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Rede de supermercados Zona Sul passa a oferecer pagamento por reconhecimento facial

Tecnologia conecta o rosto de cada usuário com o seu cartão de crédito

A rede de supermercados Zona Sul, presente na capital do Rio de Janeiro, passa a oferecer em uma de suas lojas físicas a opção de identificação e pagamento por reconhecimento facial. A solução é uma parceria com a startup Payface, especializada em soluções digitais para reduzir filas e acelerar o processo de vendas do varejo.

A nova tecnologia conecta o rosto de cada usuário com o seu cartão de crédito. Usando apenas o rosto, o consumidor também poderá identificar-se no programa de fidelidade da rede e ter acesso a ofertas e benefícios. A tecnologia foi instalada em todos os checkouts do Zona Sul da avenida das Américas, na Barra da Tijuca. Localizada no condomínio Santa Mônica, a unidade é modelo na rede.

O usuário pode baixar gratuitamente o aplicativo da Payface no seu celular e cadastrar seu rosto e formas de pagamento. Na hora do pagamento, o consumidor deve ficar em frente a um dispositivo móvel instalado próximo ao caixa e fazer sua identificação com o rosto.

Experiência de compra

Fundada em 1959, a rede de supermercado Zona Sul conta hoje com 43 lojas espalhadas por diferentes bairros e regiões da cidade do Rio de Janeiro. Renata Leta, gerente de marketing da empresa, explica que a loja da Barra da Tijuca busca constante melhoria da experiência de compra dos clientes.

“Temos um espaço pensado para que os clientes não só possam fazer suas compras, como também ter diversas experiências, incluindo o ambiente digital. Imagina não precisar tirar a carteira do bolso ou nem se preocupar em levar o cartão para o supermercado. Isso proporciona mais praticidade e agilidade para o cliente na hora de finalizar a compra.”

Fundada em 2018, a Payface teve os primeiros pilotos implementados pela rede de supermercados Angeloni, de Florianópolis, pela rede Super Muffato, de Londrina, e pela Drogaria Iguatemi, em São Paulo (SP).

Eládio Isoppo, cofundador e CEO da startup, assegura que a solução de pagamento por reconhecimento facial beneficia a segurança das transações. “Com o uso de tecnologia liveness, nossa ferramenta consegue diferenciar rapidamente uma pessoa real de uma foto, vídeo ou até máscara do usuário. Por isso, nós conseguimos entregar uma solução extremamente segura sem afetar a experiência do usuário”

Redação – 24/09/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/09/24/rede-de-supermercados-zona-sul-reconhecimento-facial

Canal exclusivo da Zinzane vai unir vendas online com experiência na TV

Projeto será feito pela marca de roupas em parceria com a plataforma global gratuita Soul TV

De olho na expansão da marca, a empresa brasileira do segmento da moda Zinzane fechou parceria com a Soul TV, plataforma global gratuita de canais de TV. No acordo, ficou definido que a marca de roupas entrará com programação voltada para produtos e coleções.

Para a apresentação desses programas, foram escolhidos Ciro Bottini, Renata Pitanga e Mariana Richa. A participação de convidados para movimentar a audiência também é cogitada no projeto.

A parceria também adotará um tipo de conteúdo mais simples, com peças curtas de 30 segundos a um minuto, trazendo alguma dica de tendência ou informação de coleção. Já os quadros desenvolvidos especialmente para o canal terão duração mais longa e já estão em produção.

“A inovação faz parte do DNA da Zinzane. Somos a primeira marca de moda do Brasil a ter um programa exclusivo na televisão”, destacou Mariana Richa, diretora-executiva da Zinzane.

Expansão dos canais de venda

A Zinzane, que já possui uma operação no e-commerce, aplicativo próprio e mais de 140 lojas no Brasil, entrará de fato no marketing digital. O principal responsável por essa ideia é Carlos Targat, que foi diretor do canal Shoptime durante 21 anos, e agora comanda o projeto da marca.

A foco do projeto é conseguir oferecer aos seus clientes o recurso do T-Commerce, estratégia que une vendas online com a experiência da TV. Enquanto o telespectador assiste ao programa, ele poderá comprar facilmente os produtos que estão sendo expostos, sem que isso afete a experiência com o programa.

Outra ferramenta que será utilizada é a Social TV, que permite a interação dos usuários de smart TVs e celulares com o conteúdo. Eles poderão, por exemplo, mandar stickers personalizados para interagir com a transmissão.

“Nessa proposta usufruímos de todas as possibilidades do ambiente digital, multiplicando a presença da marca e agregando valor ao colocar, literalmente, uma loja na casa de cada usuário”, explica Ricardo Godoy, CEO e head de inovação e transformação digital da Soul TV.

O conteúdo da marca no total terá 6 horas de duração, espalhados pela grade de programação. A renovação desse conteúdo ocorrerá à medida que novos conteúdos estejam prontos e as peças em exposição esgotem.

Redação – 23/09/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/09/23/zinzane-vendas-online-tv

Você sabe com quem está falando? Os shoppings, finalmente, começam a responder que sim

Em um dia qualquer, você chega de carro no shopping e encontra uma vaga. Estaciona o veículo, procura a entrada mais próxima para o mall, escolhe um restaurante e almoça ali com a família. Depois passeia pelos corredores, olha algumas vitrines e se interessa por um celular. Entra na loja, consulta o preço e decide pesquisar sobre aquele modelo mais tarde, na internet. Antes de voltar para o carro, usa o banheiro e em seguida paga o estacionamento em um caixa automático. Vai embora, sem fornecer para o shopping nenhuma informação sobre quem você é, onde e como gastou (ou deixou de gastar) seu dinheiro.

Já pensou nisso?

Algo parecido acontece todos os dias ao redor do planeta: milhões de pessoas visitam shopping centers e esse imenso manancial de dados se perde por falta de processos na captura e na gestão de tantas e valiosas informações. Esse cenário, no entanto, começa a mudar. No Brasil, uma das redes que mais tem avançado nesse sentido é a Multiplan e os primeiros resultados são bem promissores.

Quer um exemplo? Entre maio e junho desse ano a Multiplan enviou para seus clientes uma oferta, por meio do aplicativo Multi: quem fizesse uma reserva no Outback nas duas semanas seguintes receberia um cupom que dava direito uma entrada, de graça. Nada menos do que 14 mil pessoas decidiram fazer a reserva. O mais interessante são os sinais de que a ação pode ter de fato incrementado fluxo. No Shopping Anália Franco, em São Paulo, 58% dos que resgataram o brinde o fizeram nos dias seguintes ao recebimento do cupom digital.

Em outra boa iniciativa, a Multiplan ofereceu no começo do ano, para um grupo de clientes com participação destacada na promoção de Natal, o benefício de usar o estacionamento de seus shoppings gratuitamente por três meses. Além de mapear o lugar onde residem, a Multiplan também registrou o consumo dessas pessoas. Por exemplo, no JundiaíShopping, 60% das pessoas que usaram o estacionamento no período acabaram participando das promoções seguintes, no Dia das Mães e Namorados, gastando em média 27% mais do que os outros participantes dessas campanhas.

A ideia de capturar informações em cada interação dos clientes com o shopping é tão ambiciosa quanto necessária. No caso da Multiplan, a chave para isso é o app Multi, que serve não apenas para viabilizar vendas online para os clientes, mas também para dar acesso às tradicionais promoções dos shoppings, entre outras coisas. Ao todo a rede trabalha com impressionantes 380 pontos de captura de dados dos clientes, das cancelas do estacionamento ao wi-fi gratuito, passando por serviços, como fraldário e empréstimo de carrinhos de bebê.

Curiosamente os sorteios, que originalmente tinham como objetivo estimular vendas das lojas, ganharam uma nova e mais relevante função, que é alimentar com dados transacionais o OmniMIND, algoritmo desenvolvido pela Multiplan. Da mesma forma, a rede não cobra take rate dos lojistas pelas vendas online feitas por meio do Multi justamente para incentivar o uso, ciente de que o ouro está no conhecimento que pode adquirir sobre os hábitos de consumo dos usuários.

A ideia de monetizar a numerosa base de clientes que os shoppings possuem é relativamente nova mas, acredite, esse é um caminho sem volta. Dessa forma é possível entregar mais valor aos lojistas em troca do que pagam pela ocupação das lojas, elevar vendas gerando receitas adicionais por meio do aluguel variável, atrair investimentos promocionais de lojistas e anunciantes, pavimentando assim o caminho para a evolução do modelo de negócio dos shopping centers.

Os shoppings que ainda seguem a cartilha do real estate provavelmente continuarão concentrando recursos exclusivamente em estímulos para atrair boas marcas para o tenant mix. Os mais atentos aos novos tempos certamente distribuirão esses investimentos de forma mais equilibrada, de olho na construção de um sistema de captura e gestão de dados, capaz de alimentar todo o seu ecossistema de negócios.

Como dizia W. Edwards Deming, “em Deus confiamos, todos os outros devem trazer dados”. Em breve essa frase vai se tornar mantra também nas empresas de shopping centers. Aguarde.

Luiz Alberto Marinho é sócio-diretor da Gouvêa Malls. – 05/08/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/08/05/voce-sabe-com-quem-esta-falando-os-shoppings-finalmente-comecam-a-responder-que-sim

Clubhouse é lançado para o Android, mas com limitações

Após longa espera, o aplicativo de conversação por voz, Clubhouse, finalmente foi lançado para os usuários de Android. Saiba mais

Neste último domingo, 09, o aplicativo de conversação por voz, Clubhouse, finalmente foi lançado para os usuários de Android. Após um ano de exclusividade para iOS, os usuários nos Estados Unidos do sistema operacional do Google já estão utilizando o aplicativo. Enquanto aqui no Brasil, é possível apenas realizar um pré-registro na Play Store, para que assim que o aplicativo for disponibilizado, o download seja realizado de forma automática.

Clubhouse android
Foto: Wendel Martins/Adnews

A expectativa do lançamento oficial do aplicativo no Brasil, assim como o restante do mundo é para os próximos dias/semanas. Por enquanto, somente os usuários dos Estados Unidos podem utilizar o aplicativo, baixando diretamente da Google Play

Clubhouse chega para Android após sucesso no iOS

Logo após o lançamento para iOS, o Clubhouse se tornou um grande sucesso entre os usuários de iOS. Porém, com a exclusividade para o sistema operacional da Apple continuando por meses, juntamente com os concorrentes lançando funções semelhantes, muitos usuários perderam o interesse no aplicativo de conversação por voz.

Vale ressaltar, que o lançamento da rede social para Android acontece depois dos downloads do app para iOS terem caído para cerca de 922 mil em abril. Antriormente, em março, esse número era de 2,7 milhões de downloads, enquanto em fevereiro o app chegou em 9,6 milhões, segundo a empresa Sensor Tower.

Aplicativo chega com limitações

Inicialmente, a versão para Android, possui algumas limitações importantes em comparação a versão para iOS. Dentre as mudanças, está, por exemplo, a opção de seguir tópicos, criar clubes, vincular a conta do Twitter ou do Instagram, atualizar o nome de usuário e denunciar um palestrante por falas ofensivas.

Foto: Divulgação/Clubhouse

Além disso, pagamentos e outras funções de monetização também ainda estão fora, mas esses recursos devem chegar logo após a estabilização da versão inicial. Por enquanto, os desenvolvedores querem garantir que os servidores conseguirão aguentar a demanda de novos usuários que irão adentrar no sistema. Lembrando, que a rede social ainda exige convite para entrar no app

Realize aqui o pré-registro do Clubhouse diretamente na Google Play.

Wendel Martins – 10/05/21 – https://adnews.com.br/clubhouse-e-lancado-para-o-android-mas-com-limitacoes/

O papel do growth hacking no aumento da conversão mobile

O processo de growth hacking começa com uma reunião de equipe, para definir os objetivos de marketing da empresa e identificar onde se quer chegar e por quê. Após ter os objetivos definidos, o segundo passo é fazer uma chuva de ideias, um brainstorming, para definir como atingi-los. Depois disso, é necessário escolher qual é a ideia principal que fará com que o time alcance o seu intuito principal. Já com as prioridades estabelecidas, é chegada a hora de planejar e executar os testes que vão ser aplicados no marketing. Após, é feita a análise dos resultados, avaliando o crescimento gerado pela estratégia aplicada. E, o processo se repete, sendo melhorado a cada fase.

A técnica baseia-se em estratégias de crescimento do negócio, com base em melhores práticas determinadas a partir de hipóteses e experimentos. Fugir do marketing tradicional, buscar por times de formação heterogênea e realizar otimizações por conta de análises e dados são alguns dos pontos em comum entre marcas que se destacam em termos de rápida evolução. Segundo Diego Davila, instrutor de marketing digital da plataforma de ensino à distância Udemy, “é importante que startups foquem em growth hacking, já que o conjunto de estratégias é capaz de expandir, exponencialmente, os negócios, aumentar vendas e alcançar novos clientes”.

Escolher em quais métricas focar, fazer testes A/B e analisar os dados estão entre as tarefas de equipes de mobile growth hackers (crédito: RF._.studio/Pexels)

As mesmas técnicas e estratégias de growth hacking tradicional podem ser aplicadas no mobile, que é uma das áreas de maior crescimento no momento. A App Store iOS, por exemplo, foi lançada, em 2008, com 500 aplicativos. Hoje, possui mais de 1,85 milhões de apps diferentes. Os usuários do Android têm 2,56 milhões de aplicativos para escolher, na Google Play Store. “A competição é real. Isso significa que ter um aplicativo bonito e funcional não é mais suficiente para o sucesso. No movimentado ecossistema de aplicativos de hoje, os aplicativos móveis precisam investir em growth marketing, bem como em experiência do usuário”, diz Gabriel Oyarzabal, vice-presidente da Jampp, plataforma de otimização de campanhas de marketing para apps, para a América Latina.

O alcance do mobile
Entre as tarefas de equipes de mobile growth hackers, estão: escolher em quais métricas ou KPIs (Key Performance Indicators) focar; trazer novas ideias sobre como desenvolver esses KPIs; fazer testes A/B dessas ideias e estratégias; analisar os dados e o feedback dos usuários; trabalhar em conjunto com outros departamentos para aplicar estratégias de growth hacking nos processos em geral; analisar a performance do site mobile e dos aplicativos mobile; investigar e otimizar a taxa de conversão (CRO); escalonar e automatizar os processos de crescimento; e focar em estratégias virais.

Para implementar uma estratégia de mobile growth hacking, é preciso ter um conjunto de estratégias bem definido. “Começando pela definição dos objetivos principais e passando pela chuva de ideias, pela priorização, pelo planejamento, pela execução dos testes e pela análise dos resultados”, afirma Diego.

Aqui, entra, por exemplo, o desenvolvimento de uma estratégia de otimização da App Store (ASO), que visa melhorar a visibilidade do aplicativo da marca no Google Play e na App Store, por meio de otimização de título, descrição, capturas de tela e classificações. “Para desenvolver uma estratégia de otimização ASO bem-sucedida, comece definindo as palavras-chave com as quais deseja que seu aplicativo seja encontrado. Essas são as palavras e frases que as pessoas usam para pesquisar aplicativos na App Store e no Google Play”, explica Gabriel. É importante certificar que as frases estão presentes no conteúdo de toda a página da loja de aplicativos

Além disso, na implementação de uma estratégia de mobile growth hacking, o deep linking entra em cena. Esse elemento permite associar o anúncio certo ao usuário certo, no momento certo. “Os deep links removem etapas desnecessárias, tornando a jornada do usuário do anúncio à compra o mais simples possível”, diz o vice-presidente da Jampp.

É importante criar anúncios diferentes para atender as necessidades dos usuários e a familiaridade com o produto, em cada etapa da jornada do usuário. Com mercadorias mais novas, os anunciantes costumam lançar promoções e descontos. “Essa pode ser uma boa maneira de chamar a atenção, mas não é escalonável a longo prazo. É importante começar a testar diferentes estratégias de criativos, desde o início, e repetir. Teste diferentes tipos de imagens, cores, mensagens, formatos e continue testando, para envolver cada usuário com o conteúdo que achar mais relevante”, afirma Gabriel. O envio de mensagens de texto pode ser desgastante, porém, muitas plataformas e parceiros têm recursos de otimização de criativos dinâmicos, que tornam mais fácil criar e testar vários anúncios com ativos existentes.

Aplicar growth hacking no SEO do site mobile também pode ajudar a marca a crescer. “Cerca de 61% das pesquisas no Google são feitas por meio de dispositivos móveis. Por esse motivo, é fundamental ter o site e o SEO da empresa otimizados para o mobile. Além de criar uma versão mobile do site, é necessário ter a certeza de que as pessoas que visitarem o site pelo mobile terão a melhor experiência possível”, diz Diego. Para isso, é preciso testar a velocidade do site para dispositivos móveis.

No entanto, vale destacar que ninguém pode descrever o processo de conversão melhor do que o cliente, diz o profissional da Udemy: “Uma opção é fazer pesquisas com os clientes, validando ideias de growth hacking a serem implementada”. Por exemplo, se no processo de planejamento de testes há três ideias a serem testadas, é possível economizar tempo e ter um resultado melhor ao compartilhar previamente essas ideias com os clientes, dando a opção deles votarem na ideia que seria de mais valor. Além disso, complementa o vice-presidente da Jampp, para ter uma estratégia de growth hacking bem-sucedida, foque nas principais métricas.

Victória Navarro – 23 de abril de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/04/23/o-papel-do-growth-hacking-no-aumento-da-conversao-mobile.html

Marcas na rede: como aproveitar melhor o TikTok

Embora recente no dia a dia das marcas, o TikTok está caminhando cada vez mais para ser uma plataforma de mídia estratégica. Em 2020, a empresa começou a comercializar formatos publicitários na plataforma. Já neste ano, a plataforma TikTok For Business chegou ao Brasil e, junto dela, um time preparado para atender as agências e anunciantes interessados no diálogo com o público das gerações Y e Z, majoritários no aplicativo da Bytedance. Em detrimento dessa movimentação, o mercado de agências e anunciantes já tem melhor estruturado o que cabe ou não no ambiente.

(Crédito: Solen Feyissa/Unsplash)

Para Patrícia Patricia Colombo, diretora de conteúdo da WMcCann, o aplicativo começou a ganhar a atenção das marcas em 2019, quando a geração Z começou a se apropriar do espaço. Naquele momento, a abordagem dos anunciantes era de testar e aprender. Porém, foi em 2020 que a plataforma se consolidou como oportunidade, até por conta do seu aumento no número de download em decorrência da pandemia e a expansão da faixa etária — o que permitiu mais publicitários entenderem o valor do aplicativo, que antes era muito nichado.

“A distância geracional, acredito, é uma dos aspectos mais divertidos da nossa profissão. Porque aí você mergulha naquele universo buscando entender como os jovens de hoje se comunicam, e constata que você está cada dia mais distante dos seus 15 anos (risos), inclusive no mindset criativo – até porque o espelho entrega a diferença física todos os dias pra gente”, brinca.

De acordo com Pedro Balle, creative copywriter na Africa, o TikTok detém uma dinâmica que já vem sendo atrativa na visão das marcas: o user-generated content. Esse tipo de conteúdo exige que os anunciantes cedam um pouco do controle. “Ao tentarem estimular conteúdo gerado pelo usuário, as marcas tiveram que abaixar um pouco a guarda sobre as linhas guias do seu conteúdo e confiar num conteúdo mais solto. Quando a sua peça de comunicação é gerada por um usuário, não dá pra ter o controle preciosista de como ela vai ficar. Então, se torna necessário confiar que o potencial criativo de quem vive dentro da plataforma pode, sim, ser mais acertivo do que o de quem vive dentro do escritório”, explica.

Um exemplo de presença a partir de um conteúdo criado pelo usuário que não teve uma marca diretamente envolvida foi o vídeo do usuário Doggface (Nathan Apodaca) andando de skate e consumindo um suco da marca Ocean Spray ao som de Dreams, do Fleetwood Mac. O vídeo viralizou e fez a música dos anos 1970 voltar para o Top 10 da Billboard. A marca, por sua vez, enviou mais de seus produtos ao skatista e se uniu a ele para uma campanha no TikTok para o Super Bowl, em que o usuário convidava o público a fazer sua própria coreografia com uma garrafa do suco.

“Sinceramente, eu ainda acho bastante difícil cravar receitas sobre o TikTok. O que eu acredito é que as marcas devem entrar da maneira mais natural possível. Antes do viral do Doggface ao som de “The Dreams”, do Fleetwood Mac, já existiam conteúdos com trilhas de hits de outras décadas, mas nenhum ainda tinha ganhado esse peso. Foi o vídeo-selfie do skatista curtindo esse clássico maravilhoso e a sensação de leveza e liberdade que o conteúdo transmitia (em um período complicado de pandemia em que ambas nos foram cerceadas) que garantiu a conexão direta das pessoas que assistiam ao material. E ali estava a golada prazerosa no suco de cranberry da Ocean Spray. Resultado: a marca em todos os lugares e uma faixa de 1977 no top 10 da Billboard em pleno 2020”, argumenta Colombo.

Além do conteúdo gerado pelo usuário, Balle propõe que a plataforma entrega engajamento profundo dos usuários e não se restringe ao like. Além disso, ele considera que o próprio TikTok criou formatos atrativos para as marcas, “inclusive financeiramente, já que entregava para um público imenso com um valor bem acessível”, explica.

Ao Meio & Mensagem, os executivos dividiram suas opiniões sobre as melhores práticas para uma boa presença de marca na plataforma.

Estar no aplicativo
Para entender a dinâmica e o que funciona no aplicativo, só acompanhando o conteúdo ali em tempo real. Mesmo que, a princípio, não pareça claro a graça da plataforma, conforme o tempo é possível perceber tendências e segmentos de público.

Se inteirar de sons
O TikTok é um aplicativo que tem o som como um dos seus principais conteúdos. O público usa ele para replicar um meme ou dança. Alguns chegam a virar parte de “challenges”, que são as tendências do momento. Portanto, é interessante estar por dentro das músicas novas e conhecidas do público jovem.

Autenticidade no branded content
O objetivo é ser o mais natural possível na plataforma, mas as marcas podem aproveitar de um branded content com roteiro divertido, que transmita a mensagem contextualizada em vídeos de desafios, humor e tutoriais.

Usuários
Confiar no potencial das ideias e na boa fé dos usuários e usá-los para criar conteúdo, como em product placements e ações com creators que dominam a linguagem nativa e testam a plataforma diariamente.

Originalidade e exclusividade
Criar conteúdos para o TikTok e não apenas réplicas de conteúdos feitos para demais formatos de mídia. O primeiro movimento das marcas foi o de tratar a rede social como espelho das demais.

Thaís Monteiro – 26 de março de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/03/26/marcas-na-rede-como-aproveitar-melhor-o-tiktok.html

Clubhouse supera TikTok em buscas; veja como a nova rede pode ajudar seu negócio

Lançado em 2020 e com acesso restrito por meio de convites, o aplicativo Clubhouse está no centro dos debates no Brasil. Após a entrada de nomes como Oprah Winfrey e Elon Musk, a nova rede social, baseada em conteúdo de áudio, tem atraído CEOs e personalidades e promete movimentar também o mundo dos negócios.

Segundo levantamento da empresa de dados e client aquisition Decode, as buscas de brasileiros pelo novo app chegaram a 2 milhões no último dia 7 de fevereiro, superando em 66% aquelas pelo TikTok. Enquanto isso, no exterior, os usuários já estão interessados no valor das ações do Clubhuse.

Para o CEO da Decode, Renato Dolci, CEO da Decode, o aplicativo se beneficia do senso de exclusividade e do crescimento do consumo de conteúdo em áudio impulsionado pelos podcasts para atingir um público qualificado. “O lançamento mirou nos early adopters, com a priorização da plataforma iOS e o sistema de indicações. Do ponto de vista de negócio, um dos resultados disso é justamente despertar o interesse de investidores”, sinaliza.

Como funciona o Clubhouse

O Clubhouse é uma rede social que oferece salas de bate-papos com temas diversos, de entretenimento a negócios e até mentorias, para as quais as pessoas podem encaminhar dúvidas, participar de conversas ou comentar o que novidades, sempre por mensagens de áudio. As discussões não são gravadas ou salvas.

Para a diretora da Agência Contatto, Talita Scotto, é importante, para as marcas, estar na rede social. “Não há como prever o futuro do aplicativo, mas já é visível que o formato agrada, tem grande potencial de gerar conexão entre pessoas, já está atraindo CEOs, personalidades e pode gerar negócios no futuro”, analisa.

Ela destaca que a rede social tem características mais voltadas para o aprendizado e a troca de conhecimentos e permite que profissionais de marketing, por exemplo, explorem a exclusividade e a estratégia da escassez que são a base do modelo atualmente.

“Com tempo determinado em cada sala e com capacidade para até 5 mil ouvintes ao mesmo tempo, o Clubhouse oferece engajamento em tempo real e capacidade de promover interação entre profissionais, celebridades e o acesso a grandes nomes do mercado de maneira simples, rápida e a qualquer hora”, pontua.

Conversas naturais e eficientes

Uma pesquisa recente da Deloitte apontou que o mercado de podcasts movimentou mais de US$ 1 bilhão em 2020. O Clubhouse chegou a um valuation de US$ 1 bilhão em apenas um ano. Outro estudo, da Walker Sands, mostra que um em cada cinco consumidores nos Estados Unidos já fez alguma compra por meio de um dispositivo controlado por voz, como o Amazon Echo ou Google Assistant.

Para o diretor de Marketing da Tatix Full Commerce, Felipe Russi, o sucesso da nova rede comprova a força de estratégias de áudio e voice search.

“A popularização de homekits e assistentes pessoais virtuais tende a tornar as compras realizadas por comando de voz cada vez mais comuns. É esperado que as conversas conduzidas por Inteligência Artificial fiquem cada vez mais naturais e eficientes. Enquanto isso, os recursos humanos ficam livres para as tarefas onde são insubstituíveis. E, baseando-se nos históricos de buscas e compras dos consumidores, as lojas podem oferecer recomendações mais assertivas”, observa.

Estima-se que, até 2022, o volume transacionado por assistentes de voz será de U$ 40 bilhões, de acordo com uma pesquisa da OC&C Strategy Consultants. “Hoje, o principal uso desses dispositivos é para escutar música, consultar notícias, buscar informações e previsão do tempo, por exemplo. Mas a tendência é que a ferramenta vá se tornando um hábito diário e com isso os usuários variem seu uso até chegar às compras, que é o que estamos enxergando com bons olhos como conveniência e também acessibilidade”, finaliza Felipe.

12 de fevereiro de 2021 – Redação – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/02/12/clubhouse-supera-tiktok-em-buscas-veja-como-a-nova-rede-pode-ajudar-seu-negocio/

Como o Clubhouse pode ser útil na indústria de comunicação?

Marcas podem usar aplicativo para se aproximar do público, prestação de serviços e promover debates sobre questões que afetam a sociedade

As definições de FOMO (sigla para “medo de ficar de fora” em inglês) não cessam de ser atualizados no aplicativo Clubhouse que, desde a semana passada, tem sido palco para conversas sobre diferentes assuntos que duram horas e, a cada momento, são alimentadas por novos usuários. Entre 30 de janeiro e 6 de fevereiro, as buscas no Google pelo app aumentaram em 525% em relação a semana anterior. Embora tenha acabado de ganhar popularidade no Brasil, executivos do mercado publicitário já enxergam possibilidades da união entre marcas e plataforma.

Para Rodrigo Tigre, da Audio.ad, Clubhouse deflagra poder do áudio (Crédito: William Krause/Unsplash)

Até então disponível apenas para celulares com sistema iOS, o aplicativo é uma espécie de podcast ao vivo ou então uma live sem câmeras em que moderadores podem permitir usuários ouvintes a contribuírem para o debate. Para entrar, é necessário receber um convite de um outro usuário ou então submeter um nome de perfil para ficar salvo como seu e esperar algum colega de sua lista de contatos autorizar sua entrada. O login é feito pelo número do telefone celular.

Inserido no universo do Clubhouse, o usuário pode selecionar temas de interesse, participar de clubes ou ingressar em alguma sala ativa que é exibida na primeira página do aplicativo. No app, já é possível ouvir debates sobre posicionamentos de marcas, criação de conteúdo, cultura do cancelamento, empreendedorismo e tantos outros.

O Clubhouse existe desde março de 2020 como um “tipo de produto social baseado na voz, permitindo que pessoas em todos os lugares falem, contem histórias, desenvolvam ideias e criem amizades ao redor do mundo”, descrevem os fundadores Rohan Seth, ex-funcionário do Google, e Paul Davidson, empresário do Vale do Silício.

Porém, o que proporcionou sua ascensão rápida para as discussões nas redes sociais nessa transição de mês foi a presença de nomes como Elon Musk, Mark Zuckerberg, Oprah Winfrey, Drake, Ashton Kutcher, Anitta, Luciano Huck, Boninho e demais celebridades participando de conversas. O app ficou conhecido pelo mercado publicitário quando executivos de agências e marcas aceitaram convites para entrar na plataforma.

Abre alas
Para Rodrigo Tigre, country manager da Audio.Ad, o ingresso do público se deu por conta da curiosidade entorno do aplicativo. Apesar disso, ele alerta para a desproporcionalidade do buzz. “Com certeza, o tuíte do Elon Musk expandiu a busca pela rede, pois ele é um influenciador grande e real. Outros influenciadores, como o Felipe Neto, deram visibilidade para a rede no Brasil, potencializando o buzz no país. Mas temos que tomar um pouco de cuidado. Há muito buzz em torno do Clubhouse, mas ele ainda é nichado. Sinto que ele está no núcleo de tecnologia e comunicação. Além disso, o acesso é apenas para iOS e ainda não foi aberto para o sistema Android”, pondera.

Se foram as celebridades e grandes empresários que proporcionaram uma leva de novos usuários à rede, o que fez eles ficarem foi o que a plataforma ofereceu enquanto comodidade e necessidade humana, indica Ana Carolina Targino, assistente de social listening e estratégia da CP+B Brasil. “As pessoas podem ouvir enquanto fazem outras atividades e, se tiverem interesse, ainda podem pedir para entrar no debate. Quantas vezes estamos ouvindo um podcast e queremos opinar e não podemos? Outro ponto importante é que muitas pessoas não se sentem à vontade com câmeras, e o fato de não precisar aparecer se torna muito relevante”, explica.

Ainda assim, os grandes nomes não deixam de estar entre as características mais marcantes do app pela proximidade antes impensável que ele oferece. “Além disso, pode proporcionar uma aproximação com pessoas que antes era quase impossível ou possível somente através de grandes eventos pagos e, mesmo assim, com limitações, porque mesmo nesses eventos há uma dificuldade em ter contato direto com grandes nomes”, coloca Targino.

Gui Rios, diretor executivo da SA365, remonta a atratividade da rede para aspectos mais instintivos do comportamento humano. “A voz sempre foi a forma mais natural para o humano se comunicar, não é por acaso que dispositivos inteligentes como Siri, Alexa e Google Home ficaram tão famosos ao ‘falar’ com as pessoas. Ou até o sucesso das mensagens de voz em aplicativos como o WhatsApp. Mas o que acredito que seja mais encantador é a possibilidade de juntar pessoas ao redor de uma ideia ou ouvir alguém que você admira construindo um raciocínio, batendo papo com alguém. Essa mistura de uma linguagem mais natural, senso de comunidade e a presença de formadores de opinião interessantes foi fundamental para a explosão do Clubhouse”, defende.

Aplicações
O executivo abriu uma sala na rede para mostrar aos clientes o potencial que vê na rede. Segundo ele, as marcas podem se beneficiar das salas para prestação de serviço ou entreter o seu público alvo como, por exemplo, para atendimento ao consumidor, em que técnicos e usuários colaboram nas dúvidas das pessoas em tempo real, aulas de culinárias patrocinadas e painéis de empresas com seus executivos sobre negócios e sustentabilidade. “Tudo numa plataforma espontânea, com baixo custo de implantação, possibilidades infinitas de correção de rota e muita proximidade com clientes e consumidores”, diz.

“Entendo que no Clubhouse as pessoas podem se divertir, aprender, fazer conexões significativas e compartilhar experiências com outras pessoas ao redor do mundo. Todos valores que algumas marcas têm explorado em sua comunicação. Então, se uma marca tiver como divertir alguém, ou ensinar algo, seja por seus porta-vozes, ou por criadores de conteúdo com quem tenha afinidade, poderá se aproximar do seu público no Clubhouse”, declara Rios. O aplicativo ainda não tem espaços publicitários.

Como alternativas à prestação de serviço, a executiva da CP+B acredita que o Clubhouse pode cumprir estratégias de humanização da marca ao aproximá-la do consumidor ao promover conversas que vão além do negócio da empresa e gerem benefícios sociais. Do lado de ouvinte, as marcas e agências podem usar o canal para obter insights criativos e em relação ao negócio. “Mas as marcas precisam estar preparadas para ouvir críticas também, lembrando que as salas na rede acontecem em tempo real e não há edição”, lembra.

As oportunidades são múltiplas. Para Tigre, é possível usá-lo como clube de leitura, mesa redonda, para ouvir comentários do Oscar enquanto a transmissão ocorre na televisão ou ouvir sua celebridade favorita comentar o Big Brother Brasil enquanto você assiste ao programa. “A diferença para outras redes é que a comunicação acontece via áudio, ao vivo e não fica gravada. O aplicativo traz algumas dinâmicas de rede social que já conhecemos, como o espaço de fala que já existe em outras redes. Mas essa é uma sala em que as pessoas entraram para falar, para discutir determinados assuntos ou apenas para ouvir”, propõe.

O poder do áudio
Ainda de acordo com o country manager da Audio.ad, o Clubhouse veio ocupar o espaço da voz entre as redes sociais, o que mostra como o áudio digital está cada vez mais relevante, consumido e buscado. O executivo ainda indica a flexibilidade da mídia áudio por poder ser consumida em diferentes situações como segunda tela.

“Fazendo uma análise das redes que já estão na nossa rotina, o Orkut tinha a comunidade, o Facebook trouxe o compartilhamento de ideias por texto, o Instagram é imagem, o Twitter é a sintetização da opinião, o LinkedIn é uma rede de trabalho e agora o Clubhouse traz a voz. Para o momento do áudio digital no mundo, faz todo sentido. Vale lembrar que foi a mídia que mais cresceu no Brasil em 2020. Ele funciona como uma segunda tela, sem necessariamente ter a dependência de uma tela”, argumenta.

Futuro
Mesmo que seja cedo para prever a evolução do aplicativo, o crescimento da base de usuários no Brasil pode revelar desafios para a plataforma, como disputa de audiência, já que o conteúdo não fica salvo, aponta Targino, e dificuldades de moderação dos pedidos de falas pelos ouvintes ou pelo conteúdo que pode ser dito, como discursos de ódio. “Textos de baixo calão ódio são mais fáceis para robôs. Em áudio ainda não há uma tecnologia tão apurada”, diz Tigre.

Thaís Monteiro – 9 de fevereiro de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/02/09/o-clubhouse-oferece-oportunidades-para-a-comunicacao.html

Serviço e experiência do cliente como aliados para melhoria de resultados no varejo

O consumidor está cada vez mais exigente quanto à experiência de compra e atendimento, seja na loja física, seja via canais digitais, seja omnichannel (quando o cliente possui uma experiência fluida e integrada entre os dois canais). Além de cordialidade e agilidade no atendimento e na entrega, o consumidor espera encontrar facilidades e um especialista que possa orientá-lo no momento da compra.

Empreendedores e empresas de todos os portes já começaram a rever seus processos para oferecer um melhor atendimento ao cliente e agilizar o processo de compra. Em lojas da Centauro, por exemplo, o vendedor que realiza o atendimento traz a máquina de cartão até o cliente para realizar o pagamento, evitando filas nos caixas. Nas lojas Granado, há muito tempo já não existe mais um profissional dedicado ao caixa. A consultora, com alta especialização nos produtos da loja, realiza o atendimento e fecha a compra, tornando a operação de pagamento mais ágil.

Um case internacional de métodos de pagamento interessante é o da Luckin Coffee, principal concorrente da Starbucks. Toda a compra é realizada pelo aplicativo, dando aos clientes as opções de delivery ou retirada na loja, o que possibilita adiantar um pedido antes de chegar ao estabelecimento. A loja é voltada para a experiência do cliente, proporcionando um ambiente agradável e versátil para o consumidor.

Outra marca que é referência de atendimento e entrega é a Apple. Os atendentes assumem um papel de consultores especializados. Por meio do atendimento envolvente e do foco nas necessidades do cliente, a venda se torna uma consequência desse relacionamento. As operações transacionais de compra também são ágeis, facilitadas e sem filas.

A Burrow é uma loja online para venda de móveis. Eles possuem um showroom em Manhattan, Nova York. Um ambiente convidativo, com especialistas para tirar dúvidas e conversar com os clientes. A loja foi pensada para ser também um espaço de descanso, onde as pessoas podem entrar e ter uma pausa da correria da cidade, o que aumenta o relacionamento do consumidor com a marca, impulsionando as vendas online. Há também a opção de agendar uma visita virtual para atender quem não mora na cidade ou não consegue visitar a loja.

Há muitos anos, os salões de beleza Werner Coiffeur contam com uma cafeteria que oferecem uma variedade de bebidas aos clientes. E vem crescendo o número de barbearias e lojas de roupas (especialmente masculinas) que passaram a oferecer cervejas variadas aos consumidores e outros tipos de entretenimento, como mesas de jogos e videogames, fazendo com que o cliente passe mais tempo nelas e se sinta em casa.

Um exemplo de marca que abraçou todos esses serviços em um só lugar foi a Reserva. Além de comprar roupas, os clientes também podem jogar videogame, cortar o cabelo e fazer a barba (em algumas lojas) e tomar café e cerveja, tudo em um só lugar. Recentemente, a Reserva inovou mais uma vez e lançou modelos de lojas completamente integradas com a experiência de compra do cliente. A loja foi pensada para oferecer desde uma boa disposição dos produtos até facilidades de compra por múltiplos canais. Com um painel digital dentro da própria loja, o cliente pode montar e criar suas próprias camisas, em tempo real. Todos os canais de compra digitais e estoque são integrados, fazendo com que os sócios locais (franqueados) sejam remunerados pelas vendas por meio do CEP do cliente.

Dados da última Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o volume de vendas no varejo ampliado continuou a apresentar crescimento em vários setores (livros, jornais, revistas e papelaria; tecido, vestuários e calçados; equipamento e material para escritório; informática e comunicação; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; artigos de uso pessoal e doméstico), apesar de o resultado geral do comércio ter apresentado redução de 0,1%, ocasionado pela retração nos hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que representam 45% do índice geral (confira os dados completos aqui).

Já os resultados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), também divulgada pelo IBGE, apontam que o setor de serviços registrou crescimento de 2,6% em novembro de 2020, tendo a sua sexta alta consecutiva. Dentre os setores que mais se destacaram, estão transporte, serviços auxiliares e correio; serviços prestados à família; informação e comunicação; e atividades turísticas (confira os dados completos aqui).

O investimento em recursos digitais e serviços em lojas de varejo, sempre com o foco na melhoria da experiência de compra do cliente, é um caminho natural de evolução do mercado que foi acelerado pela pandemia, mas não causado por ela. É o segredo para a inovação bem sucedida. De acordo com as pesquisas, o consumidor tem consumido mais serviços e as empresas varejistas que agregarem serviços de forma estratégica a suas operações, aumentando o relacionamento do cliente com a marca, terão vantagens competitivas. Uma combinação de fatores precisa ser considerada além da inovação tecnológica, como ter operação eficiente e profissionais altamente especializados em atendimento, conhecimento de produto e da marca em que trabalham. Com essa combinação, a venda é apenas uma consequência de um atendimento bem feito.

Roberta Andrade é gerente de Soluções da Friedman – 28/01/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/28/servico-e-experiencia-do-cliente-como-aliados-para-melhoria-de-resultados-no-varejo/

As tendências de marketing digital para 2021

Entre os próximos passos de desenvolvimento do setor, estão, shopstreamings, brand avatars, microcomunidades e dark social

Impulsionamento de vendas, ajuda na tomada de decisões, conhecimento de mercado, identificação de concorrentes, definição de público-alvo, criação de persona e investimento em mídias adequadas são alguns dos benefícios oferecidos pelo marketing digital às marcas. Em conversa com Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital e da graduação em Publicidade e Propaganda da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), e Diego Carmona, chief visionary officer da Leadlovers, o ProXXIma reuniu algumas tendências de marketing digital para 2021.

O marketing digital auxilia marcas a atingirem seu público-alvo da melhor maneira possível (crédito: reprodução)

Shopstreamings
O intuito de unir vendas à tecnologia de transmissão ao vivo, presente até então exclusivamente na TV, chegou à internet brasileira. A solução shopstreaming, que ficou conhecida neste 2020 por misturar a oferta de produtos e serviços em tempo real no ambiente digital com influenciadores, vai ser, ainda mais, utilizada por grandes marcas. “A tendência é que, em 2021, esse novo formato se desenvolva e ganhe mais corpo e aspecto de entretenimento”, diz Eric.

Social commerce
A integração de lojas virtuais à mídias sociais define o social commerce. A associação permite que o usuário interaja com o conteúdo oferecido pela marca, bem como classifique a qualidade de produtos e atendimento, deixando disponível comentários, compartilhamentos e outros recursos de redes sociais. O social commerce é ideal para quem deseja saber mais sobre um produto novo, por exemplo. Segundo levantamento da Salesforce, 72% dos consumidores costumam compartilhar experiências boas que tiveram em uma compra e 62%, experiências ruins. Para Diego, as vendas diretas sempre foram um grande canal de distribuição. “Mas, com os atuais problemas de emprego e renda, grande parte das pessoas vão descobrir o potencial do social commerce”. Em 2020, empresas, como Magazine Luiza e Ponto Frio, dedicaram-se a criar e melhorar estruturas de apoio às suas redes.

Aplicativos para desenvolvimento pessoal
Deve crescer o interesse por serviços que ofereçam alguma oportunidade de desenvolvimento pessoal, diz Eric. “O consumo desenfreado por pura ostentação já não atrai mais. Agora, a tendência é consumir aquilo que, de alguma forma, pode favorecer seu desenvolvimento ou cuidado pessoal”, explica. Uma empresa que vende equipamentos de ginástica, por exemplo, poderá oferecer para quem compra seus produtos um plano gratuito em aplicativo para aulas e treinos de atividade física. Quem comprar um apartamento pode ganhar uma assinatura de aplicativo de culinária, que oferece aulas assistidas por um sistema de inteligência artificial para ensinar aos novos moradores como tirar melhor proveito da sua varanda gourmet.

Brand avatars
Influenciadores digitais vieram para ficar e as marcas já se aproximaram deles. “Agora, é a vez das próprias marcas criarem seus influenciadores digitais”, afirma o coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital e da graduação em Publicidade e Propaganda da FAAP. Inspirado em influenciadoras artificiais como Lil Miquela, o Magazine Luiza remodelou a proposta da sua personagem Lu, que deixou de ser apenas uma garota propaganda e ganhou ares de influenciadora digital. Nessa mesma linha seguem Casas Bahia e Natura e, em 2021, mais marcas devem adotar a tendência.

Segmentação e automação
As empresas que se preocupam com segmentação e personalização saem na frente na corrida pela atenção do consumidor. “Por mais que o seu negócio atraia um público com interesses em particular, as pessoas são únicas e diferentes. Mas, a mensagem transmitida, muitas vezes, passa a ser a mesma, porque não há um trabalho para saber o nível de experiência e consciência de cada seguidor”, explica o profissional da Leadloves. Para mudar esse cenário, é preciso compreender a jornada de compra do cliente. “Aí, entra a importância da segmentação para uma comunicação assertiva. A automação de marketing possibilita isso, para quem usa da maneira certa”, diz. Conexão, mesmo à distância, será, cada vez mais, a chave para crescer no mundo digital, em 2021 e nos próximos anos.

E-mail marketing
Há tempos, as redes sociais e outras plataformas de comunicação entraram em cena. Com isso, muita gente pensou que o e-mail fosse morrer. Porém, ficou claro, afirma Diego, que os usuários sentiriam resistência em falarem com marcas via opções mais privadas, como WhasApp, Messenger e Telegram. “As empresas perceberam que o e-mail continua sendo a melhor forma de comunicação, no digital. Grande parte disso se dá por ser uma forma de não construir uma casa em terreno alugado, propiciando independência no digital”, afirma o chief visionary officer da Leadlovers. Em 2019, de acordo com a Statista, havia 3,9 bilhões de usuários de e-mails, número superior a uma das maiores redes social do mundo, o Facebook. “Além disso, com a chegada da Lei de Proteção de Dados (LGPD), o número de spams e envios não solicitados nos e-mails irão diminuir drasticamente. Isso é ótimo, pois abre espaço para que empresas sérias, com listas autorizadas e preocupadas em construir relacionamento com seu público”, adiciona.

Compras via celular
Por conta da pandemia e da menor presença da população nas ruas, o consumo no ambiente digital aumentou. “Mas mais do que isso, vários outros hábitos mudaram. Isso tudo aliado à chegada de maneiras mais fáceis de compra, como a autorização pelo smartphone e o novo Pix”, diz Diego. Em apenas seis meses, a proporção de pessoas, no Brasil, que realizaram compras ou pagamentos via smartphone aumentou de 85% para 91%, entre aqueles que acessam a internet pelo aparelho. Os dados são da pesquisa sobre m-Commerce e m-Payment, feita pela Panorama Mobile Time/Opinion Box, entre 10 e 21 de agosto deste 2020, com pouco mais de 2 mil brasileiros. “As pessoas tendem a comprar, cada vez mais, de forma mais impulsiva, já que não existe mais toda aquela burocracia antiga para a fechar a compra. Para quem tem cartão e aplicativos de bancos, nunca foi tão fácil abrir e tirar dinheiro da carteira”, afirma o profissional.

Curadoria e microcomunidades
O descontentamento crescente com os efeitos negativos do uso das redes sociais, como a polarização, a desinformação e os problemas de saúde mental, farão as pessoas adotarem um olhar ainda mais crítico. Os consumidores irão preferir envolverem-se em comunidades de nicho e mais restritas, capazes de oferecem a impressão de segurança, afirma Eric. “Nesse contexto, serão valorizados todos os movimentos de curadoria, em que as pessoas buscarão o apoio de influenciadores, especialista ou marcas para lhes ajudarem a separar o joio do trigo no mundo das redes”, diz.

Chatbots
Os chatbots, sistemas de inteligência artificial que interagem com usuários por meio de mensagens de texto ou fala, estão sendo, cada vez mais, usados por empresas de diversos setores. A tecnologia permite que marcas respondem às perguntas de clientes, forneçam suporte técnico e, até mesmo, realizem vendas. De acordo com pesquisa publicada na Chatbots Magazine, 69% dos consumidores preferem interagir com chatbots, por conta de sua habilidade de respostas rápidas para perguntas e problemas simples. “Basta ver o sucesso da Siri e da Alexa, por exemplo, para constatar esse fato. Concomitantemente, as empresas buscam acelerar seus processos de atendimento, relacionamento e vendas. O nosso tempo nunca foi tão valioso. As pessoas têm pressa”, avalia Diego. Por isso, diz, em 2021, mais marcas irão migrar para a inteligência de canais de comunicação automatizados.

Dark social
Dark social é toda comunicação, feita em plataformas sociais, e é privada, ou seja, que não pode ser monitorada pelas marcas e agências. As mensagens que circulam via WhatsApp e as direct messages do Instagram são exemplos para esse termo. “2021 é o ano em que marcas deixarão de usar esse espaço só como um canal de atendimento ao cliente”, afirma Eric. O dark social fará parte das campanhas de comunicação, com estratégias especificamente criadas para estimular a propagação da mensagem da marca dentro de canais privados

Victória Navarro – 4 de janeiro de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/01/04/as-tendencias-de-marketing-digital-para-2021.html