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A indústria no franchising: a simbiose perfeita para aproximação com o novo consumidor

Como as indústrias vêm se beneficiando do franchising para acelerar a transformação na forma de se relacionar com o consumidor final?

O que está em discussão
Não se discute mais o quanto o franchising é uma forma de expansão que vem mudando, no mundo, a forma e a velocidade com que as empresas estão expandindo seus negócios e ocupando mercado de forma exponencial, desde os pequenos negócios até os grandes players do varejo, serviços e indústrias de bens de consumo. O que está em destaque aqui é o quanto as indústrias podem se beneficiar ainda mais do franchising para entender o varejo e, consequentemente, entender melhor o consumidor de seus produtos, aquele que é a base da pirâmide de desenvolvimento das empresas, explorado por mim em artigo anterior.

A cultura nas indústrias
Ainda se discute sobre a cultura impregnada nas indústrias, de pouca flexibilidade e voltada para dentro, com foco na qualidade dos produtos e na eficiência e produtividade dos equipamentos, na formação do time de produção – fazer mais, mais rápido e melhor.

Porém, com tudo isso, ainda fica a dúvida: quando se trata da condição para a sobrevivência dos negócios no mundo atual, classificado como mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) – termo incorporado ao vocabulário corporativo, apesar de ter surgido na década de 90 no ambiente militar, pelo U.S Army War College, para explicar o mundo no cenário pós-Guerra Fria – o  quanto a indústria está preparada para ser ágil em  responder  às transformações intensas e absolutamente disruptivas, que trazem desafios enormes, uma vez que rompem completamente padrões tidos como corretos e imutáveis?

Como ser indústria 4.0 e amiga do consumidor?

A transformação da indústria tradicional para a Indústria 4.0, também  bastante explorada no mundo das consultorias e no meio empresarial,  foca no fato de que a indústria deve adotar tecnologias emergentes de TI e automação industrial, criando um  sistema de produção físico-cibernético, com alto nível de digitalização de dados que se comunicam com máquinas, produtos e pessoas, o que deverá gerar um ambiente de manufatura muito  mais  flexível e auto ajustável  à demanda crescente por customização.

Tudo perfeito! E como essa indústria contemporânea, digital 4.0 vai interagir com o consumidor final de seus produtos? A resposta, e como uma das alternativas mais segura para a marca, é por meio de um canal que fala diretamente com esse consumidor, que convive com ele diariamente e que pode lhe oferecer a experiência que deseja e no momento que deseja. Estou falando do franchising.

As indústrias podem se beneficiar muito do franchising para tornar tangível para o cliente final toda essa transformação e investimentos que vêm fazendo para se tornarem Indústria 4.0, digital,  ágil e amiga do consumidor. Já temos muitos cases de sucesso no mercado que podem servir como o teste de São Tomé, para aqueles que querem ver para crer.

Indústrias que, a partir de um produto, estão criando redes de franquias com lojas ou  unidades de prestação de serviços que falam diretamente com o consumidor da marca.  No Brasil, esse movimento começou com a indústria de cosméticos, com O Boticário, depois com a indústria de calçados, vestuário e, mais recentemente, a indústria de produtos de higiene e limpeza, como as lavanderias OMO, entre outros cases.

Os desafios
Qual é o grande desafio nesse processo? A incorporação da cultura de varejo e de franchising – que tem muito de prestação de serviços e relação ganha ganha com uma a rede de empresários, e não com distribuidores –, o que não se faz numa virada de chave. O empresário que faz essa opção deve percorrer uma jornada de transformação e de mudança de cultura interna, de forma quase que radical.

Em muitos casos a mudança ou incorporação de novos profissionais é inevitável, caso contrário, o processo entra nos mesmos trilhos da cultura já arraigada e tradicional da indústria  e os resultados podem ser prejudicados ou mais lentos. O maior desafio tem sido o de assimilar a dinâmica que o varejo os impõe e a mudança na forma de se comunicar com esse novo consumidor que vive e transpira no mundo digital.

A solução
A entrada no varejo via franchising é uma nova estratégia e como tal deve ser tratada, bem concebida, com o projeto realizado com o apoio de especialistas e sem queimar etapas, o que passa pela concepção do modelo e formato do negócio, viabilidade financeira da operação para o franqueado e franqueadora, plano de expansão consistente, além de estrutura, processos, tecnologia e pessoas com competências alinhadas à nova cultura e estratégia a ser implementada.

Resumindo: é uma jornada que não permite mais amadorismo, evitando colocar em risco uma marca com décadas de existência e não perder a oportunidade de ser mais um case de sucesso da indústria atuando no varejo.

5àsec lança modelo de franquia baseado em lockers

A 5àsec lançou um modelo de franquias baseado em lockers. Os armários digitais podem ser instalados pelos franqueados que já compõem a rede em condomínios residenciais, comerciais e até academias. A estratégia da marca é oferecer uma experiência diferenciada, além de comodidade aos clientes, que podem deixar suas roupas para serem limpas pela lavanderia, sem precisar sair de casa. Até o final do ano são esperados, ao menos, 50 lockers em diferentes estados brasileiros.

A empresa já utiliza há alguns anos o sistema de delivery no Brasil, que foi uma estratégia encontrada para facilitar o dia a dia do cliente. Com a evolução da tecnologia, a mudança de hábitos dos consumidores e a falta de tempo, o delivery passou a não ser suficiente, pois as pessoas começaram a sair muito cedo e voltar muito tarde para casa. Para resolver de uma vez por todas estas questões, a marca decidiu apostar nos lockers, armários digitais que podem ser implantados em locais estratégicos.

A ideia surgiu graças a uma demanda dos próprios franqueados, que buscavam a abertura de pontos de coletas dentro de condomínios para atendimento em horários alternativos. Além disso, o modelo de negócio se torna mais eficiente porque dispensa o uso de um colaborador, além de funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana, de acordo com a necessidade dos consumidores e no horário de sua preferência.

A novidade é voltada para condomínios residenciais e comerciais, além de centros comerciais e academias. Para utilizar o serviço, o cliente entra no app da 5àsec, disponível em Android e iOS, para informar que está colocando as peças no armário e, em seguida, informa o número da porta. A loja responsável por aquele condomínio recebe a informação e providencia a coleta das peças no armário. O serviço de limpeza e a devolução ocorre em até 48 horas.

Vale ressaltar que o custo é o mesmo praticado nas lojas físicas, sem acréscimos ou taxas adicionas e sem cobrança do serviço de delivery. Também não há restrição com relação ao tipo de peças e todos os serviços e pacotes podem ser contratados por meio dos lockers. O pagamento é feito online, por meio do app, após cadastro e o destravamento da porta é realizado por meio de QR Code.

“As empresas que instalam armários para qualquer tipo de serviço em condomínios geralmente cobram do empreendimento um valor mensal de aluguel ou até mesmo o custo total, que varia de R$ 7 mil a R$ 12 mil. No caso da 5àsec, não será cobrado nada dos condomínios, já que o investimento é por conta do franqueado que colocará, sem custo de implantação ou cobrança mensal, os lockers para que os moradores ou trabalhadores do local possam usar os serviços da lavanderia. Teremos lockers com 10, 20 ou 30 portas, de acordo com a estrutura do empreendimento”, ressaltou o diretor Comercial da rede, Alex Quezada.

Segundo o Sindilav (Sindicato Intermunicipal de Lavanderias no Estado de São Paulo) mais de 20% da população economicamente ativa é considerada cliente em potencial. Atualmente, as pessoas estão cada vez mais inclinadas a utilizarem os serviços de lavanderias, seja por falta de tempo ou até mesmo falta de espaço para estender a roupas, fato que tem impulsionado, cada vez mais, o aumento de serviços de lavagem.

Dessa forma, a rede de franquias espera que os armários digitais aproximem ainda mais os clientes em potencial, já que se trata de um serviço totalmente acessível, prático e vantajoso. Os primeiros lockers serão implantados em condomínios localizados nos bairros Cidade Monções e Jardim São Luís, ambos na capital paulista, em São Paulo.

Por Imprensa Mercado & Consumo – 10 de julho de 2019

5àsec lança modelo de franquia baseado em lockers

Clube Morena Rosa abre flagship store com espaço instagramável

O Grupo Morena Rosa, empresa paranaense especializada em varejo de moda, inaugurou a primeira flagship store do Clube Morena Rosa, na rua Oscar Freire, em São Paulo. A loja segue o modelo de franquia já consolidado pela holding e reúne as cinco marcas da companhia: Morena Rosa, Maria Valentina, Zinco, Lebôh e Iódice.

O espaço foi projetado por Julio Takano da Kawahara Takano Retailing, em parceria com a arquiteta da marca, Mara Liz Alves. A loja tem 654m² e apresenta o conceito de um grande closet que engloba todas as marcas e estilos de clientes do grupo, oferecendo uma experiência diferenciada. “O piso de madeira e a textura nas paredes traz ao ambiente aconchego e conforto. No fundo da loja, próximo aos provadores, temos uma área instagramável que remete ao mundo Clube Morena Rosa. Nos provadores, a iluminação foi pensada para valorizar o corpo da cliente. É possível controlar a intensidade e temperatura de cor da iluminação”, explicaram Julio e Mara. O provador se estende até um jardim. O caixa traz a possibilidade de o cliente tomar um drink enquanto paga, em um bar estilizado.

Nas araras estão disponíveis as coleções Primavera Verão 19/20 das cinco marcas do grupo. As linhas Morena Rosa Beach, Shoes e Intimates, assim como os perfumes e acessórios, recebem identidade visual de mobiliário específicas que traduzem o lifestyle dos produtos. “A loja conceito Clube Morena Rosa Oscar Freire levará nosso mix de produtos para um dos melhores endereços comerciais de moda do Brasil. A ideia é termos em um único espaço das marcas, com identidades próprias e que se complementam, permitindo uma experiência de compra completa às nossas consumidoras”, disse Lucas Franzato, CEO do Grupo Morena Rosa.

Atualmente, o Clube Morena Rosa possui 35 unidades no Brasil, sendo 11 próprias e 24 franquias. A recém-inaugurada flagship store é a sétima em São Paulo. “O nosso projeto de franquias está em expansão e a expectativa é chegarmos a 50 lojas até o fim de 2019 e 100 até 2021”, concluiu Lucas.

Para Claudia Bittencourt, diretora geral da Bittencourt, o processo de expansão é natural: “A Morena Rosa tem uma identidade própria bastante forte e um conceito que exala todo o poder e autenticidade da mulher brasileira. A expansão mais acelerada com franquias com o Clube Morena Rosa é um processo natural para a marca que já está operando no sistema a 6 anos. A nova loja vem para traduzir ainda mais essa identidade e assim, conquistar novos mercados.”

Modelo store in store ganha força no Brasil

O conceito de store in store, isto é, uma loja dentro de outra loja, é muito difundido nos Estados Unidos e na Europa, e está se tornando cada vez mais comum no Brasil. O modelo vem sendo visto frequentemente em comércios locais, supermercados, postos de gasolina, livrarias e estabelecimentos de diferentes setores.

Entre as principais vantagens do conceito, encontram-se a ocupação de espaços ociosos nos estabelecimentos, a diversificação do mix de produtos e a divulgação de outras marcas que, como consequência, atraem novos clientes. Para o cliente, por outro lado, o ponto positivo está na possibilidade de planejar a compra de variados itens em um único lugar.

Foi pensando nessas estratégias que a rede de floriculturas curitibana Esalflores investiu em lojas com o conceito store in store, ampliando sua rede com aproximadamente 65 novos pontos de venda de seus produtos. “Todo nosso conceito é criado estrategicamente no omnichannel, unificando todos os canais de venda, sem atritos ou barreiras entre o cliente e a marca”, explicou o diretor geral da Esalflores, Bruno José Esperança. Além desse formato, a empresa atua com duas lojas próprias em Curitiba, filiais e flowers machines espalhadas pelo país.

De acordo com o empresário, a ideia de investir em store in store e ter a sua marca dentro de outra grande loja foi uma boa solução para diversas operações: uma relação ganha-ganha, capaz de beneficiar tanto a Esalflores quanto as empresas que receberam sua marca, além dos clientes. “Às vezes, a pessoa ou comércio gostaria de ter em seu mix de produtos a floricultura, mas não consegue ter eficiência por não ser sua especialidade”, afirmou. Hoje, a floricultura está presente em lojas das redes Balaroti (materiais de construção), Etna (decoração) e Condor (supermercado).

A marca entra com a possibilidade de agregar produtos nos pontos de vendas, tendo o suporte especializado para a gestão, orientação e apresentação dos produtos. “Essa instrução é importante, pois a flor, diferentemente de outros materiais, exige diversos cuidados. Por ser perecível, ela morre rápido se não for cuidada. Desde a estratégia do que oferecer para cada cliente até entender que ela precisa de irrigação, tudo isso é considerado na implantação da store in store”, contou Bruno.

A tendência da store in store está dando certo. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o modelo de operação cresceu de 0,03% em 2017 para 0,04% em 2018 – uma fatia ainda pequena do mercado de franquias, mas que tende a se expandir.

Na concorrência com o comércio online, muitos varejistas estão apostando no formato como solução. Nos Estados Unidos, por exemplo, a rede de supermercados Target previa fazer investimentos do gênero em 300 de suas 1,8 mil lojas no ano passado. Entre as novidades das lojas físicas, está o modelo de store in store para cosméticos e roupas.

Uma das motivações que favorece os empresários está relacionada às questões financeiras, já que investir em uma store in store pode gerar uma economia de 20 a 30% quando comparada a uma loja única. É preciso apenas estar atento ao perfil e público da loja principal, para se associar a uma empresa de prestígio e que englobe o público buscado. O modelo auxilia na expansão das marcas e na atração de novos clientes.

O varejo de serviços deixa de ser coadjuvante nos shopping centers

Antes confinados a áreas específicas, o varejo de serviços começa a avançar nos corredores dos shoppings e aumentar sua participação no mix. Algumas redes de franquias e de varejo pegaram o boom deste fenômeno no Brasil e tiveram terreno fértil para crescer nestes centros comerciais.

De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), em 2017, o segmento de conveniência e serviços obteve um incremento de mais de 15%, comprovando a preferência dos clientes por um espaço mais completo e que facilite as necessidades diárias. Redes de serviços de beleza e estética, academias de ginástica, laboratórios clínicos, clínicas médicas e até odontológicas começam a ter participação que beira 25% do mix.

Em viés de alta, este percentual tende a crescer cada vez mais nos próximos anos que, acompanhado pelo segmento de foodservice, juntos já chegam em alguns shoppings a ultrapassar 50% do mix. Confira alguns exemplos de redes de serviços:

– A rede de clínicas de depilação Espaçolaser teve crescimento vertiginoso nos últimos anos. Em 2015, a empresa contava com 33 lojas e 300 funcionários em todo o Brasil. Em 2018, fechou o ano com 400 unidades abertas em todo o Brasil, sendo 78% delas em shopping centers. Nesses três últimos anos, foram investidos R$ 230 milhões. Deste total, 100 lojas são próprias, 91 mistas – com sócios que possuem 49% da operação – e o restante é de franqueados. Os planos de expansão da rede, que tem um faturamento anual de R$ 800 milhões, preveem a abertura de 800 unidades no Brasil e na América Latina, o que fará a companhia dobrar o faturamento. A expansão internacional começou pela Argentina, com uma loja inaugurada em setembro do ano passado e seguirá para Paraguai, Uruguai, Chile e Colômbia.

– Outro fenômeno de crescimento é o Grupo Sobrancelhas Design, rede que iniciou e popularizou este segmento especializado no serviço de tratamento e embelezamento para sobrancelhas. Um negócio que, em seis anos, se multiplicou e hoje já conta com 420 franquias, incluindo unidades nos Estados Unidos, Guatemala e, em breve, em Portugal. Nos próximos cinco anos, a meta é chegar a 800 lojas em todos os continentes. A maior parte das unidades são localizadas na rua, mas parte estratégica da sua expansão prevê abertura de lojas em todos os shoppings do país.

– Na área de saúde, as redes de clínicas de consultas populares, que se pulverizaram em diversas redes regionais se espalharam por praticamente todos os shopping centers brasileiros. A rede paulista Dr. Consulta foi a pioneira do setor e hoje conta com 56 clínicas abertas, muitas em shoppings e pretende encerrar o ano com 79 unidades abertas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

– O Shopping Eldorado, na capital paulista, um dos primeiros shoppings a apostar em varejo de serviços no Brasil, abriga há algum tempo uma filial da Clínica CEMA, centros médicos do Hospital CEMA, referência no tratamento de olhos, ouvidos, nariz e garganta. Este, por sua vez, convive muito bem em shopping centers. Das suas 10 unidades, 9 estão localizadas nestes centros. O mesmo Eldorado incorporou no final do ano passado uma clínica pioneira. Trata-se da startup brasileira SouSmile. A clínica propõe um modelo mais prático e barato para clarear os dentes ou usar aparelhos alinhadores, aqueles modelos transparentes que encaixam na arcada dentária.

– Recentemente os shoppings Ibirapuera, Morumbi e Vila Olímpia, em São Paulo, receberam as filiais das Clínicas Seven, especializada em emagrecimento. O método “Metabolic Seven”, criado pelo médico Thiago Ferreira Lima faz sucesso entre blogueiras e influenciadoras digitais conhecidas do público adolescente e adulto.

À primeira vista soa insólito fazer exames, arrumar a sobrancelha, se depilar, corrigir os dentes ou mesmo realizar um programa de emagrecimento dentro de um shopping center. Mas considerando cada vez mais o trânsito caótico, o corre-corre diário e o excesso de compromissos, acaba sobrando muito pouco tempo para fazer tudo que é preciso. Se puder resolver tudo isto num único lugar, tanto melhor. É a hiper conveniência!

A experiência em Data Driven Marketing da Bibi Calçados

Fabricante e varejista de calçados infantis aposta em ferramentas capazes de personalizar a comunicação e estreitar o relacionamento. Resultado: crescimento em dois dígitos

Por Priscilla Oliveira | 10/05/2017

O uso de inteligência dos dados foi a estratégia encontrada pela Bibi Calçados para continuar alcançando seus consumidores e ampliar as vendas. Ao perceber que as mídias tradicionais não impactavam mais o público de maneira eficaz e que o comportamento do consumidor estava mudando, ficando cada vez mais digital, a companhia passou a investir em B serviço para o consumidor”, explicou Débora Iserhardt, gerente de Marketing da Bibi Calçados, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mensagens customizadas
Para manter essa relação mais estreita, a companhia passou a enviar para os clientes conteúdos relevantes, como os cuidados com a escolha do sapato ideal, crescimento e desenvolvimento infantil e ainda prestasse um serviço. “De acordo com o crescimento dos pés das crianças, enviamos uma mensagem para lembrar aos pais que a mudança na numeração está próxima e que será preciso comprar um novo calçado. A comunicação customizada considera as informações de compras anteriores sobre o tipo preferido, tênis ou sapatilha, se é para menino ou menina e faz uma oferta”, acrescenta Débora.

Para planejar e executar campanhas nos mais diversos canais digitais, como e-mail, mobile, redes sociais, a marca utiliza a ferramenta Oracle Responsys Marketing Suite. A tecnologia é fundamental, mas a participação dos vendedores e franqueados é decisiva. É no ponto de venda que é feita a coleta de informações dos consumidores como nome do comprador, grau de relacionamento com a criança, nome da criança, idade e modelo preferido. No sistema há informações que apontam que a variação do tamanho do calçado de acordo com o período de tempo. As informações integradas a camada de dados da Pmweb, que gera campanhas de forma automática para que o consumidor receba a oferta certa, no tempo certo com a recomendação de produto de acordo com a necessidade da criança.

A comunicação integrada mostra que a companhia não faz distinção entre os seus clientes. “A origem de todas as ações digitais é o cadastro na loja. A Bibi está preocupada em capturar o dado correto desde o início da relação com cada um dos seus clientes. A empresa não diferencia o mundo físico do online. A comunicação digital é feita para se relacionar com clientes, não com clientes do online ou do off-line”, comenta Augusto Rocha, Sales Partner na Pmweb, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Relacionamento B2B
Apesar da importância dos vendedores e franqueados na operação digital, nem sempre eles enxergaram a estratégia como aliada. No começo, eles achavam que o e-commerce poderia ser um concorrente e que as campanhas seriam apenas para movimentar a loja online. A execução mostrou que a estratégia era benéfica para todos. “Quase 90% dos clientes que efetuam uma compra após serem impactados pelo e-mail marketing vão para loja física. Eles, hoje, percebem e reconhecem a importância da informação e do cadastro estar correto, porque sabem que a Bibi vai conseguir impactar o consumidor a voltar na loja”, reforça Rocha.

De maneira geral, 5% de quem compra na loja foi impactado por alguma ação de e-mail marketing. Um dos diferenciais na estratégia está também em sua construção. As newsletters enviadas pela marca contam com dois botões: um de “compre agora” e que leva para o e-commerce e outro de “não compre agora, procure a loja mais próxima”. “A partir do momento que os franqueados perceberam que a estratégia dá resultado e que é possível mensurar tudo, eles enxergaram a importância da coleta correta dos dados e que todos saem ganhando”, pontua Débora.

A estratégia ominichannel da Bibi Calçados permite que o consumidor escolha o seu canal preferido, sem priorizar loja física ou a virtual. Para ampliar essa experiência, a companhia começa a testar um modelo que permitirá que o consumidor efetue a compra na loja física pelo e-commerce e receba em casa, possibilitando a experimentação, o contato físico da peça. Da mesma maneira que o cliente do online possa fazer trocas no ponto de venda. As possibilidades ainda estão em experimentação em apenas algumas lojas da rede e podem ser ampliadas no futuro.

Foco no consumidor
Um dos diferenciais que potencializou a estratégia desenvolvida pela companhia é a maneira como desde o início da trajetória ela colocou o consumidor em primeiro lugar. A preocupação com a criança e seu bem estar fez com que a fabricante investisse em pesquisas para entender o desenvolvimento infantil para desenvolver os produtos. Esses levantamentos hoje se transformam em conteúdo que compartilhado com os pais. “Estudos apontam que as crianças têm que usar o tamanho adequado para o pé e não calçados maiores ou menores. O melhor calçado que uma pessoa tem que usar é entre 0 e 12 anos, pois é o período de formação e base do corpo. O sapato inadequado nesta época pode causar uma má formação dos pés, ossos e músculos, problemas nos joelhos e costas no futuro”, explica a executiva.

Ao compartilhar as preocupações dos pais, a companhia consegue entregar informações relevantes, prestando um serviço importante. “Na primeira infância, a criança não entende o desconforto e ainda não sabe dizer que está sentindo, então é uma preocupação que os pais têm, principalmente os de primeira viagem. Ao ofertar o produto certo, ajudamos a minimizar essas questões”, pontua.

Para estar ainda mais próximo do cliente e acompanhar de perto suas expectativas e anseios, em 2008 a companhia resolveu entrar no varejo, pois percebeu que as lojas multimarcas passavam por um processo de reformulação. “A gente entendeu que o caminho para conquistar o cliente seria com uma loja própria oferecendo uma experiência única, como uma marca especializada em criança e que realmente se preocupa com este público”, comentou Débora Iserhardt.

Atualmente a Bibi Calçados conta com 88 lojas, entre franquias e unidades próprias, e está presente em 24 estados brasileiros, além do e-commerce. O plano de expansão prevê a abertura de 22 pontos, fechando 2017 com 110 unidades operando no varejo nacional, onde também pode ser encontrado em milhares de multimarcas. Com fábricas em Parobé (RS) e em Cruz das Almas (BA), a Bibi Calçados produz cerca de 2,6 milhões de pares ao ano. A empresa também está presente em 65 países com marca e produção próprias.

https://www.mundodomarketing.com.br/cases/37337/a-experiencia-em-data-driven-marketing-da-bibi-calcados.html

Fundadora da Sóbrancelhas investe em cuticularia e cria rede Beryllos

Nova rede de beleza para as unhas abre mão do alicate e aposta em mini esmaltes com apenas 4 ml para evitar possível contaminações. Franquia está disponível em dois formatos

Por Roberta Moraes | 18/07/2016

Chega ao mercado a rede de franquias Beryllos, que aposta em técnica inovadora de cuidado com as unhas sem o uso de alicates. Criado pela empreendedora Luzia Costa, fundadora da rede Sóbrancelhas, a marca traz um novo conceito para o setor de beleza ao utilizar mini esmaltes com 4 ml, que afasta qualquer possibilidade de contaminação e a cliente pode levar a embalagem para casa. As cutículas são afastadas com a ponta diamantada odontológica adaptada. A nova empresa carrega a assinatura “Suas mãos tratadas como joia”, em referência ao nome que faz relação com pedras preciosas.

Lançada em julho, a primeira unidade da marca está no Taubaté Shopping, no interior de São Paulo. O objetivo da empreendedora é, ao longo do tempo, estar presente em todos os Estados brasileiros, assim como ela fez com a Sóbrancelhas, marca que prevê atingir 300 unidades até o fim deste ano. A expansão da empresa também se dará por meio do sistema de franquias.

A marca oferece dois modelos de negócio: loja em shopping center ou quiosque. Um dos principais diferenciais é o formato das lojas, cuja arquitetura representa um vidro de esmalte. Na operação por meio de quiosque, o investimento inicial é de R$ 142,3 mil. Já o aporte para abrir a unidade em um shopping center é de R$ 230,1 mil. Ambos os valores incluem capital de giro, taxa de franquia, estoque inicial de produtos, além de treinamentos, entre outros benefícios ao franqueado. Há perspectiva de retorno do investimento no prazo de 12 a 18 meses.

Beryllos, Sóbrancelhas, Beleza, Franquia

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