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Detalhes de como é o trabalho de Marketing Esportivo do McDonald’s

Nos últimos oito anos, o Marketing Esportivo ganhou mais notoriedade e investimentos no Brasil, resultado da nomeação como sede de dois dos maiores eventos do mundo – a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Apesar de ainda tímidas, algumas marcas começaram a estudar esse nicho para estarem inseridas no contexto que estava por vir. Muitas, até hoje, pouco participam de ações, por não enxergarem como a estratégia pode ajudar a gerar resultados.

Se antes a falta de conhecimento e dados do setor causava insegurança, agora a visão é diferente. Passada a primeira grande competição, os brasileiros já possuem uma bagagem e ajuda do mercado. Outro ponto fundamental no impulso às companhias de qualquer porte que querem se aventurar no ramo é a obtenção de informações seguras e inteligentes para embasar as ações, conter riscos e profissionalizar a atividade. A Nielsen enxergou a possibilidade aberta com a proximidade dos eventos e lançou, em 2011, a Nielsen Sports, unidade de negócios voltada exclusivamente aos esportes, que tem o objetivo de entender e aproveitar as oportunidades por meio de análises.

Ainda assim, há quem enxergue o Marketing Esportivo como algo fácil e leve de se trabalhar ou ainda feito apenas por quem lida diretamente com esportes. “Somos um restaurante com missão de servir comida. Quando existe um evento como a Copa do Mundo, que exige uma estrutura adequada de entrega, o dia a dia não é fácil. Muito do meu tempo não é dedicado ao esporte, é voltado à política, negociações, convencer os colegas e toda a liderança do que será feito. Todo dia é preciso provar algo, mas depois que é realizado todo mundo reconhece. Até chegar lá é complicado, as pessoas não entendem que a área requer planejamento para que tudo seja bem feito”, conta David Grimberg, Diretor de Marketing Esportivo do McDonald’s, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Trabalho consciente
Assim como qualquer outro projeto, atuar neste segmento exige dedicação e análise do desenvolvimento estrutural para garantir sua parte no orçamento da companhia. Um erro recorrente das empresas é a impaciência pela obtenção de resultados, ainda mais quando o evento está a um período longo de acabar, como é o caso dos Jogos Olímpicos de 2016, que já contam com patrocinadores lançando suas campanhas.

O trabalho de bastidores, pouco valorizado, só é lembrado na parte bem vista, como recebimento de credenciais, acesso a atletas e cadeiras especiais. “A grande parte do nosso trabalho é de muita dedicação. Quem quer entrar nessa área é bem-vindo, mas precisa saber que a vida não é fácil, ainda mais quando a marca não tem core business do esporte. É preciso matar um leão por dia e defender o seu orçamento”, conta David.

No Brasil, onde o desenvolvimento dessa área ainda tem muito a avançar, as iniciativas podem ser feitas mesmo distantes de algum calendário prévio. Isso porque o país possui diferentes competições – só no futebol são vários, como Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Campeonatos regionais. Há ainda modalidades em ascensão como a natação, vôlei e atletismo.

Foi justamente na corrida que o McDonald’s começou a sua campanha para os Jogos Olímpicos do próximo ano. “Por estarmos presentes em dois eventos em espaço bianual fizemos ações para estar na cabeça do consumidor a todo o momento. O gap entre um e outro permite esse elo. Realizamos uma corrida de rua na América Latina que ocorreu de forma simultânea. Ela inicia o calendário de ações para 2016, ao mesmo tempo em que trabalha nossa imagem com outros públicos”, conta David.

Objetivos concretos
Conseguir construir uma ponte entre todos os eventos a qual apoia precisa de dedicação e estudo, no entanto, não deve ser visto como algo difícil de ser feito. Em primeiro lugar, a empresa precisa saber o objetivo que ela quer patrocinando algum evento esportivo. No caso do McDonald’s, ao menos três pontos foram trabalhados na Copa do Mundo: lembrança e presença de marca (letreiros em campo), vendas (sanduíches temáticos) e experiência e vínculo emocional (crianças indo com atletas ao campo). A rede tem contrato de patrocínio com a Copa do Mundo da Fifa até 2022.

Já a corrida de rua, realizada anualmente, reforça a presença feminina em atividades esportivas. “A corrida é um ativo que damos muito carinho. A mulher é nosso público e a colocamos em um local onde elas possam ter iniciação à prática saudável junto à marca. Uma média de 15% das participantes tiveram sua primeira experiência em esporte conosco. Pra gente é um orgulho dizer que oferecemos isso a mais pessoas”, afirma David.

A partir de um objetivo definido, focar as mídias a serem trabalhadas é o passo seguinte. “Há uma pulverização das mídias, mas para cada uma de suas iniciativas deve haver uma estratégia. Com as crianças em campo, por exemplo, fizemos um concurso cultural e parceria com escolas públicas. A maneira de comunicar pode ser em qualquer tipo de mídia. Estabelecemos vínculos antes, durante e depois da Copa. Quando sabemos o porquê ter esses ativos, fica mais fácil avaliar de que maneira iremos trabalhar e que públicos atingir. Fazer essa análise fica mais fácil de entender que tipo de conteúdo deve ser trabalhado e como veicular.”, conta o Diretor de Marketing Esportivo do McDonald’s.

Para aqueles que pensam em atuar na área ou já estão nela sem ter certeza por qual caminho seguir, o conselho é analisar como a prática da companhia pode ser associada a algum esporte. “É possível ter comunicação total por meio do Marketing Esportivo e, a cada dia que passa, o patrocínio é fundamental já que precisamos de conteúdo e diferenciais. O que distingue hoje do concorrente são números ou relacionamento e lembrança? É preciso saber o que a marca quer. Essa é uma área estratégica também humana, é difícil sim fazer, mas quando envolve também o público interno, além do público, tem tudo para dar certo”, comenta Rafael Plastina, Especialista em Marketing Esportivo, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Por Priscilla Oliveira | 16/10/2015

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/34749/detalhes-de-como-e-o-trabalho-de-marketing-esportivo-do-mcdonald’s.html

Na verdade, o Digital é Live Marketing

O Live Marketing é com certeza um segmento da publicidade que vem pedindo passagem para mostrar seu potencial. Engajar o público através de situações vivenciadas por ele pode ser uma boa forma de aproximá-lo da marca.

Celio Ashcar Jr, VP da agência Aktuellmix, falou ao Adnews sobre a crise econômica, eventos esportivos como Copa do Mundo e Olimpíadas, entre outros assuntos. Confira na entrevista abaixo:

Como você descreve o atual momento da agência?

Estamos completando dois anos da fusão. Em 2014 foi o ano de estruturação de processos, equipes, formatos e posicionamento. Este ano está sendo um ano de consolidação. A estrutura está rodando 100% e estamos conquistando grandes resultados.   Nosso atual posicionamento é de fazer comunicação focada ao resultado do cliente e aproximando pessoas de marcas.  E este resultado pode ser alcançado através de um filme de TV, um evento, uma promoção, uma campanha de incentivo, guerrilha digital ou degustação no PDV.

Quais os impactos da crise nas ações de Live Marketing?

Não tem como negar que estamos atravessando um péssimo momento em nosso país. Mas não podemos “jogar a toalha”. Temos que encontrar oportunidades nas dificuldades. A crise está afetando todos os mercados, e claro que o Live Marketing também está sofrendo. Se o consumidor não estiver consumindo leva a entender que o anunciante não está vendendo e com isso reduzem investimento em marketing.

Qual a percepção da agência sobre os eventos que o Brasil vem recebendo (Copa, Olímpiadas)? Qual o impacto no segmento de Live Marketing? Como a agência está aproveitando esse momento?

Todo evento de relevância e repercussão mundial é importante para um país. Desde 2007 o Brasil está passando por um bom momento. Tivemos os Jogos Panamericanos, a visita do Papa, a Copa do Mundo e agora teremos os Jogos Olímpicos. Mas não importa apenas realizar, ter que realizar bem feito e otimizar o legado pós estes eventos.

Não vejo ainda uma preocupação com o legado. Temos que entender que os investimentos realizados para estes eventos devem permanecer para a população. Estivemos atuantes na Copa do Mundo com alguns clientes e já estamos atuando para os Jogos Olímpicos. Temos uma equipe de mais de 30 colaboradores focados na operação para Rio2016.

Como o digital ajuda na interação do Live Marketing?

O digital é fundamental para as ações de Live Marketing. Na verdade o Digital é Live Marketing. Hoje em dia para ter uma aproximação efetiva entre pessoas e marcas temos que atuar em todos os pontos de contato. Quantas vezes o consumidor vai ao supermercado por dia?  Quantas vezes o consumidor acessa a internet por dia? Portanto o ambiente digital é fundamental e nos entrega respostas imediatas para desenvolvermos estratégias de atuação.

Quais os diferenciais que o Live Marketing agrega na estratégia de uma marca?

Vou responder através de nossa missão: “Despertar percepções únicas, transformando a relação entre pessoas e marcas”.

Qual case de sucesso você destaca entre os trabalhos já feitos pela Aktuellmix? O que você acredita que levou o trabalho ao êxito final?  

É difícil eleger um case único de sucesso. Pois cada case tem objetivo e uma meta a alcançar.  Temos uma enorme área de Incentivo que são cases que não aparecem ao grande mercado, mas geram enormes resultados aos clientes. Mas se tiver que escolher um case atual de sucesso, destaco o “Cadê C&C”. Em 2014 ganhamos a conta de comunicação 360o de C&C. Fizemos todo o planejamento de comunicação que envolve ponto de venda, endomarketing, relação com o mercado, tabloides, campanha online e offline entre outros. Hoje temos no ar uma campanha estrelada pelo casal Bruno Gagliasso e Giovana Ewbank que vivem situações reais do dia-a-dia. O conceito de vida real vai além. As cenas foram gravadas na própria casa onde os atores vivem e a C&C é mostrada como a solução para os problemas da casa do casal. O Call to action é “Tá esperando o quê?”.

Redação Adnews – 14/10/2015

http://www.adnews.com.br/live_marketing/na-verdade-o-digital-e-live-marketing

7 estratégias de Marketing que se consolidaram em 2014

Na Era da internet, tudo muda muito rapidamente: o comportamento e as prioridades dos consumidores e, consequentemente, os desafios que surgem diante das empresas. Algumas estratégias tornaram-se peças chave para marcas inovarem na forma como lidam com seus clientes ao longo de 2014.  As ferramentas não são novas, mas se consolidaram, alcançando um número maior de companhias neste ano.

Os food trucks e drones rapidamente se espalharam por diversas cidades, dando mobilidade ao serviço de restaurantes e à entrega de produtos. Já a Copa do Mundo favoreceu os investimentos em Marketing esportivo. Durante o evento, as ações de Real Time Marketing, que comentavam os acontecimentos e os resultados dos jogos nas redes sociais, também ganharam força. Conheça mais dessas e de outras estratégias que ganharam corpo ao longo do ano, descritas em ordem aleatória.

Design Thinking
Nenhuma marca mais tem dúvida do poder que está nas mãos de consumidores, que não hesitam em ir ao Reclame Aqui e às redes sociais contar experiências ruins com produtos e serviços. Eles também já não estão mais satisfeitos em aceitar as ofertas de modo passivo, querem ter voz e poder de influência naquilo que compram. Muitas companhias perceberam na metodologia do Design Thinking um modo de tirar suas próprias verdades e demandas do centro para colocar o cliente nessa posição privilegiada.

Esse novo modelo mental de solução de problemas busca desconstruir todas as respostas que o mercado já dá aos desafios diários, vai a campo vivenciar o que realmente falta à experiência das pessoas e escolhe alternativas, que são prototipadas e testadas a todo o momento, para minimizar riscos. Todas as fases favorecem que o pensamento criativo aflore entre aqueles que foram escolhidos para desenvolverem o projeto, equipes essas que costumam e devem ser multidisciplinares. Positivo, Natura e Coca-Cola são algumas das empresas que já adotaram a metodologia em seus projetos.

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Marketing esportivo
O país do futebol sempre deixou muito a desejar quando o assunto é Marketing esportivo. Os investimentos ainda ficavam restritos à visibilidade da marca na camisa dos atletas e nas arenas esportivas. Mesmo com o pessimismo gerado pelo movimento do “não vai ter copa” surgido durante as manifestações de 2013, a realização do mundial no Brasil serviu de aprendizado para as empresas, tanto com ações que deram certo, quanto com outras que não se saíram tão bem assim.

No ranking das marcas mais associadas ao campeonato, organizado pela Hello Research, a Coca-Cola ocupou a liderança, seguida pela Nike, que não é patrocinadora do evento, mas da Seleção Brasileira. A marca de refrigerantes montou um ambiente com experiência sensorial a poucos metros de um dos portões do Maracanã, estádio do Rio de Janeiro, com imagens, essências e sons que remetiam ao torneio de futebol. A criação do espaço é da Plusmedia.

A Nike também investiu em um ambiente voltado para os amantes do futebol, a Casa Fenomenal. Os visitantes tinham a oportunidade de vivenciar experiências como calçar as recém-lançadas chuteiras de cano médio Magista e Mercurial Superfly, sendo desafiados por um painel digital a completar exercícios. Para demonstrar seu apoio à equipe, os visitantes tinham à disposição um estúdio fotográfico e a camisa canarinho, para que cada um pudesse tirar sua foto. O registro era enviado ao time de Felipão como forma de motivação.

Um ponto fraco das marcas em geral foi a lenta resposta, nas redes sociais, à derrota da Seleção para a Alemanha, por sete a um. Os aprendizados devem ser aplicados em 2016, quando as companhias voltarão a aproveitar o momento esportivo durante as Olimpíadas. Segundo especialistas, as patrocinadoras já deveriam ter iniciado as ações ainda este ano, logo após o fim da Copa, mas pouco ainda é visto no mercado.

Real Time Marketing
A Copa do Mundo favoreceu também os investimentos em Real Time Marketing. A Coca-Cola e o Itaú foram dois dos patrocinadores que montaram estruturas voltadas para as respostas rápidas e conversas nas redes sociais. Essas equipes precisaram lançar mão do improviso e da criatividade para aproveitar o timing dos comentários e o hábito multitela dos espectadores dos jogos.

A bola fora do jogador uruguaio Luís Suarez, que mordeu o zagueiro italiano Giorgio Chiellini durante o mundial, foi um prato cheio para marcas ao redor do mundo explorarem ações em tempo real, mesmo as que não tinham qualquer relação com o evento. A Negresco enviou uma caixa com várias unidades do biscoito para o jogador. O propósito era dar ao atleta outra opção mais gostosa para que ele pudesse morder nos quatro meses em que ficaria suspenso. Um vídeo elaborado pela Publicis Brasil mostrou o preparo de envio. Assista:

Drones
As pequenas aeronaves não tripuladas também se tornaram ferramentas de Marketing, sob controle de empresas, durante o ano de 2014. O termo drone, usualmente mencionado em discursos militares, foi parar no vocabulário corporativo. A Skol aproveitou a tecnologia para mostrar ao público imagens do carnaval registradas de um novo ângulo. A empresa utilizou o aviãozinho para captar momentos dos seis dias de folia em diversas cidades brasileiras.

Já a Tecnisa incluiu o uso de drones em suas obras para registrar o andamento das construções e oferecer aos clientes a possibilidade de acompanhar os trabalhos por meio de fotos e vídeos aéreos. A franquia de padaria drive-thru Pão To Go começou a testá-los no seu serviço de entrega. O pão francês e outros produtos chegaram à casa dos clientes por meio de aviões não tripulados comandados por controle remoto.

A camisaria Colombo, por sua vez, levou manequins para as alturas para divulgar as promoções da Black Friday. A marca promoveu um verdadeiro desfile de moda aéreo na Vila Olímpia, em São Paulo. Tanta adesão acabou chamando a atenção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que é responsável por controlar o espaço aéreo. Ainda são poucos os drones que têm licença para voar e falta regulamentação para o uso das aeronaves. Assista ao resultado da ação da Colombo.

Food Truck
Já os food trucks receberam liberação para rodarem em São Paulo este ano e já tomaram a cidade com pratos gourmet. A nova legislação abriu caminho para as marcas apostarem nos restaurantes sobre rodas. Eles se assemelham à tradicional comida de rua apenas em sua localização. O cardápio reúne ingredientes premium e refeições reconhecidas da gastronomia de diversos países, indo do tradicional ceviche peruano, aos hambúrgueres gourmet, paellas e sanduíches espanhóis com ramón (presunto).

No Rio de Janeiro, ainda sem regulamentação específica, permanecem restritos a eventos especializados, localizados em áreas privadas, como o Planetário e estacionamentos de supermercados. Para impactar o público e atrair para a experimentação ainda no primeiro contato, os empreendedores adotam identidades visuais chamativas, inusitadas e alinhadas com os produtos vendidos. A ideia é que o carro, principal ativo da empresa, já sirva de divulgação por si só.

Inbound
Os investimentos em inbound Marketing também se consolidaram ao longo de 2014. A estratégia utiliza conteúdos explicativos e várias vezes didáticos para qualificar futuros clientes e identificar a melhor maneira de atingir cada público relacionado à empresa. Essa personalização da informação começa a substituir a abordagem conhecida como outbound Marketing, que foca em comunicação massiva.

Especialmente as pequenas e médias empresas, mas não só elas, enfrentam dificuldades na hora de prospectar clientes, buscando primordialmente as pessoas conhecidas – o que pode não ser suficiente para assegurar um projeto de expansão sólido. Há formas, entretanto, de atrair interessados nos produtos e serviços ofertados por meio da geração de conteúdo estratégico.

A Samba Tech, plataforma de gestão profissional de vídeos, reformulou seu processo de vendas no início deste ano e alcançou um crescimento de 80% na base de clientes e 40% na receita no primeiro semestre, se comparado ao mesmo período de 2013. A empresa trabalha agora para atrair leads qualificados e aumentar as conversões finais.

Mídia programática
Ao colocar relevância e performance em posição de destaque, a mídia programática deslanchou, ao longo de 2014, ao fazer com que peças apareçam no momento certo para o consumidor certo. O leilão de espaços publicitários virtuais já é conhecido tanto por anunciantes quanto agências e mostra-se atrativa na busca incessante por retorno sobre investimento (ROI).

A compra pautada em métricas permite às marcas alcançar os perfis mais suscetíveis às ofertas. Com a prática, surgiram novas siglas no vocabulário da área, como RTB, DSP e DMP. O primeiro, real-time bidding, ou compra em tempo real, denomina essa forma de adquirir os espaços nos leilões. Já demand-size platform (DSP) nomeia a plataforma que permite as compras por perfil e comportamento de usuário. E o data management platform (DMP) é responsável por reunir os dados de páginas e de audiências.
Essa venda programática ajudou a simplificar o operacional do digital, que sempre foi muito complexo. Numa única plataforma, passou a ser possível comprar e vender. Segundo previsão da empresa de pesquisa eMarketer, a adesão deve movimentar US$ 70 milhões até 2017.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 22/12/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/32497/7-estrategias-de-marketing-que-se-consolidaram-em-2014.html

Desafios do Marketing Esportivo com a Copa e Jogos Olímpicos

Há alguns anos, bem antes do Brasil ser definido como sede da Copa 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, dei muitas entrevistas e escrevi artigos sobre a pergunta do momento: “…o Brasil está preparado para receber uma Copa do Mundo?” A resposta sempre me pareceu, e parece ainda hoje, muito óbvia: o Brasil pode realizar uma Copa do Mundo!

O Planejamento é muito fácil, basta copiar, adaptar e melhorar o que muitos países que já realizaram copas do mundo fizeram de acertado. A construção de estádios também. É só tomar cuidado com os famigerados elefantes brancos e se basear nos estádios sensatos, modernos, confortáveis e que se autossustentem. A mobilidade urbana, aeroportos, portos, transporte interno entre muitas outras necessidades podem ter o planejamento e realização copiadas de benchmarking apropriados.

Só que Marketing vai muito além disso tudo. Tenho conceituado Marketing Esportivo como o segmento esportivo do Marketing. Marketing Esportivo é Marketing. Assim como também são Marketing o famigerado Marketing Político, o Marketing Farmacêutico, o Marketing Rural e uma porção de outras definições que os modismos se encarregam de pulular no mercado.

Considerando os 4Ps básicos do Marketing Product, Price, Promotion e Place, cobrimos todas as necessidades acima citadas do ponto de vista do marketing. Coloquei tudo isso para chegar num ponto extremamente importante: se o Brasil quiser realizar uma Copa de gente grande, de primeiro mundo, precisa ter produto, preço, promoção e mercado devidamente bem planejados, administrados e realizados.

O que me parece o maior desafio do Marketing Esportivo, ou Sportainment Strategy: a criação, formatação, produção, distribuição, propagação e, principalmente, a entrega do produto. Não basta copiar planejamentos e modelos externos. É preciso realizar tudo isso. E para realizar tudo isso precisamos de profissionais capacitados, bem treinados, motivados e remunerados. E não temos. Nem vamos ter. Não dá mais tempo.

Assim como já não temos condições de ter uma geração de atletas preparados especialmente para os Jogos Olímpicos de 2016. Não dá mais tempo de descobrir, capacitar e treinar os “produtos” atletas. Não adianta correr atrás de cursos de Marketing Esportivo porque a Copa não será em 2014. A Copa é agora. Foi em 2010, 2009…

Mirar 2014 para formar profissionais de marketing devidamente preparados para tornar realidade todas as oportunidades geradas só se for para formar vendedores de espetinhos ao redor dos estádios. E mais, segundo o trabalho da Ernst&Young, entre 2010 e 2014, a Copa adicionará ao mercado R$ 142 bilhões, com R$ 63 bilhões de renda para a população e criação de 3,63 milhões de emprego/ano.

A maioria das estimativas prevê que em 2014 a Copa adicionará cerca de R$ 50 bilhões no PIB brasileiro. Portanto, quem deixar para 2014, como as autoridades e Governo estão deixando, estará jogando fora mais de R$ 90 bilhões. Pela estimativa da Ernst&Young 2010 já era. E pelo andar da carruagem, 2011 também. E, como sempre, para tirar o atraso em 2012 e 2013, vai ser aquela farra com dinheiro público. Nosso.

As oportunidades de negócios em todos os segmentos do mercado geradas pelos megaeventos são tantas e tão diversificadas que os profissionais de Marketing – a quem cabe identificar e aproveitar as oportunidades – precisam estar permanentemente atentos. Atentos, com capacidade profissional e vivência no Marketing. Saber identificar, criar e aproveitar essas oportunidades é o grande desafio do Marketing. Assim como no dia-a-dia. Só que multiplicado por milhares de vezes.

Os megapatrocínios são vendidos na Suíça, recebidos na Suíça e entregues no Brasil. Assim como os direitos de televisão, rádio, internet… Não fica um centavo no Brasil. Sobra para nós, simples mortais, ativação local desses patrocínios, licenciamentos locais das propriedades da FIFA, entre outros menores. Mesmo assim, as oportunidades são muito grandes. Alguns exemplos?

Dos 5.564 municípios brasileiros, apenas e tão somente 12 (se tanto) serão sedes da Copa. O que poderão fazer os outros 5.552? Quase todos eles já têm “comitês Pró-Copa”. Até já foram para a África para tomar conhecimento de como organizar uma Copa do Mundo… E os 15 estados que ficarão de fora das sedes? E a enorme quantidade de patrocinadores sem cacife para patrocinar a FIFA e a televisão? O que poderão fazer?

A Copa do Mundo transcende o aspecto meramente esportivo. É uma oportunidade magnífica para combater problemas sociais e promover os valores positivos associados ao esporte. Aí se abrem inúmeras oportunidades de inclusão, lazer, competição, eventos colegiais… Em 2014, com o megaevento, há a necessidade de profissionais qualificados no planejamento, gestão e rentabilização em todos os setores envolvidos. Aí se abrem centenas de oportunidades em treinamento, cursos, faculdades, escolas… (menos para profissionais de Marketing Esportivo que já perderam o bonde).

O Brasil tem também a grande oportunidade de realizar uma Copa Verde, sustentável, ecológica… Oportunidades para o país, estados, municípios, povo, atletas, população, empresas públicas ou privadas, pequenas, médias e grandes. Oportunidades em produção de produtos específicos e periféricos, prestação de serviços, gestão, administração, coordenação, intermediação… Eventos, turismo, formação e treinamento de pessoal, entretenimento, assessorias esportiva e de marketing, entre dezenas de outras.

O grande desafio não é 2014, mas o Brasil de 2011 e após 2017. Os perigos para o Marketing Esportivo são as dezenas de empresas de marketing esportivo criadas diariamente. A maioria só tem site na internet. Nunca realizaram nada. Nem um case sequer. Mas que vão atrapalhar muito, vão. Porque, assim como há os paraquedistas do Marketing Esportivo, também há os clientes e patrocinadores desavisados, desatentos e incompetentes, que compram sem saber o que estão comprando, para que e como. Depois que der tudo errado, vão sair falando que o Marketing Esportivo é que não funciona.

* José Estevão Cocco é Diretor-presidente da J.Cocco Sportainment Strategy, Presidente da Academia Brasileira de Marketing Esportivo, Conselheiro da Associação de Marketing Promocional, Membro da Academia Brasileira de Marketing e Idealizador e professor do Curso Sportainment Strategy A Nova Geração do Marketing Esportivo. – http://www.mundodomarketing.com.br/18009,artigos,desafios-do-marketing-esportivo-com-a-copa-e-jogos-olimpicos.htmmarço 2011