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Blended Retail, um olhar 360° sobre o novo varejo

Seja na indústria ou no varejo, como executivo ou como empreendedor, é certo que nos sentimos como verdadeiros malabaristas na condução dos nossos negócios no dia-a-dia. Com o desafio de equilibrar vários pratos ao mesmo tempo e a maestria para que nenhum deles caia, quebre e gere problemas ou prejuízos.

A analogia representa bem o momento atual de complexidade e reforça a necessidade de levar para o mercado uma proposta de valor única que mantenha seu negócio e você de pé.

No passado, eram poucos os ‘’pratos’’ para cuidar e o varejo na sua essência atuava como uma ponte entre marcas e consumidores. No novo varejo, o cenário é completamente diferente e são necessários vários pilares para sustentar uma operação saudável.

Um mundo mutante e um novo consumidor exigem das empresas e seus executivos um olhar completamente diferente perante suas estratégias de atuação.

Neste contexto surge um insight que serve como conexão da inspiração com o novo varejo. Trata-se do BLENDED RETAIL*, um conjunto de conceitos essenciais que se trabalhados de forma integrada e consistente garantem diferenciação ao seu negócio.

Provavelmente esses conceitos já são tratados na sua empresa, mas é fundamental que se busque a validação contínua e melhor posicionamento dos mesmos diante de um mercado tão disruptivo.

Visitar e revisitar os conceitos do Blended Retail é um processo contínuo e tem o poder de transformar a relação da sua empresa com os seus consumidores, definir os melhores meios para interagir com o mercado, desenvolver os canais e formatos mais adequados a serem utilizados com os clientes e, principalmente, ressignificar o ponto de venda, que passa a ser um ponto de relacionamento, experiência, contato e, sobretudo, fidelização.

O primeiro e um dos conceitos mais importantes é o PROPÓSITO, que é a razão da empresa existir. Nos dias atuais, consumidores e colaboradores dão muito valor a ele. Tão importante quanto ter um propósito genuíno, é a capacidade de contar essa história e gerar um vinculo emocional entre a marca e quem a consome (STORYTELLING).

Obviamente que para dar vida a tudo isso, PESSOAS precisam estar engajadas, motivadas e treinadas. Essa é uma premissa que tem feito a diferença em empresas que se destacam.

A transformação digital faz com que as pessoas consumam e interajam com produtos e serviços em momentos e de formas diferentes. Por isso, o conceito de NO CHANNEL é relevante na estratégia de qualquer empresa e integrar os canais ON e OFF na jornada de compra de seus consumidores é uma obrigação.

Executar e entregar valor para o mercado passa pela capacidade de OPERAÇÃO das empresas e exige sinergia de áreas diferentes, o que nem sempre acontece com harmonia. Sustentar essa operação em ambientes tão dinâmicos, desenvolver uma boa gestão com processos e indicadores bem definidos representa EFICIÊNCIA que traz resultados.

Na jornada OMNI, o fator TECNOLOGIA se bem utilizado traz benefícios tanto dentro como fora da empresa e facilita na conquista e engajamento de colaboradores e consumidores, que serão os verdadeiros embaixadores da sua marca.

Com tanta competitividade e um consumidor com tantas opções, empresas aportam valor no relacionamento com clientes, resolvendo de fato os seus problemas através de SOLUÇÕES cada vez mais completas de portfólio de produtos e agregando SERVIÇOS na entrega.

Conceitos maduros, mas destaco ainda a ampla oferta de PRODUTOS, sortimento relevante e ambiente de vendas caracterizado por uma ATMOSFERA que surpreenda seu cliente na sua experiência de compra.

Completando a análise 360 graus sobre o novo varejo, ressalto a importância de qualquer profissional acompanhar o desenvolvimento dos ECOSSISTEMAS de negócios em mercados como o chinês e o americano. São as melhores referências para quem busca levar uma proposta de valor com oferta literalmente completa para seu mercado.

Como mencionado no início do artigo, são muitos os ‘’pratos’’ para equilibrar e muitas empresas e profissionais estão adotando a cultura agile no entendimento e adoção de estratégias que apliquem todos esses conceitos do Blended Retail.

Uma visão mais ampla, holística e um mind set de crescimento são essenciais e o mercado não preservará os que ficarem na zona de conforto. É preciso senso de urgência! Quem espera nunca alcança!

 

Nota 1: A GS&Consult, consultoria de negócios do Grupo GS& Gouvêa de Souza especialista em varejo e comportamento de consumo, possui metodologia de trabalho baseada nos desdobramentos  do conceito Blended Retail. Através de analises de gaps, aderência e grau evolutivo da sua empresa em relação ao novo varejo, definimos as principais diretrizes estratégicas e táticas recomendadas sob medida para seu negócio.

Nota 2: BLENDED RETAIL* – Termo criado e desenvolvido pelo time de consultores do Grupo GS& Gouvêa de Souza a partir de estudos, analises de práticas de mercado e cases do novo varejo nacional e internacional.

Grupo 3Corações lança projeto de ambientação de corredor de cafés

O Grupo 3corações, em parceria com o Grupo Facta e o Supermercado Enxuto, localizado em Campinas, interior de São Paulo, desenvolveu o maior projeto de ambientação de corredor de cafés em supermercados no Brasil. Após dez meses de trabalho colaborativo entre a indústria e o varejo, a equipe de Shopper Marketing e Gerenciamento por Categoria do Grupo 3corações apresentou um projeto para o ponto de venda (PDV), que incorpora informações sobre os produtos, entretenimento e tecnologia ao espaço, para gerar mais interatividade e conhecimento ao consumidor.

“O café, bebida mais consumida no Brasil depois da água, faz parte de diferentes momentos do dia: de manhã, antes e depois do almoço, no lanche da tarde e até após o jantar. Por isso, estamos valorizando o produto em todos os canais de comunicação do PDV, afinal, é lá que o consumidor decide o que vai comprar”, disse Diogo Alves, coordenador de Shopper Marketing e Gestão por Categorias do Grupo 3Corações.

O projeto conta com ponta de gôndola, que, além de reunir todos os produtos da marca, apresenta um relógio no topo com suas funções em um background com imagens de café; além de TV informativa, que disponibiliza conteúdo sobre cafés para os consumidores; aromatizador de café; testeiras que carregam como tema principal os momentos do dia; faixas de gôndola com o intuito de segmentar e apresentar as subcategorias de cafés do Grupo 3Corações; painéis informativos sobre processos de produção, desde o plantio e cultivo até a diferenciação entre os tipos de grão e a moagem; guia com a cápsula ideal, para auxiliar o consumidor a entender a relação de compatibilidade das cápsulas com as máquinas, diante da infinidade de marcas e formatos desse tipo de produto existente no mercado; e LEDs na área de cafés especiais, que ocupam uma área diferenciada, chamada Momentos Especiais.

O CTA também vale para as lojas físicas

Por Caio Camargo – 

CTA: Call to action. Termo em inglês que significa “chamar para a ação”. É muito utilizado principalmente nas mídias digitais, como as postagens nas redes sociais, como forma de engajar consumidores, ou pelo menos, estimulá-los a participarem da conversa, com comentários e opiniões.

São frases como: “E aí, qual sua opinião sobre esse assunto?”, que costumam a encerrar as postagens, no intuito de que movimentar o post em si. Em tempos onde comentários e compartilhamentos são muito mais valiosos do que os likes antes perseguidos, o CTA hoje é essencial para as marcas.

Agora o que isso tem a ver com as lojas físicas? Há muito tempo estamos criticando as lojas que ainda insistem no modelo de ser apenas um local de venda de produtos, ou um ponto de venda como sempre utilizamos na linguagem técnica, para algo muito maior do que isso e que no âmbito de marca, seja um local de conexão entre a marca e os consumidores.

Mas falta pegada.

Se estiver por exemplo em algum corredor de shopping, talvez o único call to action que você verá na maioria das lojas ainda são os cartazes com descontos, cada vez menos eficazes, uma vez que há a sensação de que durante o ano todo você encontra descontos de 20-30% em praticamente todas as lojas do local. Para o consumidor, virou paisagem.

E se sobra inspiração na hora de pensar no conceito ou arquitetura da loja, parece que falta brilho ou inspiração na hora de criar vida e atenção na hora da promoção.

Embora seja uma das alternativas, principalmente se estivermos falando de lojas de rua com perfis mais populares, música alta ou clima de festa não funciona para todos.

Exemplos como colocar na entrada, algo que possa contar com a interatividade do consumidor, como um local “instagramável”, que sirva de inspiração para uma foto, ou melhor dizendo para muitas fotos, podem ser algumas das alternativas. Empresas como Mac e Hering apostaram recentemente nesses conceitos.

Na recente loja conceito da Hering, do Morumbi Shopping, por exemplo, há um balanço colocado na vitrine, onde as pessoas podem literalmente fazer parte da vitrine. Um convite não só para uma foto, mas para conhecer a loja.

Vale a pena buscar novas possibilidades para chamar a atenção do consumidor. Hoje, mais do que uma loja de descontos, os novos consumidores cada vez mais buscam um local para se relacionar, e se relacionar com a marca. Em um mundo onde o engajamento se torna cada vez mais relevante em relação à notoriedade, buscar novas e criativas formas de “chamar para alguma ação” seus consumidores, é cada vez mais essencial.

* Imagem reprodução

https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/03/20/o-cta-tambem-vale-para-as-lojas-fisicas

Como criar uma atmosfera de marca envolvente?

Com a enxurrada de lojas vendendo produtos semelhantes no varejo, um dos pontos determinantes na conquista do consumidor passa a ser a experiência ofertada pela marca. Para se aproximar de forma relevante de um público que busca identificação, as empresas investem em pesquisas para entender o que os clientes esperam especificamente de cada marca. O que é comercializado, seja roupa, cosmético, calçado, sanduíche ou iogurte, torna-se cada vez mais commodity. O diferencial fica a critério da personalidade adotada por cada empresa, que vai ao encontro dos ideais pessoais do seu target, fazendo com que se aproprie do manifesto da companhia.

A construção da atmosfera gerada entre a empresa e o consumidor acontece desde a escolha das cores utilizadas na loja, a configuração da vitrine, o posicionamento nos canais online, até a reformulação dos produtos propriamente ditos. O caminho para se estruturar como ícone no segmento, cada vez mais, passa pela personalização adequada ao DNA da marca.

O McDonald’s já faz isso há anos, personalizando seu cardápio e restaurantes de acordo com os diferentes mercados em que atua. Na Índia, por exemplo, a rede não vende carne bovina; em alguns países da Europa, inclui bebidas alcóolicas no cardápio; e, no Brasil, tem o sabor banana como opção de torta. Dependendo da localidade, as lojas podem assumir aparência de bistrôs, cafés ou salões mais informais.

A tendência é que a pasteurização de layouts, embalagens, apresentações e pontos de venda dê cada vez mais lugar a projetos feitos sob medida. “Passamos pela a moda das lojas brancas, depois, das lojas com pontos de cor, mas a melhor moda é olhar para dentro e fazer aquilo que funciona para o seu negócio, sem seguir receitas pré-elaboradas”, diz Marcela Martins, sócia da Quiero Atmosfera de Marca, em entrevista a TV Mundo do Marketing.

Reformulação para sobreviver
A febre dos frozen yogurts chegou ao Brasil há quase uma década e acabou se espalhando pelas praças de alimentação e a gama de marcas especializadas na venda do doce se multiplicaram no modelo de franquias. Quase com a mesma rapidez que estas empresas surgiram, fecharam as portas por falta de rentabilização do negócio. A identidade visual das redes era bem semelhante: visual clean para o ambiente, que servia iogurte natural branco e gelado, acompanhado por complementos como frutas, confeitos e caldas.

Para fugir da obsolescência, a marca Yoggi investiu em atmosfera de marca, com mudanças na decoração das lojas e também adaptação do portfólio de produtos da empresa. O iogurte, carro-chefe, ganhou máquinas de autosserviço e passou a ser vendido por peso. O produto conta agora com sabores que vão além do tradicional, como jabuticaba, paçoca, graviola, chocolate belga e limão. “Resgatamos o que havia de mais importante no DNA da marca, pois não queríamos colocar um conceito que não fizesse sentido goela a baixo do consumidor. Apostamos com o Yoggy no antibege, resgatando cartelas de cores que têm a ver com a empresa, como o roxo na identidade visual e os produtos também coloridos”, conta Carolina Fernandes, Sócia da Quiero Atmosfera de Marca, em entrevista a TV Mundo do Marketing.

A empresa abriu ainda uma nova bandeira, a Yoggi Desigual, que expandiu o mix de produtos com cookies, bolos e lanches produzidos à base de ingredientes naturais, como óleo de palma, açúcar mascavo e trigo integral. A primeira unidade com o conceito está em funcionamento no Shopping da Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro. “A nova proposta de valor é um reposicionamento da marca como um todo, que deixa de ser um local de venda de frozen yogurt para ser o paraíso das comidinhas e do prazer sem culpa”, diz Carolina Fernandes.

Falar com o consumidor nos seus diferentes momentos
Uma das principais características que as marcas precisam desenvolver é a capacidade de se reinventarem. Para conseguirem essa flexibilidade, é necessário ter uma visão clara de como são percebidas pelos clientes e qual o comportamento de consumo deles.

A partir da imagem que já está construída, é possível definir a direção das mudanças a serem tomadas. “É o consumidor quem libera as suas demandas de ordem tangível e também intangível com relação à marca. É algo genérico, subjetivo e ao mesmo tempo profundo, porque passa pela compreensão do que o cliente quer da sua vida. A partir daí, definimos uma causa para a companhia”, comenta Marcela Martins.     

A grande preocupação do varejo é oferecer a maior gama possível de produtos para suprir as mais variadas necessidades dos clientes. A meta é adaptar não somente o ponto de venda, mas também a comunicação para dialogar com o consumidor nas mais diversas situações do seu dia a dia. “Nós mudamos de humor várias vezes. Acordamos românticas, ao longo do dia somos práticas e à noite ficamos rock’n’roll. Uma marca que atenda apenas pessoas sexys não se sustentará, porque, se o posicionamento for esse, a empresa vai conseguir atender apenas a um aspecto da vida do cliente”, diz Carolina Fernandes.

Investimentos no PDV apesar do online
Mesmo com a popularização do e-commerce, a loja física mantém a sua importância na construção da marca, sendo um agente na difusão dos seus propósitos. Para que esta tarefa seja desempenhada com sucesso, todos os elementos da loja física precisam estar em sintonia. “O ponto de venda mudo e antiquado, esse sim morreu. Vemos cada vez mais uma loja com interação”, diz Marcela Martins.

O caminho é estabelecer uma relação de troca com o cliente durante sua jornada de compras. Para atrair a atenção do público-alvo, a Via Mia investe em estímulos sensoriais, em parte proporcionados pela cenografia dos seus pontos de venda. A intenção é construir um ambiente que transmita o universo da marca desde a vitrine, passando pelos produtos até o mobiliário. “Desenvolvemos o visual merchandising para o cliente ser atraído porque a comunicação o está chamando. Ao entrar na loja, o produto conversa com o consumidor por estar disponível ao toque e à experimentação”, avalia Carolina Fernandes.

Se a loja for trabalhada para a construção da marca, ela pode inclusive trazer para o ambiente físico clientes que têm o hábito de comprar na internet. Uma tendência é a hibridização entre as tecnologias online e o ponto de venda. “A fusão entre o online e o físico torna a marca ainda mais atual. O virtual não vai substituir o real. Temos lojas cada vez mais incríveis, onde é possível usar o digital para produzir experiências presenciais, por meio de aplicativos que interagem com gôndolas e provadores”, aponta Carolina Fernandes

Fonte: Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 03/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/31592/como-criar-uma-atmosfera-de-marca-envolvente-.htm

6 ações na loja que levam à conversão de venda

Inflação, endividamento, restrições na oferta de crédito e alta da inadimplência. São diversos os fatores que levaram as famílias a frearem seus gastos desde o ano passado, impactando diretamente os rendimentos do varejo. Para arrematar o cenário negativo, a Copa do Mundo levou a declaração de feriados em dias de jogos nas cidades-sede, com perdas de lucratividade de cerca de 10% em relação a um dia útil. Os esforços para levar o consumidor para dentro da loja, neste momento, são fundamentais, tornando estratégicas as ações nos pontos de venda.

Além de seduzirem as pessoas que passam em frente à unidade da marca, essas iniciativas devem mirar especialmente na conversão. As mudanças internas ou na vitrine apresentam como vantagem a facilidade de medição do retorno, já que os impactos tendem a ser sentidos imediatamente após a implantação. Outro ponto alto desses investimentos está no baixo custo de muitas iniciativas, que podem gerar resultados financeiros significativos.

A criatividade – e não, necessariamente, o valor empenhado – é o segredo do sucesso. “O ponto de venda tem papel fundamental porque é lá que tudo acontece. Mesmo que a marca anuncie, quando a mensagem chega ao comprador, ele está distante da mercadoria. Tudo que gravita em torno da loja tem possibilidade maior de conversão. Investir de forma holística nesse local traz bastante resultado”, garante Marcelo Bicudo, Vice-Presidente de Criação e Estratégia da Epigram, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Conheça seis ações no ponto de venda – algumas baratas, outras nem tanto – que podem impactar diretamente na conversão de uma loja.

http://www.mundodomarketing.com.br/inteligencia/dicas/319/6-acoes-na-loja-que-levam-a-conversao-de-venda.html

 

Case: Óticas Avenida

Esta semana apresento o case Óticas Avenida , presente no mercado óptico em Manaus há 29 anos, fundada pelo empresário Raul Rodrigues, tornou-se referência regional no segmento.

O atendimento é um dos grandes diferenciais das Óticas Avenida, com consultores extremamente treinados, prestam serviços com excelência e possuem um laboratório de última geração que permite atender com muita agilidade e qualidade, como diferencial fornecem pequenos reparos em armações que não foram compradas em sua rede de lojas, o resultado é o encantamento com a simpatia e conhecimento no atendimento.

Fizemos um estudo profundo no mix de produtos oferecidos e ficamos surpresos com a profundidade e especialização do mix, um dos mais completos do mercado.

Mas tudo isso não era suficiente para traduzir aos clientes o posicionamento estratégico desejado e com o passar do tempo, as lojas começaram a mostrar incrementos de vendas estacionários, e assim fomos convidados a desenvolver um novo conceito para proporcionar um grande reposicionamento estratégico.

Iniciamos os trabalhos identificando as oportunidades no mercado, e trabalhamos com os pilares:

Saúde: treinamento continuado para equipe e laboratório de última geração para oferecer as mais modernas soluções do mercado.

Beleza: Mix Completo de Armações e Lentes, com atributos de design e moda, soluções com elevado nível aspiracional, valor agregado e percebido, criando um engajamento dos clientes e estabelecendo conexões emocionais com a nova marca.

Bem Estar: proporcionar as experiências mais relevantes em experimentação de soluções oftalmológicas, traduzindo-se na cristalização de indulgências para os clientes.

 

A loja que apresento encontra-se no Amazonas Shopping em um ponto de esquina com altíssima visibilidade.

Na fachada, utilizamos grandes pórticos revestidos em alumínio composto nas cores preto e branco polido, através dos pórticos os clientes podem visualizar o mezanino onde implantamos a área de vendas VIP.

Nas grandes vitrines, trabalhamos a curva ABC de produtos e os organizamos por mundos: clássico, esporte, receituário (para óculos de grau), casual, kids e acessórios, para atender aos diversos lifesytle dos clientes e seus momentos de uso.

Os equipamentos expositores foram desenvolvidos de forma que todas as prateleiras tivessem fitas de led embutidas, assim todos os produtos expostos ficaram iluminados e hipervalorizados.

Para estoque de produtos, criamos gavetões com trilhos telescópicos e fechaduras com chave mestra (uma chave abre todos os gavetões), pois como utilizamos o mezanino como área de vendas premium, o estoque desceu para área de vendas no pavimento térreo dentro dos gavetões , o que proporciona agilidade no reabastecimento da loja.

Como neste segmento é muito comum o fornecimento de displays expositores extremamente elaborados por parte dos fabricantes, precisamos criar uma linha arquitetônica minimalista como elemento integrador de linguagem para que os produtos sejam interpretados e percebidos como protagonistas.

As mesas de atendimento forma desenhadas levando-se em consideração a ergonomia da equipe e a multifuncionalidade deste equipamento, pois além de atendimento estas mesas são também expositores de armações, e para auxiliar a equipe criamos uma curadoria com um tom verbal muito próximo do cliente, com as principais dúvidas e informações em cartazes de fácil manuseio, por exemplo, sugerimos as armações que mais harmonizam para os mais diversos formatos de rosto facilitando a escolha.

A utilização de Notebooks agiliza o atendimento e minimizam os espaços.

O laboratório para pequenos reparos foi implantado em uma área contigua para permitir a visualização dos serviços em andamento, o desenvolvimento de expositores de ferramentas especiais trabalho trouxe mais agilidade e proximidade, possibilitando que o cliente perceba o esmero com que são feitos os serviços.

Ao lado do caixa implantamos um painel focal para expositor de acessórios, que antes era vendido em um display de mesa, a participação deste segmento no resultado da loja foi maximizado.

A iluminação tem um papel preponderante para hipervalorizar os produtos e para isso utilizamos luminárias com lâmpadas de vapor metálico de 35W com fachos de 38graus e 10graus , que proporcionaram a dramaticidade ideal ao ambiente , a temperatura de cor adotado foi 3000K ( kelvin)  que transmite aconchego com muita vibração de varejo.

A sonorização para construção do DNA Auditivo mereceu atenção especial com a aplicação de um sistema com subwofer alinhado com o posicionamento estratégico premium do projeto e uma trilha sonora que tem frequências auditivas divididas por horários ( das 10hs às 14hs mellow smooth jazz , das 14hs às 18hs smooth lounge e das 18hs às 22hs urban jamz).

O DNA olfativo é traduzido pelo aroma especial cítrico e fresco  à base de lemone ( recomendado para climas quentes) , que grava na mente dos clientes nossa personalidade olfativa , com baixíssima rejeição pelos colaboradores a aromatização cítrica é mais adequada que as notas florais que agridem a mucosa nasal.

Estudos antropológicos comprovam que nossa memória olfativa pode guardar notas olfativas por 40 anos, pense com carinho quando for desenvolver seu DNA olfativo!

E finalmente no mezanino para dar mais conforto e privacidade aos clientes, desenvolvemos uma área VIP, com tratamento acústico e materiais aconchegantes ao toque, onde expomos os produtos premium  de forma diferenciada e os clientes podem desfrutar de um ambiente extremamente aprazível e com todos os produtos ao alcance das mãos, para surpreender e encantar os clientes.

 

Júlio Takano (julio.takano@ktarq.com.br), arquiteto, fundador da Kawahara | Takano Soluções para Varejo, especializado na formatação de conceitos para varejo de grandes formatos. – Redesign – 24 Jun 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/redesign-20121205-090737/case-oticas-avenida

O redesenho do design no varejo

tempo está rodando em velocidade ainda maior. Em especial no consumo e no varejo. Como resultado de transformações estruturais que têm como epicentro o empoderado neoconsumidor, a sociedade, as organizações, as marcas, os produtos, os serviços e o varejo se defrontam com o desafio crescente de buscar caminhos para se antecipar ou, no mínimo, acompanhar essa evolução, criando alternativas para satisfazer um consumidor cada vez mais satisfeito e, consequentemente, mais difícil de ser positivamente surpreendido por algo absolutamente inovador.

No desenho dos elementos que podem contribuir na busca de soluções a tecnologia é, em suas múltiplas e diversificadas opções,  o elemento que pode gerar o maior número de possibilidades pelo alcance quase inesgotável de alternativas.

No plano das alternativas racionais  muito tem sido feito e oferecido variando dos sistemas de mensuração e controle para maximização de resultados, passando pelo recém ampliado universo do Big Data, e chegando na gestão de preços em tempo real. O céu é o limite mas quase tudo converge para o enfrentamento do desafio de uma quase inexorável pressão crescente sobre a rentabilidade.

No plano emocional ocorre a busca incessante por caminhos que possam reduzir o grau de racionalidade no processo decisório no comportamento cada vez mais pragmático, tornando-o mais emotivo e sensível, permitindo que decisões de compra e consumo sejam guiadas por outros níveis de gratificação que possam “descomoditizar” produtos, marcas, lojas e serviços.

Nesse caminho o Design de Varejo tem seu papel ampliado e potencializado pois pode contribuir decisivamente para criar um outro cenário e ambiente para negócios. Mas, também, porque não, contribuir para o processo de racionalização de processos e atividades nos pontos de vendas, como parte do chamado Design Funcional. A missão do design no varejo se torna crescentemente mais desafiadora.

Se existem novos recursos sendo disponibilizados, em especial na área da tecnologia no ponto de venda, de outro lado as pessoas têm cada vez menos tempo e estão mais ligadas e sendo inundadas de informações e conexões que contribuem para mudanças constantes em suas percepções, opiniões e decisões.

Das inovações marcantes das lojas despojadas e funcionais da Apple em todo o mundo mas também presente na loja do Rio de Janeiro, aos espaços interativos das lojas de artigos esportivos como a da Asics em Londres, passando pelas novas soluções em restaurantes e lojas de alimentação, como a recém inaugurada Eataly em Chicago ou as propostas diferenciadas das lojas Havaianas, Riachuelo e Chilli Beans na Oscar Freire em São Paulo, existe uma efervescência criativa na busca de novas respostas para novos desafios.

Criar espaços, modelos, alternativas que gerem um apelo mais emocional “desligando” o consumidor do ambiente hiper-conectado para buscar uma conexão diferenciada, induzindo um comportamento menos racional, se torna a cada momento uma missão mais difícil.

Por conta disso artistas, designers, pesquisadores e provedores de soluções dedicam-se continuamente a monitorar tendências e buscar alternativas para gerar essas conexões mágicas que possam elevar o nível de gratificação desse consumidor.

E parte do trabalho é reunir tudo o que tem sido feito em formatos e layout de lojas, decoração, comunicação visual, embalagem, sites, comunicação promocional, uniformes, equipamentos, instalações, produtos e marcas para observar aceitação e adesão para identificar preferencias e possibilidades que possam gerar novas alternativas para envolver e encantar o consumidor.

Uma espiral desafiadora de criatividade e funcionalidade visando constantemente redesenhar o design de varejo. Eis a missão.

Marcos Gouvêa de Souza (mgsouza@gsmd.com.br) diretor-geral da GS&MD – Gouvêa de Souza.

26/05/2014 – http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/momentum/o-redesenho-do-design-no-varejo