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Leroy Merlin comemora sua aposta em conteúdo no Youtube

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Os hábitos de consumo e a forma como as pessoas se comunicam e se relacionam com marcas vêm sofrendo profundas mudanças em tempos de redes sociais. No varejo, a inovação deixa de ser apenas um diferencial competitivo e passa a ser ingrediente fundamental para a expansão dos negócios. Nesse cenário, a Leroy Merlin celebra a superação da marca de 60 mil inscritos, em apenas nove meses, no Casa de Verdade, canal da marca no YouTube, desenvolvido pela divisão de brand publishing da Webedia, com produção nos estúdios da Massiv, em São Paulo, por uma equipe exclusiva de dez profissionais.

Luther Peczan, CEO da produtora digital Massiv, conta que desde o lançamento do canal, em março, o número de inscritos foi conquistado apenas com crescimento orgânico. Na análise do engajamento dos 127 vídeos produzidos e postados na plataforma, Peczan destaca a fidelidade do público e o fato de que 75% das visualizações virem de pessoas que acessam diretamente na página do canal. “A própria plataforma também considera o conteúdo muito relevante já que os 25% restante vêm das recomendações do próprio Youtube”, afirma o CEO de Massiv. Os vídeos tiveram taxa de retenção média acima de 60% e aprovação de 98% nos likes. Os dados mostram ainda que 63% do público é feminino; e que 64% têm entre 25 e 44 anos.

O projeto é uma extensão da comunicação de varejo da rede com a participação dos influenciadores Karla Amadori (canal DIYCore), Paloma Cipriano, o comediante Lucas Salles e Paulo Biacchi, com o enfoque nos temas decoração, reforma e construção. A finalidade é aumentar a relevância digital da marca Leroy Merlin e torná-la dominante nesse território. “A marca já é bem reconhecida e associada aos temas-alvo no Brasil, onde as lojas são vistas como modernas e inovadoras. Ainda há, porém, o desafio de aproximar a marca do público mais jovem, algo que os novos canais digitais fazem por excelência nos tempos atuais”, explica o Paulo José, executivo da Leroy Merlin.

Participações especiais de convidados, como os atores do Parafernalha, que participaram em cinco vídeos, também ajudaram a ampliar o público do canal. “O novo posicionamento, que dá nome ao canal, nos associa a um ambiente agradável, acolhedor e inspirador para todos que desejam fazer da sua casa um ponto de grandes experiências e momentos inesquecíveis”, complementa Cirlene Gonçalves, gerente de Planejamento e Estratégia em Social Media da Leroy Merlin.

O CEO de Massiv explica que a metodologia desenvolvida pela Massiv é baseada em crescimento 100% orgânico e direcionada por uma estratégia de conteúdo com pilares claros e relevantes para a audiência almejada. “Escolhemos apresentadores que comunicam bem com o target da Leroy e aplicamos todo o nosso conhecimento técnico sobre o algoritmo e sobre o comportamento do público que consome conteúdo na plataforma”, diz Peczan.

O executivo da Webedia esclarece que a função da Massiv, desde seu lançamento em julho, tem sido a de fazer com que marcas se tornem publishers, criando conteúdo de qualidade para impactar seu público de forma direta e relevante, aumentando o brand love. “Trabalhar com uma marca como a Leroy Merlin, que entende o valor de criar conteúdo relevante para engajar com seu público de forma orgânica, é um grande privilégio. Acreditamos que aproximar o público através de conteúdo original que traga os pilares da marca, como nesse trabalho feito a quatro mãos, é o futuro para as marcas”, conclui Peczan.

Snapchat: por que é importante sua marca estar nele

Rede social é a nova queridinha do momento pelo público jovem, pertencente à geração dos Millennials. APP mostra como as empresas devem pensar suas ações daqui pra frente

Por Priscilla Oliveira | 16/06/2016

As redes sociais se tornaram um lugar nada confortável para muitas marcas atuarem, seja por anúncios ou páginas próprias. Todos os dias novas ferramentas são lançadas, mas quando o formato de uma delas surge com uma característica inovadora para os preceitos de Marketing, os gestores tem um novo desafio pela frente. É o que acontece com o Snapchat, que nos últimos 12 meses fez com que as empresas se desdobrassem em criatividade para atraírem o interesse dos jovens consumidores.

Formado basicamente pelo público de 13 a 34 anos, o aplicativo ganhou o coração dos adolescentes e configura entre a segunda rede mais acessada por meninos e meninas de 13 a 16 anos e a terceira entre quem possui entre 18 e 34 anos, segundo pesquisa da Comscore. Com 32% de envolvimento entre os jovens, o aplicativo fica atrás somente do Facebook, com 75,6% e do Instagram, com 43,1%. O APP do fantasminha fica à frente do Twitter, Pinterest, Google+ e Tumblr.

Tanta popularidade faz com que as marcas corram para estar onde há audiência, mas muitas ainda sequer sabem como e com quem falar. “Diferente de outras ferramentas, essa não permite uma publicidade tradicional, é preciso vender sem falar em venda. O produto ou serviço é coadjuvante, o que deve ser mostrado são os bastidores, ou seja, como é feito, maneiras de usar ou inserindo em uma conversa natural. O público que acessa essa rede já vem com um bloqueio contra empresas, então tem que saber conquistar o seguidor”, conta Fábio Ricotta, Cofundador da Agência Mestre e especialista em Inbound Marketing, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Desafios
As publicações no Snapchat são apagadas todos os dias automaticamente e esse se torna o grande atrativo do aplicativo. Em um momento em que internautas se questionam sobre a internet ser um grande baú, a ferramenta permite que tudo soe de maneira mais leve e despretensiosa. Além disso, a tendência por conteúdos que mostram o dia a dia faz desse meio um grande reality show capaz de influenciar seus espectadores.

Com isso, as empresas se veem desafiadas a construírem histórias sempre atrativas em suas publicações ou trabalharem sua imagem junto aos influenciadores desta rede. “O imediatismo do Snapchat muda a forma de comunicação das empresas com os consumidores. É algo mais ágil que Twitter, por exemplo. Quem não souber seguir esse ritmo será engolido pelo concorrente, já que os jovens buscam marcas que acompanham suas vidas”, conta Fábio.

Considerando que a população brasileira está envelhecendo, os protagonistas em estudos de consumo passam a ser as gerações “Millennials” e “Z”, justamente o público que acessa o aplicativo. Essa turma quer cada vez mais simplificar o processo e acelerar as respostas – 10 minutos é o tempo que eles julgam suficiente para ter uma resposta quando interagem com alguma marca, por exemplo, segundo a pesquisa Connected Life 2016, da TNS Brasil.

De acordo com o estudo, entre os pesquisados há claramente um compartilhamento de atenção entre TV e rede social em horário nobre e quem sabe aproveitar a oportunidade consegue conversão em compras. “O mesmo público que consome conteúdo na ferramenta também a publica comentando o que está fazendo no momento. Cabe às empresas se aproveitarem dessa integração de mídias”, pontua Fábio Ricotta.

Frequência
Diferente de outras redes sociais em que um conteúdo era trabalhado para ter a melhor apresentação, no Snapchat a espontaneidade dita o ritmo dos posts. Ainda assim, não é qualquer coisa que se deve ser publicada ou a qualquer momento. “Apesar de despojada, não é bom para uma marca arriscar sua reputação. É bom ter em mente o que publicará. Para quem está começando sugiro três snaps por dia – de manhã, à tarde e à noite”, conta Fábio.

A linha do tempo da ferramenta prioriza quem foi o último a publicar, por isso o usuário não deve ficar muito tempo ausente da rede. A máxima “Só é lembrado quem é visto” é presente no aplicativo. Um bom dia ou boa noite, por exemplo, faz com que o internauta saiba que o perfil está ativo. Se a comunicação for feita de maneira criativa, a tendência é gerar um boca a boca natural que fará a marca ser procurada.

Se parece complicado para uma empresa pensar em estratégias em uma conta própria, os influenciadores digitais podem ajudar. “As celebridades têm recebido muitas ofertas de marcas que querem atuar no Snapchat, porque postam suas rotinas e os fãs querem participar da vida deles. É menos trabalhoso para elas fazer uma inserção quando há uma campanha em andamento do que alimentar um perfil e o retorno é certo”, conta Celso Fortes, Diretor executivo da agência Novos Elementos, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Evelyn Regly, blogueira, youtuber e usuária de SnapchatUso de influenciadores
Usuária de diversas redes sociais e youtuber de sucesso, Evelyn Regly credita à sua espontaneidade ao crescimento de sua influência na internet. Com quase dois milhões de seguidores no Youtube e no Instagram, a carioca aborda temas do cotidiano e até polêmicos utilizando do humor. Mesmo nas ações comerciais, o tom da jovem mantem-se igual o que agrada ao público e marcas. “Não finjo ser o que não sou e nem procuro falar de uma forma diferente da que eu falaria normalmente, isso faz dos posts algo mais leve do que já são no Snapchat. Costumamos pensar que por ali ser deletado não precisamos levar em consideração, mas é um trabalho e precisamos encarar como tal”, afirma Evelyn Regly, blogueira, youtuber e usuária de Snapchat, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A parceria entre empresas e influenciadores esbarra em uma situação delicada: ainda não há uma ferramenta oficial que reúna e mensure as métricas dos snaps, por isso a confiança na escolha do perfil tem que vir em primeiro lugar. “Quem já faz sucesso em outras redes tende a ter o mesmo sucesso no aplicativo, por isso as marcas buscam esses nomes quando querem realizar ações”, conta Celso.

Democrática, a ferramenta pode abrir caminhos para pequenos, médios e grandes empreendedores. “Faço parcerias com todo tipo de negócio, basta que eu me identifique. Nem escolho apenas aquele que paga por anúncio, mas quem faz um bom trabalho e eu curto, acabo falando sobre ele, mas é preciso que a empresa tenha uma história por trás de seu produto, até mesmo para que eu possa falar dela”, conta Evelyn.

O potencial do mercado de Influenciadores Digitais é tema de estudo publicado no Mundo do Marketing Inteligência. Conteúdo exclusivo para assinantes.

A força dos influenciadores digitais

Novos queridinhos das marcas, as web celebridades ensinam às empresas uma nova maneira de se comunicar com o público e mostram que investir em nicho é fazer mais com menos

Por Roberta Moraes | 19/04/2016

Eles produzem conteúdo nas redes sociais, têm um grande número de seguidores, são majoritariamente jovens e se transformaram nos novos queridinhos das marcas. Os influenciadores digitais ganham cada vez mais espaço no mercado e já começaram a sair do ambiente virtual para passar mensagens nas mídias tradicionais. Com uma reputação construída graças a muita postagem em seus canais oficiais e interação com o público, eles começam a criar uma nova relação entre consumidores e empresas.

Eles estão presentes nas principais redes sociais como Youtube, Instagram, Snapchat, Twitter, Facebook, Mentions, Periscope, além dos blogs autorais, mas rotulá-los como youtubers, instagramers, bogueiros ou vlogueiros já ficou ultrapassado, eles são produtores de conteúdo e ajudam as marcas a se conectarem com seus públicos, por isso, o título “influenciador digital” é o mais adequado à profissão. Com a força que a internet ganha a cada dia, eles já deixaram de ser tendência para se consolidar como mais um canal para disputar uma fatia do orçamento do plano de comunicação e Marketing das organizações.

Para este ano, espera-se que as empresas invistam 30% a mais neste tipo de estratégia, segundo levantamento da BR Media Group. “Os influenciadores já são uma realidade para o público há bastante tempo, mas as empresas começaram a se dar conta disso agora. Esse profissional pode mudar a visão que as pessoas têm e levar a marca para lugares onde a televisão não levaria”, pontua Renato Giannini, Especialista e Professor de Pós-Graduação das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), em entrevista ao Mundo do Marketing.

Foco em nicho
Com uma grande penetração em determinadas áreas, o investimento neste tipo de canal pode representar a consolidação do “fazer mais, com menos”, que virou mantra das empresas em tempo de recessão econômica. Com perfis que falam exclusivamente para públicos específicos, o investimento em alguns canais das redes sociais ajuda as marcas a dialogar com quem realmente é de interesse. “Todo mundo já entendeu que o nicho merece ser investido porque ele converte muito com menor investimento e o ROI é muito maior”, reforça Ariel Alexandre, CMO e Cofundador do Celebryt´s, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Focar em nicho, no entanto, vai muito além de saber sobre qual tema o perfil se dedica. “É preciso entender quem é o público-alvo do influenciador para tentar adequar o produto. As pessoas são múltiplas e com isso surgem várias possibilidades. Mais importante do que saber qual é o segmento do influenciador, é conhecer a audiência dele para saber se tem os mesmos interesses do anunciante. Um canal de humor, por exemplo, pode impactar o segmento de beleza”, explica Giannini.

Tão importante quanto escolher um influenciador que tenha um grande público é saber se ele realmente tem aderência com o tema escolhido. Este ativo, inclusive, é o que o concederá a reputação necessária para se tornar, de fato, uma autoridade no assunto. É o caso da influencer Camila Coutinho, do canal Garotas Estúpidas, que no fim de 2015 lançou uma coleção para a Riachuelo. Já a Colgate convocou a blogueira de moda e maquiagem Camila Coutinho para ser garota propaganda nos canais digitais para promover o creme dental Luminous White Advanced

Celebridades digitais
A participação dos influenciadores em campanhas que ultrapassam os limites da web já se tornou uma realidade e reforça que não há formas definidas para o conceito de celebridade neste universo. A operadora de telefonia Vivo aproveitou a fama da vlogueira Jout Jout, que tem quase 800 mil assinantes no canal do Youtube Jout Jout Prazer e vídeos com mais de dois milhões de views na campanha #pegabem. No mesmo segmento, a Oi também apostou na notoriedade de Windersson Nunes em uma série de comerciais.

Essas iniciativas mostram que a internet é apenas mais um canal de entrada, que graças ao grande número de usuários impacta também a mesma audiência de outras mídias. “As pessoas estão cada vez mais conectadas e os grandes influenciadores têm a mesma autoridade que as celebridades tradicionais. Este movimento está tão forte que percebemos uma ação contrária, cada vez mais as mídias tradicionais, como revistas e emissoras de TVs, contam com a participação dos influenciadores digitais em sua programação para aumentar a audiência. Essa é a prova de que os influenciadores saíram da internet e já estão em todos os lugares”, pontua Renato Giannini.

Esse movimento reforça que os consumidores estão mais exigentes. Antigamente, a participação de celebridades em campanhas deixava claro que podia se tratar de personagem, o empréstimo de uma imagem para comunicar algo. Com os influenciadores isso é bem diferente. Como o principal produto deles é a opinião, as pessoas esperam que eles realmente tenham experimentado e aprovado o que estão divulgando. E isso traz alguns aprendizados para as empresas. Como na vida real ninguém usa apenas uma marca, neste segmento é comum não haver contrato de exclusividade.

Produção de conteúdo
Além de estarem mais livres para trabalhar com mais de uma marca do mesmo segmento, o que dificilmente acontece com artistas, por exemplo, este profissionais, em geral, também têm autonomia para produzir o conteúdo para as marcas. E isso faz toda a diferença na aderência do material divulgado. “É importante que o conteúdo esteja alinhado com o influenciador para que fique mais crível e que haja engajamento. Em geral, as marcas apresentam um briefing para o gestor do canal, que ficará responsável pela confecção do conteúdo”, explica Celso Forster, CEO e sócio da BR Media Group, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A liberdade, inclusive, é um dos grandes diferenciais neste mercado. Muitas empresas que trabalham fazendo a ligação entre influenciadores e marcas preferem não agenciar os produtores de conteúdo para poderem indicar o perfil que mais estiver alinhado com a necessidade da empresa. Com este foco, a BR Media Group desenvolveu a ferramenta Celebrity Tools, que identifica o perfil ideal para cada campanha. A plataforma oferece informações sobre a área de influência de cada perfil e podem ser encontradas pessoas de várias áreas como blogueiros, modelos, esportistas, artistas, chefs de cozinha entre outros.

Tão importante quanto saber em qual perfil investir, é necessário definir quais são os objetivos da empresa na hora de definir uma estratégia apostando nos influenciadores digitais. A aposta neste tipo de comunicação pode ser para apresentar um novo posicionamento, lançar produto, colocar uma hashtag no trending topics. “O mais importante é trabalhar com a verdade, pois a escolha do influenciador certo fará com que aquilo que ele esteja comunicando tenha credibilidade para o seguidor. Esta estratégia pode ser aproveitada para qualquer tipo de produto e tamanho de empresa”, acrescenta Forster”.

Marketplace de Youtubers
Para permitir que pequenas e médias companhias também se aproveitem deste tipo de comunicação, o mercado brasileiro conta com uma espécie de marketplace de youtubers, onde é possível encontrar influenciadores de todos os tamanhos e temas. A plataforma Celebryts usa a tecnologia para otimizar resultados e permite que o anunciante saibam os valores cobrados por cada tipo de conteúdo e a taxa de crescimento dos perfis, permitindo uma escolha assertiva e dentro das possibilidades de cada marca. “É possível fazer branded content com canais novos, mas que têm uma boa audiência para nicho determinado a partir de R$ 1.100,00. É uma entrada que a pequena empresa não sabia que existia”, reforça Ariel Alexandre.

O sistema é automatizado e intuitivo, funcionando como um e-commerce. “Quando o mídia começa a encontrar essas pessoas e seleciona os formatos, ele conclui o planejamento como se fosse um carrinho de compra. Em seguida é enviado um e-mail para os youtubers informando a proposta, que pode ser aceita ou não. Em caso afirmativo, o conteúdo pode ser encaminhado para a agência por meio da plataforma para ser aprovado pelo cliente e liberado para a publicação”, explica Alexandre.

O canal centraliza todo o processo de planejamento da ação desde o projeto inicial até após a publicação, avaliando o retorno para as marcas, sendo, inclusive, responsável por faturar o serviço e repassar o pagamento aos influenciadores. Inicialmente, a startup está atuando apenas com youtubers, mas o planejamento é que passe a contar com influenciadores de todas as redes sociais em breve.

https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/digital/36010/a-forca-dos-influenciadores-digitais.html

Vídeos Nativos: o que são e por que apostar neles?

 

O ano de 2015 foi o da publicidade em vídeo: o formato caiu no gosto dos consumidores, das agências de publicidade e trouxe resultados muito bons para os anunciantes. Visto a rapidez com que a tecnologia evolui hoje em dia, quem não investiu em vídeos digitais em 2015 já ficou para trás.

Mas calma, a tendência é que em 2016 a publicidade em vídeo se torne ainda mais popular, fazendo com que mais marcas adotem este formato de mídia. Segundo a BI Intelligence a receita de anúncios em vídeo digital atingirá cerca de US$ 5 bilhões em 2016, mais dos que os US$ 2,8 bilhões em 2013.

O desafio da popularização dos vídeos digitais na publicidade é a competitividade pela atenção do consumidor, são muitos anunciantes em uma única timeline. Grande parte (65%) das visualizações dos vídeos do Facebook acontece em dispositivos mobile, onde usuários passam pelas postagens distraidamente, parando por alguns momentos somente quando encontram algo que gostam.

Embora todo mundo esteja cansado de saber, vale lembrar que o mobile é a estrela da vez, simplesmente porque estamos o tempo todo com o celular na mão, ou seja, o anunciante que opta pelo mobile acompanha o seu público onde quer que ele esteja.

Pensando no ambiente mobile, as agências e os anunciantes estão adaptando os conteúdos de vídeos para a plataforma. Vídeos curtos de até 30 segundos geralmente apresentam uma performance melhor visto que captam a atenção dos consumidores de forma rápida.

É importante explorar diversos veículos em uma mesma plataforma, para que o vídeo do anunciante não se torne mais um na timeline do consumidor. Além das redes sociais, existem outros canais que entregam vídeos digitais de forma bastante eficaz e devem ser considerados no mix de mídia mobile, como os aplicativos de entretenimento, notícias e jogos.

A publicidade em jogos mobile faz parte de um segmento em crescimento no Brasil. A veiculação de vídeos em games tem se provado ser uma solução inovadora para conquistar a atenção dos usuários de forma imersiva e apresenta resultados excelentes quando considerados alcance e engajamento dos vídeos.

Um estudo feito pela IAB dos Estados Unidos aponta que, neste país, 22% das compras dos mobile gamers do sexo masculino são influenciadas por anúncios de vídeos dentro dos jogos. Porém, para acertar a estratégia de vídeo na plataforma mobile é preciso ter alguns cuidados. Segundo um estudo realizado pela Millward Brown, ter controle é o principal driver da receptividade à propaganda, ou seja, os mobilers querem ter o controle sobre o que escolhem dar atenção.

Entenda as vantagens da publicidade de vídeos em mobile games:

è Os jogos mobile foram pensados para que fossem acessados várias vezes por dia. Como não é possível prever quanto tempo cada usuário irá jogar em uma determinada sessão do jogo, os games foram desenvolvidos em torno de sessões curtas, ou seja, o usuário pode jogar durante três minutos em uma fila de banco ou durante uma hora sentado no sofá de casa. Um jogador faz em média cinco sessões diárias totalizando trinta e nove minutos por dia imerso no game. Ou seja, as marcas conseguem se conectar com seus consumidores várias vezes ao dia.

è Quando os jogadores estão imersos no game o mindset deles é positivo. No momento de diversão o cérebro está ativo produzindo dopamina e se a marca conversa com o consumidor neste momento a probabilidade da mensagem ser absorvida de forma assertiva é bem maior, aumentando assim o engajamento e criando uma impressão boa na mente do consumidor.

è Uma marca pode presentear os consumidores com algum benefício in-game que irá ajudar no avanço no jogo. Este formato é conhecido como vídeo nativo onde o próprio usuário toma a decisão de ver o vídeo e escolhe o momento mais adequado para isso, o que faz com que o anúncio não seja invasivo. O consumidor interage com a publicidade no intervalo entre uma fase e outra e normalmente, assiste ao vídeo até o final, visto que um benefício lhe será entregue.

Segundo um estudo da MMA sobre o comportamento mobile no Brasil, o que mais motiva um jovem a prestar atenção em uma propaganda é a possibilidade de ganhar algo em troca. Por exemplo, a Gameloft, um dos players neste segmento de publicidade mobile tem uma média de 82% de completed views nos vídeos nativos, ou seja, 82% dos usuários assistem ao vídeo até o final, pois querem/precisam da recompensa.

Não é por acaso que os vídeos nativos estão se tornando os queridinhos da publicidade online, afinal, eles geram uma reação positiva no consumidor, agregam valor à marca e o engajamento é bem maior. Se o objetivo é ter o conteúdo visto e visto em sua totalidade, esta é uma oferta que os anunciantes não podem deixar passar.

Artigo de Felipe Sartori, Country Manager da Gameloft Brasil

20/04/2016

http://www.adnews.com.br/artigos/videos-nativos-o-que-sao-e-porque-apostar-neles

 

 

Cinco dicas para seu canal bombar no YouTube

Canais próprios no YouTube têm mostrado ser o negócio do futuro: o número de canais tem crescido a cada dia com conteúdos diversificados e muito bem produzidos, revelando novos talentos. De acordo com Alex Carloss, diretor de entretenimento do YouTube, a plataforma é o melhor lugar para construir uma base de fãs. Não à toa, uma série de garotas já reúne milhares de seguidores em seus ‘encontrinhos’ Brasil afora.

Criar um canal é simples e não custa nada, inclusive pode render uma graninha extra, se o youtuber souber bombar o canal. Nelson Botega, sócio fundador da rede Snack, dá cinco dicas de como fazer seu canal dar certo no YouTube.

1.   Viva o assunto

Quando escolher o tema para o canal pense que apenas gostar de um assunto não é suficiente. Você tem que saber sobre o que está falando, tem que viver o tema, assim você consegue dar uma cara original ao seu canal.

2.   Autenticidade

Seja autêntico, tenha opinião e expresse. Você não deve filtrar o que pensa, quanto mais espontaneidade melhor.

3.   Amizades influentes

“Diga-me com que tu andas e te direi quem tu és”. Conhecem esse ditado? Pois é, no mundo digital não é diferente. Um youtuber influente anda com outros youtubers influentes. Seja amigo, compartilhe conteúdo.

4.   Muitos vídeos

Quanto mais vídeo você postar, melhor. Postar vídeo tem que virar um hábito para o youtuber, assim ele vai se desenvolvendo ao longo do tempo, pegando o melhor jeito de gravar, quanto tempo. Tenha um ambiente próprio para gravar seus vídeos, torne isso uma rotina.

5.   Paciência

É muito difícil bombar do dia para a noite, a não ser que você seja uma grande personalidade que todos queiram ver, independente do assunto. Como este não é o caso, seja paciente. Faça o canal para você. Diferente da televisão, em que a estreia é o momento mais importante, um canal no YouTube pode demorar até três meses para ganhar notoriedade.

Artigo de Nelson Botega, sócio fundador da rede Snack, que atualmente possui 13 canais no YouTube. Botega é publicitário por formação e acumula passagens pelas agências VML, Y&R, Garage Interactive Marketing e Euro RSCG

25 de Agosto de 2015 · Atualizado às 11h13

http://www.adnews.com.br/artigos/cinco-dicas-para-seu-canal-bombar-no-youtube