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Dia Mundial do Café em casa | Nespresso incentiva experiências completas no digital

Para comemorar o Dia Mundial do Café,  a Nespresso impulsionou ações personalizadas para coffee lovers no ambiente virtual. A bebida faz parte do DNA do brasileiro e vem despertando curiosidade dos clientes mais exigentes quanto à qualidade dos grãos, formas de criar receitas ou harmonizações com alimentos e, até mesmo, questões relacionadas à sustentabilidade e uma cadeia do café mais positiva.

Confira abaixo algumas das ações elaboradas pela marca com o objetivo de proporcionar uma experiência completa em cafés, mesmo no conforto de casa: O lançamento celebra o aniversário de debutante da Nespresso no país, são 15 anos de operação no Brasil, que é o segundo maior bebedor de café do mundo e o maior fornecedor de cafés verdes para a marca.

Vertuo como um dos grandes lançamentos em cafés do ano para o mercado nacional: Boutique em Casa. Esse serviço de streaming ao vivo da Nespresso nasceu no ano passado no Brasil e tem como objetivo promover Masterclasses e tirar dúvidas de consumidores sobre variados assuntos. De segunda a sábado, das 10h às 18h, Coffee Experts ficam online, em vídeo, interagindo com consumidores e apreciadores de cafés por meio de chat.

Essa foi uma alternativa desenvolvida pela marca para trazer o espaço e o atendimento personalizado das Boutiques para a casa de forma 100% gratuita e segura. Basta acessar o link http://www.nespresso.com/br/pt/boutique-em-casa e conferir as programações ou tirar suas dúvidas sobre o universo dos cafés. Hoje, acontecem aulas especiais em celebração ao Dia Mundial do Café. Playlist Especial no YouTube Com base em todo o conhecimento de Coffee Experts da marca, a Nespresso produziu pequenas séries informativas sobre todos os aspectos da cadeia de cafés em seu Youtube. Nas playlists é possível entender mais sobre tipos de torra ou mesmo conhecer o caminho do café até a xícara, passando por aspectos como sustentabilidade e a qualidade dos grãos.

É possível acessar todos esses conteúdos, confira:https://www.youtube.com/embed/i7dgch4v4fU?feature=oembed

Tour Virtual Centro de Reciclagem

Um dos grandes compromissos da Nespresso está na reciclagem de cápsulas de café. A marca desenvolveu o seu próprio maquinário de separação do pó de café do alumínio que não envolve água, visando um menor impacto ambiental. Nesse momento, as visitações ao espaço estão interrompidas, porém é possível conhecer essa ponta da cadeia por meio de um Tour Virtual.

Confira: http://www.nespresso.com/br/pt/sustentabilidade/reciclagem/tour-virtual

Aproveite a data para repaginar o seu cantinho do café com a nova Nespresso Next Vertuo, a mais recente e exclusiva tecnologia da marca que permite a extração de estilos diferentes de cafés em tamanhos maiores e um crema extremamente generoso. O novo sistema Vertuo e seus cafés estão disponíveis a partir de 26 de abril nos canais oficiais da marca – nas Boutiques, no site, no aplicativo ou pelo telefone 0800 7777 737.

Nicole Fanti Siniscalchi – 20/04 – https://adnews.com.br/dia-mundial-do-cafe-em-casa-nespresso-incentiva-experiencias-completas-no-digital/

Como a pandemia faz crescer o D2C – Direto ao Consumidor

Os tempos atuais e os futuros só fazem estimular a propensão das indústrias e as marcas ampliarem suas alternativas para chegarem diretamente ao consumidor final. Esse é outro movimento estratégico global que já tinha seu crescimento estabelecido e que a pandemia e suas consequências só fizeram acelerar ainda mais todo o processo.

Porém com mudanças significativas na ambição das propostas.

A Unilever com suas lavanderias compartilhadas Omo e as franquias Passa Fácil e a P&G com as franquias das lavanderias Ariel, ambos projetos recentes, são apenas dois exemplos dessa diferente ambição e proposição das marcas chegarem ao consumidor final por novos e inovadores caminhos. Assim como o sucesso do projeto das lojas de carnes da Swift da JBS. Ou as lojas de tintas com serviços de pintura da Sherwin-Williams, também existentes no Brasil, mas que já são mais de 4.600 nos Estados Unidos.

Sem falar no impressionante sucesso da Nespresso, com suas lojas-conceito e a participação das vendas de cápsulas pelo e-commerce da própria marca com seu Clube Nespresso.

E se quisermos ampliar a visão estratégica desse movimento será também preciso recordar os modelos totalmente integrados de O Boticário e Cacau Show que criaram campeões nacionais no mercado internacional, como as maiores redes de lojas franqueadas de marcas em suas categorias.

Na lógica básica estrutural desse movimento a necessidade, mais do que o desejo, de se aproximar do consumidor final para melhor entendê-lo e atendê-lo, além da conexão direta, estrategicamente mais interessante, e a possibilidade de melhoria da rentabilidade do negócio ao reduzir a intermediação de todo o processo. Sem falar na possibilidade da criação de novos modelos de negócios integrando produtos e marcas com serviços para entregar solução.

Mas tudo isso já era conhecido e em processo de expansão global e também local.

A pandemia acelera e potencializa esse movimento pois, de um lado, concentra ainda mais poder nas mãos das grandes redes de varejo, em especial as mais avançadas no digital e, de outro, torna mais fácil o acesso ao consumidor, exatamente pelo crescimento de participação do canal digital no total das vendas de produtos e serviços.

E reforça a importância da conexão direta com o consumidor antes que ele se torne ativo estratégico para outros operadores que, pelo conhecimento profundo, permanente e estruturado dos hábitos, atitudes e preferências desses consumidores podem atendê-lo com alternativas de produtos e marcas sob seu controle.

Para explicar melhor. As empresas de entregas conhecem hoje muito melhor em muitos aspectos, incluindo locais de demanda, forma, comportamento da demanda, preferências de pagamento e outros vários elementos sobre os consumidores de McDonald’s, Bob’s, Burger King e todas as demais empresas de foodservice do que as próprias marcas que tratavam algumas dessas informações nas operações nas lojas. A pandemia embaralhou esse jogo.

Mas não só com relação ao foodservice.

Os marketplaces conhecem muito mais sobre preferências e desejos dos consumidores em sua jornada de compra digital, cada vez com maior representativa nas vendas gerais, do que as marcas e fornecedores de produtos e serviços.

Além das facilidades para entrar na distribuição direta através do canal digital esse caminho ainda permite um conhecimento contínuo e estruturado pelo uso de instrumentos de mensuração e monitoramento com uso de inteligência artificial e outros elementos mantendo nas marcas e fornecedores um ativo estratégico fundamental representado pelo conhecimento e conexão com os consumidores.

Se o movimento estratégico das marcas para chegarem aos consumidores finais de forma direta já era uma realidade pré-pandemia, esse processo tomou outra dimensão, muito mais relevante durante esse período de contingenciamento de deslocamentos e se tornará ainda mais importante na nova reconfigurada realidade, especialmente pelo crescimento inevitável do uso dos pagamentos digitais no futuro próximo.

E nesse aspecto é sempre importante lembrar o que esse conhecimento estruturado pelo monitoramento dos pagamentos digitais na China trouxe para os Ecossistemas Alibaba e Tencent, permitindo sua tentacular expansão para outros negócios, serviços e marcas, muito além de seus negócios iniciais.

A combinação desses fatores envolvendo todos esses elementos permite prever que os papéis e representatividade dos agentes de mercado no cenário pós-pandemia será significativamente diferente do que aquele que tínhamos no período anterior. E vale muito refletir estrategicamente sobre tudo isso pois é só uma questão de tempo.

 de Marcos Gouvêa de Souza – 3 de agosto de 2020 – https://mercadoeconsumo.com.br/2020/08/03/como-a-pandemia-faz-crescer-o-d2c-direto-ao-consumidor/

Nespresso inaugura em São Paulo a primeira loja com novo conceito global

Por Imprensa Mercado & Consumo - 

A Nespresso inaugurou esta semana, em São Paulo, a primeira boutique com um novo conceito de operação que será replicado mundialmente pela marca. “A loja pretende por o cliente no centro do serviço oferecido a ele”, explicou Claudia Leite, gerente de cafés e sustentabilidade da Nespresso no Brasil. A nova unidade está localizada na Rua Oscar Freire, um dos endereços mais nobres da capital paulista.

Entre as transformações do modelo de loja da companhia está o uso de tecnologia. “Teremos uma mudança de caráter arquitetônico que facilitará a movimentação. Serão retirados os balcões e o atendente poderá acompanhar o cliente com um tablete apresentando os produtos”, disse Claudia.

O design da boutique foi feito pelo arquiteto português Gonçalo Silva. Na decoração procura-se destacar a preocupação com sustentabilidade da companhia. Os tampos das mesas, por exemplo, são produzidos com uma mistura de borra de café e resina. Ao fundo, há um bar para degustação dos produtos. Nesse espaço, o cliente terá oportunidade para aprofundar seus conhecimentos. Praticamente, teremos ações gratuitas de hora em hora. São masterclasses, atividades conduzidas por um especialista”, disse Claudia.

A loja também manterá o aprendizado sobre os cafés da empresa como um dos objetivos da operação, como era feito anteriormente na unidade Nespresso Expertise Center, que ficava localizada na Rua Padre João Manuel, também no Jardim Paulista, mas que foi fechada em julho de 2018.

Na unidade, os consumidores poderão conhecer a origem dos grãos utilizados nas cápsulas e saber algumas curiosidades sobre a produção dos itens da marca. É possível também saber mais sobre o programa de reciclagem da Nespresso.

O espaço receberá quatro tipos de workshops com duração máxima de 20 minutos. Nas palestras serão apresentados diferentes temas relacionados ao universo do café, como origens, intensidades, aulas de degustação e preparação de diferentes bebidas que usam o café como base.

O piso superior da loja contém um ateliê para a realização de oficinas, onde os consumidores poderão, por exemplo, abrir as cápsulas para conhecer o pó do café e saber as alterações pelas quais ele passa em contato com o ar. “Falaremos de maneira mais profunda, mas não somos uma escola e não daremos certificados. É para conhecer com mais detalhes a bebida que tomamos”, explicou Claudia. Em um primeiro momento, este espaço funcionará apenas para convidados.

https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/01/11/nespresso-inaugura-em-sao-paulo-a-primeira-loja-com-novo-conceito-global

Reviver o Nescafé vira prioridade da Nestlé

A Nestlé quer revigorar o interesse em uma de suas marcas mais antigas, o café instantâneo Nescafé.

O crescimento nas vendas da respeitada marca desacelerou, à medida que mais consumidores compram máquinas de café em cápsula — incluindo a linha Nespresso, da própria Nestlé — que faz café expresso com conveniência semelhante ao preparo do café solúvel. Em muitas regiões, uma nova geração de bebedores de café que se acostumou com a bebida preparada por redes de cafeterias, como a Starbucks Corp., SBUX -0.08% considera o café instantâneo sem gosto.

Animar as vendas do Nescafé é uma prioridade para a Nestlé, que não cumpriu uma meta importante de receita no último ano fiscal. A marca é a maior da Nestlé e serve de âncora para a categoria de bebidas líquidas e em pó da gigante suíça, que produziu uma receita de US$ 22,8 bilhões em 2013. Analistas estimam que o Nescafé é responsável por cerca de US$ 13,5 bilhões, ou 59%, do faturamento da categoria e cerca de 20% do lucro operacional da empresa, de US$ 15,61 bilhões.

“Ele é uma pedra angular para a companhia”, diz Patrice Bula, responsável pelo marketing da Nestlé. “É um dos produtos fundadores de nossa empresa e um símbolo para a Nestlé.”

A Nestlé, que é sediada na cidade suíça de Vevey, criou o mercado de café instantâneo em 1938, quando lançou seu primeiro produto da linha Nescafé. Depois da Segunda Guerra Mundial, o consumo de Nescafé se espalhou para a França, Inglaterra e outras partes da Europa. Soldados dos Estados Unidos que serviram no exterior introduziram o produto aos americanos quando voltaram para casa. Atualmente, o Nescafé é vendido em 180 países.

A ascensão de uma cultura de café na Europa e nos EUA, no entanto, criou uma geração de consumidores mais exigentes em relação ao seu sabor e preparação. Muitos veem o café instantâneo — comum nas prateleiras da cozinha nas décadas de 60 e 70 — como coisa do passado.

Nos mercados em desenvolvimento, particularmente na Ásia, o café instantâneo ainda é visto como um produto de luxo e as vendas crescem mais rápido que na Europa e nos EUA.

“A percepção do café instantâneo ao redor do mundo é bem diferente”, diz Dana LaMendola, analista da firma de pesquisa de mercado Euromonitor International. “Na Europa Ocidental e nos EUA, ele é visto mais como uma commodity de baixa qualidade e substituto de outros tipos de café.”

A mudança no gosto dos consumidores tem afetado o Nescafé. A marca também sido desafiada por café solúvel de marcas rivais, como os vendidos pela gigante de alimentos Mondelez International MDLZ +1.79% Inc.. Outras empresas, como a Starbucks e a Food Empire Holdings Ltd., F03.SG 0.00% de Cingapura, também surgiram do nada para conquistar parte desse mercado.

A própria Nestlé compete com o Nescafé, vendendo suas máquinas Nespresso e cápsulas de café para o consumidor final através de uma rede de lojas próprias. O produto, que tem o galã de Hollywood George Clooney como garoto-propaganda fora dos EUA, é especialmente popular na Europa, onde os apreciadores de café preferem o expresso ao café coado preferido pelos americanos.

A marca Nespresso é responsável por uma receita de cerca de US$ 5 bilhões, estimam analistas, e tem crescido rapidamente nos últimos dez anos. Cápsulas como as do Nespresso estão começando a reduzir a popularidade do café instantâneo, dizem analistas.

A competição deve ficar mais acirrada. No mês passado, a Mondelez, a segunda maior produtora de café instantâneo do mundo, informou que está unindo sua operação de café com a DE Master Blenders 1753 BV, a terceira colocada.

No ano passado, a participação do Nescafé no mercado mundial de café instantâneo caiu para 44,3% ante um pico de 47% em 2004, de acordo com o Euromonitor.

A marca Nescafé também tem sido atingida. Desde 2009, ela já caiu 12 posições para o 37º lugar entre as marcas mais importantes do mundo, segundo a consultoria de mercado Interbrand. A marca Nescafé vale bem menos que a Coca-ColaKO +0.17% ou Pepsi, segundo a Interbrand, mas está acima da Starbucks. A Nestlé espera que essa queda possa ser contida.

A empresa planeja lançar uma campanha de marketing para revitalizar a marca de 76 anos de idade para atrair consumidores jovens, na adolescência, que estão começando a beber café. A sede suíça da Nestlé vai liderar a campanha para criar uma identidade global única para a marca, quebrando uma prática tradicional que permitia que as unidades locais cuidassem de sua própria publicidade.

A campanha, cujo slogan pode ser traduzido como “Tudo começa com um Nescafé”, contará com modelos jovens que aparecem bebendo Nescafé enquanto aprendem a tocar violão ou antes de sair para fazer exercícios.

Em uma aposta para atrair gente jovem, a campanha tem muitos componentes digitais em plataformas como o Facebook, FB -0.46% onde a empresa irá exibir um logotipo reformulado para o Nescafé utilizando um acento vermelho vivo na letra final para simbolizar inspiração e criatividade.

A Nestlé também espera atrair jovens clientes com produtos como o Shakissimo, um café com leite gelado pronto para beber que será lançado na Europa antes de outros mercados. E aproveitando a experiência do Nespresso, a empresa também lançará uma máquina para preparar Nescafé, chamada Nescafé Red Cup, na Ásia, como parte de um esforço para reforçar a presença da marca em um de seus melhores mercados.

“É uma marca que introduziu o café em muitos mercados”, diz Bula. “O Nescafé se tornou ‘o primeiro café’ de muitas pessoas e nós temos que fazer dele o ‘primeiro café’ das próximas gerações.”

 

(Fonte: The Wall Street Journal) – Mercado & Consumo – 26 Jun 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/mercado-consumo/reviver-o-nescafe-vira-prioridade-da-nestle

A transformação da marca no varejo e a incorporação das lojas-conceito

A crescente transformação de indústrias e marcas de consumo e também operadores de varejo é uma estratégia híbrida de marketing e distribuição que se espalha em todo o mundo e parece ter um elemento comum em todos os casos conhecidos: quem vai, não volta. Ou seja, quem implementa colhe resultados tão favoráveis que não mais retorna à condição exclusiva de produtor ou fabricante.

 

Os exemplos se multiplicam em todo o mundo e no mercado brasileiro.

Recentemente foi a Nestlé, que já opera redes de sorvetes em diversos países, que abriu a primeira boutique Kit Kat dentro da loja de departamentos Seibu, em Tóquio. No Japão a barra do Kit Kat é vista como símbolo de boa sorte. De maneira diferente, segue o modelo anteriormente lançado por HERSHEY’S  e M&M’s nos Estados Unidos, com lojas em alguns mercados, que criaram espaços diferenciados para seus produtos e sua marca, mesclando experiência, apresentação da linha completa e um ambiente lúdico para que o consumidor “tocasse” a marca e, ao mesmo tempo, a marca pudesse sentir o consumidor em tempo real e sem intermediários.

Esse movimento tem ocorrido por meio de lojas-conceito, com foco direto em venda, como parte da estratégia de marketing, de distribuição ou formato híbrido, mesclando as alternativas, mas também sendo utilizados outros canais como quiosques, catálogos ou no ambiente digital através do e-commerce.

Mas os exemplos globais são cada vez mais eloquentes, como as icônicas operações da Apple, que atua com diferentes canais, formatos e modelos de loja, como aquela na Grand Central Station e a loja na 5a Avenida, que tem a maior venda por m2 dos Estados Unidos, ambas em Nova York.

Ou todos os mais importantes fabricantes de artigos esportivos no mundo em lojas com diferentes formatos, diferentes modelos de negócio (próprias, franquias, licenciadas, concessões, etc) além dos canais digitais e, em alguns casos, com possibilidade de customização de produtos.

Bom exemplo também é a brasileira Havaianas do grupo Alpargatas que, depois de ser atropelada pela abertura de pontos de vendas exclusivos por revendedores, decidiu controlar a operação e espalha lojas pelo mundo todo focadas num só produto e suas variantes, também em alguns casos com possibilidade de customização.

Mas podem ser também citadas as lojas e canais exclusivos dos fabricantes de móveis e colchões que, de alguma maneira, reinventaram a distribuição dessa categoria no Brasil, envolvendo marcas como Todeschini, Ortobom, Rudnick, SCA e muitos outros e, em alguns casos, com segmentação de marcas para atingir diferentes mercados.

Mas talvez uma das mais emblemáticas iniciativas nessa área foi Nespresso que reinventou o negócio de café com suas cápsulas de uso único e que começou a operar em 1986 e hoje está presente em mais de 60 países através de mais de 300 boutiques de café, com preferem considerar, e representa 5% das vendas globais da corporação Nestlé. Foi a reinvenção de toda uma categoria a partir de um canal exclusivo e dedicado que criou um mercado estimado em US$ 12 bilhões globalmente do qual a Nespresso detém aproximadamente 50%.

No Brasil merece destaque também a iniciativa da JBS com o lançamento de suas lojas Swift de carnes, ampliando práticas que foram testadas anteriormente por Sadia e Perdigão, antes da fusão na BRF. Ou mesmo as lojas, quiosques e bares de marcas de cervejas, como os da Brahma.

No segmento de confecções, globalmente, a estratégia de lojas exclusivas dos fabricantes tem como um de seus ícones a marca Ralph Lauren, com lojas e boutiques que convivem, às vezes num shopping center, com áreas dedicadas em mais de uma loja de departamentos no mesmo mall.

Particularmente no Brasil, onde os fabricantes de vestuário e calçados não cuidaram convenientemente da criação de marcas de referência, a estratégia de criação de redes exclusivas tem sido usada para revitalizar o processo e Hering, Arezzo, Lupo, dentre muitas, talvez sejam bons exemplos, seguidos, nos últimos anos, por Dudalina que mudou de patamar ao lançar as coleções femininas e, ao mesmo tempo, adotar a distribuição em lojas exclusivas da marca.

Até mesmo no improvável setor de material de construção em que a iniciativa coube à Portobello no Brasil, com sua rede diferenciada de lojas, a Portobello Shop e, mais recentemente, as lojas de tintas, como Sherwin Williams, onde mais do que o produto também se vende a solução, ou seja, a aplicação correta e adequada.

Ainda mais recentemente, no Rio de Janeiro, a Tramontina, marca brasileira com ampla linha de produtos para casa e com operação em escala global, também lançou uma loja conceito para conseguir expor de forma adequada toda sua extensa linha de produtos, algo que alguns distribuidores no sul do país, já tinham tomado a iniciativa de fazer.

Da mesma forma no segmento de eletrônicos, além do caso citado da Apple, outras marcas como Samsung, Sony ou LG também partiram para a criação de lojas exclusivas, pontos de relacionamento da marca com seus consumidores. Da mesma forma como Garmin com suas lojas exclusivas de produtos nas mais diversas categorias ligados pelo uso do GPS.

A estratégia de canais exclusivos envolve os mais diferentes segmentos incluindo alimentação, vestuário, calçados, material de construção, alimentos, bebidas, móveis, artigos para casa e decoração, produtos eletrônicos e tecnologia, nos mais diversos canais, de lojas à internet, em diferentes modelos de negócios, de operações próprias a licenciamento e franquias, criando um universo de alternativas que estimulam essa proximidade com o consumidor e a criação de um canal exclusivo que, para muitos negócios, faz toda a diferença, para além do canal de distribuição, pela entronização nas empresas do foco no consumidor final e o redirecionamento estratégico do negócio.

 

Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral da GS&MD – Gouvêa de Souza – 03 Fev 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/momentum/a-transformacao-da-marca-no-varejo-e-a-incorporacao-das-lojas-conceito