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Pague Menos inaugura flagship com oferta de serviços

A rede Pague Menos inaugurou sua milésima unidade na cidade de Fortaleza (CE), onde a companhia surgiu. A loja possui três andares e mais de 2 mil metros² de área construída, sendo considerada a maior farmácia das Américas. A flagship farmacêutica oferece serviços, como gôndolas interativas, cafeteria, salão de beleza, consultórios farmacêuticos com serviço de exames rápidos, vacinação, entre outros.

O objetivo da unidade é proporcionar para os clientes uma melhor experiência de compra, alinhada à das principais drugstores norte-americanas, trazendo um novo modelo de farmácia para o Ceará.

A nova loja oferece um salão “Sempre Bem” exclusivo para os consumidores da loja, onde é possível realizar serviços de beleza como hidratação capilar, escova, esmaltação e maquiagem. Para ter acesso aos serviços gratuitos é necessário adquirir produtos Procter & Gamble, Risqué e itens de maquiagem, entre outros. Os profissionais do salão utilizam os mesmos produtos que foram adquiridos, mostrando o método ideal de utilização, de acordo com as necessidades de cada cliente.

Há ainda um móvel interativo Beauty Care, da Johnson & Johnson, que indica os produtos mais adequados para cada tipo de pele. Na hora da escolha é possível realizar um quizz em tempo real, que apresenta as melhores sugestões para cada perfil. O móvel com tecnologia “Lift and Learn” é composto por uma TV de LED e uma bancada expositora com um produto de cada marca. O sistema permite que, ao levantar um dos produtos, o consumidor receba informações sobre sua composição, benefícios e modos de uso. Um cronograma de cuidados faciais personalizado é sugerido, identificando as necessidades especificas de cada cliente e consultoras de diferentes marcas ficam no espaço, para dar atendimento e apoio ao público. O foco é minimizar as dúvidas dos consumidores no momento da compra.

Na área de produtos infantis a Johnson & Johnson implementou uma gôndola intuitiva, de acordo com as rotinas das famílias com crianças, dedicada às áreas de higiene (banho e pós-banho), troca, nutrição, acessórios e outros.

A loja possui uma cabine da Omron, empresa japonesa de dispositivos e equipamentos de cuidados para a saúde. O equipamento realiza monitoramento da pressão arterial e controle de indicadores corporais. O móvel é uma espécie de cápsula com poltrona e tela touch, onde os clientes encontram dicas sobre cuidados com a saúde, como realizar corretamente o monitoramento residencial da pressão arterial e o controle de indicadores corporais. É possível utilizar ainda um monitor de pressão disponível para realizar a auto medida.

A farmácia tem o Clinic Farma com 2 salas de atendimento, onde é possível fazer o acompanhamento do tratamento prescrito pelos médicos e de autocuidado, revisão da medicação, acompanhamento de diabetes, hipertensão, risco cardiovascular, asma e participar de programas para deixar de fumar e perda peso, entre outros. O farmacêutico realiza testes de verificação de pressão arterial, glicemia e bioimpedância.

No local é a possível realizar exames laboratoriais rápidos, como Beta HCG (gravidez) e perfil lipídico (colesterol TSH e BHCG), cujos resultados saem em até 14 minutos. A rede utiliza a plataforma de testes laboratoriais Hilab, que combina internet das coisas e inteligência artificial para acelerar o diagnóstico. O equipamento precisa apenas de algumas gotas de sangue do dedo do cliente, tornando o exame menos invasivo.

Há ainda a farmácia, um laboratório de manipulação e uma unidade da Azul Cargo Express, onde é possível fazer envios para todo o território nacional. No 2º andar, há um ambiente da cafeteria Santa Clara – Reserva da Família, onde está disponível uma seção saudável com opções funcionais de alimentação.

O que os algoritmos e os assistentes virtuais dizem sobre o futuro do marketing – ADNEWS

O que os algoritmos e os assistentes virtuais dizem sobre o futuro do marketing

19 de Outubro de 2016 09h – Atualizado às 09:20
Inteligência Artificial

Todos nós tomamos uma série de decisões ao longo de um dia, das mais simples às complexas, misturando aspectos profissionais e pessoais. Telefonar para um cliente para discutir um determinado assunto, chamar um táxi ou o Uber, marcar reuniões com a equipe, decidir que filme assistir no sábado à noite ou encomendar uma pizza.

Agora, imagine que você possa contar com um assistente virtual para realizar boa parte dessas tarefas. Claro, não seria prudente mandar uma máquina conversar com seu cliente no seu lugar, mas por que não delegar à tecnologia, por exemplo, toda a organização das suas próximas férias, como reserva de voo pelo melhor preço e a escolha do hotel mais adequado?

Esse futuro não está muito distante. Com o desenvolvimento da inteligência artificial, cada um de nós vai ter um Virtual Personal Assistent (VPA) para chamar de seu. Essa é a apenas a ponta do iceberg do impacto das máquinas inteligentes na sociedade e, por consequência, no marketing.

Marketing para algoritmos

Os assistentes virtuais – que, por serem inteligentes e conhecerem profundamente o usuário, terão condições de tomar decisões baseadas nas preferências e necessidades de uma pessoa – representarão uma nova fronteira para os profissionais de comunicação. Por trás dessa inovação, está a constatação de que o marketing do século XXI está intrinsicamente associado a dados e à inteligência das máquinas.

A coisa é tão impactante que Mike Cooper, autor do livro “Sentience: The Coming AI Revolution and the Implications for Marketing”, afirma que em breve teremos de fazer marketing para seduzir os algoritmos. Já pensou nisso? Está preparado?

O raciocínio é que, como os assistentes virtuais vão decidir por nós, é bom que sua marca estabeleça uma conexão com eles a ponto de influenciar nas ações e recomendações da máquina, assim como se faz atualmente com gente de carne e osso.  O contato entre algoritmos e marcas poderá se dar por meio de smartphones, tablets, wearables ou outros objetos conectados à Internet das Coisas.  O ponto-chave é que toda essa relação será marcada por um nível elevadíssimo de personalização, autonomia e previsão.

Deep learning na área

Os passos rumos essa nova realidade estão sendo dados, e a tecnologia deep learning atua nesse processo.  De modo simplificado, ela pode ser entendida como uma subárea da inteligência artificial. A deep learning se baseia no conceito de redes neurais artificiais e consiste em preparar o computador para aprender a partir da observação dos dados.

Em outros termos, significa a máquina ter capacidade, um dia, para pensar, aprender e agir como um humano. “A ideia desse aprendizado profundo não é nova, mas vem se popularizando recentemente porque agora temos muito mais dados e processadores mais rápidos capazes de encontrar, com sucesso, o resultado de problemas complexos”, afirmou Lynne Parker, diretora da divisão de sistemas de informação da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em reportagem recente no site americano ComputerWorld.

Ainda há um longo caminho a percorrer no desenvolvimento da inteligência artificial, mas o uso de algoritmos de deep learning já têm obtido resultados marcantes em diversas aplicações, como reconhecimento de voz, imagens por computadores e processamento de linguagens. É a tecnologia por trás, por exemplo, no Google Translate e no Cortana, o assistente virtual da Microsoft.

A inteligência artificial teve um capítulo extraordinário recentemente com a conquista do Grand Prix de Innovation, em 2016, pelo Google com o projeto AlphaGo.  Desenvolvido em Londres pela DeepMind, empresa de inteligência artificial adquirida pelo Google, o programa venceu o melhor jogador do mundo de Go, um jogo criado na China antiga e considerado mais sofisticado que o xadrez. Segundo o Google, o AlphaGo é um projeto que pode ajudar a solucionar grandes problemas do mundo no futuro.

O que existe hoje

Se imaginarmos as profundas transformações que tecnologias como essas poderão provocar na publicidade daqui um bocado de anos, a cabeça vai longe. Olhando para o presente, no entanto, é possível perceber que os avanços obtidos pela inteligência artificial impressionam e indicam um horizonte promissor em termos de inovação e novas possibilidades na relação entre marcas e consumidores.

Em razão do aperfeiçoamento das máquinas inteligentes, a mídia programática tem avançado vertiginosamente e se colocado como instrumento importante na busca por impactar audiências cada vez mais específicas nos canais digitais. Já é possível fazer, com resultados notáveis para os anunciantes, campanhas com anúncios dinâmicos com segmentação precisa e mensagens personalizadas.

Ao direcionar os usuários para páginas de produtos do site, a mídia programática alcança pessoas que demonstraram interesses em produtos e leva mensagens direcionadas a elas. Não só isso. Também hoje já é possível personalizar campanhas online, com versões diferentes de um mesmo anúncio, montadas automaticamente conforme o perfil do usuário em questão.

O resultado de tudo isso são ações mais eficazes e criativas, com resultados melhores e, claro, que proporcionam um relacionamento ainda mais próximo com os consumidores. Se o presente já nos brinda com recursos de inteligência artificial impensáveis há até pouquíssimo tempo, o que dizer daquilo que nos aguarda no futuro?

 Artigo de Fernando Tassinari, diretor-geral da Criteo no Brasil

http://adnews.com.br/adarticles/o-que-os-algoritmos-e-os-assistentes-virtuais-dizem-sobre-o-futuro-do-marketing.html

Adsmovil aponta seis tendências do mobile para 2016

Se 2015 já foi o ano para o mobile, 2016 promete revolucionar ainda mais a forma de consumir informações e utilidades. Dois exemplos disso são os Wearables e a Internet das Coisas, que vêm ganhando cada vez mais força no mercado e caindo no gosto do consumidor. O Brasil não fica atrás de países como os Estados Unidos no que diz repeito a inovações tecnológicas. Aliás, o número de smartphones tem crescido a cada ano, e tende a superar a marca de 68 milhões alcançada em 2015 (Nielsen).

Diante deste cenário, a Adsmovil aponta quais serão os “temas da vez” de 2016, no segmento mobile, como a mídia programática. Este formato, por exemplo, já representa 8% do faturamento da Adsmovil na América Latina, que passou a oferecer o serviço em julho de 2015, e a expectativa é que este valor seja de 15% em 2016, por conta de países como Brasil e México, que foram os primeiros a adotar a solução.

“Cada vez mais as marcas estão percebendo a força que o mobile tem e continuará tendo no mercado tecnológico. Todas as tendências para 2016 mostram que o avanço está apenas começando e que o hábito dos consumidores está em constante mudança. Terá sucesso quem acompanhar estas mudanças”, ressalta Alberto Pardo, CEO da Adsmovil.

Confira abaixo as cinco tendências do seguimento para 2016:

1. Mídia Programática: encontrar a pessoa correta, no momento e local certos, em larga escala e de forma automática, além da transparência nos dados da audiência envolvidas no processo marcou 2015 e crescerá em 2016. De acordo com a previsão da consultoria eMarketer, os investimentos nesse formato de mídia devem saltar de US$ 600 mil, em 2014, para US$ 4,2 milhões este ano. Outro estudo da RBC Capital Markets e da Adversting Age aponta o mobile como a número 1 em termos de oportunidade para o crescimento de mídia programática, de acordo com 33% dos profissionais de marketing entrevistados.

2. Internet das Coisas: o conceito criado traduz a revolução tecnológica que levou utensílios do dia a dia a se conectarem a uma rede. Hoje, por exemplo, podemos nos conectar em qualquer lugar do mundo por meio de um aparelho móvel, sem que precisemos de um desktop. A comunicação se tornou mais instantânea e prática. Com o avanço constante da tecnologia, a tendência é que tenhamos cada vez mais alternativas para nos comunicarmos, isto é, variedades de aparelhos que podemos levar para qualquer lugar, e até mesmo vestir, como é o caso dos wearables.

3. Wearables: os famosos “vestíveis” estão ganhando cada vez mais espaço no dia a dia da população. Um bom exemplo disso são relógios como o Apple Watch, que possui todas as funções que o próprio smartphone da marca. Além dele, relógios de outras marcas foram lançados para facilitar ainda mais a maneira com que o consumidor se comunica e interage com o resto do mundo. Outro exemplo de wearables, são os óculos lançados com o objetivo de oferecer ao usuário uma experiência de inteligência artificial. Em 2016, vestíveis como esses citados, tendem a ganhar mais espaço no mercado.

4. Mobile advertising como fonte de vendas: aos poucos as marcas passam a enxergar a publicidade mobile como um recurso valioso em gerar vendas. Um bom exemplo é a campanha da marca Amopé, criada pela Adsmovil em conjunto com a Havas e que representou a primeira vez que a Reckitt Benckiser lançou uma marca no Brasil tendo como principal estratégia a publicidade mobile. O click-through-rate deste case foi quatro vezes maior do que a da campanha realizada em web e 26% dos produtos vendidos foram realizados via dispositivos móveis graças às inúmeras e precisas possibilidades de segmentação em mobile.

5. Centennials: para quem pensava que a geração Y seria a revolucionária de todos os tempos, não sabe o que está por vir. Os chamados Centennials, também conhecidos como geração Z, virão com tudo para alavancar o mercado mobile e mudar consideravelmente os comportamentos culturais. A geração Z ainda é jovem, de fato, mas as empresas têm aí uma oportunidade para atender esse novo mercado. A partir de 2016, a geração que não sabe o que é viver sem internet e smartphones, ajudará o mercado a se reinventar no que diz respeito à tecnologia mobile.

6. Foco no usuário:

• Mobile terá um crescimento significativo este ano, os esforços serão mais baixos na área de desktop, e pela primeira vez o mobile liderará as estratégias digitais das marcas.

• Geolocalização, formatos de Rich Midia e “Retargeting” serão essenciais para atingir o público em ferramentas de dispositivos móveis.

• O uso adequado dos dados dos usuários e seus hábitos de consumo será essencial para criar uma publicidade móvel altamente personalizado, 100% focado nos usuários e suas necessidades.

Redação Adnews – 21/01/2016

http://www.adnews.com.br/internet/adsmovil-aponta-seis-tendencias-do-mobile-para-2016

5 tendências tecnológicas móveis

O mundo hoje gira mais rápido do que nunca. Além das transformações em nível acelerado, as pessoas e as informações estão em constante movimento. E as empresas que querem acompanhá-las não podem mais adiar os investimentos em tecnologias móveis, que promovam uma experiência positiva do consumidor ou mesmo do cliente, em caso de companhias com atuação B2B.

Na era da transformação digital, os dispositivos móveis e as aplicações inovadoras, que promovam uma experiência positiva do consumidor, serão essenciais para o sucesso do negócio. A Capgemini listou cinco tendências no campo da mobilidade que devem guiar o mercado nos próximos anos:

1. Transformação móvel nas lojas
Será um passo importante para os varejistas e expositores. A formação de clientela, promoções personalizadas, check-out assistido, pontos de venda móveis e gestão de inventário desempenharão papel fundamental. A localização e as aplicações com base em big data – análise inteligente de dados – também ganharão mais destaque.

2. Aumento da adoção de pagamentos móveis
Por enquanto a tecnologia Near Field Communication (NFC), que permite a troca de informações sem fio e de forma segura entre dispositivos compatíveis que estejam próximos um do outro, não se mostra ainda atraente o suficiente. Com o lançamento da Apple Pay e a integração NFC,  no entanto, os pagamentos móveis terão uma tração significativa. Veremos uma enorme quantidade de novos meios de pagamento sendo lançados. Haverá um aumento na adoção de plataformas concorrentes, como o Google Wallet e o PayPal.

3. Mobilidade vs. Desktop
A “lacuna de aplicações” encolherá, já que, com uma força de trabalho mais móvel, surgiu uma diferença notável entre desktop e dispositivo móvel. Haverá um crescimento dos novos tipos de aplicações eficientes para a empresa – especialmente utilizado para a priorização inteligente de tarefas, que as localiza com agilidade e elege as mais importantes. Isso inclui inteligência embarcada, que analisa e prevê o comportamento do usuário e suas preferências, a fim de personalizar a experiência única do profissional.

4. Segurança
A segurança móvel pós-Snowden continuará a ganhar força devido ao aumento da mobilização empresarial. O amadurecimento das ofertas de Enterprise Mobility Management (EMM) também será impulsionado, à medida que mais empresas migrem de formatos pilotos para a implantação em larga escala.

5. Mobilidade e Convergência da Internet das Coisas
Elas decolarão como os sistemas preferenciais para os executivos de gestão de inventário e de vendas. A procura por soluções móveis baseadas em dispositivos vestíveis, tais como Google Glass e Apple Watch, começará a ser mais intensa no próximo ano. Os aplicativos vestíveis de cuidados com a saúde terão maior aceitação. Os carros conectados e a automação predial também terá uma adoção mais ampla

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 21/07/2015

http://www.mundodomarketing.com.br

Os 5 sentidos da experiência do cliente

Um estrondoso número de novas tecnologias e soluções nasce diariamente e se posiciona no mercado com objetivos claros de melhoria de eficiência, aumento de produtividade, maior assertividade nas oportunidades de negócios. Ao final do dia, estas tecnologias buscam sempre maior lucratividade e aumento de valor patrimonial a cada exercício fiscal. Apesar de este ser um discurso óbvio, as áreas de tecnologia e soluções seguem tentando bravamente estar mais próximas do negócio final de suas corporações e oferecer, ao menor custo, as mais sofisticadas soluções – o universo de TIC que consiga, de fato, diminuir a distância entre a estrutura de vendas e o cliente final. Ter produto final calcado no tripé qualidade X custo X benefício deixou de ser, há décadas, um diferencial competitivo. Esse tripé é, hoje, uma exigência de mercado.

O que seria, então, a tecnologia realmente capaz de “tocar” os 5 sentidos de cada cliente, produzindo um sentimento de encantamento e fidelização? Que ambientes de negócios baseados em TIC são reais diferenciais competitivos, e não mais do mesmo?
Os diferenciais atuais estão enraizados em um novo ambiente virtualizado e digitalizado, acessível de qualquer lugar e a partir de qualquer dispositivo. Esses novos ambientes devem ter inteligência suficiente para entender profundamente o perfil de cada candidato a cliente que a empresa tenha, como melhor qualificá-lo, registrá-lo e trazê-lo para dentro do contexto que esta empresa esta inserida. Com estas ferramentas claras, uma empresa pode aumentar sua eficiência e reduzir seu ciclo de fechamento de negócios.
O conjunto de conceitos tecnológicos baseados em cloud computing, bigdata/analytics, redes sociais, Internet das Coisas e mobilidade era, há algum tempo, chamado de inovador e emergente – hoje essas tecnologias já são consideradas fundamentais e obrigatórias.  Há 2 ou 3 anos o CIO e as áreas de TI se questionavam sobre usá-las ou não; usá-las para que e para onde?
Nos dias atuais, a pergunta que paira na cabeça destes profissionais é porque ainda não adotamos essas tecnologias e em quanto tempo o faremos. Isto significa um caminho sem volta, um caminho que transforma as formas de oferecer os produtos da empresa para, deste modo, inseri-los de forma real e efetiva no mundo globalizado e digitalizado.
Neste contexto encontramos um mundo conectado à Internet através de diferentes dispositivos (BYOD, wearables e Internet das Coisas). São tecnologias cada vez mais encravadas na pele das pessoas, tornando indistintas as informações pessoais e profissionais. Dentro deste quadro, o que é possível fazer para diferenciar uma empresa em meio a seus competidores? Como propor algo fora do comum?
Se dividirmos o cenário em 2 partes, temos de um lado o cliente a ser conquistado. Com isso em foco, o uso deste conjunto de novas tecnologias entra em uma nova fase, ainda pouco difundida e pouco utilizada pelas empresas nacionais – o desafio, agora, é intensificar a experiência do cliente e sua percepção da qualidade do atendimento que esta recebendo. Esta percepção deve estar desvinculada da tecnologia, embora tenha sido 100% construída sobre ela.  O objetivo é posicionar a tecnologia como um modo da empresa atuar profundamente sobre os 5 sentidos do ser humano. Estamos falando da construção de um ambiente preocupado com o conforto e a exacerbação destes 5 sentidos. Esse tipo de ambiente seguramente será revisitado e recomendado pelo cliente.
Imagine a percepção do cliente ao ser reconhecido por um ambiente, com clima e iluminação cuidadosamente sintonizados e harmônicos, com informações na ponta dos dedos e oferecendo interação dinâmica, sob medida para seu perfil particular. Esta abordagem é, indiscutivelmente, um diferencial competitivo.  Nascidas para criar esta nova forma de se relacionar com o cliente, algumas das principais empresas digitais globais vêm crescendo de forma desenfreada, dominando os clientes e os negócios, obtendo sucesso e valorização sem limites.
Do outro lado, temos a empresa usuária, investindo em entender estas tecnologias e novos ambientes de maneira a melhor capturar o cliente.  O uso de BI (Business Inteligence), analytics e cloud computing permite acompanhar o cliente e o prospect em cada um de seus passos, sem ser invasivo e ainda respeitando regras de privacidade e elegância. Mecanismos de localização e presença são capazes de complementar o perfil de cada cliente, tornando-o mais ou menos interessante a um novo negócio. Os profissionais de marketing capazes de aliar a tecnologia à base de informação de perfil dos seres humanos conseguirão trazer para dentro da empresa, de forma rápida e dinâmica, uma base de dados com graus de assertividade impressionantes. Imagine um cliente ou prospect andando por um ambiente onde as informações publicadas estão diretamente relacionadas ao seu estilo de vida, profissional ou pessoal. Esta experiência provoca um encantamento digital. É importante que isto seja sentido e percebido sem que a tecnologia seja vista ou seja impositiva. Empresas que pensam nesta direção destacam-se no mercado e têm bases de informação tão ricas quanto gigantes.
Fazer uso de imagens, colaborar informação, ao invés de simplesmente compartilhar esse ativo, ter presença na rede de forma natural e notória são ingredientes importantes para o sucesso das empresas que querem estar na próxima geração em posição de liderança e de definição de padrões de mercado. Os comportamentos estão em transição. O homem esta conectado, o dispositivo móvel passa a ser só mais um dispositivo e a Internet das Coisas, em conjunto com os wearables, estão revolucionando os meios de comunicação dos negócios. São tecnologias que “tocam” os 5 sentidos do cliente e criam uma sensação de encantamento e pertencimento nunca vistos antes.
Artigo de Paulo Pichini, CEO da Go2NeXt.
08 de maio de 2015 · Atualizado às 10h51