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Natura inaugura loja com novo conceito arquitetônico

A Natura lançou, em julho, um novo modelo de loja. A novidade busca oferecer uma experiência de compra que equilibra o atendimento de consultoras de beleza com autonomia e liberdade para o cliente conhecer os produtos. Kits de presentes e perfumaria estão entre os destaques do lugar, assim como uma ampla oferta de produtos em variadas faixas de preço para atender a diferentes necessidades.

Natura

Localizada no Shopping Taboão, no município de Taboão da Serra (SP), a nova loja tem 88m² e segue todos os protocolos recomendados de saúde e higiene – incluindo máscaras para atendentes, álcool em gel, distanciamento social e ausência de testers. Para evitar aglomerações, também não houve evento de inauguração. O lançamento da loja estava previsto para o primeiro semestre, mas foi adiado devido à pandemia.

A grande oferta de opções de presentes, com extensões das linhas de perfumaria, é um destaque do novo modelo, que também contará com produtos para o corpo, maquiagens, itens faciais e para cuidados com os cabelos.

O novo formato de loja chega ao mercado quatro anos após a entrada da marca no varejo. Desde então, a Natura reuniu aprendizados e experiências pela implantação e gestão de quase 500 lojas, entre próprias e franquias. Paula Andrade, vice-presidente de varejo da marca, explica que o novo modelo de loja foi inspirado no mesmo look & feel das já conhecidas lojas de shoppings, mas com soluções modulares que tornam o espaço mais flexível e escalável.

“O novo modelo de loja tem perfil versátil que permite mudanças conforme os lançamentos do portfólio e datas comemorativas. O design e a tecnologia estão à serviço da experiência do consumidor. Da mesma forma, o conceito facilita a implementação em diversas regiões do país”, explica a executiva. O novo conceito é assinado pela Kube Arquitetura, escritório especializado em projetos arquitetônicos para o varejo.

Redação – 25/12/2020 – Natura inaugura loja com novo conceito arquitetônico | Mercado&Consumo (mercadoeconsumo.com.br)

Brastemp inaugura seu primeiro espaço conceito em São Paulo

 

10 de Fevereiro de 2017  

Brastemp

Segundo a empresa, o Brastemp Experience tem como objetivo aproximar os consumidores da marca ao proporcionar experiências e compartilhar conhecimentos, por meio de cursos e eventos focados, principalmente, no segmento de gastronomia. Com aproximadamente 668 metros quadrados, o espaço também propõe uma exibição diferenciada de produtos.

Além disso, o local conta com uma área para treinamentos com bancadas e duas cozinhas funcionais equipadas com a linha Brastemp Gourmand; uma sala museu com a história e evolução da Brastemp com exposição de produtos antigos, e ambientes temporais que serão reformulados de acordo com os lançamentos e estratégias da marca.

“É uma oportunidade de se conectar ainda mais com os consumidores mostrando o resultado superior que só a performance dos nossos produtos podem entregar”, explica Renato Firmiano, diretor de marketing da Whirlpool Latin America, dona da Brastemp.

O espaço, com concepção e criação da BFerraz, contempla ainda um local para experimentação da B.blend, primeira plataforma de bebidas em cápsulas all-in-one do mundo, e outra área com mesas de trabalho, dedicada a reuniões de arquitetos com seus clientes.

A Brastemp Experience terá uma programação de aulas de gastronomia abertas ao público a partir do dia 9 de fevereiro, que ficará disponível para consulta no site.

Serviço
Brastemp Experience
Rua Dr. Melo Alves, 651 – Jardins – SP
Funcionamento: de terça-feira a sábado, das 10h às 22h
www.brastempexperience.com.br

http://adnews.com.br/negocios/brastemp-inaugura-seu-primeiro-espaco-conceito-em-sao-paulo.html

Os novos caminhos das lojas de conveniência – NACs 2015

Na semana passada aconteceu em Las Vegas (EUA) a NACs Show, o maior evento de postos de combustíveis e lojas de conveniência no mundo. Por meio de diversas palestras e uma gigantesca feira de exposições, foram apresentados cases e tendências do mercado de lojas de conveniência que, assim como todo o varejo, está passando por uma grande transformação.

A NACs Show mostrou que o portfólio de produtos e serviços das lojas de conveniência estão ampliando e suas estratégias cada vez mais focadas em atender um perfil de consumidor mais diversificado, não só focado no motorista que vai abastecer, mas também em diferentes ocasiões de consumo.

Ao invés de buscar por produtos, o novo “consumidor de conveniência” está à procura de um local onde encontrará soluções. Algumas necessidades básicas, como abastecer e comprar alguma coisa para beliscar, continuam a existir. Porém, aumentaram as expectativas de como a loja deve oferecer e encantar o consumidor. Essas mudanças de expectativas estão estimulando o crescimento da categoria. O foodservice cresceu 4,4% no mercado americano e a abordagem junto aos millennials tornou-se importantíssima. Por serem jovens e com alto poder de compra, todo o varejo quer chegar até esses millennials, que ainda são exigentes na entrega das soluções e apresentam baixa fidelidade aos serviços que utilizam.

Ser uma loja limpa, segura e rápida já é o esperado por seus frequentadores e, hoje, devem provocar algo além disso. A partir deste cenário, ampliou-se a definição do que é uma loja de conveniência. Afinal, onde você poderia encontrar loja com um auto-serviço rápido, ao mesmo tempo com um serviço assistido com produtos frescos, combinando com uma forma personalizada e customizada para levar produtos para serem consumido em casa?

As lojas de conveniência estão se tornando um formato único no varejo e a oportunidade de captar esse momento é investindo em pessoas, produtos e produtividade. Aliás, uma das palestras mais concorridas foi a de revisão de processos para tornar a operação da loja mais leve e eficiente. Extremamente relevante para a realidade brasileira.

Mix renovado com produtos frescos
As lojas de conveniência continuam sendo um ponto central para quem quer ganhar tempo e comer algo rápido. No entanto, a preocupação com a saudabilidade e a busca por produtos saudáveis cresce a cada dia. Esta foi definitivamente a pauta principal da NACs. Na grande palestra de abertura oficial do evento, foram apresentadas as iniciativas que promovem uma melhor alimentação dos americanos. Esse caminho não é uma tendência, mas uma estratégia de longo prazo. A conveniência cumpre este papel fundamental para estimular e facilitar o consumo de comidas saudáveis. O slogan “Escolha saudável. Escolha fácil” é totalmente pertinente ao negócio da conveniência.

Dentro da estratégia de facilitar e estimular o consumo de produtos saudáveis, foram apresentados e discutidos a importância de se desenvolver toda a cadeia com o mesmo foco. Transformar as lojas de conveniência em um destino para aqueles que procuram por produtos frescos inicia no produtor, passando pela distribuição, chegando até a exposição na gôndola. Os consumidores continuam desejando alguma coisa para beliscar e eles irão consumir o que estiver com acesso mais fácil. Que seja opção mais saudável!

Como o conceito de lojas de conveniência é muito maior que somente atrelada aos postos de combustíveis, novas oportunidades de conveniência saudável surgem dentro de lojas de proximidades, farmácias, escolas, hospitais, hotéis, aeroportos e até em food trucks.

Integração pista – Loja de Conveniência
Um dos maiores desejos dos operadores de postos de combustíveis é converter o maior número possível do fluxo de consumidores que abastecem os carros e em compra dentro das lojas de conveniência.

Este caminho está sendo encurtado por meio da tecnologia. Nos últimos anos, as bombas de combustíveis ganharam inteligência e integração com as lojas e, hoje, através de aplicativos móveis, essa ligação incluiu o consumidor no processo.

Foram diversos exemplos que encontramos na feira. O consumidor pode utilizar aplicativos de comparação de preços online e em tempo real dos postos que estão próximos e ainda receber a orientação de como chegar em menos tempo até o posto com o menor preço.

Nos EUA, a maioria dos postos não contam com o frentista para auxiliar no abastecimento, abrindo a oportunidade para os aplicativos desenvolverem o papel de conexão e de realizar esse serviço. Com o celular, o cliente se conecta à bomba, escolhe a quantidade de combustível e libera o abastecimento. Enquanto isso ocorre, surgem na palma da mão, sugestões de consumo de produtos que estão dentro da loja. O cliente escolhe e paga via celular, o sistema é integrado com o caixa da loja e ele retira o produto escolhido mostrando o comprovante de pagamento no interior da loja.

Alexandre van Beeck (alexandre.beeck@gsmd.com.br) é sócio-diretor da GS&AGR Consultores.

TENDÊNCIAS DO VAREJO E CONSUMO – 20 Out 2015

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/tendencias-do-varejo-e-consumo/os-novos-caminhos-das-lojas-de-conveniencia-nacs-2015

Experiência do Consumidor

Desde há um bom tempo, muito se fala sobre a experiência do consumidor na hora da compra, mas pouco se aprofunda nesta questão. No Brasil, décadas atrás, experiência era oferecer uma loja bonita e bem arrumada para os poucos que podiam pagar muito por produtos ou uma loja minimamente organizada e com produtos baratos para a imensa maioria dos consumidores.

Hoje esta questão é muito mais complexa e não se remete pura e simplesmente ao status econômico. Para começar, quando se fala em consumidor é preciso considerar que este tem uma conexão através de diversos canais com as marcas e que a vivência em um pode ou não ser complementar a outro, ou ainda uma experiência inadequada em um canal pode comprometer todo o relacionamento com a marca.

Independentemente do canal utilizado, a experiência do consumidor se configura através de componentes racionais e outros emocionais. Dentre os racionais, podem ser destacados: a percepção de preço, as formas de pagamento, o produto em si no que tange à satisfação de suas necessidades, ao espaço físico no caso de uma loja, ou então à facilidade de navegação quando o canal considerado for digital e assim por diante. Normalmente estes quesitos respondem pelo cumprimento básico das obrigações e não podem ser desprezados sob pena de colocar em risco toda uma gama de atributos trabalhados de outra forma. Uma loja que apresenta constante ruptura de produtos compromete o seu posicionamento, por melhor que seja trabalhado. Uma loja que não cumpre prazos de entrega ajustados com o consumidor se distancia como uma das lojas possíveis para o consumidor. Este básico bem feito é fundamental.

Os atributos emocionais são aqueles que contribuirão especificamente para dois aspectos fundamentais: promover a diferenciação e gerar os efeitos mais relevantes desta experiência no canal de venda. É importante ressaltar que tudo se faz a partir dos aspectos racionais que são a ignição principal. A partir da existência da loja física ou então da loja digital é que tudo começa e que a experiência se consolida. Os aspectos emocionais vão incentivar no consumidor relações sensoriais que este terá com o ambiente físico do canal, com produtos, com reminiscências de marca, enfim com tudo o que diz respeito à satisfação de suas necessidades, sejam estas planejadas ou estimuladas.

O consumidor será convidado a explorar não apenas seus cinco sentidos como também exercitar toda a sua capacidade cerebral. A cada dia que passa crescem as oportunidades de utilizar os conhecimentos de neurologia e aplicá-los aos fundamentos do marketing moderno. A experiência deve considerar o que o consumidor vê, o que ele cheira, o que toca, o que ouve e até mesmo o que saboreia, tudo isto imerso em um caldeirão neural que irá por fim consolidar aquilo que passará a ser experiência de compra.

Parece simples colocar assim desta forma como se constrói a experiência de consumo, mas isto é algo extremamente difícil, face a tantas nuances e especificidades, e são poucas as marcas de produtos ou de varejo que conseguem propiciar algo relevante para o consumidor. Muitas vezes existe o equívoco de que é preciso ser sofisticado para oferecer uma experiência memorável ao consumidor e isto, definitivamente, não é verdade. As lojas da Apple, sinônimo de jornada memorável, apesar de primarem pelas suas localizações geográficas, resumem muita simplicidade na forma de apresentar seus produtos e interagir com os clientes.

Independentemente do tipo de experiência que pretende envolver o consumidor, o fundamental é que a marca, seja do produto, do serviço ou da loja mostre-se de forma natural, sem alterar suas propostas e posicionamento, além de dizer claramente ao consumidor que não evita esforços no sentido de fazer o melhor por ele.

Não existe experiência sem transparência. Não existe transparência sem uma proposta clara de valor. Não existe valor sem execução. Não existe execução sem planejamento. Tudo muito claro, mas tudo muito difícil.

Se a sua marca pretende empreender rumo a uma oferta de experiência significativa aos seus consumidores, prepare-se. Tem muito trabalho, muita cabeça para quebrar, alguns  inevitáveis erros para acumular a com eles aprender, além da necessidade de inovar constantemente, pois uma das poucas certezas é que a experiência, normalmente, tem prazo de validade.

Luiz Goes , sócio sênior de Inteligência de Mercado da GS&MD – Gouvêa de Souza. 14/11/13

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/de-olho-na-pesquisa/experiencia-do-consumidor

Showrooming: tudo indica que o bicho não é tão feio quanto parece

Há uns dois anos o ICSC – International Council of Shopping Centers aderiu ao coro formado por grandes varejistas, como Target e Best Buy, contra o comportamento de consumo apelidado de showrooming. Quer refrescar a memória?

Então vamos lá.

 

Estamos falando do movimento criado por consumidores que entram em uma loja física, testam os produtos e tiram dúvidas com o vendedor, antes de sacar do bolso um smartphone e checar os preços daqueles mesmos artigos em sites da internet, comprando online quando os preços são mais vantajosos. Para os shopping centers o fenômeno é preocupante, porque em teoria transfere vendas das lojas de tijolo e cimento para o comércio eletrônico, afetando diretamente as suas receitas.

O cenário tem ficado mais complicado nos últimos tempos porque o problema já não se restringe aos consumidores. Para piorar a situação, parte do varejo tradicional desistiu de lutar contra o showrooming e resolveu abraçar a ideia, convencido de que os ventos sopram mesmo na direção dos que apostam na estratégia omnichannel (uso combinado de vários canais). Para se ter uma ideia, este ano em sua campanha de Natal, a Best Buy posiciona suas lojas como ‘The Ultimate Holiday Showroom’ (algo como ‘O showroom definitivo de Natal’). Como você pode perceber, a Best Buy resolveu aderir à tese do‘se não pode vencê-los junte-se a eles’. Não é incrível?

É verdade que nem todos os varejistas embarcaram nessa. Marcas como a Williams-Sonoma, por exemplo, ainda procuram combater o showrooming por meio de produtos exclusivos, seja de marca própria ou de fabricantes conceituados, e também com a promoção de aulas e demonstrações de produto dentro das lojas. Isso tudo, claro, temperado pela política de price match, ou seja, cobrindo os preços praticados pelo e-commerce.

Porém, nem todas as notícias recentes são ruins para os shopping centers. A melhor delas veio de uma pesquisa da Columbia Business School, que depois de entrevistar 3 mil pessoas em três países diferentes, concluiu que apenas 6% dos consumidores que usam seus celulares dentro de uma loja possuem o firme propósito de completar a compra pela internet. Descobriu ainda que cerca da metade dos pesquisados faz comparação de preços e que muitos se limitam a utilizar o aparelho para obter mais informações sobre o produto, ler avaliações de outros consumidores e muitas vezes navegar no site da própria loja onde estão. A pesquisa mostra ainda que o showrooming é alimentado por preços baixos e promoções online. Já o que desequilibra a balança para o lado das lojas físicas são fatores relacionados à gratificação instantânea: vontade de levar o produto na hora, falta de paciência para esperar a entrega online e a conveniência de comprar na loja física.

A conclusão do estudo é de que o showrooming, no final das contas, não é um bicho tão feio assim. E que a natureza imediatista das pessoas, aliada ao prazer de fazer compras em lojas de verdade, ainda são poderosos aliados de lojas e shoppings. Apesar disso, não custa nada ficar atento, manter a guarda e seguir os passos da cartilha anti-showrooming: investir em bom atendimento e em experiências diferenciadas, de preferência baseadas em entretenimento, educação ou estética. Afinal, prevenir é sempre melhor do que remediar, não é mesmo? 😉

 

Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da GS&BW.

05 Nov 2013 – http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/shopping-centers/showrooming-tudo-indica-que-o-bicho-nao-e-tao-feio-quanto-parece