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Marketing Digital e Douglas Souza: o que podemos aprender com esse ícone e utilizar em nossos negócios?

Douglas Souza representa a seleção brasileira masculina de vôlei nas Olimpíadas de Tóquio 2020 e é um fenômeno nas mídias sociais1Shares1

Douglas foi campeão pela mesma seleção em 2016, porém, só viralizou agora. O jogador é natural de Santa Bárbara d’Oeste (SP) e foi recentemente vice-campeão da Liga Mundial de Vôlei e o primeiro jogador da seleção masculina brasileira de vôlei a se declarar gay, em 2018.

instagram.com/douglasouza/ tem feito muito sucesso nas mídias sociais, onde em menos de uma semana, conquistou mais de dois milhões de seguidores só no Instagram, com postagens e vídeos bem-humorados, tornando-se o jogador de vôlei mais seguido do mundo e considerado a nova Juliette Freire (ex-BBB que conquistou o coração de todo Brasil).

Adoro seguir o Douglas no Instagram e fiquei refletindo: o que sua marca pode aprender com ele para bombar nas redes? Trouxe para vocês algumas estratégias bem-sucedidas desse jogador icônico, para você se inspirar e aplicar nas redes sociais de sua marca.

Autenticidade e vulnerabilidades

O que torna Douglas Souza um fenômeno é a sua personalidade única e não ter medo de mostrar que ele é “gente como a gente”. Os usuários do Instagram estão cansados de ver vidas perfeitas, pessoas intocáveis, e Douglas traz uma conversa gostosa e informal com sua audiência, principalmente em seus stories, trabalhando de maneira muito bem-humorada.

Ele mostra seus acertos, seus erros (por exemplo, no segundo jogo da seleção masculina de vôlei, disputado com a Argentina, Douglas erroneamente pediu para rever o lance, achando que o juiz tinha errado o ponto ao adversário e assumiu que ficou com muita vergonha disso).

Ele também compartilha as músicas que escuta no momento, de maneira leve e verdadeira, sem deixar de manter seu profissionalismo, afinal, Douglas é um dos melhores jogadores do Brasil na atualidade.

Trabalhe com humor

Humor é um sentimento universal positivo e mexe muito com o nosso inconsciente. Temos diversos jogadores de vôlei produzindo conteúdo, mas o que vai marcar e ficar na mente dos usuários são aqueles que sabem trabalhar com sentimentos universais (preferencialmente os positivos).

Ao mostrar o perrengue e as filas para pegar a roupa lavada na concentração (há dias ele tenta pegar suas roupas), pular na cama de papelão para mostrar a sua resistência, as brincadeiras com os jogadores mais sérios do vôlei, comparar sua bagunça com a do jogador Borges (que ele chama de Jorges), que divide o mesmo quarto que ele, “trolagens” com os jogadores e várias outras. Douglas é uma fábrica de meme.

Logo, sua marca precisa entender como trabalhar com sentimentos universais positivos com seu público, principalmente utilizando o humor.

Mostre bastidores

Douglas entende muito bem o que a sua audiência quer ver, vai lá e mostra. Foi o caso da cama feita de papelão: ele fez questão de pular na mesma, a qual fez um barulho que estava quebrando.

Ele também mostra os treinos da Seleção, seu casamento, o calor de Tóquio, os perrengues da lavanderia e dos bastidores da vida dos jogadores nas Olimpíadas.

Logo, empresa, é importante que você entenda o que sua audiência tem curiosidade em ver, de modo que sua marca se torne mais próxima do público.

Utilize todos os recursos no Instagram

Douglas Souza mescla sua publicação com stories (caixinha de perguntas e respostas, interação com público, bastidores e humor), reels (bastidores, humor e trechos de sua atuação na seleção e no time que joga), postagens no feed (parceria com as marcas e seu trabalho na seleção). Além do mais, Douglas também comunica no Instagram seus vídeos novos no YouTube e, ao mesmo tempo, conversa com sua audiência para entender suas necessidades.

De nada adianta montar uma personagem nas mídias e ser uma pessoa totalmente diferente longe das telas. Douglas mostra coerência entre a vida on-line e offline.

Trabalhe o pygital (físico e on-line)

Além disso, ele tem trabalhado a sua marca não apenas no Instagram, mas também fechou contrato com uma assessoria de imprensa, que o auxiliará a fazer pontes com outros profissionais e marcas que tenham sinergia com sua marca pessoal.

Douglas Souza nos mostra que é possível, sim, ser profissional e, ao mesmo tempo, não perder a sua essência: ser rápido, preciso e fundamental nos jogos da seleção de vôlei, sem deixar de arrancar boas risadas e gerar conteúdo e entretenimento para sua audiência.

Artigo por Mariana Munis, Heidy Orui – 27/07/21 – Marketing Digital e Douglas Souza: o que podemos aprender com esse ícone e utilizar em nossos negócios? (adnews.com.br)

Qual é a contribuição do marketing digital nas operações O2O?

O ano 2020 mudou o comportamento de consumo das pessoas e acelerou as soluções digitais e o crescimento do e-commerce, afirma Leonardo Rocha, diretor de marketing da B2W Digital. A empresa de comércio eletrônico, à frente de marcas como Americanas, Submarino e Shoptime, vem focando, cada vez mais, sua atuação em operações O2O (online to off-line), e firmou, ao longo do ano passado, parcerias que permitem que os clientes tenham acesso aos produtos que estavam acostumados a adquirir em lojas físicas sem sair de casa. “Como muitas marcas passaram a oferecer vendas online, foi preciso investir em ações assertivas de marketing, que gerassem um tráfego qualificado. A estratégia vencedora nesse cenário do marketing digital é a inteligência de geolocalização, que parceiros como Google e Facebook nos oferecem”, afirma. Para o ProXXIma, o profissional conta o que vem motivando o aumento de soluções de martechs no mercado de marketplaces.

Meio & Mensagem – Qual é a importância de acelerar as operações O2O?
Leonardo Rocha – O ano 2020 trouxe importantes mudanças no comportamento de consumo das pessoas, acelerando as soluções digitais e o crescimento do e-commerce. Estávamos preparados para atender a essa demanda, com a melhor combinação dos mundos físico e digital, estabelecendo um importante serviço que permite a nossos clientes comprar em qualquer plataforma e receber ou pegar o produto onde preferir. Durante 2020, aceleramos iniciativas integradas de O2O, garantindo menor prazo de entrega e valores de frete mais competitivos. A integração da B2W com as lojas físicas da Americanas, por exemplo, permitiu realizar 6,9 milhões de entregas em até 3 horas, em 2020. Em 2021, a entrega em horas será uma das nossas prioridades. Outra importante iniciativa foi a expansão, em 2020, dos nossos lockers, terminais de autoatendimento para a retirada de compras online, instalados em postos de gasolina, estações de metrô no Rio de Janeiro e em São Paulo. Temos ainda iniciativas como Pegue na Loja Hoje, que já está disponível em 100% das lojas físicas da Americanas, e o Ship from Store, que é a compra online dos produtos da loja mais próxima. As empresas entendem, cada vez mais, a importância de adotar a solução O2O para melhor atender o cliente.

M&M – Como o marketing digital pode auxiliar as operações O2O?
Leonardo – Com a pandemia, todo mundo precisou se adaptar. Os clientes passaram a comprar mais por meios digitais e muitos que ainda eram resistentes puderam desmistificar a compra online. As marcas tiveram que se reinventar para atender os clientes no momento de maior necessidade. Como muitas delas passaram a oferecer vendas online, foi preciso investir em ações assertivas de marketing, que gerassem um tráfego qualificado. A estratégia vencedora nesse cenário do marketing digital é a inteligência de geolocalização, que parceiros como Google e Facebook nos oferecem. Hoje, conseguimos construir campanhas usando formatos como Google Shopping, por exemplo, focadas em usuários que estão próximos de determinada loja física e têm alta probabilidade de conversão no anúncio.

M&M – As martechs tornaram-se mais recorrentes, dentro do mercado de marketplaces?
Leonardo – Sim. A evolução do mercado de marketplace acompanha a evolução da digitalização do consumidor. Nesse cenário, dois movimentos acontecem. O primeiro envolve os clientes, que utilizam, cada vez mais, os canais digitais, como aplicativos, redes sociais e plataformas de vídeos online. O segundo movimento vem dos sellers, que querem estar presentes nas jornadas digitais dos consumidores, disponibilizando todo o tipo de sortimento e muito conteúdo. Marketplaces potencializam essas mudanças. Pesquisas mostram que, no Brasil, as operações de marketplace já se tornaram o principal canal para pesquisa e descoberta de novos produtos pelos clientes. Dessa forma, o marketing precisa estar, cada vez mais, conectado a essa nova realidade e usar novas tecnologias. As martechs automatizam e otimizam o marketing digital, permitindo encontrar o consumidor certo, com a oferta certa, em tempo real. Dentro da nossa plataforma, também temos investido no uso de machine learning e inteligência artificial com essa finalidade. Também desenvolvemos nossa plataforma proprietária e completa de publicidade, com foco em alavancar a venda de parceiros como sellers e fornecedores, chamada B2W Ads. A receita dessa frente cresceu 219%, no quarto trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019.

28/04/21 – Victória Navarro – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/04/28/qual-e-a-contribuicao-do-marketing-digital-nas-operacoes-o2o.html

QR Code e as possibilidades na publicidade

Criado na década de 1990, o Quick Response Code, mais conhecido pelo nome QR Code, baseia-a em um gráfico de duas dimensões (2D), capaz de, quando lido pela câmera de um celular, trazer à tona informações, como páginas da internet. As funções dessa tecnologia são múltiplas. Se na mídia impressa, por exemplo, pode revelar conteúdo extra, no mercado publicitário, é capaz de trazer, via embalagens, TV, pontos de venda e outdoors, as promoções e os detalhes de uma campanha. O QR Code, mais do que assumiu o papel de uma ferramenta de comunicação, passou a auxiliar na divulgação de marcas e no estreitamento da relação com os consumidores.

O QR Code permite a conexão entre o off-line e online (crédito: Pixabay/Pexels)

Segundo Edson Sueyoshi, vice-presidente de tecnologia e produção da R/GA, o QR Code ganhou, ainda mais, protagonismo no ano passado, com o início da pandemia do novo coronavírus e a ascensão das lives de entretenimento. Além disso, no Brasil, afirma João Vicente, head of growth strategy da Sapient AG2, a criação do mais novo meio de pagamento Pix, que promete realizar transferências em até dez segundos sem a interferência de intermediários, é mais uma das ações do mercado que tem ajudado a popularizar o QR Code. Por meio dessa opção de transação, é possível definir um valor fixo e usar o código em diversos pagamentos, como uma espécie de etiqueta do produto, e há a alternativa de inserção do valor pelo pagador. Mas, Edson destaca que “a familiaridade das pessoas ao uso da tecnologia já vinha num movimento crescente pré-pandemia, com carteiras digitais, ativadas nos pontos de venda”.

“Na publicidade, as possibilidades são infinitas, além das lives”, diz o head of growth strategy da Sapient AG2. Em 2028, quando a Nike abriu sua primeira loja Nike Live, em Los Angeles, por exemplo, foi concebido um armário inteligente com QR Code, responsável por dar vida a um sistema de reserva e retirada instantânea para membros do aplicativo NikePlus. Na TV, é possível encontrar campanhas de diversas marcas na grade. À exemplo, em 2020, durante o intervalo da novela Totalmente Demais, da Globo, a C&A entrou no ar com descontos oferecidos via QR Code, que conduzia o público à plataforma de e-commerce da marca.

Entre as vantagens de se aplicar a tecnologia na comunicação, está a conexão entre o ambiente off-line e online, capaz de levar o público de uma mídia tradicional para uma digital. Outro benefício é a criação de um identificador único, responsável permitir a construção de campanhas personalizadas. “Todo cliente que pode ser identificado pode ter um QR Code associado a ele em um sistema e leitores podem identificá-lo no mundo físico”, explica Edson. “Uma campanha estática de out-of-home tem pouco potencial de captação de dados, porém, quando direcionada para o celular através de um QR Code, abre a possibilidade de mensurarmos e capturar os dados relevantes dos mais diferentes targets impactados”, adiciona João.

Normalmente, diz João, o QR Code é utilizado para prover um conteúdo de apoio à comunicação principal. Além disso, pode ter outros objetivos, como informar, captar dados, surpreender, expandir conhecimento, ampliar outras frentes de contato com o cliente e fidelizar. “Se já levaremos uma pessoa a pegar o celular, abrir a câmera e apontar para a tecnologia, é preciso atender a expectativa de uma entrega de valor para o usuário. Se a mídia usada não é adequada para provocar essa ação e se o seu uso não tem um propósito claro, é inútil”, complementa o profissional da R/GA. É essencial definir claramente e mensurar para onde o QR Code vai direcionar o target.

As barreiras
As barreiras para introduzir o QR Code na publicidade estão, cada vez mais, menores, uma vez que a mídia massiva já normalizou a tecnologia. Na linha de pensamento do QR Code ser uma ponte de ativação do digital no mundo físico, seu princípio primordial é de facilitar o acesso a uma URL, que pode levar a um site ou a um identificador único, como no caso das carteiras digitais. “A barreira tecnológica que existia em um passado recente de problemas de conectividade, como número reduzido de smartphones ou a falta de conhecimento da tecnologia, já foram superadas nos grandes centros”, explica Edson.

Atualmente, a criação de QR Code é acessível para marcas e até mesmo pessoas físicas, uma vez que existem diversas aplicações na internet que criam código personalizado de forma gratuita. Mas, o profissional da Sapient AG2 aponta que é necessária a utilização de textos informativos e explicativos, que permitam aumentar o alcance e comunicar para um público mais amplo dentro de uma estratégia definida. Ademais, João destaca que os anunciantes precisam estar atentos a questões de privacidade de dados e compliance: “Por isso, a criação desses códigos com desenvolvedores parceiros é o recomendável, pois aí podemos ter total controle de todo e qualquer fluxo de dados gerado desde a concepção até as interações”.

Victória Navarro – 16 de fevereiro de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/02/16/qr-code-e-as-possibilidades-na-publicidade.html

Pós-venda também precisa ser omnichannel, alerta gerente da Riachuelo

A Riachuelo começou a se tornar uma empresa multicanal há alguns anos, com venda pelo e-commerce e retirada de produtos nas lojas. Mas foi uma tecnologia adotada recentemente que fez a empresa, uma das maiores varejistas do Brasil, contar com uma sinergia real entre o que é feito online e offline, tornando a experiência do cliente diferenciada.

O processo de implementação do projeto Manhattan Active Omni (MAO) na Riachuelo será apresentado nesta quarta-feira (14) no Brasil Exchange Connect 2020. O evento é promovido pela própria Manhattan Associates, especializada em tecnologia para supply chain e comércio omnichannel.

“Ser omni, dentro da Riachuelo, não é algo recente. Se o cliente ia até uma loja e o produto que ele queria não estava disponível, ele podia fazer a compra e buscar o item em outra loja ou pedir que fosse entregue na casa dele. Também tínhamos um sistema de retirada de produto em loja em todo o País por meio de lockers”, explica Allison Rorato, gerente de Operações Omnichannel e E-Commerce das Lojas Riachuelo.

O objetivo de adotar a nova tecnologia foi usar a capilaridade da rede para melhorar a entrega. “Usamos a inteligência do sistema para identificar a melhor forma de dar uma boa experiência ao cliente, que vai além das regras básicas de frete e prazo.”

Novas rotinas de alocação e reposição

Ele cita um exemplo: o de um cliente que vai até uma loja da Riachuelo no Shopping Morumbi, em São Paulo, por exemplo, mas não encontra o produto que procura. O sistema permite que esse cliente faça a compra pela loja online, que “orquestra” o pedido para a loja do Eldorado, por exemplo, que fica responsável por enviar esse produto até a casa do consumidor.

Segundo o executivo, o sistema de omnicanalidade não mudou só o conceito de atendimento para o cliente, mas fez a empresa repensar rotinas de alocação e reposição. “A demanda de reposição para esse item é do Morumbi, que não tinha aquele produto para realizar a venda, ou é do Eldorado, que orquestrou a venda?”, questiona. É esse tipo de dúvida que o sistema MAO sana.

Outra vantagem, segundo Allison Rorato, é que a tecnologia é capaz de redirecionar, também, pedidos que tiveram algum tipo de ruptura. Ele cita outro exemplo prático.

“Vamos pensar num produto que foi comprado e demandado para um centro de distribuição nosso, e que tinha alguma avaria física que foi identificada pelo nosso colaborador na hora do picking.  Não podemos mandar esse produto para o cliente. Esse pedido volta para as regras de orquestração e o sistema identifica como atendê-lo no prazo correto e sem aumento de custo, ou seja, sem prejudicar o cliente. O fato de reorquestrarmos o pedido a partir da evidência de uma ruptura nos dá uma vantagem competitiva muito grande.”

Parcerias estratégias com transportadoras

O executivo destaca, ainda, que o sucesso da omnicanalidade da Riachuelo envolve também outras práticas. As lojas contam com infraestrutura com máquina específica para transações feitas online e outra para impressão de etiquetas de entrega, por exemplo. “Também temos parcerias estratégicas com transportadoras, o que nos que permite fazer uma entrega mais rápida para nossos clientes.’

O conselho de Allison Rorato para quem está embarcando na jornada multicanal é, além de fazer a escolha correta das ferramentas, ter a garantia de que o conceito omni está disseminado em toda a empresa e em cada etapa da venda.

“É preciso, também, unificar o pós-venda. Não faz mais sentido considerar o cliente do canal A e o cliente do canal B como diferentes. Uma vez que o cliente seja considerado omni, não é só a percepção de experiência para ele que será alterada, mas também a confiança que ele tem na empresa e o retorno que ele espera. Transformar cada loja em um mini centro de distribuição é uma trilha que pode ser transpassada”, afirma.

O começo da jornada omnichannel

Essa é uma tecla na qual Marco Beczkowski, diretor de Vendas e Costumer Success da Manhattan Associates no Brasil, vem batendo há pelo menos quatro anos. “Para construir jornadas omnichannel, é preciso ter a visibilidade de todos os estoques em um único local. Esse é um primeiro passo, que o cliente não vê. Mas, a partir daí, a empresa segue para a orquestração de pedidos, que permite que ela analise quando é mais barato ou mais caro mandar o produto de um lugar para outro. Quando se tem tudo unificado é que a jornada omnichannel começa”, afirma.

Para ele, o grande desafio de projetos como o implementado pela Riachuelo é montar a base. “Ser omni não é só fazer um puxadinho no PDV para fazer o pick-up in store e não é só fazer entrega online em duras horas”, define.

Mas todo o trabalho, claro, precisa também ser visto pelo cliente em algum momento. E isso acontece na hora em que ele interage com a marca. “Existe experiência pior do que comprar algo pela internet, sair de casa, chegar na loja e o produto prometido não estar lá? Se você não faz a integração completa, o PDV não vai enxergar o pedido do e-commerce”, exemplifica. “Quanto menos fricção, melhor a venda.”

Segundo o diretor de Vendas e Custer Success da Manhattan Associates no Brasil, com a pandemia, a demanda por esse tipo de tecnologia aumentou.

“O tipo de cliente que está vindo falar com a gente agora tem problemas reais e complexos a serem resolvidos. Ele percebeu que não é tão fácil ter o pick up in store, porque existe um custo envolvido no atendimento omnicanal. O custo de atendimento na loja é barato; no e-commerce, é maior. Com o pick up, existe o custo do atendimento no Centro de Distribuição, do frete para envio do produto até a loja, do vendedor que entrega o produto ao cliente. As pessoas não estavam preocupadas com a lucratividade do omni.”

de Aiana Freitas – 14 de outubro de 2020 – https://mercadoeconsumo.com.br/2020/10/14/pos-venda-tambem-precisa-ser-omnichannel-alerta-gerente-da-riachuelo

Em um mundo digital, qual o papel do varejo físico?

A paralisação das atividades econômicas e as novas regras de distanciamento social por conta da Covid-19 impõem uma reflexão inédita às lojas físicas de pequenos negócios e grandes redes de varejo.

E é à beira deste “divã comercial” que Ken Nisch trabalha. Há 25 anos, o americano atua como chairman da JGA, um dos mais importantes escritórios de arquitetura de varejo dos Estados Unidos.

Fundada em 1971, a companhia criou ambientes de varejo inovadores e divertidos para uma lista diversificada de clientes internacionais. Entre eles,  marcas como Hershey’s, H&M, Whole Foods e a brasileira Cacau Show.

Nisch, que não parou durante a pandemia, reflete sobre seus novos aprendizados“Se o cliente esperava conveniência 24 horas por dia, 7 dias por semana, agora ele espera comprometimento”, afirmou Nisch, em entrevista ao NeoFeed.

De acordo com ele, o varejo físico terá de pensar em novas formas de engajamento. “Quando um cliente vai às compras, sobretudo às presenciais, ele é mais intencional”, afirma Nisch. “É provável que gaste mais e tenha expectativa maiores do envolvimento, reconhecimento e experiência.”

Nisch também não vê um novo normal. “Olha, o que existe, ao meu ver, é a aceleração do que já era um caminho. Então, em vez de chamá-lo de novo normal, eu diria que é um normal acelerado.”

A entrevista acontece poucos dias antes de Nisch participar do Global Retail Show 2020,  evento online que acontece entre de 13 e 19 de setembro.

O evento deste ano irá discutir a retomada do varejo e o futuro do consumo na perspectiva global. São esperadas cerca de dez mil pessoas nas plenárias e sessões temáticas, que serão distribuídas em 67 painéis com mais de 280 palestrantes nacionais e internacionais.

Acompanhe os principais trechos da entrevista com Nisch:

Você acredita que a pandemia mudou o negócio do design?
Apesar das tragédias pessoais e privadas trazidas pela Covid-19, o lado bom dessa crise é a disrupção, o foco organizacional e a mudança de cultura que só ocorre quando velhos métodos, paradigmas e expectativas são desafiados. Não estou muito seguro de que o negócio do design mudou “para valer”, mas o approach e a responsabilidade para com ele, sim, está mudando. Fazer investimentos subjetivos, como parte de um “hábito” corporativo, esperando que as coisas mudem por si, não é mais suficiente.

Como o negócio do design pode ajudar empresas e empresários a vencer essa crise?
Pode ajudar de muitas maneiras. A parte mais óbvia e, infelizmente, menos empolgante, é mostrar que as organizações têm de ter empatia e estar comprometidas com o bem-estar e segurança de todos, começando pelo de suas próprias equipes que lidam com o cliente. Isso explica as novas soluções, como as retiradas de produtos onde antes não havia, as compras assistidas, os horários especiais para idosos. Todos demonstram que as organizações estão colocando seus clientes em primeiro lugar.

E de um ponto de vista mais estratégico?
Se o cliente esperava conveniência 24 horas por dia, 7 dias por semana, agora ele espera comprometimento 24 horas por dia, 7 dias por semana. E isso vale para pequenas atitudes, como ter horários reservados para compras privadas em casos de grupos de risco, ou criar ambientes dentro da loja que permitam engajamento seguro.

Como assim?
Como cafés e outros elementos da boa hospitalidade foram suspensos por conta das regras de distanciamento social, é preciso repensar novas formas de engajamento. Estamos usando o termo “broadcast shopping” para descrever essa abordagem. Exemplos disso seria a aplicação de melhores recursos para que os vendedores tenham ferramentas para interagir de forma mais eficiente com o cliente ou com a comunidade varejista.

E por falar em varejo, qual seria esse novo normal?
Olha, o que existe, ao meu ver, é a aceleração do que já era um caminho. Então, em vez de chamá-lo de novo normal, eu diria que é um normal acelerado. As nossas necessidades e os produtos que agora entendemos como essenciais mudaram nossa ida às compras.

Mudaram como?
Quando um cliente vai às compras, sobretudo às presenciais, ele é mais intencional. É provável que gaste mais e tenha expectativa maiores do envolvimento, reconhecimento e experiência. Os consumidores, pelo menos no curto prazo, ainda procuram se unir, ser sociais, mas provavelmente o farão de maneiras diferentes. Eles podem participar de degustação de vinhos virtuais e experiências culinárias que complementam as compras.

Você poderia dar um exemplo de como o design pode ser útil para ajudar um negócio, sobretudo em tempos de dificuldade?
Para uma grande empresa de luxo, do ramo da joalheria, com centenas de lojas, aplicamos a lógica do “mais longe, mais curto, diferente”. Nós os ajudamos a ‘pivotar’ áreas do negócio que poderiam alavancar seu inventário e recursos humanos, das vendas à produção. Por fim, auxiliamos no aprimoramento de sua marca digital para que complementasse o negócio físico.

Mas como exatamente fizeram isso?
Criando uma “sala de estar” dentro do escritório. Uma área que rapidamente se transformou num espaço de “broadcasting”, servindo como cenário para videoconferências e consultas virtuais. Também desenvolvemos um cantinho para “workshops” e experiências interpessoais que respeitem as regras de distanciamento.

O e-commerce viveu um boom nos últimos meses e muitos varejistas passaram a investir em ferramentas virtuais. Você acha que é errado pensar em operação online versus offline?
Nem todos os e-commerces cresceram. Alguns exemplos nos Estados Unidos de lojas de departamento e de luxo viram suas vendas online achatarem ou declinarem. Os maiores beneficiados, no começo da crise, foram os negócios que existem exclusivamente online, como a Amazon. Mas, no longo prazo, não acho que seja uma mudança de comportamento do consumidor, mas a aceleração do que já vinha acontecendo. Se essa evolução vai estabilizar ainda é uma questão em aberto. O que não é mais uma dúvida é que o cliente tem que se relacionar com a marca, em todos os canais e áreas.

Considerando que estamos no meio de uma crise global, que dica daria para aqueles que querem ou precisam renovar sua presença física?
Acho que “atualização” não é a melhor palavra, eu prefiro o termo “ativação”, que inclui estabelecer e reforçar o diálogo entre as operações online e offline. As dicas que eu daria, portanto, seria apostar no empoderamento da equipe, no relacionamento com o cliente e balizar tudo isso como uma jornada contínua de melhoramento. Não é, portanto, uma necessidade de renovar a presença física, mas reenergizar a interação com a marca, o que também passa, provavelmente, pelo espaço físico.

Com informações do porta NeoFeed – de Imprensa Mercado & Consumo – 7 de setembro de 2020 – https://mercadoeconsumo.com.br/2020/09/07/em-um-mundo-digital-qual-o-papel-do-varejo-fisico

Novo Varejo 2.0 busca a combinação virtuosa possível

O conceito de New Retail (ou Novo Varejo) é de 2016 e foi proposto por Jack Ma, o icônico líder da chinesa, cada vez mais global, Alibaba, um ecossistema de negócios que tem valor de mercado próximo a US$ 455 bilhões.

O conceito desenhava a nova realidade no varejo com a integração entre o online e off-line com amplo envolvimento logístico e a tecnologia como elemento viabilizador de toda a evolução.

O New Retail, em 2016, era um dos conceitos propostos por Jack Ma para sua visão sobre a New Economy, que incluía ainda New Manufacture, New Finance, New Energy Source and New Technology. Em sua concepção, o New Retail era apenas uma pequena parte da cadeia mais ampla de negócios e desta forma deveria ser entendida.

Mas o impacto das inovações que a concepção do ecossistema de negócios Alibaba e outros trouxeram transcende em muito que acontece nos negócios e envolve a própria sociedade como um todo. E em todo o mundo e cada vez mais.

Especificamente no varejo, a integração tecnológica online, off-line e logística com o multirelacionamento precipitado pelos Super Apps está redesenhando toda a realidade do varejo, inicialmente na China, mas, gradativamente avançando para outras realidades, inclusive no Brasil. O seu potencial transformador nos próximos cinco anos por aqui será maior do que tudo aquilo que aconteceu no nosso varejo nos últimos cinquenta anos.

Mas, enquanto na China toda essa transformação é precipitada pela tecnologia e redesenhou a realidade dos negócios, do mercado e da sociedade, a partir dos Super Apps, em outras economias, também maduras, essa transformação acontece, porém com velocidade em menor escala, pelas estruturas, hábitos, agentes e práticas existentes.

Como parte dessa mudança na China, em torno de 80% das transações no varejo ocorrem com pagamento digital feito a partir do celular e não raro encontrar empresas, como a rede de coffee-shops Luckin, que anunciam não aceitar outra forma de pagamento que não essa. Assim como supermercados que também não aceitam outra forma de pagamento a partir de determinado horário, que não via celular.

Mas se você der um salto espacial e estiver no Hudson Yards, o novíssimo complexo multiuso inaugurado em março deste ano, em Nova Iorque, na operação da Citarella, uma combinação de loja de produtos gourmet, restaurante e wine bar, o aviso que encontrará é que também não aceitam dinheiro, apenas cartões de crédito ou débito.

Mas no Hudson Yards a arquitetura provocativamente arrojada, os novos formatos de lojas de redes globais e locais, o novo equilíbrio de produtos, serviços e soluções, combinados ou não, a predominância das marcas próprias no varejo, o design e comunicação visual únicos e pensados para constante mudança, as instalações criando interações, os elementos de tecnologia disponíveis com foco em conveniência e redução de atritos, o espaço dedicado à alimentação, entretenimento, saúde, beleza, bem estar e lazer, sinalizam mais um vetor de combinação de elementos que podem ser incorporados numa outra visão do Novo Varejo, com uma proposta mais focada na experiência, desta vez do lado ocidental do mundo.

New Retail 2.0

O que imaginamos como o Novo Varejo 2.0 é exatamente essa combinação virtuosa e emergente de elementos vindos da integração do que a tecnologia, os Supper Apps, o online e off-line, a logística e tudo o mais que redesenham a realidade do varejo a partir da China, com todos esses outros elementos que emergem das novas propostas envolvendo experiências, design, conveniência, arquitetura, soluções, marcas próprias e ênfase no bem estar e cuidados pessoais tão valorizados na realidade ocidental mais madura.

Esse desenho futurista não está ainda disponível em nenhuma proposta atualmente operacional, mas deve estar emergente na mente dos que pensam o futuro próximo, pois do lado da demanda, dos omniconsumidores 2.0, será natural buscar essa combinação virtuosa de elementos.

E se existe ainda espaço para maior ambição na proposta, ela deveria necessariamente conter as pessoas como o elemento catalizador fundamental de toda essa integração.

E aí talvez não exista espaço para avançar muito mais. Ao menos por enquanto.