Arquivo da tag: consumo

Eficiência no Digital: User Experience (UX) tem papel decisivo para marcas

No mundo contemporâneo, UX tornou-se indispensável na comunicação e nos negócios; área vem crescendo em agências. Saiba mais

O surgimento das tecnologias digitais trouxe impactos significativos sobre as formas de apresentar produtos e, num cenário supercompetitivo e difuso, nunca foi tão difícil atrair e manter a atenção do cliente diante da imensidão de marcas e itens disponíveis a apenas um clique. Além disso, se antes, os consumidores decidiam suas compras baseando-se no produto em si e numa quantidade limitada de informações, hoje os hábitos de consumo são muito mais complexos. Cada vez mais as novas gerações avaliam toda a experiência que têm com as marcas, estabelecendo com elas uma relação muito mais íntima e criteriosa. Nesse contexto, uma área tem ganhado um crescente destaque: o User Experience (UX).

User Experience (UX), que significa, literalmente, “a experiência do usuário”, um campo muito mais amplo do que apenas o relacionado a interfaces digitais, como explica Guilherme Andrade, Head de UX na agência Gotcha!.

“O User Experience vai muito além de desenvolver sites e funcionalidades, ele abrange toda uma pesquisa minuciosa, captando o máximo de dados possível, traçando todos os pontos de contato que o cliente tem com o produto e a marca, para realizar, assim, um diagnóstico completo dos problemas e apontamento das possíveis soluções”, explica Andrade.

Ou seja, o profissional de UX é responsável por analisar todas as interações que o usuário tem com o produto ou serviço, levantando todas as suas dificuldades e propondo ajustes e mudanças a fim de tornar a experiência do cliente tão prazerosa e satisfatória a ponto dele esquecer até o nome dos concorrentes. “Com um mapeamento preciso é possível entregar uma análise tão detalhada que, muitas vezes, o cliente muda até a percepção de seu modelo de negócio, pois recebe uma consultoria muito aprofundada. Hoje, o User Experience tem um papel estratégico e indispensável para qualquer empresa que deseja ter destaque e relevância no mercado”, aponta o UX designer.

Vivendo o dia a dia da empresa

Para desempenhar esse papel estratégico, Guilherme Andrade explica que na fase de mapeamento, muitas vezes, a equipe passa semanas imersa na empresa que está analisando, acompanhando o dia a dia de todas as operações e identificando todas as necessidades do usuário. Somente após esse período de análises, conhecido como Product Discovery, é que são propostas as melhores soluções para o negócio.

“Muitas vezes, pequenos ajustes além de gerar impactos positivos na experiência do usuário também resultam em redução de gastos desnecessários na empresa”, ressalta Andrade.

No entanto, como o Head de UX aponta, para obter esses resultados, é preciso uma grande sinergia entre diversas áreas, como Criação, Relações Públicas, entre outras. “Na Gotcha! temos o diferencial de conseguir entregar todos os pontos relacionados à UX dentro de um só escopo e orçamento, pois temos essa visão 360º, integrando todos os departamentos, o que proporciona um resultado muito mais alinhado aos objetivos de crescimento de uma empresa ou marca”, conclui.

Adnews – 14/06/21 – Eficiência no Digital: UX tem papel decisivo para marcas (adnews.com.br)

Pandemia cria novas formas de consumo a longo prazo para 67% dos brasileiros

Compras online

O isolamento social ditou uma nova forma de consumo, como demonstra um estudo recente realizado pela Criteo. Comprar mercadorias online, pedir comidas por serviços de delivery e realizar compras através de aplicativos para smartphones estão entre os principais comportamentos adotados por brasileiros durante a pandemia do coronavírus. De acordo com dados da análise, 67% dos consumidores descobriu, ao menos, uma nova forma de compra que pretende manter para o “novo normal”, fase pós isolamento social.

A empresa de tecnologia realizou um estudo aprofundado correspondente ao comportamento de consumidores nas duas últimas semanas de maio, entre os dias 13 e 29 do mês. No Brasil, o isolamento social redefiniu os hábitos de consumo pessoais e expectativas a longo prazo.

Outra pesquisa da Criteo também demonstrou um aumento vertiginoso de 233% na venda de alimentos online durante o mês de abril. O estudo recente mostra que esse comportamento veio para ficar: mais da metade (52%) dos brasileiros entrevistados afirmou que pretende aumentar a compra de mantimentos online e incorporar essa nova forma de consumo.

Novos hábitos

Os dados mostram que o impacto do coronavírus no fechamento de negócios “não essenciais”, afetou diretamente as compras online e, consequentemente, gerou o desenvolvimento de novos hábitos. Além disso, com mais tempo em casa, 53% dos brasileiros passaram a cozinhar mais e pretendem transformar isso em um costume.

O isolamento social forçado também foi visto, por cerca de dois terços dos entrevistados (65%), como uma oportunidade para repensar antigos hábitos. Sem os deslocamentos básicos do dia-a-dia, a necessidade por praticar exercícios cresceu – assim como a compra de aparelhos de ginástica e download de aplicativos de treinos. Para os brasileiros que descobriram essa prática, 50% pretende mantê-la com o fim da pandemia.

O home office também ganhou seu espaço. Com os escritórios fechados, a parte dos brasileiros enfrentou uma situação nova: trabalhar de casa. Apesar de estar em um ambiente mais sujeito à distrações, funcionários e empresas notaram mais pontos positivos do que negativos, e 46% dos que adotaram essa prática pretendem mantê-la.

Comemorações a distância

Passamos por datas comemorativas durante a pandemia, como Páscoa e Dia das Mães e, agora, Dia dos Namorados. Apesar de muitos não poderem estar juntos fisicamente, isso não impede os casais de se presentearem. De acordo com os dados fornecidos pela Criteo, 65% dos brasileiros continuarão presenteando normalmente.

Neste 12 de junho, em comparação com o ano anterior, os consumidores se adiantaram para garantir os presentes. Em 2019, foi possível perceber um crescimento de 25% das compras no dia anterior à data; neste ano, as vendas marcaram um aumento de 18% em 8 dias antes do Dia dos Namorados.

Presentear com flores foi uma das principais apostas dos brasileiros, com um crescimento de 111% da categoria. Já a venda de artigos esportivos aumentou 41%, 9 dias antes da data comemorativa, e também foi uma opção de presente considerada entre os casais.

Devido à distância, o envio de presentes também cresceu: 41% vai aumentar, nos próximos meses, a prática de comprar presentes online e selecionar o destinatário como quem vai recebê-lo. Em contrapartida, 35% vão diminuir a entrega presencial.

Os presentes não materiais, como cupons, vale-presentes e vouchers aumentaram durante a pandemia e ganharam o gosto do brasileiro, já que 36% afirmou que vai utilizá-los mais nas próximas datas especiais.

Renovando o guarda-roupas

A variação de peso também alterou tanto o consumo online, como vai alterar o consumo em lojas físicas, com uma gradual abertura dos shoppings.

Segundo os dados apresentados na pesquisa, mais da metade dos brasileiros ganhou, em média, mais de 3 kg durante o confinamento. Os Millennials são os que lideram essa lista.

Mesmo que em uma proporção menor, também existe uma parcela dos que diminuíram de peso, sendo a Geração Z a que mais tem representantes dessa fatia (22%).

As mudanças corporais que ocorreram com o período de isolamento e a mudança de rotinas, leva os consumidores a sentirem maior necessidade de renovar o guarda-roupas e comprar peças mais confortáveis.

Retorno gradual

Mesmo com a abertura gradativa de shoppings, uma grande parcela dos consumidores vai demorar para frequentar lojas físicas. Cerca de 4 entre 10 brasileiros está pronto para voltar aos shoppings daqui a 2 meses. Um parcela ainda maior, 27%, diz que vai demorar de 3 a 5 meses para entrar em lojas físicas; 18% acredita que o processo vai levar de 6 a 9 meses; enquanto 16% afirma que só voltará aos estabelecimentos depois de passados mais de 9 meses.

Dos respondentes, apenas 15% estariam dispostos a voltar a frequentar shoppings imediatamente, o que fortalece ainda mais o comércio online no Brasil.

Em relação às viagens, apesar de 68% dos brasileiros estarem ansiosos para viajar de novo, 38% dizem que vão demorar mais de 9 meses para entrar em um avião, enquanto 24% afirma que esse processo deve demorar de 6 a 9 meses. A preferência, por enquanto, fica por viagens curtas, de um dia ou um final de semana.

Por Imprensa Mercado & Consumo -2 de julho de 2020 – https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/07/02/pandemia-cria-novas-formas-de-consumo-a-longo-prazo-para-67-dos-brasileiros/

Voice First + Data Strategy: A mudança do consumidor

data strategy

A necessidade de se comunicar é uma constante no comportamento do ser humano e não apenas entre usuários de internet. Com o advento das novas tecnologias nas duas últimas décadas, a comunicação passou por fases transformadoras. Do clique para o touch, caminhamos agora em direção à era da voz. Porém, o objetivo continua o mesmo: uma resposta rápida e assertiva. O tempo dos voice assistants está apenas começando e a pergunta que fica é: por que temos altas expectativas sobre um produto que ainda não caiu no gosto popular?

Por enquanto, o voice first não alcançou as massas, mas tem crescido e conseguido resultados impressionantes. Segundo dados do eMarketer (2018), 34% da população digital do Brasil fará uso da ferramenta até o final de 2018, enquanto nos EUA essa estimativa é de 37%, o que deve disparar o radar das empresas. O que estamos presenciando não é apenas o crescimento de uma nova tecnologia no mercado digital, mas uma movimentação que trará a necessidade da resolução de dois problemas constantes em muitas organizações: a personificação da marca e a personalização das mensagens.

As interações mediadas por voice assistants estão mudando o comportamento do consumidor. Ter um site estruturado e que disponibiliza a ferramenta de busca por comando de voz, por exemplo, exigirá que as marcas se preocupem em como funcionará essa interação e se ela abordará toda a estrutura do site, permitindo até um ciclo de compra completo. Sem contar o trabalho importante em cima das brand personasQuestões como tom de voz, gênero, comportamento e todos os quesitos que envolvem essa estratégia têm que representar os valores da marca e podem se tornar um grande diferencial na aquisição de novos consumidores, nos serviços de atendimento ao cliente e na resolução de crises. Atualmente, a Amazon e o Google já permitem compras feitas com o uso da Alexa e do Google Home nos Estados Unidos.

O consumidor está cada vez mais consciente e preocupado com os dados que compartilha e com os tipos de mensagens que o impactam. Esse é o momento das marcas se preocuparem em tratar seus clientes como indivíduos e não apenas como cookies. Elas precisam entender o que o consumidor quer, o que ele acredita e o que faz a diferença para ele. O diferencial na relação entre marca e consumidor será a proximidade, e ganharão as empresas que realmente conseguirem criar um laço com o usuário.

Essa evolução de comportamento afetará a relação do usuário com a internet, que não hesitará em questionar tópicos que acredita serem importantes. Será necessário rever todo o processo de estratégia de marketing, utilizando a mensagem, o canal e o momento certo. Estudar e entender qual a melhor forma de falar com o consumidor ajuda a evitar que ele se frustre com empresas e publicidade. Logo, tanto as brand personas quanto as brand stories terão de estar, obrigatoriamente, atreladas a uma boa estratégia de data.

A palavra-chave é evolução. Prova disso é o que disse o diretor comercial da Coca-Cola EUA, Michael Connor, durante o festival SXSW deste ano. Ele abordou o que chama de data cartel – definição usada para executivos de empresas detentoras de dados que, por motivos de excesso de cautela, não os utilizam em suas estratégias – e insiste que o mercado deve se despir do medo e usar dados a favor do negócio. Com um data strategy inteligente, responsável e transparente com o consumidor, criar essa ponte entre marca e usuário é sair na frente de muitos players, independente do seu segmento.

 

Vitor Botelho, coordenador de mídia na NewBlue

http://adnews.com.br/tecnologia/voice-first-data-strategy-mudanca-do-consumidor.html

Incorporando experiência no cross-channel

A crescente demanda por compras no ambiente digital promovida pelo aumento da oferta de sites e “marketplaces” e pela evolução em número e conhecimento do Neo-Consumidor, o que é digital, multicanal e global, tem criado novas e importantes contribuições ao mesclar os conceitos de experiências de compras do mundo real com propostas que nascem no e-commerce e se misturam com o uso das redes sociais.

A compra digital é cada vez mais reconhecida por sua facilidade, conveniência e sortimento, associados com mecanismos de avaliação, comparação de preços, condições e pela possibilidade de conhecer a experiência de outros consumidores com produtos, marcas e lojas, o que a torna crescentemente mais interessante. Isso é particularmente importante nos grandes centros urbanos, para consumidores pressionados pelas condições locais, ou para regiões distantes desses, onde a falta de alternativas cria demanda insatisfeita.

A questão cada vez mais presente é como incorporar mais experiência nesse processo de compra, apenas no ambiente digital, ou mesmo como potencializar essa experiência integrando-a no ambiente das lojas físicas utilizando também os infinitos recursos que se criam pela possibilidade de uso das redes sociais e suas ferramentas.

As muitas alternativas que permitem compartilhar fotos com amigos ou experimentar diferentes combinações de produtos, em especial para moda e vestuário, combinando recursos próprios do e-commerce com outros vindos das redes sociais, de alguma forma têm contribuído para fazer crescer a compra via e-commerce dessas categorias, que no Brasil saltou do 12° item na escala dos mais vendidos para o 2° lugar nos últimos anos. Tudo isso apesar da descrença original de fundamental importância que ao comprar estes produtos o consumidor precisaria tocar e sentir, conceito que o tempo mostrou ser irreal.

Recente artigo publicado no New York Times mostra a expansão dos chamados “social shopping sites” mesclando os recursos das redes sociais com o e-commerce criando uma nova geração de formatos de varejo digital que tenderá a ter forte expansão nos próximos anos à medida que os novos consumidores digitais predominem no mercado de consumo, o que é inevitável.

Na esteira do processo de amadurecimento e crescimento do consumidor digital, educado e desenvolvido pelos grandes players globais como Amazon, Tesco, EBay, Alibaba e outros, inúmeros varejistas e fornecedores de produtos e marcas se dão conta de quão inevitável é sua presença nesse ambiente, gerando informação, relacionamento e compras, para pessoas que têm na falta de tempo e na ânsia de mais alternativas e referências positivas de produtos e marcas a demanda natural para o trafego em seus sites. Não se trata mais de uma opção. É absoluta contingência estar presente, da forma mais intensa e ampla possível, sob pena de mostrar-se desconectado com a realidade de mercado, entrando mais diretamente na curva de experiência do consumidor e aprendendo com ela as novas regras do mercado.

Na maioria dos casos estar presente de forma superficial no ambiente digital, apenas com informação ou referências, mostra desconexão com a realidade e pode, no limite, impregnar a própria marca com a percepção de algo ultrapassado ou menos atualizado, elementos que podem “colar” na imagem e no posicionamento da empresa, gerando consequências também no ambiente real, das lojas tradicionais, o que é particularmente importante para empresas nas áreas onde moda é fator relevante na formação da imagem da marca.

Estar presente de forma ativa e inovadora no ambiente digital, criando alternativas, aprendendo junto com o mercado, mesclando canais, formatos, experiências, redes sociais, recursos analógico-digitais e buscando incessantemente o novo e inusitado também traz consigo essa aura que pode impregnar positivamente a marca, alinhando seus valores com aqueles emergentes nas novas gerações e, de forma acessória, gerando mais receitas e resultados.

Deixou de ser questão de escolha. É fazer, ou fazer.

Marcos Gouvêa de Souza diretor-geral da GS&MD – Gouvêa de Souza.

Momentum – 18 Ago 2013 – http://www.gsmd.com.br/pt/artigos/momentum/incorporando-experiencia-no-cross-channel

Marca Servil: conheça o conceito que faz crescer as vendas

Estudo da Trendwatching mostra que a competição cada vez maior no mercado vem fazendo com que empresas tenham contato mais estreito com consumidores

Por Leticia Muniz, do Mundo do Marketing | 10/10/2012

Servile Brands,trandwatching,marcas servis,comportamentoUm consumidor mais exigente e menos fiel às marcas faz com que empresas concentrem esforços no desenvolvimento de ações que fujam do comum, buscando marcar presença na vida das pessoas de forma inesperada. Diante dessa mudança de paradigma, o conceito de “Servile Brands”, ou marcas servis, vem ganhando espaço no Brasil. Hellman’s, Pão de Açúcar, Electrolux, Continental e Risqué são exemplos de marcas que já lançaram mão desse recurso.
Servile Brands são aquelas que atuam oferecendo uma “mão amiga” ao consumidor em momentos inesperados ou nos quais ele mais precisa, economizando tempo, energia ou dinheiro. O conceito vem suprir a necessidade dos citysumers, consumidores urbanos ávidos por informações e por terem seus desejos atendidos em meio à correria do dia-a-dia na qual a atenção é cada vez mais comprometida.
Algumas empresas já entenderam que esse conceito é a solução para quem deseja manter a prosperidade do seu negócio. “As marcas estão tendo que fazer mais. Ser uma servile brand é criar surpresa na vida desses consumidores. Hoje as pessoas buscam por marcas que sejam flexíveis e que ofereçam liberdade. É quase como uma maximização do tempo. Uma otimização, porque as pessoas não dispõem de muito tempo para realizar as coisas”, explica Luciana Stein, Diretora para a América Latina da empresa Trendwatching, em entrevista ao Mundo do Marketing.
comportamento,Servile Brands,trandwatching,marcas servis

“Mão amiga” na vida dos consumidores

A empresa divulgou um estudo que mostra o impacto das marcas servis na vida dos consumidores. Um levantamento do Datamonitor aponta justamente para a necessidade de as empresas atuarem como uma “mão amiga” na vida corrida dos clientes. Segundo o estudo, 44% das pessoas entrevistadas em 14 países, incluindo o Brasil, afirmaram ter dificuldades de gerenciar as obrigações do dia-a-dia e ainda encontrar tempo para relaxar.
Uma das marcas que viu no conceito de Servile Brand uma oportunidade para obter crescimento em vendas foi a Hellmann’s. Em maio desse ano, a marca fez uma parceria com a rede de supermercado St. Marche, em São Paulo, para dar sugestões de receitas para os consumidores. No caixa, um software instalado reconhecia e combinava a maionese com os ingredientes comprados pelo cliente e gerava uma receita instantânea, no verso do cupom fiscal.
A ideia era, além de crescer em vendas e reconhecimento de marca, também dar aos consumidores opções de pratos variados com alimentos que eles tinham em casa. “Chegamos a um ponto onde não adianta mais tentar apenas buscar o market share. Precisamos ampliar as opções de consumo da maionese, que ainda são restritas, inspirando novos usos. Essa ação fez parte dessa estratégia e nos garantiu que o consumidor teria em casa todos os produtos que precisaria para preparar a receita”, explica Fernando Kahani, Gerente de Marketing de Hellmman’s, ao Mundo do Marketing.

Consumo mais amplo

A ação com o conceito de ser uma servile brand para a Hellmmann’s também faz parte do novo posicionamento da marca, que busca inserir o produto de forma mais ampla na alimentação do brasileiro. “Hoje o consumo ainda é restrito ao sanduíche e a salada de batatas. Queremos mostrar que a maionese pode incrementar outros pratos. Chegamos à conclusão que somos uma marca que está há 50 anos no país e que deveria estar mais presente na vida das pessoas de outras formas”, diz Fernando Kahani.
A ação teve resultados positivos: a rede de supermercados não era um target com venda exponencial da maionese e, após o projeto, as vendas da Hellmman’s no St. Marche cresceram 44%. “O resultado nos surpreendeu. O que acredito hoje é que cada vez mais crescerá essa tendência das marcas terem que atuar como servis porque a concorrência vem crescendo, o cenário está cada vez mais agressivo e o consumidor cada dia mais exigente e ciente das suas escolhas. Hoje ele compra marcas que engajam, extrapolando a necessidade do produto. A forma de pensar mudou”, diz o Gerente de Marketing de Hellmman’s.
O excesso de oferta vem fazendo com que as ações diferenciadas de Marketing se tornem mais comuns. Cada vez mais empresas lançam mão das estratégias below the line, fora do Marketing tradicional para tentar atrair as atenções e se diferenciar no mercado. “É quase como se tivéssemos um embotamento dos sentidos pelo excesso de oferta. As marcas fazem coisas cada vez mais surpreendentes e isso, cada dia mais, se torna o Marketing comum. Vivemos um mundo anabolizado onde o tradicional já não sacia mais”, pondera Luciana Stein, da Trendwatching.
Servile Brands,trandwatching,marcas servis,comportamento

Experimentação prévia

O estudo da Trendwatching.com mostra que vem crescendo o número de marcas que buscam na experimentação prévia de produtos uma forma de serem servis. Um exemplo é a Risqué. Recentemente a empresa lançou um aplicativo para celular que permite fazer busca por esmaltes e realizar uma simulação virtual de aplicação das cores nas unhas.
Outra que seguiu o mesmo caminho foi a Electrolux. Para ganhar aproximação com os consumidores oferecendo facilidade na hora de optar por pequenas reformas, a companhia desenvolveu o app “Electrolux cuidados com a casa Mobile”, que permite pré-visualizar locais de colocação de quadros, simular a aplicação de azulejos e tintas ou testar como ficaria uma determinada estampa na parede.
O estudo da Trendwatching também aponta como característica de uma marca servil o oferecimento de serviços que, sempre que possível, facilitem a vida dos consumidores. “Hoje as pessoas não têm tempo e ganham aquelas marcas que dão uma maior possibilidade das pessoas administrarem um final de semana, por exemplo”, explica Luciana Stein.
Dentro desse conceito de facilitar a vida do consumidor, a rede de supermercados Pão de Açúcar lançou, no primeiro semestre, uma vitrine virtual no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. O projeto permite a realização de compras em gôndolas virtuais por meio do smartphone ou tablet. Os clientes recebem os produtos escolhidos em casa, mediante o pagamento de uma taxa de frete. “Hoje as pessoas estão sempre conectadas e esperam que o melhor do mundo online, a informação instantânea e a gratificação imediata, também estejam presentes na vida offline”, afirma Luciana Stein, da Trendwatching.

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/25615/marca-servil-conheca-o-conceito-que-faz-crescer-as-vendas.html

O que a Neurociência diz sobre as pessoas em compras

Um estudo feito por neurocientistas da Harvard Medical School descobriu que pessoas quando observavam fotos de objetos do cotidiano como sofás, cadeiras e aparadores, instintivamente preferiam os itens com bordas arredondadas em lugar daqueles com beiradas pontiagudas ou com ângulos retos. A hipótese aqui é que nosso cérebro tem um padrão de comportamento intrínseco e automático de evitar ângulos retos porque os entende como perigosos.

Um estudo feito com ressonância magnética funcional descobriu que a amígdala – uma pequena, mas muito importante área do nosso cérebro –, ficava mais ativa quando as pessoas olhavam para os objetos com arestas. Isso pode indicar medo. Situada dentro da região do lobo temporal, a amígdala se conecta com várias outras áreas do cérebro, o que garante ao indivíduo o controle das atividades emocionais, principalmente os estados de medo, ira e até agressividade. Esta área que tem uma forma de amêndoa é fundamental para a autopreservação do ser humano porque é o centro de identificação do perigo que coloca o sujeito em situação de alerta. Isto é, assim que se percebe algo que parece ser um perigo, o coração começa a bater mais forte e aumenta a sudorese, reações estas que preparam o nosso organismo para a fuga ou para a luta. Já a perda da amígdala faz com que uma pessoa fique indiferente ao risco, o que é um perigo.

A amígdala é considerada, metaforicamente, como a “janela do sistema límbico”, o que significa dizer que as emoções que vêm do ambiente externo passam por ela, que julga de antemão se algo é um risco ou não. A função básica desta área é ser responsável pela percepção semiconsciente das provocações externas, isto é, de tudo o que é captado fora do organismo e também criar padronização para as respostas comportamentais apropriadas para cada ocasião.

Ao funcionar como um alarme para a proteção do organismo e manutenção da vida, esta pequena região cerebral recebe a informação do tal perigo antes mesmo do néocortex, área que processa o planejamento, o julgamento e a razão. Isso significa que a reação começa antes que o indivíduo tenha consciência do fato. Muitas vezes nem risco há, mas a princípio a amígdala se ativa como prevenção.

Voltando à hipótese, tudo isso quer dizer que a pessoa ou cliente, quando entra numa loja e identifica (sem consciência de tal ato) as formas retas do mobiliário pode perceber como um ambiente em que ele encontra perigo, desencadeando uma reação de fuga para manter sua vida. Mas não significa que o consumidor vai sair correndo, pois é apenas uma alerta de perigo e não o próprio. Depois do processo inconsciente e automático, o neocortex nos traz à razão e mostra que não há risco iminente. Mas, uma impressão ficou.

Jonah Lehrer, um grande neurocientista comportamental, diz que entre as coisas que mais gosta está a sua Eames Lounge Chair, uma cadeira de arestas arredondadas, que para ele se parece com um “útero de couro acolchoado”, que torna a leitura entediante de artigos um pouco mais agradável. Segundo Lehrer, ela afeta seus hábitos de leitura porque pode até ler romances medíocres e artigos de jornais tediosos por horas, somente para não deixar tal ventre macio de formas arredondadas.

Outro exemplo curioso é o dado pelo também neurocientista Ramachandram quando trata da linguagem. Ele cita uma experiência de Wofgang Khole em que há provas de que a aparência visual é diretamente ligada também à linguagem e quando mostra para as pessoas as figuras a seguir…

 O que a Neurociência diz sobre as pessoas em compras

… e depois pede que digam qual delas se chama “booba” e qual se chama “kiki”, os respondentes não têm dúvidas, 98% se apressa em dizer que a figura da esquerda é “kiki” e a da direita é “booba”. A forma da esquerda tem som de pontas, arestas, por isso soa quebrado, raspa na garganta, e a da direita, toda arredondada, tem um som mais cheio e suave. Isso demonstra que há uma ligação estreita entre a forma dos objetos e como a interpretamos inconscientemente. Caso contrário, as pessoas não responderiam desta maneira, pois qualquer uma das formas pode ter qualquer um dos sons.

A primeira percepção do mobiliário da sua loja, a princípio, não é cortical, o que significa dizer que não é racional, mas puramente instintiva e automática. Isso acontece porque a natureza parece pecar pelo excesso de zelo com o organismo. Portanto, projetos mais arredondados do que bordas duras e retas podem aumentar o conforto mental do seu cliente. Mas, como afirmei, ainda é uma hipótese, o que significa que precisa de mais pesquisas em torno do tema.

*Pedro Camargo é consultor, conferencista e professor de pós-graduação em Neuromarketing e Biologia do Comportamento do Consumidor. Blog: http://biologiadocomportamentodoconsumidor.blogspot.com – E-mail: pedrocarmargo@biocc.com.br

http://www.mundodomarketing.com.br/20260,artigos,o-que-a-neurociencia-diz-sobre-as-pessoas-em-compras.htm