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Startup norte-americana cria freezer que faz ofertas personalizadas

A startup americana Cooler Screens criou um freezer capaz de personalizar ofertas. O aparelho é interativo, possui sensores de movimento, câmeras e sistema de e rastreamento ocular. O item já está em funcionamento em seis unidades da rede de farmácias Walgreens.

A peça identifica as pessoas por gênero, idade e percebe quais produtos que os consumidores estão olhando, avaliando ainda o tempo que permanecem em pé e a reação emocional a algum item. Ele coleta os dados em tempo real, utiliza um algoritmo para determinar os anúncios mais adequados para aquele momento.

O freezer é fechado por uma tela que mostra o produto está atrás da porta. Ele pode sugerir, por exemplo, um refrigerante “zero” para um homem que está olhando para as bebidas. O sistema é capaz de identificar preferências, como a dos homens pelos refrigerantes zero açúcar.

O equipamento também avalia o horário da compra. Se a pessoa realiza as compras no final da tarde, por exemplo, receberá sugestões como pizzas congeladas. As câmeras identificam os produtos que já estão com o cliente, para tentar convencê-lo a comprar outro alimento.

De acordo com a startup, os dados coletados não são armazenados. Mas ela deseja que os consumidores ajudem a abastecer sua base. Isso poderia ser feito, por exemplo, por meio do aplicativo da Walgreens, onde é possível indicar as preferências. Se um cliente incluir itens sem lactose em suas preferências, irão ser indicadas para ele ofertas destes produtos.

Segundo um estudo realizado pela Cooler Screens, 75% dos consumidores escolhem refrigerantes por impulso. A startup tem contratos com a Nestlé, Coca-Cola, Pepsi e outras 13 companhias.

McDonald’s cria seu próprio Mc Vegan

mc donalds

O McDonald’s, um dos maiores nomes do fast food mundial, anunciou a criação de uma Mc oferta de sanduíche vegano. O lanche, com soja no lugar da carne, também leva molho, tomate, salada e picles, tudo sem ingrediente animal. O Mc Vegan, ofertado em cinco restaurantes da cidade finlandesa de Tampere está disponível desde o dia quatro e ficará nas unidades específicas até 21 de novembro.

https://www.instagram.com/p/BZyYYUOh8HB/embed/captioned/?cr=1&v=7&wp=658#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A20169.812542212443%7D 

Christoffer Rönnblad, diretor de marketing da rede na Finlândia falou sobre a novidade: “Vamos considerar o lançamento do produto em todos os restaurantes do McDonald’s na Finlândia em 2018. A decisão dependerá da opinião de nossos clientes sobre o McVegan. Os primeiros resultados dos testes de vendas, os comentários dos clientes e a atenção que o produto está recebendo em diferentes comunidades veganas são muito promissores”.

Quem sabe os 40% de crescimento do mercado vegano em terras tupiniquins seja forte o bastante para que a marca opte por trazer o sanduíche para cá. Mas por enquanto, como não há nenhuma indicação deste movimento, quem quiser experimentar o Mc Vegan terá que ir para a Finlândia mesmo.

http://adnews.com.br/negocios/mcdonalds-cria-seu-proprio-mc-vegan.html

Air France cria companhia aérea para os millennials

27 de Julho de 2017

A Air France anunciou recentemente a criação de uma companhia aérea voltada para jovens profissionais entre 18 e 35 anos, a geração dos millennials. A “Joon” iniciará vôos de médio alcance partindo de Paris neste outono e lançará vôos de longa distância no verão de 2018. Mais detalhes, como destinos, tarifas e serviços serão apresentados ao mercado apenas em setembro de 2017. Vale lembrar que esse consumidor é também o centro das atenções de diversos estudos e debates da indústria turistica.

A ideia é trabalhar com “oferta autêntica e conectada com destaque no mundo do transporte aéreo”.

Curiosa a segmentação, não?  O que se fala é que Joon é possivelmente um apelido/diminutivo das palavras francesas “les jeunes”, que significa “a juventude”. A empresa busca se posicionar como uma “marca de lifestyle e estado de espírito”, de acordo com o comunicado para a imprensa. Segundo Caroline Fontaine, vice-presidente de marcas da empresa, a ideia foi inspirada no comportamento do target. “Epicuristas e conectados, eles são oportunistas em um sentido positivo da palavra, pois sabem aproveitar cada momento e estão em busca de experiências de qualidade que desejam compartilhar com os outros. Joon é uma marca que carrega esses valores”. A ideia é trabalhar com “oferta autêntica e conectada com destaque no mundo do transporte aéreo”.

Antes da criação da empresa, uma pesquisa do sindicato da categoria mostrou que 78% dos pilotos aprovaram a ideia da criação desta nova companhia aérea. No anúncio de lançamento da marca, a empresa também refutou a ideia de ser caracterizada como “Low Cost” e afirmou que a operação não será de pouco serviço e baixas tarifas. O objetivo é trazer a melhor experiência em sinergia com o estilo de vida internacional e interligado dos millennials, que cada vez mais trabalham remotamente e viajam por lazer.

 “A nova marca foi totalmente desenhada para encontrar suas exigências.”

“Joon foi especialmente feita para um cliente jovem, os millennials (18 a 35 anos), cujos estilos de vida giram em torno das tecnologias digitais. A nova marca foi totalmente desenhada para encontrar suas exigências e aspirações, com um com uma oferta autêntica e conectada que supera os padrões do transporte aéreo mundial”, diz o comunicado.

Outra coisa bastante interessante na nova companhia aérea é a maneira como ela pretende se vender para os millennials, com cuidado para cada um dos detalhes, incluindo sua comunicação visual e até mesmo o design dos uniformes dos comissários de bordo, que ficam bem longe do estilo tradicional.

Flávia Hill

http://adnews.com.br/adcontent/adyouth/air-france-cria-companhia-aerea-para-os-millennials.html

Gamificação: tire proveito das motivações do cliente

03 de Julho de 2017  

gamificação

A maioria das empresas brasileiras não sabe por que suas ações de marketing não geram engajamento, apesar de dizerem que já conhecem o perfil do seu cliente. Porém, a verdade é que as organizações sabem apenas o que seu cliente compra, mas não o conhecem de fato.

Para gerar engajamento, os negócios precisam ir além do histórico de compras, é preciso entender sua motivação, o que o inspira a comprar, assistir, ler ou inscrever-se em algo. É nesse ponto que entram as estratégias de gamificação para aumentar o retorno dos programas de engajamento.

A gamificação usa técnicas motivacionais geradas por dados, utilizadas há anos por desenvolvedores de games, aplicadas a contextos não relacionados a jogos, permitindo a criação de ferramentas poderosas para o negócio por meio de três elementos principais: motivação, dados e interação.

A motivação, neste caso, consiste no uso de pesquisas científicas sobre o que motiva o comportamento humano para entender o que realmente inspira os clientes. Por meio de dados de big data, as organizações coletam e analisam dados e obtêm insights do que motiva o consumidor. A parte da interação responde pelo uso de técnicas aprimoradas por desenvolvedores de games ao longo dos anos para criar tecnologias poderosas e inovadoras que engajem o cliente.

Independente de uma empresa atuar no mercado B2B ou B2C, apenas depois de entender seus clientes é que vai poder influenciar conversas online e moldar seu comportamento. Por meio da gamificação, as empresas podem entender esse  comportamento, recompensar ações que geram valor para o cliente e transformá-las em valor para a empresa.

Conheça os principais benefícios da gamificação para o negócio:

Diferencie a abordagem do cliente

Um dos maiores problemas dos programas de engajamento no Brasil é que eles oferecem sempre “mais do mesmo” justamente porque as empresas não conhecem seu cliente. Qualquer empresa que forneça os mesmos produtos e serviços com ações mais interessantes e personalizadas podem conquistar esse consumidor.

Por meio da gamificação, as empresas podem retribuir o cliente, recompensando seu engajamento, como testar um produto, compartilhar um post nas mídias sociais, fazer uma resenha de um serviço, entre outros.

Os jogos sempre recompensam seus jogadores, seja com mais pontos, com maiores colocações em um ranking ou com prêmios. A gamificação é a melhor maneira de mostrar empatia e demonstrar que a marca de fato se preocupa com a experiência do cliente, servindo de motivação para mantê-lo engajado.

Melhore o engajamento e aumente o ROI

Um consumidor bem engajado gasta entre 50% e 70% de seu orçamento mensal com uma única marca. Em uma era em que o cliente tem tantas opções, a gamificação é um importante diferencial, gerando clientes leais à marca por sentirem que estão recebendo experiências únicas e recompensadoras.

As empresas aumentam o ROI de suas ações de engajamento ao longo do tempo na medida em que os consumidores passam a recomendar a marca a amigos e familiares e a defendê-la nos mais diferentes canais, gerando uma espécie de campanha de marketing orgânica para a empresa.

Tire proveito de atividades sociais e reduza o passivo de pontos 

Algumas táticas de gamificação, como passagem de nível, ganho de pontos e bonificações, permitem às empresas gerar mais engajamento e vendas por meio de atividades sociais.

Em vez de oferecer descontos progressivos ou implementar um sistema de pontos capaz de gerar um passivo insustentável, as organizações podem focar em ações baseadas em estratégias de gamificação para oferecer ganhos ao usuário na medida em que ele avança, por exemplo, no compartilhamento de conteúdo da marca ou na compra de produtos.

A gamificação, muitas vezes, é um campo em que os negócios ficam hesitantes em explorar, no entanto, trata-se de um conceito que veio para ficar. As empresas precisam ir além da entrega de produtos e serviços de qualidade, e as organizações que investem em gamificação geram ganhos significativos para o negócio

http://adnews.com.br/internet/gamificacao-tire-proveito-das-motivacoes-do-cliente.html

Por que experiência é o que – realmente – importa?

 

13 de Dezembro de 2016 12h – Atualizado às 12:05
adobe

Graças às megatendências tecnológicas – como computação em nuvem, mobilidade e a inteligência artificial -, hoje as barreiras entre os mundos físico e digital estão em colapso, abrindo a oportunidade para criar experiências relevantes, personalizadas e em tempo real para consumidores em todo o mundo. A experiência humana que temos de um produto ou serviço torna-se uma só com a marca e com o produto que estamos consumindo.

Isso, certamente, não é novo. Há séculos o comércio é caracterizado por intercâmbios e transações entre duas partes. As coisas mudaram quando as tecnologias industriais permitiram a produção em massa e os meios de comunicação possibilitaram a conexão entre produtos e marcas através da mensagem aspiracional, sugerindo o acesso a uma experiência.

Durante grande parte do século passado, o valor de uma marca estava associado à sua capacidade de ser compartilhada e ligada a uma comunidade mais ampla. Como Andy Warhol de maneira icônica divagou: você pode estar assistindo TV e vê a Coca-Cola, e você sabe que o presidente bebe Coca-Cola, Liz Taylor bebe Coca-Cola; e basta pensar, você pode beber Coca-Cola também!

Hoje, graças a tecnologias digitais, vemos como a força e a energia de uma marca vêm de sua capacidade de se envolver em um âmbito mais individual com o consumidor, fornecendo informação, produtos e serviços que podem melhorar a sua vida ou – pelo menos – evitar o atrito típico de uma jornada do cliente mal orquestrada. E nós consumidores da era digital estamos em todos os lugares – e ao mesmo tempo. Assistimos TV enquanto checamos e-mails e ligamos para o gerente do banco enquanto acessamos uma ou duas redes sociais. Poder identificar e entender o comportamento desse consumidor, para entregar uma mensagem consistente e individualizada – além de prever seus próximos passos e desejos – não é mais coisa do passado. Novas tecnologias que combinam análises em tempo real e machine learning estão revolucionando a maneira como as empresas interagem com seus consumidores e como estão se reorganizando de um ponto de vista estrutural e de mindset. Dois pontos-chave desta mudança são:

Quebrar os silos. Durante o século passado, Madmen e Mathmen estavam em desacordo um com o outro. Dados de um lado, e “The Big Idea” do outro. Criativos versus Geeks. Não foi amor à primeira vista. Hoje, as coisas mudaram: disciplinas de negócios, comumente fechadas em silos, como analytics e design estão olhando um para o outro não mais como estranhos, mas como as peças que faltavam no quebra-cabeça de comunicação sofisticado. No lado criativo, a habilidade de imaginar e trazer à vida um belo conteúdo que permite experiências mágicas é uma obrigação. Na verdade, com a proliferação de telas, com a obviedade de que o primetime é agora tempo real, a necessidade de um belo conteúdo é mais importante que nunca. E a capacidade de usar a tecnologia para permitir um fluxo de trabalho criativo, sem amarras, é uma vantagem competitiva para qualquer empresa.

Por outro lado, os meios altamente sofisticados para automatizar funções críticas de negócio como otimização de mídia, gerenciamento de conteúdo de omni-screen e gerenciamento de audiência estão disponíveis para dar vida a esse conteúdo, de forma personalizada e focada.

A arte do negócio inacabado. Uma diferença crucial com a qual nos deparamos quando nos deslocamos entre experiências físicas e digitais é que esta última está em aberto, em constante mudança, inacabada por definição. A beleza e o desafio de uma empresa que coloca digital em seu core é a possibilidade de fazer ajustes e movimentos rápidos, interações constantes e evoluções mensuráveis. No velho mundo, produzir um disco era um processo bastante padronizado, que envolvia a gravação em um estúdio, edição, impressão em vinil e distribuição. Uma vez que o disco estava na rua, ele estava na rua: não existia mais edição ou ajustes. O oposto é verdadeiro quando falamos de experiências digitais, que são fluidas e em um loop constante de feedback e ajustes, com a tensão criada para equilibrar simplicidade e sofisticação, serviço de alto valor e prazer, resposta em tempo real e valor a longo prazo.

Os atores deste admirável mundo novo terão de ser capazes de navegar por esta complexidade com o objetivo de oferecer experiências consistentes e de grande impacto a todos os consumidores. Dr. Max Mckeown, autor, afirma e tem toda razão ao dizer que “novas ideias são, por definição, inacabadas. E são lindas apenas para quem as teve. Inovação – mesmo – é sobre tornar essas belas ideias úteis”. E a utilidade só se dá pela experiência. Pela bela experiência.

*Federico Grosso é vice-presidente da Adobe Systems para América Latina

http://adnews.com.br/adarticles/por-que-experiencia-e-o-que-realmente-importa.html

Estudo mostra que maioria aceita trocar dados por anúncios e ofertas

 

07 de Dezembro de 2016 11h – Atualizado às 11:19

dados

Em pesquisa com 946 consumidores brasileiros recém-conduzida pela dunnhumby, 88% dos entrevistados afirmaram estar dispostos a compartilhar seus dados pessoais e de consumo com empresas para receber descontos e ofertas exclusivas e 77% fariam o mesmo em troca de pontos em programas de fidelidade.

Os resultados demonstram que, nos últimos três anos, houve um aumento significativo no número de brasileiros dispostos a compartilhar seus dados com empresas mediante benefícios como descontos, ofertas e personalização do serviço. Em pesquisa com 3.900 consumidores brasileiros realizada em 2013 pela Coleman Parkes, apenas 39% declararam ter interesse em disponibilizar dados em troca de ofertas exclusivas e 38% compartilhariam dados para receber recompensas em programas de fidelidade.

A dunnhumby também descobriu que há certa uniformidade no comportamento das gerações Z, Y, X e Baby Boomer nesta área. Isso demonstra que estratégias que envolvem a coleta e o uso de dados do consumidor para a criação de ofertas personalizadas e programas de fidelidade não devem se restringir a faixas etárias, já que pessoas de todas as idades estão dispostas a participar. É preciso, no entanto, adequar as ações às peculiaridades de cada grupo.

Qualidade da personalização

O consumidor não se interessa só por recompensas financeiras: segundo a pesquisa da dunnhumby, 69% também cederiam seus dados para receber informações e novidades sobre os produtos e serviços de que o cliente gosta e 65% se interessam por sugestões de produtos baseadas em seu gosto pessoal.

O consumidor contemporâneo é consciente, sabe o valor de seus dados para as empresas e por isso espera um retorno à altura. De acordo com a pesquisa, 65% dos consumidores acreditam que as empresas estão buscando conhecer cada vez melhor seus consumidores.  Ofertas e comunicação personalizadas destacam-se nesse cenário.

Programas de fidelidade na crise

O segundo fator que mais motiva os brasileiros a compartilharem seus dados, logo atrás dos descontos e ofertas exclusivas, é a obtenção de pontos em programas de fidelidade, que interessa a 77% dos consumidores entrevistados.

Atualmente, segundo a dunnhumby, 41% dos clientes de programas de fidelidade do varejo no Brasil disseram que comprariam em outro local caso o programa da rede onde consomem fosse encerrado – o que demonstra a relevância dessas iniciativas para o brasileiro. No Reino Unido este número é de apenas 21%.

http://adnews.com.br/internet/estudo-mostra-que-maioria-aceita-trocar-dados-por-anuncios-e-ofertas.html

Como o geomarketing ajudou a Brasil Kirin a recuperar market share

Com tecnologia e inteligência geográfica, a empresa reverteu um quadro de queda nas vendas e na participação de mercado de uma de suas marcas de cerveja, na cidade de Porto Alegre

Por Publicidade | 01/12/2016

De cerveja muito brasileiro gosta, isso é fato. Agora, imagine como as indústrias de bebidas fazem para que cada latinha ou vasilhame chegue às mãos do consumidor final, em cada canto do País. No caso da Brasil Kirin são mais de 600 mil pontos de venda com presença de uma de suas principais marcas.

Na hora de vender e compreender quais são os PDVs ideais para abordagem, ou seja, aqueles frequentados pelo público-alvo da cerveja, a Brasil Kirin utiliza a ferramenta de geomarketing OnMaps. Por meio de informações mapeadas sobre renda, hábitos de consumo e estilo de vida da população, a companhia entende, ponto a ponto, o entorno dos estabelecimentos (bares, padarias, minimercados etc) e onde realmente vale o investimento comercial.

Analisando o cenário nacional, a cidade de Porto Alegre mostrava quedas expressivas para a Brasil Kirin. À época do estudo, a sua marca de cerveja em questão apresentava declínio de 42% no volume de vendas. Detalhe: o mercado de cerveja como um todo crescia 5% ao ano na capital gaúcha. Ou seja, algo estava dando errado, mas técnicas de geomarketing facilitaram a retomada do market share da companhia.

Identificação de prospects com inteligência geográfica
Ao mapear todos os PDVs de Porto Alegre no OnMaps, a Brasil Kirin identificou sua embalagem 600ml em apenas 25% desses locais. Já para 473ml – o popular latão – a marca estava em somente 29% dos pontos da cidade. Para ter acesso a esses números, a empresa importou sua base de clientes na ferramenta de geomarketing.

Avaliando todo o estado do Rio Grande do Sul, a companhia deixava de atender mais de 2 mil PDVs que já comercializavam cerveja, e grande parte desse número estava na capital. A estratégia foi entrar com ativação nesses locais ainda sem cobertura, uma vez que já compravam esse tipo de produto, o que facilitaria a entrada da marca.

Para isso, a Brasil Kirin adotou uma estratégia de sinergia de distribuição: estabelecimentos já com a participação de seus produtos passaram a receber também a marca de cerveja.

Outra preocupação era aumentar o trabalho dos distribuidores em locais que compravam da concorrência. “No segmento de bares, identificamos mais de 10 mil pontos funcionando em Porto Alegre. Desses, a nossa cerveja estava presente em apenas 2%, enquanto o concorrente atuava em 34%”, explica Maurício Callado, executivo da área de Inteligência de Mercado da companhia.

Esta foi uma ótima oportunidade para ativar os produtos também nesses locais com presença de concorrentes, já que o público consumidor é similar. “No total, tivemos oportunidades em mais de 3 mil lojas que correspondem a 49% do faturamento da categoria”, completa Callado.

Pontos de venda frequentados pelo público-alvo
Em uma parceria com a Serasa Experian, o OnMaps possui um módulo chamado Mosaic. Ele segmenta e georreferencia milhões de brasileiros em 11 grupos e 40 segmentos. Assim, compreende-se o estilo de vida e o comportamento de compra da população, para identificar quais produtos e serviços ofertar em cada região do País – de cidades inteiras até um quarteirão específico.

E foi exatamente este o “pulo do gato” para que a Brasil Kirin positivasse PDVs de forma certeira. O público da cerveja deste caso de sucesso pertence à classe C. Então, foi feito o cruzamento de clientes potenciais (PDVs) com as regiões de Porto Alegre que tinham predominância da população com esse perfil no entorno.

“Chegamos à conclusão que a nossa persona está correlacionada aos segmentos do Mosaic intitulados Jovens da Periferia, Juventude Trabalhadora Urbana e Massa Trabalhadora Urbana. Dessa forma, visualizamos esses grupos no OnMaps e mapeamos 426 novas lojas com total de aderência ao nosso produto”, relata o profissional de Inteligência de Mercado.

Após três meses de testes e ações específicas na região, mais de 80% das oportunidades mapeadas foram ativadas. A Brasil Kirin aumentou consideravelmente o volume de vendas, o market share e, consequentemente, elevou seu faturamento na capital gaúcha

https://www.mundodomarketing.com.br/

Facebook lança recurso que integra anúncios ao estoque das lojas

Facebook acaba de anunciar uma novidade de interesse dos anunciantes varejistas. O anúncio dinâmico, modelo de impulsão de vendas online através de anúncios de produtos mais relevantes, será estendido para o varejo.

Ao conectar o inventário local da loja com o Facebook, os anunciantes podem criar uma campanha que mostra dinamicamente os produtos disponíveis na loja mais próxima.

As características incluem “Disponibilidade Local”, um indicador de na imagem do produto que mostra imediatamente às pessoas se ele está disponível em uma loja próxima. Caso um produto se esgote, a campanha se reajusta automaticamente para que as pessoas deixem de vê-lo anunciado naquela região. E “Produtos semelhantes”, uma função que apresenta produtos similares disponíveis na loja mais próxima para que as pessoas possam navegar pelos corredores direto de seu celular.

Diversas empresas já usam o Facebook Ads para promover seus produtos em lojas físicas, mas até agora não era possível personalizar anúncios por lojas de acordo com a disponibilidade, preço e promoção dos produtos locais.

Vale lembrar que este ano o Facebook também anunciou uma série de produtos de anúncios e capacidades para ajudar as empresas a impulsionar as vendas reais, seja online ou em lojas físicas.

21 de Setembro de 2016 10h – Atualizado às 10:01

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8 conceitos-chave da NRF trazidos pela Gouvêa de Souza

Depois de anos o mercado ditando as tendências de consumo, mais do que nunca chegou o momento em que a luz se volta para o consumidor, que assume, definitivamente, o papel de protagonista no mundo dos negócios. Não adianta mais focar apenas em tecnologia e inovação, por exemplo, se não houver relacionamento. Influenciados pelos Millennials, pessoas que nasceram entre 1980 e 2000, indivíduos de todas as gerações estão mais exigentes e esperando que as marcas estejam alinhas com suas causas.

Esses são alguns insights apontados na 105ª edição da NRF Retail´s Big Show, que aconteceu em Nova Iorque em janeiro, trazidos pela consultoria GS&MD e apresentada no evento Pós Big Show, realizada no Rio de Janeiro. Veja os oitos conceitos apontados pelo Grupo Gouvêa de Souza, que são considerados “a essência do extrato da síntese” do que foi discutido no evento norte-americano.

1 – Personalização Massificada

A ideia de solução única ficou para trás. No atual cenário é fundamental customizar para atender o cliente mais exigente. O que antes era uma distinção do mercado de luxo, começa a surgir nos mercados massificados, afinal, independente da classe econômica, todos querem se sentir únicos. Esse processo tende a aumentar uma vez que é uma forte característica dos Millennials, que por estarem mais conectados e inteirados com tudo o que acontece no mundo querem ter uma experiência diferenciada e única.

O processo da indústria e do varejo na personalização de produtos para diferenciar e agregar valor não é novo e não precisa ser tão disruptivo. De maneira simples e utilizando uma caneta, por exemplo, a Starbucks há anos personaliza os copos de café com o nome do consumidor. “Este é um processo que começou há alguns anos, mas que a tecnologia e com o nível de informação que se tem sobre o consumidor voltou com muita ênfase”, comentou , durante o evento Pós Big Show 2016, realizado no Rio de Janeiro.

A loja de departamento Macy´s, nos Estados Unidos, criou um andar exclusivo focado nos Millennials. O local funciona como um laboratório e oferece experiências interativas para envolver os jovens consumidores, como a produção autoral de bijuterias por meio da impressão 3D. Marcas focadas neste público estão presentes oferecendo serviços incomuns. Uma delas é a Levi´s, que conta com uma impressora à laser que faz aplicações nas roupas, permitindo que qualquer pessoa tenha uma peça exclusiva. No mercado de luxo, a Louis Vuitton já oferece essa possibilidade há alguns anos, diferenciando as peças que contam com a icônico monograma. Mais recentemente, a marca criou um espaço na loja em Nova Iorque em que um artesão faz na hora tags de malas personalizadas com as iniciais desejadas. À cliente basta escolher o modelo.

2 – Mobilização

O comportamento do consumidor se transformou definitivamente nos últimos anos com a popularização dos smartphones. Da palma da mão é possível comprar, comparar preços, pesquisar recomendações, buscar a localização, promover e viver vários momentos em um, o que o Google definiu como micro momentos. O que está mudando o mundo dos negócios, passa a redefiní-los. Com tanto tempo dedicado à navegação na internet móvel, o celular passou a competir com as marcas a atenção do consumidor. Logo, como diz a máxima, se não pode vencê-los, junte-se a eles faz ainda mais sentido.

Com a incorporação do hábito, o mobile mudou a forma como consumidores e marcas se interagem e, por conta disso, não há mais como as empresas não o incluírem em suas ações. No Brasil, os m-commerces começam a ganhar cada vez mais força. No último trimestre de 2015, as compras pelo dispositivo móvel representaram 19% das transações, segundo a Criteo. “A telefonia móvel permite de maneira diferenciada o empoderamento do consumidor e proporciona um relacionamento jamais visto anteriormente”, pontuou Gouvêa de Souza.

3 – Premiunização

Com o mercado cada vez mais competitivo, a premiunização se faz necessária para que marcas e varejistas criem conceitos que mereçam uma rentabilidade maior por sua diferenciação. Agregar sofisticação aos produtos permite, inclusive, que as empresas pratiquem preços mais elevados e impactem consumidores que querem algo além do comum. A estratégia inspirada no mercado de luxo é aplicada constantemente em vários segmentos e muito bem vinda naqueles em que há crescimento econômico, como o atual momento vivido nos Estados Unidos, e pessoas dispostas a pagar mais caro para se distinguirem e se sentirem exclusivas.

Apesar do período de recessão, no Brasil algumas empresas também estão apostando nesta estratégia para se diferenciar. No primeiro semestre do ano passado, no auge da crise econômica, a Nestle lançou a linha Gelato para entrar no segmento de sorvetes premium. Com identidade visual sofisticada, o produto é destinado às classes A e B e tem um posicionamento bem definido, fazendo com que a novidade não concorra com a linha tradicional. Inicialmente disponível em quatro sabores, o novo produto ganhou duas novas versões no início de 2016, mostrando que a aposta está dando certo.

4 – Mentalização

Como os Millennials formam o grupo de pessoas que influenciam toda a cadeia, é fundamental que as marcas estejam bem alinhadas com o pensamento deles. Pelo menos dois conceitos que fazem parte do pensamento deste público não devem ser esquecidos pelas empresas: Alignment (alinhamento) e Commitment (comprometimento), responsáveis pela concepção do termo “mentalização”, uma derivação do sufixo ment. Como esses jovens estão mais preocupados com a experiência e com causas, as empresas devem se preocupar efetivamente com os seus propósitos. “Os Millennials não precisam de razões para comprar um produto ou consumir uma marca, eles precisam de uma causa com as quais possam se aliar e defende-la por meio das marcas e produtos”, reforçou o Diretor-geral da GS&MD.

Com esse consumidor mais engajado, as companhias deverão dedicar mais tempo pensando em seu papel na sociedade e menos com questões econômicas. Disseminar o motivo pelo qual uma empresa faz a diferença no mundo atribui valor ao negócio e reforça seus valores, o que agrada esse público mais inquieto, afinal, empresas sem propósitos são marcas sem alma, como mostra a reportagem do Mundo do Marketing

5 – Inspiração pelas histórias

Apesar de muito se falar em tecnologia e modernidade, o resgate histórico se faz cada vez mais necessário para envolver o consumidor emocionalmente. É; o storytelling ganhando cada vez mais força. “Quanto mais futuro se discute no presente, o passado é uma referência fundamental. A história do produto, das marcas do varejo emerge com uma força importante para criar respaldo e credibilidade”, comentou Marcos Gouvêa de Souza.

Mas não adianta a história pela história, é preciso que ela seja real para ter consistência e envolver o consumidor. Caso contrário, a tentativa pode causar sérios prejuízos à imagem da marca. No Brasil, por exemplo, a Diletto admitiu ter criado um passado em uma comercial de TV. O caso foi parar no Conar e sempre é lembrado como um erro na comunicação da empresa.

6 – Revitalização

Com o passado ganhando cada vez mais valor para os consumidores, a revitalização de itens que já foram sucesso surge como uma forte tendência. O movimento retrô pode ser visto no design, na comunicação visual, no merchandising e até mesmo no próprio produto. Ao buscar inspiração no passado, as marcas visam oferecer uma relação de conforto para os consumidores ao apostar na memória afetiva, mas isso nada tem a ver com saudosismo.

A revitalização alia elementos de referências do passado com a modernidade tecnológica embarcada. É; o caso dos novos toca-discos, que além de funcionar com os antigos long plays, conta ainda com bluetooth, saída USB, se conecta aos computadores e permite a digitalização do LP, é o vintage e o moderno caminhando em paralelo em um único produto. Esses produtos, em geral, trazem valores agregados, fazendo com que custem mais em relação aos produtos tradicionais, como a linha vintage de eletrodomésticos da Brastemp.

7- Millenização

Uma das principais características dos Millennials é a capacidade de influenciar pessoas de outras gerações, o que não quer dizer uma pasteurização do comportamento do consumidor, mas que os indivíduos são impactados por essa importante parte da sociedade, que está ocupando espaço cada vez maior no mercado. Essa transformação geracional acontece graças ao acesso à informação instantânea e móvel disponível por conta da internet. Atualmente, por exemplo, é possível ver idosos cada vez mais presentes nas redes sociais, onde buscam maior conexão com os familiares. Ao utilizar a plataforma, esse grupo de pessoas também será impactado pelas ações digitais das companhias.

Esse movimento exige das empresas um maior cuidado em seus posicionamentos, estratégias de Marketing e oferta de produtos e serviços a fim de impactar este grande público. É; preciso ter em mente que algumas fortes características dessa geração, como a valorização das referências dadas pelos amigos – em detrimento às oficias -, a percepção de que o mundo está a um passo e a preferência por viver experiência no lugar da compra. “A millenização transcendo o papel dos Millennials, porque ela implica na transformação de mercado inspirada por este grupo, que influencia também a geração Z e cria uma outra realidade totalmente distinta”, explicou Gouvêa de Souza.

8 – Ecossistemas competitivos

Em países mais maduros, a evolução da tecnologia está mais disseminada, existe maior acesso aos recursos e os consumidores estão mais empoderados. Este cenário mais competitivo faz com que companhias alinhem suas marcas criando sinergia em suas atuações, criando novas oportunidades de receita e reduzindo custos. “É; uma outra realidade que está emergindo com essa ideia da composição entre marcas, negócios, varejo, empresas para criarem alternativas para desenvolverem negócios juntos”, esclarece o executivo.

Essa nova relação faz com que todas as partes saiam ganhando, empresas e consumidores. Nos Estados Unidos, a Gap e a Virgin Hotels se uniram para oferecer um serviço diferenciado aos hóspedes após perceberem que uma das principais causas de aborrecimento entre eles era não ter roupas adequadas para um evento inesperado. Unindo plataformas on e off-line, na qual as pessoas podem escolher peças de roupas, a Gap deixa os itens no quarto dos hóspedes para que eles possam escolhê-los e o pagamento pode ser feito no próprio hotel. Uma simples oferta que está facilitando a rotina dos consumidores por meio da conveniência e fazendo com que as marcas ganhem novos clientes.

Por Roberta Moraes | 02/03/2016

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/35675/8-conceitos-chave-da-nrf-trazidos-pela-gouvea-de-souza.html

Inbound Marketing ainda é pouco explorado no Brasil

O inbound Marketing está ganhando fama, mas ainda passa por um processo de amadurecimento no mercado brasileiro. A estratégia utiliza conteúdos explicativos e várias vezes didáticos para qualificar futuros clientes e identificar a melhor maneira de atingir cada público relacionado à empresa. Essa personalização da informação começa a substituir a abordagem conhecida como outbound Marketing, que foca em comunicação massiva.

Enquanto este modelo tradicional interrompe as programações midiáticas que interessam ao seu público com mensagens imperativas, facilmente ignoradas, o inbound busca tirar o conteúdo corporativo de um papel secundário para ser o centro da atenção. A intenção é atrair o consumidor voluntariamente até informações que eles consideram relevantes e que estão diretamente relacionadas às aplicações dos produtos e serviços da companhia. Antes mesmo de utilizar o produto ou serviço propriamente dito, o futuro cliente já começa a interagir com o universo da companhia.

A estratégia rende pontos na satisfação do futuro cliente e ajuda na construção de defensores da marca. Já existem algumas agências especializadas em inbound em atuação, que reúnem clientes dos mais diferentes segmentos, tanto de produtos quanto de serviços. Apesar da profissionalização, a técnica ainda é confundida com o content Marketing em vários momentos. “O inbound está dentro do content Marketing, sendo que a produção de conteúdo sozinha pode até gerar tráfego, mas o processo fica solto. O inbound é o pilar que orienta como nutrir, distribuir e trabalhar o conteúdo de acordo especificamente com o momento de compra do cliente para gerar, no futuro, conversão em vendas”, pontua Erick Iucksh Santos, CMO da Next Idea, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Identificar personas e mensurar
O trabalho de inbound começa com a identificação dos públicos para os quais o conteúdo será direcionado. Quanto mais a empresa conhecer seus potenciais consumidores e as particularidades deles, mais o discurso parecerá próximo e pessoal. O processo conta com o desenvolvimento de personagens que se pareçam nos detalhes com os mais diferentes perfis do target, para servirem de base na hora de se projetar como as ações acontecerão na prática. Para garantir a assertividade, as agências utilizam plataformas como o estrangeiro Hubspot e o brasileiro RD Station, que ajudam a definir perfis, construir fluxos de conteúdo relacionados à jornada de compra e mensurar leads.

Não basta, contudo, saber quem são as pessoas. A técnica exige também o conhecimento detalhado do momento de compra de cada indivíduo. Isto é relevante porque uma mesma pessoa pode apresentar demandas diferentes por conteúdo de acordo com a evolução da sua jornada. Um comprador de imóveis, por exemplo, pode desejar saber sobre financiamento na fase inicial da sua busca e, após o fechamento do negócio, precisar de dados sobre a entrega das chaves ou dicas de decoração.

A Econ Engenharia, especializada na construção e no desenvolvimento de layouts para indústrias, usa esta lógica para se relacionar com seus clientes. A companhia desenvolveu uma série de gráficos e textos explicativos que podem ser acessados de forma inteligente. Cada vez que um material é baixado, o sistema dialoga com o internauta sugerindo outros conteúdos relacionados à primeira busca, que também poderão interessar.

Do lado do consumidor, o reconhecimento do momento de compra contribui para a lembrança positiva da marca e ao mesmo tempo auxilia o departamento comercial da empresa a intervir no momento mais propício para o fechamento de um negócio. “A empresa precisa perceber quem está baixando seus conteúdos e reagir de acordo com o momento do consumidor. Ao se identificar com as informações que recebeu, o cliente se lembra da empresa na hora de comprar, o que torna o trabalho de vendas mais assertivo”, comenta Alexandre Monteiro, Sócio da Ingage, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Técnica alcança relações B2B
Enquanto o storytelling foca suas produções nos B2C, encantando as pessoas e as engajando com o universo da marca, no inbound, a técnica vale também para o B2B. Em alguns casos, demanda abordagens distintas de uma mesma empresa para tratar de um produto ou serviço com o consumidor final ou um cliente. “No B2C, temos que trabalhar a lembrança de marca, sempre relacionando as informações ao momento de uso do produto. Já para o B2B temos uma venda mais complexa porque o cliente tem que saber dos benefícios e vantagens do produto para tomar decisão de compra”, diz Carlos Tesore, Sócio da Hook Digital, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A Condor Pincéis assumiu este desafio em maio de 2014, quando começou a investir no inbound Marketing. A empresa sempre se preocupou com a produção de conteúdo, mas até então não a correlacionava com as vendas. Recentemente, a empresa investiu na criação de três e-books e na identificação dos perfis que compõem a audiência do seu blog.

Os usuários, anteriormente, forneciam apenas nome e e-mail, dados que foram ampliados. A partir deste trabalho, a fabricante ampliou o foco da sua comunicação. No sexto mês do projeto, a base inicial já foi multiplicada por seis, atingindo 3.600 leads, sendo 1.600 provenientes dos 20 primeiros dias. A empresa conquistou uma margem de conversão de 8% sobre as visitas.

Os resultados cooperaram diretamente com a obtenção de informações dos consumidores e a organização de uma nova plataforma de dados. “Falar para o B2B e para o B2C é uma grande questão para a Condor. Em um primeiro momento o foco era B2C, devido aos clientes de que se tinha conhecimento. Agora, precisamos olhar também para o B2B, que é quem vai ajudar a expandir a marca”, conta Santos, da Next Idea, agência que está à frente do trabalho.

Inbound para construir referência
Além de engajar, aproximar e orientar o processo de compra, a educação do consumidor por meio de conteúdos produzidos pelas empresas pode contribuir também para a consolidação de novos serviços. Neste caso, a companhia que desempenhar bem a função de informar terá grandes chances de se tornar referência para o seu público.

Este foi um dos fatores que levaram a Geofusion, especializada em serviços de Geomarketing, a aderir ao inbound. “Trabalhamos com uma tecnologia em formação e temos dificuldade de gerar leads e contar para o mercado que existimos. Escolhemos o inbound por ele ser capaz de informar as pessoas, levando referências sobre o que é a companhia e quais problemas nos propomos a resolver”, comenta João Pedro do Val, Sócio-Diretor da Geofusion, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A empresa desenvolveu 16 materiais, entre textos, e-mails e e-books. Desde maio, já foram contabilizados 800 downloads, o que representa uma taxa de conversão animadora de aproximadamente 20%. A intenção da Geofusion no uso da técnica é mapear os seus prospects e conquistar um lugar na mente deles. A princípio, o foco imediato não é na conversão de vendas, mas na identificação de futuros clientes.

Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 25/09/2014

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