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Omnichannel: melhores estratégias e tendências

Em 2021, 49% dos consumidores pretendem mesclar suas compras entre ambientes online e lojas físicas. Em 2019, esse número era de 29%. A constatação, da pesquisa Jornada omnichannel e o futuro do varejo, realizada pela Social Miner em parceria com a Opinion Box, revela que os consumidores buscam uma jornada de compras omnichannel, com convergência entre o varejo online e físico.

C&A conta com uma estratégia omnichannel desde 2015 (crédito: Rodrigo Paiva)

A C&A é uma empresa omnichannel desde 2015, quando lançou seu e-commerce e começou a entender que a integração e complementaridade do online e do off-line são fundamentais para o modelo de negócio da companhia e para seus clientes. “Quando pensamos nas novas gerações de consumidores, que estão cada vez mais conectados e informados sobre o que consomem, temos que considerar que este novo consumidor é omini, assim como a sua jornada de consumo”, comenta Mariana Moraes, gerente sênior de marketing da C&A Brasil.

No início de 2020, a companhia acelerou a transformação digital e omnichannel da marca. “Alinhado a este objetivo, lançamos a assinatura ‘C&A, Muito On, Muito Eu’, no qual nos posicionamos como uma marca que além de gerar identificação imediata com a cliente, também está presente com ela em diferentes canais 24 horas por dia”, reforça a gerente.

Nos últimos anos e, principalmente, no ano passado, por conta da pandemia, o consumidor brasileiro passou a incorporar novos canais e pontos de contato com as marcas em seu processo de decisão de compra. Além disso, passou a procurar por produtos que atendessem suas necessidades específicas e atuais. Pensando nessa questão de personalização da jornada de compra, ainda em 2020, a C&A lançou sua assistente virtual, que recomenda produtos e ajuda os clientes a escolherem e a montarem os looks. “Neste momento, a iniciativa opera em formato piloto no e-commerce para produtos do Projeto Minse7, via chat box, mas a previsão é expandi-la, em breve, para outras categorias e coleções encontradas no site”, revela Mariana.

De forma geral, a pandemia acelerou a transformação digital. “Quando as pessoas têm a opção de fazer compras online e receber um bom atendimento, definitivamente, tendem a fazer compras digitais”, afirma Anand Venkatraman, vice-presidente de parcerias globais da Freshworks, empresa fornecedora de softwares de engajamento entre clientes e funcionários.

Tendências no omnichannel
A pesquisa mostra que, este ano, 52% dos consumidores pretendem comprar online e retirar nas lojas físicas; 50% esperam poder contar com serviços alternativos, como drive-thru nos shoppings; e 52% esperam poder continuar consumindo pelo WhatsApp e Instagram.

No ano passado, a C&A adaptou o serviço de Clique & Retire para Clique & Retire Drive Thru, por conta das medidas de distanciamento social. “Essa modalidade de compra que oferece a possibilidade da cliente realizar suas compras no e-commerce, via site ou aplicativo, e retirá-las de carro em loja física localizada em shopping center da sua preferência, com todos os cuidados e medidas de segurança exigidas pelos órgãos de saúde, sem precisar sair do veículo”, diza gerente da marca, reforçando que o serviço foi lançado em 90 lojas e, posteriormente, ampliado para 200.

Tiago Cardoso, diretor-geral para a América Latina da Criteo, acredita que, com a pandemia, muitos consumidores optaram por opções de compras alternativas e convenientes, por meio online e retirada na loja. “Podemos esperar que essa tendência continue e que o futuro do varejo dependerá de encontrar os consumidores onde estão, seja online, na loja ou em algum lugar no meio desses ambientes. Os profissionais de marketing devem se concentrar em equilibrar uma presença online e física para se conectar com os consumidores em todos os ambientes e construir um relacionamento duradouro no novo normal”, reforça. O executivo tem a expectativa de que assinaturas digitais e pagamentos sem contato continuem como tendência nos próximos anos, à medida que as empresas capacitam os consumidores a acessar produtos e serviços à sua própria maneira.

Outra tendência que permanecerá será a adoção de dispositivos móveis e aplicativos. Um estudo da Criteo constatou que as vendas por meio de aplicativos mobile já representam quase metade do total de transações online registradas no Brasil e no mundo. No quarto trimestre de 2020, os varejistas com um aplicativo de compras viram as vendas no aplicativo aumentar de 42%, ante 33% no mesmo período do ano anterior. “Embora esse canal já estivesse acelerando antes de 2020, a pandemia aumentou os downloads de aplicativos e o engajamento in-app, à medida que os consumidores passavam mais tempo em suas casas. Estamos mudando rapidamente para um mundo que prioriza os dispositivos móveis e os profissionais de marketing que não ajustarem seus planos de acordo terão um impacto significativo em seus negócios”, ressalta Cardoso.

Melhores estratégias omnichannel
“A chave aqui é que as empresas se envolvam com os clientes da mesma forma que fariam em uma loja física”, avalia Venkatraman, da Freshworks. Estar no canal de escolha do cliente é importante para as empresas e, com as soluções CX existentes no WhatsApp e nas mídias sociais, há uma mudança interessante no comportamento do cliente, que deve acelerar ainda mais, mesmo depois da pandemia. O executivo observa que ter uma visão unificada do cliente é um imperativo para que as empresas forneçam às equipes que lidam com o cliente o contexto certo. “Com o contexto certo sobre o problema do cliente, essas equipes de engajamento do cliente podem ter conversas significativas que resultam em melhor experiência do cliente (CX)”, completa.

“O novo normal mudou completamente as atitudes e o comportamento de compra dos consumidores, apresentando mais formas de comprar do que nunca. Enviar a mensagem certa, para a pessoa certa, na hora certa, no dispositivo certo, é a fórmula vencedora agora. Isso não apenas ajuda no reconhecimento da marca, mas também na consideração do produto e, por fim, na conversão e fidelidade”, ressalta Cardoso, da Criteo. Os anunciantes podem sustentar esse impulso implementando estratégia omnichannel que entrega uma mensagem unificada. “Uma maneira de fazer isso é usando dados da loja física e online para fornecer aos consumidores uma experiência de compra personalizada e perfeita em todos os canais com os quais se envolvem. Criar uma experiência consistente e única para o comprador mostra que uma marca está disposta a atendê-lo onde está, tornando mais fácil para ele conseguir o que precisa, independentemente do ambiente em que esteja comprando”, afirma.

**Crédito da imagem no topo: Ajwad Creative/iStock

Amanda Schnaider – 26 de março de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/03/26/omnichannel-melhores-estrategias-e-tendencias.html

As diferenças entre salestechs e martechs

Aumento de produtividade e retenção de leads são algumas das consequências do uso de tecnologia, aliada dos executivos e gestores de marketing e vendas, em negócios. Se, por um lado, os avanços digitais deram novas habilidades e desejos aos clientes, por outro, auxiliam marcas a criarem relações mais genuínas com seus consumidores. Neste contexto, martechs e salestechs ganham, cada vez mais, destaque e ajudam a impulsionar os resultados dos mais diversos setores econômicos.

Segundo o estudo “The LinkedIn State of Sales Report”, realizado em diversos países em 2020, nos últimos dois anos, por exemplo, o uso de ferramentas de sales intelligence cresceu de 28% para 34% nas organizações. Além disso, ainda de acordo com a pesquisa da rede social profissional LinkedIn, 77% dos vendedores estão investindo em vendas e reuniões virtuais e 51% já usam os dados a fim de aumentar a performance de suas vendas.

Já no campo do marketing, segundo a Statista, focada em dados de mercado e consumidores, o número de soluções tecnológicas cresceu de 150, em 2011, para mais de 8 mil, no ano passado. Em 2020, US$ 121 bilhões foram investidos, globalmente, em martechs. Para José Sarkis Arakelian, professor de estratégias de marketing do curso de administração da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), “martechs, captação, trabalho, análise e inteligência de dados já são, há alguns anos, realidade em absoluta expansão, tanto em companhias globais como locais”. Além disso, um estudo realizado pela Gartner mostra que, em média, 26% do orçamento disponível para uma equipe de marketing é destinado às martechs.

De acordo com o professor, a pandemia do novo coronavírus e a aceleração no processo de digitalização reduziram o tempo de maturação das tecnologias, o que vem quebrando as barreiras culturais corporativas de utilização ferramental. Assim, afirma, as plataformas de salestech ganharam evidência e servem, cada vez mais, como potencializadoras do trabalho remoto e as martechs passaram a ocupar um espaço ainda mais central na proposição de soluções.

Martechs e salestechs ganham ajudam a impulsionar os resultados dos mais diversos setores econômicos (crédito: Mikael Blomkvist/Pexels)

Salestech: o que é e como se aplica
As salestech (sales technology ou tecnologia de vendas) são empresas ou tecnologias inteligentes focadas no desenvolvimento de soluções e ferramentas para a área de vendas. Segundo Fernando Ribeiro dos Santos, CEO da Circle Aceleradora, ajudam a aumentar, consideravelmente, as compras e diminuir os esforços em torno da oferta de produtos e serviços. “As salestechs estão à frente das vendas. Mas, não de vendas comuns, que demandam grande capacidade da equipe na interação com o cliente e a força de vontade do vendedor como a única ferramenta disponível para o sucesso da ação. Está à frente de vendas mais eficientes, atendendo a demanda dos consumidores”, explica.

Entre as vantagens das salestechs, estão: aproximação com o cliente no momento da venda, banco de dados atualizado de leads, interação personalizada no pré e pós-venda, capacitação de equipes e otimização de tempo.

Martech: o que é e como se aplica
Por sua vez, as martechs (marketing technology ou tecnologia de marketing) permeiam startups ou soluções que relacionam tecnologia ao marketing. “São plataformas com o escopo mais amplo, usadas para criar, atender e desenvolver experiência ou jornadas que possibilitem uma organização a conquistar, engajar e reter clientes”, diz José.

As soluções de martechs podem ser aplicadas via ferramentas de automação de marketing e vendas, CRM (customer relationship manager), e-mail marketing, web analytics, geomarketing, pesquisa de mercado, gestão de mídias sociais, eventos, mobile marketing, SEO (search engine optimization), trade marketing e outros.

Com a tecnologia, o marketing passou a levar, para dentro de suas estratégias, mais escalonamento e assertividade. “O marketing, anteriormente, voltado, exclusivamente, para venda de produtos e serviços, passou a ser totalmente centrado no ser humano”, afirma Fernando. Assim, por meio do conhecimento acerca de valores, expectativas, necessidades e hábitos dos clientes, a área consegue fortalecer relacionamentos e a conversão, o que gera mais possibilidades de relevância e engajamento para os consumidores e maior potencial de impacto financeiro para as marcas.

Digitalização e inteligência
As salestechs e as martechs ainda são um mercado novo no Brasil, diz Fernando. No entanto, adiciona José, a integração de serviços em plataformas mais completas, complexas e complementares tende a sobressair: “As fronteiras entre os ecossistemas e as definições de escopo serão mais porosas”. O avanço das salestechs, com o trabalho remoto e a aceleração da digitalização, será ainda mais incorporado pelas marcas e o potencial das martechs, reforçado. Os diversos pontos de contato e intersecção trarão informação para a inteligência das companhias, com dados mais granulares das jornadas de compra, “detalhando táticas mais e menos efetivas para uma maior diversidade de segmentos de consumidores, retroalimentando a base”, explica o professor.

*Crédito da foto no topo: Johannes Plenio/Pexels

Victória Navarro – 22 de março de 2021 https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/03/22/as-diferencas-entre-salestechs-e-martechs.html

Compras e entretenimento: como fazer do “shoppertainment” a sua estratégia digital

Num cenário em que a pandemia (e os efeitos causados por ela) ainda tendem a estar presentes no cotidiano das marcas, a reinvenção tornou-se fundamental.

E, apesar de tudo que tem sido feito, como vendas por WhatsApp e redes sociais, coleta por drive thru e lojas funcionando como mini centros de distribuição, ainda há muito mais que pode ser feito. Não apenas para que as vendas continuem acontecendo, mas para que a conexão com as marcas não se perca e o consumidor continue estreitando laços de novas e inusitadas formas.

Tornar as compras divertidas ainda é possível mesmo com lojas fechadas, e vou te contar como. Trata-se de um fenômeno que o mercado tem chamado de “shoppertainment” – um misto de “shopping” com “entertainment” ou seja, compras e entretenimento.

O que você acha de ingressar num universo paralelo, um mundo virtual que replica a realidade por meio de tecnologia usando artifícios como Realidade Virtual e Realidade Aumentada? É isso que algumas marcas têm feito – um mergulho no chamado “Metaverso”.

Um mundo completamente virtual, em que você pode usar roupas de marca e entrar em lojas que não existem na vida real, mas para comprar mercadoria física. Um misto de design, cultura, conteúdo desenvolvido por empresas de tecnologia para o ingresso das marcas em jogos e outras plataformas. Em 2020, a marca de moda de luxo Balenciaga revelou sua coleção outono/inverno 2021 dentro do jogo “Afterworld – A idade de amanhã” em parceria com a Epic Games’s e a empresa de software Unreal Engine. E não precisa ir longe: o McDonald’s, ou Méqui, replicou o seu restaurante número 1.000 dentro dos jogos “Minecraft” e “The Sims 4”. Nele, os jogadores poderão fazer os pedidos para o McDelivery.

E, se você precisa de uma dose extra de personalização e humanização, o live commerce tem se mostrado tanto uma ferramenta de engajamento quanto de resultados. Muitas marcas têm usado plataformas de live streaming para fazer tanto eventos abertos ao público quanto consultorias e atendimento 1to1. Por meio dessa tecnologia, a marca consegue, em meio à transmissão ao vivo, direcionar o cliente para comprar o produto no mesmo momento, na mesma plataforma. E como a construção de conteúdo é conjunta – marca e consumidor -, a conexão real é imediata. É a humanização do e-commerce. Algo tão desejado pelos varejistas nos últimos tempos.

Outra tendência que evidencia ainda mais a necessidade de presença digital e de forma que chame a atenção do consumidor é o “discovery shopping”, ou seja, um varejo de descobertas que acontece nas redes sociais. Durante a pandemia, ficou evidenciado que muitas marcas, antes desconhecidas, passaram a ganhar relevância justamente por uma presença digital mais massiva. O discovery shopping gira em torno de guiar a jornada e fazer com que a empresa vá aonde quer que os consumidores estejam procurando por descobertas e pesquisando por inspiração. Segundo dados da Euromonitor, 48% dos consumidores globais descobriram novas marcas usando a rede social – primeiro pelo Facebook e, em segundo lugar, pelo Instagram – uma prova de que consumidores cada vez mais digitais estão priorizando a mídia digital em detrimento da mídia tradicional como um meio de descoberta de produtos.

E, já que estamos falando de descobertas, cada vez mais a interação por voz com dispositivos inteligentes se faz presente e merece a atenção das marcas. A estratégia por voz é atrativa por simplesmente se utilizar de um comportamento que o consumidor já tem – é algo natural. É simplesmente uma conversa. Para os usuários iniciantes, pode ser um pouco disruptivo demais comprar produtos usando apenas a voz, mas a partir do momento que essa barreira inicial é quebrada, a conveniência fala mais alto. E, mais uma vez, a construção de uma relação pessoal altamente valiosa com o consumidor pode ser construída. O voice commerce não é apenas uma ferramenta para simplificar transações; ele passa a fazer parte da vida íntima do consumidor. A tecnologia ainda é recente e precisa ser aprimorada, mas isso tende a evoluir, e rápido.

Só nesse texto eu trouxe quatro exemplos de como tornar as compras mais divertidas e em todas elas a presença digital é que está no foco. Num momento de lojas fechadas e restrições de circulação, levar conexão e diversão para os consumidores pode ser a diferença entre a sobrevivência e a decadência de uma marca. Qual opção você vai escolher?

Lyana Bittencourt – 12 de março de 2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/03/12/compras-e-entretenimento-como-fazer-do-shoppertaiment-a-sua-estrategia-digital/

“H-commerce”, o novo momento do e-commerce: do desejo por conveniência às experiências humanizadas

Não é novidade que os consumidores recorreram com mais frequência aos dispositivos com conexão à internet para manterem suas rotinas em meio aos desdobramentos que marcaram a pandemia da Covid-19. Por meio de diversas tecnologias, eles criaram e aceleraram novos hábitos de trabalho, estudo, prática de exercícios físicos, socialização e também de compras.

Os lockdowns e os inúmeros protocolos de segurança, que impuseram severas medidas e restrições físicas e de contato, naturalmente ocasionaram a digitalização forçada das empresas e exigiram uma adaptação rápida das suas operações, uma vez que houve um aumento sem precedentes das vendas online no varejo. Dessa maneira, surgiu uma grande oportunidade para que os consumidores pudessem experimentar o canal digital para fazerem suas compras. E, com ela, a concorrência se tornou ainda mais acirrada nesse ambiente, também puxada pelo crescimento exponencial de outros canais, como super apps, D2C (indústria vendendo direto ao consumidor) e marketplaces.

O anseio por conveniência (encontrar, comprar e receber o item desejado de maneira ágil e pelo melhor preço) e segurança ao mesmo tempo permitiu que os clientes pudessem adquirir praticamente qualquer bem de consumo com apenas alguns cliques em múltiplos canais sem precisar sair de casa. De fato, eles ganharam ainda mais velocidade, variedade e autonomia.

Com esses avanços tecnológicos, as empresas buscaram ao máximo automatizar seus processos interpessoais, tornando-os mais ágeis e, ao mesmo tempo, reduzindo os custos operacionais. Por outro lado, os clientes também passaram a ter desejo pelas conveniências do mundo pré-pandemia. Eles começaram a sentir falta de algumas comodidades que eram despercebidas antes do abalo nos seus hábitos de compra, como por exemplo, falar com representantes humanos, ler rótulos e obter informações, tocar e experimentar produtos, entre outros. Ou seja, hoje em dia, almejam a agilidade do serviço automatizado, porém com experiências cada vez mais humanizadas.

Isso posto, mais do que nunca agora é necessário que as marcas pensem além da conveniência que o online proporciona, mas na experiência total do consumidor. É fundamental que elas tragam soluções para a ausência de toque e do atendimento físico como forma de um diferencial competitivo. As estratégias desse ambiente agora precisam ser baseadas e centradas no fator humano. Eis que surge então um novo momento para o e-commerce: o “h-commerce”. E esse termo nos mostra que por trás da relação cliente e empresa existem pessoas (H2H – human to human).

É importante salientar que esse movimento é consequência do atual comportamento do consumidor, que busca transparência, personalização, entretenimento, propósito e maior conexão com as marcas com que se relaciona. Desse modo, inúmeras novidades e ferramentas surgem todos os dias a fim de tornar essa jornada de compra digital mais pessoal, humanizada e colocando o cliente ao centro dos negócios. Assim, empresas podem (e devem) se apropriar, por exemplo, do social commerce (por meio do live shopping e conversational commerce), uso de influenciadores e especialistas como impulsionadores de venda, contato pós-venda, dentre outros.

Nesse sentido, o consumo de vídeos por meio de transmissões ao vivo vem ganhando cada vez mais adeptos. O live shopping, também chamado de live streaming, acontece quando a tecnologia de transmissão em tempo real é utilizada com o objetivo de realizar vendas. Essa é uma maneira de proporcionar engajamento e interações reais de uma marca com os consumidores, uma vez que, além de promover entretenimento, torna factível mostrar os produtos/serviços de uma forma muito mais dinâmica e autêntica ao exibir suas características, detalhes, diferenciais e utilidades. E, de quebra, ainda é possível responder dúvidas ou fazer perguntas e enquetes diretamente aos espectadores. Ademais, agregar influenciadores, chefs de cozinha, artistas e especialistas como condutores e impulsionadores de vendas nessas ações, pode contribuir para atrair mais seguidores, além de agregar conteúdo relevante para manter o engajamento e, é claro, gerar conversão.

Na mesma linha, o conversation commerce é o uso de plataformas de bate-papo (chat online, por exemplo), aplicativos de mensagens instantâneas e até mesmo interfaces de voz que permitem dar assistência de maneira humanizada durante o processo de compra ou até mesmo finalizá-la. Dentre as principais vantagens desse tipo de interação, podemos destacar: esclarecer as dúvidas do cliente em tempo real e otimizar o tempo de resposta e remover as barreiras que dificultam uma conversão, gerar oportunidades de vendas. Isso tudo permite promover uma sensação ao consumidor de que, mesmo a loja sendo virtual, é composta por pessoas.

Por conseguinte, o atendimento pós-venda não se resume obviamente à solução de problemas, mas envolve também a construção de elos de relacionamento entre a loja virtual e seus clientes. Ações de e-mail marketing para pesquisa de satisfação e até mesmo ações em redes sociais são ótimas formas de não só, saber sobre a experiência de compra na loja, como também buscar o aprimoramento dos processos envolvidos na venda.

Vale ressaltar também que conhecer cada cliente por meio de dados gera um relacionamento mais próximo, mesmo virtualmente, pois é possível prever e entender comportamentos, hábitos e preferências, mapear padrões, expectativas e saber quais são as “dores” naquele momento de vida, além de personalizar a comunicação. Ter a empatia por quem que irá consumir seus produtos ou serviços é também oferecer características completas, informações necessárias e transparentes, além da possibilidade de permitir comentários e avaliações de outros usuários para facilitar a decisão de compra. Além disso, unir tudo isso ao entretenimento pode trazer resultados surpreendentes no quesito da experiência.

Por fim, ao analisar o cenário atual em que o consumidor é protagonista e escolhe marcas que estejam alinhadas ao seu propósito, é fato que ele quer se relacionar com empresas que tornem a sua vida mais prática, conveniente, fácil e feliz por meio de relações cada vez mais humanas. Dito isso, manter o cliente, ou então, as pessoas no centro dos negócios, não é um conceito novo, tampouco uma moda passageira. Trata-se de uma questão de sobrevivência para as marcas.

 de Fernanda Dalben – 17 de fevereiro de 2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/02/17/h-commerce-o-novo-momento-do-e-commerce-do-desejo-por-conveniencia-as-experiencias-humanizadas/

QR Code e as possibilidades na publicidade

Criado na década de 1990, o Quick Response Code, mais conhecido pelo nome QR Code, baseia-a em um gráfico de duas dimensões (2D), capaz de, quando lido pela câmera de um celular, trazer à tona informações, como páginas da internet. As funções dessa tecnologia são múltiplas. Se na mídia impressa, por exemplo, pode revelar conteúdo extra, no mercado publicitário, é capaz de trazer, via embalagens, TV, pontos de venda e outdoors, as promoções e os detalhes de uma campanha. O QR Code, mais do que assumiu o papel de uma ferramenta de comunicação, passou a auxiliar na divulgação de marcas e no estreitamento da relação com os consumidores.

O QR Code permite a conexão entre o off-line e online (crédito: Pixabay/Pexels)

Segundo Edson Sueyoshi, vice-presidente de tecnologia e produção da R/GA, o QR Code ganhou, ainda mais, protagonismo no ano passado, com o início da pandemia do novo coronavírus e a ascensão das lives de entretenimento. Além disso, no Brasil, afirma João Vicente, head of growth strategy da Sapient AG2, a criação do mais novo meio de pagamento Pix, que promete realizar transferências em até dez segundos sem a interferência de intermediários, é mais uma das ações do mercado que tem ajudado a popularizar o QR Code. Por meio dessa opção de transação, é possível definir um valor fixo e usar o código em diversos pagamentos, como uma espécie de etiqueta do produto, e há a alternativa de inserção do valor pelo pagador. Mas, Edson destaca que “a familiaridade das pessoas ao uso da tecnologia já vinha num movimento crescente pré-pandemia, com carteiras digitais, ativadas nos pontos de venda”.

“Na publicidade, as possibilidades são infinitas, além das lives”, diz o head of growth strategy da Sapient AG2. Em 2028, quando a Nike abriu sua primeira loja Nike Live, em Los Angeles, por exemplo, foi concebido um armário inteligente com QR Code, responsável por dar vida a um sistema de reserva e retirada instantânea para membros do aplicativo NikePlus. Na TV, é possível encontrar campanhas de diversas marcas na grade. À exemplo, em 2020, durante o intervalo da novela Totalmente Demais, da Globo, a C&A entrou no ar com descontos oferecidos via QR Code, que conduzia o público à plataforma de e-commerce da marca.

Entre as vantagens de se aplicar a tecnologia na comunicação, está a conexão entre o ambiente off-line e online, capaz de levar o público de uma mídia tradicional para uma digital. Outro benefício é a criação de um identificador único, responsável permitir a construção de campanhas personalizadas. “Todo cliente que pode ser identificado pode ter um QR Code associado a ele em um sistema e leitores podem identificá-lo no mundo físico”, explica Edson. “Uma campanha estática de out-of-home tem pouco potencial de captação de dados, porém, quando direcionada para o celular através de um QR Code, abre a possibilidade de mensurarmos e capturar os dados relevantes dos mais diferentes targets impactados”, adiciona João.

Normalmente, diz João, o QR Code é utilizado para prover um conteúdo de apoio à comunicação principal. Além disso, pode ter outros objetivos, como informar, captar dados, surpreender, expandir conhecimento, ampliar outras frentes de contato com o cliente e fidelizar. “Se já levaremos uma pessoa a pegar o celular, abrir a câmera e apontar para a tecnologia, é preciso atender a expectativa de uma entrega de valor para o usuário. Se a mídia usada não é adequada para provocar essa ação e se o seu uso não tem um propósito claro, é inútil”, complementa o profissional da R/GA. É essencial definir claramente e mensurar para onde o QR Code vai direcionar o target.

As barreiras
As barreiras para introduzir o QR Code na publicidade estão, cada vez mais, menores, uma vez que a mídia massiva já normalizou a tecnologia. Na linha de pensamento do QR Code ser uma ponte de ativação do digital no mundo físico, seu princípio primordial é de facilitar o acesso a uma URL, que pode levar a um site ou a um identificador único, como no caso das carteiras digitais. “A barreira tecnológica que existia em um passado recente de problemas de conectividade, como número reduzido de smartphones ou a falta de conhecimento da tecnologia, já foram superadas nos grandes centros”, explica Edson.

Atualmente, a criação de QR Code é acessível para marcas e até mesmo pessoas físicas, uma vez que existem diversas aplicações na internet que criam código personalizado de forma gratuita. Mas, o profissional da Sapient AG2 aponta que é necessária a utilização de textos informativos e explicativos, que permitam aumentar o alcance e comunicar para um público mais amplo dentro de uma estratégia definida. Ademais, João destaca que os anunciantes precisam estar atentos a questões de privacidade de dados e compliance: “Por isso, a criação desses códigos com desenvolvedores parceiros é o recomendável, pois aí podemos ter total controle de todo e qualquer fluxo de dados gerado desde a concepção até as interações”.

Victória Navarro – 16 de fevereiro de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/02/16/qr-code-e-as-possibilidades-na-publicidade.html

E se colocar a loja dentro do vídeo?

Um movimento nem tão novo que você não possa ter ouvido falar nem tão consolidado que você não possa ter dúvidas sobre ele. Mas o fato é que o live commerce vai ocupar algumas das suas pautas de estratégia para os próximos anos.

E ele é importante não apenas pelo efeito novidade, mas pelos números que tem alcançado no mundo. O mercado de live commerce movimentou mais de US$ 140 bilhões no mundo e, no ano passado, mais de 500 milhões de pessoas fizeram compras por plataformas de live streaming só na Ásia – esses números são bem fresquinhos, foram divulgados esse mês na NRF.

Para você que está ainda sob o efeito da novidade e precisa saber mais do que se trata, basta imaginar uma live como as centenas que você viu durante a quarentena, associada ao e-commerce, com interação ao vivo dos consumidores com o hostess, além do adicional de se ter resultados instantâneos para a marca promotora. É uma verdadeira experiência de compra virtual interativa que no final das contas, além de trazer resultado, acaba por ao mesmo tempo ser divertida e engajadora para o consumidor. Tudo numa mesma experiência.

Tenho acompanhado esse movimento e para mim está muito claro: esse é o futuro de como as pessoas farão compras. Isso porque resolve um problema que o varejo ainda não tinha conseguido equacionar. Como trazer a humanização da experiência do mundo físico para o digital? Por meio da estratégia de streaming, o consumidor interage ao vivo, tira suas dúvidas, efetiva a compra em tom de conversa, de bate papo, extremamente pessoal, emocional, convincente.

Outro aspecto importante que dá força para o live commerce é que a pessoalidade da conversa faz com que quem assiste se sinta realmente presente e participante de tudo que está acontecendo. Enquanto a transmissão ao vivo de vídeo fornece o elemento de estar presente no momento, o bate-papo cria a conexão entre o host e o espectador, mas também o envolvimento entre outros espectadores. Ao compartilhar as percepções e opiniões a construção acaba sendo conjunta – consumidor e marca – de todo o processo.

E tanto engajamento só pode resultar em uma coisa: vendas.

É isso que tem chamado a atenção das marcas ao redor do mundo. E os modelos de aplicação também têm se multiplicado. Como é o caso da Esteé Lauder, marca de cosméticos premium que utiliza o live streaming tanto para uma venda mais constitutiva one to one quanto para a venda via eventos live. Até marcas como a Hering, no Brasil, têm utilizado o formato para engajar seus franqueados no lançamento de novas coleções. O formato pode ser adaptado para os diversos tipos de indústrias, portes de clientes e canais de vendas e é com certeza algo que veio para ficar pela flexibilidade e adaptabilidade.

Então, se você ainda não ouviu falar ou já ouviu, mas quer saber mais sobre isso, te convido a conhecer a StreamShop, plataforma de live commerce que o Grupo BITTENCOURT acaba de se unir. É um universo novo de oportunidades que se abre para varejo, franchising e indústrias, e ao qual tenho muito orgulho de estar dando visibilidade. Acesse: https://streamshop.com.br/.

Lyana Bittencourt é CEO do Grupo BITTENCOURT – 29/01/2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/29/e-se-colocar-a-loja-dentro-do-video/

“Varejo físico vai se tornar sistema de suporte para o e-commerce”, diz especialista

O futuro do varejo está tomando forma neste exato momento. A pandemia global acelerou sua chegada e tecnologias como drones e 5G estão tornando novas realidades possíveis, o que vai culminar em cidades mais inteligentes. É o que afirma Kate Ancketill, CEO da consultoria estratégica GDR Creative Intelligence, com sede em Londres, no Reino Unido.

“A calamidade que estamos vivendo apenas acelerou todas as coisas que sabíamos que precisavam acontecer no varejo”, afirma ela, para quem as mudanças rápidas pelas quais o setor passou desde o ano passado configuram uma “reinicialização total” do varejo. “Às vezes, são necessários eventos drásticos para nos obrigar a fazer o que sabíamos que deveríamos ter feito o tempo todo.”

Para ela, as vendas no varejo físico continuarão diminuindo em favor das compras online. Citando dados da KPMG, Kate diz que metade das vendas no varejo no Reino Unido será online em 2025 e que, até 2023, o país terá perdido 25% do varejo físico.

“Acho que temos de começar a aceitar que o varejo físico se tornará o sistema de suporte para o e-commerce. Isso não quer dizer que vai desaparecer, de jeito nenhum. Eu sou uma grande fã do varejo pelo tipo de experiências profundas que só ele pode oferecer. Acho que se trata de integrar o comércio e melhorar o atendimento.”

Kate Ancketill foi uma das palestrantes da NRF 2021: Retail’s Big Show, maior evento de varejo do mundo, que tradicionalmente é realizado em janeiro em Nova York, nos Estados Unidos. Neste ano, por causa da pandemia, a NRF foi dividida em dois capítulos, ambos com palestras virtuais. O primeiro terminou na semana passada e o segundo será em junho.

Varejista online busca criar experiência física

A especialista destaca que, ao mesmo tempo em que o varejo, uma indústria principalmente presencial que oferece experiências palpáveis se transforma num negócio online, players que atuavam exclusivamente online agora estão buscando espaços físicos “para preencher lacunas de experiência”.

No ano passado, a marca de cosméticos Avon, mais conhecida por sua estratégia de venda de produtos por meio de representantes independentes em comunidades ao redor do mundo, abriu um “playground de beleza” de dois andares em Los Angeles chamado de Studio 1886, uma referência a ano de fundação da empresa.

“Por que eles acham que precisam de uma loja física? Um dos motivos é que eles a desejam como um espaço comunitário para seus representantes e clientes”, afirma Kate.

Outros exemplos incluem marcas online que abrem pequenas lojas, às vezes sem funcionários, em shoppings centers. A ideia é mostrar produtos – ocasionalmente em vitrines ou displays – que os consumidores comprariam online.

Quais inovações vieram para ficar?

Ao mesmo tempo, os varejistas tradicionais estão buscando alavancar a internet para estender a experiência na loja. Uma das formas de se fazer isso é por meio do live streaming, uma transmissão ao vivo feita em vídeo em que os compradores podem receber atenção individual dos profissionais do varejo.

Em 2019, a Amazon lançou o Explore para apoiar pequenos varejistas e outras empresas interessadas em oferecer aos clientes experiências transmitidas ao vivo. “Pode ser um personal shopper, um guia turístico ou um especialista em alguma habilidade específica”, explica a CEO da GDR Creative Intelligence.  Atualmente, por US$ 10, por exemplo, os fãs de calçados podem ter acesso a um personal shopper da Thursday Boot, cuja única loja física fica na cidade de Nova York.

“A questão é: quais dessas inovações que chegaram rapidamente ao mercado durante a pandemia permanecerão conosco por muito tempo?”, questiona a consultora. E ela mesmo responde. “Qualquer coisa que esteja respondendo aos ‘três P’s’ [profit, planet and people, ou lucro, Planeta e pessoas]. Se todas essas três modalidades estiverem sendo atendidas, é provável que tenha longevidade.”

A explicação está no fato de que as inovações voltadas para as pessoas melhoram o atendimento de pedidos e trazem conveniência aos consumidores. De outro lado, com mais compradores tornando a sustentabilidade um fator em suas decisões de compra, as marcas que oferecem inovações voltadas para o Planeta são beneficiadas com credibilidade. E, é claro, eles têm que manter seus lucros enquanto avaliam seus passos.

25/01/2021 –  Erica Valério – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/25/varejo-fisico-vai-se-tornar-sistema-de-suporte-para-o-e-commerce-diz-especialista/

Primeiro quiosque do Magalu é montado no Central Plaza Shopping, em SP

Três novas operações passaram a integrar o mix de quiosques do Central Plaza Shopping, localizado na zona leste de São Paulo. Dentre as novidades, está o Magazine Luiza, maior ecossistema pra compra e venda do Brasil, que montou o primeiro quiosque independente da marca, focado na venda de celulares e localizado próximo ao corredor da Praça de Alimentação.

Além do quiosque, o shopping já tem uma loja-âncora do Magalu, que oferece mix completo de produtos aos consumidores. A unidade está localizada no acesso 10, próximo à entrada da linha Tamanduateí do metrô.

Há ainda as novas operações da Chilli Beans e da Aq Concept. Localizado no corredor central, o quiosque da Chilli Beans oferece variedades de produtos em óculos de sol, armações para óculos de grau, relógios, entre outros acessórios. Já a unidade da Aq Concept está no corredor em frente ao cinema e apresenta uma variedade de marcas e modelos no segmento de acessórios para celulares, como capinhas, películas e suportes diversos, entre outros.

Redação – 04/01/2021 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/01/04/primeiro-quiosque-do-magalu-e-montado-no-central-plaza-shopping-em-sp/

As tendências de marketing digital para 2021

Entre os próximos passos de desenvolvimento do setor, estão, shopstreamings, brand avatars, microcomunidades e dark social

Impulsionamento de vendas, ajuda na tomada de decisões, conhecimento de mercado, identificação de concorrentes, definição de público-alvo, criação de persona e investimento em mídias adequadas são alguns dos benefícios oferecidos pelo marketing digital às marcas. Em conversa com Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital e da graduação em Publicidade e Propaganda da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), e Diego Carmona, chief visionary officer da Leadlovers, o ProXXIma reuniu algumas tendências de marketing digital para 2021.

O marketing digital auxilia marcas a atingirem seu público-alvo da melhor maneira possível (crédito: reprodução)

Shopstreamings
O intuito de unir vendas à tecnologia de transmissão ao vivo, presente até então exclusivamente na TV, chegou à internet brasileira. A solução shopstreaming, que ficou conhecida neste 2020 por misturar a oferta de produtos e serviços em tempo real no ambiente digital com influenciadores, vai ser, ainda mais, utilizada por grandes marcas. “A tendência é que, em 2021, esse novo formato se desenvolva e ganhe mais corpo e aspecto de entretenimento”, diz Eric.

Social commerce
A integração de lojas virtuais à mídias sociais define o social commerce. A associação permite que o usuário interaja com o conteúdo oferecido pela marca, bem como classifique a qualidade de produtos e atendimento, deixando disponível comentários, compartilhamentos e outros recursos de redes sociais. O social commerce é ideal para quem deseja saber mais sobre um produto novo, por exemplo. Segundo levantamento da Salesforce, 72% dos consumidores costumam compartilhar experiências boas que tiveram em uma compra e 62%, experiências ruins. Para Diego, as vendas diretas sempre foram um grande canal de distribuição. “Mas, com os atuais problemas de emprego e renda, grande parte das pessoas vão descobrir o potencial do social commerce”. Em 2020, empresas, como Magazine Luiza e Ponto Frio, dedicaram-se a criar e melhorar estruturas de apoio às suas redes.

Aplicativos para desenvolvimento pessoal
Deve crescer o interesse por serviços que ofereçam alguma oportunidade de desenvolvimento pessoal, diz Eric. “O consumo desenfreado por pura ostentação já não atrai mais. Agora, a tendência é consumir aquilo que, de alguma forma, pode favorecer seu desenvolvimento ou cuidado pessoal”, explica. Uma empresa que vende equipamentos de ginástica, por exemplo, poderá oferecer para quem compra seus produtos um plano gratuito em aplicativo para aulas e treinos de atividade física. Quem comprar um apartamento pode ganhar uma assinatura de aplicativo de culinária, que oferece aulas assistidas por um sistema de inteligência artificial para ensinar aos novos moradores como tirar melhor proveito da sua varanda gourmet.

Brand avatars
Influenciadores digitais vieram para ficar e as marcas já se aproximaram deles. “Agora, é a vez das próprias marcas criarem seus influenciadores digitais”, afirma o coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital e da graduação em Publicidade e Propaganda da FAAP. Inspirado em influenciadoras artificiais como Lil Miquela, o Magazine Luiza remodelou a proposta da sua personagem Lu, que deixou de ser apenas uma garota propaganda e ganhou ares de influenciadora digital. Nessa mesma linha seguem Casas Bahia e Natura e, em 2021, mais marcas devem adotar a tendência.

Segmentação e automação
As empresas que se preocupam com segmentação e personalização saem na frente na corrida pela atenção do consumidor. “Por mais que o seu negócio atraia um público com interesses em particular, as pessoas são únicas e diferentes. Mas, a mensagem transmitida, muitas vezes, passa a ser a mesma, porque não há um trabalho para saber o nível de experiência e consciência de cada seguidor”, explica o profissional da Leadloves. Para mudar esse cenário, é preciso compreender a jornada de compra do cliente. “Aí, entra a importância da segmentação para uma comunicação assertiva. A automação de marketing possibilita isso, para quem usa da maneira certa”, diz. Conexão, mesmo à distância, será, cada vez mais, a chave para crescer no mundo digital, em 2021 e nos próximos anos.

E-mail marketing
Há tempos, as redes sociais e outras plataformas de comunicação entraram em cena. Com isso, muita gente pensou que o e-mail fosse morrer. Porém, ficou claro, afirma Diego, que os usuários sentiriam resistência em falarem com marcas via opções mais privadas, como WhasApp, Messenger e Telegram. “As empresas perceberam que o e-mail continua sendo a melhor forma de comunicação, no digital. Grande parte disso se dá por ser uma forma de não construir uma casa em terreno alugado, propiciando independência no digital”, afirma o chief visionary officer da Leadlovers. Em 2019, de acordo com a Statista, havia 3,9 bilhões de usuários de e-mails, número superior a uma das maiores redes social do mundo, o Facebook. “Além disso, com a chegada da Lei de Proteção de Dados (LGPD), o número de spams e envios não solicitados nos e-mails irão diminuir drasticamente. Isso é ótimo, pois abre espaço para que empresas sérias, com listas autorizadas e preocupadas em construir relacionamento com seu público”, adiciona.

Compras via celular
Por conta da pandemia e da menor presença da população nas ruas, o consumo no ambiente digital aumentou. “Mas mais do que isso, vários outros hábitos mudaram. Isso tudo aliado à chegada de maneiras mais fáceis de compra, como a autorização pelo smartphone e o novo Pix”, diz Diego. Em apenas seis meses, a proporção de pessoas, no Brasil, que realizaram compras ou pagamentos via smartphone aumentou de 85% para 91%, entre aqueles que acessam a internet pelo aparelho. Os dados são da pesquisa sobre m-Commerce e m-Payment, feita pela Panorama Mobile Time/Opinion Box, entre 10 e 21 de agosto deste 2020, com pouco mais de 2 mil brasileiros. “As pessoas tendem a comprar, cada vez mais, de forma mais impulsiva, já que não existe mais toda aquela burocracia antiga para a fechar a compra. Para quem tem cartão e aplicativos de bancos, nunca foi tão fácil abrir e tirar dinheiro da carteira”, afirma o profissional.

Curadoria e microcomunidades
O descontentamento crescente com os efeitos negativos do uso das redes sociais, como a polarização, a desinformação e os problemas de saúde mental, farão as pessoas adotarem um olhar ainda mais crítico. Os consumidores irão preferir envolverem-se em comunidades de nicho e mais restritas, capazes de oferecem a impressão de segurança, afirma Eric. “Nesse contexto, serão valorizados todos os movimentos de curadoria, em que as pessoas buscarão o apoio de influenciadores, especialista ou marcas para lhes ajudarem a separar o joio do trigo no mundo das redes”, diz.

Chatbots
Os chatbots, sistemas de inteligência artificial que interagem com usuários por meio de mensagens de texto ou fala, estão sendo, cada vez mais, usados por empresas de diversos setores. A tecnologia permite que marcas respondem às perguntas de clientes, forneçam suporte técnico e, até mesmo, realizem vendas. De acordo com pesquisa publicada na Chatbots Magazine, 69% dos consumidores preferem interagir com chatbots, por conta de sua habilidade de respostas rápidas para perguntas e problemas simples. “Basta ver o sucesso da Siri e da Alexa, por exemplo, para constatar esse fato. Concomitantemente, as empresas buscam acelerar seus processos de atendimento, relacionamento e vendas. O nosso tempo nunca foi tão valioso. As pessoas têm pressa”, avalia Diego. Por isso, diz, em 2021, mais marcas irão migrar para a inteligência de canais de comunicação automatizados.

Dark social
Dark social é toda comunicação, feita em plataformas sociais, e é privada, ou seja, que não pode ser monitorada pelas marcas e agências. As mensagens que circulam via WhatsApp e as direct messages do Instagram são exemplos para esse termo. “2021 é o ano em que marcas deixarão de usar esse espaço só como um canal de atendimento ao cliente”, afirma Eric. O dark social fará parte das campanhas de comunicação, com estratégias especificamente criadas para estimular a propagação da mensagem da marca dentro de canais privados

Victória Navarro – 4 de janeiro de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/01/04/as-tendencias-de-marketing-digital-para-2021.html

Natura inaugura loja com novo conceito arquitetônico

A Natura lançou, em julho, um novo modelo de loja. A novidade busca oferecer uma experiência de compra que equilibra o atendimento de consultoras de beleza com autonomia e liberdade para o cliente conhecer os produtos. Kits de presentes e perfumaria estão entre os destaques do lugar, assim como uma ampla oferta de produtos em variadas faixas de preço para atender a diferentes necessidades.

Natura

Localizada no Shopping Taboão, no município de Taboão da Serra (SP), a nova loja tem 88m² e segue todos os protocolos recomendados de saúde e higiene – incluindo máscaras para atendentes, álcool em gel, distanciamento social e ausência de testers. Para evitar aglomerações, também não houve evento de inauguração. O lançamento da loja estava previsto para o primeiro semestre, mas foi adiado devido à pandemia.

A grande oferta de opções de presentes, com extensões das linhas de perfumaria, é um destaque do novo modelo, que também contará com produtos para o corpo, maquiagens, itens faciais e para cuidados com os cabelos.

O novo formato de loja chega ao mercado quatro anos após a entrada da marca no varejo. Desde então, a Natura reuniu aprendizados e experiências pela implantação e gestão de quase 500 lojas, entre próprias e franquias. Paula Andrade, vice-presidente de varejo da marca, explica que o novo modelo de loja foi inspirado no mesmo look & feel das já conhecidas lojas de shoppings, mas com soluções modulares que tornam o espaço mais flexível e escalável.

“O novo modelo de loja tem perfil versátil que permite mudanças conforme os lançamentos do portfólio e datas comemorativas. O design e a tecnologia estão à serviço da experiência do consumidor. Da mesma forma, o conceito facilita a implementação em diversas regiões do país”, explica a executiva. O novo conceito é assinado pela Kube Arquitetura, escritório especializado em projetos arquitetônicos para o varejo.

Redação – 25/12/2020 – Natura inaugura loja com novo conceito arquitetônico | Mercado&Consumo (mercadoeconsumo.com.br)