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As diferenças entre salestechs e martechs

Aumento de produtividade e retenção de leads são algumas das consequências do uso de tecnologia, aliada dos executivos e gestores de marketing e vendas, em negócios. Se, por um lado, os avanços digitais deram novas habilidades e desejos aos clientes, por outro, auxiliam marcas a criarem relações mais genuínas com seus consumidores. Neste contexto, martechs e salestechs ganham, cada vez mais, destaque e ajudam a impulsionar os resultados dos mais diversos setores econômicos.

Segundo o estudo “The LinkedIn State of Sales Report”, realizado em diversos países em 2020, nos últimos dois anos, por exemplo, o uso de ferramentas de sales intelligence cresceu de 28% para 34% nas organizações. Além disso, ainda de acordo com a pesquisa da rede social profissional LinkedIn, 77% dos vendedores estão investindo em vendas e reuniões virtuais e 51% já usam os dados a fim de aumentar a performance de suas vendas.

Já no campo do marketing, segundo a Statista, focada em dados de mercado e consumidores, o número de soluções tecnológicas cresceu de 150, em 2011, para mais de 8 mil, no ano passado. Em 2020, US$ 121 bilhões foram investidos, globalmente, em martechs. Para José Sarkis Arakelian, professor de estratégias de marketing do curso de administração da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), “martechs, captação, trabalho, análise e inteligência de dados já são, há alguns anos, realidade em absoluta expansão, tanto em companhias globais como locais”. Além disso, um estudo realizado pela Gartner mostra que, em média, 26% do orçamento disponível para uma equipe de marketing é destinado às martechs.

De acordo com o professor, a pandemia do novo coronavírus e a aceleração no processo de digitalização reduziram o tempo de maturação das tecnologias, o que vem quebrando as barreiras culturais corporativas de utilização ferramental. Assim, afirma, as plataformas de salestech ganharam evidência e servem, cada vez mais, como potencializadoras do trabalho remoto e as martechs passaram a ocupar um espaço ainda mais central na proposição de soluções.

Martechs e salestechs ganham ajudam a impulsionar os resultados dos mais diversos setores econômicos (crédito: Mikael Blomkvist/Pexels)

Salestech: o que é e como se aplica
As salestech (sales technology ou tecnologia de vendas) são empresas ou tecnologias inteligentes focadas no desenvolvimento de soluções e ferramentas para a área de vendas. Segundo Fernando Ribeiro dos Santos, CEO da Circle Aceleradora, ajudam a aumentar, consideravelmente, as compras e diminuir os esforços em torno da oferta de produtos e serviços. “As salestechs estão à frente das vendas. Mas, não de vendas comuns, que demandam grande capacidade da equipe na interação com o cliente e a força de vontade do vendedor como a única ferramenta disponível para o sucesso da ação. Está à frente de vendas mais eficientes, atendendo a demanda dos consumidores”, explica.

Entre as vantagens das salestechs, estão: aproximação com o cliente no momento da venda, banco de dados atualizado de leads, interação personalizada no pré e pós-venda, capacitação de equipes e otimização de tempo.

Martech: o que é e como se aplica
Por sua vez, as martechs (marketing technology ou tecnologia de marketing) permeiam startups ou soluções que relacionam tecnologia ao marketing. “São plataformas com o escopo mais amplo, usadas para criar, atender e desenvolver experiência ou jornadas que possibilitem uma organização a conquistar, engajar e reter clientes”, diz José.

As soluções de martechs podem ser aplicadas via ferramentas de automação de marketing e vendas, CRM (customer relationship manager), e-mail marketing, web analytics, geomarketing, pesquisa de mercado, gestão de mídias sociais, eventos, mobile marketing, SEO (search engine optimization), trade marketing e outros.

Com a tecnologia, o marketing passou a levar, para dentro de suas estratégias, mais escalonamento e assertividade. “O marketing, anteriormente, voltado, exclusivamente, para venda de produtos e serviços, passou a ser totalmente centrado no ser humano”, afirma Fernando. Assim, por meio do conhecimento acerca de valores, expectativas, necessidades e hábitos dos clientes, a área consegue fortalecer relacionamentos e a conversão, o que gera mais possibilidades de relevância e engajamento para os consumidores e maior potencial de impacto financeiro para as marcas.

Digitalização e inteligência
As salestechs e as martechs ainda são um mercado novo no Brasil, diz Fernando. No entanto, adiciona José, a integração de serviços em plataformas mais completas, complexas e complementares tende a sobressair: “As fronteiras entre os ecossistemas e as definições de escopo serão mais porosas”. O avanço das salestechs, com o trabalho remoto e a aceleração da digitalização, será ainda mais incorporado pelas marcas e o potencial das martechs, reforçado. Os diversos pontos de contato e intersecção trarão informação para a inteligência das companhias, com dados mais granulares das jornadas de compra, “detalhando táticas mais e menos efetivas para uma maior diversidade de segmentos de consumidores, retroalimentando a base”, explica o professor.

*Crédito da foto no topo: Johannes Plenio/Pexels

Victória Navarro – 22 de março de 2021 https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/03/22/as-diferencas-entre-salestechs-e-martechs.html

Novo ‘P’ do Marketing: Proteção

Entidades de todos os segmentos passaram a implementar inovações e medidas voltadas para a mitigação das preocupações dos consumidores

Não é novidade que a pandemia da COVID-19 evidenciou a urgência das questões sanitárias e exigiu respostas imediatas também das empresas. Num piscar de olhos surgiu a necessidade de atender procedimentos de saúde e segurança ainda mais rigorosos. Dessa maneira, entidades de todos os segmentos as passaram a implementar inovações e medidas voltadas para a mitigação das preocupações dos consumidores.

Segundo a Euromonitor Internacional, a “obsessão por segurança” é uma das dez tendências que ditarão o comportamento do consumidor em 2021. Eficiência e limpeza já não são negociáveis, mas itens que mandam nas relações de consumo, haja vista que as preocupações evoluíram da higiene básica para a saúde geral.

Isso posto, os questionamentos em torno da origem e logística dos produtos e serviços elevaram os padrões de segurança. Para atender essa nova demanda, sugiram entregas por robôs e operações autônomas, os métodos de pagamento sem contato estão em alta pelo medo de lidar com dinheiro sujo, a demanda por aparelhos com desinfetantes e produtos de higiene cresceu exponencialmente.

Diante de tudo isso, sob o olhar de marketing, já não basta uma marca focar em apenas atender aos anseios dos clientes quanto aos tradicionais P´s de Philip Kotler (preço, praça, promoção, produto, pessoas, processos, posicionamento e performance). É necessário ir além dos tópicos centrais das estratégias do marketing mix e se transformar de acordo com as reais e atuais demandas dos consumidores.

Eis então que o marketing ganhou um novo “P”, o de proteção. E agora, mais o que nunca, à medida que os consumidores recorrem às suas necessidades diárias, as marcas devem evoluir e proporcionar uma experiência ainda completa aos seus clientes, inspirando também proteção em seus produtos e serviços desde a concepção até a entrega.

Dessa forma, conclui-se que uma marca com uma imagem confiável, que transmite segurança, demonstra respeito aos seus clientes, colaboradores e comunidade não só em seu discurso ou campanhas, mas em seu propósito, ações e atitudes, possui um ativo intangível para as empresas.

Por: Fernanda Dalben – 24/02 https://www.mundodomarketing.com.br/artigos/fernanda-dalben

Clubhouse supera TikTok em buscas; veja como a nova rede pode ajudar seu negócio

Lançado em 2020 e com acesso restrito por meio de convites, o aplicativo Clubhouse está no centro dos debates no Brasil. Após a entrada de nomes como Oprah Winfrey e Elon Musk, a nova rede social, baseada em conteúdo de áudio, tem atraído CEOs e personalidades e promete movimentar também o mundo dos negócios.

Segundo levantamento da empresa de dados e client aquisition Decode, as buscas de brasileiros pelo novo app chegaram a 2 milhões no último dia 7 de fevereiro, superando em 66% aquelas pelo TikTok. Enquanto isso, no exterior, os usuários já estão interessados no valor das ações do Clubhuse.

Para o CEO da Decode, Renato Dolci, CEO da Decode, o aplicativo se beneficia do senso de exclusividade e do crescimento do consumo de conteúdo em áudio impulsionado pelos podcasts para atingir um público qualificado. “O lançamento mirou nos early adopters, com a priorização da plataforma iOS e o sistema de indicações. Do ponto de vista de negócio, um dos resultados disso é justamente despertar o interesse de investidores”, sinaliza.

Como funciona o Clubhouse

O Clubhouse é uma rede social que oferece salas de bate-papos com temas diversos, de entretenimento a negócios e até mentorias, para as quais as pessoas podem encaminhar dúvidas, participar de conversas ou comentar o que novidades, sempre por mensagens de áudio. As discussões não são gravadas ou salvas.

Para a diretora da Agência Contatto, Talita Scotto, é importante, para as marcas, estar na rede social. “Não há como prever o futuro do aplicativo, mas já é visível que o formato agrada, tem grande potencial de gerar conexão entre pessoas, já está atraindo CEOs, personalidades e pode gerar negócios no futuro”, analisa.

Ela destaca que a rede social tem características mais voltadas para o aprendizado e a troca de conhecimentos e permite que profissionais de marketing, por exemplo, explorem a exclusividade e a estratégia da escassez que são a base do modelo atualmente.

“Com tempo determinado em cada sala e com capacidade para até 5 mil ouvintes ao mesmo tempo, o Clubhouse oferece engajamento em tempo real e capacidade de promover interação entre profissionais, celebridades e o acesso a grandes nomes do mercado de maneira simples, rápida e a qualquer hora”, pontua.

Conversas naturais e eficientes

Uma pesquisa recente da Deloitte apontou que o mercado de podcasts movimentou mais de US$ 1 bilhão em 2020. O Clubhouse chegou a um valuation de US$ 1 bilhão em apenas um ano. Outro estudo, da Walker Sands, mostra que um em cada cinco consumidores nos Estados Unidos já fez alguma compra por meio de um dispositivo controlado por voz, como o Amazon Echo ou Google Assistant.

Para o diretor de Marketing da Tatix Full Commerce, Felipe Russi, o sucesso da nova rede comprova a força de estratégias de áudio e voice search.

“A popularização de homekits e assistentes pessoais virtuais tende a tornar as compras realizadas por comando de voz cada vez mais comuns. É esperado que as conversas conduzidas por Inteligência Artificial fiquem cada vez mais naturais e eficientes. Enquanto isso, os recursos humanos ficam livres para as tarefas onde são insubstituíveis. E, baseando-se nos históricos de buscas e compras dos consumidores, as lojas podem oferecer recomendações mais assertivas”, observa.

Estima-se que, até 2022, o volume transacionado por assistentes de voz será de U$ 40 bilhões, de acordo com uma pesquisa da OC&C Strategy Consultants. “Hoje, o principal uso desses dispositivos é para escutar música, consultar notícias, buscar informações e previsão do tempo, por exemplo. Mas a tendência é que a ferramenta vá se tornando um hábito diário e com isso os usuários variem seu uso até chegar às compras, que é o que estamos enxergando com bons olhos como conveniência e também acessibilidade”, finaliza Felipe.

12 de fevereiro de 2021 – Redação – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/02/12/clubhouse-supera-tiktok-em-buscas-veja-como-a-nova-rede-pode-ajudar-seu-negocio/

Como o Clubhouse pode ser útil na indústria de comunicação?

Marcas podem usar aplicativo para se aproximar do público, prestação de serviços e promover debates sobre questões que afetam a sociedade

As definições de FOMO (sigla para “medo de ficar de fora” em inglês) não cessam de ser atualizados no aplicativo Clubhouse que, desde a semana passada, tem sido palco para conversas sobre diferentes assuntos que duram horas e, a cada momento, são alimentadas por novos usuários. Entre 30 de janeiro e 6 de fevereiro, as buscas no Google pelo app aumentaram em 525% em relação a semana anterior. Embora tenha acabado de ganhar popularidade no Brasil, executivos do mercado publicitário já enxergam possibilidades da união entre marcas e plataforma.

Para Rodrigo Tigre, da Audio.ad, Clubhouse deflagra poder do áudio (Crédito: William Krause/Unsplash)

Até então disponível apenas para celulares com sistema iOS, o aplicativo é uma espécie de podcast ao vivo ou então uma live sem câmeras em que moderadores podem permitir usuários ouvintes a contribuírem para o debate. Para entrar, é necessário receber um convite de um outro usuário ou então submeter um nome de perfil para ficar salvo como seu e esperar algum colega de sua lista de contatos autorizar sua entrada. O login é feito pelo número do telefone celular.

Inserido no universo do Clubhouse, o usuário pode selecionar temas de interesse, participar de clubes ou ingressar em alguma sala ativa que é exibida na primeira página do aplicativo. No app, já é possível ouvir debates sobre posicionamentos de marcas, criação de conteúdo, cultura do cancelamento, empreendedorismo e tantos outros.

O Clubhouse existe desde março de 2020 como um “tipo de produto social baseado na voz, permitindo que pessoas em todos os lugares falem, contem histórias, desenvolvam ideias e criem amizades ao redor do mundo”, descrevem os fundadores Rohan Seth, ex-funcionário do Google, e Paul Davidson, empresário do Vale do Silício.

Porém, o que proporcionou sua ascensão rápida para as discussões nas redes sociais nessa transição de mês foi a presença de nomes como Elon Musk, Mark Zuckerberg, Oprah Winfrey, Drake, Ashton Kutcher, Anitta, Luciano Huck, Boninho e demais celebridades participando de conversas. O app ficou conhecido pelo mercado publicitário quando executivos de agências e marcas aceitaram convites para entrar na plataforma.

Abre alas
Para Rodrigo Tigre, country manager da Audio.Ad, o ingresso do público se deu por conta da curiosidade entorno do aplicativo. Apesar disso, ele alerta para a desproporcionalidade do buzz. “Com certeza, o tuíte do Elon Musk expandiu a busca pela rede, pois ele é um influenciador grande e real. Outros influenciadores, como o Felipe Neto, deram visibilidade para a rede no Brasil, potencializando o buzz no país. Mas temos que tomar um pouco de cuidado. Há muito buzz em torno do Clubhouse, mas ele ainda é nichado. Sinto que ele está no núcleo de tecnologia e comunicação. Além disso, o acesso é apenas para iOS e ainda não foi aberto para o sistema Android”, pondera.

Se foram as celebridades e grandes empresários que proporcionaram uma leva de novos usuários à rede, o que fez eles ficarem foi o que a plataforma ofereceu enquanto comodidade e necessidade humana, indica Ana Carolina Targino, assistente de social listening e estratégia da CP+B Brasil. “As pessoas podem ouvir enquanto fazem outras atividades e, se tiverem interesse, ainda podem pedir para entrar no debate. Quantas vezes estamos ouvindo um podcast e queremos opinar e não podemos? Outro ponto importante é que muitas pessoas não se sentem à vontade com câmeras, e o fato de não precisar aparecer se torna muito relevante”, explica.

Ainda assim, os grandes nomes não deixam de estar entre as características mais marcantes do app pela proximidade antes impensável que ele oferece. “Além disso, pode proporcionar uma aproximação com pessoas que antes era quase impossível ou possível somente através de grandes eventos pagos e, mesmo assim, com limitações, porque mesmo nesses eventos há uma dificuldade em ter contato direto com grandes nomes”, coloca Targino.

Gui Rios, diretor executivo da SA365, remonta a atratividade da rede para aspectos mais instintivos do comportamento humano. “A voz sempre foi a forma mais natural para o humano se comunicar, não é por acaso que dispositivos inteligentes como Siri, Alexa e Google Home ficaram tão famosos ao ‘falar’ com as pessoas. Ou até o sucesso das mensagens de voz em aplicativos como o WhatsApp. Mas o que acredito que seja mais encantador é a possibilidade de juntar pessoas ao redor de uma ideia ou ouvir alguém que você admira construindo um raciocínio, batendo papo com alguém. Essa mistura de uma linguagem mais natural, senso de comunidade e a presença de formadores de opinião interessantes foi fundamental para a explosão do Clubhouse”, defende.

Aplicações
O executivo abriu uma sala na rede para mostrar aos clientes o potencial que vê na rede. Segundo ele, as marcas podem se beneficiar das salas para prestação de serviço ou entreter o seu público alvo como, por exemplo, para atendimento ao consumidor, em que técnicos e usuários colaboram nas dúvidas das pessoas em tempo real, aulas de culinárias patrocinadas e painéis de empresas com seus executivos sobre negócios e sustentabilidade. “Tudo numa plataforma espontânea, com baixo custo de implantação, possibilidades infinitas de correção de rota e muita proximidade com clientes e consumidores”, diz.

“Entendo que no Clubhouse as pessoas podem se divertir, aprender, fazer conexões significativas e compartilhar experiências com outras pessoas ao redor do mundo. Todos valores que algumas marcas têm explorado em sua comunicação. Então, se uma marca tiver como divertir alguém, ou ensinar algo, seja por seus porta-vozes, ou por criadores de conteúdo com quem tenha afinidade, poderá se aproximar do seu público no Clubhouse”, declara Rios. O aplicativo ainda não tem espaços publicitários.

Como alternativas à prestação de serviço, a executiva da CP+B acredita que o Clubhouse pode cumprir estratégias de humanização da marca ao aproximá-la do consumidor ao promover conversas que vão além do negócio da empresa e gerem benefícios sociais. Do lado de ouvinte, as marcas e agências podem usar o canal para obter insights criativos e em relação ao negócio. “Mas as marcas precisam estar preparadas para ouvir críticas também, lembrando que as salas na rede acontecem em tempo real e não há edição”, lembra.

As oportunidades são múltiplas. Para Tigre, é possível usá-lo como clube de leitura, mesa redonda, para ouvir comentários do Oscar enquanto a transmissão ocorre na televisão ou ouvir sua celebridade favorita comentar o Big Brother Brasil enquanto você assiste ao programa. “A diferença para outras redes é que a comunicação acontece via áudio, ao vivo e não fica gravada. O aplicativo traz algumas dinâmicas de rede social que já conhecemos, como o espaço de fala que já existe em outras redes. Mas essa é uma sala em que as pessoas entraram para falar, para discutir determinados assuntos ou apenas para ouvir”, propõe.

O poder do áudio
Ainda de acordo com o country manager da Audio.ad, o Clubhouse veio ocupar o espaço da voz entre as redes sociais, o que mostra como o áudio digital está cada vez mais relevante, consumido e buscado. O executivo ainda indica a flexibilidade da mídia áudio por poder ser consumida em diferentes situações como segunda tela.

“Fazendo uma análise das redes que já estão na nossa rotina, o Orkut tinha a comunidade, o Facebook trouxe o compartilhamento de ideias por texto, o Instagram é imagem, o Twitter é a sintetização da opinião, o LinkedIn é uma rede de trabalho e agora o Clubhouse traz a voz. Para o momento do áudio digital no mundo, faz todo sentido. Vale lembrar que foi a mídia que mais cresceu no Brasil em 2020. Ele funciona como uma segunda tela, sem necessariamente ter a dependência de uma tela”, argumenta.

Futuro
Mesmo que seja cedo para prever a evolução do aplicativo, o crescimento da base de usuários no Brasil pode revelar desafios para a plataforma, como disputa de audiência, já que o conteúdo não fica salvo, aponta Targino, e dificuldades de moderação dos pedidos de falas pelos ouvintes ou pelo conteúdo que pode ser dito, como discursos de ódio. “Textos de baixo calão ódio são mais fáceis para robôs. Em áudio ainda não há uma tecnologia tão apurada”, diz Tigre.

Thaís Monteiro – 9 de fevereiro de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/02/09/o-clubhouse-oferece-oportunidades-para-a-comunicacao.html

Rumo a expansão vertiginosa da video-advertsing

O setor de video-advertising vai mudar mais nos próximos 3 anos do que mudou nos últimos 60. A previsão não é minha, é do Dave Morgan, colaborador editorial do Media Insider

Mas vamos entender vídeo, primeiro.

Video considera-se hoje tudo aquilo que se veicula em formato de imagens em movimento nas mais diversas plataformas. Toda a programação e os comerciais de TV são vídeo, assim como tudo no YouTube, obviamente, também é. Não concordo muito com essa definição, mas é assim que analistas e profissionais de marketing e comunicação definem vídeo hoje, notadamente no que se refere a publicidade. Deixa o que eu acho pra lá.

Video, nesse conceito, nasceu junto com o primeiro avanço digital da TV, quando se criaram as primeiras máquinas de video tape, que registravam em fitas imagens em movimento para serem exibidas não mais em tempo real, mas on demand e quando se desejasse. Foi lá pelos anos 1960. 

Hoje, a video-advertising ganhou força adicional na internet, como todos sabemos. Não mais só no YouTube, que foi pioneiro em perceber a força desse formato, mas agora em tudo que é lugar online. Faz alguns anos que o uso incremental da video-advertising começou a se expandir mais e mais na web e que marcas e anunciantes passaram a aportar verbas mais volumosas nessa alternativa, muitas vezes redirecionando investimentos de mídia antes classicamente investidos em TV para a internet.

A tendência que se registra aqui, e para a qual o nosso amigo Dave nos chama a atenção, é que nos anos próximos à frente, em ambos os meios, TV e web, vamos ver se acelerar mais e mais o aporte de verbas nesse formato. Estávamos a 150KM. Vamos acelerar para 300KM.

No balanço entre as duas plataformas, veremos a migração das verbas da TV para a internet crescer e isso se dá por vários motivos. Um deles é que o inventário da TV é finito e o da Internet, é, em tese, se considerarmos o todo, infinito. Mas também porque se pode veicular comunicação comercial nela, em vídeo, quando e de que forma e duração quisermos. Não tem a camisa de força da grade de programação televisiva, nem dos 30 segundos. E, para matar a questão, vídeos na internet podem ser interativos e servir para a captura de dados dos usuários e consumidores. E isso muda tudo a favor do vídeo-advertising digital e online.

Só que nem tudo isso junto consegue bater o protagonismo da TV, que como meio, entrega cobertura em massa, concentrada em poucos canais, o que facilita a gestão logística e amplifica o controle assertivo dos targets a serem atingidos em clusters. A internet pode atingir uma pessoa por vez, de forma personalizada, algo que a TV, embora evoluindo nesse sentido, não faz tão bem. Mas a web é toda pulverizada. Mais difícil de programar. Daí que é ainda a TV que segue recebendo, historicamente, as maiores verbas de investimento publicitário em vídeo-advertsing até hoje.

Olhando o cenário macro e juntando tudo num balaio de gatos só, o video-advertising vai se expandir por conta das hoje inúmeras possibilidades de canais, como os celulares, lap e desktops, TVs conectadas e todo o mundo OTT e do streaming. 

O instituto eMarketer estima que,  nos EUA, as CTVs, ou tvs conectadas, receberão mais verbas este ano e nos que virão do que sempre e que poderão vir a representar quase 30% de tudo o que se refere a vídeos programáticos e 15% do crescimento nos investimentos totais em mídia programática.

Plataformas e softwares de automação na distribuição de videos, agora de forma segmentada e altamente precisas, fundamentadas em dados, otimizarão mais e mais a assertividade da video-advertising, na internet e, cada vez mais, na própria TV. Isso significa que agências e anunciantes podem agora acompanhar seus consumidores durante toda a jornada e o funil de consumo, como nunca antes. E que ambas as plataformas utilizadas concomitantemente asseguram hoje uma acurácia única, além de cobertura, abrangência e frequência como também nunca se viu antes.

Como tudo hoje acontece de forma bem mais acelerada do que acontecia antes, numa velocidade que não conhecíamos, a tendência é mesmo que a video-advertising protagonize mais mudanças nos poucos anos adiante do que em todos os anos anteriores somados.

Estamos diante da maior força de comunicação para o marketing. Que vai só crescer, se aprofundar e se expandir de forma inédita até hoje, desde aqueles hoje longínquos anos 1960.

4 de fevereiro de 2021 – Pyr Marcondes – Senior Partner at Pipeline Consulting – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/blog-do-pyr/2021/02/04/rumo-a-expansao-vertiginosa-da-video-advertsing.html

Primeiro quiosque do Magalu é montado no Central Plaza Shopping, em SP

Três novas operações passaram a integrar o mix de quiosques do Central Plaza Shopping, localizado na zona leste de São Paulo. Dentre as novidades, está o Magazine Luiza, maior ecossistema pra compra e venda do Brasil, que montou o primeiro quiosque independente da marca, focado na venda de celulares e localizado próximo ao corredor da Praça de Alimentação.

Além do quiosque, o shopping já tem uma loja-âncora do Magalu, que oferece mix completo de produtos aos consumidores. A unidade está localizada no acesso 10, próximo à entrada da linha Tamanduateí do metrô.

Há ainda as novas operações da Chilli Beans e da Aq Concept. Localizado no corredor central, o quiosque da Chilli Beans oferece variedades de produtos em óculos de sol, armações para óculos de grau, relógios, entre outros acessórios. Já a unidade da Aq Concept está no corredor em frente ao cinema e apresenta uma variedade de marcas e modelos no segmento de acessórios para celulares, como capinhas, películas e suportes diversos, entre outros.

Redação – 04/01/2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/04/primeiro-quiosque-do-magalu-e-montado-no-central-plaza-shopping-em-sp/

As tendências de marketing digital para 2021

Entre os próximos passos de desenvolvimento do setor, estão, shopstreamings, brand avatars, microcomunidades e dark social

Impulsionamento de vendas, ajuda na tomada de decisões, conhecimento de mercado, identificação de concorrentes, definição de público-alvo, criação de persona e investimento em mídias adequadas são alguns dos benefícios oferecidos pelo marketing digital às marcas. Em conversa com Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital e da graduação em Publicidade e Propaganda da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), e Diego Carmona, chief visionary officer da Leadlovers, o ProXXIma reuniu algumas tendências de marketing digital para 2021.

O marketing digital auxilia marcas a atingirem seu público-alvo da melhor maneira possível (crédito: reprodução)

Shopstreamings
O intuito de unir vendas à tecnologia de transmissão ao vivo, presente até então exclusivamente na TV, chegou à internet brasileira. A solução shopstreaming, que ficou conhecida neste 2020 por misturar a oferta de produtos e serviços em tempo real no ambiente digital com influenciadores, vai ser, ainda mais, utilizada por grandes marcas. “A tendência é que, em 2021, esse novo formato se desenvolva e ganhe mais corpo e aspecto de entretenimento”, diz Eric.

Social commerce
A integração de lojas virtuais à mídias sociais define o social commerce. A associação permite que o usuário interaja com o conteúdo oferecido pela marca, bem como classifique a qualidade de produtos e atendimento, deixando disponível comentários, compartilhamentos e outros recursos de redes sociais. O social commerce é ideal para quem deseja saber mais sobre um produto novo, por exemplo. Segundo levantamento da Salesforce, 72% dos consumidores costumam compartilhar experiências boas que tiveram em uma compra e 62%, experiências ruins. Para Diego, as vendas diretas sempre foram um grande canal de distribuição. “Mas, com os atuais problemas de emprego e renda, grande parte das pessoas vão descobrir o potencial do social commerce”. Em 2020, empresas, como Magazine Luiza e Ponto Frio, dedicaram-se a criar e melhorar estruturas de apoio às suas redes.

Aplicativos para desenvolvimento pessoal
Deve crescer o interesse por serviços que ofereçam alguma oportunidade de desenvolvimento pessoal, diz Eric. “O consumo desenfreado por pura ostentação já não atrai mais. Agora, a tendência é consumir aquilo que, de alguma forma, pode favorecer seu desenvolvimento ou cuidado pessoal”, explica. Uma empresa que vende equipamentos de ginástica, por exemplo, poderá oferecer para quem compra seus produtos um plano gratuito em aplicativo para aulas e treinos de atividade física. Quem comprar um apartamento pode ganhar uma assinatura de aplicativo de culinária, que oferece aulas assistidas por um sistema de inteligência artificial para ensinar aos novos moradores como tirar melhor proveito da sua varanda gourmet.

Brand avatars
Influenciadores digitais vieram para ficar e as marcas já se aproximaram deles. “Agora, é a vez das próprias marcas criarem seus influenciadores digitais”, afirma o coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital e da graduação em Publicidade e Propaganda da FAAP. Inspirado em influenciadoras artificiais como Lil Miquela, o Magazine Luiza remodelou a proposta da sua personagem Lu, que deixou de ser apenas uma garota propaganda e ganhou ares de influenciadora digital. Nessa mesma linha seguem Casas Bahia e Natura e, em 2021, mais marcas devem adotar a tendência.

Segmentação e automação
As empresas que se preocupam com segmentação e personalização saem na frente na corrida pela atenção do consumidor. “Por mais que o seu negócio atraia um público com interesses em particular, as pessoas são únicas e diferentes. Mas, a mensagem transmitida, muitas vezes, passa a ser a mesma, porque não há um trabalho para saber o nível de experiência e consciência de cada seguidor”, explica o profissional da Leadloves. Para mudar esse cenário, é preciso compreender a jornada de compra do cliente. “Aí, entra a importância da segmentação para uma comunicação assertiva. A automação de marketing possibilita isso, para quem usa da maneira certa”, diz. Conexão, mesmo à distância, será, cada vez mais, a chave para crescer no mundo digital, em 2021 e nos próximos anos.

E-mail marketing
Há tempos, as redes sociais e outras plataformas de comunicação entraram em cena. Com isso, muita gente pensou que o e-mail fosse morrer. Porém, ficou claro, afirma Diego, que os usuários sentiriam resistência em falarem com marcas via opções mais privadas, como WhasApp, Messenger e Telegram. “As empresas perceberam que o e-mail continua sendo a melhor forma de comunicação, no digital. Grande parte disso se dá por ser uma forma de não construir uma casa em terreno alugado, propiciando independência no digital”, afirma o chief visionary officer da Leadlovers. Em 2019, de acordo com a Statista, havia 3,9 bilhões de usuários de e-mails, número superior a uma das maiores redes social do mundo, o Facebook. “Além disso, com a chegada da Lei de Proteção de Dados (LGPD), o número de spams e envios não solicitados nos e-mails irão diminuir drasticamente. Isso é ótimo, pois abre espaço para que empresas sérias, com listas autorizadas e preocupadas em construir relacionamento com seu público”, adiciona.

Compras via celular
Por conta da pandemia e da menor presença da população nas ruas, o consumo no ambiente digital aumentou. “Mas mais do que isso, vários outros hábitos mudaram. Isso tudo aliado à chegada de maneiras mais fáceis de compra, como a autorização pelo smartphone e o novo Pix”, diz Diego. Em apenas seis meses, a proporção de pessoas, no Brasil, que realizaram compras ou pagamentos via smartphone aumentou de 85% para 91%, entre aqueles que acessam a internet pelo aparelho. Os dados são da pesquisa sobre m-Commerce e m-Payment, feita pela Panorama Mobile Time/Opinion Box, entre 10 e 21 de agosto deste 2020, com pouco mais de 2 mil brasileiros. “As pessoas tendem a comprar, cada vez mais, de forma mais impulsiva, já que não existe mais toda aquela burocracia antiga para a fechar a compra. Para quem tem cartão e aplicativos de bancos, nunca foi tão fácil abrir e tirar dinheiro da carteira”, afirma o profissional.

Curadoria e microcomunidades
O descontentamento crescente com os efeitos negativos do uso das redes sociais, como a polarização, a desinformação e os problemas de saúde mental, farão as pessoas adotarem um olhar ainda mais crítico. Os consumidores irão preferir envolverem-se em comunidades de nicho e mais restritas, capazes de oferecem a impressão de segurança, afirma Eric. “Nesse contexto, serão valorizados todos os movimentos de curadoria, em que as pessoas buscarão o apoio de influenciadores, especialista ou marcas para lhes ajudarem a separar o joio do trigo no mundo das redes”, diz.

Chatbots
Os chatbots, sistemas de inteligência artificial que interagem com usuários por meio de mensagens de texto ou fala, estão sendo, cada vez mais, usados por empresas de diversos setores. A tecnologia permite que marcas respondem às perguntas de clientes, forneçam suporte técnico e, até mesmo, realizem vendas. De acordo com pesquisa publicada na Chatbots Magazine, 69% dos consumidores preferem interagir com chatbots, por conta de sua habilidade de respostas rápidas para perguntas e problemas simples. “Basta ver o sucesso da Siri e da Alexa, por exemplo, para constatar esse fato. Concomitantemente, as empresas buscam acelerar seus processos de atendimento, relacionamento e vendas. O nosso tempo nunca foi tão valioso. As pessoas têm pressa”, avalia Diego. Por isso, diz, em 2021, mais marcas irão migrar para a inteligência de canais de comunicação automatizados.

Dark social
Dark social é toda comunicação, feita em plataformas sociais, e é privada, ou seja, que não pode ser monitorada pelas marcas e agências. As mensagens que circulam via WhatsApp e as direct messages do Instagram são exemplos para esse termo. “2021 é o ano em que marcas deixarão de usar esse espaço só como um canal de atendimento ao cliente”, afirma Eric. O dark social fará parte das campanhas de comunicação, com estratégias especificamente criadas para estimular a propagação da mensagem da marca dentro de canais privados

Victória Navarro – 4 de janeiro de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/01/04/as-tendencias-de-marketing-digital-para-2021.html

Brand safety e brand suitability estão em alta no digital

Brand safety e brand suitabiltiy tornaram-se preocupações reais de executivos do mercado de publicidade digital. Estar longe de conteúdos falsos, negativos ou, até mesmo, polêmicos pode ajudar na construção de uma boa reputação de marca, bem como na concepção de campanhas efetivas, capazes de atingir o público-alvo mais estratégico possível.

Em 2020, segundo o eMarketer, os investimentos em publicidade digital, na América Latina, devem crescer 5%, atingindo os US$ 9,33 bilhões. De acordo com o Comitê de Brand Advertising, do IAB Europa, 77% dos heads de marketing consideram o brand safety uma prioridade. “Tanto o brand safety quanto o brand suitability ganham relevância, no mercado brasileiro e mundial, à medida que o relacionamento entre marca e cliente se estabelece. Afinal, existe uma reciprocidade de ideais que deve ser priorizada por ambos”, diz Henrique Paulino, CEO da Predicta. Apesar de serem termos, relativamente, novos no mercado, afirma Diego Sella, diretor de novos produtos da SimpleAds, “demonstram a crescente preocupação de anunciantes e grandes marcas com o ambiente onde suas propagandas são veiculadas online”.

Cerca de 77% dos heads de marketing consideram o brand safety uma prioridade, afirma o Comitê de Brand Advertising, do IAB Europa (crédito: Cottonbro/Pexels)

As diferenças
Segundo o IAB, o brand safety (segurança de marca, em português) refere-se aos cuidados que as marcas devem tomar para evitar que suas campanhas sejam associadas, de modo automático, com conteúdo indesejado. O objetivo é manter as marcas relacionadas a conteúdos de qualidade e que não prejudiquem sua reputação. A estratégia de brand safety leva em conta, por exemplo, bloqueio de palavras, a fim de prevenir que anúncios apareçam ao lado de conteúdo com termos específicos.

Entretanto, anunciantes precisam se atentar ao contexto de página e relevância, para proporcionar experiências com propósitos aos seus clientes, manter qualidade contextual e engajamento. Assim, entra o brand suitability (ambiente ideal para marca, em português), que indica quais são os ambientes mais favoráveis para o anunciante, levando em conta itens como público-alvo, padrão de comunicação e momento de abordagem aos usuários.

Antigamente, ter filtros de conteúdos sensíveis aplicado em campanhas já era considerado uma estratégia sólida de brand safety. Entretanto, atualmente, essa metodologia tornou-se básica.

Para Diego, o que define uma boa estratégia de brand safety e brand suitability é, primordialmente, o trabalho ao lado de fornecedores que oferecem tecnologia, bem como conhecimento operacional. “As tecnologias disponíveis permitem não só o uso de negativações padrão, mas também oferecem a liberdade para cadastro de domínios e palavras-chave indesejadas, evitando a associação da marca nestes ambientes”, adiciona Henrique.

Uma estratégia assertiva, sempre, afirma o profissional da Predicta, será aquela adequada e customizada para a marca. “Soluções engessadas, muitas vezes, não atendem a determinadas preocupações ou segmentos”, diz. É necessário entender os valores do cliente e seu contexto no mercado atual, para não só construir uma boa estratégia, mas para manter atualizadas as diretrizes de segurança.

Privacidade e segurança
A tendência é de que, fala o diretor de novos produtos da SimpleAds, a privacidade seja, ainda mais, discutida e exigida pelo mercado: “É essencial que adtechs e veículos fortaleçam essa relação de confiança com as marcas, publishers e o consumidor final”. Alguns pontos abordados por pelo brand safety e o brand suitability já tornaram-se padrão da indústria, como viewability e checagem dos fatos no ambiente do publisher. “A tendência é que essa segurança proporcionada por estes dois conceitos amadureça ainda mais e se torne o mínimo aceitável, principalmente com o aumento da exigência em relação à proteção de dados e transparência no uso deles”, acrescenta.

Henrique destaca que, mesmo diante da evolução natural da adequação das marcas à segurança, o uso de brand safety de forma drástica e rígida traz um impacto negativo no volume de inventário permitido, diminuindo o alcance e ritmo da campanha, assim como reduz a monetização dos publishers. Nesse contexto, o brand suitability é um aliado às marcas que querem equilíbrio de compra automatizada e segmentada, porém, em contextos adequados e controlados. “A evolução desta tecnologia, para maior assertividade e variedade de filtros, é ponto de atenção para o futuro”, diz.

JD.com aposta em live streaming, customização e digitalização de serviços

As lições da JD.com durante a pandemia podem ter se baseado inteiramente nas experiências dos consumidores chineses, mas as tendências em direção ao e-commerce, streaming ao vivo, customização e digitalização de serviços são tendências globais que já estavam sendo acompanhadas e que Ella Kidron, senior manager International Corporate Affairs da gigante do comércio eletrônico aponta como primordiais para ditar o futuro do varejo.

O ambiente do varejo é muito fragmentado, por isso é preciso estar sempre atento. Segundo ela, é importante que os clientes tenham uma experiência consistente em todos os canais. Alinhado a isso, Ella explicou que a JD se preocupa em engajar cada vez mais os seus consumidores para que todos estejam cientes das ações da companhia.

A executiva citou a importância do uso de ferramentas como Realidade Aumentada e Realidade Virtual. Ella explicou que os itens que as pessoas compraram até hoje seguiram um padrão distinto, principalmente conforme a pandemia progredia. “Nós olhamos para o consumo e a estrutura do consumo por completo. E ferramentas que facilitam a experiência do nosso consumidor serão sempre uma opção que continuaremos investindo”, disse.

Omnicanalidade

Uma das principais estratégias da cadeia de suprimentos por trás dos negócios da JD é o varejo omnichannel. “Digitalização e omnicanal não estão em conflito”, disse Ella. “Para um varejista, a maneira de medir o sucesso é a experiência do cliente. Os consumidores estão ficando mais sofisticados e têm demandas maiores.” No momento, existem muitos formatos de compras – online, offline, live streaming, comércio de conteúdo e comércio social, apenas para citar alguns. “Os consumidores têm uma necessidade muito forte de ter uma experiência consistente em todos os formatos de compra”, explicou.

Live Streaming

O surgimento do fenômeno live streaming também é algo que a JD está olhando estrategicamente. “Do nosso ponto de vista, se você der um passo para trás, a transmissão ao vivo é um tipo de conteúdo. Isso é muito importante, pois acreditamos que o conteúdo e o varejo convergirão no futuro”, disse a executiva.

A JD tem uma posição clara sobre transmissão ao vivo. Enquanto algumas empresas e plataformas veem a transmissão ao vivo como um negócio, a gigante do comercio eletrônico enxerga essa prática de transmissão ao vivo como uma ferramenta para capacitar os comerciantes”. Existem dois tipos de intenções de compra – compras por objetivo e compras por impulso. “O live streaming se adapta muito bem às compras por impulso”, disse Ella.

O modelo clássico de e-commerce é focado em economizar tempo – você abre o aplicativo, procura o produto que deseja e faz um pedido. Mas live streaming é mais sobre “matar o tempo”. “É adequado para alguns produtos e alguns momentos de compras.” –

 de Imprensa Mercado & Consumo – 15 de setembro de 2020 no Global Retail Show, https://mercadoeconsumo.com.br/2020/09/15/jd-com-aposta-em-live-streaming-customizacao-e-digitalizacao-de-servicos

Brand Lift: A Pesquisa que Mede a Interação da Marca com seu Público

Empresário com desenho de foguete nas costas, simulando o sucesso da empresa “decolando”

brand lift, de forma bem direta, é o aumento da interação da marca com o seu público devido a uma campanha publicitária.

Você já ouviu falar neste conceito? Ele avalia todo o impacto da comunicação da sua empresa com os seus consumidores, apontando os resultados e permitindo avaliar se as suas campanhas estão no caminho certo.

brand lift é uma das estratégias de marketing que se apoia nas pesquisas de satisfação (como é o caso das perguntas de NPS®) para ter insights importantes na tomada de decisão.

Continue a leitura para saber mais!

O que é Brand Lift?

Atualmente, é fundamental que as empresas invistam em avaliações para saber o que os consumidores e prospects pensam sobre os seus produtos e serviços. Somente com esse retorno valioso é possível avaliar se o seu negócio está no caminho certo ou se é necessário alterar suas estratégias de marketing.

Nesse cenário, se você deseja mensurar os resultados das suas campanhasconferindo como está a interação e aceitação da sua marca perante seus consumidores e prospects, o brand lift é a resposta.

Afinal, não há como medir o retorno sobre o investimento (ROI) se você não se apoiar em métricas importantes para o seu negócio.

Na prática, o brand lift se baseia em criar uma campanha estratégica e utilizar os indicadores de desempenho para conferir a aceitação do público, o reconhecimento e a interação.

Quais são as Métricas para Avaliar o Brand Lift?

gráfico mostrando indicadores subindo

Existem diversos indicadores de desempenho que você pode utilizar para mensurar os resultados das suas estratégias, certo? Porém, para avaliar o brand lift existem algumas métricas mais específicas. Veja algumas delas:

  • Intenção de compra: avalia se as pessoas têm (ou não) a intenção de investir no seu produto ou serviço
  • Awareness: avalia a percepção e conhecimento da sua marca perante seus consumidores
  • Recall: percebe se os seus clientes reconhecem a sua marca em ações publicitárias
  • Atitude perante a marca: considera a avaliação dos clientes sobre a sua empresa

Como Aplicar o Brand Lift?

Aplicar o brand lift exige tempo para testes. Primeiramente, é necessário ter um banco de dados atualizado para o envio dos questionários. Separe os contatos em dois grandes grupos:

  1. Aqueles que já tiveram contato com a sua marca (que foram expostos a um determinado vídeo ou campanha);
  2. Aqueles que nunca tiveram contato com a sua marca.

Na sequência, é preciso elaborar um questionário para enviar para esses dois grupos e comparar os resultados. Para formular o questionário é importante considerar que ele precisa ser breve e englobar perguntas de intenção de compra, recall, atitude perante a marca e awareness. Veja um exemplo de questionário:

  • Intenção de compra: você compraria um produto da [NOME DA EMPRESA] na próxima vez que precisar de um [PRODUTO QUE A EMPRESA OFERECE]?
  • Awareness: você se lembra de ter visto alguma propaganda da [NOME DA EMPRESA] nas últimas três semanas?
  • Recall: quando você pensa em [NOME DA EMPRESA] qual é a primeira coisa que vem na sua mente?
  • Atitude perante à marca: de 0 a 10, quais as chances de você indicar a [NOME DA EMPRESA] para um amigo?

Para ajudar a tabular as respostas, a plataforma binds.co permite personalizar os questionários e avaliar as respostas em tempo real. Assim, você tem mais tempo para reagir e alterar as estratégias imediatamente, principalmente se começar a receber muitas respostas negativas. Com isso, você consegue aproveitar seu investimento da melhor forma.

Como Ter um Brand Lift sempre Positivo?

árvore com palavras de sucesso

É natural que você queira que os resultados das suas pesquisas sejam sempre favoráveis. Afinal, investimos tempo e dinheiro para a construção de campanhas publicitárias e queremos ver um retorno positivo, não é mesmo?

Por isso, preparamos algumas dicas que podem te ajudar a ter mais retorno na hora de aumentar a interação da sua marca com o público. Veja quais são elas:

– Crie um Planejamento de Mídia Voltado ao Branding

Tenha uma excelente identidade visual em todas as suas campanhas publicitárias. Além disso, a linguagem, o formato e o tipo de conteúdo devem estar direcionados para a sua persona.

É essencial voltar todas as ações de marketing para o branding e explorar sempre o melhor da sua marca.

– Alinhe os Objetivos e as Métricas da sua Campanha

Determine as métricas do brand lift que você utilizará no seu estudo. Citamos acima quatro indicadores fundamentais para avaliação. Portanto, é essencial alinhar os objetivos das suas campanhas voltadas para esses indicadores.

Por exemplo: se você quer melhorar a métrica “intenção de compra” é essencial acompanhar a jornada do cliente e criar campanhas voltadas para o fundo do funil de vendas — você deve fazer isso com todos os indicadores.

Fonte das imagens: Depositphotos, Pixabay – 21/03/2019https://blog.binds.co/o-que-e-brand-lift/