sua audiência em um canal próprio, para além dos jardins murados das mídias sociais digitais. Mesclando conteúdo próprio e organizacional com temas de relevância para os consumidores, a organização consegue criar ali, por meio de suas postagens, uma comunidade de fiéis leitores que buscam mais conhecimento sobre seus serviços e as práticas do setor financeiro no Brasil.

Em posts recentes, a marca explicou, por exemplo, sobre a nova CPMF planejada pelo governo, a “necessidade” da nova nota de R$ 200, e porque a taxa da Selic não para de cair. Temas que normalmente seriam cobertos por veículos do jornalismo tradicional foram se tornando parte do trabalho de comunicação da organização para abastecer seu público e estender o relacionamento entre ambos por meio do Brandcast.

Se pararmos pra pensar, faz total sentido uma marca se tornar hoje uma produtora de conteúdo. As pessoas possuem expectativas em torno das organizações para que estas informem e resolvam oportunamente questões e problemas não solucionados  por governos e instituições tradicionais. Isso ficou bastante claro durante a pandemia do novo coronavírus com o que chamamos anteriormente de social brands, e com os protestos #blacklivesmatter, no qual marcas como Nike, Netflix, HBO, Citigroup e Starbucks levantaram a bandeira para causas, escolhendo lados e também influenciando o debate do tema na sociedade por meio da informação.

Outra marca que se estabeleceu no Brasil como Brandcaster é a Magazine Luiza. Com uma estratégia de conteúdo parruda para além da simples venda, uma influenciadora artificial que é sucesso nas redes (a “Lu do Magalu” tem até perfil próprio e “cria” conteúdo nas principais plataformas de mídias sociais) e um olhar também para causas, a organização envolve seus seguidores, cria pautas próprias e gera buzz em função de seus posicionamentos e seus conteúdos. Recentemente a marca adquiriu o site Canaltech, uma plataforma multimídia de temáticas de tecnologia e notícias em formato diário, buscando ampliar ainda mais seu alcance, sua geração de conteúdo e sua audiência por meios próprios e sem intermediação.

Há cada vez mais oportunidades para que as organizações se posicionem em seus setores de atuação com voz ativa e legitimidade por meio de conteúdo original. Transportamos essa possibilidade para o ambiente digital em que as marcas têm a chance de se relacionarem com suas audiências de modo direto, expondo seus pontos de vista como fontes de referência e influência em seus segmentos.

Ser uma Brandcaster significa ter estrutura para atuar como uma publisher de conteúdo relevante; ser uma organização com posicionamentos claros sobre causas sociais e temais atuais; e, principalmente, compreender o caráter dialógico das redes com fôlego para influenciar e fazê-lo bem feito.

Sua marca está pronta para uma nova era de influência?

Carolina Frazon Terra – João Francisco Raposo – ProXXIma
12 de agosto de 2020 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2020/08/12/brandcasters-a-era-das-marcas-influenciadoras-digitais-ja-chegou.html

IGTV x YouTube: todos querem os influenciadores

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O Instagram acabou de lançar em um evento mundial a sua nova ferramenta de vídeos, o IGTV. Dias depois, em resposta, o YouTube anunciou novas ferramentas para os criadores de conteúdo. Duas falas, nesses anúncios, chamam muito a atenção para um elemento estratégico tanto para o crescimento dessas redes sociais, quanto para que elas consigam manter cada dia mais usuários em suas plataformas: o criador de conteúdo, mais conhecido como influenciador digital.

Atualmente, muitos influenciadores do Instagram criam um canal no YouTube para divulgar vídeos mais longos e direcionam sua comunidade do Instagram para o YouTube, com link na bio e link nos stories, para aqueles que tem mais de 10K e conta comercial. “Em todos os meus cursos e mentorias, ou seja, na profissionalização dos influenciadores, essa é sempre a minha recomendação: fazer o que chamamos de cross mídia”, comenta Dani Almeida, jornalista, consultora de imagem e criadora do curso Influenciadora de Sucesso.

Segundo o próprio Instagram, como todos os seguidores dos influenciadores na rede social já automaticamente seguirão as mesmas pessoas no IGTV, essa base pode ser gigante. “Esse é o público, esses criadores, a @lelepons tem 25 milhões de seguidores. Ela vê o Instagram como sua casa. São esses influenciadores que a gente vê com sucesso no primeiro dia e nos primeiros meses”, afirmou Mike Krieger, brasileiro cofundador do Instagram.

Poucos dias depois, o YouTube anunciou o alcance de 1,9 bilhão de usuários por mês e revelou, ainda, que o número de produtores de conteúdo que ganham cinco dígitos por ano aumentou em 35% e o número de criadores que alcançaram seis dígitos aumentou 40%.

“Para aumentar a possibilidade de rentabilização dos criadores, o YouTube anunciou várias novas ferramentas, entre elas a possibilidade de influenciadores venderem mebership (taxa mensal recorrente), produtos de marca própria (mais de 10 mil inscritos) e a função Premiere, que permite avisar os inscritos sobre a chegada de um novo vídeo (mais de 100 mil inscritos). Mas o que chamou mais atenção nisso tudo, foi o anúncio do YouTube”, comenta Dani

“Os criadores do YouTube são o coração da nossa plataforma. É por isso que estamos comprometidos em criar produtos que capacitem e apoiem a comunidade de criadores”, disse Neal Mohan, Chief Product Officer do YouTube. “Por criadores, leia-se influenciadores digitais”, explica Dani.

Quais vantagens o influenciador leva?

O maior atrativo do YouTube para os influenciadores é o fato de que, além do conteúdo patrocinado, que representa hoje os maiores faturamentos entre esse público, o próprio YouTube remunera a geração de conteúdo.

Segundo o Instagram, eles estão estudando junto aos influenciadores, se haverá formas de rentabilização do IGTV. Segundo Krieger, isso será conversado nos próximos meses com os criadores para definir o que é melhor para a plataforma. O mesmo vale para anúncios – a princípio não existirão, mas a longo prazo eles podem aparecer.

“É difícil prever os desdobramentos dessa batalha ainda. Faz parte cada empresa querer puxar para si os influenciadores, já que eles representam sempre o potencial de crescimento viral”, comenta Dani.

O que fazer? Quem ‘escolher’?

Minha recomendação aos alunos dos meus cursos e à comunidade de 42 mil influenciadores que segue meu conteúdo no IG @influenciadoradesucesso, listas de email e WhatsApp permanece a mesma: não fique refém de apenas uma plataforma.

Ainda mais para influenciadores que amam trabalhar o Instagram e têm dificuldade em trabalhar o YouTube, a tentação e grande. Mas fica meu aviso… e se alguma coisa, qualquer coisa acontecer e você perder sua conta, o que você fará?

Além disso, o YouTube continua sendo a maior fonte de rentabilização para quem realmente quer atuar de maneira profissional, ganhando como profissional.

Enquanto isso e, por enquanto, as maiores lições que podemos tomar com o lançamento da IGTV são as seguintes:

  1. Esqueçam as origens do Instagram. O Instagram, definitivamente, deixou seu passado de aplicativo de fotos. Ele se tornou um microblog, agora, com vídeos.
    2. Quem estourou nessa rede, vai precisar se reinventar. Fotos inspiradoras não serão mais suficiente para engajar sua comunidade.
  2. O engajamento na sua timeline (suas fotos), que já vinha caindo, vai despencar devido à grande quantidade de conteúdo para ser consumida. O engajamento nos stories já começaram a cair também.
  3. Prepare-se para ser boa não apenas em fotos e conteúdo escrito, mas também em vídeos. O consumo de vídeo na internet cresce vertiginosamente e a IGTV é mais uma prova disso.

http://adnews.com.br/midia/igtv-x-youtube-todos-querem-os-influenciadores.html

Goleiro usa o celular em ação da Uber em conscientização aos acidentes no trânsito

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No último domingo (13/05), durante a partida entre Atlético Paranaense e Atlético Mineiro na Arena da Baixada, o goleiro Santos surpreendeu a todos com uma atitude. O atleta que é maior responsável pela segurança do time em campo ficou mexendo no celular minutos antes da partida, algo que poderia prejudicar a sua atenção e colocar seus companheiros em risco.

A atitude chamou atenção de torcedores e imprensa esportiva e até rendeu críticas ao goleiro. No dia seguinte, porém, ele revelou que sua aparente irresponsabilidade, na verdade, foi parte de uma campanha da Uber e Atlético para o Maio Amarelo, para alertar a população sobre o quanto esse hábito pode ser perigoso em outro lugar: no trânsito.

“O que eu fiz em campo é igual ao que milhares de pessoas fazem todos os dias no carro. Só que se envolver em um acidente de trânsito, é muito mais perigoso do que tomar um gol.”, disse o goleiro, que aproveitou a indignação que sua atitude gerou nas pessoas para pedir que elas parem de usar o celular enquanto dirigem.

Atualmente, no Brasil, são mais de 400 mil acidentes nas estradas todos os anos, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Usar celular na direção é uma das principais causas de mortes no trânsito no país. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, a Abramet, são cerca de cento e cinquenta mortes por dia, quase 54 mil/ano. Por isso, a Uber em parceria com o Clube Atlético Paranaense, decidiram levar essa discussão para os gramados de futebol que é uma das marcas registradas do país.

O resultado foi uma ação para mobilizar milhões de pessoas no mundo todo pela conscientização sobre um trânsito mais seguro.

http://adnews.com.br/publicidade/goleiro-usa-o-celular-em-acao-da-uber-em-conscientizacao-aos-acidentes-no-transito.html