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Social Commerce: 74% dos brasileiros usam redes sociais para comprar

O consumo online, que já vinha crescendo significativamente antes da pandemia, hoje se tornou um hábito para 86% dos brasileiros. E como boa parte das pessoas está nas redes sociais — são 4,2 bilhões de usuários no mundo, segundo a We Are Social —, o avanço do Social Commerce, que engloba o relacionamento mais próximo com os compradores e a prática de compra e venda via redes sociais, ocorre a passos largos.

De acordo com pesquisa Social Commerce, realizada pela All iN | Social Miner, em parceria com a Etus e a Opinion Box, 37% dos usuários fazem uma visitinha às lojas digitais pelo menos uma vez por mês em busca de ofertas, e 23% acessam a rede semanalmente para fazer compras. Para pesquisar itens de desejo, 76% dos consumidores já recorrem às redes sociais — 56% deles para ter acesso a avaliação de outros clientes, e 54% para comparar preços.

Segundo o levantamento, os clientes das classes A e B são os que mais se interessam pela experiência de compra de outras pessoas (75%), enquanto entre o público de classe C, D e E, a porcentagem fica em 65%.

Para André Patrocínio, CEO da Etus, isso indica que os consumidores acreditam que as redes sociais têm possibilitado o acesso a uma avaliação real sobre o produto e a loja. “Quem está pesquisando quer saber a opinião de quem já comprou para ter certeza se o produto é de boa qualidade, se o tempo de entrega, preço e atendimento valem à pena, bem como se a compra é segura. Os comentários ficam visíveis, e isso pode ser bastante positivo à marca — ou não. Por isso, é fundamental garantir um bom atendimento nas redes sociais, e também no site e aplicativo”, explica Patrocínio.

O Instagram é o preferido por quem usa as redes para buscar produtos (62%), seguido pelo Facebook (61%), Google Shopping (61%) e WhatsApp (37%):

Na hora da compra, qual canal é o escolhido pelos clientes?

Dos 86% que têm o costume de consumir online, 74% o fazem pelos sites e aplicativos, 18% nas lojas físicas, e 8% pelas redes sociais. Falando especificamente dos que usam as redes sociais para consumir, a maioria recorre ao Google Shopping (53%) e ao Instagram (50%):

Entre as razões pelas quais as pessoas escolhem comprar nas redes sociais, há uma gama de opiniões diferentes que vão desde preço, rapidez, e acesso a mais informações sobre os produtos, à facilidade e praticidade ao pesquisar e à possibilidade de encontrar lojas menores, de pequenos e médios produtores:

Segundo a pesquisa, além dos preços (54%) e praticidade (49%), há pessoas que se sentem mais seguras ao comprar em sites e apps (44%), e outras que querem ter acesso a mais opções de produtos (44%).

A importância das avaliações no Social Commerce

O levantamento ainda revela que 75% dos consumidores têm o hábito de avaliar lojas e marcas das quais compram, 62% fazem isso nos sites das lojas/marcas, 35% em sites como o Reclame Aqui, e 34% nas redes sociais da marca, ou nas suas próprias redes sociais (que é a opção de 26% dos respondentes).

Os dados mostram também que 56% aderiram às redes sociais para pesquisar sobre produtos com o intuito de ter acesso às avaliações de outros compradores, e 67% vão direto aos comentários de outros clientes para saber como foi a experiência deles com a marca.

Para André Patrocínio, é fundamental que as empresas — incluindo pequenos produtores — percebam que Instagram, Facebook, Whatsapp, conhecidas redes de relacionamento entre amigos e familiares, se abriram e ganharam força quando o assunto é comércio, e se atentem mais a estratégias que incluam esses canais, até porque, proporcionar uma jornada omnichannel aos consumidores hoje é algo essencial, visto que 60% já consomem de forma híbrida no país.

“As redes sociais têm se mostrado uma importante vitrine — tanto para o lado positivo quanto para o negativo — e uma grande ferramenta de fidelização, tanto às grandes marcas, que conseguem dividir com os potenciais compradores a rotina de produção dos itens e serviços oferecidos, convidando-os a interagir e fazer parte desse dia a dia, quanto aos pequenos produtores e comércios locais, que conseguem divulgar seus negócios de maneira orgânica. Cabe aos varejistas investir em uma boa comunicação e uma boa experiência aos usuários para que suas qualidades sejam amplificadas por meio das redes”, afirma o CEO da Etus.

22/06/21 – Redação – https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/social-commerce-brasileiros-redes-sociais-comprar/

Storyselling: como e por que fazer?

O storyselling pode aumentar suas vendas de forma significativa – e não tem nada de difícil nisso

Algum tempo atrás, as empresas estavam preocupadas com que seus clientes soubessem o preço e os diferenciais dos produtos que eles potencialmente comprariam.

Com o tempo, essa percepção mudou. Não por isso, novos conceitos dentro do universo do marketing digital surgiram, como o próprio marketing de conteúdo e mesmo o storytelling. Agora, no entanto, se há um conceito em alta, ele se chama storyselling.

A troca da letra “t” pelo “s” diz muito mais do que imaginamos: enquanto no storytelling as empresas estavam preocupadas com a conexão do possível cliente com a marca, no storyselling elas precisam estar focadas também na tentativa de estimular uma compra.

No storyselling – um estilo de técnica e escrita – é preciso atrair o cliente de forma orgânica e natural, apresentando as melhores qualidades de seu produto, bem como seus benefícios. Você não divulgará apenas as vantagens, mas criará um conteúdo cativo para demonstrar estas vantagens, sem ser “chato” e, mais, sem “incomodar” seu possível cliente em um mundo cheio de concorrência.

Mas, e aí, por que você deveria fazer?

A primeira razão é a humanização da marca. Quanto mais bem construída a história, mais chances você tem de prospectar seu cliente e fazer com que ele pare para entender e conhecer seus produtos. Sendo assim, terá mais chance de fazer com que a história esteja próxima à realidade do leitor.

Ao passo que humaniza, você também consegue despertar emoções outras do seu cliente. Quando pensamos em um conteúdo exclusivamente técnico e prático, sabemos que as emoções não serão captadas e que, muito provavelmente, a comunicação não será satisfatória – ainda que eficiente no sanar as dúvidas, por exemplo.

Mais do que tudo dito, o storyselling também pode servir como uma alternativa de ouro, visto que não necessita de grandes investimentos. É simples e prática; te diferencia da concorrência e ainda ajuda a impactar positivamente seus clientes e te faz relevante no mundo digital.

Erick Custódio é CEO e fundador da Agência Somma – 16/06/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/06/16/storyselling

Facebook e Instagram anunciam novas formas para ajudar criadores a monetizar

As atualizações de hoje são parte dos esforços para apoiar criadores enquanto constroem suas carreiras nas plataformas do Facebook e Instagram. Eles estão fazendo um progresso incrível e teremos mais informações para compartilhar nos próximos meses.

Na sessão de abertura do Creator Week, Mark Zuckerberg compartilhou algumas atualizações e disse: “Nosso objetivo é ser a melhor plataforma para criadores de conteúdo como vocês ganharem dinheiro. E, se você tem uma ideia que deseja compartilhar com o mundo, você deve ser capaz de criá-la e divulgá-la com facilidade e simplicidade – no Facebook e no Instagram – e então ganhar dinheiro com seu trabalho”.

Como o Facebook e o Instagram ajudam você a ganhar dinheiro

No Facebook, eles ampliaram os produtos de apoio aos fãs (como Assinaturas de fãs e Estrelas), disponibilizando-os para ainda mais criadores de conteúdo. Como por exemplo:

Assinaturas de fãs: os fãs podem demonstrar apoio direto a você por meio de pagamentos recorrentes mensais. Agora, qualquer Página nestes mercados que atenda os critérios de qualificação poderá se inscrever aqui.

Estrelas: as Estrelas são ótimas para ajudar você a obter receita nos streams ao vivo. Seus fãs podem comprar Estrelas e enviá-las para você nos comentários. Além disso, agora é possível definir metas de Estrelas, adicionar cartões de agradecimento automáticos e outras ferramentas no Estúdio de Criação. Os criadores de conteúdo nestes mercados podem expressar interesse e começar aqui.

Os anúncios in-stream continuam evoluindo no Facebook, permitindo que você monetize mais tipos de vídeo com anúncios. Entenda mais abaixo:

Anúncios em vídeos curtos: use anúncios de imagem e post-roll para monetizar conteúdo de 60 a 180 segundos de duração com anúncios de imagem e post-roll. Estamos testando esses dois formatos de anúncio sem interrupção em vídeos curtos envolventes, além de investir em soluções de monetização para conteúdo de longa duração.

Anúncios para vídeos ao vivo: agora, os vídeos ao vivo podem ser usados para anúncios de uma maneira totalmente nova. Monetize vídeos transmitidos ao vivo e permita anúncios mid-roll no seu stream ao vivo enquanto o stream é exibido em uma janela menor.

Novas experiências de anúncio: estamos trabalhando para aumentar os pagamentos gerais dos criadores de conteúdo no Watch. Por exemplo, estamos testando uma opção que permite que as pessoas comecem a assistir aos vídeos no Feed de Notícias e continuem assistindo no Watch após visualizarem um anúncio curto.

Também eles estão ampliando o acesso para criadores de conteúdo do Facebook e Instagram para o Gerenciador de Colaboradores da Marca, que ajuda você a encontrar parceiros de marca em potencial e colaborar com eles.

Para criadores de conteúdo que organizam eventos online, eles começaram a convidar Páginas do Facebook para uma nova forma de monetização, chamada eventos online pagos.  Nela, há uma cobrança de uma taxa única de acesso quando os convidados se inscrevem para participar do evento. Em breve, teremos mais novidades para compartilhar.

Recentemente, também foi anunciado algumas atualizações interessantes sobre maneiras de ganhar dinheiro por meio do Instagram Live e IGTV. De início, ainda estão testando os selos no Instagram Live. Eles podem ser comprados pelos visualizadores que desejam demonstrar apoio aos seus criadores de conteúdo favoritos. Os fãs que comprarem selos no Live ficarão em destaque nos comentários e desbloquearão recursos adicionais, incluindo inclusão na lista de detentores de selos do criador de conteúdo e acesso a um coração especial.

Eles ainda introduziram anúncios no IGTV para dar apoio aos criadores de conteúdo, compartilhando a receita do anúncio. Os anúncios de vídeo serão desenvolvidos para dispositivos móveis, com até 15 segundos de duração. Ainda estão testando várias experiências nos anúncios do IGTV com um grupo pequeno de criadores de conteúdo e anunciantes nos EUA. E ampliaram o recurso aos poucos conforme aprimorarmos a experiência.

No começo deste mês, também foi apresentada ótimas novidades sobre as Lojas do Facebook além dos investimentos que temos feito em recursos como a loja do Instagram, compras ao vivo e muito mais, facilitando a compra e venda online. Os criadores de conteúdo e as marcas poderão marcar os produtos em suas Lojas ou no catálogo do Facebook antes de disponibilizá-los online. Esses produtos serão exibidos na parte inferior do vídeo para que as pessoas possam tocar facilmente neles para saber mais informações e comprar.

Melhorias no novo Estúdio de Criação

É provável que você já saiba gerenciar, publicar e monetizar vídeos em uma única localização centralizada usando o Estúdio de Criação. O Facebook acaba de compartilhar as melhorias feitas na experiência do Estúdio de Criação com o aplicativo de criação e agendamento de publicações no Estúdio de Criação, e a possibilidade de entrar no Estúdio de Criação usando as credenciais do Instagram, além de novas informações.

Agora, estão ampliando informações de vídeo com o Estúdio de Criação para ajudar você a controlar mais seu conteúdo. Você encontrará informações mais detalhadas no novo painel de detalhes de vídeo no Explorer, além de métricas por hora para seus vídeos.

Nicole Fanti Siniscalchi – 09/06/2021 – Como o Facebook e o Instagram ajudam você a ganhar dinheiro (adnews.com.br)

Instagram passa a fornecer novas métricas para Reels e lives

Dados sobre visualizações, alcance, usuários e compartilhamento agora estão disponíveis para que os criadores do Instagram possam acessar

Nesta segunda (24), o Instagram anunciou o lançamento de novas métricas para o Reels e as transmissões ao vivo realizadas na plataforma. A novidade permite que os criadores saibam mais sobre o desempenho de seus conteúdos e sobre o público que os assiste. Segundo a rede social, durante o ano haverão mais aperfeiçoamentos nas funções de vídeo e opções de monetização.

As informações liberadas para o Reels são o número de reproduções, contas alcançadas, curtidas, comentários, vezes em que o conteúdo foi salvo e compartilhamentos. Para as lives, métricas sobre contas alcançadas, visualizações simultâneas, comentários e compartilhamentos. O Instagram ainda acrescentou que afirmou que está trabalhando para que os dados sobre o alcance sejam mais apurados.

Além disso, o Instagram pretende aumentar o acesso às métricas, dando informações sobre períodos de tempo diferentes. Atualmente, são duas opções disponíveis: 7 e 30 dias, deverão ser adicionadas mais três, sendo elas: últimos 14 e 90 dias, e mês anterior. A rede social ainda deve trazer as métricas dos Stories e Feed para a versão desktop.

Reels Instagram métricas
Instagram/ Divulgação

“Os criadores sempre estiveram no centro do Instagram e são uma verdadeira inspiração para a comunidade. É importante para nós que eles possam contar suas histórias, construir uma audiência e desenvolver seus negócios na plataforma”, declarou Gonzalo Arauz, Diretor de Parcerias do Instagram para a América Latina.

As métricas adicionadas se juntam às outras já disponíveis na rede social, como as do Feed, Stories e IGTV. Elas devem ajudar os criadores de conteúdo a entender melhor a audiência e quais conteúdos tem bom desempenho de forma mais simples.

Heidy Orui – 25/05/2021 – Instagram passa a fornecer novas métricas para Reels e lives – ADNEWS

Marketing sensorial impulsiona experiência no digital

Ana Erthal, especialista em comunicação multissensorial da ESPM, e Flávio França, fundador e CEO da Media Glass, abordam as oportunidades criadas por estratégias que exploram os sentidos humanos

Os cinco sentidos humanos – visão, olfato, paladar, audição e tato – podem ser grandes aliados do marketing. Isso porque, com o uso de estratégias de persuasão que envolvem os sentidos, as marcas se tornam capazes não só de envolver o consumidor, como criar memórias e vínculos afetivos com seu público, além de estimular a compra por impulso. Essa é a premissa básica do marketing sensorial, como explica Ana Erthal, especialista em comunicação multissensorial da ESPM e autora do livro “A comunicação Multissensorial, compreendendo modos de sentir”.

Realidade virtual e wearables são trunfo da Media Glass para aplicar marketing sensorial (Crédito: Divulgação)

“O principal objetivo do marketing sensorial é criar essa memória – de um odor, uma cor, um som, um sabor ou texturas – que faça distinções entre as marcas. Afinal, nossas memórias mais marcantes advêm dos nossos sentidos e essas experiências criam registros objetivos e afetivos a longo prazo. Essa recorrência de memória afetiva pode ser um fator no momento da decisão de compra ou de influência social”, conta a especialista.

Essa estratégia de diferenciação ganha ainda mais força em um contexto de alta exposição a informações, como o da sociedade moderna. Em 2014, uma pesquisa da Media Dynamics apontou que um indivíduo é exposto, em média, a 362 anúncios por dia. Nesse sentido personalização e a experiência são fatores chave na fidelização. Exemplos bem-sucedidos do uso do marketing sensorial estão espalhados pelo mercado, como o uso da sonorização dos pontos de venda feito pelas lojas Starbucks, a odorização de lojas, embalagens e produtos da Melissa e até patenteados, no caso do som das motos Harley Davidson.

Melissa é exemplo de marca que faz uso do marketing sensorial (Crédito: Divulgação)

Tecnologia aliada aos sentidos

Esse potencial de criar experiências tem chamado atenção das martechs, que usam a tecnologia para dar um passo além na interação com os sentidos. A MediaGlass, por exemplo, conta com um portfólio de serviços que abrange aplicativos de realidade aumentada e virtual para experiências imersivas, em 360º e para óculos inteligentes. “Essas aplicações possuem a capacidade de impactar os sentidos, principalmente na questão do visual, gerando experiências imersivas que integram áudio e vídeo”, conta Flávio França, fundador e CEO da companhia.

Com os wearables, eles já desenvolveram projetos para museus como MAM Rio, Masp e Museu do Futebol. Além disso, a startup vem investindo na virtualização de lojas, reproduzindo a experiência das unidades físicas no universo digital. “As martechs investem em estratégias sensoriais pela abordagem da experiência: o cliente vivencia, interage, avalia e compartilha a experiência da marca/serviço ou produto”, analisa Ana Erthal.

Limites físicos

As restrições causadas pela pandemia da Covid-19, naturalmente, impactaram as estratégias de marketing sensorial que precisaram encontrar caminhos para continuar cumprindo seu papel no digital. Mas, para a especialista em comunicação multissensorial da ESPM, as redes sociais e o marketing de influência podem ser aliados nesse processo. Segundo a professora, a experiências vivenciadas e divididas nas redes podem representar as sensações que os usuários também desejam ter.

“O consumidor deseja materializar as cenas que vê, ele idealiza e projeta seus desejos a partir das imagens. No processo de compra, ele pode ser seduzido por uma imagem e, a partir dela, há um longo protocolo de preparação da experiência que se materializa desde a embalagem até o compartilhamento nas redes sociais”, afirma a autora do livro “A comunicação Multissensorial, compreendendo modos de sentir”.

Ela ainda adiciona que é preciso muita pesquisa para desenvolver uma estratégia eficaz de marketing sensorial, já que é preciso conhecer em profundidade a identidade da marca e de seus clientes. “Essas características identitárias irão compor as matrizes semióticas para o desenvolvimento das marcas sensoriais, uma vez que existem muitas diferenças tanto culturais quanto biológicas na percepção dos estímulos sensoriais”, destaca Ana.

20/05/21 – Taís Farias – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/05/20/marketing-sensorial-impulsiona-experiencia-no-digital.html

Clubhouse é lançado para o Android, mas com limitações

Após longa espera, o aplicativo de conversação por voz, Clubhouse, finalmente foi lançado para os usuários de Android. Saiba mais

Neste último domingo, 09, o aplicativo de conversação por voz, Clubhouse, finalmente foi lançado para os usuários de Android. Após um ano de exclusividade para iOS, os usuários nos Estados Unidos do sistema operacional do Google já estão utilizando o aplicativo. Enquanto aqui no Brasil, é possível apenas realizar um pré-registro na Play Store, para que assim que o aplicativo for disponibilizado, o download seja realizado de forma automática.

Clubhouse android
Foto: Wendel Martins/Adnews

A expectativa do lançamento oficial do aplicativo no Brasil, assim como o restante do mundo é para os próximos dias/semanas. Por enquanto, somente os usuários dos Estados Unidos podem utilizar o aplicativo, baixando diretamente da Google Play

Clubhouse chega para Android após sucesso no iOS

Logo após o lançamento para iOS, o Clubhouse se tornou um grande sucesso entre os usuários de iOS. Porém, com a exclusividade para o sistema operacional da Apple continuando por meses, juntamente com os concorrentes lançando funções semelhantes, muitos usuários perderam o interesse no aplicativo de conversação por voz.

Vale ressaltar, que o lançamento da rede social para Android acontece depois dos downloads do app para iOS terem caído para cerca de 922 mil em abril. Antriormente, em março, esse número era de 2,7 milhões de downloads, enquanto em fevereiro o app chegou em 9,6 milhões, segundo a empresa Sensor Tower.

Aplicativo chega com limitações

Inicialmente, a versão para Android, possui algumas limitações importantes em comparação a versão para iOS. Dentre as mudanças, está, por exemplo, a opção de seguir tópicos, criar clubes, vincular a conta do Twitter ou do Instagram, atualizar o nome de usuário e denunciar um palestrante por falas ofensivas.

Foto: Divulgação/Clubhouse

Além disso, pagamentos e outras funções de monetização também ainda estão fora, mas esses recursos devem chegar logo após a estabilização da versão inicial. Por enquanto, os desenvolvedores querem garantir que os servidores conseguirão aguentar a demanda de novos usuários que irão adentrar no sistema. Lembrando, que a rede social ainda exige convite para entrar no app

Realize aqui o pré-registro do Clubhouse diretamente na Google Play.

Wendel Martins – 10/05/21 – https://adnews.com.br/clubhouse-e-lancado-para-o-android-mas-com-limitacoes/

Que poder Juliette tem?

Mulher. Nordestina. 31 anos. Essa é Juliette Freire, advogada, maquiadora e uma das principais candidatas ao prêmio de R$ 1,5 milhão do Big Brother Brasil deste ano. Fenômeno, o nome da sister circula cada vez mais no mercado publicitário, nos grupos de WhatsApp e redes sociais. Mas, afinal, o que essa paraibana de Campina Grande tem?

Nas redes sociais, Julliette é onipresente. Twitter, Facebook, no TikTok, por exemplo, está com 4,5 milhões. Mas é no Instagram que Juliette ultrapassa barreiras sempre muito rápido. Ela superou Rafa Kalimann em números de seguidores e se tornou a terceira no ranking de brothers e sisters. 21 milhões foi a última atualização feita, muito embora neste exato momento, enquanto você lê esta matéria, o número já tenha mudado.   

Juliette chegou a 21 milhões na última quarta-feira (14) (Reprodução/ Instagram)

E isso não é um exagero. Juliette vem ganhando, pelo menos, um milhão de seguidores num intervalo de poucos dias. No dia 6 de abril, a paraibana havia batido os 19 milhões. Cinco dias depois, em 11 de abril, o número chegava a 20 milhões. E anteontem, dia 14, Juliette fez o repórter ter que atualizar o print, pois havia atingido 21 milhões.

Juliette também está no Spotify, onde é possível ter acesso a playlists com curadorias assinadas por importantes nomes da música, como Bell Marques e Lucy Alves, e feitas para a participante. As músicas vão de Caetano Veloso a Maria Gadu, passando por Joss Stone, e chegando a uma espécie de hino do #TeamJuliette, na voz do cantor Brenno.

MAIS CITADA NO TWITTER
Levantamento feito recentemente pela PRtech Knewin revelou que o nome da sister registrou mais de 460 mil menções, o que a colocou no posto de participante do BBB 21 mais citada no Twitter. Para a pesquisa foram analisados mais de 1 milhão de tuítes entre 31 de março e 11 de abril. Além disso, o estudo mostrou que a hashtag #teamjuliette chegou a 46.066 tuítes e a conta da participante, @freirejuliette, somou 58.125 tuítes.

Juliette também coleciona outras conquistas, antes mesmo da final do BBB, do qual é apontada como favorita. Recentemente, ela alcançou a posição de número 30 no ranking dos mil maiores influenciadores do Instagram no Brasil, feito pela Hype Auditor, que analisa dados da rede social.

Assim que entrou na casa do BBB, a advogada e maquiadora tinha pouco mais de 3 mil seguidores no Instagram – até o momento, Juliette já soma quatro vezes a população de toda a Paraíba, o seu estado.

Como é de praxe nas vezes em que Juliette vira uma nova casa no milhão de seguidores no Instagram, a equipe da participante publica uma arte feita em cima da foto da advogada e maquiadora. No último, feito na quarta (14), a equipe admitiu que não esperava crescimento tamanho: acabaram as fotos inéditas.

“A gente sabe que todo mundo espera por essas publicações e fotos já tradicionais de Juliette com o chapéu na cabeça, mas precisamos avisar que nosso acervo acabou. Usamos fotos de teste, reservas e, claro, as escolhidas pelo time. Não esperávamos esse crescimento todo, então não planejamos taaaantas fotos assim. Agora a gente que lute para as próximas conquistas!”, escreveu seu time.

Fabio Rios, CMO da Knewin, ressalta que as mídias sociais ocupam cada vez mais espaço na rotina de consumo e interação com conteúdo. Por isso, segundo ele, é imprescindível usar indicadores corretos e confiáveis para mensurar o impacto da exposição espontânea da marca em redes digitais na estratégia de comunicação, e ter a tecnologia como aliada.

“Curtidas, menções e compartilhamentos são alguns dos indicadores que podem ser trabalhados. O grande desafio, no entanto, é coletar informações em grande quantidade e em tempo real para mostrar um cenário completo para medir resultados no mundo digital e alavancar uma marca, por exemplo”, afirmou.

AWARENESS
Especialista em Gestão de Imagem Pública e sócio na agência de marketing de influência Tittanium Inc., Luciéllio Guimarães garante que o fenômeno Juliette é um conjunto de fatores. “A Rede Globo é um canhão ao projetar imagens e o BBB, historicamente, faz anônimos se tornarem conhecidos. Depois porque ela tem qualidades em sua personalidade e posturas pessoais que são aprovadas e admiradas pelas pessoas. E são milhares de pessoas tendo essa percepção”, afirma.

Para Guimarães, Juliette é um ‘terreno seguro’ onde se pode investir sem receios de danos. “Para as marcas que têm boas estratégias, ela será explorada para gerar awareness de produtos e serviços que queiram esse grande canal de exposição, e também para gerar conversão de vendas porque ela tem uma audiência muito engajada”, afirma.

E o sucesso de Juliette, tem hora, que extrapola o poder de uma personalidade. Outro dia, enquanto se maquiava, a sister improvisou uma escova de dentes como um pincel. “Amei esse pincel, Avon. Foi parceria com a Oral-B?”, brincou. “Vocês poderiam fazer uma escova assim. Parceria da Avon com a Oral-B. Eu ia rir”, completou. E as duas marcas – via Twitter  anunciaram a parceria e informaram que, em breve, divulgarão novidades

PONDERAÇÃO
Professor de Sociologia do Consumo da ESPM de São Paulo, Fábio Mariano Borges acredita que a ponderação, mostrada aqui no reality, é um dos fatores que faz Juliette chamar tanta atenção assim do público e da mídia.

“Muitos personagens eram ariscos, como Karol Conká, Lumena e o Rodolffo, que se envolveu em confusão pouco antes de deixar a casa. Juliette é o contraponto, ela representa a ponderação dentro deste universo”, afirmou.

Além disso, Borges garante que a ponderação é um caminho pelo qual o ser humano tem procurado ultimamente. “Um exemplo foram as eleições nos Estados Unidos, com a vitória de (Joe) Biden, que apresentou discursos e abordagens mais ponderados”, destacou.

Mas nem só de ponderação vive Juliette, alerta o professor da ESPM. Ele explica que, por de trás da personalidade da sister, existe também todo um aparato técnico, uma equipe. “Juliette tem 22 pessoas que cuidam das suas redes sociais, uma equipe que tem um conhecimento em algoritmo e em conteúdo, o que ajuda na comunicação”, contou. “O sucesso dela é uma combinação de variáveis”, completou.

Entretanto, Borges alerta: tem que tomar cuidado ao atribuir a Juliette uma áurea que muito provavelmente ela não tenha. “Estamos vendo uma situação laboratorial, onde o mercado publicitário está de olho no BBB e, dentro deste contexto, as pessoas que estão restando na casa, ela é uma que chama a atenção.”

16/04/21 – Vinícius Novaes – https://propmark.com.br/midia/que-poder-juliette-tem/

Facebook lança ferramentas para competir com Clubhouse

Novos recursos do Facebook permitirão que os usuários criem podcasts e até distribuam suas conversas gravadas3Shares3

Na segunda (19), o Facebook anunciou vários novos produtos de áudio, que devem chegar nos próximos meses e inicialmente, a um número limitado de pessoas. Os principais recursos são o Soundbite, o Podcasts e o Live Audio Rooms.

A ferramenta que bate de frente com o Clubhouse é o Live Audio Rooms, que chegará primeiro para grupos e figuras públicas como um teste e depois entrará para o Messenger, para que as pessoas possam interagir com os amigos. 

Os usuários poderão gravar suas conversas realizadas no chat e distribuí-las e, também será possível cobrar pelo acesso a essas salas por meio de uma assinatura ou taxa única. Além disso, o Star, sistema de gorjetas da plataforma, estará disponível para criadores de conteúdo individuais ou públicos.

Facebook Soundbite

Soundbite é um recurso para criar áudios curtos e clipes de áudio que podem ser usados para contar “pequenas histórias”, de acordo com a empresa. Num primeiro momento, o serviço estará disponível para poucos criadores de conteúdo.

Soundbite estará no feed de notícias e os usuários poderão gravá-los no “estúdio de som em seu bolso”, uma ferramenta separada do Facebook.

Facebook/ Divulgação

Podcasts

Os podcasts estarão presentes nas páginas dos criadores, e o Facebook declarou que vai ajudar os usuários a chegar até os áudios com base em seus interesses.

Facebook/ Divulgação

Parceria com Spotify

Zuckerberg disse que vem por aí uma parceria com o Spotify, que permitirá a transmissão de músicas e podcasts do app vizinho no feed de notícias. Ainda que Zuckerberg tenha declarado que o recurso é focado em música, os usuários poderão compartilhar podcasts do Spotify e permitir que as pessoas ouçam sem ter que sair do Facebook, apenas vinculando as contas

Heidy Orui Tujimura Ferreira – 21/04- https://adnews.com.br/facebook-lanca-ferramentas-para-competir-com-clubhouse/

Omnichannel: melhores estratégias e tendências

Em 2021, 49% dos consumidores pretendem mesclar suas compras entre ambientes online e lojas físicas. Em 2019, esse número era de 29%. A constatação, da pesquisa Jornada omnichannel e o futuro do varejo, realizada pela Social Miner em parceria com a Opinion Box, revela que os consumidores buscam uma jornada de compras omnichannel, com convergência entre o varejo online e físico.

C&A conta com uma estratégia omnichannel desde 2015 (crédito: Rodrigo Paiva)

A C&A é uma empresa omnichannel desde 2015, quando lançou seu e-commerce e começou a entender que a integração e complementaridade do online e do off-line são fundamentais para o modelo de negócio da companhia e para seus clientes. “Quando pensamos nas novas gerações de consumidores, que estão cada vez mais conectados e informados sobre o que consomem, temos que considerar que este novo consumidor é omini, assim como a sua jornada de consumo”, comenta Mariana Moraes, gerente sênior de marketing da C&A Brasil.

No início de 2020, a companhia acelerou a transformação digital e omnichannel da marca. “Alinhado a este objetivo, lançamos a assinatura ‘C&A, Muito On, Muito Eu’, no qual nos posicionamos como uma marca que além de gerar identificação imediata com a cliente, também está presente com ela em diferentes canais 24 horas por dia”, reforça a gerente.

Nos últimos anos e, principalmente, no ano passado, por conta da pandemia, o consumidor brasileiro passou a incorporar novos canais e pontos de contato com as marcas em seu processo de decisão de compra. Além disso, passou a procurar por produtos que atendessem suas necessidades específicas e atuais. Pensando nessa questão de personalização da jornada de compra, ainda em 2020, a C&A lançou sua assistente virtual, que recomenda produtos e ajuda os clientes a escolherem e a montarem os looks. “Neste momento, a iniciativa opera em formato piloto no e-commerce para produtos do Projeto Minse7, via chat box, mas a previsão é expandi-la, em breve, para outras categorias e coleções encontradas no site”, revela Mariana.

De forma geral, a pandemia acelerou a transformação digital. “Quando as pessoas têm a opção de fazer compras online e receber um bom atendimento, definitivamente, tendem a fazer compras digitais”, afirma Anand Venkatraman, vice-presidente de parcerias globais da Freshworks, empresa fornecedora de softwares de engajamento entre clientes e funcionários.

Tendências no omnichannel
A pesquisa mostra que, este ano, 52% dos consumidores pretendem comprar online e retirar nas lojas físicas; 50% esperam poder contar com serviços alternativos, como drive-thru nos shoppings; e 52% esperam poder continuar consumindo pelo WhatsApp e Instagram.

No ano passado, a C&A adaptou o serviço de Clique & Retire para Clique & Retire Drive Thru, por conta das medidas de distanciamento social. “Essa modalidade de compra que oferece a possibilidade da cliente realizar suas compras no e-commerce, via site ou aplicativo, e retirá-las de carro em loja física localizada em shopping center da sua preferência, com todos os cuidados e medidas de segurança exigidas pelos órgãos de saúde, sem precisar sair do veículo”, diza gerente da marca, reforçando que o serviço foi lançado em 90 lojas e, posteriormente, ampliado para 200.

Tiago Cardoso, diretor-geral para a América Latina da Criteo, acredita que, com a pandemia, muitos consumidores optaram por opções de compras alternativas e convenientes, por meio online e retirada na loja. “Podemos esperar que essa tendência continue e que o futuro do varejo dependerá de encontrar os consumidores onde estão, seja online, na loja ou em algum lugar no meio desses ambientes. Os profissionais de marketing devem se concentrar em equilibrar uma presença online e física para se conectar com os consumidores em todos os ambientes e construir um relacionamento duradouro no novo normal”, reforça. O executivo tem a expectativa de que assinaturas digitais e pagamentos sem contato continuem como tendência nos próximos anos, à medida que as empresas capacitam os consumidores a acessar produtos e serviços à sua própria maneira.

Outra tendência que permanecerá será a adoção de dispositivos móveis e aplicativos. Um estudo da Criteo constatou que as vendas por meio de aplicativos mobile já representam quase metade do total de transações online registradas no Brasil e no mundo. No quarto trimestre de 2020, os varejistas com um aplicativo de compras viram as vendas no aplicativo aumentar de 42%, ante 33% no mesmo período do ano anterior. “Embora esse canal já estivesse acelerando antes de 2020, a pandemia aumentou os downloads de aplicativos e o engajamento in-app, à medida que os consumidores passavam mais tempo em suas casas. Estamos mudando rapidamente para um mundo que prioriza os dispositivos móveis e os profissionais de marketing que não ajustarem seus planos de acordo terão um impacto significativo em seus negócios”, ressalta Cardoso.

Melhores estratégias omnichannel
“A chave aqui é que as empresas se envolvam com os clientes da mesma forma que fariam em uma loja física”, avalia Venkatraman, da Freshworks. Estar no canal de escolha do cliente é importante para as empresas e, com as soluções CX existentes no WhatsApp e nas mídias sociais, há uma mudança interessante no comportamento do cliente, que deve acelerar ainda mais, mesmo depois da pandemia. O executivo observa que ter uma visão unificada do cliente é um imperativo para que as empresas forneçam às equipes que lidam com o cliente o contexto certo. “Com o contexto certo sobre o problema do cliente, essas equipes de engajamento do cliente podem ter conversas significativas que resultam em melhor experiência do cliente (CX)”, completa.

“O novo normal mudou completamente as atitudes e o comportamento de compra dos consumidores, apresentando mais formas de comprar do que nunca. Enviar a mensagem certa, para a pessoa certa, na hora certa, no dispositivo certo, é a fórmula vencedora agora. Isso não apenas ajuda no reconhecimento da marca, mas também na consideração do produto e, por fim, na conversão e fidelidade”, ressalta Cardoso, da Criteo. Os anunciantes podem sustentar esse impulso implementando estratégia omnichannel que entrega uma mensagem unificada. “Uma maneira de fazer isso é usando dados da loja física e online para fornecer aos consumidores uma experiência de compra personalizada e perfeita em todos os canais com os quais se envolvem. Criar uma experiência consistente e única para o comprador mostra que uma marca está disposta a atendê-lo onde está, tornando mais fácil para ele conseguir o que precisa, independentemente do ambiente em que esteja comprando”, afirma.

**Crédito da imagem no topo: Ajwad Creative/iStock

Amanda Schnaider – 26 de março de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/03/26/omnichannel-melhores-estrategias-e-tendencias.html

Marcas na rede: como aproveitar melhor o TikTok

Embora recente no dia a dia das marcas, o TikTok está caminhando cada vez mais para ser uma plataforma de mídia estratégica. Em 2020, a empresa começou a comercializar formatos publicitários na plataforma. Já neste ano, a plataforma TikTok For Business chegou ao Brasil e, junto dela, um time preparado para atender as agências e anunciantes interessados no diálogo com o público das gerações Y e Z, majoritários no aplicativo da Bytedance. Em detrimento dessa movimentação, o mercado de agências e anunciantes já tem melhor estruturado o que cabe ou não no ambiente.

(Crédito: Solen Feyissa/Unsplash)

Para Patrícia Patricia Colombo, diretora de conteúdo da WMcCann, o aplicativo começou a ganhar a atenção das marcas em 2019, quando a geração Z começou a se apropriar do espaço. Naquele momento, a abordagem dos anunciantes era de testar e aprender. Porém, foi em 2020 que a plataforma se consolidou como oportunidade, até por conta do seu aumento no número de download em decorrência da pandemia e a expansão da faixa etária — o que permitiu mais publicitários entenderem o valor do aplicativo, que antes era muito nichado.

“A distância geracional, acredito, é uma dos aspectos mais divertidos da nossa profissão. Porque aí você mergulha naquele universo buscando entender como os jovens de hoje se comunicam, e constata que você está cada dia mais distante dos seus 15 anos (risos), inclusive no mindset criativo – até porque o espelho entrega a diferença física todos os dias pra gente”, brinca.

De acordo com Pedro Balle, creative copywriter na Africa, o TikTok detém uma dinâmica que já vem sendo atrativa na visão das marcas: o user-generated content. Esse tipo de conteúdo exige que os anunciantes cedam um pouco do controle. “Ao tentarem estimular conteúdo gerado pelo usuário, as marcas tiveram que abaixar um pouco a guarda sobre as linhas guias do seu conteúdo e confiar num conteúdo mais solto. Quando a sua peça de comunicação é gerada por um usuário, não dá pra ter o controle preciosista de como ela vai ficar. Então, se torna necessário confiar que o potencial criativo de quem vive dentro da plataforma pode, sim, ser mais acertivo do que o de quem vive dentro do escritório”, explica.

Um exemplo de presença a partir de um conteúdo criado pelo usuário que não teve uma marca diretamente envolvida foi o vídeo do usuário Doggface (Nathan Apodaca) andando de skate e consumindo um suco da marca Ocean Spray ao som de Dreams, do Fleetwood Mac. O vídeo viralizou e fez a música dos anos 1970 voltar para o Top 10 da Billboard. A marca, por sua vez, enviou mais de seus produtos ao skatista e se uniu a ele para uma campanha no TikTok para o Super Bowl, em que o usuário convidava o público a fazer sua própria coreografia com uma garrafa do suco.

“Sinceramente, eu ainda acho bastante difícil cravar receitas sobre o TikTok. O que eu acredito é que as marcas devem entrar da maneira mais natural possível. Antes do viral do Doggface ao som de “The Dreams”, do Fleetwood Mac, já existiam conteúdos com trilhas de hits de outras décadas, mas nenhum ainda tinha ganhado esse peso. Foi o vídeo-selfie do skatista curtindo esse clássico maravilhoso e a sensação de leveza e liberdade que o conteúdo transmitia (em um período complicado de pandemia em que ambas nos foram cerceadas) que garantiu a conexão direta das pessoas que assistiam ao material. E ali estava a golada prazerosa no suco de cranberry da Ocean Spray. Resultado: a marca em todos os lugares e uma faixa de 1977 no top 10 da Billboard em pleno 2020”, argumenta Colombo.

Além do conteúdo gerado pelo usuário, Balle propõe que a plataforma entrega engajamento profundo dos usuários e não se restringe ao like. Além disso, ele considera que o próprio TikTok criou formatos atrativos para as marcas, “inclusive financeiramente, já que entregava para um público imenso com um valor bem acessível”, explica.

Ao Meio & Mensagem, os executivos dividiram suas opiniões sobre as melhores práticas para uma boa presença de marca na plataforma.

Estar no aplicativo
Para entender a dinâmica e o que funciona no aplicativo, só acompanhando o conteúdo ali em tempo real. Mesmo que, a princípio, não pareça claro a graça da plataforma, conforme o tempo é possível perceber tendências e segmentos de público.

Se inteirar de sons
O TikTok é um aplicativo que tem o som como um dos seus principais conteúdos. O público usa ele para replicar um meme ou dança. Alguns chegam a virar parte de “challenges”, que são as tendências do momento. Portanto, é interessante estar por dentro das músicas novas e conhecidas do público jovem.

Autenticidade no branded content
O objetivo é ser o mais natural possível na plataforma, mas as marcas podem aproveitar de um branded content com roteiro divertido, que transmita a mensagem contextualizada em vídeos de desafios, humor e tutoriais.

Usuários
Confiar no potencial das ideias e na boa fé dos usuários e usá-los para criar conteúdo, como em product placements e ações com creators que dominam a linguagem nativa e testam a plataforma diariamente.

Originalidade e exclusividade
Criar conteúdos para o TikTok e não apenas réplicas de conteúdos feitos para demais formatos de mídia. O primeiro movimento das marcas foi o de tratar a rede social como espelho das demais.

Thaís Monteiro – 26 de março de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/03/26/marcas-na-rede-como-aproveitar-melhor-o-tiktok.html