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Críticas ao Carrefour no Masterchef e os riscos do placement em reality show

23 de Agosto de 2017

master

Ontem (22) foi a final do Masterchef, o programa de culinária de maior audiência e repercussão da televisão brasileira. Se geralmente a atração é líder de comentários no Twitter daqui, ontem ficou no topo dos Trending Topics mundial. Certamente os patrocinadores do reality show ficaram radiantes com tamanha exposição, certo? Menos o Carrefour.

Tudo porque a vitória da participante Michele Crispim quase ficou comprometida por conta de um coco estragado. A competidora sentiu um cheiro estranho no item de sua sobremesa e, ao provar, concluiu que a fruta estava azeda. O problema? O supermercado oficial do programa, onde os cozinheiros “compram” seus produtos, é o Carrefour.

A edição da Band e uma declaração da própria ganhadora do reality atribuem a culpa a própria Michele, que deixou o produto por pelo menos duas horas fora da geladeira. O público não engoliu muito a história e está detonando a marca nas redes sociais. Até o momento o Carrefour não se posicionou sobre o assunto.

Reality show tem dessas…

O caso comprova um raciocínio meio lógico. Embora o formato seja absolutamente interessante para as marcas, a reação das pessoas em um reality show nem sempre é previsível, e é aí que está a graça. Se for ao vivo, os riscos de gafes são ainda maiores. Quem não se lembra, por exemplo, do merchandising de Guaraná Antarctica que valia a prova do anjo em uma das edições do Big Brother Brasil? Os participantes tinham que jogar um dado em um tabuleiro para saber quantos copos de refrigerante teriam que beber. Como a quantidade era grande, os competidores faziam caretas e reclamavam sem parar. Para resumir, ao invés de promover a bebida, a prova mostrava que tomar Guaraná Antarctica era praticamente um castigo.

Outro exemplo negativo foi a ação de merchandising dos temperos Knorr. Para divulgar o novo produto, a prova exigia que os participantes do BBB se fantasiassem de frango numa competição onde tomavam “banhos” de tempero e depois colocavam um saco plástico na cabeça para “assar” no forno. A situação, por si, já era extremamente embaraçosa. E tudo piorou quando os “brothers” começaram a cantar o famoso jingle da “Galinha Azul” da Maggi, a principal concorrente do anunciante.

As marcas conseguiram retirar os vídeos do Youtube, mas na época foi difícil apagar a piada que circulou o país, sobretudo nas redes sociais.

http://adnews.com.br/midia/criticas-ao-carrefour-no-masterchef-e-os-riscos-do-placement-em-reality-show.html

Como está a evolução do product placement na TV aberta brasileira?

01 de Agosto de 2017

O mundo multiplataforma e multiconectado gera uma série de desafios para as marcas, sobretudo dentro dos meios mais tradicionais, como a televisão aberta. O motivo não é segredo para ninguém: os famosos breaks comerciais, que sempre tiveram que explorar ao máximo a criatividade para chamar a atenção, agora encontram um terreno ainda mais complexo, uma vez que os consumidores podem usar o intervalo da programação para checar notificações ou informações em seus smartphones. Como ser assertivo é a grande questão.

A conexão de marcas com histórias através da introdução de produtos e serviços nas cenas pode ser um caminho bastante interessante e rentável, como já se provou inúmeras vezes no cinema, principalmente o americano. Quem não se lembra da bola “Wilson” em o Náufrago? E os óculos Ray-Ban, de Tom Cruise, que ditariam moda depois de Top Gun?

O product placement não é exatamente novidade na televisão brasileira, mas convenhamos, sempre faltou contexto e habilidade para inserir marcas no roteiro de uma maneira fluída, inteligente e que realmente faça sentido. O cenário começou a mudar? Quem responde a pergunta na entrevista abaixo é um dos maiores especialistas no tema, Raul Santahelena, professor, autor dos livros “Muito Além do Merchan – Como Envolver as Novas Gerações de Consumidores” e “Truthtelling – Por Marcas mais Humanas, Autênticas e Verdadeiras” e gerente de publicidade da Petrobras.

Qual é hoje o nível de produção do product placement na televisão aberta brasileira?

Olha… O que observamos acontecendo no momento é uma transformação nos modelos de produção e distribuição de conteúdo de entretenimento no Brasil, com forte impacto no setor televisivo. Não é de hoje que os players vinham sendo pressionados a mudarem a lógica de produção e distribuição, testando e inovando em modelos diferentes do padrão histórico, tudo por conta dessa intensa e contínua revolução nos hábitos de consumo de entretenimento. Fiz esse introito antes de chegar ao product placement em si porque acredito que todo esse processo de transformação ainda não refletiu na forma como a ferramenta é encarada e utilizada no Brasil, infelizmente. Mas, como otimista incurável, acredito que esse processo de transformação, no qual o consumo on demand é uma das estratégias-chave adotadas, demandará que o product placement seja chamado a campo para ajudar a fechar a conta da monetização desse conteúdo.

“E a ferramenta tende a amadurecer com o uso mais profissional e consistente.”

O que é necessário para fazer um bom product placement?

Em primeiro lugar, propósito estratégico. É o “não fazer por fazer”, só porque é legal. É preciso ponderar de forma minuciosa os objetivos de negócio e mapear oportunidades que consigam contribuir para a obtenção desses objetivos, analisando se a ferramenta product placement é de fato a mais indicada para os problemas de comunicação existentes.

Outro ponto decisivo é o alinhamento total—quase uma cumplicidade—entre marca, players de comunicação (agência de publicidade, agência digital, agência de mediação de entretenimento etc…) e players de entretenimento (produtores culturais, empresas de produção e desenvolvimento de conteúdos, classe artística etc…).

Há inúmeros exemplos na produção audiovisual americana em que a marca ou produto presente no conteúdo de entretenimento surge de forma bastante fluida na trama, contextualizada, cumprindo um papel, muitas vezes inclusive contribuindo para a construção de personagens e universos lúdicos e narrativos.

Ora, basta que pensemos: as marcas e produtos fazem cada vez mais parte de nossas vidas reais. Natural que elas também façam parte dos conteúdos que retratam essas vidas. Desde que seja de forma sutil, bem pensada, inserida no contexto da trama de forma criativa. É o que sempre digo: para o product placement, vale a máxima que Muhammad Ali defendia: “flutue como um beija-flor, ataque como uma abelha”. É preciso que a marca ou produto “flutue” na cena e no conteúdo de forma leve e contextualizada, aumentando assim a eficiência da ação e reduzindo drasticamente o risco de rejeição à presença.

“As marcas e produtos fazem cada vez mais parte de nossas vidas reais.”

Para isso ocorrer, é preciso investir não somente dinheiro, mas tempo. Desenvolver todo o projeto em total parceria com os players de entretenimento, para engajá-los nessa missão. Caso contrário, a cena com o produto é desenvolvida e escrita com uma “má vontade” que fica explícita na forma como ela é inserida no desenrolar da narrativa do conteúdo.

Por que o mercado insiste em chamar de merchan?

Se entendermos que trata-se apenas de uma questão de nomenclatura, não vejo nenhum problema. O mercado adotou essa forma de se referir e isso é legítimo, faz parte da história de evolução da ferramenta no Brasil. Agora, o que não podemos é permitir que a nomenclatura limite e atrofie todo o potencial que essa incrível ferramenta oferece em suas múltiplas possibilidades. Restringir o merchan meramente a ações de palco—nada contra, são ações que possuem o seu papel e atendem a objetivos estratégicos específicos— ou a ações de inclusão de um produto ou serviço em cena de forma pouco sutil e inteligente, isso sim é lastimável. O que quero dizer é que o nome não é o problema. O problema está na forma como a ferramenta é tratada e desenvolvida.

O que podemos aprender com cases de fora?

Essencialmente, modelo de negócio e uma visão mais profissional em relação à ferramenta dos agentes que precisam atuar em parceria em projetos deste tipo: comunicólogos/publicitários, gestores de marca e produtores artísticos. Um dos problemas para o product placement não decolar no Brasil, não se aprimorando e não incrementando a qualidade de suas ações, é o fato do mercado não ser maduro o suficiente—e isso inclui, claro, a questão da concentração de remuneração baseada em compra de mídia e o baixo interesse dos produtores de conteúdo em desenvolver projetos mais consistentes, embrionários e híbridos. Não há ainda um cenário favorável para incentivar o surgimento de players especializados em mediação entre marcas e produtora de conteúdo, como acontece no mercado americano. Sem esse player, tudo fica mais complicado, pois é ele que busca o consenso entre o melhor dos dois mundos: otimizar o investimento da marca com oportunidades mais eficientes e melhor desenvolvidas e gerir a relação com os produtores de conteúdo e núcleo artístico, para conseguir cenas e inserções de maior qualidade e bem desenvolvidas. Este é sempre um gargalo, pois há muita resistência dos produtores artísticos no Brasil em enxergar o product placement como uma parceria ganha-ganha e não apenas uma intervenção do capital em sua obra.

“O problema está na forma como a ferramenta é tratada e desenvolvida.”

Temos bons exemplos na televisão brasileira? Quais?

Para uma resposta mais correta, seria preciso ter acesso aos dados de sucesso e resultados das marcas, o que sempre é delicado. Mas, do ponto de vista técnico de realização de parcerias de product placement, analisando as ações em si, recordo-me de bons exemplos ocorrendo em Avenida Brasil, que marcou época na história da ferramenta no Brasil. A novela das 11 “Verdades Secretas” também ofereceu boas oportunidades de inserção fluida e sutil no contexto da trama por conta da existência de uma agência de modelos. Venho percebendo alguns exemplos bem pensados e executados em programas como o Caldeirão do Huck, em quadros onde as marcas não apenas assinam um endorsement do apresentador, mas também assumem um papel de provedora de experiências para participantes do programa. A Nissan realizou algumas ações de forma consistente no programa e a Gillette também conseguiu bons momentos de associação com universos semânticos que ativam atributos relevantes para a marca. Enfim, existem muitos bons exemplos. Mas há um enorme campo de melhoria e evolução adiante que ainda precisa ser percorrido pela ferramenta no Brasil. E isso tende a acontecer de forma mais intensa a partir do crescimento do consumo on demand no país.

Por que a estratégia de product placement é de fato poderosa?

Se pudesse resumir em uma frase essa resposta, seria o extraordinário poder do universo lúdico do entretenimento na construção de uma atmosfera de atributos positivos em torno de marcas e produtos. Isso sem falar que, muitas vezes, você vai conseguir alcançar um público que não impactaria por outros meios e ferramentas, de forma contextualizada e poderosa, em um momento de relaxamento e atenção total.

Renato Rogenski

http://adnews.com.br/adcontent/especial-tv-aberta/o-product-placement-entra-em-cena-na-tv-aberta-brasileira.html

Confira os detalhes do product placement de Pizza Hut em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”

30 de Junho de 2017 

pizza hut homem aranha

A Pizza Hut selou uma parceria global com Sony Pictures para o filme ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’. A marca participará de algumas cenas exclusivas juntamente com a grande estrela da história, Peter Parker. O Adnews conversou com Antonio Marchese, head de marketing da Pizza Hut Brasil, as respostas você confere a seguir.

– Como vai ser este product placement?

Haverá duas interações no filme: produto durante uma cena de festa e loja da marca no bairro do protagonista, em NY.

– Pode falar qual o valor envolvido?

Essa informação é sigilosa, mas é um contrato global da marca que envolve contrapartidas de ativação da propriedade em diversos mercados.

– Quais outras iniciativas do tipo a Pizza Hut já teve?

No passado já fizemos iniciativas semelhantes em filmes como De volta ao futuro 2, Demolitian Man e Wayne´s World  e estamos retomando agora com o Homem-Aranha De Volta ao Lar.

– Por que optar pela publicidade na forma de product placement?

A Pizza Hut está buscando retomar a conexão com o público jovem. Este público está exposto à milhões de gigabytes de novas informações todos os dias, especialmente na Internet. Estão habituados a bloquear anúncios, publicidade em geral.

O product placement é uma forma de inserir a marca como conteúdo e não publicidade tradicional, o que tem mais potencial para ganhar atenção deste target.

– Quais outras frentes na publicidade da Pizza Hut?

Trabalhamos com mídia digital e OOH, para campanhas focadas em valor e também com social media e influenciadores para construção e rejuvenescimento da marca.

http://adnews.com.br/publicidade/Confira-os-detalhes-do-product-placement-de-Pizza-Hut-em-Homem-Aranha-De-Volta-ao-Lar.html

O product placement existente na consultora de Beleza Natura da novela “A Força do Querer”

14 de Junho de 2017 

natura novela 9

A Natura estreou esta semana uma nova campanha de marketing em “A Força do Querer”. Na novela das 21h da Globo, a personagem Abigail, interpretada pela atriz Mariana Xavier, será uma Consultora de Beleza Natura. A iniciativa faz parte da campanha de revitalização de venda direta da marca.

Para desempenhar o papel, a atriz passou por um laboratório específico com Consultoras de Beleza da Natura. O product placement (prática de divulgação realizada através de inserções de produtos/serviços em meios de entretenimento) desenvolvido em parceria pela Natura, a agência mcgarrybowen e a Globo, é uma atitude inédita no país que pela primeira vez licencia um personagem para uso fora do ambiente da novela e mostra, uma das formas para inserir marcas no contexto (não só) da televisão, de forma assertiva e condizente.

O projeto foi construído para ativar uma série de ações de merchandising, que começam no horário nobre da TV e também têm desdobramentos no digital, em que detalhes da atividade de consultora são apresentados.

Andrea Álvares, vice-presidente de marketing, inovação e sustentabilidade da Natura explica a representatividade por trás da ação: “Vemos essa iniciativa como um meio de contar a história de mais de um milhão de consultoras. É uma forma de valorizá-las, representá-las e de encantar outras pessoas pelo nosso modelo de negócios”.

Sophie Schonburg, vice-presidente de criação da mcgarrybowen, completa: “Combinar conteúdo de altíssima qualidade e ativá-lo da novela ao digital, além de falar assertivamente com as Consultoras de Beleza Natura, toca também todo o brasileiro que poderá entender o papel das Consultoras e como a empresa Natura atua junto a essa rede tão essencial”.

http://adnews.com.br/publicidade/o-product-placement-na-consultora-de-beleza-natura-da-novela-forca-do-querer.html

A força dos influenciadores digitais

Novos queridinhos das marcas, as web celebridades ensinam às empresas uma nova maneira de se comunicar com o público e mostram que investir em nicho é fazer mais com menos

Por Roberta Moraes | 19/04/2016

Eles produzem conteúdo nas redes sociais, têm um grande número de seguidores, são majoritariamente jovens e se transformaram nos novos queridinhos das marcas. Os influenciadores digitais ganham cada vez mais espaço no mercado e já começaram a sair do ambiente virtual para passar mensagens nas mídias tradicionais. Com uma reputação construída graças a muita postagem em seus canais oficiais e interação com o público, eles começam a criar uma nova relação entre consumidores e empresas.

Eles estão presentes nas principais redes sociais como Youtube, Instagram, Snapchat, Twitter, Facebook, Mentions, Periscope, além dos blogs autorais, mas rotulá-los como youtubers, instagramers, bogueiros ou vlogueiros já ficou ultrapassado, eles são produtores de conteúdo e ajudam as marcas a se conectarem com seus públicos, por isso, o título “influenciador digital” é o mais adequado à profissão. Com a força que a internet ganha a cada dia, eles já deixaram de ser tendência para se consolidar como mais um canal para disputar uma fatia do orçamento do plano de comunicação e Marketing das organizações.

Para este ano, espera-se que as empresas invistam 30% a mais neste tipo de estratégia, segundo levantamento da BR Media Group. “Os influenciadores já são uma realidade para o público há bastante tempo, mas as empresas começaram a se dar conta disso agora. Esse profissional pode mudar a visão que as pessoas têm e levar a marca para lugares onde a televisão não levaria”, pontua Renato Giannini, Especialista e Professor de Pós-Graduação das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), em entrevista ao Mundo do Marketing.

Foco em nicho
Com uma grande penetração em determinadas áreas, o investimento neste tipo de canal pode representar a consolidação do “fazer mais, com menos”, que virou mantra das empresas em tempo de recessão econômica. Com perfis que falam exclusivamente para públicos específicos, o investimento em alguns canais das redes sociais ajuda as marcas a dialogar com quem realmente é de interesse. “Todo mundo já entendeu que o nicho merece ser investido porque ele converte muito com menor investimento e o ROI é muito maior”, reforça Ariel Alexandre, CMO e Cofundador do Celebryt´s, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Focar em nicho, no entanto, vai muito além de saber sobre qual tema o perfil se dedica. “É preciso entender quem é o público-alvo do influenciador para tentar adequar o produto. As pessoas são múltiplas e com isso surgem várias possibilidades. Mais importante do que saber qual é o segmento do influenciador, é conhecer a audiência dele para saber se tem os mesmos interesses do anunciante. Um canal de humor, por exemplo, pode impactar o segmento de beleza”, explica Giannini.

Tão importante quanto escolher um influenciador que tenha um grande público é saber se ele realmente tem aderência com o tema escolhido. Este ativo, inclusive, é o que o concederá a reputação necessária para se tornar, de fato, uma autoridade no assunto. É o caso da influencer Camila Coutinho, do canal Garotas Estúpidas, que no fim de 2015 lançou uma coleção para a Riachuelo. Já a Colgate convocou a blogueira de moda e maquiagem Camila Coutinho para ser garota propaganda nos canais digitais para promover o creme dental Luminous White Advanced

Celebridades digitais
A participação dos influenciadores em campanhas que ultrapassam os limites da web já se tornou uma realidade e reforça que não há formas definidas para o conceito de celebridade neste universo. A operadora de telefonia Vivo aproveitou a fama da vlogueira Jout Jout, que tem quase 800 mil assinantes no canal do Youtube Jout Jout Prazer e vídeos com mais de dois milhões de views na campanha #pegabem. No mesmo segmento, a Oi também apostou na notoriedade de Windersson Nunes em uma série de comerciais.

Essas iniciativas mostram que a internet é apenas mais um canal de entrada, que graças ao grande número de usuários impacta também a mesma audiência de outras mídias. “As pessoas estão cada vez mais conectadas e os grandes influenciadores têm a mesma autoridade que as celebridades tradicionais. Este movimento está tão forte que percebemos uma ação contrária, cada vez mais as mídias tradicionais, como revistas e emissoras de TVs, contam com a participação dos influenciadores digitais em sua programação para aumentar a audiência. Essa é a prova de que os influenciadores saíram da internet e já estão em todos os lugares”, pontua Renato Giannini.

Esse movimento reforça que os consumidores estão mais exigentes. Antigamente, a participação de celebridades em campanhas deixava claro que podia se tratar de personagem, o empréstimo de uma imagem para comunicar algo. Com os influenciadores isso é bem diferente. Como o principal produto deles é a opinião, as pessoas esperam que eles realmente tenham experimentado e aprovado o que estão divulgando. E isso traz alguns aprendizados para as empresas. Como na vida real ninguém usa apenas uma marca, neste segmento é comum não haver contrato de exclusividade.

Produção de conteúdo
Além de estarem mais livres para trabalhar com mais de uma marca do mesmo segmento, o que dificilmente acontece com artistas, por exemplo, este profissionais, em geral, também têm autonomia para produzir o conteúdo para as marcas. E isso faz toda a diferença na aderência do material divulgado. “É importante que o conteúdo esteja alinhado com o influenciador para que fique mais crível e que haja engajamento. Em geral, as marcas apresentam um briefing para o gestor do canal, que ficará responsável pela confecção do conteúdo”, explica Celso Forster, CEO e sócio da BR Media Group, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A liberdade, inclusive, é um dos grandes diferenciais neste mercado. Muitas empresas que trabalham fazendo a ligação entre influenciadores e marcas preferem não agenciar os produtores de conteúdo para poderem indicar o perfil que mais estiver alinhado com a necessidade da empresa. Com este foco, a BR Media Group desenvolveu a ferramenta Celebrity Tools, que identifica o perfil ideal para cada campanha. A plataforma oferece informações sobre a área de influência de cada perfil e podem ser encontradas pessoas de várias áreas como blogueiros, modelos, esportistas, artistas, chefs de cozinha entre outros.

Tão importante quanto saber em qual perfil investir, é necessário definir quais são os objetivos da empresa na hora de definir uma estratégia apostando nos influenciadores digitais. A aposta neste tipo de comunicação pode ser para apresentar um novo posicionamento, lançar produto, colocar uma hashtag no trending topics. “O mais importante é trabalhar com a verdade, pois a escolha do influenciador certo fará com que aquilo que ele esteja comunicando tenha credibilidade para o seguidor. Esta estratégia pode ser aproveitada para qualquer tipo de produto e tamanho de empresa”, acrescenta Forster”.

Marketplace de Youtubers
Para permitir que pequenas e médias companhias também se aproveitem deste tipo de comunicação, o mercado brasileiro conta com uma espécie de marketplace de youtubers, onde é possível encontrar influenciadores de todos os tamanhos e temas. A plataforma Celebryts usa a tecnologia para otimizar resultados e permite que o anunciante saibam os valores cobrados por cada tipo de conteúdo e a taxa de crescimento dos perfis, permitindo uma escolha assertiva e dentro das possibilidades de cada marca. “É possível fazer branded content com canais novos, mas que têm uma boa audiência para nicho determinado a partir de R$ 1.100,00. É uma entrada que a pequena empresa não sabia que existia”, reforça Ariel Alexandre.

O sistema é automatizado e intuitivo, funcionando como um e-commerce. “Quando o mídia começa a encontrar essas pessoas e seleciona os formatos, ele conclui o planejamento como se fosse um carrinho de compra. Em seguida é enviado um e-mail para os youtubers informando a proposta, que pode ser aceita ou não. Em caso afirmativo, o conteúdo pode ser encaminhado para a agência por meio da plataforma para ser aprovado pelo cliente e liberado para a publicação”, explica Alexandre.

O canal centraliza todo o processo de planejamento da ação desde o projeto inicial até após a publicação, avaliando o retorno para as marcas, sendo, inclusive, responsável por faturar o serviço e repassar o pagamento aos influenciadores. Inicialmente, a startup está atuando apenas com youtubers, mas o planejamento é que passe a contar com influenciadores de todas as redes sociais em breve.

https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/digital/36010/a-forca-dos-influenciadores-digitais.html

A Coca-Cola em cena na novela brasileira

Video case da Coca-Cola sobre product placement (Reprodução/ Vimeo)

No inicio deste ano, durante o penúltimo capitulo da novela Império, exibida pela Rede Globo, o vilão José Pedro (Caio Blat) bebeu uma Coca-Cola momentos antes de sequestrar a própria irmã (Leandra Leal). “Estou ansioso. Fiquei até com a boca seca. Adeus, bastarda”, disse o personagem, ao lado de Maurílio (Carmo Dalla Vechia).

Na sequência, durante o sequestro, Maurílio segura a lata vazia na mão e questiona o que fazer com o objeto, que agora tem impressões digitais. Ao tentar jogar a embalagem no lixo, entretanto, o personagem erra o alvo, e o item cai na rua. A última cena deixou evidente a importância que a lata da Coca ganhou no desfecho do último capítulo da trama. Não à toa, a marca conseguiu mais de 9 mil interações nos últimos dos episódios da novela.

Os especialistas na prática são categóricos ao ressaltar a importância do contexto para a introdução de produtos na cena. Para promover a maneira como o anunciante tem conseguido se inserir na cultura pop através da televisão aberta no Brasil, a J.Walter Thompson Brasil criou uma espécie de video case. Confira o filme:

Redação Adnews – 15 de julho de 2015 · Atualizado às 10h44

http://www.adnews.com.br/midia/a-coca-cola-em-cena-na-novela-brasileira?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Adnews+Nova+-+Manh%E3+%2815%2F07%2F2015%29

Como engajar e interagir em uma era tão conectada?

Quanto vale um “like” nas redes sociais? É bem difícil mensurar o valor em termos financeiros, mas é fácil afirmar que, para muitos, é muito precioso, porém não é tudo. Já ouvi diversas discussões sobre curtidas e o quanto isso de fato engaja os consumidores. Muitas pessoas evitam comentar sobre o quanto o like pode aumentar o poder de persuasão de uma campanha, uma vez que compartilhamentos e comentários são muito mais os “queridinhos” do mundo digital. O que realmente acaba sendo importante, nesse caso, é a oferta de um conteúdo relevante que de fato valha a pena para o consumidor acessar e interagir.

Um exemplo bastante recente de case de sucesso nas redes sociais é um dos maiores portais do Brasil que criou uma fanpage para seu “estagiário”, a fim de divulgar seu conteúdo e, ao mesmo tempo, fazer brincadeiras com as próprias matérias para tornar esta interação mais natural e próxima do seu leitor. O resultado tem sido bastante positivo e o público vem se engajando muito com a página e, consequentemente, com o portal.

Poderíamos ficar horas e horas discutindo sobre engajamento nas redes sociais, mas sabemos que o tema já está quase ficando ultrapassado. Saber interagir com o consumidor, hoje, já é requisito básico para empresas e meios de comunicação. E, nesse caso, essa interação deve acontecer em todos os canais possíveis, não apenas em redes sociais, respondendo a comentários ou estando atento ao engajamento do público.

A televisão, que surgiu décadas antes da internet e dos portais, não tem ficado para trás nesse quesito. Conhecido por sua interatividade em tempo real com os telespectadores, o programa SuperStar, da Rede Globo, utiliza um aplicativo em que o público consegue votar nas bandas que mais gosta e decidir se ela vai adiante ou não na competição. Porém, essa interação não ficou apenas no aplicativo do programa. Por meio de uma tecnologia desenvolvida especialmente para esse fim, chamada TVSync, foi possível atingir, na segunda tela, os consumidores que eram impactados por uma marca durante o programa. Parece mágica, mas isso já é real e absolutamente possível.

Mas, por que impactar possíveis usuários na segunda tela? A resposta é bem simples. Esse é um fenômeno que vem crescendo bastante, por conta de uma demanda real que existe tanto no Brasil quanto no resto do mundo. De acordo com uma pesquisa divulgada recentemente pela Viacom International Media Networks, 66% dos brasileiros usam, em média, cinco aparelhos ao mesmo tempo, seja smart TV, smartphone, computador portátil, entre outros. A partir disso, é possível identificar uma oportunidade imensa para interagir com esse usuário “multi-telas”.

Outro case recente que usou a tecnologia de TVSync foi a gigante brasileira de cosméticos Natura. Foi criada uma parceria com a novela Império, também da Rede Globo, onde cada usuário que assistia à programação era impactado com material publicitário da marca na segunda tela.

O que é interessante observar nesse fenômeno é o quanto as tecnologias vem se reinventando a cada momento, afim de buscar atrair mais e mais consumidores. Isso mostra que estamos no caminho certo de avanço e que o futuro está justamente nessa inovação constante.

Artigo de Guilherme Mamede, CEO da Melt DSP, criadora da tecnologia TVSync, em parceria TVData.

27 de maio de 2015 · Atualizado às 10h42

http://www.adnews.com.br/artigos/como-engajar-e-interagir-em-uma-era-tao-conectada